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	<title>TECNOLOGIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>TECNOLOGIA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Fertilizante criado no Brasil aumenta produtividade e recupera o solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 18:26:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/fertilizantes-embrapa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Cientistas da USP (via RCGI) patentearam um fertilizante inteligente que recupera solos tropicais degradados, aumenta a produtividade e reduz emissões de CO₂. O insumo utiliza estruturas metal-orgânicas (MOFs) — tecnologia premiada com o Nobel em 2025 — para liberar nutrientes de forma controlada e personalizada para cada solo. A solução pode ajudar a reabilitar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/fertilizantes-embrapa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Cientistas da USP (via RCGI) patentearam um fertilizante inteligente que recupera solos tropicais degradados, aumenta a produtividade e reduz emissões de CO₂.</em></li>
<li><em>O insumo utiliza estruturas metal-orgânicas (MOFs) — tecnologia premiada com o Nobel em 2025 — para liberar nutrientes de forma controlada e personalizada para cada solo.</em></li>
<li><em>A solução pode ajudar a reabilitar cerca de 150 milhões de hectares degradados no Brasil, diminuindo o desmatamento e a dependência de adubos importados.</em></li>
<li><em>Produzido via química verde (sem resíduos e com pouca água), o método reduz em 70% o custo de fabricação das estruturas em comparação com os meios tradicionais.</em></li>
<li><em>O fertilizante já foi validado com sucesso em lavouras de soja, café e cana-de-açúcar, e o projeto agora avança para a fase de produção em escala industrial.</em></li>
</ul>
<p>Uma nova patente desenvolvida no Brasil pode transformar a forma como o País lida com a produtividade no campo e as metas ambientais. Cientistas do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP criaram um fertilizante inteligente. O insumo foca na recuperação de solos tropicais, no aumento da colheita e no sequestro de carbono da atmosfera, evitando a necessidade de desmatar novas áreas para expandir a agricultura.</p>
<p>A inovação é fruto de um trabalho conjunto entre o RCGI/USP, Unesp, Shell Brasil, as empresas de tecnologia profunda MOF TECH e Quanticum, e a Novamérica, contando com verbas de pesquisa reguladas pela ANP.</p>
<p>A base do novo fertilizante são as chamadas estruturas metal-orgânicas (MOFs), uma vertente da ciência que rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2025. Essas estruturas funcionam imitando os processos naturais da terra, retendo e liberando os nutrientes sob medida, conforme a necessidade e o tipo de solo.</p>
<p>Segundo a professora Liane Rossi, do Instituto de Química da USP e coordenadora do projeto, o Brasil assume a vanguarda global ao aplicar essa tecnologia de materiais avançados na regeneração de ecossistemas tropicais por meio de uma produção limpa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos pioneiros globais na utilização de estruturas metal-orgânicas (MOFs) para regenerar solos tropicais, produzidos por meio de uma rota mecanoquímica limpa, provando que o Brasil está na vanguarda da pesquisa dessa tecnologia. A inovação está em combinar química de materiais avançados com ciência do solo tropical&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Estima-se que a novidade possa ser aplicada em cerca de 150 milhões de hectares que hoje sofrem com a degradação no território nacional. O avanço também abre portas para que agricultores lucrem com o mercado de créditos de carbono e reduz a forte dependência que o mercado brasileiro tem de adubos importados.</p>
<h3>Produção limpa e testes práticos</h3>
<p>A eficiência do insumo não está apenas no campo, mas também na fábrica. Desenvolvido sob as diretrizes da química verde, o fertilizante consome pouca água em sua fabricação e não gera rejeitos poluentes. Além disso, a rota de produção utilizada pela equipe reduziu em cerca de 70% o custo de fabricação dessas estruturas metal-orgânicas quando comparada aos métodos tradicionais da indústria.</p>
<p>Os solos tropicais costumam sofrer com alta acidez e baixo teor de nutrientes. Nesse cenário, o novo produto melhora a estrutura da terra, expande a estocagem de carbono no chão e eleva a imunidade das plantas contra pragas.</p>
<p>O material já passou por testes práticos em estufas e em plantações comerciais de grande escala, como soja, café e cana-de-açúcar. De acordo com Barbara Samartini, líder de projetos da Shell Brasil, as avaliações de campo comprovaram o aumento real de produtividade e a queda na emissão de gases estufa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Testamos o material em condições de casa de vegetação e campo nas principais culturas do agronegócio brasileiro e verificamos que a tecnologia entrega ganhos em produtividade, aumento do carbono no solo e redução de emissões de CO₂. Além disso, conseguimos avançar significativamente na redução de custos de produção do material, o que indica a viabilidade econômica. Estamos falando de uma solução com potencial concreto de impacto para o produtor e para o clima&#8221;, destaca Barbara.</p></blockquote>
<p>Após ter sua eficácia comprovada em lotes de teste, o projeto agora avança para a fase de produção em escala industrial, mirando o mercado de larga escala.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Cientistas mapeiam o DNA do açaí e prometem acelerar produção na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/tecnologia/cientistas-mapeiam-o-dna-do-acai-e-prometem-acelerar-producao-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[DNA]]></category>
