<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>crise climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/crise-climatica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 14:29:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>crise climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como a agricultura regenerativa protege a rentabilidade do campo contra a seca</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-agricultura-regenerativa-protege-a-rentabilidade-do-campo-contra-a-seca/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-agricultura-regenerativa-protege-a-rentabilidade-do-campo-contra-a-seca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[biofertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[bioinsumos]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43347</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Secas prolongadas e estresse hídrico ameaçam a rentabilidade do agro, levando o setor a buscar no manejo da biologia do solo um &#8220;colchão de segurança&#8221; para garantir a estabilidade produtiva. Gigantes do agro como a Nestlé passaram a adotar práticas regenerativas, que ajudam a manter os rendimentos estáveis mesmo diante de choques climáticos, tornando-se [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Secas prolongadas e estresse hídrico ameaçam a rentabilidade do agro, levando o setor a buscar no manejo da biologia do solo um &#8220;colchão de segurança&#8221; para garantir a estabilidade produtiva.</em></li>
<li><em>Gigantes do agro como a Nestlé passaram a adotar práticas regenerativas, que ajudam a manter os rendimentos estáveis mesmo diante de choques climáticos, tornando-se sustentáveis financeiramente para o produtor a longo prazo.</em></li>
<li><em>Já o Grupo Jacto, do setor de máquinas e insumos agrícolas, foca em tecnologia para pequenos e médios produtores, destacando o uso de bioinsumos para aumentar a eficiência no uso da água e reduzir a dependência de fertilizantes químicos importados.</em></li>
<li><em>Mudar o modelo de cultivo exige de três a cinco anos. Para viabilizar a mudança, o setor debate o uso de créditos subsidiados (como fundos de impacto) e assistência técnica robusta para dar segurança financeira e operacional ao produtor.</em></li>
<li><em>Especialistas defendem assistência técnica para auxiliar produtor a transição.</em></li>
</ul>
<p>Secas prolongadas, janelas de plantio cada vez mais estreitas e o fantasma do estresse hídrico desafiam a produtividade e a rentabilidade a cada safra. Para evitar prejuízos, gigantes globais de alimentos e institutos de pesquisa aumentam as apostas em novo caminho para a agropecuária: o do manejo com foco na biologia do solo.</p>
<p>É justamente essa a proposta da regeneração, que funciona como um verdadeiro &#8220;colchão de segurança&#8221; contra os choques climáticos, garantindo a estabilidade produtiva que o mercado e o bolso do produtor exigem.</p>
<p>Um exemplo prático vem do programa de suprimentos da Nestlé para vegetais e especiarias, que hoje monitora a conformidade ética e a transparência em mais de 10 países, envolvendo 30 fornecedores estratégicos e 50 culturas diferentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;Muitas vezes ouvimos de agricultores e fornecedores que todas as intervenções que eles implementaram usando o nosso programa os ajudaram a manter rendimentos estáveis apesar desses choques climáticos&#8221;, destacou Alan Grien, líder global de originação responsável da companhia.</p></blockquote>
<p>Para ele, a verdadeira virada de chave acontece quando o agricultor percebe o valor agronômico e econômico da mudança na sua rotina.</p>
<blockquote><p>“Onde você realmente mede o sucesso é quando chega a uma posição em que os agricultores vão continuar implementando a agricultura regenerativa mesmo diante de subsídios reduzidos ou inexistentes.&#8221;</p></blockquote>
<h3><strong>Engenharia e biologia contra o estresse hídrico</strong></h3>
<p>Além disso, empresas centenárias do setor de máquinas e insumos agrícolas, como o Grupo Jacto, estão desenhando pacotes tecnológicos focados especificamente na segurança do operador e na eficiência contra o estresse hídrico, com forte aplicação na cafeicultura de alta produtividade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos concentrado nossos esforços para desenvolver tecnologia para pequenos e médios produtores. Se 20% dos agricultores do mundo focam nas grandes commodities de grãos, os outros 80% são os responsáveis diretos pela produção de alimentos e pela segurança alimentar — e essa base é fundamental&#8221;</p></blockquote>
<p>Alita Belandi, presidente do conselho do grupo, destaca o papel estratégico dos bioinsumos, como biofertilizantes, bioestimulantes e condicionadores de solo, para acelerar essa recuperação.</p>
<p>O uso de portfólios biológicos específicos melhora o aproveitamento de nutrientes e a resposta da planta à seca, reduzindo a dependência e o peso financeiro de fertilizantes químicos importados na planilha de custos da safra.</p>
<blockquote><p>“Quando falamos em agricultura regenerativa, o estresse hídrico é uma questão chave e o foco básico é aumentar a eficiência para reduzir o consumo de água e de insumos”, disse Alita.</p></blockquote>
<h3><strong>Apoio na transição</strong></h3>
<p>Mudar o modelo de cultivo exige investimentos iniciais e um período de maturação que leva de três a cinco anos.</p>
<p>Para destravar esse nó, o setor debate o uso de mecanismos de fomento e créditos subsidiados (como as estruturas de blended finance), onde fundos de impacto assumem o risco inicial para viabilizar juros mais baratos no banco. Exemplo disso é o Fundo Vale, que já aportou R$ 300 milhões no ecossistema.</p>
<p>Além do dinheiro, o avanço depende de fechar o gap de conhecimento por meio de assessoria técnica independente e plataformas digitais como o CABI BioProtection Portal, dando segurança técnica para o produtor trocar o defensivo convencional pelo biológico. foi o que alertou Ulrich Kuhlmann, cientista-chefe da CABI.</p>
<blockquote><p>“Os agricultores precisam estar confiantes de que essas alternativas trarão resultados confiáveis sob as condições específicas em que trabalham. No final das contas, os produtores são seres humanos e pensam em renda. Só vamos conquistá-los quando tivermos casos de uso robustos e validados localmente”, concluiu.</p></blockquote>
<h3><strong>Saiba mais</strong></h3>
<p><strong>O que é agricultura regenerativa?</strong></p>
