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	<title>TAC da Carne &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>TAC da Carne &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Irregularidades no gado paraense chegam a 8% em auditoria do MPF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 18:25:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia da carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Mais de 8% do gado vendido no Pará apresentou irregularidades socioambientais entre 2023 e 2024, segundo o MPF.  O Pará teve a maior cobertura da Amazônia Legal, com 14 frigoríficos auditados representando 89,1% das cabeças negociadas no estado (7,44 milhões). O novo sistema Mappia-TAC cruza informações do CAR e da GTA quase em tempo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>Mais de 8% do gado vendido no Pará apresentou irregularidades socioambientais entre 2023 e 2024, segundo o MPF.</em></li>
<li><em> O Pará teve a maior cobertura da Amazônia Legal, com 14 frigoríficos auditados representando 89,1% das cabeças negociadas no estado (7,44 milhões).</em></li>
<li><em>O novo sistema Mappia-TAC cruza informações do CAR e da GTA quase em tempo real para identificar sobreposições com áreas desmatadas pelo Prodes.</em></li>
<li><em> Produtores com pendências podem regularizar a propriedade comprovando falsos positivos, apresentando autorização de desmate, assinando termos de compromisso ou comprovando arrendamento.</em></li>
<li><em>O MPF acionará judicialmente os frigoríficos sem TAC ou sem auditoria entregue, além de planejar a expansão do controle para fornecedores indiretos e o varejo.</em></li>
</ul>
<p>Entre 2023 e 2024, mais de 8% do gado vendido para abate ou exportação no Pará tinha irregularidades socioambientais, de acordo com o 3º Ciclo Unificado de Auditorias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne na Amazônia Legal. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Ministério Público Federal (MPF)</p>
<p>O estado foi o que teve maior volume de gado auditado entre os seis avaliados na Amazônia Legal: os 14 frigoríficos que concluíram o processo cobrem 89,1% de todo o gado comercializado no Pará no período — 7,44 milhões de cabeças de um total de 8,35 milhões negociadas. O índice de inconformidade ficou dentro do limite de tolerância de 4% definido para o ciclo, que considera a média entre os frigoríficos, não cada estabelecimento isoladamente.</p>
<p>As auditorias são fruto de acordos que o MPF mantém com frigoríficos desde 2009 para impedir que o boi comercializado venha de área com desmatamento ilegal, grilagem, trabalho escravo ou invasão de terra indígena, quilombola ou unidade de conservação.</p>
<h3>O que muda para o produtor paraense</h3>
<p>A principal novidade deste ciclo é o sistema Mappia-TAC, que cruza automaticamente os dados do CAR (Cadastro Ambiental Rural) da propriedade com a GTA (Guia de Trânsito Animal) emitida no transporte do gado. Isso permite identificar quase em tempo real qualquer sobreposição entre a propriedade e áreas de desmatamento mapeadas pelo Prodes, sistema de satélite do Inpe.</p>
<p>Produtor com CAR desatualizado ou pendência ambiental fica mais exposto a bloqueios automáticos. Mas há caminhos previstos para regularizar a situação: comprovar que a área apontada é um falso positivo no Prodes, apresentar Autorização de Supressão Vegetal (ASV), assinar Termo de Compromisso ou Programa de Regularização Ambiental, ou comprovar contrato de arrendamento do imóvel.</p>
<h3>Como o Pará se compara aos outros estados</h3>
<p>Mato Grosso teve 13 dos 14 frigoríficos convocados concluindo a auditoria, cobrindo 82% do volume negociado no estado. Rondônia chegou a 74,2% (7 frigoríficos), Tocantins a 60,3% (5 frigoríficos), Amazonas a 41% (6 frigoríficos) e Acre a 33% (2 frigoríficos) — todos abaixo da representatividade alcançada no Pará.</p>
<h3>Vem aí</h3>
<p>Com os dados em mãos, o MPF vai cobrar na Justiça os frigoríficos que operam sem assinar o TAC e sem realizar auditoria, além de cobrar judicialmente empresas signatárias que não entregaram os relatórios devidos. Órgãos ambientais também vão receber ofícios do MPF pedindo fiscalização prioritária sobre os estabelecimentos ainda não auditados no estado.</p>
<p>Para os próximos ciclos, o MPF planeja estender o cruzamento automático de dados aos fornecedores indiretos de gado — cobrando das empresas notificadas sobre inconsistências em toda a cadeia — e iniciar análises de conformidade no varejo de carne bovina da região.</p>
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		<title>Carne Legal: MPF lança novas regras para rastrear fornecedores indiretos na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 16:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Carne Legal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério Público Federal (MPF) anunciou uma atualização histórica nas regras do programa Carne Legal na Amazônia. A partir de agora, o monitoramento da cadeia produtiva pelos frigoríficos signatários do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) será ampliado para alcançar os &#8220;fornecedores indiretos&#8221; — fazendas que criam ou recriam o gado antes de enviá-lo para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bois_brincos-e1757530242680-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério Público Federal (MPF) anunciou uma atualização histórica nas regras do programa Carne Legal na Amazônia. A partir de agora, o monitoramento da cadeia produtiva pelos frigoríficos signatários do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) será ampliado para alcançar os &#8220;fornecedores indiretos&#8221; — fazendas que criam ou recriam o gado antes de enviá-lo para as propriedades que vendem diretamente aos frigoríficos.</p>