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		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/acai999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Cientistas da UFPA e da Embrapa mapearam o DNA completo do açaí pela primeira vez, decifrando o funcionamento genético da planta. O mapeamento genético vai reduzir o tempo necessário para criar novas variedades de açaí de 24 anos para menos de uma década. Os testes descobriram que o &#8220;açaí branco&#8221; tem o mesmo DNA [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/acai999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Cientistas da UFPA e da Embrapa mapearam o DNA completo do açaí pela primeira vez, decifrando o funcionamento genético da planta.</em></li>
<li><em>O mapeamento genético vai reduzir o tempo necessário para criar novas variedades de açaí de 24 anos para menos de uma década.</em></li>
<li><em>Os testes descobriram que o &#8220;açaí branco&#8221; tem o mesmo DNA do roxo, mas com o gene que ativa a coloração natural desligado.</em></li>
<li><em>Os dados serão usados para desenvolver plantas mais resistentes a pragas, adaptadas para cultivo em terra firme e para ajudar indústrias de cosméticos e remédios de forma sustentável.</em></li>
</ul>
<p>Cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental conseguiram sequenciar, pela primeira vez na história, o genoma completo do açaí. A descoberta funciona como um &#8220;manual de instruções&#8221; da palmeira e promete acelerar o desenvolvimento de novas variedades do fruto, reduzindo o tempo de pesquisa de laboratório e de campo em até três vezes.</p>
<p>Até então, os pesquisadores precisavam de cerca de 24 anos de testes contínuos no campo para lançar uma nova variedade de açaí mais produtiva. Com o código genético totalmente decifrado, a seleção das melhores plantas poderá ser feita diretamente no computador, encurtando o processo para menos de uma década.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com o sequenciamento, podemos identificar regiões do genoma que funcionem como marcadores para evitar a espera de cerca de seis anos até que tenhamos informações sobre a produtividade&#8221;, explicou a pesquisadora Elisa Moura, uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>O mapeamento também desvendou segredos biológicos da planta, como o caso do &#8220;açaí branco&#8221; (que na verdade é verde). Os testes mostraram que ele possui os mesmos genes do açaí roxo, mas com o mecanismo que ativa a cor natural &#8220;desligado&#8221;.</p>
<p>A partir de agora, o foco das pesquisas será usar esses dados para criar açaizeiros mais resistentes a pragas e, principalmente, plantas adaptadas para o cultivo em terra firme, já que a espécie é nativa de áreas alagadas. Além disso, a indústria de cosméticos e medicamentos poderá usar o DNA para produzir os antioxidantes do açaí em laboratório, de forma sustentável e sem desgastar as florestas.</p>
<p>A pesquisa contou com o financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além dos pesquisadores citados acima, também assinam o artigo: Maria Silvanira Ribeiro Barbosa, Sávio de Souza Costa, Davi Josué Marcon, Adan Rodrigues de Oliveira, Lucas da Silva e Silva, Maria Paula Cruz Schneider, Juarez Antônio Simões Quaresma, Diego Assis das Graças, Adonney Allan de Oliveira Veras, Simone de Miranda Rodrigues e Artur Silva.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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		<title>Brasil e Alemanha firmam acordo para monitorar gases de efeito estufa com alta precisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:28:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
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		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image. O grande diferencial da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image.</p>
<p>O grande diferencial da missão é a sua visão aguçada. Enquanto os instrumentos atuais planejam medições com uma resolução de 2 km, o sensor do satélite CO2Image entregará uma precisão de 50 metros. Essa capacidade permite identificar emissões de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄) a partir de 1 milhão de toneladas por ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;Além das importantes questões científicas, a possibilidade de termos um medidor de gases de efeito estufa em 50 metros amplia nossa capacidade de auxiliar a qualidade do inventário nacional de emissões e de trabalhar esta questão com um conjunto de setores produtivos do país, em particular a indústria de óleo e gás&#8221;, disse Antonio Miguel Vieira Monteiro, diretor do INPE.</p></blockquote>
<p>O Brasil será o responsável pelo &#8220;módulo de serviços&#8221; (o corpo que sustenta o satélite), utilizando a Plataforma P100, uma estrutura modular para satélites de pequeno porte (até 200 kg) que otimiza custos e tempo de construção.</p>
<p>Já a Alemanha será responsável, pelo DLR, o sensor de alta tecnologia que faz as medições. E a Agência Espacial Brasileira (AEB) vai atuar na coordenação e acompanhamento técnico, garantindo que o projeto siga o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).</p>
<p>A missão não apenas reforça a autonomia tecnológica do Brasil, mas entrega um produto inovador para a agenda climática global.</p>
<p>Ao combinar o conhecimento de 40 anos de engenharia espacial do INPE com a tecnologia alemã, o País se posiciona na vanguarda do monitoramento de emissões, essencial para o cumprimento de acordos internacionais e para a descarbonização da economia.</p>