<p>Ao contrário do modelo convencional que foca apenas na nutrição química da planta, a agricultura regenerativa é um sistema de produção que prioriza a saúde e a restauração biológica do solo. O objetivo é recuperar a biodiversidade da terra através de práticas como o uso de bioinsumos, rotação de culturas e plantas de cobertura. Para o produtor, o resultado prático se traduz em um solo que retém mais água e nutrientes, reduzindo os custos com fertilizantes sintéticos e tornando a lavoura muito mais resistente a extremos climáticos, como secas e veranicos.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-agricultura-regenerativa-protege-a-rentabilidade-do-campo-contra-a-seca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rei Charles III recebe comitiva da COP30 para discutir ações práticas contra a crise climática</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rei-charles-iii-recebe-comitiva-da-cop30-para-discutir-acoes-praticas-contra-a-crise-climatica/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rei-charles-iii-recebe-comitiva-da-cop30-para-discutir-acoes-praticas-contra-a-crise-climatica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:17:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda de Ação]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[London Climate Action Week]]></category>
		<category><![CDATA[Rei Charles III]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43313</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/cop30_charles-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, participou de uma mesa-redonda e recepção com o rei Charles III no Palácio de Buckingham durante a London Climate Action Week. O diálogo buscou alinhar os setores público e privado, a ciência e a sociedade civil para acelerar soluções práticas que vão além das negociações formais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/cop30_charles-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, participou de uma mesa-redonda e recepção com o rei Charles III no Palácio de Buckingham durante a London Climate Action Week.</em></li>
<li><em> O diálogo buscou alinhar os setores público e privado, a ciência e a sociedade civil para acelerar soluções práticas que vão além das negociações formais da ONU.</em></li>
<li><em>O evento reuniu nomes influentes da política e do ativismo global, como Al Gore, John Kerry, Mary Robinson e Simon Stiell (secretário da UNFCCC), além de celebridades do cinema como Theo James e Benedict Cumberbatch.</em></li>
<li><em>A Presidência da COP30 e os Campeões de Alto Nível reestruturaram a agenda climática em seis eixos temáticos, visando dar respostas mais rápidas de mitigação e adaptação para o clima no prazo de cinco anos.</em></li>
</ul>
<p>Diretamente dos salões do Palácio de Buckingham, o relógio climático global ganhou um ritmo mais acelerado. Em meio a uma onda de calor histórica em Londres, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, uniu-se ao Rei Charles III e a uma comitiva de peso — de astros de Hollywood a ex-vice-presidentes dos Estados Unidos — para transformar as promessas de gabinete em ações reais na terra.</p>
<p>O encontro de alto nível na London Climate Action Week serviu para selar pactos e desenhar a nova estratégia que vai guiar os próximos cinco anos de combate à crise climática global.</p>
<p>O foco central da reunião foi a reestruturação da Agenda de Ação, agora dividida em seis eixos práticos para dar velocidade a projetos de energia limpa, agricultura e conservação. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, enfatizou a importância do momento:</p>
<blockquote><p>“A mesa-redonda foi uma oportunidade extraordinária para debater os próximos passos após o estabelecimento da nova estrutura da Agenda de Ação na COP30, que orientará os trabalhos pelos próximos cinco anos. O fato de a discussão ter ocorrido em meio a esta onda de calor em Londres reforça a convicção de que precisamos agir com urgência e de que a estrutura da Agenda de Ação é exatamente o que precisamos neste momento para avançar na implementação.”</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rei-charles-iii-recebe-comitiva-da-cop30-para-discutir-acoes-praticas-contra-a-crise-climatica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Calor extremo causou 120 mil mortes no Brasil em 20 anos, diz estudo inédito</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/calor-extremo-causou-120-mil-mortes-no-brasil-em-20-anos-diz-estudo-inedito/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/calor-extremo-causou-120-mil-mortes-no-brasil-em-20-anos-diz-estudo-inedito/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal da Bahia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43292</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/calor3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O calor extremo foi responsável por cerca de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019, o que equivale a 0,6% da mortalidade total do período (excluindo acidentes e violência), segundo estudo da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pessoas com 65 anos ou mais somam mais de 97 mil dos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/calor3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O calor extremo foi responsável por cerca de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019, o que equivale a 0,6% da mortalidade total do período (excluindo acidentes e violência), segundo estudo da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).</em></li>
<li><em>Pessoas com 65 anos ou mais somam mais de 97 mil dos óbitos (cerca de 80% do total atribuído ao calor), devido à maior prevalência de doenças crônicas e menor capacidade de regulação térmica do corpo.</em></li>
<li><em> Entre as mortes causadas pelo calor, destacam-se as doenças cardiovasculares (34 mil mortes) e respiratórias (24 mil mortes).</em></li>
<li><em>Registrou-se ainda aumento de internações por problemas respiratórios (como pneumonia) e renais (insuficiência renal por desidratação) na população geral e idosos.</em></li>
<li><em>O calor extremo gerou uma alta expressiva de internações por gastroenterites (diarreias), ligadas à desidratação e à menor conservação de água e alimentos em crianças (menores de 10 anos): </em></li>
<li><em>O aumento do calor não é uniforme. O Norte e o Centro-Oeste registram ondas de calor mais longas e frequentes, enquanto o Sul e o Sudeste sofrem com picos de temperatura mais intensos em relação à sua média normal.</em></li>
<li><em>O relatório reforça a urgência de criar sistemas de alerta em municípios, adaptar os hospitais do SUS e investir em infraestrutura verde (como o programa federal Cidades Verdes Resilientes e arborização urbana) para resfriar as cidades e proteger vidas.</em></li>
</ul>
<p>O clima no Brasil mudou e o preço dessa transformação está sendo pago em vidas humanas. Um estudo inédito lançado na semana passada pela Fiocruz e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) revelou que, entre os anos de 2000 e 2019, o calor extremo foi o responsável direto por cerca de 120 mil mortes no País. Isso representa 0,6% da mortalidade total do Brasil (excluindo causas externas como acidentes e violência)</p>