<p>A medida visa fechar o cerco contra a &#8220;lavagem de gado&#8221;, garantindo que animais vindos de áreas com desmatamento ilegal, terras indígenas sobrepostas, unidades de conservação ou trabalho escravo não entrem na cadeia comercial.</p>
<p>Atualmente, 108 plantas frigoríficas na Amazônia possuem TACs assinados e devem seguir o novo Protocolo de Monitoramento.</p>
<p>Embora o monitoramento de indiretos estivesse previsto desde a criação do TAC, dificuldades técnicas impediam sua aplicação plena. Por isso, os acordos já previam que a cobrança ocorreria de forma evolutiva e com implementação gradual.</p>
<p>A nova solução foi discutida com empresas de geomonitoramento e diferentes atores da indústria, sendo apresentada em dezembro de 2025 ao grupo de trabalho de fornecedores indiretos (GTFI), que reúne a sociedade civil, varejo, produtores e o setor frigorífico.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>A nova metodologia foca no &#8220;primeiro nível&#8221; de fornecedores indiretos: qualquer fazenda que tenha enviado animais para o fornecedor direto nos 24 meses anteriores à compra pelo frigorífico.</p>
<p>O sistema funcionará por meio de alertas. Um fornecedor direto será bloqueado caso receba um volume significativo de gado irregular.</p>
<p>Nesta fase inicial, a tolerância para &#8220;contaminação&#8221; é de 30% do total adquirido ou 50 cabeças de gado (o que for menor). Esse percentual cairá cinco pontos percentuais anualmente, chegando a 20% em 2029.</p>
<p>Para desbloquear um fornecedor, o frigorífico precisará comprovar a regularização das fazendas causadoras da contaminação ou apresentar certidões de plataformas como como Agro Brasil + Sustentável, Selo Verde ou Passaporte Verde (Boi na Linha).</p>
<p>Para facilitar a adequação, o MPF informou que fará esforços junto às instituições competentes para disponibilizar uma base pública de consulta. O órgão também orienta que os produtores rurais passem a exigir certidões dessas plataformas ao adquirirem gado de outras fazendas.</p>
<h3>Cronograma de implementação</h3>
<p>Para permitir a adaptação do setor, o MPF estabeleceu um calendário gradual:</p>
<ul>
<li>Julho de 2026: Início da contabilização das transações dos indiretos.</li>
<li>Julho de 2027: Emissão de relatórios preliminares de caráter apenas informativo.</li>
<li>Janeiro de 2028: Início do envio oficial dos Relatórios de Alerta (RAFIs). A partir desta data, transações com fornecedores listados exigirão justificativa obrigatória de desbloqueio.</li>
</ul>
<p>Eficácia e reconhecimento</p>
<p>O impacto do programa é mensurável. Dados de auditorias de 2025 mostram que os frigoríficos que aderiram ao TAC apresentam 13 vezes menos irregularidades em suas compras do que as empresas não signatárias.</p>
<p>A atuação do MPF no Programa Carne Legal tem obtido amplo reconhecimento nacional e internacional, sendo premiada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Prêmio Innovare e mencionada em eventos da ONU. O órgão reforça que a transparência busca diferenciar as empresas comprometidas com a lei daquelas que operam na ilegalidade.</p>
<blockquote><p>“O objetivo é indicar quais empresas estão atuando para promover e incentivar o respeito às leis e quais são os resultados obtidos por elas, além de estabelecer uma diferenciação entre as companhias que se empenham nesse sentido e aquelas que atuam em desacordo com a legislação”, destaca o MPF.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/rastreabilidade-de-gado-no-para-pode-virar-modelo-para-a-nova-pecuaria-brasileira-diz-estudo/" target="_top">Rastreabilidade de gado no Pará pode virar modelo para a ‘nova’ pecuária brasileira, diz estudo</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/produtora-mostra-como-o-car-e-a-rastreabilidade-viram-vantagem-competitiva-na-pecuaria/" target="_top">Rastreabilidade muda a realidade de pequenos e médios produtores do Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-adia-inicio-da-obrigatoriedade-da-rastreabilidade-bovina-para-2030/" target="_top">Pará adia início da obrigatoriedade da rastreabilidade bovina para 2030</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Frigoríficos do Pará estão ‘expostos’ a desmate ilegal em 2 milhões de hectares</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/frigorificos-do-para-estao-expostos-a-desmate-ilegal-em-2-milhoes-de-hectares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 15:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Radar Verde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo do projeto Radar Verde, realizado pelo IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e pela organização O Mundo que Queremos, revela que frigoríficos no Pará ainda possuem alta exposição ao risco de adquirir gado de áreas com desmatamento ilegal. Detentor do segundo maior rebanho bovino do País, o Estado é o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo do projeto Radar Verde, realizado pelo IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e pela organização O Mundo que Queremos, revela que frigoríficos no Pará ainda possuem alta exposição ao risco de adquirir gado de áreas com desmatamento ilegal. Detentor do segundo maior rebanho bovino do País, o Estado é o mais avançado em rastreabilidade.</p>