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		<title>Pará é polo de inovação no agro tecnológico brasileiro, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 18:10:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[agro no pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/tecnologia2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ecossistema de inovação no agronegócio segue em expansão no Brasil, com destaque especial para o estado do Pará e as regiões Norte e Nordeste. Essa é uma das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil, estudo elaborado pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens. Além do crescimento numérico de iniciativas nessas regiões, o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/tecnologia2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ecossistema de inovação no agronegócio segue em expansão no Brasil, com destaque especial para o estado do Pará e as regiões Norte e Nordeste. Essa é uma das conclusões da sexta edição do <a href="https://radaragtech.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Radar-Agtech-2025-Embrapa-SP-Ventures-Homo-Ludens.pdf" target="_blank" rel="noopener">Radar Agtech Brasil</a>, estudo elaborado pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens.</p>
<p>Além do crescimento numérico de iniciativas nessas regiões, o Pará também foi apontado como um polo relevante de inovação em nível nacional, impulsionado pela interiorização de políticas públicas, atuação de instituições de pesquisa e fortalecimento de ambientes locais de inovação.</p>
<p>A pesquisa destaca que, embora o maior volume de negócios de tecnologia voltados ao setor ainda esteja concentrado nas regiões Sudeste e Sul, outras áreas do País começam a ganhar dinamismo, especialmente em territórios historicamente menos representados.</p>
<p>Esse avanço é atribuído a políticas públicas, estudos estratégicos e iniciativas que ampliam a capilaridade territorial, favorecem a atração de investimentos e aprimoram o mapeamento do potencial do setor.</p>
<h3>Pará em foco</h3>
<p>A capital paraense concentra 17 Agtechs (startups de tecnologia agropecuária). O estudo aponta ainda que, desde 2019, o Pará vem trilhando uma trajetória positiva, se consolidando como um dos polos urbanos mais relevantes da região no campo da inovação agropecuária. A presença de hubs, programas locais e outras iniciativas ao longo desse período, mostra a estruturação de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo tecnológico no estado.</p>
<p>Para o coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa, Aurélio Favarin, os dados mostram uma clara atuação dos governos estaduais em incentivo à inovação.</p>
<blockquote><p>“Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras. A maior parte está vinculada às universidades estaduais. Há um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, comenta.</p></blockquote>
<p>Embora o Norte enfrente desafios estruturais, como a grande extensão territorial, que dificulta a integração entre agentes e limita o acesso ao capital especializado, um dado chama a atenção: quando ajustada ao Produto Interno Bruto (PIB), a região apresenta uma intensidade significativa de inovação em nível nacional.</p>
<p>Isso indica que o principal gargalo não está na ausência de iniciativas, mas na necessidade de ampliar a infraestrutura, fortalecer a articulação institucional e aumentar os investimentos.</p>
<p>De acordo com o estudo, esse movimento de expansão de iniciativas está diretamente ligado às vocações econômicas da região, com destaque para áreas como bioeconomia, rastreabilidade de cadeias produtivas, soluções para adaptação climática e uso sustentável da biodiversidade. Essas frentes dialogam com demandas globais por sustentabilidade e segurança alimentar, colocando o Norte em posição estratégica no cenário internacional.</p>
<h3>Atuação dos empreendimentos</h3>
<p>As agtechs brasileiras estão predominantemente nos segmentos dentro da fazenda (41,1%) e depois da fazenda (40,5%). A categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” lidera o ranking das áreas de atuação, com 15% das agtechs. “Sistemas de gestão da propriedade rural” vem em segundo lugar com 8%, e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” aparece em terceiro com 7,5% das startups analisadas.</p>
<p>A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs, pois 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor.</p>
<blockquote><p>“Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.</p></blockquote>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>Os pesquisadores projetam que o próximo ciclo de crescimento da inovação no agronegócio brasileiro dependerá menos da criação de novas startups e mais da qualidade das conexões entre empresas, investidores, instituições de pesquisa e políticas públicas.</p>
<p>Para o Pará, isso significa fortalecer a governança regional, ampliar o acesso a financiamento e consolidar ambientes de inovação capazes de sustentar o crescimento no longo prazo. O estudo frisa que esse processo já está em curso.</p>
<p>Nesse contexto, o Pará tende a desempenhar papel central, articulando iniciativas, atraindo investimentos e contribuindo para posicionar a região como um território estratégico de inovação no agronegócio brasileiro.</p>
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		<title>Tecnologia de ponta vai ajudar a fiscalizar o desmatamento no País</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 14:42:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[satélite]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/mapeamento_florestal-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um acordo inédito acaba de colocar uma tecnologia de ponta a serviço da preservação ambiental brasileira. O Google, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro assinaram, nesta quarta-feira, 1º, uma cooperação que marca um avanço para a gestão ambiental e o combate ao desmatamento. O foco [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/mapeamento_florestal-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um acordo inédito acaba de colocar uma tecnologia de ponta a serviço da preservação ambiental brasileira. O Google, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro assinaram, nesta quarta-feira, 1º, uma cooperação que marca um avanço para a gestão ambiental e o combate ao desmatamento.</p>
