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	<title>devastação &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>devastação &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Desmatamento na Amazônia cresce 15% nos últimos dez meses, diz Imazon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 17:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A devastação da Amazônia Legal aumentou 15% nos dez primeiros meses do chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de 2024 a julho de 2025, em razão do regime de chuvas na região. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, que iniciou o monitoramento por meio de imagens de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A devastação da Amazônia Legal aumentou 15% nos dez primeiros meses do chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de 2024 a julho de 2025, em razão do regime de chuvas na região.</p>
<p>Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, que iniciou o monitoramento por meio de imagens de satélite em 2008. O levantamento mostra que 2.825 km² de vegetação foram derrubados, 375 km² a mais do que no período anterior, de agosto de 2023 a maio de 2024, quando foram registrados 2.450 km² afetados.</p>
<p>A área supera a extensão da cidade de Palmas, capital de Tocantins, e representa a sétima maior destruição da série histórica. Apesar da colocação, os calendários de 2021 a 2023 continuam liderando em volume de desmate.</p>
<blockquote><p>“A perda de floresta está em tendência de crescimento. É fundamental que os órgãos de comando e controle reforcem as ações voltadas à contenção da devastação, que compromete a integridade das florestas, sua biodiversidade e contribui com o processo das mudanças climáticas”, alerta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<h3> Desmatamento tem queda de 6% em maio</h3>
<p>Quando se observa apenas o mês de maio, foram detectados 295 km²  com perda de vegetação no bioma, o que representa uma diminuição de 6% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, quando a devastação atingiu 314 km². Apesar da redução, esse número ainda equivale a 951 campos de futebol de floresta derrubados por dia no período.</p>
<p>Entre os nove estados da Amazônia brasileira, os que mais contribuíram para esse cenário foram Amazonas (31%), Mato Grosso (30%) e Pará (25%). Juntos, eles concentram 86% de toda a perda vegetal detectada no mês.</p>
<p>No estado do Amazonas, que lidera o ranking da derrubada, estão três dos dez municípios que mais desmataram em maio: Apuí, Lábrea e Manicoré. Outros três estão localizados em Mato Grosso: Colniza, São Félix do Araguaia e Juara.</p>
<p>No território amazonense também estão quatro das dez terras indígenas com maior destruição em maio. No ranking dos assentamentos, cinco dos dez com maior extensão perdida também se localizam no estado. No Pará (terceiro com maior desmatamento em maio) estão quatro das dez unidades de conservação que mais contribuíram para o desmatamento.</p>
<blockquote><p>“O Amazonas e o Pará tem grandes extensões territoriais de florestas e historicamente suas matas são ameaçadas. É fundamental que os governos estaduais juntamente com o governo federal intensifiquem as ações de combate a esse crime ambiental, especialmente nas áreas protegidas, como unidades de conservação e terras indígenas, assegurando a proteção dos povos que vivem nesses territórios e dependem deles para sua subsistência”, comenta Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Degradação atinge 679 km² em maio</h3>
<p>No quinto mês de 2025, a degradação florestal, resultante das queimadas e da exploração madeireira, atingiu 679 km², valor 113 vezes maior que em maio de 2024, quando a área afetada foi de 6 km². Essa é a segunda maior extensão perdida desde quando o Imazon passou a monitorar esse tipo de distúrbio por meio de imagens de satélites.</p>
<p>A derrubada, que ficou atrás apenas de maio de 2016, equivale aproximadamente ao tamanho da cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina. O Pará foi o estado que mais concentrou a degradação em maio, sendo responsável por 56% da atividade em todo território amazônico. Esse número representa a perda de 379 km² de floresta. É também no território paraense que estão seis dos dez municípios que mais degradaram o bioma. Os outros quatro ficam nos estados de Rondônia, Maranhão e Mato Grosso.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34205 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-300x181.png" alt="" width="610" height="368" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-300x181.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-150x91.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco-450x272.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Serie-historica-da-degradacao-em-marco.png 637w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /></p>
