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	<title>ONU &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>ONU &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>FAO alerta para urgência de investimentos na restauração florestal mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:28:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar. O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo 2026&#8221; aponta que a falta de investimento e compromisso político torna inviável o cumprimento de metas climáticas, de biodiversidade e de segurança alimentar.</em></li>
<li><em>O documento destaca 18 estudos globais, incluindo a restauração biocêntrica dos indígenas Xukuru na Caatinga (PE) e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica (com meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030).</em></li>
<li><em>No mundo, as florestas cobrem 32% da Terra e abrigam 80% da biodiversidade terrestre, mas perderam 489 milhões de hectares entre 1990 e 2025, além de terem 460 milhões de hectares degradados.</em></li>
<li><em>O Brasil avança com a Lei 12.651 (Código Florestal) e o Decreto 8.972/2017, que estabelece a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 por meio da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.</em></li>
<li><em>O órgão propõe quatro caminhos: fortalecer direitos das comunidades, atuar em escala de paisagem, mobilizar financiamentos e garantir leis coerentes.</em></li>
<li><em>Segundo o relatório, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados pode gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios, com um retorno social estimado de oito para um.</em></li>
</ul>
<p>Sem investimento e compromisso político, o cumprimento de metas globais de segurança alimentar, biodiversidade, clima e desenvolvimento sustentável na restauração de florestas torna-se inviáONUvel. O alerta consta no relatório &#8220;Estado das Florestas no Mundo&#8221; de 2026, lançado nesta semana pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p>
<p>O documento traz 18 estudos de caso globais, destacando duas iniciativas de destaque no Brasil: a restauração biocêntrica conduzida pelo povo indígena Xukuru na Caatinga (PE), focada em áreas sagradas e no uso de conhecimento tradicional com barreiras físicas para retenção de água e regeneração do solo, e o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, que une Brasil, Argentina e Paraguai na meta de restaurar 1 milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050 por meio de paisagens multifuncionais e monitoramento via satélite.</p>
<h3>Panorama global e metas brasileiras</h3>
<p>No âmbito nacional, o relatório destaca os avanços na legislação brasileira. A Lei 12.651 obriga a recuperar a vegetação nativa em áreas de preservação permanente e em reservas legais, e o Decreto 8.972, de 2017, colocou essas obrigações em prática ao criar a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa. A meta da política é restaurar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>Globalmente, as florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, cerca de 32% da superfície terrestre. Guardam 714 bilhões de toneladas de carbono e abrigam até 80% da biodiversidade terrestre. Quase um terço da população mundial depende delas para se alimentar e viver.</p>
<p>Entre 1990 e 2025, porém, o desmatamento eliminou cerca de 489 milhões de hectares, e mais de 460 milhões estão degradados. Todo ano, em torno de 127 milhões de hectares de floresta são atingidos por incêndios, além dos danos causados por insetos, doenças e eventos climáticos extremos. O relatório diz que ficar parado custa muito mais do que restaurar.</p>
<p>Governos de 91 países e regiões se comprometeram a destinar mais de 190 milhões de hectares à restauração de florestas. O relatório avalia, porém, que o progresso é insuficiente.</p>
<blockquote><p>&#8220;O relatório deixa claro que a restauração de florestas e paisagens é mais do que uma prioridade ambiental — é um investimento estratégico em sistemas agroalimentares resilientes e no desenvolvimento rural. A restauração tardia ou mal planejada aumentará os custos a longo prazo, agravará as desigualdades e poderá condenar as paisagens a trajetórias insustentáveis&#8221;, declara Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, na apresentação do documento</p></blockquote>
<h3>O que a FAO propõe</h3>
<p>Com base em experiências de vários países, incluindo o Brasil, o documento aponta quatro caminhos:</p>
<ul>
<li>fortalecer as pessoas e os seus direitos;</li>
<li>restaurar em escala de paisagem;</li>
<li>mobilizar financiamento e modelos de negócio que sustentem a restauração;</li>
<li>e criar políticas, instituições e leis coerentes entre si.</li>
</ul>
<p>Segundo a FAO, restaurar mais de 1 bilhão de hectares degradados poderia gerar US$ 1,8 trilhão por ano em benefícios. O relatório também calcula que investir US$ 2,6 trilhões ao longo de 15 anos para conter a degradação do solo e a seca daria um retorno social de oito para um.</p>
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		<item>
		<title>Mundo deve romper limite de 1,5°C de aquecimento e atingir pico de 1,8°C</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 15:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[pontos de não retorno Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/calor_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que o planeta deve romper temporariamente o limite crítico de 1,5°C de aquecimento global, com pico projetado de 1,8°C no cenário mais otimista. O documento alerta para o risco de acionamento de &#8220;pontos de não retorno&#8221; (tipping points), que incluem a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/calor_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que o planeta deve romper temporariamente o limite crítico de 1,5°C de aquecimento global, com pico projetado de 1,8°C no cenário mais otimista.</em></li>
<li><em>O documento alerta para o risco de acionamento de &#8220;pontos de não retorno&#8221; (tipping points), que incluem a desestabilização de mantos de gelo, alterações nas correntes do Atlântico (Amoc) e mudanças profundas na Floresta Amazônica.</em></li>