<p>O relatório &#8220;Saúde e ondas de calor do Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS&#8221; mostra como o aquecimento global deixou de ser uma ameaça futura para se tornar uma crise de saúde pública imediata, que exige uma reformulação urgente das nossas cidades e do sistema de saúde.</p>
<p>Coordenada pelos projetos Ciência&amp;Clima e ProAdapta, a pesquisa cruzou dados de 5.566 municípios e revelou um aumento consistente na frequência e na intensidade das ondas de calor.</p>
<blockquote><p>“A inovação deste estudo está em integrar, em escala nacional, a caracterização das ondas de calor considerando frequência, intensidade e duração com uma análise detalhada de seus impactos sobre internações hospitalares e mortalidade. De modo geral, o trabalho reforça evidências já descritas na literatura, mas avança em análises mais detalhadas sobre os impactos do calor extremo na saúde da população brasileira”, destaca a pesquisadora Beatriz Oliveira, da Fiocruz, responsável por conduzir o estudo.</p></blockquote>
<h3>Variações por região</h3>
<p>A maioria dos municípios brasileiros apresentou uma tendência de aumento na frequência e na intensidade das ondas de calor ao longo das duas décadas estudadas. Contudo, a análise sinaliza que a exposição às ondas de calor não ocorre de modo homogêneo no território nacional. Há variações de frequência, duração e intensidade entre as sete zonas climáticas do País, que foram adotadas neste estudo por sua maior sensibilidade de captar a relação entre saúde e os eventos de ondas de calor.</p>
<p>As regiões Norte e Centro-Oeste enfrentam eventos mais longos e frequentes, enquanto o Sul e o Sudeste sofrem com os picos de temperatura mais intensos em relação às suas médias históricas.</p>
<p>A análise mostra que a sobrecarga térmica deprime o sistema cardiorrespiratório e desidrata o organismo, gerando uma reação em cadeia que lota os hospitais do SUS e, nos casos mais graves, leva ao óbito antes mesmo do atendimento médico.</p>
<p>Diante desse cenário, ministérios e cientistas reforçam que a adaptação urbana é uma questão de sobrevivência. Iniciativas como o programa Cidades Verdes Resilientes e o Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento tentam correr contra o tempo para arborizar áreas urbanas e criar estratégias baseadas na natureza.</p>
<p>Para os especialistas, tratar o clima como pauta de saúde e integrar dados meteorológicos à vigilância epidemiológica municipal são os passos fundamentais para proteger a população e evitar que o SUS entre em colapso nos próximos verões.</p>
<p>Os grupos mais vulneráveis, de acordo com o relatório, são:</p>
<ul>
<li>Idosos (65 anos ou mais): Foram as maiores vítimas, concentrando mais de 97 mil mortes (cerca de 80% do total de óbitos causados pelo calor), devido à menor capacidade de termorregulação e à presença de doenças crônicas.</li>
<li>Crianças (menores de 10 anos): Apresentaram forte alta em internações por gastroenterites (diarreias) em todas as regiões, desencadeadas por desidratação e pela deterioração da qualidade da água e alimentos no calor.</li>
</ul>
<p>As doenças cardiovasculares (34 mil mortes) e respiratórias (24 mil mortes) lideram as causas de óbito. No SUS, também houve aumento expressivo de internações por problemas geniturinários (como insuficiência renal devido à desidratação).</p>
<p><em>Fonte: Agência Fiocruz de Notícias</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/calor-extremo-causou-120-mil-mortes-no-brasil-em-20-anos-diz-estudo-inedito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Próxima década será de seca severa e calor acima da média na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/proxima-decada-sera-de-seca-severa-e-calor-acima-da-media-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/proxima-decada-sera-de-seca-severa-e-calor-acima-da-media-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43044</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  Relatório da OMM e do Met Office aponta 91% de chance de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa. A Amazônia terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="3,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> Relatório da <strong>OMM e do Met Office</strong> aponta <b data-path-to-node="3,0,0" data-index-in-node="64">91% de chance</b> de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa.</em></li>
<li><em><b data-path-to-node="3,1,0" data-index-in-node="0">A Amazônia</b> terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda mais severos, elevando o risco de incêndios e prejudicando a absorção de carbono.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em><b data-path-to-node="3,2,0" data-index-in-node="0">No Pará, </b>a estiagem pode afetar a navegação em rios (isolando comunidades tradicionais), gerar perdas na agropecuária por falta de água e piorar a qualidade do ar devido às queimadas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Especialistas cobram políticas imediatas de <strong>adaptação,</strong> focadas no <strong>combate ao desmatamento</strong>, <strong>prevenção ao fogo</strong> e <strong>gestão hídrica</strong> para proteger os 30 milhões de habitantes da região.</em></p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>A temperatura média global deve permanecer em níveis historicamente elevados pelos próximos cinco anos, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, como a Amazônia, por pelo menos, dez anos.</p>
<p>O alerta é da <strong>Organização Meteorológica Mundial</strong> (<strong>OMM</strong>) e do <strong>Met Office</strong>, serviço meteorológico do Reino Unido, que divulgaram uma nova projeção <a href="https://library.wmo.int/records/item/69882-wmo-global-annual-to-decadal-climate-update" target="_blank" rel="noopener">apontando que o <strong>aquecimento global</strong> seguirá avançando ao longo desta década</a>.</p>
<p>Segundo o relatório, há 91% de probabilidade do planeta ultrapassar a marca de <strong>1,5°C de aquecimento</strong> entre os anos de <strong>2026 e 2030.</strong> Os cientistas apontam ainda uma chance de 75% de que os próximos cinco anos também fiquem acima dessa marca, ultrapassando o limite de <strong>1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.</strong></p>
<p>As projeções indicam que cada ano entre 2026 e 2030 deverá registrar temperaturas entre 1,3°C e 1,9°C acima da média observada entre 1850 e 1900.</p>
<p>Outro alerta preocupante aponta 86% de probabilidade de que um novo recorde anual de temperatura global seja estabelecido antes do fim desta década.</p>
<p>Em entrevista a Reuters, a cientista Melissa Seabrook, do Met Office comenta que ultrapassar temporariamente o patamar definido no Acordo de Paris não significa que ele tenha fracassado, já que o limite de 1,5°C se refere a uma média de longo prazo. Entretanto, os resultados mostram que o mundo está cada vez mais próximo de ultrapassar esse patamar de forma permanente.</p>