<blockquote><p>“Maio está inserido no período em que as chuvas são mais frequentes na Amazônia Legal. Por esse motivo, o desmatamento e a degradação não são tão intensos quando comparados aos meses de clima mais seco, que vão de junho a outubro. É necessário focar  ainda mais em ações preventivas e planejamento para conter essas práticas”, explica Manoela.</p></blockquote>
<p>No acumulado do calendário de desmatamento até agora, que vai de agosto de 2024 a maio de 2025, a degradação florestal apresentou o maior número da série histórica. O crescimento foi de 302%, a área afetada passou de 8.627 km² no calendário anterior, que compreende o intervalo de agosto de 2023 a maio de 2024, para 34.717 km² no calendário atual.</p>
<blockquote><p>“O aumento da degradação no acumulado do calendário é preocupante e está diretamente relacionado às grandes queimadas que ocorreram em setembro e outubro de 2024, meses mais secos que estão dentro do chamado verão amazônico. Se realmente queremos contribuir para reduzir os impactos das mudanças climáticas, como secas e enchentes, e proteger as populações mais vulneráveis, é fundamental combater às queimadas e o desmatamento fortemente na Amazônia. Só assim conseguiremos avançar na mitigação dessa crise”, afirma Larissa.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Amazônia perdeu mais de 55 milhões de hectares de floresta nativa em 38 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 12:13:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/VaziosEstudoAmazonia_Marizilda_Cruppe_Rede_Amazonia_Sustentavel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As transformações no uso e ocupação da terra promovidas por ações humanas têm provocado drásticas reduções das áreas naturais do Brasil. De 1985 a 2023, o País perdeu 110 milhões de hectares de vegetação nativa nos diferentes biomas, sendo que metade disso (55,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, o que corresponde a 14% do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/VaziosEstudoAmazonia_Marizilda_Cruppe_Rede_Amazonia_Sustentavel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As transformações no uso e ocupação da terra promovidas por ações humanas têm provocado drásticas reduções das áreas naturais do Brasil. De 1985 a 2023, o País perdeu 110 milhões de hectares de vegetação nativa nos diferentes biomas, sendo que metade disso (55,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, o que corresponde a 14% do total da região. Os dados fazem parte da Coleção 9 de mapas de cobertura e uso da terra do MapBiomas, lançados nesta quarta-feira, 21, durante seminário, <span style="font-weight: 400;">em Brasília, com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.</span></p>
<p>De acordo com o levantamento, é a abertura de pastagens que mais contribui para a redução da cobertura vegetal. No período analisado, as áreas destinadas à produção de gado passaram de 3% para 16% do território do bioma. No Pará, o crescimento das pastagens também foi expressivo, saindo de 6% para 18%; enquanto que a área de vegetação nativa caiu de 93% para 77%.</p>
<p>O foco do estudo com a disponibilização dos dados em plataforma pública deve contribuir com novas pesquisas, assim como auxiliar gestores públicos e outras organizações a propor estratégias para enfrentamento do problema, já que a grande extensão e rapidez nas mudanças do uso da terra aceleram as mudanças climáticas no Brasil.</p>
<blockquote><p>“A perda da vegetação nativa nos biomas brasileiros tende a impactar negativamente a dinâmica do clima regional e diminui o efeito protetor durante eventos climáticos extremos. Em síntese, representa aumento dos riscos climáticos. Uma parte significativa dos municípios brasileiros ainda perde vegetação nativa; mas, por outro lado, os últimos quase ⅓ dos municípios brasileiros estão recuperando áreas de vegetação nativa”,  comenta Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas.</p></blockquote>
<p>Azevedo se refere a uma das novidades da Coleção 9, que é um balanço de ganho e perda de vegetação nativa nos municípios a partir de 2008, ano em que foi instituído o Fundo Amazônia e também o Decreto nº 6.514, que homologou o Código Florestal. Segundo a análise, 45% dos municípios brasileiros tiveram perdas de vegetação nativa nos últimos 16 anos e 37% tiveram ganhos de cobertura vegetal.</p>
<p>Na Amazônia, apenas 1% dos municípios teve ganhos de vegetação em níveis que variam de 2% a 15%, outros 46% tiveram perdas na mesma proporção e em 10% das cidades a devastação ultrapassa 30%.</p>
<p>Seguindo a tendência regional, o Pará tem o balanço de 51% dos municípios com perdas de vegetação entre 2% e 15%, reduções que variam de 15% a 30% em 20% das cidades e estabilidade em 22% dos municípios.</p>
<h3>O problema das áreas públicas não destinadas</h3>
<p>Com a destruição do bioma em ritmo acelerado, os pesquisadores alertam para a importância de medidas que garantam a proteção das florestas públicas não destinadas, que são áreas  sob domínio público, mas que ainda não têm designação como Unidades de Conservação, Terras Indígenas ou Concessões Florestais.</p>