<li><em>Sem medidas de adaptação, a produção global de alimentos poderá cair até 14% até 2050, e o derretimento de geleiras pode elevar o nível do mar em até 13 centímetros até 2100.</em></li>
<li><em>A estratégia recomendada exige a redução rápida de emissões para alcançar o zero líquido, seguida pela remoção de dióxido de carbono da atmosfera por meio de reflorestamento e tecnologias de captura.</em></li>
<li><em>Especialistas destacam que a adaptação climática deve ser planejada com urgência para evitar que o mundo reaja apenas após o surgimento de crises severas, cobrando maior responsabilidade dos países historicamente mais poluidores.</em></li>
</ul>
<p>O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançado nesta semana traz um alerta duro para o futuro climático do planeta: o mundo caminha para romper o limite crítico de 1,5°C de aquecimento global estabelecido pelo Acordo de Paris, e mesmo no cenário mais otimizado a temperatura média da Terra deve atingir um pico de 1,8°C antes de começar a baixar.</p>
<p>Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, os recentes episódios de calor extremo, incêndios florestais e enchentes mortais já servem como prévia do que está por vir caso a mitigação não seja acelerada. O objetivo principal agora, segundo o documento, é garantir que essa ultrapassagem seja a mais curta e branda possível.</p>
<p>A diferença de poucos décimos de grau carrega um peso enorme para o sistema climático global. O aquecimento prolongado acima de 1,5°C pode acionar os chamados tipping points (pontos de não retorno), que são alterações climáticas profundas e difíceis de reverter, como a desestabilização de mantos de gelo, mudanças drásticas na Floresta Amazônica e o enfraquecimento da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (Amoc), sistema de correntes vitais para a regulação do clima no planeta.</p>
<p>Os reflexos disso na economia e na vida cotidiana também aparecem no horizonte: sem investimentos pesados em adaptação, a produção global de alimentos pode minguar até 14% até 2050. Além disso, as geleiras correm o risco de perder mais de um quarto de sua massa até o final do século, o que adicionaria até 13 centímetros ao nível dos oceanos.</p>
<p>Diante do atraso histórico na redução das emissões de gases de efeito estufa, a estratégia desenhada pelo Pnuma apoia-se em dois pilares.</p>
<p>O primeiro exige zerar as emissões líquidas de carbono e, posteriormente, retirar mais CO₂ da atmosfera do que o lançado — seja por meio de reflorestamento, seja por tecnologias de captura. O relatório pondera, contudo, que essas ferramentas de remoção têm capacidade limitada e não substituem o corte imediato na fonte.</p>
<p>O segundo pilar é a adaptação urgente das cidades, da infraestrutura e da agricultura. Como resume a pesquisadora Joana Portugal Pereira, professora da UFRJ e da Universidade de Lisboa, o grande perigo é o mundo cair na armadilha de reagir apenas quando a crise bate à porta.</p>
<p>Como a adaptação leva anos para sair do papel, a implementação de planos preventivos precisa acontecer agora, cobrando principalmente que os países historicamente mais poluidores assumam a dianteira do esforço global.</p>
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		<title>Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/area_degradada-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Brasil apresentou suas primeiras metas voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) durante a COP17, em Ulaanbaatar, na Mongólia. O País se comprometeu a restaurar mais de 163 mil km² até 2030, além de aplicar ações de conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km², totalizando 3,67 milhões de km² [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/area_degradada-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo</p>
<ul>
<li>O Brasil apresentou suas primeiras metas voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) durante a COP17, em Ulaanbaatar, na Mongólia.</li>
<li>O País se comprometeu a restaurar mais de 163 mil km² até 2030, além de aplicar ações de conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km², totalizando 3,67 milhões de km² de áreas atendidas.</li>
<li>O plano inclui a recuperação de vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais e intervenções em unidades de conservação, terras indígenas e bacias hidrográficas.</li>
<li>O objetivo é impedir que a degradação aumente em relação a 2020, quando o Brasil contabilizava 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação.</li>
<li>Representantes da ONU (UNCCD e FAO) destacaram que a meta brasileira projeta a América Latina como líder em sustentabilidade do solo e expressaram o desejo de que o Brasil sirva de exemplo global.</li>
<li>O anúncio ocorreu com cerca de dez anos de atraso em relação ao início do processo pela ONU (em 2015), período marcado pela inativação e extinção da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, recriada apenas em 2024.</li>
</ul>
<p>O Brasil apresentou nesta terça-feira, 25, as primeiras metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A promessa é restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados (km²) até 2030. O anúncio foi feito durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia.</p>
<p>Para chegar a esse número, estão previstas iniciativas para recuperar a vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais, além de ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.</p>
<p>As metas LDN são compromissos voluntários que os países assumem para garantir aumento ou manutenção da quantidade de terras saudáveis e produtivas em seu território.</p>
<p>O Brasil usa como referência o ano de 2020, quando detinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação. Ou seja, para cumprir o compromisso de neutralidade, precisa chegar em 2030 com, pelo menos, o mesmo número.</p>
<p>Também estão previstas ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km². Assim, o número oficial das metas LDN é de 3,67 milhões de km², por incluir tanto a área de restauração quanto à de conservação.</p>
<p>O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil tem sido proativo em favor da convenção, para que o grupo obtenha ainda mais capacidade de mobilizar os países.</p>
