<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Matopiba &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/matopiba/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 May 2024 14:23:53 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>Matopiba &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Desmatamento cai 60% no Pará e 62% na Amazônia em 2023, afirma MapBiomas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-60-no-para-e-62-na-amazonia-em-2023-afirma-mapbiomas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-60-no-para-e-62-na-amazonia-em-2023-afirma-mapbiomas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 14:23:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Matopiba]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=28999</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/desmatamento-Para-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), desenvolvido pelo MapBiomas, revelou que a devastação da floresta nativa no País caiu pela primeira vez em cinco anos. O estudo divulgado nesta terça-feira, 28, traz também boas notícias para a Amazônia e para o Pará, que não foram nem o bioma nem o estado com maiores [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/desmatamento-Para-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), desenvolvido pelo MapBiomas, revelou que a devastação da floresta nativa no País caiu pela primeira vez em cinco anos. O estudo divulgado nesta terça-feira, 28, traz também boas notícias para a Amazônia e para o Pará, que não foram nem o bioma nem o estado com maiores índices de desmatamento, apresentando reduções superiores a 60%.</p>
<p>De acordo com o levantamento, em 2023, a área desmatada no Pará foi de 184.763 hectares, o que representa uma queda de 60,3% em comparação com 2022, quando a devastação alcançou 465.074 hectares. Com isso, o estado saiu topo do ranking do desmatamento, ocupa a quarta colocação e se coloca como parte da solução climática ao contribuir com a preservação da Amazônia.</p>
<p>No contexto do bioma amazônico, o balanço também foi positivo, com redução de 62,2% no desmatamento. Foram 454.271 hectares perdidos no ano passado contra 1.202.628 no ano anterior. Com esse resultado, a região deixou de ser a área mais desmatada do País pela primeira vez no histórico do estudo, sendo ultrapassada pelo Cerrado, onde 1.110.326 hectares foram consumidos durante o ano.</p>
<h3>Viznhos preocupam</h3>
<p>As áreas vizinhas à Amazônia são um novo foco de atenção dos pesquisadores devido à escalada do desmatamento na região com crescimento de 68% no período. A principal preocupação envolve os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecidos como Matopiba, que responderam por 47% do desmate do Cerrado e uma área total devastada de 858.952 hectares, quase o dobro da Amazônia. Em todo o Brasil, o desmatamento atingiu mais de 1,8 milhão de hectares, cerca de 11,6% a menos no comparativo com 2022.</p>
<blockquote><p>“Houve redução no tamanho médio dos alertas e na área desmatada na maioria dos estados, incluindo a crítica região do Amacro (Amazonas, Acre e Rondônia). Por outro lado, observa-se um possível deslocamento deste desmatamento, que está crescendo em outros biomas, particularmente no Cerrado, que apresentou a maior área desmatada no Brasil em 2023”, aponta Larissa Amorim, da equipe de Amazônia do MapBiomas.</p></blockquote>
<h3>Pressão da agropecuária e garimpo</h3>
<p>Apesar da queda no desmatamento na Amazônia, o problema ainda precisa ser mais combatido na região. Estimativas apontam que a área de floresta nativa perdida no ano passado equivale a cerca de 1.245 hectares por dia ou aproximadamente 8 árvores por segundo.</p>
<p>Os dados coletados indicam ainda que o dia com maior área desmatada foi 15 de fevereiro, quando uma área de quase 6 mil campos de futebol foi desmatada em apenas 24 horas.</p>
<p>Além de apresentar os dados do desmate, o RAD aponta os principais vetores do problema, que são sobretudo a expansão da agropecuária e, no caso do Pará, a pressão do garimpo, que levou à destruição de mais de 37 mil hectares de floresta nativa nos últimos cinco anos no estado.</p>
<p>Da mesma forma, o trabalho ressalta a importância de fortalecer as políticas de conservação, já que as diferentes categorias de áreas protegidas apresentam os menores índices de devastação.</p>
<p>Em 2023, o desmatamento em Terras Indígenas (TIs) alcançou 20.822 hectares, o que representa 1,1% do total do País. Já nas unidades de conservação (UCs), a queda no desmate foi de 53,5% e nas UCs de proteção integral a redução foi de 72,3%.</p>