<p>O foco é usar imagens de satélite de 2008 &#8211; <span class="NormalTextRun SCXW120182118 BCX0">marco temporal </span><span class="NormalTextRun SCXW120182118 BCX0">para a regularização ambiental, conforme estabelecido pelo Código Florestal de </span><span class="NormalTextRun SCXW120182118 BCX0">2012 &#8211; </span>com nitidez seis vezes superior às atuais,</p>
<p>A parceria garante cobertura total imediata para Pará, Mato Grosso, Rondônia, Maranhão e Tocantins, eliminando as imagens borradas que dificultavam a fiscalização e a regularização de imóveis rurais nessas regiões. E marca a abertura de um banco de dados de alta resolução para o Cadastro Ambiental Rural (CAR).</p>
<p>O salto tecnológico resolve um problema crônico: a dificuldade de enxergar detalhes em registros de quase 20 anos atrás.</p>
<blockquote><p>“Com o novo mapeamento, passa a ser possível visualizar, pela primeira vez, detalhes como fragmentos de floresta e margens de rios”, destaca a ministra do MGI, Esther Dweck.</p></blockquote>
<p>Para o produtor, isso significa segurança jurídica; para o Estado, significa precisão para separar quem cumpre a lei de quem desmatou ilegalmente.</p>
<p>As imagens foram processadas para eliminar nuvens e distorções, permitindo uma &#8220;prova dos nove&#8221; sobre o que era área consolidada em julho de 2008. Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Garo Batmanian, a alta resolução é vital: “Para funcionar bem, precisamos de dados precisos para monitorar, regularizar e tomar decisões”.</p>
<p>O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, afirmou que a incorporação de tecnologia tem sido fundamental para ampliar a capacidade do Estado de monitorar e agir com mais eficiência.</p>
<h3>Acesso a crédito rural</h3>
<p>Além do combate ao crime ambiental, a nova base de dados será integrada ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), facilitando o acesso ao crédito rural para quem está em conformidade. A ministra reforçou que o CAR é a infraestrutura que permite &#8220;transformar o que já sabemos em ação efetiva&#8221; no território.</p>
<blockquote><p> “O CAR traduz uma política ambiental em uma infraestrutura concreta, baseada em dados, que permite monitorar, regularizar e orientar o uso do território, contribuindo, de forma progressiva, para a implementação de políticas públicas como a regularização ambiental, o ordenamento territorial, o combate ao desmatamento e o acesso ao crédito rural. E é por meio desse tipo de instrumento que a agenda climática ganha materialidade e podemos, de fato, contribuir para o desenvolvimento sustentável do nosso País.”</p></blockquote>
<p>Para o Google, a iniciativa coloca a inovação a serviço da transparência.</p>
<blockquote><p>“Queremos apoiar a tomada de decisões com base em dados claros”, afirma Newton Neto, diretor do Google.</p></blockquote>
<p><span class="TextRun SCXW120182118 BCX0" data-contrast="none">A partir de hoje, o novo conjunto de imagens também passa a estar disponível para acesso público no catálogo de dados do </span><a class="Hyperlink SCXW120182118 BCX0" href="https://colaboragov-antispam.prod.sp.mlicloud.com/mailinspector/tap/WarningUrlPage.php?HSCTYPE=0&amp;HSCRULE=1&amp;HSCID=OTRENzUzQTdBNTUuQTY5NDQ=&amp;HSCMLICHECKID0005=4cc5b2ded0ba71d0a9f0040ed0ea3246&amp;URLCHECKHSCMLI09132012warnning=H4sIAAAAAAAAAw3GzQpAQBAA4CdilpPcKKS2tvzswWXamJZaRnby/Hynbxe5Ywmw0UuBb3pi6pl9oHTlE8g9sid0+eMi2Jy4SBJh/RPYQ2dMpxush2rpNbZmaMYJc6UKtBnafpwr/QGIHy0RXwAAAA==" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span class="TextRun Underlined SCXW120182118 BCX0" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW120182118 BCX0">Google Earth Engine</span></span></a><span class="TextRun SCXW120182118 BCX0" data-contrast="none"> e no </span><a class="Hyperlink SCXW120182118 BCX0" href="https://colaboragov-antispam.prod.sp.mlicloud.com/mailinspector/tap/WarningUrlPage.php?HSCTYPE=0&amp;HSCRULE=1&amp;HSCID=OTRENzUzQTdBNTUuQTY5NDQ=&amp;HSCMLICHECKID0005=4cc5b2ded0ba71d0a9f0040ed0ea3246&amp;URLCHECKHSCMLI09132012warnning=H4sIAAAAAAAAA0WNuwrDMAwA/6Zb4r3FlNApY7ZuxQ9VNrUtI8uE9OuTLO12HAcXRGq7KgWGJYxIhAlGR1mtYJVTD3zGaZnnabl3ya9GnR1omwgvJtfb6TL42LP+wLYS+592B5iIRVs235iGNzE0GRx5+DdUBIroeswLcAux7irRfMSQAAAA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span class="TextRun Underlined SCXW120182118 BCX0" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW120182118 BCX0">Google Earth</span></span></a><span class="TextRun SCXW120182118 BCX0" data-contrast="none">.</span><span class="EOP Selected SCXW120182118 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335557856&quot;:16777215,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240,&quot;335572071&quot;:0,&quot;335572072&quot;:0,&quot;335572073&quot;:4278190080,&quot;335572075&quot;:0,&quot;335572076&quot;:0,&quot;335572077&quot;:4278190080,&quot;335572079&quot;:0,&quot;335572080&quot;:0,&quot;335572081&quot;:4278190080,&quot;335572083&quot;:0,&quot;335572084&quot;:0,&quot;335572085&quot;:4278190080,&quot;335572087&quot;:0,&quot;335572088&quot;:0,&quot;335572089&quot;:4278190080,&quot;469789798&quot;:&quot;nil&quot;,&quot;469789802&quot;:&quot;nil&quot;,&quot;469789806&quot;:&quot;nil&quot;,&quot;469789810&quot;:&quot;nil&quot;,&quot;469789814&quot;:&quot;nil&quot;}"> </span></p>