<blockquote><p>&#8220;A cada dia que passa, crescem as áreas sujeitas à seca e à degradação da terra em vários países. Portanto, é uma ação decisiva de cooperação internacional contra a desertificação.”</p></blockquote>
<p>A representante regional da UNCCD na América Latina e Caribe, Laura Meza, disse que a meta voluntária brasileira posiciona a América Latina como uma das regiões com o maior volume territorial de compromisso de sustentabilidade do solo do planeta. Os benefícios, segundo ela, alcançam diferentes dimensões.</p>
<blockquote><p>&#8220;Restaurar não tem apenas um impacto ambiental, tem impacto na agricultura e na restauração socioprodutiva. Não se pode separar esse impacto ambiental da vida das pessoas&#8221;, disse Meza.</p></blockquote>
<p>A diretora adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Nora Barahona, disse que o país tem a responsabilidade de cumprir as metas e ser uma referência global.</p>
<blockquote><p>“Precisamos do apoio do Brasil para apoiar outros países-membros, para construir uma solidariedade dentro da região e internacionalmente. Para que outros sigam o exemplo maravilhoso que vocês estão dando”, disse Nora.</p></blockquote>
<h3>Atraso</h3>
<p>Dos 196 países membros da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), 131 comprometeram-se a estabelecer metas de LDN, entre eles, o Brasil. Mas a apresentação oficial do País veio com quase 10 anos de atraso.</p>
<p>O conceito de LDN foi oficialmente formalizado pela ONU em 2015, e o processo de recebimento das metas dos governos nacionais começou em 2017.</p>
<p>O Brasil instituiu em 2015 a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca por meio da Lei nº 13.153. Nesse contexto, foi criada a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD).</p>
<p>No ano seguinte, ela ficou inativa e foi extinta em 2019. A comissão foi retomada e reorganizada em 2024, por meio do Decreto nº 11.932.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>Agenda 2030: ONU alerta para atraso nas metas de desenvolvimento sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:29:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda 2030]]></category>
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		<category><![CDATA[Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ODS]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/agricultura-sustentavel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Relatório da ONU sobre os ODS aponta que, com o prazo final da Agenda 2030 batendo à porta, o mundo precisa replicar e ampliar em larga escala as iniciativas que já se provaram eficazes. Das metas avaliadas com dados de tendências, somente 36% estão no rumo certo ou em progresso moderado. Cerca de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/agricultura-sustentavel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Relatório da ONU sobre os ODS aponta que, com o prazo final da Agenda 2030 batendo à porta, o mundo precisa replicar e ampliar em larga escala as iniciativas que já se provaram eficazes.</em></li>
<li><em> Das metas avaliadas com dados de tendências, somente 36% estão no rumo certo ou em progresso moderado. Cerca de 49% avançam de forma muito lenta e 15% sofreram retrocessos para níveis piores do que os de 2015.</em></li>
<li><em> Desde a criação dos objetivos, bilhões de pessoas ganharam acesso a saneamento básico, eletricidade, internet e água potável, além de as infecções por HIV terem caído 30% e a proteção social atingir mais da metade da população global.</em></li>
<li><em>A capacidade de monitoramento cresceu exponencialmente. O banco de dados global saltou de informações parciais para mais de 3,2 milhões de pontos de monitoramento, cobrindo quase todos os indicadores.</em></li>
<li><em>Crises sobrepostas como as mudanças climáticas, guerras e um endividamento recorde dos países em desenvolvimento dificultam o progresso.</em></li>
<li><em>Existe um buraco anual de aproximadamente US$ 4 trilhões para o financiamento das metas, agravado por uma queda histórica de 23,1% na assistência oficial ao desenvolvimento.</em></li>
</ul>
<p>O cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entrou em sua fase mais crítica. De acordo com o mais recente panorama global das Nações Unidas, o mundo conseguiu colher frutos práticos ao longo da última década, mas o ritmo atual é insuficiente para garantir que as metas sejam integralmente atingidas até o ano de 2030.</p>
<p>O diagnóstico indica que o sucesso da agenda depende agora de uma mobilização política e financeira sem precedentes para multiplicar o alcance das soluções que já funcionam.</p>
<p>Apesar da urgência, o cenário apresenta grandes descompassos. A análise das tendências globais revela que apenas 36% das metas estabelecidas registram um andamento satisfatório ou moderado.</p>
<p>Quase metade delas caminha a passos lentos, enquanto 15% sofreram regressão, apresentando indicadores piores do que os registrados no ponto de partida, em 2015.</p>
<blockquote><p>&#8220;Guiados pelos dados deste relatório, nossa visão da Agenda 2030 continua ao nosso alcance. Juntos, vamos dar um impulso final decisivo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um futuro saudável e próspero para todas as pessoas&#8221;, ressaltou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.</p></blockquote>
<p>A favor do cumprimento dos ODS pesa a consolidação de políticas públicas e da cooperação ao longo de dez anos. Nesse período, quase um bilhão de pessoas passaram a dispor de água tratada e 1,2 bilhão obtiveram acesso a saneamento.</p>
<p>O avanço da infraestrutura permitiu que a energia elétrica alcançasse 92% da população do planeta, ao passo que a conectividade à internet saltou de 40% para 74%. Na saúde, as novas infecções por HIV recuaram 30%.</p>
<p>Esse monitoramento minucioso só se tornou viável graças a uma evolução nos sistemas de informação estatística, que hoje contam com mais de 3,2 milhões de pontos de dados ativos.</p>
<h3>Os motores do atraso</h3>
<p>A desaceleração no cumprimento das metas é alimentada por uma combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos.</p>
<p>O relatório aponta que a escalada de conflitos violentos e os impactos climáticos severos — com temperaturas globais operando em patamares alarmantes — anularam anos de investimentos sociais.</p>
