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	<title>crise climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>crise climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Próxima década será de seca severa e calor acima da média na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
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		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  Relatório da OMM e do Met Office aponta 91% de chance de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa. A Amazônia terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="3,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> Relatório da <strong>OMM e do Met Office</strong> aponta <b data-path-to-node="3,0,0" data-index-in-node="64">91% de chance</b> de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa.</em></li>
<li><em><b data-path-to-node="3,1,0" data-index-in-node="0">A Amazônia</b> terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda mais severos, elevando o risco de incêndios e prejudicando a absorção de carbono.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em><b data-path-to-node="3,2,0" data-index-in-node="0">No Pará, </b>a estiagem pode afetar a navegação em rios (isolando comunidades tradicionais), gerar perdas na agropecuária por falta de água e piorar a qualidade do ar devido às queimadas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Especialistas cobram políticas imediatas de <strong>adaptação,</strong> focadas no <strong>combate ao desmatamento</strong>, <strong>prevenção ao fogo</strong> e <strong>gestão hídrica</strong> para proteger os 30 milhões de habitantes da região.</em></p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>A temperatura média global deve permanecer em níveis historicamente elevados pelos próximos cinco anos, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, como a Amazônia, por pelo menos, dez anos.</p>
<p>O alerta é da <strong>Organização Meteorológica Mundial</strong> (<strong>OMM</strong>) e do <strong>Met Office</strong>, serviço meteorológico do Reino Unido, que divulgaram uma nova projeção <a href="https://library.wmo.int/records/item/69882-wmo-global-annual-to-decadal-climate-update" target="_blank" rel="noopener">apontando que o <strong>aquecimento global</strong> seguirá avançando ao longo desta década</a>.</p>
<p>Segundo o relatório, há 91% de probabilidade do planeta ultrapassar a marca de <strong>1,5°C de aquecimento</strong> entre os anos de <strong>2026 e 2030.</strong> Os cientistas apontam ainda uma chance de 75% de que os próximos cinco anos também fiquem acima dessa marca, ultrapassando o limite de <strong>1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.</strong></p>
<p>As projeções indicam que cada ano entre 2026 e 2030 deverá registrar temperaturas entre 1,3°C e 1,9°C acima da média observada entre 1850 e 1900.</p>
<p>Outro alerta preocupante aponta 86% de probabilidade de que um novo recorde anual de temperatura global seja estabelecido antes do fim desta década.</p>
<p>Em entrevista a Reuters, a cientista Melissa Seabrook, do Met Office comenta que ultrapassar temporariamente o patamar definido no Acordo de Paris não significa que ele tenha fracassado, já que o limite de 1,5°C se refere a uma média de longo prazo. Entretanto, os resultados mostram que o mundo está cada vez mais próximo de ultrapassar esse patamar de forma permanente.</p>
<blockquote><p>“A ciência é muito clara ao mostrar que a janela para manter a temperatura média global em 1,5°C está se fechando rapidamente”, diz a pesquisadora.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia sob pressão</strong></h3>
<p>Entre as regiões que mais preocupam os pesquisadores está a <strong>Amazônia</strong>, pois os modelos climáticos projetam temperaturas acima da média em praticamente toda a floresta tropical nos próximos anos, com aquecimento ainda mais intenso do que o previsto.</p>
<p>As previsões para o período entre <strong>2026 e 2035</strong> mostram que a <strong>Amazônia</strong> poderá registrar elevações de temperatura superiores às observadas em outras regiões tropicais do planeta. Além disso, os modelos indicam uma tendência de redução das chuvas em parte significativa da floresta.</p>
<p>Para o intervalo entre maio e setembro de 2026 a 2030, que coincidem com meses tradicionalmente mais secos em grande parte da <strong>Amazônia brasileira</strong>, os cientistas identificaram uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média.</p>
<p>O cenário também aparece nas projeções para a próxima década, que indicam menos chuva sobre a região quando comparadas às projeções climáticas convencionais.</p>
<p>A combinação entre calor mais intenso e redução das precipitações aumenta o risco de<strong> secas prolongadas</strong>, <strong>incêndios florestais</strong> e <strong>perda de biodiversidade</strong>. Todos esse ingredientes podem comprometer a capacidade da floresta de armazenar carbono, um dos serviços ambientais mais importantes para a regulação do clima global.</p>
<h3><strong>Pará em alerta</strong></h3>
<p>No <strong>Pará</strong>, os impactos podem ser sentidos de forma severa em diferentes setores. Por um lado, a <strong>redução das chuvas</strong> tende a afetar os rios que sustentam a mobilidade de milhares de <strong>comunidades ribeirinhas</strong>, <strong>indígenas</strong> e <strong>quilombolas</strong>.</p>
<p>Episódios recentes de <strong>seca extrema</strong> já provocaram dificuldades no transporte fluvial, interrupções no abastecimento de água e prejuízos à pesca artesanal em diversas regiões do estado.</p>
<p>O <strong>setor agropecuário</strong> também pode enfrentar desafios maiores, já que essas temperaturas elevadas aumentam a evaporação da água do solo e elevam a <strong>demanda hídrica das culturas agrícola</strong>s, enquanto períodos mais longos de estiagem ampliam os riscos de <strong>perdas de produtividade</strong>.</p>