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		<title>Tecnologia paraense: Robô que colhe açaí vence Prêmio Nacional de Inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 16:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[AçaíBot]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia produtiva do açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Kaatech]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Nacional de Inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-12.25.47-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O AçaíBot, uma inovação tecnológica genuinamente paraense, conquistou nesta semana o Prêmio Nacional de Inovação, em cerimônia realizada em São Paulo. Desenvolvido pela empresa Kaatech, sediada no distrito de Outeiro, na Grande Belém, o equipamento foi o grande vencedor da categoria &#8220;Inteligência Artificial voltada para aumentar a produtividade em médias empresas&#8221;. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-12.25.47-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O AçaíBot, uma inovação tecnológica genuinamente paraense, conquistou nesta semana o Prêmio Nacional de Inovação, em cerimônia realizada em São Paulo. Desenvolvido pela empresa Kaatech, sediada no distrito de Outeiro, na Grande Belém, o equipamento foi o grande vencedor da categoria &#8220;Inteligência Artificial voltada para aumentar a produtividade em médias empresas&#8221;.</p>
<p>O robô foi projetado para enfrentar um dos maiores problemas da cadeia produtiva do açaí: a insegurança da colheita manual. Tradicionalmente, os peconheiros precisam escalar palmeiras que chegam a ultrapassar os 20 metros de altura. Essa prática tradicional exige extrema habilidade, mas expõe os trabalhadores a<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/de-coisa-de-caboclo-ao-superalimento-como-o-acai-esta-transformando-geracoes-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> riscos severos de saúde, acidentes graves e quedas que podem ser fatais.</a></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DOEbd-BkbyV/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DOEbd-BkbyV/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Açaí Bot (@acaibot_)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Operado por controle remoto, o AçaíBot combina inteligência artificial e adaptações mecânicas para realizar a colheita diretamente nos cachos. Para o idealizador da tecnologia, Reinaldo Santos, o reconhecimento nacional é um marco para a proteção social na região. Em seu discurso de agradecimento, ele dedicou a vitória aos trabalhadores ribeirinhos, os principais beneficiários da solução.</p>
<blockquote><p>“Criamos uma solução para aumentar a produtividade e, principalmente, salvar vidas em toda a Amazônia, espero que esse prêmio tenha grande repercussão e possa ajudar todo o bioma além do Brasil&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p>Além de preservar a vida dos trabalhadores, o AçaíBot apresenta resultados práticos no campo econômico. Estudos indicam um aumento real de produtividade nas áreas de cultivo onde o robô é empregado.</p>
<p>A ferramenta surge como uma peça estratégica para a nova fase da bioeconomia amazônica, unindo eficiência operacional à preservação da vida e ao fortalecimento sustentável do setor.</p>
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		<title>Tecnologia brasileira que reduz metano bovino em 77% será destaque em conferência internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 13:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-25-at-13.17.56-e1774618173332-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />destaquePor Tereza Coelho Enquanto o mundo discute como frear o aquecimento global, um engenheiro florestal brasileiro conseguiu um feito raro: reduzir de 261 para apenas 60 gramas a carga diária de metano expelida por animal no campo. A fórmula, que ataca o problema no rúmen (o primeiro compartimento do estômago dos bovinos, onde ocorre a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-25-at-13.17.56-e1774618173332-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>destaquePor Tereza Coelho</em></p>
<p>Enquanto o mundo discute como frear o aquecimento global, um engenheiro florestal brasileiro conseguiu um feito raro: reduzir de 261 para apenas 60 gramas a carga diária de metano expelida por animal no campo. A fórmula, que ataca o problema no rúmen (o primeiro compartimento do estômago dos bovinos, onde ocorre a fermentação dos alimentos), não só prova que a pecuária brasileira pode ser protagonista da agenda ambiental, como já atrai o interesse direto do Oriente Médio e será o grande destaque de uma conferência internacional no próximo mês.</p>
<p>A pesquisa detalhando a redução de 77% nas emissões será apresentada na EAAP-ASAS Conference on Livestock Farming and the Environment: Emissions and Solutions 2026. O interesse global é real e prático: países do Oriente Médio já iniciaram diálogos para levar a inovação brasileira para suas fronteiras.</p>
<blockquote><p>“Alguns deles já vieram por aqui ver como tudo funciona e se interessaram realmente, mas as conversas continuam porque transferência de tecnologia precisa ser algo muito bem dialogado”, revela o pecuarista e professor de química Márcio Jorge, criador da solução.</p></blockquote>
<h3>A ciência da simplificação</h3>
<p data-path-to-node="6">O que o mundo verá na conferência internacional é fruto de uma jornada que começou em 1994, no interior de Mato Grosso. Márcio Jorge, que além de pecuarista é engenheiro florestal e professor de química, buscava uma solução prática para simplificar a alimentação do gado, reduzir custos e facilitar o manejo.</p>
<p data-path-to-node="7">O plano era criar uma dieta sem volumoso (como capim ou silagem misturado a aditivos), baseada em ração seca.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="7">“Eu queria facilitar o trabalho na fazenda. Menos máquina, menos custo e menos complicação”, relembra. Como não vinha da pecuária tradicional, ele estudou a fundo os gases do rúmen para criar algo novo. “Eu não sabia nada de boi. Só queria criar gado, mas tudo era caro e complicado. Foi preciso insistir bastante e aprender com os erros”, conta.</p>