<p>Atualmente, uma em cada dez pessoas ainda enfrenta a pobreza extrema, mais de 117 milhões vivem deslocadas à força e a insegurança alimentar atinge 2,3 bilhões de cidadãos.</p>
<p>O principal entrave para a retomada do crescimento sustentável é o financiamento. O déficit anual para cobrir os custos dos ODS gira em torno de US$ 4 trilhões.</p>
<p>O problema ganhou contornos mais graves após a assistência oficial internacional registrar uma queda histórica de 23,1%, limitando os recursos disponíveis justamente nos territórios mais vulneráveis do planeta.</p>
<h3>O caminho para a recuperação</h3>
<p>Para reverter o quadro nos anos restantes, as lideranças internacionais defendem uma reforma profunda na arquitetura financeira global e a consolidação do Compromisso de Sevilha.</p>
<p>As prioridades incluem acelerar a transição da matriz energética, utilizar tecnologias avançadas como a inteligência artificial para o desenvolvimento e colocar a igualdade de gênero no centro das decisões estratégicas.</p>
<p>A liderança técnica da ONU reforça que a viabilidade da Agenda 2030 não é uma questão de falta de alternativas, mas de escala e coordenação de esforços.</p>
<p>O foco deve ser o direcionamento de investimentos estruturados para as áreas que demonstram capacidade de transformação socioambiental rápida, evitando o esgotamento dos recursos naturais e garantindo a subsistência das futuras gerações.</p>
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		<title>Próxima década será de seca severa e calor acima da média na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  Relatório da OMM e do Met Office aponta 91% de chance de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa. A Amazônia terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="3,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> Relatório da <strong>OMM e do Met Office</strong> aponta <b data-path-to-node="3,0,0" data-index-in-node="64">91% de chance</b> de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa.</em></li>
<li><em><b data-path-to-node="3,1,0" data-index-in-node="0">A Amazônia</b> terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda mais severos, elevando o risco de incêndios e prejudicando a absorção de carbono.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em><b data-path-to-node="3,2,0" data-index-in-node="0">No Pará, </b>a estiagem pode afetar a navegação em rios (isolando comunidades tradicionais), gerar perdas na agropecuária por falta de água e piorar a qualidade do ar devido às queimadas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Especialistas cobram políticas imediatas de <strong>adaptação,</strong> focadas no <strong>combate ao desmatamento</strong>, <strong>prevenção ao fogo</strong> e <strong>gestão hídrica</strong> para proteger os 30 milhões de habitantes da região.</em></p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>A temperatura média global deve permanecer em níveis historicamente elevados pelos próximos cinco anos, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, como a Amazônia, por pelo menos, dez anos.</p>
<p>O alerta é da <strong>Organização Meteorológica Mundial</strong> (<strong>OMM</strong>) e do <strong>Met Office</strong>, serviço meteorológico do Reino Unido, que divulgaram uma nova projeção <a href="https://library.wmo.int/records/item/69882-wmo-global-annual-to-decadal-climate-update" target="_blank" rel="noopener">apontando que o <strong>aquecimento global</strong> seguirá avançando ao longo desta década</a>.</p>
<p>Segundo o relatório, há 91% de probabilidade do planeta ultrapassar a marca de <strong>1,5°C de aquecimento</strong> entre os anos de <strong>2026 e 2030.</strong> Os cientistas apontam ainda uma chance de 75% de que os próximos cinco anos também fiquem acima dessa marca, ultrapassando o limite de <strong>1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.</strong></p>
<p>As projeções indicam que cada ano entre 2026 e 2030 deverá registrar temperaturas entre 1,3°C e 1,9°C acima da média observada entre 1850 e 1900.</p>
<p>Outro alerta preocupante aponta 86% de probabilidade de que um novo recorde anual de temperatura global seja estabelecido antes do fim desta década.</p>
<p>Em entrevista a Reuters, a cientista Melissa Seabrook, do Met Office comenta que ultrapassar temporariamente o patamar definido no Acordo de Paris não significa que ele tenha fracassado, já que o limite de 1,5°C se refere a uma média de longo prazo. Entretanto, os resultados mostram que o mundo está cada vez mais próximo de ultrapassar esse patamar de forma permanente.</p>
<blockquote><p>“A ciência é muito clara ao mostrar que a janela para manter a temperatura média global em 1,5°C está se fechando rapidamente”, diz a pesquisadora.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia sob pressão</strong></h3>
<p>Entre as regiões que mais preocupam os pesquisadores está a <strong>Amazônia</strong>, pois os modelos climáticos projetam temperaturas acima da média em praticamente toda a floresta tropical nos próximos anos, com aquecimento ainda mais intenso do que o previsto.</p>
<p>As previsões para o período entre <strong>2026 e 2035</strong> mostram que a <strong>Amazônia</strong> poderá registrar elevações de temperatura superiores às observadas em outras regiões tropicais do planeta. Além disso, os modelos indicam uma tendência de redução das chuvas em parte significativa da floresta.</p>
<p>Para o intervalo entre maio e setembro de 2026 a 2030, que coincidem com meses tradicionalmente mais secos em grande parte da <strong>Amazônia brasileira</strong>, os cientistas identificaram uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média.</p>
<p>O cenário também aparece nas projeções para a próxima década, que indicam menos chuva sobre a região quando comparadas às projeções climáticas convencionais.</p>
<p>A combinação entre calor mais intenso e redução das precipitações aumenta o risco de<strong> secas prolongadas</strong>, <strong>incêndios florestais</strong> e <strong>perda de biodiversidade</strong>. Todos esse ingredientes podem comprometer a capacidade da floresta de armazenar carbono, um dos serviços ambientais mais importantes para a regulação do clima global.</p>