<p>Para conferir o estudo completo do RAD 2023, clique <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-60-no-para-e-62-na-amazonia-em-2023-afirma-mapbiomas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cobertura vegetal nativa no Brasil diminui de 76% para 66%, com avanço da pecuária</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cobertura-vegetal-nativa-no-brasil-diminui-de-76-para-66-com-avanco-da-pecuaria/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cobertura-vegetal-nativa-no-brasil-diminui-de-76-para-66-com-avanco-da-pecuaria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 18:52:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amacro]]></category>
		<category><![CDATA[cobertura vegetal]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Matopiba]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=12160</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre 1985 e 2021, o Brasil perdeu 13,1% de vegetação nativa, entre florestas, savanas e outras formações não florestais. Esse território foi ocupado pela agropecuária, que agora responde por um terço do uso da terra no Brasil. Nesse período, o Brasil passou de 76% de cobertura da terra de vegetação nativa (florestas, savanas e outras [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre 1985 e 2021, o Brasil perdeu 13,1% de vegetação nativa, entre florestas, savanas e outras formações não florestais. Esse território foi ocupado pela agropecuária, que agora responde por um terço do uso da terra no Brasil.</p>
<p>Nesse período, o Brasil passou de 76% de cobertura da terra de vegetação nativa (florestas, savanas e outras formações não florestais), para 66%.  Por outro lado, a área ocupada por agropecuária cresceu de 21% para 31% do país, com destaque para o crescimento de 228% das áreas de agricultura e que agora representam 7,4% do território nacional.</p>
<p>Outra tendência constatada foi a redução da superfície de água: nos últimos 30 anos (1991 a 2021), houve uma perda de 17,1%. O fenômeno ocorre especialmente no Pantanal, que é fortemente influenciado, por exemplo, pela variação da umidade gerada na evapotranspiração das árvores da Amazônia.</p>
<p>Em todo o Brasil, entre 1985 e 2021 houve um acréscimo de 42,2 milhões de hectares de pastagem e 43,6 milhões de hectares de agricultura, o que representou um aumento de 39% da área de pastagem e 228% na agricultura.</p>
<p>A perda de vegetação nativa em territórios indígenas foi de apenas 0,8% entre 1985 e 2021, contra 21,5%  fora de áreas protegidas na Amazônia.</p>
<p>Apesar de 66% do território ser coberto por vegetação nativa, isso não significa que essas áreas sejam na totalidade conservadas. A análise da evolução das mudanças de uso da terra ao longo dos anos aponta que pelo menos 8,2% de toda vegetação nativa existente é vegetação secundária, ou seja, são áreas que já foram desmatadas pelo menos uma vez nos últimos 37 anos ou já estavam desmatadas em 1985. Na Mata Atlântica, a proporção de vegetação secundária sobe para 27%. Por outro lado, foi constatado que a interrupção do processo de recuperação da vegetação nativa com novos desmatamentos também já é bem significativa, representando 32,9% do desmatamento na última década.</p>
<p>Os dados fazem parte da chamada Coleção 7 do Mapbiomas, divulgado nesta sexta-feira, 26/08.</p>
<p><a href="https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Destaques_Colec%CC%A7a%CC%83o_7_MapBiomas_-_PRESS_RELEASE_1.pdf" target="_blank" rel="noopener">&gt;&gt; Acesse os principais destaques da Coleção 7 (1985-2021)</a></p>
<h3>Regiões</h3>
<p>A Coleção 7 do MapBiomas mostra que o processo de conversão de vegetação nativa em áreas de lavoura e pastagens foi mais intenso em algumas regiões, com destaque nos anos recentes para  o Matopiba – área com predominância de Cerrado entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – e a AMACRO, na Amazônia Legal, entre os estados do Acre, Amazonas e Rondônia, e no Pampa no Rio Grande do Sul.</p>
<p>No Matopiba se concentram 56,2% da perda de vegetação nativa no Cerrado nos últimos 20 anos. Já na AMACRO a perda de florestas aumentou fortemente na última década, representando 22% da perda de cobertura florestal na Amazônia contra 11% no período de 2000-2010. E o Pampa é o bioma de maior transformação proporcional tendo sua área de vegetação nativa reduzida de 61,3% para 46,3% em 37 anos.</p>
<h3><strong>Novidades da plataforma</strong></h3>
<p>A Coleção 7 do MapBiomas traz mapas e dados anuais sobre a evolução de 27 classes de cobertura e uso da terra no Brasil desde 1985 a 2021  e inclui também módulo contendo dados sobre a evolução anual do desmatamento, vegetação secundária, irrigação, mineração e qualidade das pastagens. Entre as novidades da plataforma neste ano estão o módulo de visualização em 3D projetado sobre o relevo e ferramentas de análise temporal dos dados que permitem explorar com mais detalhes e profundidade as transformações que acontecem no território brasileiro.</p>