<p>Outra preocupação está relacionada ao aumento da ocorrência de <strong>queimadas</strong>. Em anos de <strong>seca severa</strong>, a vegetação torna-se mais vulnerável ao fogo, favorecendo a propagação de <strong>incêndios florestais</strong> que liberam grandes quantidades de <strong>gases de efeito estufa</strong> e afetam diretamente a <strong>qualidade do ar</strong>.</p>
<h3><strong>Adaptação climática urgente</strong></h3>
<p>O relatório da <strong>OMM</strong> reforça que o aquecimento global continuará sendo impulsionado principalmente pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Mesmo com oscilações naturais do clima, como os fenômenos <strong>El Niño</strong> e<strong> La Niña,</strong> a tendência de longo prazo permanece de aumento das temperaturas.</p>
<p>Por isso, os especialistas defendem a ampliação das políticas de adaptação climática, especialmente em regiões vulneráveis como a <strong>Amazônia. </strong></p>
<p>Entre as medidas consideradas estratégicas estão o fortalecimento da <strong>gestão dos recursos hídricos</strong>, a <strong>prevenção de incêndios florestais,</strong> a <strong>proteção dos territórios tradicionais</strong> e o <strong>combate ao desmatamento.</strong></p>
<p>As projeções indicam que a floresta enfrentará um ambiente mais quente e potencialmente mais seco na próxima década, tornando ainda mais urgente a adoção de ações capazes de reduzir sua vulnerabilidade e preservar a vida de mais de 30 milhões de pessoas, além de incontáveis espécies da fauna e flora.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-funcao-do-el-nino-stf-cobra-plano-contra-incendios-na-amazonia-e-no-pantanal/" target="_blank" rel="noopener">Em função do El Niño, STF cobra plano contra incêndios na Amazônia e no Pantanal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/comunidade-recebe-mutirao-de-reflorestamento-para-driblar-avanco-de-queimadas/" target="_blank" rel="noopener">Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-preventivo-tenta-blindar-rios-da-amazonia-contra-nova-seca-em-2026/" target="_blank" rel="noopener">Plano preventivo tenta blindar rios da Amazônia contra nova seca em 2026</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Soma de desmatamento e crise climática é bomba-relógio para Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/soma-de-desmatamento-e-crise-climatica-e-bomba-relogio-para-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pegue duas taxas atuais. A primeira, do aquecimento global, que resultou em temperaturas 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais nos últimos três anos. A segunda, de desmatamento de toda a Amazônia – incluindo aí os nove países que a compõem -, que já suprimiu ao menos 17% de sua vegetação. Junte as duas taxas numa mesma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pegue duas taxas atuais. A primeira, do aquecimento global, que resultou em temperaturas 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais nos últimos três anos. A segunda, de desmatamento de toda a Amazônia – incluindo aí os nove países que a compõem -, que já suprimiu ao menos 17% de sua vegetação. Junte as duas taxas numa mesma equação. O resultado? A possibilidade de savanização de cerca de dois terços da floresta (62% a 77%), ainda neste século.</p>
<p>Os dados constam de um estudo feito pelo Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático (PIK), publicado nesta quarta-feira, 6, pela revista Nature.</p>
<p>O estudo juntou duas variáveis que costumavam ser medidas em separado: a taxa de desmatamento da Amazônia e a taxa de aquecimento do planeta, resultando num modelo de previsão mais próximo da realidade.</p>
<blockquote><p>“Estamos vendo efeitos combinados”,  explicou a matemática Marina Hirota, da Universidade Federal de Santa Catarina, que integrou a equipe do estudo. “Juntando as taxas, você chega a modelos preditivos mais complexos, em que uma variável influencia a outra, num efeito em cascata.”</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">Exemplo real: o desmatamento no Brasil, aliado ao aumento da emissão de carbono nos Estados Unidos, pode levar a um enfraquecimento da floresta na Bolívia. “É uma conta em que 2 mais 2 não resultam necessariamente em 4”, diz Hirota.</p>
<h3>Com e sem desmate</h3>
<p>O estudo prevê cenários com e sem a variável do desmatamento, apenas para deixar claro como ela importa. Num hipotético cenário sem desmate, a temperatura mundial precisaria aumentar entre 3,7ºC  e 4ºC para que a Amazônia atingisse um ponto de não retorno – momento em que a vegetação não consegue mais recuperar por conta própria, levando a uma progressiva savanização que poderia se estender por uma área entre 62% e 77% da floresta.</p>
<p>Mas este cenário, de desmatamento zero, ainda não existe. Com a variável do desmatamento em jogo, a temperatura só precisa aumentar entre 1,5ºC e 1,9ºC para chegar ao mesmo resultado.</p>
<p>Sendo mais claro: hoje a Amazônia já perdeu entre 17 e 18% de sua vegetação original. Se a taxa de desmatamento se mantiver constante, o percentual de supressão tende a subir para 22 a 28% da área. Neste caso, o mundo só precisará aquecer entre 1,5ºC e 1,9ºC para que o ponto de não retorno seja atingido – levando então à savanização de até dois terços da floresta.</p>
<blockquote><p>“A gente não se pautou pelo Acordo de Paris, mas emergiram dados bem próximos dele”, explicou Hirota, referindo-se ao aquecimento entre 1,5ºC e 2ºC que o Acordo de Paris estipula como limite para que o mundo não entre em colapso.</p></blockquote>
<p>O estudo também confirma a tese do climatólogo brasileiro Carlos Nobre, segundo a qual a Amazônia atingirá um ponto de não retorno caso perca entre 20% e 25% de sua vegetação.</p>
<h3>Desmatamento zero</h3>
