<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>APA Triunfo do Xingu &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/apa-triunfo-do-xingu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Fri, 28 Aug 2026 12:49:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>APA Triunfo do Xingu &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Terras indígenas respondem por apenas 1,7% do desmatamento da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terras-indigenas-respondem-por-apenas-17-do-desmatamento-da-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terras-indigenas-respondem-por-apenas-17-do-desmatamento-da-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:49:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[terra indígenas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43784</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/terra-indigena4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo As Terras Indígenas representam 23% da Amazônia, mas concentraram apenas 1,7% (46,96 km²) do desmatamento total, segundo levantamento do Imazon. Quase 60% desses territórios registraram desmatamento zero. O desmatamento na Amazônia caiu 23% no calendário de monitoramento (agosto de 2025 a julho de 2026), atingindo o menor patamar dos últimos 11 anos, com 2.702 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/terra-indigena4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>As Terras Indígenas representam 23% da Amazônia, mas concentraram apenas 1,7% (46,96 km²) do desmatamento total, segundo levantamento do Imazon. Quase 60% desses territórios registraram desmatamento zero.</em></li>
<li><em>O desmatamento na Amazônia caiu 23% no calendário de monitoramento (agosto de 2025 a julho de 2026), atingindo o menor patamar dos últimos 11 anos, com 2.702 km² destruídos.</em></li>
<li><em>As Unidades de Conservação responderam por 9% da área desmatada (239,76 km²), tendo 63% de suas áreas sem registro de derrubada. No entanto, a APA Triunfo do Xingu (PA) concentrou 38% de toda a destruição desse grupo.</em></li>
<li><em>Entre os estados, Pará (-30%), Mato Grosso (-24%) e Amazonas (-31%) registraram redução na perda de floresta, enquanto Roraima (+30%) e Maranhão (+17%) apresentaram alta. </em></li>
<li><em>Os danos provocados por fogo e extração de madeira recuaram 93%, caindo de 35.229 km² no período anterior para 2.577 km² no atual.</em></li>
<li><em>Proteger esses territórios é fundamental não apenas para a preservação ambiental, mas também para manter o regime de chuvas em todo o País.</em></li>
</ul>
<p>Enquanto o desmatamento avança sobre pastagens e áreas já abertas na Amazônia, as terras indígenas seguem funcionando como uma barreira eficaz contra a derrubada da floresta. Levantamento do Imazon (O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) mostra que, dos 2.702 km² desmatados na região entre agosto de 2025 e julho de 2026, apenas 46,96 km² — ou 1,7% do total — ocorreram dentro de territórios indígenas, mesmo esses territórios ocupando 23% de toda a Amazônia.</p>
<p>Quase 60% desses territórios tiveram desmatamento zero no período, e, entre os 40% que registraram alguma derrubada, apenas 11 passaram de 1 km² desmatado — o equivalente a cerca de 100 campos de futebol. A Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará, teve o maior número entre elas, com 4,44 km².</p>
<p>O período avaliado corresponde ao chamado &#8220;calendário do desmatamento&#8221;, usado pelos sistemas de monitoramento da Amazônia, que vai de agosto a julho. Em relação ao calendário anterior, quando 3.503 km² de floresta foram destruídos, a devastação caiu 23% — a menor área desmatada em 11 anos, ou seja, na última década. A retração foi puxada, em boa parte, pelas terras indígenas.</p>
<p>As unidades de conservação também mostraram resultado positivo, embora menos expressivo: tiveram 239,76 km² de desmatamento no período, 9% do total da Amazônia, com 63% dos territórios sem nenhuma derrubada registrada. Mas a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, chama atenção pelo lado oposto — sozinha, ela concentrou 38% de todo o desmatamento identificado nesse tipo de território na Amazônia, com 90,87 km² derrubados.</p>
<blockquote><p>“Esses novos dados só reforçam o papel das terras indígenas e das unidades de conservação como barreiras para o avanço do desmatamento da Amazônia e, consequentemente, a manutenção das chuvas em todo o país. Por isso, é fundamental reconhecer e valorizar a importância desses territórios para a conservação da Amazônia e para a proteção dos serviços ambientais que beneficiam todo o país”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>Segundo a pesquisadora do Imazon Raíssa Ferreira, o problema na APA Triunfo do Xingu não é novo: a unidade está entre as mais afetadas pela perda de vegetação nativa há anos.</p>
<blockquote><p> “Situações como essa exigem tanto esforços para evitar que novas áreas de floresta sejam desmatadas quando para restaurar as áreas destruídas”, comenta Raíssa.</p></blockquote>
<h3>Pará segue no topo, mas reduz desmatamento</h3>
<p>Entre os estados, Pará, Mato Grosso e Amazonas concentraram 70% de toda a derrubada registrada na Amazônia no período — posição que essas unidades costumam alternar entre si justamente por terem os maiores territórios da região, segundo a pesquisadora do Imazon Manoela Athaide.</p>
<blockquote><p>&#8220;Governos precisam investir em ações constantes e efetivas de fiscalização nesses territórios mais pressionados e punir  os responsáveis pelo desmatamento ilegal “, explica Manoela.</p></blockquote>
<p>Ainda assim, o Pará registrou queda de 30% no desmatamento em relação ao calendário anterior, passando de 1.171 km² para 818 km². Mato Grosso caiu 24% (de 745 km² para 565 km²) e Amazonas, 31% (de 721 km² para 495 km²). Roraima foi na direção contrária, com alta de 30% (de 201 km² para 262 km²), assim como o Maranhão, que subiu 17% (de 104 km² para 122 km²).</p>
<p>Apenas em julho, porém, o desmatamento na Amazônia somou 445 km², um aumento de 26% em comparação com julho de 2025 — mesmo assim, o menor volume para o mês em dez anos, considerando o período entre 2015 e 2024.</p>