</blockquote>
<h3>Qual é o segredo?</h3>
<p>A explicação para o sucesso está na química digestiva. No sistema tradicional, a digestão gera grandes quantidades de hidrogênio, que vira metano. A dieta de Márcio Jorge, que pode chegar a 97% de milho em sua composição, reorganiza os nutrientes e utiliza uma formulação inédita com compostos que neutralizam as reações internas. Isso estabiliza o ambiente digestivo mesmo sem fibra — algo que, até décadas atrás, era considerado impossível.</p>
<p>Os resultados validados pelo Instituto de Zootecnia de São Paulo mostram que a queda de 77% nas emissões é vital, já que o metano é 28 vezes mais potente que o CO₂ e a agropecuária concentra mais de 75% dessas emissões no Brasil.</p>
<blockquote><p>“O desempenho é igual à dieta regular. O que muda mesmo é manejo, que fica muito mais simples, econômico e com menos impacto ambiental”, explica. Na prática, o sistema pode reduzir em até 90% a demanda por maquinário e mão de obra no confinamento.</p></blockquote>
<p>Na prática, o sistema simplifica o manejo, reduz a necessidade de máquinas e pode diminuir em até 90% a demanda por mão de obra e maquinário no confinamento.</p>
<h3>Reconhecimento e escala</h3>
<p>A solução para resolver o problema pessoal deu tão certo que levou a criação e abertura de uma empresa em 2006, a <a href="https://mjnutricaoanimal.com.br/" target="_blank" rel="noopener">MJ Nutrição Animal</a>. Com a chegada ao mercado e o registro no Ministério da Agricultura, veio a atenção internacional e o reconhecimento dentro do Brasil. O sistema já foi aplicado em quase 500 mil animais.</p>
<blockquote><p>“Já foram publicados uns cinco ou seis estudos falando sobre nós, com pesquisadores de dentro e fora do Brasil”, diz Jorge.</p></blockquote>
<p>Apesar do passaporte carimbado para a conferência internacional de 2026, o pecuarista mantém o pé no chão sobre os desafios internos.</p>
<blockquote><p>“Eu fico muito feliz com o processo porque foi algo que começou de um jeito e se transformou em um trabalho muito bem recebido, mas acredito que ainda será necessário ter algumas mudanças públicas para tornar essa solução mais popular para todos”, destaca.</p></blockquote>
<p>Para Márcio Jorge, o projeto é um manifesto de que o agronegócio brasileiro é parte da solução para a crise climática.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo resumiam o agronegócio à produção de alimentos a qualquer custo. Na prática, a conversa já não é mais essa há muito tempo. Nós também sentimos as mudanças em clima, água e vegetação. É um setor que move muito dinheiro, mas também envolve muito amor porque é custoso demais. Chegar em uma solução que nos ajude a manter nosso trabalho e colaborar com o meio ambiente é motivo de muito orgulho. Espero que, juntos, possamos ir ainda mais longe”, celebra.</p></blockquote>
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		<title>Dia Internacional das Florestas: Diversificar o manejo é a chave para a preservação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 12:09:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX)]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Vidal]]></category>
		<category><![CDATA[ESALQ/USP]]></category>
		<category><![CDATA[Gracialda Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo florestal na Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo florestal no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal Rural da Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/MARGARIDA-ARQUIVO-PESSOAL-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O desmatamento ilegal e a emissão de gases do efeito estufa comprometem a preservação e impulsionam uma crise climática sem precedentes na Amazônia, mas e se a solução para um manejo florestal mais eficiente estiver na valorização da própria natureza? Essa é a principal aposta de pesquisadores brasileiros, debatida nesta semana durante uma programação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília, para celebrar o Dia Internacional das Florestas, comemorado neste 21 de março.</p>
<p>Nos últimos 30 anos, o manejo florestal no Brasil passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. A diretora do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Gracialda Costa, menciona que o uso de ferramentas como GPS, mapeamentos digitais e sistemas de monitoramento, permitiram que o uso da floresta deixasse de ser desordenado para se tornar planejado, principalmente na exploração da madeira, que possui grande importância social e econômica nos municípios amazônicos.</p>
<h3>Muito além da madeira</h3>
<p>Até então, a madeira em tora representa aproximadamente 50% do valor da produção da extração vegetal na região Amazônica. No estado do Pará, por exemplo, a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (AIMEX) anunciaram que o estado exportou mais de US$ 21,4 milhões de madeira apenas em janeiro de 2026. Para Gracialda, o dado reforça que o uso da madeira, isoladamente, não é o principal problema das florestas, mas sim a falta de uso viável e organizado de outros recursos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje, é possível saber exatamente onde está cada árvore, estimar biomassa, acompanhar o crescimento da floresta e prever impactos ao longo do tempo. Esse conjunto de tecnologias trouxe um ganho importante: operar com visão de longo prazo”, diz.</p></blockquote>
<p>Edson Vidal, do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP, explica que a pesquisa científica a longo prazo possui papel decisivo nessa mudança. A principal prova são os estudos feitos com base em 20 a 30 anos de acompanhamento.</p>