<h3><strong>Pará em alerta</strong></h3>
<p>No <strong>Pará</strong>, os impactos podem ser sentidos de forma severa em diferentes setores. Por um lado, a <strong>redução das chuvas</strong> tende a afetar os rios que sustentam a mobilidade de milhares de <strong>comunidades ribeirinhas</strong>, <strong>indígenas</strong> e <strong>quilombolas</strong>.</p>
<p>Episódios recentes de <strong>seca extrema</strong> já provocaram dificuldades no transporte fluvial, interrupções no abastecimento de água e prejuízos à pesca artesanal em diversas regiões do estado.</p>
<p>O <strong>setor agropecuário</strong> também pode enfrentar desafios maiores, já que essas temperaturas elevadas aumentam a evaporação da água do solo e elevam a <strong>demanda hídrica das culturas agrícola</strong>s, enquanto períodos mais longos de estiagem ampliam os riscos de <strong>perdas de produtividade</strong>.</p>
<p>Outra preocupação está relacionada ao aumento da ocorrência de <strong>queimadas</strong>. Em anos de <strong>seca severa</strong>, a vegetação torna-se mais vulnerável ao fogo, favorecendo a propagação de <strong>incêndios florestais</strong> que liberam grandes quantidades de <strong>gases de efeito estufa</strong> e afetam diretamente a <strong>qualidade do ar</strong>.</p>
<h3><strong>Adaptação climática urgente</strong></h3>
<p>O relatório da <strong>OMM</strong> reforça que o aquecimento global continuará sendo impulsionado principalmente pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Mesmo com oscilações naturais do clima, como os fenômenos <strong>El Niño</strong> e<strong> La Niña,</strong> a tendência de longo prazo permanece de aumento das temperaturas.</p>
<p>Por isso, os especialistas defendem a ampliação das políticas de adaptação climática, especialmente em regiões vulneráveis como a <strong>Amazônia. </strong></p>
<p>Entre as medidas consideradas estratégicas estão o fortalecimento da <strong>gestão dos recursos hídricos</strong>, a <strong>prevenção de incêndios florestais,</strong> a <strong>proteção dos territórios tradicionais</strong> e o <strong>combate ao desmatamento.</strong></p>
<p>As projeções indicam que a floresta enfrentará um ambiente mais quente e potencialmente mais seco na próxima década, tornando ainda mais urgente a adoção de ações capazes de reduzir sua vulnerabilidade e preservar a vida de mais de 30 milhões de pessoas, além de incontáveis espécies da fauna e flora.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-funcao-do-el-nino-stf-cobra-plano-contra-incendios-na-amazonia-e-no-pantanal/" target="_blank" rel="noopener">Em função do El Niño, STF cobra plano contra incêndios na Amazônia e no Pantanal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/comunidade-recebe-mutirao-de-reflorestamento-para-driblar-avanco-de-queimadas/" target="_blank" rel="noopener">Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-preventivo-tenta-blindar-rios-da-amazonia-contra-nova-seca-em-2026/" target="_blank" rel="noopener">Plano preventivo tenta blindar rios da Amazônia contra nova seca em 2026</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Brasil mobiliza mais de 200 contribuições para zerar desmatamento global até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2030]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento zero]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em busca de transformar promessas em ações concretas, a presidência da COP30 iniciou uma série de consultas globais para criar um guia prático contra a destruição das florestas. O pontapé inicial ocorreu nesta segunda-feira, 11, em Nova York, durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, reunindo desde governos e grandes empresas até lideranças indígenas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em busca de transformar promessas em ações concretas, a presidência da COP30 iniciou uma série de consultas globais para criar um guia prático contra a destruição das florestas. O pontapé inicial ocorreu nesta segunda-feira, 11, em Nova York, durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, reunindo desde governos e grandes empresas até lideranças indígenas e especialistas.</p>
<p>O projeto, nomeado como “Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030”, está sendo desenhado pela diplomacia brasileira. O foco é consolidar as melhores práticas mundiais em financiamento, governança e políticas públicas. Embora o roteiro não seja um tratado obrigatório, ele pretende servir como bússola para que as nações acelerem o passo rumo às metas climáticas antes do prazo final da década.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo com o Mapa do Caminho da Presidência da COP30 para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 é ir além dos compromissos e avançar na implementação, oferecendo um instrumento prático, orientado à ação, que os países possam usar para orientar e fortalecer suas políticas florestais no território”, afirma o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.</p></blockquote>
<p>Para Martin Krause, da UNFCCC, o roteiro surge em um momento crítico onde as florestas são pressionadas por diversas transições econômicas:</p>
<blockquote><p>“O mundo está reestruturando sua economia e, em todas as transições econômicas da história, as florestas acabam sacrificadas. Hoje, as florestas não sofrem apenas uma pressão, mas muitas, vindas de diferentes direções. Esse roadmap pode reunir todos esses elementos, inclusive a parceria financeira, que é fundamental para transformar compromissos em resultados concretos para as florestas, para as pessoas e para o planeta.”</p></blockquote>
<h3>Ciência e agricultura como aliadas</h3>
<p>A iniciativa ganha reforço científico com análises do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que destacam que a preservação da Amazônia é vital para a própria agricultura. Florestas em pé garantem a estabilidade do regime de chuvas e a fertilidade do solo necessárias para a produtividade no longo prazo. Além disso, os pesquisadores reforçam que investir na proteção ambiental agora é mais econômico do que remediar os prejuízos causados por eventos climáticos extremos no futuro.</p>