<blockquote><p>“A ciência é muito clara ao mostrar que a janela para manter a temperatura média global em 1,5°C está se fechando rapidamente”, diz a pesquisadora.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia sob pressão</strong></h3>
<p>Entre as regiões que mais preocupam os pesquisadores está a <strong>Amazônia</strong>, pois os modelos climáticos projetam temperaturas acima da média em praticamente toda a floresta tropical nos próximos anos, com aquecimento ainda mais intenso do que o previsto.</p>
<p>As previsões para o período entre <strong>2026 e 2035</strong> mostram que a <strong>Amazônia</strong> poderá registrar elevações de temperatura superiores às observadas em outras regiões tropicais do planeta. Além disso, os modelos indicam uma tendência de redução das chuvas em parte significativa da floresta.</p>
<p>Para o intervalo entre maio e setembro de 2026 a 2030, que coincidem com meses tradicionalmente mais secos em grande parte da <strong>Amazônia brasileira</strong>, os cientistas identificaram uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média.</p>
<p>O cenário também aparece nas projeções para a próxima década, que indicam menos chuva sobre a região quando comparadas às projeções climáticas convencionais.</p>
<p>A combinação entre calor mais intenso e redução das precipitações aumenta o risco de<strong> secas prolongadas</strong>, <strong>incêndios florestais</strong> e <strong>perda de biodiversidade</strong>. Todos esse ingredientes podem comprometer a capacidade da floresta de armazenar carbono, um dos serviços ambientais mais importantes para a regulação do clima global.</p>
<h3><strong>Pará em alerta</strong></h3>
<p>No <strong>Pará</strong>, os impactos podem ser sentidos de forma severa em diferentes setores. Por um lado, a <strong>redução das chuvas</strong> tende a afetar os rios que sustentam a mobilidade de milhares de <strong>comunidades ribeirinhas</strong>, <strong>indígenas</strong> e <strong>quilombolas</strong>.</p>
<p>Episódios recentes de <strong>seca extrema</strong> já provocaram dificuldades no transporte fluvial, interrupções no abastecimento de água e prejuízos à pesca artesanal em diversas regiões do estado.</p>
<p>O <strong>setor agropecuário</strong> também pode enfrentar desafios maiores, já que essas temperaturas elevadas aumentam a evaporação da água do solo e elevam a <strong>demanda hídrica das culturas agrícola</strong>s, enquanto períodos mais longos de estiagem ampliam os riscos de <strong>perdas de produtividade</strong>.</p>
<p>Outra preocupação está relacionada ao aumento da ocorrência de <strong>queimadas</strong>. Em anos de <strong>seca severa</strong>, a vegetação torna-se mais vulnerável ao fogo, favorecendo a propagação de <strong>incêndios florestais</strong> que liberam grandes quantidades de <strong>gases de efeito estufa</strong> e afetam diretamente a <strong>qualidade do ar</strong>.</p>
<h3><strong>Adaptação climática urgente</strong></h3>
<p>O relatório da <strong>OMM</strong> reforça que o aquecimento global continuará sendo impulsionado principalmente pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Mesmo com oscilações naturais do clima, como os fenômenos <strong>El Niño</strong> e<strong> La Niña,</strong> a tendência de longo prazo permanece de aumento das temperaturas.</p>
<p>Por isso, os especialistas defendem a ampliação das políticas de adaptação climática, especialmente em regiões vulneráveis como a <strong>Amazônia. </strong></p>
<p>Entre as medidas consideradas estratégicas estão o fortalecimento da <strong>gestão dos recursos hídricos</strong>, a <strong>prevenção de incêndios florestais,</strong> a <strong>proteção dos territórios tradicionais</strong> e o <strong>combate ao desmatamento.</strong></p>
<p>As projeções indicam que a floresta enfrentará um ambiente mais quente e potencialmente mais seco na próxima década, tornando ainda mais urgente a adoção de ações capazes de reduzir sua vulnerabilidade e preservar a vida de mais de 30 milhões de pessoas, além de incontáveis espécies da fauna e flora.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-funcao-do-el-nino-stf-cobra-plano-contra-incendios-na-amazonia-e-no-pantanal/" target="_blank" rel="noopener">Em função do El Niño, STF cobra plano contra incêndios na Amazônia e no Pantanal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/comunidade-recebe-mutirao-de-reflorestamento-para-driblar-avanco-de-queimadas/" target="_blank" rel="noopener">Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-preventivo-tenta-blindar-rios-da-amazonia-contra-nova-seca-em-2026/" target="_blank" rel="noopener">Plano preventivo tenta blindar rios da Amazônia contra nova seca em 2026</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/proxima-decada-sera-de-seca-severa-e-calor-acima-da-media-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Soma de desmatamento e crise climática é bomba-relógio para Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/soma-de-desmatamento-e-crise-climatica-e-bomba-relogio-para-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/soma-de-desmatamento-e-crise-climatica-e-bomba-relogio-para-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[savanização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=42528</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pegue duas taxas atuais. A primeira, do aquecimento global, que resultou em temperaturas 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais nos últimos três anos. A segunda, de desmatamento de toda a Amazônia – incluindo aí os nove países que a compõem -, que já suprimiu ao menos 17% de sua vegetação. Junte as duas taxas numa mesma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pegue duas taxas atuais. A primeira, do aquecimento global, que resultou em temperaturas 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais nos últimos três anos. A segunda, de desmatamento de toda a Amazônia – incluindo aí os nove países que a compõem -, que já suprimiu ao menos 17% de sua vegetação. Junte as duas taxas numa mesma equação. O resultado? A possibilidade de savanização de cerca de dois terços da floresta (62% a 77%), ainda neste século.</p>
<p>Os dados constam de um estudo feito pelo Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático (PIK), publicado nesta quarta-feira, 6, pela revista Nature.</p>
<p>O estudo juntou duas variáveis que costumavam ser medidas em separado: a taxa de desmatamento da Amazônia e a taxa de aquecimento do planeta, resultando num modelo de previsão mais próximo da realidade.</p>
<blockquote><p>“Estamos vendo efeitos combinados”,  explicou a matemática Marina Hirota, da Universidade Federal de Santa Catarina, que integrou a equipe do estudo. “Juntando as taxas, você chega a modelos preditivos mais complexos, em que uma variável influencia a outra, num efeito em cascata.”</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">Exemplo real: o desmatamento no Brasil, aliado ao aumento da emissão de carbono nos Estados Unidos, pode levar a um enfraquecimento da floresta na Bolívia. “É uma conta em que 2 mais 2 não resultam necessariamente em 4”, diz Hirota.</p>
