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Home»CULTURA»Curro Velho: 35 anos de arte e transformação social às margens do Rio Guamá, em Belém
CULTURA 1 de dezembro de 2025

Curro Velho: 35 anos de arte e transformação social às margens do Rio Guamá, em Belém

A edificação é um marco arquitetônico, criado em 1861, e foi o primeiro matadouro da cidade
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Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará
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No coração do bairro do Telégrafo, em Belém, ergue-se o histórico prédio do Núcleo de Oficinas Curro Velho (NOCV), que, no final deste 2025, celebra 35 anos de uma existência marcada pela dedicação à cultura, à formação e, sobretudo, à transformação social. O que hoje é um vibrante centro de expressão e ensino artístico carrega consigo uma história arquitetônica que remonta ao século XIX, quando o edifício tinha uma função pública e singular para o abastecimento da capital.

A edificação, onde hoje funciona o Curro Velho, é um marco arquitetônico da cidade, criado em 1861. O complexo foi o primeiro matadouro de Belém, e sua denominação, “Curro Velho”, reflete as atividades que ali se desenvolviam, tornando-se, ao longo do tempo, um ponto de referência de distribuição de carne para todos os açougues da cidade. Com o passar do tempo, o matadouro foi desativado e o prédio passou por um período de inatividade, aguardando um novo propósito que pudesse honrar sua estrutura imponente e sua localização estratégica na capital.

Renascimento como fundação

O grande renascimento do local ocorreu na transição da década, culminando em 1990, com a criação oficial da Fundação Curro Velho (FCV), quando o casarão e seus anexos foram restaurados e adaptados para abrigar oficinas e projetos socioculturais. O objetivo era claro e inspirador: transformar o patrimônio em um espaço de formação artística e cidadania para a população paraense, com foco especial nas comunidades do entorno.

Mas a Fundação Curro Velho não se limitava ao prédio do Telégrafo, um outro edifício, também histórico, integra a FCV desde sua criação: a Casa da Linguagem, no bairro de Nazaré. Situada em prédio histórico, construído em 1870 para ser a residência da família do engenheiro Francisco Bolonha, a Casa já faz parte da paisagem de Belém, como parte do conjunto das antigas edificações ainda existentes nos arredores da Praça da República. Com a restauração realizada em 1991, a Casa tornou-se referência no estudo da Palavra e suas possibilidades na linguagem, enquanto som, grafia e significado, se transformando, formando e informando – a palavra estudada enquanto som, signo, língua e linguagem.

A trajetória institucional ganhou um novo capítulo em 2015, quando o Governo do Estado implementou uma reforma institucional que promoveu a fusão das instituições culturais estaduais. Assim, a Fundação Curro Velho e o antigo Instituto de Artes do Pará (IAP) foram integrados à Fundação Cultural do Pará (FCP), o que consolidou seu papel na política de formação artística estadual. Desde então, a Fundação Curro Velho passou a se chamar Núcleo de Oficinas Curro Velho.

Impacto social

O legado inspirador do Núcleo de Oficinas Curro Velho, ao longo dessas três décadas e meia, reside, sobretudo, no impacto social e educacional que exerce. O Curro, como é carinhosamente chamado pelos usuários e servidores, é um farol para a região, e sua dedicação se intensifica no trabalho junto aos moradores e moradoras da vizinha Vila da Barca.

Na Vila, onde a arte se torna ferramenta de empoderamento, o Curro Velho é um ponto de apoio e uma porta aberta para o futuro. O Núcleo oferece gratuitamente centenas de vagas em oficinas de iniciação e aperfeiçoamento que abrangem uma rica diversidade de linguagens artísticas e culturais, como, por exemplo, artes visuais (pintura, desenho, grafite), artes cênicas (teatro, dança), música (instrumentos, canto coral), e artesanato e cultura popular (maracá, carimbó, confecção de brinquedos), entre muitos outros.

Celeste Iglesias, diretora do Núcleo de Oficinas Curro Velho, considera que esses 35 anos são o encontro do passado imponente do prédio com a energia efervescente de cada aluno.

“O Curro Velho é mais do que tijolos e oficinas; é uma filosofia de vida que transforma histórias. Se as paredes testemunharam o desenvolvimento de Belém no passado, hoje elas testemunham o desenvolvimento humano de nossa gente, de nossa juventude, oferecendo a arte como ferramenta mais poderosa para o empoderamento e para a construção de um futuro digno. Este legado é o motor que nos impulsiona, e a razão pela qual o Curro Velho permanece essencial para a cultura paraense”, explica.

As atividades oferecidas pela instituição vão além do ensino técnico, são instrumentos de cidadania. Promovem a autoestima, a disciplina, o convívio social e o senso de pertencimento. Para muitos participantes, a formação artística se converte em uma fonte de renda e realização profissional, seja na produção cultural ou no ingresso no ensino superior.

Dessa forma, o Curro Velho se firma como um espaço de encontro e efervescência criativa, onde o patrimônio histórico se une à força transformadora da cultura popular e da juventude. Celebrar seus 35 anos é reconhecer que este local é uma instituição essencial, um verdadeiro celeiro de talentos que enriquece a cultura e a sociedade paraense. Parabéns ao Curro Velho por sua história e seu legado inestimável.

Curro Velho destaque
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