<p>A análise de 39 plantas frigoríficas, com capacidade diária de abate de 15.467 cabeças, mostra que o risco em algumas unidades varia de 99 mil a mais de 2 milhões de hectares, com a unidade da Mafrinorte em Castanhal apresentando a maior exposição, chegando a 2,85 milhões de hectares. Os dados foram obtidos pelo jornal Valor Econômico.</p>
<p>Os resultados mostram que apenas 13 unidades exercem controle sobre fornecedores diretos e nenhuma possui monitoramento comprovado sobre os fornecedores indiretos.</p>
<p>A pesquisadora Camila Trigueiro, do IMAZON e do Radar Verde, esclarece que o cálculo considera todo o trajeto potencial de compra dos frigoríficos. O índice leva em conta áreas já desmatadas, embargos ambientais e zonas com risco iminente de desmate. Segundo Trigueiro, um alto Grau de Exposição ao Risco de Desmatamento sinaliza chances elevadas de a indústria processar animais vindos de terras com irregularidades socioambientais.</p>
<p>O Pará tem cerca de 26 milhões de bovinos e 782 mil cabeças de búfalos – mais de 70% concentrados no Marajó.</p>
<h3>Desempenho empresarial e o papel do TAC da carne</h3>
<p>A JBS foi apontada pelo Radar Verde como a empresa com o melhor desempenho relativo. O destaque deve-se à maior transparência em informações públicas sobre políticas socioambientais e critérios de compra, além do uso de auditoria independente para suas unidades no Pará. Entretanto, a pesquisadora ressalta que a JBS ainda carece de controle sobre os fornecedores indiretos. Assim como a Mafrinorte, a JBS não respondeu aos pedidos de comentário.</p>
<p>Sobre a governança do setor, o estudo informa que:</p>
<ul>
<li>61% dos frigoríficos avaliados assinaram o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) da Carne, firmado com o MPF (Ministério Público Federal).</li>
<li>A adesão ao TAC, contudo, não garante uma nota alta na avaliação do Radar Verde; há empresas signatárias com baixo desempenho devido à falta de transparência e divulgação de compromissos.</li>
<li>Os signatários concentram-se no sudeste paraense, região onde a pecuária historicamente impulsionou o desmate.</li>
</ul>
<h3>Rastreabilidade individual e posicionamento da ABIEC</h3>
<p>Para o IMAZON, os dados do Radar Verde são ferramentas para o estado priorizar a implementação da rastreabilidade com identificação individual dos animais, focando nas áreas de maior risco. Atualmente, o território paraense possui 360 mil animais com identificação individual, mas a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-adia-inicio-da-obrigatoriedade-da-rastreabilidade-bovina-para-2030/" target="_blank" rel="noopener">obrigatoriedade deste sistema foi adiada pelo governo estadual por cinco anos, passando a valer apenas em 2030.</a></p>
<p>O objetivo do Programa Pecuária Sustentável do Pará  é implementar a rastreabilidade animal, um dos eixos de comprovação da origem dos animais, abrindo espaço de comercialização da carne produzida no Pará para os mercados internacionais exigentes, como o europeu e o chinês, além do fortalecimento da confiança dos consumidores. A meta do programa é rastrear 100% do rebanho bovino movimentado no Pará, agora, até 31 de dezembro de 2030.</p>
<p>Por outro lado, a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) afirmou ser “louvável” objetivo do Radar Verde de auxiliar consumidores, mas criticou a metodologia do estudo. Em nota, a associação afirmou que o levantamento ignora políticas internas de rigor na compra de matéria-prima, o que pode confundir o consumidor.</p>
<p>Segundo a entidade, indústrias com aprovação em auditorias oficiais do TAC acabam recebendo avaliações negativas no projeto e que exigência de rastreabilidade total da cadeia esbarra na falta de transparência dos dados públicos de trânsito animal, impedindo que as próprias indústrias exerçam o controle cobrado pelo Radar Verde.</p>
<p>LEIA MAIS:</p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-adia-inicio-da-obrigatoriedade-da-rastreabilidade-bovina-para-2030/" target="_top">Pará adia início da obrigatoriedade da rastreabilidade bovina para 2030</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>MPF aponta maior transparência na cadeia da carne no Pará, mas fornecedor indireto ainda é problema</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/mpf-aponta-maior-transparencia-na-cadeia-da-carne-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 14:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[auditorias]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[frigoríficos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A pecuária tem hoje um papel importante na economia da Amazônia, mas, ao mesmo tempo, representa uma das principais causas do desmatamento. Para evitar o avanço da atividade de forma descontrolada, o Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu com empresas do setor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal para garantir [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A pecuária tem hoje um papel importante na economia da Amazônia, mas, ao mesmo tempo, representa uma das principais causas do desmatamento. Para evitar o avanço da atividade de forma descontrolada, o Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu com empresas do setor um <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/ilegalidades-ligadas-a-cadeia-da-carne-no-para-tem-queda-aponta-mpf/">Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal</a> para garantir que a carne vendida ou exportada na região tenha origem legal.</p>