<blockquote><p>“Não há como enfrentar a crise climática nem garantir alimento para a população mundial sem proteger as florestas”, disse o diretor do Ipam, André Guimarães, que também é Enviado Especial da Sociedade Civil para a COP30.</p></blockquote>
<h3>Um processo colaborativo e global</h3>
<p>Embora não tenha caráter negociador, o roteiro busca refletir um consenso global. Mais de 130 países e 150 organizações já enviaram contribuições para o projeto, que pretende ser um legado político da presidência brasileira para a resiliência econômica e redução de desigualdades.</p>
<blockquote><p>“Estamos investindo tempo, esforço e em diálogo com diferentes partes interessadas. Mais de 130 países enviaram contribuições formais, tanto individuais quanto em grupo, além de cerca de 150 organizações internacionais, pesquisadores, indivíduos e agências de pesquisa. Este não é um momento de negociação, mas queremos refletir o máximo possível sobre as visões da comunidade internacional”, reforçou Marco Túlio Cabral, chefe do Núcleo de Florestas para a COP30 do Itamaraty.</p></blockquote>
<p>A expectativa é que a versão consolidada do roadmap seja apresentada em setembro de 2026, durante a Assembleia Geral da ONU, servindo como base para as metas de implementação que deverão ser levadas até a COP31, na Turquia.</p>
<p>O grande desafio da iniciativa continua sendo o financiamento — o eterno nó das negociações globais. Enquanto países em desenvolvimento cobram recursos e suporte técnico para proteger suas matas, a presidência da conferência aposta na bioeconomia e no mercado de carbono como saídas viáveis. A meta é que o documento final seja apresentado em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU.</p>
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		<title>Mundo viveu a década mais quente da história; saiba o que está por trás do calor recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 15:20:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[desequilíbrio energético]]></category>
		<category><![CDATA[OMM]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca_na_amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A humanidade enfrentou, entre 2015 e 2025, a sequência de dez anos mais quentes de toda a história. O alerta, feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) neste Dia Meteorológico Mundial, confirma que o clima não está apenas mudando — ele está perdendo o seu eixo fundamental. “O caos climático está reescrevendo as regras do tempo”, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca_na_amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A humanidade enfrentou, entre 2015 e 2025, a sequência de dez anos mais quentes de toda a história. O alerta, feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) neste Dia Meteorológico Mundial, confirma que o clima não está apenas mudando — ele está perdendo o seu eixo fundamental.</p>
<blockquote><p>“O caos climático está reescrevendo as regras do tempo”, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres.</p></blockquote>
<p>Em 2025, a temperatura média global ficou 1,43°C acima dos níveis pré-industriais. Mas o que realmente preocupa os cientistas é o &#8220;desequilíbrio energético&#8221; da Terra: o maior já registrado desde o início das medições.</p>
<p>Para o clima ser estável, a Terra precisa devolver ao espaço a mesma quantidade de energia que recebe do Sol. Mas, com a concentração recorde de gases como CO2 e metano, essa saída está bloqueada.</p>
<blockquote><p>“Com o aumento da concentração de gases de efeito estufa, menos energia escapa para o espaço. Entrar mais energia do que sair significa que o calor está se acumulando no sistema terrestre”, explicou John Kennedy, oficial científico da OMM.</p></blockquote>
<p>Esse excesso funciona como um combustível para o tempo. É ele quem intensifica fenômenos naturais e explica por que eventos extremos, como as chuvas históricas no Sul e a seca no Norte, têm se tornado mais frequentes.</p>
<h3>O oceano como uma &#8220;esponja&#8221; de calor</h3>
<p>Cerca de 91% de toda essa energia acumulada é absorvida pelos mares. Nas últimas duas décadas, o ritmo de aquecimento dos oceanos dobrou, atingindo níveis que assustam a comunidade científica.</p>
<p>Ko Barrett, secretária executiva Adjunta da OMM, destaca que esse calor acumulado não fica parado.</p>
<blockquote><p>“O aquecimento dos oceanos e o derretimento do gelo terrestre estão impulsionando o aumento a longo prazo do nível médio global do mar”.</p></blockquote>
<p>Para os especialistas, quando a história se repete por onze anos seguidos, não é mais uma coincidência.</p>
<blockquote><p>“É um chamado à ação”, reforçou Guterres.</p></blockquote>
<h3>A ciência como &#8220;primeira linha de defesa&#8221;</h3>
<p>Diante de um sistema climático “mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da história”, a ONU defende que a tecnologia é a nossa melhor ferramenta de sobrevivência.</p>
<p>O objetivo é que, até 2027, todos os habitantes da Terra estejam protegidos por sistemas de alerta precoce.</p>
<blockquote><p>“A ciência precisa e confiável é nossa primeira linha de defesa”, concluiu o secretário-geral, ressaltando que observar o presente com precisão é a única forma de proteger o amanhã das futuras gerações.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Emissões de metano continuam a subir no mundo, mostra estudo da ONU</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop30/emissoes-de-metano-continuam-a-subir-no-mundo-mostra-estudo-da-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 16:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[CCAC]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Pnuma]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/poluicao-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC), durante a COP30, alertou que as emissões globais de metano continuam a crescer, apesar do Compromisso Global do Metano firmado em 2021 por 159 nações, para reduzir a poluição pelo gás [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/poluicao-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC), durante a COP30, alertou que as emissões globais de metano continuam a crescer, apesar do Compromisso Global do Metano firmado em 2021 por 159 nações, para reduzir a poluição pelo gás em 30% até o final da década.</p>