<p>Para calcular o desmatamento, o grupo usou um modelo preditivo do pesquisador Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais , publicado em 2006, também na Nature. Apesar de antigo, o modelo é um dos únicos que faz uma conta para toda a Pan-Amazônia, contabilizando a perda de vegetação não só no Brasil, mas também na Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.</p>
<p>É importante lembrar que houve mudanças na taxa de desmatamento desde então, sobretudo no Brasil, que teve queda radical a partir do primeiro governo Lula, em 2002 (queda essa interrompida durante os anos Temer e Bolsonaro).</p>
<blockquote><p>“Colocamos cenários com variações para mais e para menos”, explicou Hirota. “Mas as variações de governo não foram computadas.”</p></blockquote>
<p>Para o biólogo Bernardo Flores, da Universidade de Santiago de Compostela, que também assina o artigo, o estudo reafirma a importância da luta contra a depredação da Amazônia. “O desmatamento é mais fácil de controlar. O aquecimento não”, explicou.</p>
<blockquote><p>”Já estamos praticamente no valor de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Mesmo controlando as emissões de combustíveis fósseis, o efeito de uma eventual melhora virá a longo prazo. Por isso, o estudo deixa claro que é importante manter a Amazônia bem longe desses 22% de supressão da vegetação. E isso se faz combatendo a grilagem, o fogo e o crime organizado, com muita governança local.”</p></blockquote>
<p>O estudo, que também é assinado pelos pesquisadores Nico Wunderling, Boris Sakschewski, Johan Rockström e Arie Staal, lembra que a savanização da Amazônia comprometeria a segurança hídrica de regiões fundamentais para a agricultura no continente, como o sul do Brasil, a Bolívia, o Paraguai e a bacia do Rio da Prata, na Argentina (além, claro, de ter repercussão no clima mundial).</p>
<blockquote><p>“As promessas dos governos brasileiro e de outros países sul-americanos de acabar completamente com o desmatamento na Amazônia até o final desta década são o passo certo para atender a essa necessidade”, diz o texto, em tom alarmista. “No entanto, não está claro se e em qual extensão elas serão cumpridas.”</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Observatório do Clima</em></p>
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		<title>Brasil possui abismo entre planejamento e ação no combate à crise climática, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026]]></category>
		<category><![CDATA[combate a crise climática no Pará]]></category>
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		<category><![CDATA[Políticas climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260302173520-GC00075086-F00291639-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os impactos da crise climática chegam na sociedade brasileira antes das ações que deveriam combatê-la. É o que aponta o Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026, elaborado pelo Centro Brasil no Clima em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). O levantamento revela um cenário dividido: enquanto o país avança na formulação de políticas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260302173520-GC00075086-F00291639-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os impactos da crise climática chegam na sociedade brasileira antes das ações que deveriam combatê-la. É o que aponta o <a href="https://centrobrasilnoclima.org/wp-content/uploads/2026/03/SUMARIO-EXECUTIVO_ANUARIO-2026-1_compressed-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026</a>, elaborado pelo Centro Brasil no Clima em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). O levantamento revela um cenário dividido: enquanto o país avança na formulação de políticas públicas, os estados ainda encontram dificuldades para implementá-las, o que reduz a capacidade de reação aos eventos climáticos extremos.</p>
<p>A crise vivida em 2024 expôs esse paradoxo nacional para o mundo: ondas de calor prolongadas em algumas regiões, secas severas e incêndios florestais de grandes proporções em outras. Enquanto isso, no meio de tudo, milhares de pessoas precisando de apoio para trabalhar, sobreviver e lidar com os prejuízos.</p>
<p>Para a especialista em Política Climática Subnacional e Legislativo do iCS, Carmynie Xavier, o principal problema do Brasil é o grande intervalo de tempo entre a formalização institucional de políticas públicas e capacidade operacional prática.</p>
<blockquote><p>“O País está se organizando, mas os desastres chegam mais rápido do que a capacidade de resposta”, diz.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia em desalinho</strong></h3>
<p>Em 2024, a Amazônia registrou um aumento de 68% nos incêndios florestais, ao mesmo tempo em que houve uma redução de 32,4% no desmatamento. O desalinho entre os números indica que, embora seja essencial, a preservação da floresta não pode mais ser a única estratégia para enfrentar a crise climática em nível nacional.</p>
<p>Além da extensa área florestal, a Amazônia é um foco importante na investigação de estratégias devido à desigualdade regional. Afinal, sua grande extensão territorial é um desafio logístico histórico. Caso as políticas de enfrentamento não sejam pensadas de acordo com a realidade local, há um grande risco de a eficiência ser comprometida, gerando prejuízos ao meio ambiente e a todos que dependem dele.</p>
<p>O estudo aponta que o fortalecimento da gestão climática nos estados é peça-chave para transformar planejamento em ações concretas, como a implementação de planos de mitigação e a transição para uma economia de baixo carbono. Entre os estados da região Norte, o Pará possui avanços importantes, embora esbarre nos desafios &#8216;clássicos&#8217; da região para implementar soluções devido à grande extensão territorial.</p>