<h3>Degradação florestal cai 93%</h3>
<p>Diferente do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação florestal — dano causado por fogo e extração madeireira, sem eliminação total da mata — teve queda ainda mais expressiva: 93%. No calendário anterior (agosto de 2024 a julho de 2025), marcado por recordes de incêndios, a área degradada chegou a 35.229 km². No último calendário, esse número caiu para 2.577 km², a menor cifra desde 2023.</p>
<p>Somente em julho, a degradação recuou de 502 km² em 2025 para 107 km² em 2026 — uma queda de 79% na comparação mensal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terras-indigenas-respondem-por-apenas-17-do-desmatamento-da-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>APA Triunfo do Xingu lidera pressão por desmatamento pelo quinto ano consecutivo na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-lidera-pressao-por-desmatamento-pelo-quinto-ano-consecutivo-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-lidera-pressao-por-desmatamento-pelo-quinto-ano-consecutivo-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 14:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Baú]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=43579</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo APA Triunfo do Xingu, no Pará, liderou a pressão por desmatamento na Amazônia no segundo trimestre de 2026 (abril a junho), mantendo a primeira posição do período pelo quinto ano consecutivo. O Pará reuniu o maior número de unidades de conservação sob pressão (4 áreas) e ameaça (5 áreas) no 2º trimestre de 2026, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>APA Triunfo do Xingu, no Pará, liderou a pressão por desmatamento na Amazônia no segundo trimestre de 2026 (abril a junho), mantendo a primeira posição do período pelo quinto ano consecutivo.</em></li>
<li><em>O Pará reuniu o maior número de unidades de conservação sob pressão (4 áreas) e ameaça (5 áreas) no 2º trimestre de 2026, seguido por Acre e Mato Grosso.</em></li>
<li><em>Já Resex Chico Mendes (AC) ocupou o primeiro lugar entre as áreas mais ameaçadas (desmatamento no entorno) e o segundo entre as mais pressionadas (desmatamento interno), exigindo atenção dobrada.</em></li>
<li><em>Entre as Terras Indígenas (TIs) mais afetada, a TI Yanomami (AM/RR) e o Parque Indígena do Xingu (MT) lideraram os alertas de pressão. O Amazonas foi o estado com mais TIs pressionadas.</em></li>
<li><em>A TI Baú (PA) e a TI Araribóia (MA) lideraram a lista de territórios com mais desmatamento avançando em seu entorno (raio de 10 km).</em></li>
<li><em>Pesquisadores do Imazon alertam que a pressão contínua gera degradação ambiental, perda de biodiversidade e ameaça a segurança e o modo de vida de populações tradicionais e indígenas.</em></li>
<li><em>O estudo mapeia a Amazônia Legal em células de 10×10 km para diferenciar áreas sob pressão (desmatamento dentro dos limites) e sob ameaça (desmatamento no entorno de até 10 km).</em></li>
</ul>
<p>A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, foi a unidade de conservação mais pressionada pelo desmatamento na Amazônia no segundo trimestre do ano, entre abril e junho de 2026. A unidade de conservação estadual, localizada nos municípios de São Félix do Xingu e Altamira, ocupa a primeira posição no período há cinco anos consecutivos.</p>
<p>O Pará também se destacou por concentrar o maior número de áreas protegidas entre as mais afetadas pelo desmatamento no segundo trimestre de 2026. Além da APA Triunfo do Xingu, outras três unidades localizadas no estado estão entre as mais pressionadas. Na sequência aparecem o Acre, com três áreas protegidas, e Mato Grosso, com duas.</p>
<p><strong>Áreas Protegidas com mais pressão (abril a junho de 2026)</strong></p>
<table>
<colgroup>
<col />
<col />
<col />
<col /></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Ranking</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Nome</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Categoria</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Estado</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">1</td>
<td colspan="1" rowspan="1">APA Triunfo do Xingu<strong> </strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">2</td>
<td colspan="1" rowspan="1">Resex Chico Mendes</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCF</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AC</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">3</td>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Tapajós</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCF</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">4</td>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Lago de Tucuruí</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">5</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Yanomami</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AM/RR</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">6</td>
<td colspan="1" rowspan="1">Resex Guariba-Roosevelt</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MT</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">7</td>
<td colspan="1" rowspan="1">FES do Antimary</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AC</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">8</td>
<td colspan="1" rowspan="1">FES do Mogno</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AC</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">9</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PI Xingu</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MT</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">10</td>
<td colspan="1" rowspan="1">APA Arquipélago do Marajó</td>
<td colspan="1" rowspan="1">UCE</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os dados fazem parte do relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, elaborado pelo Imazon. O estudo monitora o avanço do desmatamento sobre unidades de conservação e terras indígenas da Amazônia Legal, distinguindo os territórios sob ameaça, quando a perda de floresta ocorre no entorno, dos territórios sob pressão, quando o desmatamento ocorre dentro de seus limites.</p>