<p>O Relatório Global sobre o Status do Metano, lançado na segunda-feira (17), aponta que apenas a implementação urgente de medidas de controle poderá fechar a lacuna para atingir essa meta internacional.</p>
<p>O metano (CH4) é um gás de efeito estufa de vida curta, permanecendo na atmosfera por apenas 10 a 20 anos, mas possui um potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao do CO2, no período de cem anos.</p>
<blockquote><p><span dir="auto"> “Reduzir as emissões de metano é uma das medidas mais imediatas e eficazes que podemos tomar para desacelerar a crise climática, protegendo ao mesmo tempo a saúde humana. A redução do metano também diminui as perdas nas colheitas, o que é essencial tanto para a produtividade agrícola quanto para a segurança alimentar. O PNUMA está empenhado em ajudar os países a transformar a ambição em ação, para garantir que as soluções apresentadas neste relatório tragam benefícios reais para as pessoas e para o planeta”, disse Inger Andersen, Subsecretária-Geral das Nações Unidas e Diretora Executiva do PNUMA.</span></p></blockquote>
<p>Segundo o documento, apesar das emissões terem aumentado, novas metas e tecnologias já freiam sua expansão. Em junho, as metas climáticas dos países (NDCs) já previam políticas para coibir o metano em proporção 38% maior do que o registrado em 2020. Mas o esforço, apesar de ser o maior da história, ainda representa uma queda de apenas 8% até 2030,</p>
<p>A Agência Internacional de Energia (IEA) revela que os países do G20 respondem por 63% das emissões de metano provocadas pela atividade humana. No entanto, o relatório do PNUMA destaca que é também nas nações mais poderosas do planeta que reside a maior fatia do potencial global de mitigação desse potente gás: 72%.</p>
<p>O Brasil é o quinto maior emissor de CH4 do mundo, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Os dados mais recentes (2023) do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, indicam que o país emitiu 21,1 milhões de toneladas de metano.</p>
<p>A Agência da ONU para o Meio Ambiente enfatiza que medições mais robustas, melhor reporte e mais financiamento são essenciais para acompanhar o progresso, sendo que o controle dessas emissões pode evitar mais de 180 mil mortes prematuras e 19 milhões de toneladas de perdas de safras por ano até 2030.</p>
<p>Além disso, se cumprirem apenas as metas já acordadas, os países economizariam US$ 330 bilhões (R$ 1,73 trilhão) anualmente até 2030.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Financiamento climático é insuficiente para conter emissões em alta, alerta relatório da ONU</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop30/financiamento-climatico-e-insuficiente-para-conter-emissoes-em-alta-alerta-relatorio-da-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:37:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A dez dias da COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um diagnóstico severo sobre a crise climática: as emissões globais de gases do efeito estufa continuam crescendo, enquanto o dinheiro disponível para conter a crise climática ainda é insuficiente e distribuído de forma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/seca_nordeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A dez dias da COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um diagnóstico severo sobre a crise climática: as emissões globais de gases do efeito estufa continuam crescendo, enquanto o dinheiro disponível para conter a crise climática ainda é insuficiente e distribuído de forma desigual.</p>
<p>O alerta máximo está no primeiro Relatório Síntese dos Relatórios de Transparência Bienais (BTRs), da UNFCCC, que serve como um &#8220;termômetro&#8221; da implementação do Acordo de Paris.</p>
<p>O documento mostra que a inação tem um custo crescente: as emissões de um grupo de 81 países aumentaram 15,6% entre 2005 e 2021.</p>
<p>No total, passaram de 31,6 para 36,6 gigatoneladas de CO₂ equivalente, número que não inclui as emissões do setor de uso da terra e florestas.</p>
<blockquote><p>“O Acordo de Paris está funcionando, mas o ritmo da mudança ainda não corresponde à urgência deste momento”, afirmou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção.</p></blockquote>
<p>O aumento das emissões, segundo o relatório, não é um desvio pontual. Ele reflete tanto a retomada econômica pós-pandemia quanto a força de setores altamente poluentes, como energia e transportes, que continuam crescendo apesar das políticas de mitigação em curso.</p>
<p>Embora o relatório liste mais de cinco mil políticas e medidas climáticas implementadas &#8211; como a ampliação de energias renováveis e eletrificação do transporte -, a velocidade e a escala dessas ações são consideradas muito aquém do necessário.</p>
<p>Com o planeta fora da trajetória de 1,5 °C de aquecimento, como pede o Acordo de Paris, a ONU pressiona a COP30 a &#8220;enviar um sinal claro&#8221; e “ampliar e acelerar” a transição energética, especialmente porque os países em desenvolvimento necessitam de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }3,4">US$ 3,4</span> trilhões para adaptação, mas receberam menos de 2% desse valor nos últimos anos.</p>
<p>Outros pontos de preocupação no financiamento:</p>
<ul>
<li><b>Meta Distante:</b> O financiamento médio anual de países desenvolvidos (cerca de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }63">US$ 63</span> bilhões entre 2021 e 2022) segue distante da meta prometida de <span class="math-inline" data-math="\text{US\$ }100">US$ 100 </span>bilhões por ano.</li>
<li><b>Foco na Mitigação:</b> A maior parte dos recursos está concentrada em ações de mitigação (redução de emissões), enquanto a adaptação — essencial para países pobres e para reduzir danos — recebe menos da metade dos valores necessários.</li>
<li><b>Falta de Transparência:</b> Muitos governos relataram dificuldade em contabilizar e rastrear o dinheiro recebido. O próprio relatório reconhece a falta de uma definição comum para &#8220;financiamento climático&#8221;, o que gera divergências entre os números informados por doadores e receptores.</li>
</ul>