<p class="western" align="left">A divulgação do segundo ciclo unificado de auditorias na cadeia pecuária da Amazônia Legal realizada na quarta-feira, 14, mostra que os frigoríficos comprometidos com a transparência têm até 13 vezes menos irregularidades do que as demais empresas.</p>
<blockquote><p>“Os dados são claros: empresas comprometidas e auditadas têm um índice de conformidade 13 vezes maior. É um recado direto ao mercado e aos consumidores sobre quem está, de fato, investindo em uma produção responsável e transparente, essencial para o futuro da floresta e para os objetivos que levaremos à COP30”, afirma o procurador da República Ricardo Negrini, que integra o GT Amazônia Legal, que coordena o TAC da Carne.</p></blockquote>
<p>Do total de 102 frigoríficos, 39 contrataram auditorias independentes e 63 passaram por auditorias automáticas realizadas pelo MPF. No primeiro grupo, o nível de irregularidades, ou seja gado proveniente de área com desmatamento ilegal, unidades de conservação, Terras Indígenas ou propriedades flagradas com trabalho escravo, foi de 4%. Já as demais empresas registraram 52% de irregularidades.</p>
<p>No Pará, <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-da-pontape-inicial-em-programa-que-visa-rastrear-100-do-gado-do-estado/" target="_blank" rel="noopener">que tem um plano para rastrear todo seu gado até 2026,</a> 16 frigoríficos concluíram o processo com auditoria independente, sendo 15 convidados e um participante voluntário. O índice médio de conformidade foi de 91,7%, com cinco empresas que alcançaram 100% de conformidade. Já outras 40 passaram pela auditoria do MPF que detectou 58,3% de irregularidades no gado.</p>
<p>De acordo com o órgão, a diferença entre os dados dos dois grupos é explicada pelo fato de que nas auditorias automáticas não é possível justificar possíveis inconformidades. O sistema trata da mesma forma um gado que veio de uma área com desmatamento autorizado e os animais vindos do desmatamento ilegal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Dentro daqueles que foram auditados, nós vemos uma situação de contínuo processo de melhora, e a tendência que a gente sempre observa é que elas vão, ao longo do tempo, se adequando — disse Ricardo Negrini, procurador federal do Pará, em entrevista coletiva. — Há exceções. Tem empresa que está piorando, mas via de regra a gente observa melhora.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Fornecedores indiretos são desafio</h3>
<p>Apesar dos resultados positivos, o MPF reconhece que ainda há desafios para garantir uma pecuária totalmente responsável. Um dos problemas é ter informações sobre todos os elos da cadeia da carne. O órgão começou a fazer essa analíse pelo Pará, mas os dados ainda são preliminares.</p>
<p>Segundo este projeto piloto, no Pará, ao menos 6,1 milhões de cabeças comercializadas por fornecedores indiretos de frigoríficos que assinaram o TAC possuiam irregularidades. Desses, 57% não tinham correspondêncisa com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), 38% estavam associado a desmatamento ilegal, 3% estavam em áreas protegidas e quase 1% eram ligados a trabalho escravo.<br />
A ideia é que o TAC da Carne Legal alcance mais empresas em todas as etapas da cadeia. Além disso, os frigoríficos que assinaram o termo, mas não apresentaram dados devem ser <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/mpf-comeca-a-multar-frigorificos-que-descumprem-normas-do-tac-da-carne-no-para/">alvo de ações judiciais e podem ser penalizados</a>.</p>
<blockquote><p>“O MPF não apenas informa a sociedade, mas intensificará a responsabilização das empresas que não se adequarem, utilizando todas as ferramentas legais para proteger a Amazônia e promover uma cadeia da carne verdadeiramente legal e sustentável&#8221;, ressalta o procurador da República Daniel Azeredo.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>MPF anuncia medidas contra frigoríficos que prejudicam acordos de combate a ilegalidades no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2022 19:11:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[frigoríficos]]></category>
		<category><![CDATA[ilegalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal]]></category>
		<category><![CDATA[supermercados]]></category>
		<category><![CDATA[TAC da Carne]]></category>
		<category><![CDATA[varejistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/frigo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério Público Federal (MPF) anunciou, na quinta-feira, 15/12, que vai entrar com ações na Justiça contra frigoríficos no Pará que não aderiram a acordos contra o desmatamento e outras ilegalidades socioambientais. Pelos acordos, os frigoríficos se comprometem a não comprar gado criado em áreas com essas ilegalidades. Também se comprometem a contratar auditorias que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/frigo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério Público Federal (MPF) anunciou, na quinta-feira, 15/12, que vai entrar com ações na Justiça contra frigoríficos no Pará que não aderiram a acordos contra o desmatamento e outras ilegalidades socioambientais.</p>
<p>Pelos acordos, os frigoríficos se comprometem a não comprar gado criado em áreas com essas ilegalidades. Também se comprometem a contratar auditorias que indiquem se estão atendendo esse compromisso.</p>
<p>Os acordos vêm sendo assinados desde 2009. Mas há frigoríficos com volumes relevantes de comercialização que ainda não assinaram ou que assinaram mas não apresentaram auditorias.</p>
<p>São eles:</p>
<p>• Casfrisa<br />