<p>Os resultados de 2026 já indicavam a APA Triunfo do Xingu entre as áreas protegidas mais pressionadas desde o início do ano.</p>
<blockquote><p>“A permanência de uma área protegida sob pressão constante do desmatamento impacta diretamente a integridade da floresta, causa a degradação e a fragmentação florestal contínuas, comprometendo a resiliência do ecossistema, os serviços ecossistêmicos de conservação da biodiversidade e a sustentabilidade socioambiental das populações tradicionais. Esse histórico reforça a urgência de fortalecer o monitoramento, intensificar a fiscalização e punir os responsáveis para conter o avanço do desmatamento”, avalia o pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr.</p></blockquote>
<h3>Áreas protegidas ameaçadas</h3>
<p>O Pará também lidera o ranking dos estados com mais territórios ameaçados pelo desmatamento. Ao todo, cinco áreas protegidas paraenses estão entre as mais ameaçadas no segundo trimestre de 2026.</p>
<p>Apesar desse cenário no Pará, foi no Acre que o levantamento identificou a área protegida mais ameaçada: a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, que enfrenta um histórico de problemas ambientais e, no segundo trimestre de 2026, também ocupou a segunda posição entre as áreas protegidas mais pressionadas pelo desmatamento.</p>
<blockquote><p>“A situação da Resex Chico Mendes exige atenção porque reúne dois sinais de alerta. Ao mesmo tempo em que o desmatamento já ocorre dentro da unidade, novas áreas de derrubada avançam em seu entorno. Isso indica que, se as ações de proteção não forem reforçadas, a pressão sobre o território tende a aumentar, ampliando os riscos para a floresta e para as populações locais”, observa a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.</p></blockquote>
<h3>Terras Indígenas seguem sob risco</h3>
<p>Entre as terras indígenas, a Yanomami, localizada entre o Amazonas e Roraima, e o Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, tiveram mais alertas de desmatamento registrados. Entre as dez terras indígenas mais pressionadas, quatro também apareciam no levantamento anterior, indicando a continuidade das perdas florestais.</p>
<p>Além de abrigar parte da TI Yanomami, que lidera o ranking das mais pressionadas pelo desmatamento desde o primeiro trimestre de 2026, o Amazonas reúne outras três áreas entre as dez mais pressionadas no segundo trimestre, se consolidando como o estado com o maior número de TI’s com pressão.</p>
<blockquote><p>“Quando uma terra indígena aparece repetidamente entre as mais ameaçadas ou pressionadas, não é apenas a floresta que está em risco. O avanço do desmatamento compromete territórios fundamentais para a manutenção dos modos de vida de populações que vivem neles há séculos, além de afetar sua segurança alimentar, práticas culturais e a proteção da biodiversidade”, alerta Bianca.</p></blockquote>
<p>Já entre as terras indígenas mais ameaçadas, ou seja, com mais ocorrências de desmatamento em seu entorno, estão a Baú, no Pará, e a Araribóia, no Maranhão. Em seguida, aparece a TI Trincheira/Bacajá, também no Pará, que foi a mais ameaçada em 2025.</p>
<p>O levantamento destaca a persistência desse cenário: metade das dez terras indígenas mais ameaçadas no período já havia aparecido no mesmo trimestre do ano passado.</p>
<p><strong>Terras indígenas com mais ameaça (abril a junho de 2026)</strong></p>
<table>
<colgroup>
<col />
<col />
<col /></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Ranking</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Nome</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Estado</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">1</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Baú<strong> </strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">2</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Araribóia</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">3</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Trincheira/Bacajá</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">4</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Parakanã</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">5</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Caititu</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AM</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">6</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Cana Brava</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MA</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">7</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Jacareúba/Katawixi</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AM</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">8</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Peneri/Tacaquiri</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AM</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">9</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Água Preta/Inari</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AM</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">10</td>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Igarapé do Caucho</td>
<td colspan="1" rowspan="1">AC</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Metodologia do estudo</h3>
<p>Diferentemente do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que contabiliza o total de desmatamento nos territórios amazônicos, o relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas utiliza uma metodologia específica.</p>
<p>A Amazônia Legal é dividida em quadrados de 10 por 10 km, chamados de células, e os pesquisadores identificam quantas dessas células registraram ocorrência de desmatamento.</p>
<p>A partir desse mapeamento, é possível apontar quais territórios estão mais pressionados, aqueles que concentram o maior número de células de desmatamento dentro de seus limites, e quais estão mais ameaçados, caracterizados pela maior concentração de desmatamento em seu entorno, em um raio de até 10 km.</p>