<p>O resultado é: em áreas manejadas corretamente, o carbono retirado começa a ser recomposto em menos de uma década, mantendo a diversidade de espécies estável ao longo do tempo. Porém, em áreas exploradas de forma predatória, esse processo praticamente não acontece.</p>
<blockquote><p>“É necessário controlar o crescimento da área de exploração madeireira. Mantendo essa atividade em áreas controladas, variando as espécies utilizadas e compensando esses impactos, é possível ter resultados melhores a longo prazo”, pontua.</p></blockquote>
<p>Além disso, há evidências de que a biomassa, a matéria viva na floresta, pode se recompor de forma prolongada em ciclos de 30 anos, chegando a níveis próximos aos de áreas não exploradas. Logo, o problema não é o uso da floresta, mas como esse uso é feito.</p>
<h3><strong>Fazendo o ‘dever de casa’ </strong></h3>
<blockquote><p>“Não dá pra você criar uma política publica em cima de dados desatualizados”.</p></blockquote>
<p>Gracialda frisa que não dá para depender de poucas espécies ou de um único modelo de exploração no manejo sustentável. No entanto, é necessário ter o máximo de informações sobre espécies e seus usos para essas propostas de manejo sejam pensadas de forma viável, eficiente e justa.</p>
<blockquote><p>“As pessoas do campo possuíam esse comprometimento de catalogar as espécies existentes, o que se perdeu um pouco no tempo. Então se você cria uma estrutura em cima de algo desatualizado, pode acabar perdendo algo ainda mais importante pela falta de informação”, declara.</p></blockquote>
<p>No caso da madeira, ela explica que as árvores mais valorizadas comercialmente são também as mais sensíveis à exploração. Se o manejo permanece concentrado nelas, há risco de redução populacional e até de desaparecimento local.</p>
<p>Hoje, grande parte dos inventários florestais ainda apresenta erros significativos na identificação das árvores. Prova disso é o relato da pesquisadora de que cerca de metade das espécies amazônicas não são corretamente identificadas em nível mais detalhado.</p>
<p>Desta forma, o principal ‘dever de casa’ é usar a parceria entre órgãos federais, estaduais e comunitários para revisar espécies já mapeadas e fazer sua identificação correta nos casos incompletos.  Na prática, isso reduz o risco de proteger de forma rígida espécies que não estão ameaçadas, assim como afrouxar a fiscalização em espécies que precisam de mais proteção.</p>
<h3><strong>Oportunidades (e desafios) históricos</strong></h3>
<p>Do ponto de vista técnico e ambiental, a diversificação de manejo inclui o uso de diferentes espécies de madeira; valorização de produtos florestais não madeireiros; integração da conservação da biodiversidade com produção, assim como estratégias personalizadas para cada tipo de espécie. Para Edson, esta é uma oportunidade rara e muito especial para o Brasil.</p>
<blockquote><p>“Diferente de outros países que já esgotaram seus recursos florestais, ainda há tempo de construir um modelo equilibrado na Amazônia, um modelo que a grande sociedade consiga entender e valorizar no dia a dia”, observa.</p></blockquote>
<p>Para Gracialda, o único caminho para alcançar esse ‘engajamento’ social é trazendo os povos da floresta para o centro dos debates e decisões.</p>
<blockquote><p>“É obrigatório incluir as comunidades locais nesse processo. São elas que vivem na floresta e podem transformar o manejo em fonte de renda sem abrir mão da conservação, muitas já fazem isso há séculos. Agora é reunir as melhores práticas e ampliar a escala de execução”, declara.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
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		<title>Pará lança sistema inédito de rastreabilidade do cacau e mira no mercado internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 16:05:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Cacaupará]]></category>
		<category><![CDATA[mercado internacional]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260319194512-GC00075626-F00295139-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará conta agora com o primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do cacau do Brasil. A plataforma Cacaupará, que está em fase experimental desde 1º de março, permite acompanhar toda a trajetória do produto, da lavoura até a indústria. Desenvolvida com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura (Funcacau), a ferramentajá está disponível para uso [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260319194512-GC00075626-F00295139-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará conta agora com o primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do cacau do Brasil. A<a href="https://cacaupara.sedap.com.br/" target="_blank" rel="noopener"> plataforma Cacaupará</a>, que está em fase experimental desde 1º de março, permite acompanhar toda a trajetória do produto, da lavoura até a indústria.</p>
<p>Desenvolvida com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura (Funcacau), a ferramentajá está disponível para uso por técnicos, produtores e cooperativas. Desde dezembro do ano passado, mais de 50 representantes da cadeia produtiva do cacau participaram de treinamentos para operar o sistema.</p>
<p>A criação do sistema ocorre em um momento estratégico de pressão do mercado externo. A nova regulamentação da União Europeia impõe restrições rigorosas à importação de produtos oriundos de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020. Com a implantação do Cacaupará, o estado busca assegurar a conformidade exigida e manter o acesso a esses mercados internacionais altamente competitivos.</p>
<p>Entre as funcionalidades da plataforma estão o cadastro georreferenciado das propriedades, validação ambiental automática, registro de práticas agrícolas, controle da colheita e da movimentação do produto, além da geração de QR Code por lote. Além disso, também são disponibilizados relatórios e painéis de monitoramento em tempo real, facilitando auditorias e processos de exportação.</p>