<p>Cerca de 13% da Amazônia Legal é de florestas públicas não destinadas e 92% de suas áreas ainda são cobertas por vegetação nativa, o que equivale a 60 milhões de hectares.</p>
<p>A designação dessas áreas pode ajudar a frear a destruição do bioma, como ocorre nas Terras Indígenas (TIs), que cobrem 13% do território nacional. De 1985 a 2023, esses territórios perderam menos de 1% de sua vegetação nativa, enquanto que nas áreas não destinadas a redução foi de 28%.</p>
<blockquote><p>“Temos uma área florestal maior que o Estado de Minas Gerais ainda sem destinação na Amazônia Legal. Essas áreas estão mais suscetíveis ao desmatamento em relação às florestas que estão sob algum regime de proteção. É importante e urgente destinar essas áreas e transformá-las em territórios protegidos. A conversão dessas áreas para algum tipo de uso antrópico agravaria ainda mais a atual crise climática”, argumenta Luis Oliveira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.</p></blockquote>
<p>Para conferir os dados completos da pesquisa, clique <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Você sabia que o Pará tem papel importante no combate ao desmate na Amazônia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2024 13:33:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Deter-Sergio-Moraes-Fundacao-Guama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A cada mês o balanço sobre os alertas de desmatamento na Amazônia chega ao público. Você sabia que essas informações importantes para a proteção de toda a floresta são geradas em Belém? O trabalho é realizado na Coordenação Espacial da Amazônia, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), localizada no Parque de Ciência Tecnologia (PCT) [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Deter-Sergio-Moraes-Fundacao-Guama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A cada mês o balanço sobre os alertas de desmatamento na Amazônia chega ao público. Você sabia que essas informações importantes para a proteção de toda a floresta são geradas em Belém? O trabalho é realizado na Coordenação Espacial da Amazônia, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), localizada no Parque de Ciência Tecnologia (PCT) Guamá, onde um minucioso processo de pesquisa e monitoramento ajuda a preservar o bioma.</p>
<p>Imagens geradas por satélite, softwares e equipamentos avançados e profissionais especializados nas diversas áreas do conhecimento contribuem para o trabalho do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mapeia, em tempo quase real, a perda de vegetação e alterações na cobertura florestal em áreas de aproximadamente 1 hectare. Os dados obtidos geram os chamados alertas do desmatamento que são quantificam o tamanho das áreas afetadas e servem de subsídio para ação dos órgãos de fiscalização.</p>
<blockquote><p>“Desde a implantação do Inpe no PCT, em 2010, uma das missões do Instituto tem sido diariamente atendida, que é a de monitorar desmatamento, degradação e exploração florestal da Amazônia em tempo quase real, atendendo demandas dos órgãos de fiscalização. As informações geradas em laboratório auxiliam na fiscalização, que procura evitar e/ou coibir o desmatamento ilegal”, ressaltou Alessandra Gomes, coordenadora espacial da Amazônia, em entrevista à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/56548/no-pct-guama-ciencia-e-tecnologia-sao-fundamentais-para-a-reducao-do-desmatamento-na-amazonia" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>.</p></blockquote>
<p>De acordo com o líder técnico do Deter, Arlesson Souza, diferentes formas de perturbação são observadas diariamente pela equipe, como áreas de mineração, cortes seletivos, queimadas e exploração madeireira. As informações são analisadas com uso do software TerraAmazon, desenvolvido pelo próprio Inpe, e auxilio de ferramentas como bancos de dados e levantamentos cartográficos.</p>
<p>Os dados ficam disponíveis no <a href="https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/" target="_blank" rel="noopener">portal TerraBrasilis</a>, uma plataforma livre para acesso, consulta e análise de informações geográficas de monitoramento da vegetação nativa. A ideia é que o portal sirva tanto para a população em geral quanto para que órgãos de governo e demais instituições saibam dos riscos de degradação mesmo em níveis baixos.</p>
<blockquote><p>“Ter essas respostas principalmente em níveis de degradação, de que a floresta não seja convertida para cortes rasos. Então se os órgãos parceiros de comando e controle, Semas, Ibama, ICMBio, têm essas informações antes do processo de derrubada total da floresta, e com isso há possibilidade de evitar essa conversão&#8221;, explica Arlleson Souza.</p></blockquote>