<p>Entre as iniciativas positivas está o <a href="https://www.semas.pa.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/GUIAINFO.pdf" target="_blank" rel="noopener">Plano Amazônia Agora</a>, que aposta na bioeconomia, incentiva a regularização ambiental e estabelece a meta de zerar as emissões líquidas até 2050, assim como a criação de um plano de atuação voltado ao enfrentamento de eventos extremos, como secas e enchentes.</p>
<p>Mais recentemente, um pouco após o período de análise do estudo, o estado também instituiu o <a href="https://www.sedap.pa.gov.br/node/623" target="_blank" rel="noopener">Plano ABC+</a>, voltado à agricultura de baixo carbono, com foco na redução de emissões e no aumento da resiliência dos sistemas produtivos.</p>
<h3>Entraves</h3>
<p>Entre os entraves mais significativos estão a falta de recursos e de estrutura (em relação a outras regiões do Brasil) para implementar essas políticas; a baixa participação de energias renováveis no setor de transportes e o alto índice de queimadas.</p>
<p>Um desafio extra para a região é o setor de transportes, pois a forte dependência de rodovias e combustíveis fósseis, aliada à fiscalização limitada, dificultam a adesão de alternativas mais sustentáveis. Para o estudo, a solução para esta realidade é a atuação coordenada entre poder público, iniciativa privada e organizações socioambientais.</p>
<blockquote><p>“Mudar esse padrão exige mais do que ampliar tecnologias limpas: requer coordenação nacional entre infraestrutura, política industrial e planejamento energético”, diz Carmynie.</p></blockquote>
<p>O levantamento conclui que o principal desalinho não está apenas na formulação de políticas, mas na capacidade de executá-las com eficiência e equidade. A pesquisa expõe que a distância entre teoria e prática compromete o uso adequado de recursos, dificulta o cumprimento de metas climáticas e aprofunda as desigualdades regionais. Tudo isso enquanto a crise se agrava e gera impactos maiores a cada ano, aumentando ainda mais o abismo no enfrentamento à crise.</p>
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		<title>Crise climática afeta cacau e deixa chocolates mais caros para a Páscoa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/chocolate3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A tradição da Páscoa este ano terá um sabor menos doce e bem mais salgado para o bolso dos brasileiros. O chocolate registrou uma inflação de 24,9% nos últimos 12 meses, impulsionada por uma crise na produção de cacau, segundo informações da Veja. O fenômeno, captado pelo IPCA-15, reflete como eventos climáticos extremos nas principais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/chocolate3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A tradição da Páscoa este ano terá um sabor menos doce e bem mais salgado para o bolso dos brasileiros. O chocolate registrou uma inflação de 24,9% nos últimos 12 meses, impulsionada por uma crise na produção de cacau, segundo informações da Veja. O fenômeno, captado pelo IPCA-15, reflete como eventos climáticos extremos nas principais regiões produtoras do mundo devastaram colheitas e reduziram a oferta da matéria-prima, tornando o tradicional ovo de Páscoa um item de luxo.</p>
<p>O cenário elevou o valor do cacau a patamares históricos no mercado internacional. Com safras prejudicadas por padrões de chuva irregulares e calor intenso, a indústria repassou o custo ao consumidor final, fazendo com que o doce subisse cinco vezes mais do que a média da inflação geral no país.</p>
<p>Para quem planeja as compras, o desafio vai além do orçamento. A alta de quase 25% aponta para uma mudança de comportamento: com o bolso mais apertado devido ao &#8220;imposto climático&#8221;, a tendência é que o consumidor substitua os grandes ovos por barras menores ou produções artesanais.</p>
<p>A Páscoa de 2026 será marcada pela necessidade de pesquisa e criatividade, evidenciando que o desequilíbrio do planeta já impacta diretamente o custo das nossas tradições mais doces.</p>
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		<title>O &#8220;PIB da Floresta&#8221;: Bioeconomia já movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 14:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
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		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa — é revelador de uma economia que gera quase vinte centavos de massa salarial para cada real investido, provando que o desenvolvimento sustentável na Amazônia é, antes de tudo, um excelente negócio.</p>
<p>O &#8220;Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará&#8221; mapeou setores essenciais para a economia e a segurança alimentar amazônica. A mandioca lidera o ranking de produção, registrando um Valor Bruto da Produção (VBP) de aproximadamente R$ 7 bilhões. Na sequência, aparecem a pesca e a aquicultura, com R$ 2,7 bilhões, e o açaí, com R$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia, sob coordenação da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração com universidades federais do estado, o relatório acende um alerta sobre gargalos estruturais, especialmente na formalização.</p>
<p>No caso da mandioca, embora o volume financeiro seja bilionário, apenas R$ 10 milhões figuram em registros fiscais oficiais. Isso ocorre porque a maior parte da atividade se concentra em casas de farinha comunitárias, seguindo modelos tradicionais de produção que ainda operam à margem dos sistemas tributários formais.</p>
<h3>Novo paradigma de desenvolvimento</h3>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, os dados são fundamentais para embasar decisões governamentais.</p>
<blockquote><p>“A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A análise integra-se a políticas como a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), que buscam equilibrar conservação ambiental com incentivo econômico.</p>
<h3>Desigualdade na renda e o poder da organização</h3>