<p>Essa abordagem permite antecipar o avanço da devastação em áreas protegidas.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-lidera-pressao-por-desmatamento-pelo-quinto-ano-consecutivo-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>APA Triunfo do Xingu é a área protegida mais pressionada pelo desmate em 2026</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-e-a-area-protegida-mais-pressionada-pelo-desmate-em-2026/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-e-a-area-protegida-mais-pressionada-pelo-desmate-em-2026/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=42567</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a área protegida mais pressionada pela derrubada florestal na Amazônia entre janeiro e março de 2026. Nos três últimos trimestres de 2025, o território também ocupou posições na lista das dez áreas protegidas mais pressionadas. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a área protegida mais pressionada pela derrubada florestal na Amazônia entre janeiro e março de 2026. Nos três últimos trimestres de 2025, o território também ocupou posições na lista das dez áreas protegidas mais pressionadas.</p>
<p>Os dados são do relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, do Imazon, que analisa quais territórios sofrem ameaça, quando a redução florestal ocorre nos seus arredores, e quais enfrentam pressão, caracterizada pelo desmatamento em seu interior.</p>
<blockquote><p>“Ao transformar os dados de monitoramento em indicadores estratégicos, o estudo pode auxiliar governos e órgãos ambientais a otimizar recursos, direcionando equipes para os locais mais ameaçados. Ou seja, onde o crime ambiental está se aproximando, para realizar ações preventivas e impedir o avanço do desmatamento”, explica a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.</p></blockquote>
<p>Entre os territórios com maior pressão, cinco são unidades de conservação estaduais, quatro são terras indígenas e apenas um é unidade de conservação federal.</p>
<h3>Roraima concentrou seis das dez áreas protegidas mais ameaçadas</h3>
<p>Ao observar as áreas protegidas mais ameaçadas, ou seja, aquelas em que a dinâmica da destruição ocorre em suas proximidades, o estado de Roraima possui seis dos dez territórios mais críticos. Quatro deles estão integralmente no estado e outros dois parcialmente.</p>
<p>No topo da lista está a Floresta Nacional (Flona) de Roraima, seguida pela Terra Indígena Waimiri Atroari, que também tem parte da área no Amazonas, e, em terceiro lugar, a Terra Indígena Wai Wai.</p>
<p>O estado passou a concentrar a maioria dos territórios com grau superior de ameaça em 2026 devido a uma combinação de fatores climáticos e dinâmicas regionais de uso do solo.</p>
<blockquote><p>“Enquanto a grande parte da Amazônia Legal passa pelo período chuvoso no início do ano, Roraima apresenta um regime climatológico inverso e atravessa sua estação seca. Esse cenário facilita a prática do desmatamento e o uso do fogo, elevando os índices de devastação no primeiro trimestre de 2026”, comenta Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Terra Indígena Yanomami sofre maior pressão no trimestre</h3>
<p>Além de ser a segunda área protegida com maior pressão no ranking geral, o território Yanomami, localizado no Amazonas e em Roraima, ocupou a primeira posição na lista das terras indígenas mais pressionadas. Mesmo após os esforços de desintrusão realizados desde 2024 pelo Governo Federal, o local, que abriga uma população superior a 31 mil indígenas de oito povos diferentes, incluindo grupos isolados, segue com a presença do crime ambiental.</p>
<blockquote><p>“A persistência da ilegalidade se dá por conta da existência de garimpos que utilizam estruturas menores e móveis, permitindo que os garimpeiros retornem aos ambientes explorados assim que as forças de segurança se retiram. A pressão também é favorecida pela logística clandestina de pistas de pouso dentro e no entorno da TI. Somado a isso, o aumento do desmatamento ilegal registrado em Roraima no início de 2026 intensificou os danos ambientais dentro dos limites do território originário, consolidando uma situação de alerta”, observa Bianca.</p></blockquote>
<p>Em segundo lugar no ranking está a Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, e, em terceiro, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O relatório ainda aponta que quatro dos dez territórios da lista (Yanomami, Alto Rio Negro, Cué-Cué/Marabitanas e Waimiri Atroari) também apareceram entre os mais pressionados no levantamento do período anterior, de outubro a dezembro de 2025, o que reforça a presença constante do desmate.</p>
<p>Já entre as ameaçadas estão a Terra Indígena Waimiri Atroari, situada no Amazonas e em Roraima, e a Terra Indígena WaiWái, que está apenas em Roraima. Quatro dos dez territórios mais ameaçados no intervalo também apareceram no ranking anterior: Waimiri Atroari, WaiWái, Trombetas/Mapuera e Alto Rio Guamá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-e-a-area-protegida-mais-pressionada-pelo-desmate-em-2026/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará assina primeira concessão de reflorestamento no País com crédito de carbono</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 19:16:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=35574</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Pará e a empresa Systemica assinaram, nesta segunda-feira, 14, o contrato para a primeira concessão para reflorestamento de terras públicas no Brasil com aproveitamento de Créditos de Carbono de Restauração (ARR). Com prazo de concessão de 40 anos, o projeto prevê a recuperação de 10,3 mil hectares de floresta e o sequestro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Pará e a empresa Systemica assinaram, nesta segunda-feira, 14, o contrato para a primeira concessão para reflorestamento de terras públicas no Brasil com aproveitamento de Créditos de Carbono de Restauração (ARR). Com prazo de concessão de 40 anos, o projeto prevê a recuperação de 10,3 mil hectares de floresta e o sequestro de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente. De acordo com um estudo do governo paraense, o investimento estimado é de R$ 258 milhões, com expectativa de gerar uma receita total de R$ 869 milhões, além de criar aproximadamente 2 mil empregos na região.</p>