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		<title>Relatório da ONU para a COP30 lista metas insuficientes e pouca adesão de países</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 16:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambinte]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia0-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O relatório-síntese da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) acendeu um dos principais alertas para a COP30: o mundo está atrasado em suas promessas climáticas. Apenas 64 dos 197 países-membros atualizaram suas metas de combate ao aquecimento global, um número ainda menor apresentou compromissos à altura da meta de 1,5°C do Acordo de Paris. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia0-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O relatório-síntese da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) acendeu um dos principais alertas para a COP30: o mundo está atrasado em suas promessas climáticas. Apenas 64 dos 197 países-membros atualizaram suas metas de combate ao aquecimento global, um número ainda menor apresentou compromissos à altura da meta de 1,5°C do Acordo de Paris.</p>
<p>O documento foi divulgado, nesta terça-feira (28), com informações insuficientes. Entretanto, a frustração já era esperada, já que o prazo para entrega das chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) foi sendo empurrado desde 2024. A diferença é que agora, com o relatório oficial e suas lacunas em mãos, a falta de avanços torna-se um obstáculo real para as negociações de Belém, que começam dentro de 13 dias.</p>
<p>As NDCs são o coração do esforço global, onde cada país registra suas metas de redução de emissões. O problema: os documentos entregues cobrem apenas 30% das emissões mundiais. Os outros 70% permanecem sem plano claro, o que impede qualquer projeção confiável sobre o futuro do clima.</p>
<blockquote><p>“Não é possível tirar conclusões abrangentes a partir desse conjunto limitado de dados”, reconheceu a própria UNFCCC no documento.</p></blockquote>
<p>Nesta rodada, a ONU pediu que os países declarassem metas para o período de 2030 a 2035. A ideia era medir se o ritmo de cortes é suficiente para manter viva a meta de Paris. O resultado, porém, foi considerado desanimador:<br />
as novas NDCs indicam queda de apenas 17% nas emissões até 2035, quando o necessário seria 57%, segundo o IPCC, o painel científico da ONU.</p>
<blockquote><p>“Segue evidente que uma grande aceleração é necessária para garantir reduções mais rápidas e profundas”, diz o texto da convenção.</p></blockquote>
<h3>Frustração anunciada</h3>
<p>Embora o relatório não aponte culpados, os nomes ausentes indicam suspeitas. A China, maior emissor do planeta, ainda não oficializou sua meta, limitando-se a um anúncio informal. Já Índia e União Europeia, respectivamente, terceiro e quarto maiores emissores, também não entregaram. Entre os membros do G20, apenas sete nações submeteram novas NDCs.</p>
<blockquote><p>“É frustrante. Parece um ciclo de atraso”, diz Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa. “Treze membros do G20 ficaram de fora. O mundo chega à COP sem um quadro claro da situação global. Estamos empurrando o problema com a barriga.”</p></blockquote>
<p>Para tentar encorajar os países a entregarem suas NDCs, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, fizeram diversos apelos ao longo dos últimos meses.</p>
<p>No entanto, nem mesmo adotar um tom mais rígido, quando Lula sugeriu <span style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px;">punir quem não cumprisse suas obrigações climáticas durante a</span> Assembleia-Geral da ONU, realizada em setembro, acabou surtindo efeito.</p>
<p>Parte da frustração do setor foi antecipada na última quarta-feira, 22, quando António Guterres afirmou que não será possível cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ultrapassar o limite agora é inevitável&#8221;, disse Guterres.</p></blockquote>
<p>A expectativa da ONU e do governo brasileiro era trazer um documento robusto, já que a COP de Belém marca dez anos do Acordo de Paris. No entanto, a falta de detalhes para compreender o estágio atual do planeta na trilha do aquecimento global acaba desacelerando também as negociações da COP30.</p>
<p>Em 2021, durante a COP de Glasgow, o atraso ocorreu, mas foi parcialmente relevado porque o mundo estava começando a sair do caos da pandemia de COVID-19, somado à construção do primeiro balanço global (Global Stocktake). Mas agora, o atraso é alvo de indignação.</p>
<blockquote><p>“É muito pior ver isso de novo cinco anos depois”, alerta Stela Herschmann, do Observatório do Clima. “Precisamos de conversas francas sobre por que não estamos implementando o que foi decidido no Global Stocktake.”</p></blockquote>
<h3><strong>Quais os avanços?</strong></h3>
<p>O documento revelou que 73% dos países agora incluem metas de adaptação em suas NDCs, algo essencial diante de impactos já inevitáveis. Parte deles, equivalente a três quartos, menciona uma “transição para longe dos combustíveis fósseis&#8221;, uma mudança central para conter o aquecimento.</p>
<p>Além disso, cresce o número de países que calculam o custo da ação climática e estimam o valor de US$ 1,9 trilhão por ano em investimentos necessários. Em paralelo, a discussão sobre financiamento climático e o fundo de US$ 1,3 trilhão anual para países em desenvolvimento.</p>
<p>Na próxima semana, cinco dias antes do início da COP30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe líderes globais em Belém para a Cúpula do Clima, nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa até lá é que China e União Europeia finalmente apresentem suas NDCs, o que daria novas esperanças às negociações.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse retrato mais amplo, mesmo que ainda incompleto, mostra que as emissões globais vão cair cerca de 10% até 2035&#8221;, afirmou Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC.</p></blockquote>
<p>Desta forma, mesmo com um &#8216;boicote&#8217; de parte das nações, a UNFCCC escolhe considerar com otimismo a ideia de que os esforços coletivos conseguiram interferir nas emissões, que agora caem pela primeira vez. Para Stiell, se essas metas forem cumpridas, a redução das emissões seria de 17%.</p>
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