<p>A pesquisa expõe um contraste severo na distribuição de riqueza. Na cadeia da castanha-do-pará, o elo mais vulnerável — os coletores que realizam a extração na floresta — retém apenas 2,9% do valor final do produto, com a maior parte do lucro concentrada na transformação industrial.</p>
<p>Por outro lado, as cadeias de andiroba e copaíba mostram um caminho de emancipação. Graças à organização em associações locais, essas comunidades conseguem reter entre 19% e 31% do valor final.</p>
<p>Segundo Atyliana Dias, diretora da Fapespa, o futuro do setor depende menos da ampliação da extração bruta e mais do &#8220;fortalecimento da organização social, da agregação de valor nos territórios e da proteção das áreas produtivas diante da crise climática&#8221;.</p>
<h3>Multiplicadores Econômicos e Riscos Climáticos</h3>
<p>O investimento no setor demonstra alto retorno social e econômico. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido na bioeconomia gera, em média, R$ 1,13 no PIB estadual, além de R$ 0,19 em massa salarial e R$ 0,06 em impostos indiretos.</p>
<p>Esse impacto é potencializado conforme o produto avança na cadeia: o retorno sobe para R$ 1,27 na industrialização e atinge R$ 1,40 na etapa de comercialização.</p>
<p>Contudo, a vulnerabilidade climática ameaça esses ganhos. Relatos de comunidades em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná indicam perdas em safras de castanha, cupuaçu e açaí, além da destruição de áreas por queimadas.</p>
<p>O relatório recomenda, urgentemente, a criação de mecanismos de fomento adaptados à economia informal e a integração de estratégias de adaptação climática para proteger a renda e a segurança alimentar dessas populações.</p>
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		<title>Plano Clima: Brasil define estratégia para zerar emissões até 2050</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Clima]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo federal oficializou nesta segunda-feira o novo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, um guia estratégico que orientará as políticas ambientais do Brasil pelos próximos nove anos. Para este ciclo, a iniciativa dispõe de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis do Fundo Clima, além de R$ 5,9 milhões em verbas não reembolsáveis. Somados aos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo federal oficializou nesta segunda-feira o novo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, um guia estratégico que orientará as políticas ambientais do Brasil pelos próximos nove anos. Para este ciclo, a iniciativa dispõe de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis do Fundo Clima, além de R$ 5,9 milhões em verbas não reembolsáveis. Somados aos valores aplicados desde 2023, o montante destinado ao plano já atinge R$ 52,4 bilhões.</p>
<p>O documento preenche uma lacuna de 17 anos e substitui a primeira versão de 2008, consolidando-se como o guia para a execução da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).</p>
<p data-path-to-node="10">Resultado de três anos de trabalho coordenado pela Casa Civil, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e   Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto envolveu 25 ministérios.</p>
<p>O plano traça o caminho para o cumprimento da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) sob o Acordo de Paris, em que o Brasil se compromete a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas até 2035 (em relação a 2005) e atingir a neutralidade climática em 2050.</p>
<p>Durante o lançamento no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou que o mundo vive uma &#8220;situação gravíssima de emergência climática&#8221; e o Plano Clima é a principal estratégia do governo para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que o País já enfrenta.</p>
<p>Segundo a ministra, o plano deixa de ser apenas um projeto para se tornar uma ação intensificada “com todas essas estratégias, metas e responsabilidades para todos os setores da economia&#8221;.</p>
<blockquote><p>“Com o Plano Clima, colocamos as pessoas no centro da política de enfrentamento à mudança do clima. Reduzir emissões de gases-estufa, os grandes responsáveis pelo aquecimento global, e construir a resiliência das cidades e ecossistemas naturais aos seus impactos significa proteger a vida de quem já sofre com as chuvas, as secas e as ondas de calor extremas que a emergência climática torna mais intensas e frequentes. Os desastres provocados por esses eventos, como as recentes enchentes e deslizamentos em Juiz de Fora e os incêndios que impactaram todo o País em 2024, destroem infraestruturas, prejudicam a economia e tiram vidas”, destacou Marina Silva.</p></blockquote>
<p>Para o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a atualização do Plano Clima é um marco na história recente da política brasileira, com o potencial de reorganizar a economia nacional.</p>
<blockquote><p>&#8220;O documento apresenta o potencial de reorganizar a nossa economia, já que reflete a oportunidade de colocar o Brasil como fornecedor global de serviços e produtos de baixo carbono. É um convite para o País repensar seu modelo de desenvolvimento, fortalecendo o mercado interno, a bioeconomia, e criando empregos a partir de uma transição justa”, avalia André Guimarães, diretor executivo do IPAM.</p></blockquote>
<p>O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o projeto posiciona o Brasil como líder global na agenda ambiental, servindo como um &#8220;chamado à ação&#8221; para o setor privado e a sociedade civil. Já a ministra Luciana Santos (MCTI) reforçou que a estratégia não é reativa, mas baseada em inteligência de dados e tecnologia para antecipar desastres.</p>
<blockquote><p>“Não se faz política ambiental sem evidências científicas. O Plano Clima consolida a ciência como base [&#8230;] Não estamos apenas reagindo aos desastres, estamos antecipando soluções.”</p></blockquote>
<h3>Estrutura detalhada: Mitigação e Adaptação</h3>