<blockquote><p> &#8220;Tenho absoluta certeza de que o Estado do Pará hoje se provoca a ser um farol para o Brasil, de poder apresentar este modelo que certamente demonstra a sua viabilidade econômica e a sinalização de que este modelo deve ganhar escala”, disse o governando Helder Barbalho., sobre o novo modelo de desenvolvimento para a região da APA Triunfo do Xingu.</p></blockquote>
<p>Além dos ganhos ambientais e econômicos, o projeto inclui um Plano de Atuação Integrada para fortalecer a presença do Estado na APA Triunfo do Xingu. Um Centro de Desenvolvimento será instalado na região, oferecendo uma série de serviços públicos à população. O objetivo é ampliar a estratégia social, de segurança pública, de regularização fundiária, de proteção ambiental e, claro, o desenvolvimento econômico-social, gerando emprego e renda para as comunidades locais.</p>
<p>Desenvolvido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e participação do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), o modelo de concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX) não se limita ao reflorestamento. Ele também prevê a criação de uma brigada de incêndio, capacitação de mão de obra local e apoio às cadeias produtivas da bioeconomia.</p>
<p>O edital estabelece responsabilidades compartilhadas entre o estado e a concessionária para treinamento, conscientização e manejo do fogo, além de dificultar a grilagem e assegurar a manutenção da área pública.</p>
<p>Com a assinatura do contrato, os próximos passos envolvem a Systemica desenvolver o Plano de Restauração da área, que será então submetido à aprovação do Estado para o início das ações no território.</p>
<figure id="attachment_35576" aria-describedby="caption-attachment-35576" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-35576" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-300x200.webp" alt="" width="666" height="444" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura.webp 860w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption id="caption-attachment-35576" class="wp-caption-text">Foto: Marco Santos</figcaption></figure>
<p>A Systemica, presente na região desde 2022 com o projeto &#8220;REDD agrupado da APA Triunfo do Xingu&#8221;, tem ampliado seus investimentos em Soluções Baseadas na Natureza com foco em créditos de carbono de alta integridade.</p>
<blockquote><p> &#8220;A Systemica apostou muito na ideia inovadora do Estado. A primeira concessão da América Latina no contexto de restauro. Agora, temos um marco importante que é a assinatura do contrato,&#8221;, disse o diretor-executivo e sócio-fundador da empresa, Munir Soares.</p></blockquote>
<p>Parte do financiamento para a execução do projeto de reflorestamento da URTX foi garantido pelo Fundo de Biodiversidade da Amazônia (ABF), na sigla em inglês para Amazon Biodiversity Fund, que recebe aconselhamento exclusivo da Impact Earth, consultoria internacional com forte presença no Brasil e formada por profissionais experientes.</p>
<p>O ABF, inclusive, esteve presente no estágio inicial do projeto da Systemica, colaborando para a participação do processo de concessão pública e cumprimento das obrigações iniciais.</p>
<p>O modelo inovador de restaurar áreas desmatadas com biodiversidade nativa e a inclusão das comunidades atraiu a atenção da consultoria internacional Impact Earth.</p>
<blockquote><p>&#8220;Este projeto se destaca como uma oportunidade para o ABF participar de um projeto pioneiro, com potencial para transformar positivamente o modo de restaurar terras já degradadas no Brasil, com impacto ambiental pela biodiversidade, social pela geração de empregos sustentáveis e escalabilidade para atender às metas nacionais de reflorestamento”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O governador Helder Barbalho já anunciou que o estado já está preparando novos editais de concessão para reflorestamento na APA Triunfo do Xingu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desmatamento cai quase 17% na Amazônia e 15% no Pará em 2024, aponta MapBiomas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-quase17-na-amazonia-e-15-no-para-em-2024-aponta-mapbiomas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-quase17-na-amazonia-e-15-no-para-em-2024-aponta-mapbiomas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 11:57:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=34454</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil conseguiu reduzir pela primeira vez, desde 2019, o desmatamento em todos os biomas, com exceção da Mata Atlâtnica. A nova edição do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), elaborada pelo MapBiomas sobre dados de 2024 e divulgada nesta quinta-feira, 15, mostra que a área total desmatada no País recuou 32,4% em relação a 2023. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil conseguiu reduzir pela primeira vez, desde 2019, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-agrava-os-eventos-extremos-de-seca-e-chuva-na-amazonia/">desmatamento</a> em todos os biomas, com exceção da Mata Atlâtnica. A nova edição do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), elaborada pelo MapBiomas sobre dados de 2024 e divulgada nesta quinta-feira, 15, mostra que a<span style="font-weight: 400;"> área total desmatada no País recuou 32,4% em relação a 2023</span>. No total, foram 1.242.079 hectares devastados, sendo 377.708 hectares na Amazônia, onde a queda foi de 16,8% em comparação com o ano anterior.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o segundo ano consecutivo de redução no desmatamento: em 2023, a retração havia sido de mais de 11% em comparação com 2022.</span></p>
<p>O levantamento indica que o Pará é o estado com maior área desmatada no acumulado de 2019 a 2024, com quase 2 milhões de hectares desmatados. Porém, nos últimos dois anos, os índices baixaram de 487.421 hectares em 2022 para 184.673 hectares em 2023 e 156.990 hectares no ano passado. Em 2024, a queda foi de 15%.</p>