<p>No Pará, onde o Deter revelou uma <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-registra-em-abril-67-de-reducao-nos-alertas-de-desmatamento/">queda de 67% nos alertas de desmatamento de abril,</a> além de <a href="https://www.paraterraboa.com/uncategorized/para-registra-67-de-reducao-em-alertas-de-desmatamento-em-15-municipios/">redução no mesmo patamar nos 15 municípios prioritários para combate ao desmate</a>, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) enfatiza a importância do sistema Deter para o reforço das políticas de comando e controle.</p>
<blockquote><p>“As informações obtidas são importantes para o planejamento das fases da Operação Amazônia Viva e da Operação Curupira, que conta com bases fixas em São Félix do Xingu, Uruará e Novo Progresso. Os dados são analisados e orientam o planejamento das equipes que vão a atuar no combate ao desmatamento”, destaca o titular da Semas, Mauro O&#8217; de Almeida.</p></blockquote>
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		<title>MPF recomenda retirada urgente de gado ilegal da Flona do Jamanxim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 May 2024 19:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[criação ilegal de gado]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/reserva_florestal_jamanxim_leonardo_milano_icmbio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Selo Verde Pará" decoding="async" />Alvo da devastação e de invasões para criação ilegal de gado, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, localizada no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, é uma das unidades de conservação mais ameaçadas no interior do Amazônia. Os problemas na Flona levaram o Ministério Público Federal (MPF) no Pará a acionar autoridades federais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/reserva_florestal_jamanxim_leonardo_milano_icmbio-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Selo Verde Pará" decoding="async" /><p>Alvo da devastação e de invasões para criação ilegal de gado, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, localizada no município de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, é uma das unidades de conservação mais ameaçadas no interior do Amazônia. Os problemas na Flona levaram o Ministério Público Federal (MPF) no Pará a acionar autoridades federais e estaduais para a retirada urgente do gado no interior da área.</p>
<p>A recomendação foi encaminhada à presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), à direção da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), à diretoria-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.</p>
<p>O documento indica a necessidade de demolição das estruturas relacionadas à criação de gado, de apreensão, destruição ou inutilização dos instrumentos utilizados para a prática dos crimes e de adoção de medidas para garantir que  essas práticas não voltem a ocorrer, mantendo bases de fiscalização na Flona por, no mínimo, seis meses.</p>
<p>Ao <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/05/10/mpf-pede-que-autoridades-federais-e-do-pa-realizem-operacao-para-retirar-gado-da-floresta-nacional-do-jamanxim.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1 Pará</a>, o ICMBio informou que concorda com o posicionamento do MPF e que &#8220;vai acatar a recomendação e a equipe técnica já está planejando a operação&#8221;.</p>
<p>Com uma área de 1,3  milhão de hectares, a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-em-terras-indigenas-na-amazonia-e-o-menor-em-seis-anos/">Flona do Jamanxim figura na lista das cinco unidades de conservação mais desmatadas da Amazônia, segundo o Imazon</a>. Segundo dados do próprio ICMBio, desde a sua criação, em 2006, aproximadamente 115 mil campos de futebol viraram pastagem ilegal, o que corresponde a cerca de 10% da área total.</p>
<p>Segundo as estimativas, há cerca de 100 mil cabeças de gado na Flona do Jamanxim e em outras duas outras áreas protegidas da região: as Flonas Crepori e Itaituba II., contudo em torno de 85% das vendas de animais são oriundas do Jamanxim.</p>
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		<title>Estudo mostra conexão entre ilícitos econômicos e crimes ambientais na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 14:03:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[extração de madeira]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[ilícitos econômicos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=28671</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/toras-madeiras-750x410-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Dados divulgados pelo Governo do Pará mostraram como o combate a crimes ambientais na Amazônia  contribuíram para a conservação do bioma e também para a redução da violência no estado. As relações existentes entre os ilícitos ambientais e outras práticas criminosas ficam ainda mais evidentes no relatório “Siga o dinheiro”.lançado recentemente pelo Instituto Igarapé, focado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/toras-madeiras-750x410-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Dados divulgados pelo Governo do Pará mostraram como o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/combate-a-crimes-ambientais-contribui-para-reducao-da-violencia-no-para/">combate a crimes ambientais na Amazônia  contribuíram para a conservação do bioma e também para a redução da violência no estado</a>. As relações existentes entre os ilícitos ambientais e outras práticas criminosas ficam ainda mais evidentes no relatório “Siga o dinheiro”.lançado recentemente pelo Instituto Igarapé, focado nas cadeias produtivas da madeira, do ouro e do gado,</p>