<h3>Com e sem desmate</h3>
<p>O estudo prevê cenários com e sem a variável do desmatamento, apenas para deixar claro como ela importa. Num hipotético cenário sem desmate, a temperatura mundial precisaria aumentar entre 3,7ºC  e 4ºC para que a Amazônia atingisse um ponto de não retorno – momento em que a vegetação não consegue mais recuperar por conta própria, levando a uma progressiva savanização que poderia se estender por uma área entre 62% e 77% da floresta.</p>
<p>Mas este cenário, de desmatamento zero, ainda não existe. Com a variável do desmatamento em jogo, a temperatura só precisa aumentar entre 1,5ºC e 1,9ºC para chegar ao mesmo resultado.</p>
<p>Sendo mais claro: hoje a Amazônia já perdeu entre 17 e 18% de sua vegetação original. Se a taxa de desmatamento se mantiver constante, o percentual de supressão tende a subir para 22 a 28% da área. Neste caso, o mundo só precisará aquecer entre 1,5ºC e 1,9ºC para que o ponto de não retorno seja atingido – levando então à savanização de até dois terços da floresta.</p>
<blockquote><p>“A gente não se pautou pelo Acordo de Paris, mas emergiram dados bem próximos dele”, explicou Hirota, referindo-se ao aquecimento entre 1,5ºC e 2ºC que o Acordo de Paris estipula como limite para que o mundo não entre em colapso.</p></blockquote>
<p>O estudo também confirma a tese do climatólogo brasileiro Carlos Nobre, segundo a qual a Amazônia atingirá um ponto de não retorno caso perca entre 20% e 25% de sua vegetação.</p>
<h3>Desmatamento zero</h3>
<p>Para calcular o desmatamento, o grupo usou um modelo preditivo do pesquisador Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais , publicado em 2006, também na Nature. Apesar de antigo, o modelo é um dos únicos que faz uma conta para toda a Pan-Amazônia, contabilizando a perda de vegetação não só no Brasil, mas também na Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.</p>
<p>É importante lembrar que houve mudanças na taxa de desmatamento desde então, sobretudo no Brasil, que teve queda radical a partir do primeiro governo Lula, em 2002 (queda essa interrompida durante os anos Temer e Bolsonaro).</p>
<blockquote><p>“Colocamos cenários com variações para mais e para menos”, explicou Hirota. “Mas as variações de governo não foram computadas.”</p></blockquote>
<p>Para o biólogo Bernardo Flores, da Universidade de Santiago de Compostela, que também assina o artigo, o estudo reafirma a importância da luta contra a depredação da Amazônia. “O desmatamento é mais fácil de controlar. O aquecimento não”, explicou.</p>
<blockquote><p>”Já estamos praticamente no valor de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Mesmo controlando as emissões de combustíveis fósseis, o efeito de uma eventual melhora virá a longo prazo. Por isso, o estudo deixa claro que é importante manter a Amazônia bem longe desses 22% de supressão da vegetação. E isso se faz combatendo a grilagem, o fogo e o crime organizado, com muita governança local.”</p></blockquote>
<p>O estudo, que também é assinado pelos pesquisadores Nico Wunderling, Boris Sakschewski, Johan Rockström e Arie Staal, lembra que a savanização da Amazônia comprometeria a segurança hídrica de regiões fundamentais para a agricultura no continente, como o sul do Brasil, a Bolívia, o Paraguai e a bacia do Rio da Prata, na Argentina (além, claro, de ter repercussão no clima mundial).</p>
<blockquote><p>“As promessas dos governos brasileiro e de outros países sul-americanos de acabar completamente com o desmatamento na Amazônia até o final desta década são o passo certo para atender a essa necessidade”, diz o texto, em tom alarmista. “No entanto, não está claro se e em qual extensão elas serão cumpridas.”</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Observatório do Clima</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/soma-de-desmatamento-e-crise-climatica-e-bomba-relogio-para-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil possui abismo entre planejamento e ação no combate à crise climática, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-possui-abismo-entre-planejamento-e-acao-no-combate-a-crise-climatica-diz-estudo/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-possui-abismo-entre-planejamento-e-acao-no-combate-a-crise-climatica-diz-estudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026]]></category>
		<category><![CDATA[combate a crise climática no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas climáticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41730</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260302173520-GC00075086-F00291639-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os impactos da crise climática chegam na sociedade brasileira antes das ações que deveriam combatê-la. É o que aponta o Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026, elaborado pelo Centro Brasil no Clima em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). O levantamento revela um cenário dividido: enquanto o país avança na formulação de políticas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260302173520-GC00075086-F00291639-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os impactos da crise climática chegam na sociedade brasileira antes das ações que deveriam combatê-la. É o que aponta o <a href="https://centrobrasilnoclima.org/wp-content/uploads/2026/03/SUMARIO-EXECUTIVO_ANUARIO-2026-1_compressed-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026</a>, elaborado pelo Centro Brasil no Clima em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). O levantamento revela um cenário dividido: enquanto o país avança na formulação de políticas públicas, os estados ainda encontram dificuldades para implementá-las, o que reduz a capacidade de reação aos eventos climáticos extremos.</p>
<p>A crise vivida em 2024 expôs esse paradoxo nacional para o mundo: ondas de calor prolongadas em algumas regiões, secas severas e incêndios florestais de grandes proporções em outras. Enquanto isso, no meio de tudo, milhares de pessoas precisando de apoio para trabalhar, sobreviver e lidar com os prejuízos.</p>
<p>Para a especialista em Política Climática Subnacional e Legislativo do iCS, Carmynie Xavier, o principal problema do Brasil é o grande intervalo de tempo entre a formalização institucional de políticas públicas e capacidade operacional prática.</p>
<blockquote><p>“O País está se organizando, mas os desastres chegam mais rápido do que a capacidade de resposta”, diz.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia em desalinho</strong></h3>