<blockquote><p>“Nesses dois últimos anos foram construídos planos de prevenção e combate ao desmatamento para todos os biomas, coisa que a gente tinha antes basicamente na Amazônia; outra questão é que aumentou a participação dos estados em termos de ações de embargos e autuações, somando também os embargos e autuações feitos pelo Ibama. E o terceiro aspecto é a questão do crédito rural, houve um aumento do uso dessa informação do desmatamento antecipando a autorização do crédito rural”, avalia Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, sobre as possíveis causas da queda do desmatamento no país.</p></blockquote>
<p>Na Amazônia, a área desmatada <span style="font-weight: 400;"> (377.708 hectares)</span> foi a menor dos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019. Com isso, a maioria dos estados apresentou <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/alta-de-55-no-desmatamento-da-amazonia-em-abril-coloca-governo-em-alerta/">queda no desmatamento</a>, com exceção do Acre, com alta de 31%, e Roraima, com alta de 8%. Entre os biomas, a Amazônia ficou em segundo lugar na quantidade de área desmatada, atrás do Cerrado, que registrou devastação em 652.197 hectares.</p>
<p>Apesar do recuo, o ritmo de perda de vegetação nativa segue alto na Amazônia, onde foram derrubadas cerca de sete árvores por segundo em 2024.</p>
<p>De acordo com o estudo, a abertura de áreas para a agropecuária foi a principal responsável pela perda de vegetação nativa no Brasil, sendo determinante em 97% dos casos de desmatamento. A análise mostra ainda que outra causas têm peso distinto de acordo com o bioma. No caso do garimpo, por exemplo, 99% de toda área desmatada por essa atividade está localizada na Amazônia.</p>
<h3>Áreas críticas</h3>
<p>De acordo com o MapBiomas, no ano passado, dois terços das Terras Indígenas não tiveram nenhum caso de desmatamento. Outro dado importante foi a redução da perda de vegetação nativa em unidades de conservação. Em 2024, foram 57.930 hectares desmatados em UCs, o que representa uma queda de 42,5% em relação ao ano anterior. Mas o problema ainda é sério em locais como a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-no-ranking-que-o-paraense-nao-quer-foi-principal-alvo-do-desmatamento-na-amazonia-nos-tres-primeiros-meses-do-ano/">APA Triunfo do Xingu</a> que teve 6.413 hectares desmatados.</p>
<blockquote><p>“Apesar do bioma Amazônia ter sido o segundo que mais desmatou e ter tido redução em áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas, a APA Triunfo do Xingu foi a unidade de conservação mais desmatada mesmo assim. É uma unidade de conservação que está sob intensa pressão, entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, é uma região bem crítica”, aponta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>No Pará, outro destaque negativo fica por conta de Portel. Localizada no arquipélago do Marajó, a cidade aparece em nono lugar na lista dos dez municípios que mais desmataram no ano passado. Portel, onde há uma forte presença da exploração registrou uma área desmatada de 10.928 hectares em 2024, 42,5% a mais do que os 7.670 hectares devastados em 2023.</p>
<h4>Leia mais:</h4>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/" target="_top">Área na APA Triunfo do Xingu é leiloada para recuperação florestal</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-60-no-para-e-62-na-amazonia-em-2023-afirma-mapbiomas/" target="_top">Desmatamento cai 60% no Pará e 62% na Amazônia em 2023, afirma MapBiomas</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-quase17-na-amazonia-e-15-no-para-em-2024-aponta-mapbiomas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Restauração florestal cria oportunidades para fortalecimento da bioeconomia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/restauracao-florestal-cria-oportunidades-para-fortalecimento-da-bioeconomia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/restauracao-florestal-cria-oportunidades-para-fortalecimento-da-bioeconomia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 13:50:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=34287</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil tem um passivo ambiental de mais de 32 milhões de hectares de áreas degradadas por pastagens e passíveis de restauração. Com benefícios em produtividade, sustentabilidade e geração de renda, a restauração florestal pode ocorrer de diversas formas e ter um papel central no avanço da bioeconomia na Amazônia. Um estudo da Aliança pela [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil tem um passivo ambiental de mais de 32 milhões de hectares de áreas degradadas por pastagens e passíveis de restauração. Com benefícios em produtividade, sustentabilidade e geração de renda, a restauração florestal pode ocorrer de diversas formas e ter um papel central no avanço da bioeconomia na Amazônia.</p>
<p>Um estudo da Aliança pela Restauração da Amazônia mostra que a bioeconomia gera atualmente R$ 12 bilhões na região e, com investimentos adicionais, poderá movimentar R$ 38,6 bilhões em 2050, criando 833 mil novos empregos que substituiriam postos ligados à destruição da floresta.</p>
<blockquote><p>“É uma forma de garantir diversificação de produtos, segurança de receita e ganhos ambientais nas propriedades rurais [como proteção de nascentes e microclima]”, afirmou Rafael Barbieri, economista do WRI Brasil, em entrevista ao <a href="https://valor.globo.com/25-anos/noticia/2025/04/30/agroflorestas-multiuso-impulsionam-novo-perfil-da-economia-amazonica.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Valor Econômico</a>.</p></blockquote>
<p>O potencial da restauração florestal no atual contexto da bioeconomia da região já vem sendo aproveitado por iniciativas nos diferentes estados. O Pará, por exemplo, fez a primeira concessão de terras públicas degradadas para a iniciativa privada. Serão mais de R$ 250 milhões investidos na <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/">recuperação da APA Triunfo do Xingu</a> ao longo de 40 anos, um negócio que deve gerar em torno de R$ 869 milhões com créditos de carbono.</p>
<p>Outra forma de transformar a dinâmica da economia favorecendo a conservação e não a destruição é com os sistemas agroflorestais (SAFs). De acordo com o Plano Estratégico para a Implementação do Código Florestal (PlanaFlor), o país tem cerca de 20 milhões de hectares são pastagens improdutivas que podem ser convertidas em agroflorestas, que é um modelo produtivo que combina o cultivo de diferentes espécies agrícolas com espécies florestais.</p>