<p>O <a href="https://igarape.org.br/wp-content/uploads/2024/04/SC_PT_AE63_Siga-o-Dinheiro-Crimes-em-Cadeias-Produtivas.pdf" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> foi feito com base em informações de 131 operações deflagradas pela Polícia Federal na Amazônia no período entre 2016 e 2022. Em todas elas foram identificados padrões de crimes que sustentam delitos ambientais em todas as fases da cadeia produtiva. Os ilícitos foram classificados em quatro tipos: lavagem de dinheiro, esquentamento de ativos ambientais, fraude documental, processual ou fiscal e corrupção ou prevaricação.</p>
<p>As cadeias produtivas da madeira, do ouro e do gado são consideradas as três que mais geram danos ao meio ambiente e impulsionam os lucros de atividades ambientais, que, segundo estimativas, teria obtido lucro de US$ 110 a 281 bilhões em todo o mundo.</p>
<blockquote><p>“Essas atividades, longe de serem secundárias ou marginais, em muitos casos atuam como verdadeiros facilitadores do crime ambiental na Amazônia. É justamente a lógica entre crimes conexos que permite entender a estrutura da macro-criminalidade organizada que, historicamente e ainda hoje, ameaça a conservação da floresta em pé”, diz um trecho do relatório.</p></blockquote>
<p>Os esquemas criminosos existem de forma semelhante nas cadeias produtivas do garimpo de ouro, da extração de madeira e da criação de gado, envolvendo práticas que vão desde a produção de títulos de propriedade fraudulentos ou em nomes de “laranjas” e o transporte de produtos em quantidades superiores às informadas em licenças, a emissão de notas fiscais frias até o pagamento de propinas para servidores públicos e a exportação clandestina ou com base em documentos vencidos ou falsos.</p>
<p>Dessa forma, o relatório expõe que existe uma interdependência entre os diferentes tipos de crimes criando um sistema complexo com diversos atores e localidades envolvidos que acabam resultando nos altos índices de desmatamento na Amazônia.</p>
<blockquote><p>&#8220;O crime ambiental hoje é operado por organizações criminosas. Ainda há uma ideia de que é uma atividade de subsistência, mas o que a gente vem mostrando é que é uma atividade altamente lucrativa, feita por organizações criminosas em sentido lato — com hierarquia, divisão de tarefas e grandes investimentos para montar as operações&#8221;, explicou a diretora de pesquisa do Instituto Igarapé, Melina Risso, em entrevista ao <a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/04/29/estudo-mostra-conexao-entre-crimes-economicos-e-ambientais-na-producao-de-madeira-ouro-e-gado-na-amazonia.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1</a>.</p></blockquote>
<p>O relatório destaca, inclusive, que até mesmo empresas integradas aos mercados formais não estão imunes a essas atividades ilícitas, uma vez que as economias ilegais na Amazônia operam por meio de uma complexa rede de atores, abrangendo questões ambientais e não ambientais, como corrupção, fraude, lavagem de dinheiro, crimes violentos e tráfico de diversos tipos.</p>
<p>O documento apresenta ainda uma série de recomendações e específicas para cada cadeia produtiva visando o combate aos problemas detectados. Entre as propostas listadas estão: a necessidade de aprimorar os mecanismos de rastreabilidade e transparência desses setores, difundir conhecimentos sobre a interconexão dos ilícitos junto a instituições de pesquisa, órgãos de controle e autoridades, assim como reforçar mecanismos de cooperação nas áreas investigativas e judiciais a nível regional e internacional.</p>
<blockquote><p>“Essa cooperação é fundamental para aprimorar as capacidades de rastreabilidade tecnológica e operacional dos ativos ambientais extraídos ilegalmente em toda a Bacia Amazônica, conectando atores e processos entre o Brasil e países vizinhos, além de fortalecer as capacidades investigativas e de persecução penal relacionadas a delitos de tráfico e financeiros cometidos nas diferentes etapas da cadeia regional e global”, ressalta o relatório.