• CE Mendonça Frig Vitória<br />
• Frigonorte &#8211; J M Soares<br />
• Frigorífico Água Branca &#8211; Frinort<br />
• Frigorífico Araticum<br />
• Frigorífico Brasil Novo<br />
• Frigorífico Mararu &#8211; Frigomar<br />
• Frigorífico Mariano<br />
• Frigorífico Municipal de Oriximiná<br />
• Frigorífico Ouro Verde<br />
• Frigorífico Valencio<br />
• Frigosan &#8211; Santarém<br />
• Frigovan &#8211; R Barcelos Ribeiro<br />
• Frigus &#8211; R C Moreira<br />
• Independência IG de Paula<br />
• Mafrimar &#8211; Mat e Frig Marajoara<br />
• Marfribe &#8211; Frig Bezerra<br />
• Matadouro Amazônia<br />
• R.E. Ribeiro Soares<br />
• Redentor Foods<br />
• Socipe &#8211; Coop Ind. Pecuária Pará<br />
• Uniboi Alimentos &#8211; Unibrax<br />
• Wellard do Brasil Agronegócios</p>
<p>A empresa Marfrig Alimentos informou ao MPF que o procedimento de auditoria está em andamento.</p>
<h3><strong>Punições</strong></h3>
<p>Está previsto nos acordos — conhecidos como Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) da Pecuária ou TACs da Carne — que, se as regras forem descumpridas, os frigoríficos serão multados e o MPF poderá voltar a ajuizar ações contra eles.</p>
<p>Em 2009 o MPF processou frigoríficos e curtumes como corresponsáveis pelo desmatamento no Pará. Os processos judiciais foram extintos após a assinatura dos TACs. Nas ações, foi pedido o bloqueio de bens das empresas, pagamento de indenizações e determinação para o reflorestamento de áreas.</p>
<h3><strong>Recomendações</strong>  a varejistas</h3>
<p>O MPF também anunciou, no evento de divulgação dos resultados do 4º ciclo de auditorias dos TACs, que em 2023 vai expedir novas recomendações a supermercados para que levem em consideração os dados divulgados pela instituição.</p>
<p>Desde 2009, o MPF vem orientando varejistas de todo o país a colaborarem com o TAC, mas desta vez as recomendações serão mais específicas.</p>
<p>Serão alertados especialmente os supermercados que compram carne de frigoríficos que não possuem controle de sustentabilidade de suas compras. O MPF vai avisá-los que, se seguirem com esse tipo de compra, podem ser responsabilizados como empresas coautoras do desmatamento.</p>
<h3><strong>Fiscalização</strong></h3>
<p>Assim como fez em todos os ciclos de auditorias anteriores, o MPF vai solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará que deem prioridade à fiscalização das empresas sem auditoria.</p>
<h3><strong>Inovação</strong></h3>
<p>O MPF também anunciou que, devido ao trabalho do Comitê de Apoio ao TAC — instância de apoio técnico, científico, consultivo e instrutivo para a implementação dos acordos —, agora é possível analisar dados de comercialização de frigoríficos que não contrataram auditoria.</p>
<p>Chamado de auditamento direto ou de auditoria automática, esse tipo de análise já está sendo aplicado aos dados de empresas que não apresentaram auditorias no 4º ciclo de auditorias do TAC.</p>
<p>Segundo dados preliminares, empresas avaliadas pelo auditamento direto atingiram um patamar médio de 33,5% de inconformidades em suas compras, enquanto que as empresas checadas por auditorias próprias atingiram uma média de 6,04% de inconformidades.</p>
<p>Ou seja: percentualmente em relação ao total do volume de matéria-prima que cada grupo comercializa, os frigoríficos sem auditoria contratada comercializaram em média cinco vezes mais gado com origem irregular que os frigoríficos que contrataram auditoria.</p>
<h3><strong>Fornecedores indiretos</strong></h3>
<p>Tendo em vista o desenvolvimento de diversas ferramentas para o monitoramento de fornecedores indiretos dos frigoríficos, como, por exemplo, <strong><a class="external-link" title="" href="https://gtfi.org.br/monitoramento-de-indiretos/#mapa" target="_self" rel="noopener">as analisadas pelo Grupo de Trabalho Fornecedores Indiretos</a></strong>, está sendo feito um teste-piloto com ferramenta de auditoria automática com base na <strong><a class="external-link" title="" href="https://www.semas.pa.gov.br/seloverde/" target="_self" rel="noopener">plataforma Selo Verde</a></strong> e, em 2023, será estabelecido um cronograma para a inclusão dos indiretos nos critérios de rastreamento.</p>
<h3><strong>Descaso</strong></h3>
<p>Apesar dos esforços de instituições e organizações voltadas a fortalecer os compromissos sociais e ambientais na cadeia de valor da carne bovina, alguns dos maiores supermercados continuam comprando matéria-prima de frigoríficos no Pará que não aderiram ao TAC ou que têm altos índices de irregularidades, destacou o MPF.</p>
<p>Outro indicativo de descompromisso com o tema é que supermercados reiteradamente convidados este ano pelo <strong><a class="external-link" title="" href="https://www.boinalinha.org/" target="_self" rel="noopener">Programa Boi na Linha</a></strong> para participarem de treinamentos sobre o assunto sequer responderam aos convites.</p>
<p>São eles:</p>
<p>• A Angeloni e Cia<br />
• Comercial Zaragoza<br />
• DMA Distribuidora AS<br />
• Grupo Big<br />
• Grupo Mateus<br />
• Grupo Nazaré<br />
• Irmãos Muffato<br />
• Macre<br />
• Mart Minas<br />
• Supermercados BH Comercio de Alimentos<br />
• Supermercados Y Yamada</p>
<h3><strong>Destaques positivos</strong></h3>
<p>Os 15 frigoríficos e o curtume auditados no 4º ciclo de auditorias dos TACs comercializaram um total de 2,3 milhões de cabeças de gado no Pará de julho de 2019 a junho de 2020. O percentual de inconformidades, de 6,04%, é o menor já atingido em todos os ciclos de auditorias.</p>