<p>Em 2024, a Amazônia registrou um aumento de 68% nos incêndios florestais, ao mesmo tempo em que houve uma redução de 32,4% no desmatamento. O desalinho entre os números indica que, embora seja essencial, a preservação da floresta não pode mais ser a única estratégia para enfrentar a crise climática em nível nacional.</p>
<p>Além da extensa área florestal, a Amazônia é um foco importante na investigação de estratégias devido à desigualdade regional. Afinal, sua grande extensão territorial é um desafio logístico histórico. Caso as políticas de enfrentamento não sejam pensadas de acordo com a realidade local, há um grande risco de a eficiência ser comprometida, gerando prejuízos ao meio ambiente e a todos que dependem dele.</p>
<p>O estudo aponta que o fortalecimento da gestão climática nos estados é peça-chave para transformar planejamento em ações concretas, como a implementação de planos de mitigação e a transição para uma economia de baixo carbono. Entre os estados da região Norte, o Pará possui avanços importantes, embora esbarre nos desafios &#8216;clássicos&#8217; da região para implementar soluções devido à grande extensão territorial.</p>
<p>Entre as iniciativas positivas está o <a href="https://www.semas.pa.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/GUIAINFO.pdf" target="_blank" rel="noopener">Plano Amazônia Agora</a>, que aposta na bioeconomia, incentiva a regularização ambiental e estabelece a meta de zerar as emissões líquidas até 2050, assim como a criação de um plano de atuação voltado ao enfrentamento de eventos extremos, como secas e enchentes.</p>
<p>Mais recentemente, um pouco após o período de análise do estudo, o estado também instituiu o <a href="https://www.sedap.pa.gov.br/node/623" target="_blank" rel="noopener">Plano ABC+</a>, voltado à agricultura de baixo carbono, com foco na redução de emissões e no aumento da resiliência dos sistemas produtivos.</p>
<h3>Entraves</h3>
<p>Entre os entraves mais significativos estão a falta de recursos e de estrutura (em relação a outras regiões do Brasil) para implementar essas políticas; a baixa participação de energias renováveis no setor de transportes e o alto índice de queimadas.</p>
<p>Um desafio extra para a região é o setor de transportes, pois a forte dependência de rodovias e combustíveis fósseis, aliada à fiscalização limitada, dificultam a adesão de alternativas mais sustentáveis. Para o estudo, a solução para esta realidade é a atuação coordenada entre poder público, iniciativa privada e organizações socioambientais.</p>
<blockquote><p>“Mudar esse padrão exige mais do que ampliar tecnologias limpas: requer coordenação nacional entre infraestrutura, política industrial e planejamento energético”, diz Carmynie.</p></blockquote>
<p>O levantamento conclui que o principal desalinho não está apenas na formulação de políticas, mas na capacidade de executá-las com eficiência e equidade. A pesquisa expõe que a distância entre teoria e prática compromete o uso adequado de recursos, dificulta o cumprimento de metas climáticas e aprofunda as desigualdades regionais. Tudo isso enquanto a crise se agrava e gera impactos maiores a cada ano, aumentando ainda mais o abismo no enfrentamento à crise.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-possui-abismo-entre-planejamento-e-acao-no-combate-a-crise-climatica-diz-estudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crise climática afeta cacau e deixa chocolates mais caros para a Páscoa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/crise-climatica-afeta-cacau-e-deixa-chocolates-mais-caros-para-a-pascoa/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/crise-climatica-afeta-cacau-e-deixa-chocolates-mais-caros-para-a-pascoa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41748</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/chocolate3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A tradição da Páscoa este ano terá um sabor menos doce e bem mais salgado para o bolso dos brasileiros. O chocolate registrou uma inflação de 24,9% nos últimos 12 meses, impulsionada por uma crise na produção de cacau, segundo informações da Veja. O fenômeno, captado pelo IPCA-15, reflete como eventos climáticos extremos nas principais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/chocolate3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A tradição da Páscoa este ano terá um sabor menos doce e bem mais salgado para o bolso dos brasileiros. O chocolate registrou uma inflação de 24,9% nos últimos 12 meses, impulsionada por uma crise na produção de cacau, segundo informações da Veja. O fenômeno, captado pelo IPCA-15, reflete como eventos climáticos extremos nas principais regiões produtoras do mundo devastaram colheitas e reduziram a oferta da matéria-prima, tornando o tradicional ovo de Páscoa um item de luxo.</p>
<p>O cenário elevou o valor do cacau a patamares históricos no mercado internacional. Com safras prejudicadas por padrões de chuva irregulares e calor intenso, a indústria repassou o custo ao consumidor final, fazendo com que o doce subisse cinco vezes mais do que a média da inflação geral no país.</p>
<p>Para quem planeja as compras, o desafio vai além do orçamento. A alta de quase 25% aponta para uma mudança de comportamento: com o bolso mais apertado devido ao &#8220;imposto climático&#8221;, a tendência é que o consumidor substitua os grandes ovos por barras menores ou produções artesanais.</p>
<p>A Páscoa de 2026 será marcada pela necessidade de pesquisa e criatividade, evidenciando que o desequilíbrio do planeta já impacta diretamente o custo das nossas tradições mais doces.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/crise-climatica-afeta-cacau-e-deixa-chocolates-mais-caros-para-a-pascoa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O &#8220;PIB da Floresta&#8221;: Bioeconomia já movimenta R$ 13,5 bilhões por ano no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/o-pib-da-floresta-bioeconomia-ja-movimenta-r-135-bilhoes-por-ano-no-para/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/o-pib-da-floresta-bioeconomia-ja-movimenta-r-135-bilhoes-por-ano-no-para/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 14:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41623</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/dba6a1aa-e589-4626-ac38-d5230750d473-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça, por um momento, os minérios e as grandes commodities. Existe um &#8216;PIB da floresta em pé&#8217; que já deposita R$ 13,5 bilhões anuais na conta do Pará, movido pela força da mandioca, do açaí e do óleo de andiroba. Mais do que uma cifra impressionante, esse montante — detalhado em estudo inédito da Fapespa — é revelador de uma economia que gera quase vinte centavos de massa salarial para cada real investido, provando que o desenvolvimento sustentável na Amazônia é, antes de tudo, um excelente negócio.</p>
