Close Menu
Pará Terra BoaPará Terra Boa
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
  • SOBRE
  • CONTATO
Últimas notícias

Amazônia recebe aporte de R$ 69,5 milhões para restaurar áreas protegidas

MEIO AMBIENTE

Mesas Executivas do Açaí articulam setor produtivo para fortalecer a cadeia do fruto

ECONOMIA

Brasil lança plano nacional para combater o calor extremo

MEIO AMBIENTE
Facebook Instagram LinkedIn
1.
  • Amazônia recebe aporte de R$ 69,5 milhões para restaurar áreas protegidas
  • Mesas Executivas do Açaí articulam setor produtivo para fortalecer a cadeia do fruto
  • Brasil lança plano nacional para combater o calor extremo
  • Calor extremo ameaça o modo de vida de povos da Floresta Amazônica, diz estudo
  • Pará concentra maior número de cidades em iniciativa federal contra desmatamento
12 de março de 2026
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Facebook Instagram
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Home»MEIO AMBIENTE»O que muda com a saída das tradings da Moratória da Soja
MEIO AMBIENTE ECONOMIA 9 de janeiro de 2026

O que muda com a saída das tradings da Moratória da Soja

Movimento deve impactar o controle do desmatamento, as ambições climáticas do País e a exportação de soja
WhatsApp Facebook LinkedIn Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas Email
Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace
Compartilhar
WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email

A saída das grandes tradings da Moratória da Soja não encerra o acordo, mas muda significativamente as normas que orientam a comercialização da oleaginosa produzida na Amazônia. Neste cenário, a questão mais importante para o produtor não é o fim de regras, mas a mudança de quem passa a defini-las.

Fragmentação de regras, alta de custo e burocracia são só alguns dos pontos em jogo. O gerente de Políticas Públicas do Imaflora, Lisandro Inakake, ajuda a entender o cenário, detalhando como esse movimento deve impactar o controle do desmatamento, as ambições climáticas do País e a exportação de soja.

Ao longo de quase duas décadas, a Moratória funcionou como um filtro adicional à legislação, impedindo que áreas desmatadas, mesmo quando legalmente, entrassem na cadeia de comercialização. Esse critério único trouxe previsibilidade ao mercado e ajudou a proteger produtores e empresas de questionamentos ambientais.

Com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e de 20 das maiores tradings do setor no mundo, o receio é que esse controle se fragmente. A desfiliação ocorreu após a entrada em vigor da Lei Estadual nº 12.709/2024, de Mato Grosso, que alterou as condições para a concessão de incentivos fiscais.

Exigências pulverizadas

Sem um pacto coletivo já reconhecido e aceito pelo mercado, compradores mais exigentes tendem a buscar soluções próprias para reduzir riscos reputacionais. Ou seja, cada um pode passar a adotar suas próprias exigências, com regras diferentes, prazos distintos e metodologias próprias de verificação.

“Possivelmente compradores internacionais irão solicitar a implementação de mecanismos de controle, sejam eles próprios ou das exportadoras. Contudo, potencialmente estes mecanismos não estarão sob uma governança que harmonize processos, levando a um ambiente de menos garantias e certezas”, explica Lisandro.

Posição no mercado

O especialista avalia com cautela a posição da soja brasileira no mercado, mas aponta que a commodity tende a ficar mais vulnerável diante de exigências internacionais com o enfraquecimento do acordo.

“Sem, a moratória, nada assegura cadeias livres de desmatamento na Amazônia para este mercado mais exigente”, diz

A dimensão dessa mudança deve ficar mais clara com a implementação de dois instrumentos do mercado europeu: a Regulamentação Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), adiada para 2027, e o acordo UE-Mercosul, ainda pendente. “Por ora, a posição segue ameaçada”, acrescenta.

Por que o Código Florestal sozinho não basta?

Embora parte do setor agrícola defenda que o Código Florestal Brasileiro seja suficiente para conter o desmatamento, a aplicação prática da lei esbarra em limitações, como a análise e validação dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR), processo que ainda não foi concluído em larga escala.

“Adiciona-se a isto o fato de que a maior parte do desmatamento existente nos territórios abrangidos pela Moratória da Soja tenha ocorrido de forma ilegal. 91% do desmatamento na Amazônia foi ilegal. a Moratória é um acordo de desmatamento zero e mecanismo complementar à agenda pública”, afirma o especialista.

O que substitui a moratória?