<p>As auditorias indicaram que 100% do comércio feito pelos seguintes frigoríficos foi de matéria-prima de origem legal:</p>
<p>• Agroexport<br />
• Alvo Consultoria Agropecuária<br />
• Fribev/Xinguara<br />
• Frigol<br />
• Mafrinorte &#8211; Ativo Alimentos<br />
• Masterboi<br />
• Mercúrio<br />
• Minerva<br />
• Frigorifico Rio Maria</p>
<p>As seguintes empresas foram destacadas por terem mantido menos de 1% de inconformidade nos quatro ciclos de auditoria:</p>
<p>• Agroexport<br />
• Frigorífico Rio Maria<br />
• Mafrinorte<br />
• Mercúrio<br />
• Minerva<br />
• Xinguara/Fribev</p>
<p>Os seguintes frigoríficos tiveram destaque por alcançarem melhorias significativas nos índices de conformidade às exigências do TAC:</p>
<p>• Frigol: tinha 17,39% de inconformidades no 1º ciclo e agora não teve nenhuma inconformidade<br />
• Masterboi: tinha 31% no 1º ciclo e agora também não teve nenhuma inconformidade</p>
<p>O MPF ressaltou também que, independentemente dos índices alcançados, deve ser reconhecido que todas as empresas que realizaram auditorias estão investindo e estão sendo transparentes, em uma situação muito melhor que aquelas que não apresentam auditorias.</p>
<h3><strong>Inconformidades</strong></h3>
<p>Os frigoríficos auditados que ainda não atingiram 100% de adequação ao TAC foram os seguintes:</p>
<p>• Frigorífico Aliança (47,3% de inconformidade)<br />
• Matadouro Planalto (20,7% de inconformidade)<br />
• Frigorífico Altamira (17,6% de inconformidade)<br />
• JBS (16,7% de inconformidade)<br />
• ForteFrigo (6,5% de inconformidade)<br />
• Frigorífico São Francisco &#8211; Sampaio (4,5% de inconformidade)</p>
<p>A JBS contesta a aplicação, neste 4º ciclo de auditorias, da base de dados de 2008 do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Desconsiderados esses dados, o percentual de inconformidade da JBS neste 4º ciclo seria de 8,85%. O MPF reafirma que o critério do TAC é desmatamento pós-julho de 2008.</p>
<h3><strong>Apoios</strong></h3>
<p>Realizado na sede da Justiça Federal em Belém, o evento de divulgação dos resultados do 4º ciclo de auditorias do TAC da Pecuária no Pará foi mais um trabalho conjunto do MPF com a organização Amigos da Terra &#8211; Amazônia Brasileira e com a associação Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).</p>
<p>A Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e o Imaflora assinaram termo de cooperação com o MPF para criar comitê técnico de apoio à efetivação e ampliação dos TACs.</p>
<p><em>Fonte: Ministério Público Federal</em></p>
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		<title>Pecuarista de Paragominas questiona setor ilegal da carne: &#8216;É o mesmo que comprar de ladrão&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2022 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Fazendeiro]]></category>
		<category><![CDATA[frigoríficos]]></category>
		<category><![CDATA[gado]]></category>
		<category><![CDATA[Marupiara]]></category>
		<category><![CDATA[Paragominas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[TAC da Carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-1024x1024.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-768x768.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-450x450.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />O Dia da Árvore é celebrado nesta terça, 20/09, junto ao Dia do Fazendeiro. Para marcar a data, o Pará Terra Boa traz a história de um fazendeiro residente em Paragominas (PA), mas nascido em Minas Gerais, que preserva à risca as árvores de sua propriedade, a Fazenda Marupiara, porque entende que desenvolvimento e preservação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-1024x1024.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-768x768.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n-450x450.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/278851813_395826365480075_2376624687473393165_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O Dia da Árvore é celebrado nesta terça, 20/09, junto ao Dia do Fazendeiro. Para marcar a data, o <strong>Pará Terra Boa</strong> traz a história de um fazendeiro residente em Paragominas (PA), mas nascido em Minas Gerais, que preserva à risca as árvores de sua propriedade, a Fazenda Marupiara, porque entende que desenvolvimento e preservação podem, e devem, caminhar juntos.</p>
<p><iframe title="Como a Marupiara aumentou produtividade na pecuária | Gente da Terra Entrevista Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/0pbbWNYonMQ?start=193&#038;feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/maurolucio.marupiara/" target="_blank" rel="noopener">Mauro Lúcio Costa</a> é personagem central da transformação pela qual passou Paragominas em 2008, passando de vilã do desmatamento, especialmente pela exploração desenfreada de madeira, a exemplo de respeito à legislação ambiental. Seu Mauro era, à época, presidente do Sindicato Rural do município. O pecuarista lembra que, antes de 2008, a cidade enfrentara, em 1995, um problema de destruição florestal muito mais grave.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em vez de falar que o problema não existia e colocar a culpa em alguém, resolvemos agir, resolver. Assumimos isso. Na minha gestão no sindicato, eu queria resolver essa questão trabalhista, escravagista. Daí veio a Arco de Fogo (operação <em>realizada pela Polícia Federal, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Força Nacional de Segurança, contra o desmatamento ilegal na Amazônia</em>), o TAC da Carne (<em>Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre frigoríficos e o Ministério Público Federal de não comprar gado para abate de áreas desmatadas ilegalmente, de terras indígenas, unidades de conservação e de empregadores na lista de trabalho escravo</em>). A minha gestão acabou em 2014. Em 2015, não tínhamos as mesmas pressões, mas Paragominas já tinha virada essa página. Só que nunca deixou a questão ambiental de lado. Isso é da sociedade de Paragominas, de fazer bem feito no quesito ambiental&#8221;, conta o fazendeiro.</p></blockquote>