<p>O &#8220;Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará&#8221; mapeou setores essenciais para a economia e a segurança alimentar amazônica. A mandioca lidera o ranking de produção, registrando um Valor Bruto da Produção (VBP) de aproximadamente R$ 7 bilhões. Na sequência, aparecem a pesca e a aquicultura, com R$ 2,7 bilhões, e o açaí, com R$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia, sob coordenação da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração com universidades federais do estado, o relatório acende um alerta sobre gargalos estruturais, especialmente na formalização.</p>
<p>No caso da mandioca, embora o volume financeiro seja bilionário, apenas R$ 10 milhões figuram em registros fiscais oficiais. Isso ocorre porque a maior parte da atividade se concentra em casas de farinha comunitárias, seguindo modelos tradicionais de produção que ainda operam à margem dos sistemas tributários formais.</p>
<h3>Novo paradigma de desenvolvimento</h3>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, os dados são fundamentais para embasar decisões governamentais.</p>
<blockquote><p>“A Rede de Bioeconomia é resultado de uma articulação que transcende a formação de um consórcio de pesquisa, representando uma resposta estruturada à necessidade de construir um novo paradigma de desenvolvimento para a Amazônia, fundamentado em dados robustos e cientificamente validados”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A análise integra-se a políticas como a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), que buscam equilibrar conservação ambiental com incentivo econômico.</p>
<h3>Desigualdade na renda e o poder da organização</h3>
<p>A pesquisa expõe um contraste severo na distribuição de riqueza. Na cadeia da castanha-do-pará, o elo mais vulnerável — os coletores que realizam a extração na floresta — retém apenas 2,9% do valor final do produto, com a maior parte do lucro concentrada na transformação industrial.</p>
<p>Por outro lado, as cadeias de andiroba e copaíba mostram um caminho de emancipação. Graças à organização em associações locais, essas comunidades conseguem reter entre 19% e 31% do valor final.</p>
<p>Segundo Atyliana Dias, diretora da Fapespa, o futuro do setor depende menos da ampliação da extração bruta e mais do &#8220;fortalecimento da organização social, da agregação de valor nos territórios e da proteção das áreas produtivas diante da crise climática&#8221;.</p>
<h3>Multiplicadores Econômicos e Riscos Climáticos</h3>
<p>O investimento no setor demonstra alto retorno social e econômico. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido na bioeconomia gera, em média, R$ 1,13 no PIB estadual, além de R$ 0,19 em massa salarial e R$ 0,06 em impostos indiretos.</p>
<p>Esse impacto é potencializado conforme o produto avança na cadeia: o retorno sobe para R$ 1,27 na industrialização e atinge R$ 1,40 na etapa de comercialização.</p>
<p>Contudo, a vulnerabilidade climática ameaça esses ganhos. Relatos de comunidades em municípios como Marabá, Rondon do Pará, Santarém e Oriximiná indicam perdas em safras de castanha, cupuaçu e açaí, além da destruição de áreas por queimadas.</p>
<p>O relatório recomenda, urgentemente, a criação de mecanismos de fomento adaptados à economia informal e a integração de estratégias de adaptação climática para proteger a renda e a segurança alimentar dessas populações.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/o-pib-da-floresta-bioeconomia-ja-movimenta-r-135-bilhoes-por-ano-no-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Plano Clima: Brasil define estratégia para zerar emissões até 2050</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Clima]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41444</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo federal oficializou nesta segunda-feira o novo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, um guia estratégico que orientará as políticas ambientais do Brasil pelos próximos nove anos. Para este ciclo, a iniciativa dispõe de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis do Fundo Clima, além de R$ 5,9 milhões em verbas não reembolsáveis. Somados aos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo federal oficializou nesta segunda-feira o novo Plano Nacional sobre Mudança do Clima, um guia estratégico que orientará as políticas ambientais do Brasil pelos próximos nove anos. Para este ciclo, a iniciativa dispõe de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis do Fundo Clima, além de R$ 5,9 milhões em verbas não reembolsáveis. Somados aos valores aplicados desde 2023, o montante destinado ao plano já atinge R$ 52,4 bilhões.</p>
<p>O documento preenche uma lacuna de 17 anos e substitui a primeira versão de 2008, consolidando-se como o guia para a execução da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).</p>
<p data-path-to-node="10">Resultado de três anos de trabalho coordenado pela Casa Civil, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e   Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o projeto envolveu 25 ministérios.</p>
<p>O plano traça o caminho para o cumprimento da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) sob o Acordo de Paris, em que o Brasil se compromete a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas até 2035 (em relação a 2005) e atingir a neutralidade climática em 2050.</p>
<p>Durante o lançamento no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou que o mundo vive uma &#8220;situação gravíssima de emergência climática&#8221; e o Plano Clima é a principal estratégia do governo para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que o País já enfrenta.</p>
<p>Segundo a ministra, o plano deixa de ser apenas um projeto para se tornar uma ação intensificada “com todas essas estratégias, metas e responsabilidades para todos os setores da economia&#8221;.</p>
<blockquote><p>“Com o Plano Clima, colocamos as pessoas no centro da política de enfrentamento à mudança do clima. Reduzir emissões de gases-estufa, os grandes responsáveis pelo aquecimento global, e construir a resiliência das cidades e ecossistemas naturais aos seus impactos significa proteger a vida de quem já sofre com as chuvas, as secas e as ondas de calor extremas que a emergência climática torna mais intensas e frequentes. Os desastres provocados por esses eventos, como as recentes enchentes e deslizamentos em Juiz de Fora e os incêndios que impactaram todo o País em 2024, destroem infraestruturas, prejudicam a economia e tiram vidas”, destacou Marina Silva.</p></blockquote>
<p>Para o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a atualização do Plano Clima é um marco na história recente da política brasileira, com o potencial de reorganizar a economia nacional.</p>