<p><em>Fonte: Mapbiomas</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cobertura-vegetal-nativa-no-brasil-diminui-de-76-para-66-com-avanco-da-pecuaria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Avanço da agropecuária reduz habitat de animais na Amazônia e Cerrado</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/avanco-da-agropecuaria-reduz-habitat-de-animais-na-amazonia-e-cerrado/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/avanco-da-agropecuaria-reduz-habitat-de-animais-na-amazonia-e-cerrado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 14:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[Cerrado]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[habitat]]></category>
		<category><![CDATA[lobo-guará]]></category>
		<category><![CDATA[Matopiba]]></category>
		<category><![CDATA[tatu-bola]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=8173</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/tatu-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O aumento do desmatamento e da conversão de matas nativas, especialmente para a produção de soja e a pecuária, diminuíram o habitat da maioria das espécies da Amazônia e do Cerrado. Estes dados estão presentes numa análise realizada pelo WWF-Brasil e parceiros que avaliou 486 espécies (183 aves, 101 anfíbios, 118 mamíferos e 84 lagartos e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/tatu-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="main-column">
<div id="article-text" class="container col6 bodytext">
<p>O aumento do desmatamento e da conversão de matas nativas, especialmente para a produção de soja e a pecuária, diminuíram o habitat da maioria das espécies da Amazônia e do Cerrado. Estes dados estão presentes numa <a href="https://wwfbr.awsassets.panda.org/downloads/wwf_notatecnica_desmate_e_perda_de_especies_2021_v6__1_.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>análise realizada pelo WWF-Brasil </strong></a>e parceiros que avaliou 486 espécies (183 aves, 101 anfíbios, 118 mamíferos e 84 lagartos e serpentes). Algumas perderam mais da metade da área original de distribuição. As maiores perdas estão no Cerrado, conforme reportagem publicada pela <a href="https://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?81708/Avanco-da-agropecuaria-reduz-biodiversidade-no-Cerrado-e-na-Amazonia-aponta-estudo" target="_blank" rel="noopener">WWF-Brasil</a>, nesta segunda-feira, 21/02.</p>
<p>Entre as espécies ameaçadas, algumas são bem conhecidas pelos brasileiros, como o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), que teve mais da metade de seu habitat perdido, e o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) escolhido pela Fifa como mascote oficial da Copa do Mundo de 2014. Em um período de cinco anos, o tatu-bola viu aumentar em 9% a cultura de soja dentro dos limites da sua distribuição, na região do Matopiba, no Cerrado.</p>
<p>A redução da diversidade de espécies está normalmente associada ao desaparecimento de ecossistemas e seus serviços ambientais. Como alerta o estudo, “o impacto sobre espécies associadas a áreas úmidas e matas de galeria como anfíbios, por exemplo, indica que estamos impactando também os recursos hídricos”</p>
<p>Do total de espécies analisadas, 136 são endêmicas, com mais de 95% da área de distribuição restrita a esses biomas. Nesse caso, as perdas médias foram de 17% para a Amazônia e 35% para o Cerrado, o que é preocupante já que estas espécies não ocorrem em nenhum outro local.</p>
<h3>Cerrado na mira da destruição</h3>
<p>O bioma é a savana com maior biodiversidade do planeta, mas também um dos mais ameaçados. Nos últimos dez anos, o Cerrado perdeu 6 milhões de hectares de vegetação nativa, sendo que cerca da metade disso (3,2 milhões de hectares) ocorreu no chamado “Matopiba”, que inclui partes dos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p>“Além de já ter perdido mais da metade da sua cobertura original, o que restou no Cerrado encontra-se bastante fragmentado e, em muitos casos, degradado pela ação intensa do homem, criação de gado, fogo recorrente, invasão de espécies exóticas, dentre outros”, avalia Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil. “É essencial a mudança de mentalidade das empresas e do governo: a destruição do ecossistema é desnecessária, pois já existem áreas suficientes para a expansão do agronegócio &#8211; que inclusive, já está sendo prejudicado com quebras de safras constantes por conta da degradação ambiental.”</p>
<p>De acordo com Frederico Machado, Líder de Conversão Zero do WWF-Brasil, “o setor privado brasileiro já tem bons exemplos de como ampliar a produção, sem desmatar, e um deles é a Moratória da Soja na Amazônia. Acordo multissetorial que desde a sua assinatura promoveu drástica redução da destruição causada pela soja. É necessário igual comprometimento do setor de soja com o Cerrado, assim como do maior esforço do setor pecuário em não desmatar&#8221;.</p>