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Polícia prende um dos maiores desmatadores da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2024 19:13:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[desmatador]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/Geraldinho-preso-em-Goias-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Polícia Civil do Estado de Goiás cumpriu em Goiânia nesta quarta-feira, 3, um mandado de prisão preventiva expedido em Altamira, no sudoeste paraense, contra o fazendeiro Geraldo Daniel de Oliveira, mais conhecido como Geraldinho. Ele é apontado como líder de uma associação criminosa que promovia o desmatamento da Amazônia. De acordo com a acusação, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/Geraldinho-preso-em-Goias-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Polícia Civil do Estado de Goiás cumpriu em Goiânia nesta quarta-feira, 3, um mandado de prisão preventiva expedido em Altamira, no sudoeste paraense, contra o fazendeiro Geraldo Daniel de Oliveira, mais conhecido como Geraldinho. Ele é apontado como líder de uma associação criminosa que promovia o desmatamento da Amazônia. De acordo com a acusação, 10 mil hectares da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu foram devastados com a ação de Geraldinho.</p>
<p>Reportagem do <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2022/06/09/policia-prende-um-dos-maiores-desmatadores-da-regiao-do-xingu-no-pa.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1 Pará</a> mostra que o suspeito já havia sido detido no Estado em 2022 sob a acusação de contratar pessoas para promover queimadas em unidades de conservação com o objetivo de vender madeira e transformar as áreas de floresta em pasto.</p>
<p>Uma denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) em 2019 ressalta ainda que os funcionários a serviço de Geraldinho também ameaçavam agentes ambientais que investigavam o desmatamento na região. As multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) contra o fazendeiro somam mais de R$ 40 milhões.</p>
<figure id="attachment_28302" aria-describedby="caption-attachment-28302" style="width: 1023px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28302 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu.jpeg" alt="" width="1023" height="595" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu.jpeg 1023w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu-300x174.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu-768x447.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu-150x87.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/desmatamento-APA-Triunfo-do-Xingu-450x262.jpeg 450w" sizes="(max-width: 1023px) 100vw, 1023px" /><figcaption id="caption-attachment-28302" class="wp-caption-text">10 mil hectares da APA Triunfo do Xingu foram desmatados por Geraldinho. Foto: Polícia Civil de Goiás</figcaption></figure>
<p>Na operação recente realizada em parceria entre as polícias de Goiás e do Pará, Geraldo Oliveira foi preso em virtude das investigações que apuram seu envolvimento em crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, dano em unidade de conservação, incêndio florestal e pelo impedimento da regeneração da floresta.</p>
<p>No <a href="https://twitter.com/helderbarbalho/status/1775580923766976730" target="_blank" rel="noopener">X (antigo Twitter)</a>, o governador do Pará, Helder Barbalho, comemorou a detenção do fazendeiro e de seu genro.</p>
<blockquote><p>“Geraldinho é acusado de desmatar mais de 10 mil hectares nos últimos 5 anos, na APA Triunfo do Xingu. Ele e o genro, que está com prisão preventiva decretada, respondem por outros crimes ambientais e falsidade documental”, afirmou o governador.</p></blockquote>
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		<title>Desmatamento tem queda de 68% no Pará entre janeiro e setembro de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 19:26:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[devastação]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/imazon-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará teve uma redução expressiva de 68% no desmatamento de janeiro a setembro de 2023 no comparativo com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Imazon. Enquanto em 2022, foram destruídos 3.161 km² de floresta, a derrubada foi de 1.000 km² ao longo dos últimos nove meses. Apesar da queda na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/imazon-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará teve uma redução expressiva de 68% no desmatamento de janeiro a setembro de 2023 no comparativo com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Imazon. Enquanto em 2022, foram destruídos 3.161 km² de floresta, a derrubada foi de 1.000 km² ao longo dos últimos nove meses. Apesar da queda na devastação, o estado ainda figura no topo do ranking, sendo responsável por 30% do desmatamento de toda a Amazônia.</p>
<p>Os dados obtidos a partir de imagens de satélite que detectam o corte raso da floresta mostram que o período com maior devastação foi o mês de setembro, quando 257 km² foram perdidos. As áreas afetadas estão localizadas ao norte do estado, com participação de municípios do Baixo Amazonas, como Almeirim e Prainha. Segundo a pesquisadora Larissa Amorim, isso indica uma tendência de avanço sobre áreas mais preservadas.</p>