<p><iframe title="Como Paragominas deixou de ser vilã ambiental | Gente da Terra: Entrevista com Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/fEh3PWHGwXM?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mauro avalia que o Ministério Público Federal foi &#8220;muito inteligente&#8221; naquele ano de 2009 ao ter escalado os frigoríficos para fazer o monitoramento do próprio setor, no lugar de um agente externo, pelo cumprimento do TAC da Carne.</p>
<blockquote><p>&#8220;O MPF foi eficiente naquele momento. O delegado disso aí era o frigorífico. Isso foi uma missão muito pesada para os frigoríficos, ser fiscal do fornecedor deles, mas era a coisa mais eficiente. O MP foi muito inteligente&#8221;, lembra.</p></blockquote>
<p>Segundo o pecuarista, &#8220;ninguém melhor do que nós mesmos para fiscalizar porque quem entende disso somos nós mesmos&#8221;. Ele conta que enfrentou ainda o problema de denunciar gente do próprio setor, conhecida. &#8220;Não queria denunciar porque era um dos nossos, mas hoje é a coisa mais fácil, é só falar: &#8216;isso aí eu não compro'&#8221;.</p>
<h3>Lavagem da boiada</h3>
<p>A cadeia da carne enfrenta hoje um problema de imagem causado por produtores criminosos que vendem gado criado em áreas públicas roubadas, como unidades de conservação e territórios indígenas. Essa parte podre da pecuária falsifica documentação sobre a origem do gado e vende os bezerros criados em áreas desmatadas para os maiores frigoríficos do país.</p>
<p>A partir do momento em que o grande frigorífico compra esses bois e vacas sem exigir legalidade na transação, o gado &#8216;ganha&#8217; uma nova documentação. É como se aquele gado tivesse nascido e sido criado numa área legalizada. Esse processo fraudulento e manjado já das autoridades é chamado de &#8220;lavagem da boiada&#8221;, prática recorrente até os dias de hoje. Só que o comprador internacional exige, cada vez mais, documentos que comprovem a origem legal daquele gado. Se houver ilegalidade, na maioria das vezes, ele não compra.</p>
<blockquote><p>&#8220;É a mesma coisa que comprar de ladrão. É fora da lei. Aquilo que é ilegal é ilegal&#8221;, reforça Mauro.</p></blockquote>
<p>O pecuarista conta que não há nada pior para um produtor rural do que um &#8220;não&#8221; de um comprador de carne.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maior punição não é a cadeia. É ter a produção e não conseguir vendê-la. Quando você perde uma safra, é difícil, mas você produz de novo. Agora, quando tem a produção e você não consegue vendê-la, é o pior dos mundos&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Mauro entende que é preciso haver união dos pecuaristas que respeitam a legislação para que a banda podre fique isolada.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Só que essas poucas pessoas estão ganhando muito e fazendo pressão muito grande para continuar (<em>na ilegalidade</em>). Para esse cara ganhar, não existe almoço de graça: alguém tem que pagar essa conta. Quem paga sou eu e os outros pecuaristas. Se nós, desde 2009, já tivéssemos antenado para essa responsabilidade, e feito essa seleção, hoje estaríamos nadando de braçada&#8221;, afirma.</p>
</blockquote>
<p>O dono da Marupiara simplifica a missão do agronegócio contra a ilegalidade do setor.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa arma está na nossa mão. Quando entendo que comprar daquele cara vai fazer mal, por que eu vou estar sustentando uma pessoa que está acabando com meu negócio? Essa consciência tem que estar na gente&#8221;, reclama.</p></blockquote>
<p><iframe title="É possível acabar com a lavagem da boiada? | Gente da Terra: Entrevista com Mauro Lúcio Costa" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/q96JFIf39YE?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Agro mata a fome no mundo?</h3>
<p>Para o pecuarista, é falsa a ideia que muitos produtores propagam de que o agronegócio precisa expandir mais porque, do contrário, o mundo vai passar fome. Como Mauro conhece quem fala e vende o slogan de que &#8220;o agro brasileiro alimenta o mundo&#8221;, ele tem outra visão. Para ele, o desmatamento desenfreado é resultado de uma grande &#8220;especulação imobiliária&#8221;.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Nessa questão do desmatamento, alguns falam em gerar emprego, fazer comida para o mundo, mas esse discurso é mais fake (<em>falso, em inglês</em>) do que fato. Está muito mais ligada à valorização imobiliária do que à produção. Só que especulação imobiliária é um nome feio. Então, eles falam que o planeta vai passar fome. O que é mais engraçado é que são poucas pessoas, só que eles fazem um barulho muito grande e a gente é manchado por essas poucas pessoas que representam todos nós&#8221;, destaca.</p>
</blockquote>