<p>O plano organiza-se em três eixos, com estratégias que já haviam sido aprovadas em dezembro de 2025:</p>
<ul>
<li><strong>Mitigação</strong> (8 Planos Setoriais): Foca na redução de gases de efeito estufa em áreas estratégicas para manter o crescimento econômico e o bem-estar.</li>
<li><strong>Adaptação</strong> (16 Planos Setoriais e Temáticos): Inclui Agricultura, Biodiversidade, Cidades, Indústria, Energia, Transportes, Saúde, Segurança Alimentar, entre outros. Também contempla políticas específicas para Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais, Igualdade Racial e o combate ao racismo.</li>
<li><strong>Estratégias Transversais</strong>: Aborda educação, transição justa, financiamento climático e a agenda de mulheres e clima, para ampliar a participação feminina na área.</li>
</ul>
<p>Ao todo, o governo estabeleceu 312 metas setoriais a serem executadas por meio de mais de 800 ações.</p>
<h3>Construção Coletiva e Monitoramento</h3>
<p>A elaboração durou três anos e contou com uma mobilização social massiva:</p>
<ul>
<li>24 mil participantes em oficinas e plenárias territoriais.</li>
<li>1.292 propostas geradas pelo Plano Clima Participativo.</li>
<li>104 propostas consolidadas na 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente.</li>
</ul>
<h3>Consultas públicas constantes</h3>
<p>O governo definiu que o Plano Clima será um instrumento vivo e deve ser “continuamente aprimorado”. A estrutura prevê avaliações a cada dois anos e revisões completas a cada quatro anos. De acordo com o MMA, “esse processo permitirá acompanhar sua implementação e corrigir rotas, se necessário, garantindo que o Plano Clima permaneça alinhado aos desafios da agenda climática global e às necessidades de desenvolvimento do país”.</p>
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		<title>Sistema de Saúde na Amazônia precisa se adaptar às mudanças do clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 13:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde na Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar. Em um artigo publicado na revista British Medical Journal, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar.</p>
<p>Em um artigo publicado na revista<a href="https://www.bmj.com/content/391/bmj.r1925" target="_blank" rel="noopener"> British Medical Journal</a>, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil propõem que este &#8216;novo modelo&#8217; leve em consideração os saberes tradicionais e as necessidades específicas das comunidades locais.</p>
<p>O estudo aproveita a elaboração do plano nacional de saúde e clima pelo Ministério da Saúde durante a COP30 para sugerir que o Sistema Único de Saúde (SUS) crie indicadores sensíveis às particularidades locais e que valorizem as práticas de cuidado adaptadas ao território amazônico.</p>
<blockquote><p>“O setor de Saúde entrou tardiamente no debate sobre a emergência climática e, em particular, no tema da adaptação. No entanto, ele deveria ser protagonista, visto que os eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e tornados, têm se intensificado e afetado cada vez mais pessoas”, afirma Gabriela Di Giulio, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e uma das autoras do artigo em entrevista à Agência Fapesp.</p></blockquote>
<p>Leandro Giatti, também professor da FSP-USP e um dos autores do artigo, afirma que as condições de vida da população se agravaram com a seca, gerando aumento de doenças transmissíveis, fome, entre outros problemas que devem entrar no radar das políticas em saúde para buscar adaptações para enfrentamento.</p>
<blockquote><p>“O rio é o principal meio de transporte que permite o acesso à saúde, mas existe uma imprevisibilidade nisso que foge do convencional. Nas duas últimas secas, em 2023 e 2024, por exemplo, comunidades inteiras ficaram isoladas. O rio secou. Portanto não tinham acesso à saúde, não tinham posto de saúde, a equipe de saúde não conseguia chegar às áreas afetadas”, explica Leandro.</p></blockquote>
<p>Segundo os autores, para reimaginar a saúde na Amazônia é necessário fortalecer estratégias que integrem saberes tradicionais, científicos e políticos. Uma das sugestões envolve a integração dos saberes indígenas e científicos.</p>
<blockquote><p>“É fundamental valorizar os conhecimentos tradicionais sobre alimentação e as práticas dietéticas para conter a disseminação dos alimentos ultraprocessados. Em algumas regiões, o sistema público de saúde já adota essa abordagem híbrida. Um exemplo importante é o trabalho das parteiras, que combinam práticas biomédicas e ancestrais para oferecer cuidados em territórios vastos e de difícil acesso&#8221;, diz o artigo.</p></blockquote>
<p>A proposta do grupo lista um modelo de adaptação orgânica que considera os rios e a floresta como participantes ativos desses processos e os povos tradicionais como guardiões de conhecimentos necessários para a sobrevivência em meio a crise climática.</p>
<p>A equipe de autores aponta que os povos tradicionais possuem uma visão de saúde que integra aspectos espirituais, sociais e ambientais. Logo, doenças como malária e COVID-19 vão além de questões biológicas para essas lideranças, mas manifestações de desequilíbrios provocados por ações humanas, agressões à natureza e locais sagrados.</p>
<p>Logo, o grupo reforça que cumprir acordos ambientais e repensar a assistência em saúde garante a preservação da sociobiodiversidade amazônica, visto que a integração entre povo e natureza é fundamental para minimizar o sofrimento social provocado pela emergência climática.</p>
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		<item>