<blockquote><p>&#8220;O documento apresenta o potencial de reorganizar a nossa economia, já que reflete a oportunidade de colocar o Brasil como fornecedor global de serviços e produtos de baixo carbono. É um convite para o País repensar seu modelo de desenvolvimento, fortalecendo o mercado interno, a bioeconomia, e criando empregos a partir de uma transição justa”, avalia André Guimarães, diretor executivo do IPAM.</p></blockquote>
<p>O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o projeto posiciona o Brasil como líder global na agenda ambiental, servindo como um &#8220;chamado à ação&#8221; para o setor privado e a sociedade civil. Já a ministra Luciana Santos (MCTI) reforçou que a estratégia não é reativa, mas baseada em inteligência de dados e tecnologia para antecipar desastres.</p>
<blockquote><p>“Não se faz política ambiental sem evidências científicas. O Plano Clima consolida a ciência como base [&#8230;] Não estamos apenas reagindo aos desastres, estamos antecipando soluções.”</p></blockquote>
<h3>Estrutura detalhada: Mitigação e Adaptação</h3>
<p>O plano organiza-se em três eixos, com estratégias que já haviam sido aprovadas em dezembro de 2025:</p>
<ul>
<li><strong>Mitigação</strong> (8 Planos Setoriais): Foca na redução de gases de efeito estufa em áreas estratégicas para manter o crescimento econômico e o bem-estar.</li>
<li><strong>Adaptação</strong> (16 Planos Setoriais e Temáticos): Inclui Agricultura, Biodiversidade, Cidades, Indústria, Energia, Transportes, Saúde, Segurança Alimentar, entre outros. Também contempla políticas específicas para Povos Indígenas, Comunidades Tradicionais, Igualdade Racial e o combate ao racismo.</li>
<li><strong>Estratégias Transversais</strong>: Aborda educação, transição justa, financiamento climático e a agenda de mulheres e clima, para ampliar a participação feminina na área.</li>
</ul>
<p>Ao todo, o governo estabeleceu 312 metas setoriais a serem executadas por meio de mais de 800 ações.</p>
<h3>Construção Coletiva e Monitoramento</h3>
<p>A elaboração durou três anos e contou com uma mobilização social massiva:</p>
<ul>
<li>24 mil participantes em oficinas e plenárias territoriais.</li>
<li>1.292 propostas geradas pelo Plano Clima Participativo.</li>
<li>104 propostas consolidadas na 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente.</li>
</ul>
<h3>Consultas públicas constantes</h3>
<p>O governo definiu que o Plano Clima será um instrumento vivo e deve ser “continuamente aprimorado”. A estrutura prevê avaliações a cada dois anos e revisões completas a cada quatro anos. De acordo com o MMA, “esse processo permitirá acompanhar sua implementação e corrigir rotas, se necessário, garantindo que o Plano Clima permaneça alinhado aos desafios da agenda climática global e às necessidades de desenvolvimento do país”.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sistema de Saúde na Amazônia precisa se adaptar às mudanças do clima</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-de-saude-na-amazonia-precisa-se-adaptar-as-mudancas-do-clima/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-de-saude-na-amazonia-precisa-se-adaptar-as-mudancas-do-clima/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 13:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde na Amazônia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=40362</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar. Em um artigo publicado na revista British Medical Journal, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar.</p>
<p>Em um artigo publicado na revista<a href="https://www.bmj.com/content/391/bmj.r1925" target="_blank" rel="noopener"> British Medical Journal</a>, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil propõem que este &#8216;novo modelo&#8217; leve em consideração os saberes tradicionais e as necessidades específicas das comunidades locais.</p>
<p>O estudo aproveita a elaboração do plano nacional de saúde e clima pelo Ministério da Saúde durante a COP30 para sugerir que o Sistema Único de Saúde (SUS) crie indicadores sensíveis às particularidades locais e que valorizem as práticas de cuidado adaptadas ao território amazônico.</p>
<blockquote><p>“O setor de Saúde entrou tardiamente no debate sobre a emergência climática e, em particular, no tema da adaptação. No entanto, ele deveria ser protagonista, visto que os eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e tornados, têm se intensificado e afetado cada vez mais pessoas”, afirma Gabriela Di Giulio, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e uma das autoras do artigo em entrevista à Agência Fapesp.</p></blockquote>
<p>Leandro Giatti, também professor da FSP-USP e um dos autores do artigo, afirma que as condições de vida da população se agravaram com a seca, gerando aumento de doenças transmissíveis, fome, entre outros problemas que devem entrar no radar das políticas em saúde para buscar adaptações para enfrentamento.</p>
<blockquote><p>“O rio é o principal meio de transporte que permite o acesso à saúde, mas existe uma imprevisibilidade nisso que foge do convencional. Nas duas últimas secas, em 2023 e 2024, por exemplo, comunidades inteiras ficaram isoladas. O rio secou. Portanto não tinham acesso à saúde, não tinham posto de saúde, a equipe de saúde não conseguia chegar às áreas afetadas”, explica Leandro.</p></blockquote>
<p>Segundo os autores, para reimaginar a saúde na Amazônia é necessário fortalecer estratégias que integrem saberes tradicionais, científicos e políticos. Uma das sugestões envolve a integração dos saberes indígenas e científicos.</p>
<blockquote><p>“É fundamental valorizar os conhecimentos tradicionais sobre alimentação e as práticas dietéticas para conter a disseminação dos alimentos ultraprocessados. Em algumas regiões, o sistema público de saúde já adota essa abordagem híbrida. Um exemplo importante é o trabalho das parteiras, que combinam práticas biomédicas e ancestrais para oferecer cuidados em territórios vastos e de difícil acesso&#8221;, diz o artigo.</p></blockquote>
<p>A proposta do grupo lista um modelo de adaptação orgânica que considera os rios e a floresta como participantes ativos desses processos e os povos tradicionais como guardiões de conhecimentos necessários para a sobrevivência em meio a crise climática.</p>
<p>A equipe de autores aponta que os povos tradicionais possuem uma visão de saúde que integra aspectos espirituais, sociais e ambientais. Logo, doenças como malária e COVID-19 vão além de questões biológicas para essas lideranças, mas manifestações de desequilíbrios provocados por ações humanas, agressões à natureza e locais sagrados.</p>
<p>Logo, o grupo reforça que cumprir acordos ambientais e repensar a assistência em saúde garante a preservação da sociobiodiversidade amazônica, visto que a integração entre povo e natureza é fundamental para minimizar o sofrimento social provocado pela emergência climática.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-de-saude-na-amazonia-precisa-se-adaptar-as-mudancas-do-clima/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-07-31 02:04:34 by W3 Total Cache
-->