<p class="p1">O pecuarista sugere, em nome da boa imagem do agronegócio, que o setor preocupado em andar dentro da lei seja o próprio agente fiscalizador dos criminosos.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Nessa máxima de separar o joio do trigo, não tem ninguém melhor do que nós mesmos porque, quem entende disso, somos nós. Precisamos, mais que tudo, puxar essa responsabilidade para nós. Estamos numa fase muito boa para poder fazer isso porque hoje, agora, está tudo mudando. De 2018 até inicio deste ano, tínhamos dificuldade de matéria-prima, que é o bezerro, que estava muito caro, e o produtor comprava qualquer coisa. Isso está invertendo&#8221;, finaliza.</p>
</blockquote>
<p>Veja outros trechos da entrevista em vídeo com o pecuarista Mauro Lúcio Costa <a href="https://www.youtube.com/channel/UCpUtj0_e2czHlk9ck5BnxPA/videos" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p class="p1"><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/em-paragominas-pecuarista-da-fazenda-marupiara-multiplica-produtividade-com-bem-estar-animal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Em Paragominas, pecuarista da Fazenda Marupiara multiplica produtividade com bem-estar animal</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Brasileiro quer saber de onde vem a carne bovina que come, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/brasileiro-quer-saber-de-onde-vem-a-carne-bovina-que-come-diz-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 15:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[carne bovina]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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		<category><![CDATA[TAC da Carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/radar-verde-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você sabe se a carne que você come vem de área desmatada? Essa pergunta circula cada vez com mais frequência pelo Brasil afora. O fundamental no questionamento é que os consumidores podem ajudar a frear o desmatamento na maior floresta tropical do planeta, exigindo que a carne bovina que comem não venha de áreas de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/radar-verde-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Você sabe se a carne que você come vem de área desmatada? Essa pergunta circula cada vez com mais frequência pelo Brasil afora. O fundamental no questionamento é que os consumidores podem ajudar a frear o desmatamento na maior floresta tropical do planeta, exigindo que a carne bovina que comem não venha de áreas de desmatamento.</p>
<p>Mas, para garantir a origem da carne, é preciso monitorar toda a cadeia produtiva, começando pela fazenda onde nasce o bezerro e seguindo por todo o caminho que o produto faz até chegar à mesa das pessoas. Por isso, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (<a href="https://imazon.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Imazon</a>) e o <a href="https://omundoquequeremos.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto O Mundo Que Queremos</a> estão desenvolvendo um novo indicador público de transparência e controle da cadeia de produção e comercialização de carne bovina no Brasil: o <a href="https://radarverde.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Radar Verde</a>, que foi lançado nesta quarta-feira, 27/04.</p>
<p>A iniciativa acompanha a evolução dos tempos atuais com o crescimento cada vez maior da pecuária no Pará, por exemplo. São Félix do Xingu que o diga, já que é o município com mais cabeças de gado do Brasil.</p>
<h3>Brasileiros preocupados?</h3>
<p>Você sabia que mais de 40% do rebanho brasileiro está localizado nos Estados que compõem a Amazônia Legal, e os brasileiros estão preocupados com isso? De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Radar Verde e realizada pelo Reclame AQUI, os brasileiros acham importante rastrear a carne que consomem.</p>
<p>Mais de 40% dos entrevistados responderam que já deixaram de comprar carne de fabricantes associados ao desmatamento ou violação de leis ambientais e 58% afirmaram que a informação clara sobre a procedência da carne é um fato relevante na hora da decisão da compra. Além disso, a maioria (79%) afirmou que quem vende a carne bovina (supermercados e frigoríficos) deve ser responsável por verificar se a produção causou ou está relacionada com o desmatamento.</p>
<h3>Mercado obscuro</h3>
<p>O déficit de transparência e controle dessa cadeia produtiva deve afetar cada vez mais as vendas das empresas. Entre os mais de 9 mil consumidores que responderam à pesquisa, 4.008 disseram que já deixaram de comprar carne de fabricantes publicamente associados ao desmatamento e 43% afirmaram que a marca da carne é um fator importante na hora da escolha.</p>
<p>Caso a rastreabilidade fosse regra, 73% dos consumidores disseram que deixariam de comprar em supermercados e frigoríficos que não conseguem garantir a procedência da carne que vendem e que a produção não causou desmatamento.</p>
<h3>TAC da Carne</h3>
<p>Em 2009, a fim de se encontrar uma solução para o desmatamento advindo da pecuária, algumas empresas do setor assinaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Federal e/ou o Compromisso Público da Pecuária (CPP), a partir dos quais se comprometeram a não comprar animais de propriedades com irregularidades socioambientais no Pará.</p>
<p>Só que vários frigoríficos não cumpriram as exigências, comprando animais de localidades que desmataram a Amazônia. As demais irregularidades envolvem, entre outras, compras de fazendas embargadas pelo Ibama ou de localidades sem Cadastro Ambiental Rural (CAR) ou Licença de Atividade Rural (LAR).</p>
<p><em>Fonte: Instituto O Mundo que Queremos</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
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