<blockquote><p>“O sul paraense já é uma área de desmatamento consolidado, então estamos vendo a destruição subir em direção às florestas mais ao norte. Inclusive dentro da Flota do Paru, onde está a maior árvore da América Latina e a quarta maior do mundo, um angelim-vermelho de 88,5 metros de altura, duas vezes mais do que o Cristo Redentor”, afirma.</p></blockquote>
<p>Além disso, a pesquisa mostra que as áreas protegidas do Pará são alvo preferencial dos desmatadores. Em setembro, por exemplo, das 20 unidades de conservação e terras indígenas mais desmatadas da Amazônia, nove ficam no território paraense. Outro alerta envolve os assentamentos. O estudo revela que entre os 10 mais devastados na região, oito ficam no Pará.</p>
<h3>Queda pelo seto mês consectuvio na Amazônia</h3>
<p>Ainda segundo o Imazon, o desmatamento está em queda em toda a região amazônica pelo sexto mês consecutivo. No acumulado do ano, foram devastados 3.516 km² de floresta, cerca de 61% a menos quando comparado com 2022. Essa foi a menor destruição entre janeiro e setembro dos últimos cinco anos.</p>
<p>No balanço do mês de setembro, a Amazônia perdeu 546 km² de floresta. O número representa 52% a menos do que em agosto, quando foram uma área de 1.126 km² foi devastada. No entanto, os números tanto do mês quanto do acumulado do ano ainda são superiores a outros períodos. Em 2013, por exemplo, a derrubada em toda a região foi de 1.008 km².</p>
<blockquote><p>“A série histórica do desmatamento nos mostra que esta queda é expressiva, mas que ainda precisa ser maior para conseguirmos controlar a perda de floresta na Amazônia. O que é essencial para que possamos mitigar as mudanças climáticas e seus fenômenos extremos, como secas e cheias com maior frequência e intensidade. Estamos vendo o quanto a seca está afetando as populações do Amazonas agora e o quão importante é manter o ambiente e o clima equilibrados”, avalia o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr.</p></blockquote>
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		<title>Pará concentra 41% dos alertas de risco de desmatamento na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 20:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[devastação]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/novo-progresso-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Se medidas mais efetivas para combater o desmatamento na Amazônia não forem tomadas, a região pode ter em 2022 a maior área de floresta derrubada dos últimos 16 anos. As estimativas da plataforma de inteligência artificial PrevisIA apontam para 15.391 km² sob risco de devastação, uma área quase três vezes maior que a do Distrito [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/novo-progresso-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Se medidas mais efetivas para combater o desmatamento na Amazônia não forem tomadas, a região pode ter em 2022 a maior área de floresta derrubada dos últimos 16 anos. As estimativas da plataforma de inteligência artificial PrevisIA apontam para 15.391 km² sob risco de devastação, uma área quase três vezes maior que a do Distrito Federal, de acordo com matéria publicada pelo <a href="https://imazon.org.br/imprensa/plataforma-de-inteligencia-artificial-estima-risco-de-desmatamento-de-15-mil-km%C2%B2-na-amazonia-em-2022/" target="_blank" rel="noopener">Imazon</a>.</p>
<p>O cálculo do risco leva em conta o chamado “calendário do desmatamento”, que por causa do período de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Ou seja: conforme a ferramenta, esses mais de 15 mil km² podem ser atingidos entre agosto de 2021 e julho de 2022.</p>
<p>Caso se concretize, o desmatamento será o maior desde 2006 segundo a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, será 16% superior do que a devastação registrada pelo órgão no calendário anterior, de agosto de 2020 a julho de 2021, que foi de 13.235 km². Essa comparação é possível porque a PrevisIA usa a série histórica de desmatamento do Inpe (Prodes) como uma das variáveis do modelo de risco.</p>
<p>Pesquisador responsável pela plataforma, Carlos Souza Jr., do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ressalta que 2022 é um ano de eleição, quando, em geral, as fiscalizações costumam reduzir. Nos últimos três anos eleitorais, por exemplo, houve uma alta no desmatamento.</p>
<p>“Por isso (<em>eleições</em>), é importante que órgãos de controle também atuem na proteção da Amazônia, como os Ministérios Públicos dos Estados e o da União. Porém, a liderança na prevenção do desmatamento da Amazônia e de outros biomas brasileiros tem que ser do Governo Federal. Os Estados, por sua vez, têm um papel importante no controle da devastação, principalmente em casos de omissão do Governo Federal”, explica o especialista.</p>
<p>No Pará, por exemplo, o Ministério Público estadual está conduzindo um projeto-piloto de proteção ambiental com o uso da PrevisIA, visando identificar e implementar ações de prevenção de desmatamento. Lançada no ano passado pelo Imazon, Microsoft e Vale (por meio do Fundo Vale), a PrevisIA é uma ferramenta que usa inteligência artificial para prever as áreas sob maior risco de desmatamento na Amazônia. Esse risco é calculado levando em conta diversos indicadores relacionados à derrubada da floresta, como estradas legais e ilegais, topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana e dados socioeconômicos.</p>