<h3>Suporte para a cadeia produtiva</h3>
<p>Segundo dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Pará possui cerca de 34 mil produtores. A meta do governo é incluir todos no sistema, ampliando o controle e a organização da cadeia produtiva no estado.</p>
<p>Na prática, o sistema conecta os principais agentes estaduais da cadeia produtiva do cacau no Pará, como a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater Pará), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o Ideflor-Bio e o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).</p>
<p>A implantação ocorre de forma gradual, com etapas de testes, ajustes e expansão. A expectativa é cadastrar milhares de propriedades, integrar indústrias e consolidar uma base de dados capaz de orientar políticas públicas e investimentos no setor.</p>
<h3>Mercados mais exigentes</h3>
<p>Para os produtores, a plataforma pode representar acesso a mercados mais exigentes e mais bem remunerados, além de facilitar certificações e fortalecer a segurança nas relações comerciais. Esses dados também permitem melhorias na gestão das lavouras, com acesso a informações precisas sobre produção e área plantada.</p>
<p>O presidente da Cooperativa de Produção Orgânica na Transamazônica e Xingu (Cepotx), Jader Santos, comenta que a plataforma representa um avanço importante para o setor, especialmente para os pequenos produtores.</p>
<blockquote><p>“Já estávamos trabalhando para que pudéssemos ter acesso a uma plataforma dessas para padronizar as nossas informações de uma forma unificada, mas sabemos que o custo é alto e não conseguiríamos manter. É importante disponibilizar esse acesso (gratuito) ao produtor”, declara.</p></blockquote>
<p>Para representantes do setor, a iniciativa é fundamental para garantir protagonismo nacional e pleno conhecimento sobre os insumos trabalhados na Amazônia. O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, por exemplo, comenta que a vanguarda na rastreabilidade do cacau é muito importante para o fortalecimento da cadeia produtiva no Pará.</p>
<blockquote><p>“É um rastreamento extremamente importante para nós paraenses como para o Brasil. É compreender exatamente o que temos de área plantada, como está sendo conduzida e produzida efetivamente a amêndoa de cacau; essa plataforma digital irá nos acrescentar informações como o tamanho da área, a prospecção efetiva de produção por ano e com isso levar oportunidade de conhecimento ao produtor para que possamos melhorar mais ainda a nossa amêndoa”, afirma.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/camara-aprova-novos-percentuais-para-chocolate-rotulos-deverao-exibir-teor-de-cacau/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Câmara aprova novos percentuais para chocolate: rótulos deverão exibir teor de cacau</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/produtores-de-cacau-paraenses-sao-medalha-de-ouro-em-evento-global-na-holanda/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Produtores de cacau paraenses são medalha de ouro em evento global na Holanda</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cacau-na-amazonia-por-que-algumas-plantas-produzem-mais-e-adoecem-menos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Cacau na Amazônia: Por que algumas plantas produzem mais e adoecem menos?</strong></a></p>
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		<title>Fazenda em Belém sediará laboratório de sistemas agroflorestais na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[AgForest Lab]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa Amazônia Oriental]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Sistemas Agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital. A sede [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital.</p>
<p>A sede do projeto será na Fazenda Felisberto Camargo, área que antes era destinada à produção animal na capital paraense. Após a fase de adaptação, o espaço deve integrar empresas, universidades, instituições de pesquisa e produtores interessados em tecnologias sustentáveis na Amazônia. A fazenda fica dentro do espaço da Embrapa Amazônia Oriental e possui aproximadamente 213 hectares.</p>
<p>Bruno Giovany, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, explicou ao Globo Rural que a proposta é que o AgForest Lab funcione como um laboratório vivo, permitindo que parceiros utilizem o conhecimento acumulado pela empresa em décadas de pesquisa. As culturas previstas para estudo são açaí, cacau, andiroba, café e cumaru.</p>
<p>Na prática, haverá sensores instalados nas áreas de cultivo para registrar informações como incidência de praga, doenças nas plantas e dados meteorológicos. As informações serão enviadas em tempo real para os laboratórios de pesquisa, ajudando no acompanhamento dos experimentos e na gestão da área.</p>
<p>Esses dados podem ajudar a validar tecnologias agrícolas em condições reais de produção, assim como aproximar o setor produtivo da pesquisa científica.</p>
<p>Essa é a segunda parceria entre Embrapa e TIM para conectar ambientes de inovação no agro. Em 2025, durante a Agrishow 2025, as duas instituições anunciaram um acordo para levar conectividade 4G à AgNest, fazenda-laboratório instalada na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.</p>
<p>No caso do AgForest Lab participação da TIM no projeto envolve a oferta de conectividade 4G e 5G no campo experimental, além de soluções baseadas em internet das coisas (IoT). A infraestrutura digital deve permitir o monitoramento das lavouras, coleta de dados ambientais e rastreabilidade da produção.</p>
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