		<title>Tecnologias poupa-terra mostram potencial do Brasil em soluções climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 13:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[poupa-terra]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/ilpf3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As tecnologias conhecidas como poupa-terra, que englobam soluções como o plantio direto, o uso de bioinsumos e os sistemas integrados, já evitaram a abertura de 71 milhões de hectares para a produção de soja no Brasil nas últimas seis décadas e tornaram-se uma das principais respostas do Brasil ao enfrentamento da crise climática. Isso porque [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/ilpf3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As tecnologias conhecidas como poupa-terra, que englobam soluções como o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantio-direto-de-mandioca-traz-economia-de-tempo-e-de-dinheiro/" target="_blank" rel="noopener">plantio direto</a>, o uso de bioinsumos e os <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-ilpf-e-recomendado-para-enfrentar-ondas-de-calor-no-campo/" target="_blank" rel="noopener">sistemas integrados</a>, já evitaram a abertura de 71 milhões de hectares para a produção de soja no Brasil nas últimas seis décadas e tornaram-se uma das principais respostas do Brasil ao enfrentamento da crise climática. Isso porque elas evitam emissões associadas ao desmatamento e garantem uso eficiente da terra.</p>
<p>O mapeamento do Instituto Arapyaú e do Instituto Itaúsa – Soluções em Clima e Natureza do Brasil, com base nas análises de 66 especialistas, mostra como o agro brasileiro vem atuando e como pode ampliar sua contribuição na descarbonização da economia, especialmente com o engajamento do setor privado.</p>
<p>A lógica das estratégias poupa-terra é simples: aumentar a produção sem avançar sobre novas áreas. E, de acordo com o mapeamento, o setor privado brasileiro já está engajado nessa transição. É o caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que para a safra 2025/26 lançou um pacote que envolve melhoramento genético e biotecnologia, com movimentação de R$ 60 bilhões nos próximos 15 anos.</p>
<p>A diretora-executiva do Instituto Arapyaú, Renata Piazzon, explica que:</p>
<blockquote><p>“O Brasil tem todas as condições para ser parte da liderança de uma nova economia regenerativa, inclusiva, de baixo carbono e orientada para o futuro. E o setor privado está preparado para responder aos desafios climáticos, com produtos, investimento e serviços já implementados.”</p></blockquote>
<h3>COP30: Brasil se apresentou como provedor de soluções</h3>
<p>Durante a COP30, em Belém, o Brasil se apresentou como um grande provedor de soluções climáticas, mostrando que o país reúne condições únicas para liderar uma nova economia de baixo carbono, não apenas por sua biodiversidade e matriz energética limpa, mas também por estas práticas agrícolas já consolidadas e em expansão.</p>
<p>A técnica, implantada inicialmente nos anos 1970, substitui a aragem tradicional, o que possibilita reduzir a emissão de carbono do solo, melhorar a retenção de água e aumentar a matéria orgânica.</p>
<p>Esse sistema também permite o plantio sucessivo de culturas na mesma área, o que explica o desempenho brasileiro no indicador de frequência de uso do solo, 30% superior à média global, segundo dados da FAO.</p>
<p>O uso crescente de bioinsumos é outro pilar das tecnologias poupa-terra, e tem como base a biodiversidade tropical. Segundo o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon), o Brasil é um líder global, tanto no uso de biofertilizantes quanto de defensivos biológicos, movimentando R$ 5 bilhões por ano, com um crescimento de 148% na aplicação em apenas um ano.</p>
<p>São mais de 600 produtos registrados que, além de reduzir a dependência de fertilizantes importados, minimizam emissões de óxido nitroso, gás de efeito estufa com potencial de aquecimento quase 300 vezes maior que o CO₂.</p>
<h3>Sistemas integrados com estratégia</h3>
<p>O mapeamento também cita os sistemas integrados, como a integração lavoura-pecuária (ILP) e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), como estratégia para permitir a produção simultânea de grãos, carne e madeira na mesma área. O Brasil já soma entre 15 milhões e 17,4 milhões de hectares com esses sistemas, que sequestram cerca de 30 milhões de toneladas de carbono por ano, apontam os dados da Rede ILPF.</p>
<p>Marelo Furtado, diretor-executivo do Instituto Itaúsa, avalia que:</p>
<blockquote><p>“Quando o mundo busca com urgência referências para enfrentar a crise climática, o Brasil pode demonstrar ser um grande provedor de soluções. Por isso, estamos apoiando esta iniciativa para identificar e compartilhar exemplos escaláveis de soluções climáticas.”</p></blockquote>
<p>De acordo com os especialistas, o próximo passo será melhorar os instrumentos de financiamento, permitindo que os produtores que investem nessas tecnologias sejam reconhecidos e remunerados pelos serviços ambientais que geram captura de carbono e de proteção da biodiversidade.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-ilpf-e-recomendado-para-enfrentar-ondas-de-calor-no-campo/" target="_blank" rel="noopener">Sistema ILPF é recomendado para enfrentar ondas de calor no campo</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/" target="_blank" rel="noopener">Sistema ILPF garante produção rural sustentável e com mais rentabilidade</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantio-direto-de-mandioca-traz-economia-de-tempo-e-de-dinheiro/" target="_blank" rel="noopener">Plantio direto de mandioca traz economia de tempo e de dinheiro</a></strong></p>
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		<title>Mudanças climáticas afetam quase 500 mil estudantes na Amazônia, aponta Unicef</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios. Santarém, no oeste do Pará, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios.</p>
<p>Santarém, no oeste do Pará, concentrou parte das comunidades mais impactadas, chegando a receber a Declaração de Situação de Recursos Hídricos, no trecho baixo do rio Tapajós. Lá, as secas interferiram diretamente no transporte escolar e na alimentação de quem vive nas comunidades, gerando isolamento.</p>