<p>Em Rio Preto da Eva (AM), a startup Genera comprou 400 hectares para investir na restauração produtiva de áreas degradadas com SAFs. No local é possível encontrar cacau, açaí e outros produtos que podem ser comercializados, mas também outras árvores que ajudam na recomposição da floresta nativa.</p>
<blockquote><p>“Em cenário de terra farta, a expansão dessa fronteira é comparável ao início do agro, com a diferença de que agora vamos replantar o que foi destruído”, diz o CEO Thiago Terada, que tem a meta de restaurar 50 mil hectares em 10 anos.</p></blockquote>
<p>O potencial é grande, mas o Brasil ainda faz pouco para aproveitá-lo, segundo análise do diretor executivo do Instituto Escolhas, Sérgio Leitão. Há dez anos, o país assumiu a meta climática de restaurar 12 milhões de hectares de floresta até 2030, mas avançou pouco porque ainda falta recurso para fomentar atividades mais sustentáveis. O valor necessário para atingir a meta, de acordo com o estudo, é da ordem de R$ 228 milhões.</p>
<blockquote><p>“A bioeconomia não acontecerá se não tiver o mesmo que o agronegócio para virar potência”, afirma Sérgio Leitão.</p></blockquote>
<p>Na dianteira da busca por fomento está o Pará que conta com a primeira política estadual de apoio ao setor. Já são cerca de R$ 1,8 bilhão de investimentos climáticos já negociados ou com potencial de captação nos próximos cinco anos.</p>
<p>Desse total, R$ 400 milhões têm potencial para custear atividades produtivas da bioeconomia, além de R$ 320 milhões de estímulo via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Com isso, o Pará pode aumentar seu Produto Interno Bruto (PIB) em R$ 816 milhões nos próximos anos.</p>
<div></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/restauracao-florestal-cria-oportunidades-para-fortalecimento-da-bioeconomia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Área na APA Triunfo do Xingu é leiloada para recuperação florestal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 19:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[concessão]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[Systemica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=33765</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/concessao-triunfo-do-xingu-Caue-Diniz-B3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará anunciou nesta sexta-feira, 28, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, a empresa vencedora do primeiro leilão de concessão para recuperação florestal do País. A área de 10 mil hectares fica na APA Triunfo do Xingu, uma das unidades de conservação mais ameaçadas pelo desmatamento, e agora será reflorestada pela iniciativa privada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/concessao-triunfo-do-xingu-Caue-Diniz-B3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará anunciou nesta sexta-feira, 28, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, a empresa vencedora do primeiro leilão de concessão para recuperação florestal do País. A área de 10 mil hectares fica na APA Triunfo do Xingu, uma das unidades de conservação mais ameaçadas pelo desmatamento, e agora será reflorestada pela iniciativa privada e explorada em um modelo sustentável.</p>
<p>A APA é a mesma onde atuava <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/policia-prende-um-dos-mais-desmatadores-da-amazonia/">Geraldo de Oliveira, considerado um dos maiores desmatadores da Amazônia</a>.</p>
<p>A vencedora foi a Systemica que deve investir cerca de R$ 258 milhões na restauração da área e terá o direito de explorar comercialmente os serviços ambientais pelo período de 40 anos. A estimativa é que o projeto de reflorestamento gere em torno de 2 mil empregos diretos na região e possibilite a captura de 3,7 milhões de toneladas de carbono &#8211; o equivalente para neutralizar 330 mil voos ao redor da Terra.</p>
<p>Além dos investimentos, a concessionária ofereceu uma proposta de outorga variável de 6% sobre a Receita Operacional Bruta anual da concessão, além de uma outorga fixa de R$ 150 mil, a ser paga na assinatura do contrato. As outorgas são os pagamentos que as concessionárias devem fazer ao Estado durante a vigência do contrato. Estudos indicam que o estado do Pará pode arrecadar mais de R$ 46 milhões com as outorgas, a depender da cotação dos créditos de carbono no mercado.</p>
<p>A empresa já atua no bioma amazônico e tem a meta de restaurar 40 mil hectares na região até 2030 com projetos de florestamento, reflorestamento e revegetação (ARR, na sigla em inglês), que geram créditos de carbono através da recuperação de áreas desmatadas ou degradadas.</p>
<p>O governador Helder Barbalho ressaltou a importância de a empresa escolhida conhecer a realidade da APA Triunfo do Xingu e da Amazônia. Para ele, a concessão vai permitir a &#8220;transição de uma área anteriormente forjada no conflito para um modelo que traz a iniciativa privada para oportunizar a valorização da floresta a partir do mercado de carbono, a geração de emprego para as comunidades locais&#8221;.</p>
<blockquote><p>“Certamente é uma grande vitória nós estarmos hoje inaugurando um modelo que, eu tenho certeza, aponta um farol para que o Brasil possa adotar este modelo paraense para, com isto, garantir a recuperação do seu estoque florestal”, disse o governador Helder Barbalho em coletiva na B3.</p></blockquote>
<figure id="attachment_13270" aria-describedby="caption-attachment-13270" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-13270 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-1024x683.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-1024x683.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-768x512.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-13270" class="wp-caption-text">Desmatamento na APA Triunfo do Xingu. Na parte inferior da imagem, o Parque Nacional da Serra do Pardo, Unidade de Conservação Federal afetada pela ocupação desordenada da APA <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4f7.png" alt="📷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Juan Doblas / ISA</figcaption></figure>
<h3>Brigada de incêndio</h3>