<p>Após as análises, os resultados são publicados no site <a href="http://previsia.org/" target="_blank" rel="noopener">previsia.org</a>, onde há um mapa indicando as diferentes zonas de risco na Amazônia. “O mapa e as estatísticas da PrevisIA podem auxiliar os órgãos públicos a direcionarem ações de prevenção de desmatamento para as áreas sob maior risco”, completa Souza Jr.</p>
<h3><b>71% do desmatamento previsto ainda pode ser evitado</b></h3>
<p>De agosto de 2021 a janeiro de 2022, segundo o monitoramento mensal do Imazon, 4.514 km² foram destruídos, o que corresponde a 29% do desmatamento previsto na PrevisIA até julho deste ano. Ou seja: ainda é possível evitar que os outros 10.887 km² com risco de desmatamento apontado na plataforma sejam destruídos, 71% do total.</p>
<p>Conforme a PrevisIA, o maior desafio será do Pará, Estado com a maior área sob risco: 6.288 km², o que corresponde a 41% de todo o território ameaçado na Amazônia. Em seguida estão Amazonas (17%), Mato Grosso (15%), Rondônia (11%) e Acre (9%).</p>
<blockquote><p>“Pará e Mato Grosso, que já possuem áreas consideradas antigas fronteiras do desmatamento, agora convivem com o avanço da destruição dos remanescentes de floresta, inclusive em áreas protegidas, o que é extremamente preocupante. Já Amazonas, Acre e Rondônia estão em uma região chamada de ‘Amacro’, onde há uma intensificação da fronteira do agronegócio. Isso fez com que o esses estados tivessem um grande aumento no desmatamento de 2020 para 2021, principalmente o Amazonas”, afirma Souza Jr.</p></blockquote>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-8165" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-300x129.png" alt="" width="450" height="194" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-300x129.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-1024x441.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-768x331.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-150x65.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-450x194.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27-1200x517.png 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Captura-de-Tela-2022-02-18-às-17.19.27.png 1346w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<h3><b>Risco de desmatamento atinge 90% das áreas protegidas</b></h3>
<p>Em relação às áreas protegidas da Amazônia, a PrevisIA mostra que 725 terras indígenas, unidades de conservação e quilombos estão sob risco de desmatamento, o que representa 90% do total, que é de 803 territórios. Desse total, 24% das áreas estão sob risco alto ou muito alto de derrubada da floresta.</p>
<p>Já na análise por categoria, a PrevisIA indica que as unidades de conservação têm o maior percentual de territórios sob risco alto ou muito alto de desmatamento, que é de 37%. Em seguida estão as terras indígenas, com 19%, e os territórios quilombolas, com 8%. São essas áreas sob maior risco que deveriam ser priorizadas nas medidas de proteção.</p>
<h3><b>2022 começa com aumento de 33% no desmatamento</b></h3>
<p>O ritmo de desmatamento crescente registrado nos últimos anos na Amazônia teve seguimento no primeiro mês de 2022. Conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, foram derrubados <strong><a href="https://imazon.org.br/wp-content/uploads/2022/02/SAD_Janeiro2022.pdf" target="_blank" rel="noopener">261 km²</a></strong> de floresta em janeiro, 33% a mais do que o detectado no mesmo mês em 2021. Essa foi a maior área desmatada em janeiro desde 2016.</p>
<p>Líder no desmatamento da Amazônia no ano passado, o Pará ficou em terceiro lugar em janeiro, com 52 km² destruídos, 20% do total na região. O topo do ranking foi ocupado por Mato Grosso, que foi responsável por 28% da derrubada da floresta no mês (73 km²). Em segundo lugar ficou Rondônia, com 24% (63 km²).</p>
<p>“Mato Grosso assumiu a liderança com quase 50% do desmatamento registrado em apenas três municípios: Nova Ubiratã, Marcelândia e Santa Carmem. Já Rondônia ficou em segundo lugar com 63% da destruição detectada em duas cidades: Porto Velho, o município que mais desmatou na Amazônia em janeiro, com 34 km² devastados, e Candeias do Jamari”, explica a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/metade-do-desmatamento-dos-ultimos-2-anos-na-amazonia-ocorreu-em-terra-publica/"><strong>Metade do desmatamento dos últimos 2 anos na Amazônia ocorreu em terra pública</strong></a><br />
<strong><a href="https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/o-desmatamento-da-amazonia-faz-mal-para-saude-diz-cientista-brasileira-25395081" target="_blank" rel="noopener">&#8216;O desmatamento da Amazônia faz mal para a saúde&#8217;, diz cientista brasileira</a></strong></p>
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