<p>Professores, como Lucas Souza, precisaram ajustar as técnicas de trabalho diariamente entre outubro de 2024 e janeiro de 2025: atividades impressas, já que nem todos conseguiram acompanhar por celular, aulas remotas e até flexibilidade nos de calendários escolares.</p>
<blockquote><p>&#8220;Mesmo nos empenhando, não dá para negar que houve prejuízo. Imprimimos as atividades para as crianças menores e acompanhávamos as equipes que entregavam as cestas básicas para deixar as atividades da semana. Sempre que algum grupo de saúde ou assistência ia até essas comunidades, nós acompanhávamos. Digo que houve prejuízo porque, além do esforço diário no acesso à educação, algumas estavam passando fome também, porque o rio secou&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>O relato de Lucas também reforça outro ponto abordado no estudo: o agravamento de vulnerabilidades que vão da alta de água potável, prejuízos à agricultura e temperaturas cada vez mais altas, gerando doenças respiratórias, dores de cabeça e queda na concentração.</p>
<p>Para o Unicef, os efeitos mais severos foram observados em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais, que dependem diretamente dos rios para acessar a escola. A crise climática, reforçada por queimadas e mudanças nos padrões de chuva, criou um ciclo de prejuízos que ultrapassa a educação e afeta direitos básicos dessas populações.</p>
<p>Em todo o Brasil, os eventos climáticos fizeram 1,17 milhão de estudantes perderem dias letivos em 2024 &#8211; o dobro da média do ano anterior. No mundo, mais de 242 milhões de crianças tiveram aulas interrompidas por secas, enchentes e ondas de calor.</p>
<p>Na COP30, encerrada no último sábado (22), crianças e adolescentes de diferentes regiões apresentaram uma carta denunciando o cotidiano de calor extremo e deslocamentos cada vez mais difíceis. Embora os efeitos da crise climática na educação ainda tenham pouco destaque nas negociações globais, a COP de Belém trouxe fôlego e relatos de sobreviventes, que pedem a urgência da inclusão da pauta nas estratégias de adaptação climática.</p>
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		<title>Fundo de Perdas e Danos abre US$ 250 milhões em pedidos de proposta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 19:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[fundo de perdas e danos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ana_toni3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A diretora executiva da COP30, Ana Toni, anunciou, nesta segunda-feira (10), que a primeira rodada de financiamento do Fundo de Perdas e Danos abriu US$ 250 milhões em pedidos de propostas para projetos. Criado durante a COP28, em Dubai, o fundo é voltado para o financiamento de projetos para recuperar os estragos causados pela crise [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ana_toni3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A diretora executiva da COP30, Ana Toni, anunciou, nesta segunda-feira (10), que a primeira rodada de financiamento do Fundo de Perdas e Danos abriu US$ 250 milhões em pedidos de propostas para projetos.</p>
<p>Criado durante a COP28, em Dubai, o fundo é voltado para o financiamento de projetos para recuperar os estragos causados pela crise climática.</p>
<p>Durante entrevista coletiva, Ana Toni disse que o início da operação do fundo é uma conquista já no primeiro dia de negociações da conferência, em Belém.</p>
<p>Segundo ela, o anúncio reforça o caráter de implementar propostas que busquem soluções na ponta, para mitigação e adaptação da crise climática.</p>
<blockquote><p>“Temos uma grande notícia a respeito, um fundo feito recentemente na COP28, que começou a operar. Eles fizeram 250 chamados para propostas e isso mostra como esse fundo, criado dois anos atrás, pode começar a implementar propostas para projetos”, disse Toni.</p></blockquote>
<p>“O mais importante é acelerar pedidos de projetos e o financiamento de projetos para chegar na ponta”, acrescentou.</p>
<p>O documento, que cria o fundo, diz que o financiamento será direcionado para desafios associados aos efeitos adversos das alterações climáticas, tais como emergências relacionadas com o clima, subida do nível do mar, deslocamento, relocação, migração, informações e dados climáticos insuficientes, e a necessidade para a reconstrução e recuperação resilientes às alterações climáticas.</p>
<p>A criação do fundo foi determinada na COP27 que ocorreu no Egito, em 2022. Somente em 2023, ele começou a receber doações voluntárias de países como Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Alemanha, que somaram US$ 420 milhões.</p>
<p>O fundo no Banco Mundial é administrado por um conselho formado por 26 membros, sendo 12 de países desenvolvidos e 14 de países pobres ou emergentes.</p>
<blockquote><p>“A gente tem conversado com o secretário-geral do fundo. Ele está falando com muitos países e tem perspectivas de ter mais aportes”, acrescentou Ana.</p></blockquote>
<h3>Aportes</h3>
<p>Mais cedo, Ana Toni também anunciou aportes para os Fundos de Investimento Climático (CIF), que receberão inicialmente US$ 100 milhões da Alemanha e Espanha para o programa de investimentos Arise (Acelerando Investimentos em Resiliência e Inovações para Economias Sustentáveis), iniciativa lançada em outubro. O governo alemão contribuiu com US$ 63,25 milhões e o espanhol com US$ 36,8 milhões.</p>
<blockquote><p>“Este é exatamente o tipo de exemplo que queríamos desta COP: que fosse uma COP da implementação, que fortalecesse o multilateralismo e que mostrasse como as pessoas podem ser impactadas positivamente por essa transição energética”, destacou a diretora executiva.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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