Para o Imaflora, não existe hoje nenhum instrumento com capacidade de substituir o acordo com a mesma eficiência, já que novos arranjos preservariam apenas parte dos avanços alcançados. Desde o início do acordo, em 2008, foi registrada alta de 344% na produção de soja na Amazônia, enquanto o desmate caiu 69% no bioma.

“A moratória é o benchmark da agenda de cadeias livres de desmatamento em commodities produzidas nos trópicos. Novos arranjos potencialmente alterarão os requisitos básicos da Moratória, como o critério desmatamento zero a partir de 2008 e o monitoramento unificado da conformidade ambiental na área de produção de soja.”

 O que está valendo?

A Moratória segue formalmente em vigor, com regras e signatários remanescentes. Uma delas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), reforçou recentemente que o tema continua sob julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e que a pressão do mercado internacional por soja livre de desmatamento se mantém.

“É importante ressaltar que a saída das tradings associadas à ABIOVE precisa ser efetivada. Existem procedimentos previstos no Termo de Compromisso que precisam ser realizados, e, com isso, teremos clareza sobre quem, de fato, saiu ou não do pacto e sobre seu consequente impacto”, explica Lisandro.

Compromissos ameaçados

Tudo isso também pressiona os compromissos climáticos do Brasil. No Acordo de Paris, por exemplo, a meta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre 59% e 67% até 2035. Um estudo preliminar do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) indica que o fim do acordo pode elevar em até 30% o desmate até 2045.

“Partindo do pressuposto que o principal driver de emissão dos GEE é a mudança de uso do solo e que 9 milhões de hectares estariam aptos para serem desmatados no bioma Amazônia com o fim da MS, a efetivação desta estimativa vai em sentido contrário as ambições climáticas brasileiras”, conclui.

Fonte: André Garcia/Gigante 163

desmatamento destaque destaque2 Imaflora mercado internacional moratória da soja
Compartilhar. WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email
Artigo AnteriorMunicípios do Pará registram ocorrência de vassoura de bruxa da mandioca
Próximo Artigo Entre o passado e o futuro: o que moradores de Belém desejam no aniversário de 410 anos da cidade?

Você pode gostar também de

MEIO AMBIENTE

Amazônia recebe aporte de R$ 69,5 milhões para restaurar áreas protegidas

ECONOMIA

Mesas Executivas do Açaí articulam setor produtivo para fortalecer a cadeia do fruto

MEIO AMBIENTE

Brasil lança plano nacional para combater o calor extremo

MEIO AMBIENTE

Calor extremo ameaça o modo de vida de povos da Floresta Amazônica, diz estudo

Busque em nosso site
Previsão do tempo

+32
°
C
+33°
+21°
Altamira (Para)
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+33
°
C
+33°
+20°
Sao Felix do Xingu
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+32
°
C
+32°
+23°
Belém
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

Curta Nossas Redes Sociais
  • Facebook
  • Instagram
Acesse nosso WhatsApp
WhatsApp
Envie sua notícia

Quer compartilhar uma notícia ou acontecimento da sua região?

Envie para a nossa redação!

    Publicidade
    Publicidade

    Aqui você encontra notícias boas para a gente boa desta terra boa que é o nosso Pará.

    Siga, comente e compartilhe nossos perfis nas redes sociais.

    Reprodução permitida, mas cite a fonte por favor!

    Facebook Instagram
    ENTRE EM CONTATO

    ANUNCIE NO PARÁ TERRA BOA

    Confira o Mídia Kit e contatos aqui

    ENVIE SUAS IDEIAS

    Queremos conhecer bons exemplos de quem cuida da nossa terra boa! Mande sua história ou de terceiros no WhatsApp para (91) 99187-0544 ou no formulário de contato aqui. 

    LEIA NOSSAS MATÉRIAS
    • COP30
    • GENTE DA TERRA
    • ECONOMIA
    • AGRICULTURA
    • MEIO AMBIENTE
    • CULTURA
    POLÍTICAS DO SITE

    Política de Privacidade

    Política de Cookies 

    © 2026 Pará Terra Boa.
    • SOBRE
    • CONTATO

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Confira a política de utilização de cookies.
    ConfiguraçõesAceitar
    Gerenciar consentimento

    Visão geral da privacidade

    Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
    Funcional
    Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
    Performance
    Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.
    Analytics
    Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
    Propaganda
    Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
    Outros
    Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados e ainda não foram classificados em uma categoria.
    Necessário
    Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
    açaí
    tarifaço
    economia
    prejuízo
    destaque
    SALVAR E ACEITAR