<p>Os dados do MapBiomas indicam que as principais atividades responsáveis pelo desmatamento e queima do Cerrado e da Amazônia são as produções de gado e soja. Até 2021, a agropecuária já ocupava mais de 40% do Cerrado (23,7% pastagem; 8,9% soja; 7,3% mosaico agricultura e pastagem), e 14% na Amazônia (13,5% pastagem; 1,2% soja) da área original destes biomas.</p>
<h3>Detalhes sobre o estudo</h3>
<p>O estudo foi realizado pela consultoria Gondwana, sob coordenação do pesquisador Cristiano de Campos Nogueira, e tem o objetivo de apresentar as consequências da perda de vegetação nativa para a biodiversidade do Cerrado e da Amazônia brasileira, além de acrescentar evidências para propor políticas públicas e ações de conservação das espécies destes biomas.</p>
<p>Para calcular o impacto da perda de habitat sobre a biodiversidade, os pesquisadores cruzaram mapas da distribuição de cada uma das espécies (disponíveis no site da IUCN) e os dados de uso do solo para o Cerrado e para a Amazônia (do MapBiomas).</p>
</div>
<h3 class="container col6 bodytext"><strong>WWF-Brasil</strong></h3>
<div class="container col6 bodytext">O WWF-Brasil é uma ONG brasileira que há 25 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas em todo país para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática. Site: <strong><a href="http://wwf.org.br/doe" target="_blank" rel="noopener">wwf.org.br/doe</a></strong>.</div>
</div>
<div class="right-column">
<div class="container col4 image aside">
<div class="image-caption">
<p class="container"><strong>LEIA MAIS:<br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/terras-em-areas-desmatadas-na-amazonia-e-matopiba-perdem-25-do-valor/" target="_blank" rel="noopener">Terras em áreas desmatadas na Amazônia e Matopiba perdem 25% do valor</a></strong></p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/avanco-da-agropecuaria-reduz-habitat-de-animais-na-amazonia-e-cerrado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Com desmatamento e mudanças no clima, futuro pode ser de seca severa na Amazônia, alerta climatologista</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-desmatamento-e-mudancas-no-clima-futuro-pode-ser-de-seca-severa-na-amazonia-alerta-climatologista/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-desmatamento-e-mudancas-no-clima-futuro-pode-ser-de-seca-severa-na-amazonia-alerta-climatologista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 22:33:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cemadem]]></category>
		<category><![CDATA[Matopiba]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=7718</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Para-desmatamento-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Fatores como as mudanças radicais no uso do solo para fomentar o agronegócio e as instabilidades climáticas na região localizada entre o leste da Amazônia e o Cerrado podem ser os fatores para o agravamento das condições severas da seca no Brasil. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Centro Nacional de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Para-desmatamento-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Fatores como as mudanças radicais no uso do solo para fomentar o agronegócio e as instabilidades climáticas na região localizada entre o leste da Amazônia e o Cerrado podem ser os fatores para o agravamento das condições severas da seca no Brasil.</p>
<p>É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-021-04241-4" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> foi publicado na revista &#8220;Scientific Reports&#8221; no dia 10/01.</p>
<p>A região que compreende Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como “Matopiba”, é a principal área afetada pela exploração desordenada do agronegócio, causando o desequilíbrio dos biomas destes Estados. Esta área é responsável por 12% da produção de soja, principal commodity de ração animal produzida pelo Brasil, lembra o portal G1.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os resultados evidenciam um aumento na temperatura, déficit de pressão de vapor, frequência de dias secos e diminuição na precipitação, umidade e evaporação. Também apontam um atraso no início da estação chuvosa, o que aumenta o risco de incêndio durante a estação de transição seca para úmida. Esses processos podem se tornar mais intensos no futuro&#8221;, afirma José Marengo ao G1, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden e primeiro autor do estudo.</p></blockquote>
<p>Um aspecto muito peculiar e simples é apontado pelos cientistas envolvidos neste estudo: se não ocorrer o reflorestamento, não será possível manter a produção porque, a longo prazo, a colheita não se sustentará.</p>
<p>Fontes: <em>G1</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-desmatamento-e-mudancas-no-clima-futuro-pode-ser-de-seca-severa-na-amazonia-alerta-climatologista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-09-12 19:59:30 by W3 Total Cache
-->