<p>Na Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), a empresa deve criar também uma brigada de incêndio, capacitar a mão de obra local e apoiar as cadeias produtivas da bioeconomia. Dessa forma, a ideia é impedir o avanço de atividades ilegais e contribuir para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“É um projeto desafiador, mas se bem implementado tem grandes oportunidades. Não existe projeto de carbono sem desenvolvimento social. Vamos utilizar mão de obra e fornecedores locais e gerar mais de dois mil empregos”, ressaltou o diretor da Systemica, Thiago Ricci.</p></blockquote>
<p>Depois do leilão, o governo estadual oficializou que <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-fara-concessao-de-mais-20-mil-hectares-para-recuperacao-florestal-na-apa-triunfo-do-xingu/">duas outras áreas de 10 hectares cada na APA serão ofertadas para concessão</a> ainda este ano, totalizando 30 mil hectares para recuperação florestal neste novo modelo.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos falando de áreas que foram griladas e desmatadas, que são recuperadas pelo Estado para serem replantadas. Com isto, você recupera o território para o poder público e você oferta em concessão para que a iniciativa possa reflorestar, gerando emprego, mobilizando socialmente o desenvolvimento desta economia”, pontuou Barbalho.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo fará concessão de mais 20 mil hectares para recuperação florestal na APA Triunfo do Xingu</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-fara-concessao-de-mais-20-mil-hectares-para-recuperacao-florestal-na-apa-triunfo-do-xingu/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-fara-concessao-de-mais-20-mil-hectares-para-recuperacao-florestal-na-apa-triunfo-do-xingu/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 19:07:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[concessão]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Recuperação da Vegetação Nativa]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=33477</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Pará anunciou que vai conceder duas novas áreas para reflorestamento na APA Triunfo do Xingu, localizada entre São Félix do Xingu e Altamira. A área protegida é uma das mais impactadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia e faz parte de um projeto pioneiro na região que visa a destinação de áreas degradadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Pará anunciou que vai conceder duas novas áreas para reflorestamento na APA Triunfo do Xingu, localizada entre São Félix do Xingu e Altamira. A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-no-ranking-que-o-paraense-nao-quer-foi-principal-alvo-do-desmatamento-na-amazonia-nos-tres-primeiros-meses-do-ano/" target="_blank" rel="noopener">área protegida é uma das mais impactadas pelo desmatamento ilegal na Amazônia</a> e faz parte de um projeto pioneiro na região que visa a destinação de áreas degradadas para a restauração com espécies nativas.</p>
<p>O Plano de Recuperação da Vegetação Nativa (PRVN) teve o seu primeiro edital lançado no ano passado durante a COP29, em Baku. A licitação vai selecionar uma empresa que ficará responsável pela <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/produtores-da-apa-triunfo-do-xingu-conhecem-plano-de-restauracao-florestal-que-sera-implantado-na-regiao/">restauração de 10 mil hectares</a> e poderá usufruir dos seus benefícios por 40 anos. Essa é a primeira iniciativa do tipo no país e terá o resultado divulgado em 28 de março, na sede da B3, em São Paulo.</p>
<p>Agora, duas novas áreas serão ofertadas em outros dois lotes de 10 mil hectares cada, totalizando 30 mil hectares concedidos à iniciativa privada para restauração.</p>
<blockquote><p>“Com a inclusão de uma nova área para concessão de restauração, o Estado reforça sua posição de liderança em soluções ambientais para a conservação da Amazônia. No caso da primeira concessão já lançada, além dos benefícios socioambientais, serão investidos R$ 258 milhões na instalação e operação, com uma receita total estimada em R$ 869 milhões. Com essa nova área, ampliamos nossa atuação e os impactos positivos para a população”, disse Raul Protazio Romão, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade à Agência Pará.</p></blockquote>
<p>De acordo com o governo, além da movimentação econômica e da geração de empregos, o trabalho na APA prevê a atuação integrada de diversas secretarias para promover regularização ambiental e fundiária, segurança, educação, infraestrutura, saúde, comunicação e serviços públicos na região.</p>
<blockquote><p>“Estamos avançando com as concessões para restauração, pois acreditamos que, além de preservar a floresta, é fundamental recuperar as áreas degradadas. A concessão é a melhor estratégia para isso, pois garante benefícios ambientais e impulsiona a economia local, gerando empregos, renda e oportunidades para os moradores da APA Triunfo do Xingu, que nunca havia sido priorizada dessa forma”, ressalta o governador Helder Barbalho.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-fara-concessao-de-mais-20-mil-hectares-para-recuperacao-florestal-na-apa-triunfo-do-xingu/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará abre consulta pública para primeiro projeto de unidade de recuperação florestal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-abre-consulta-publica-para-primeiro-projeto-de-unidade-de-recuperacao-florestal/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-abre-consulta-publica-para-primeiro-projeto-de-unidade-de-recuperacao-florestal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 18:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
		<category><![CDATA[consulta pública]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade de Recuperação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=29813</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A população paraense já pode participar da consulta pública online sobre o projeto piloto de concessão para restauração florestal da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada em Altamira, no sudoeste do estado. A iniciativa faz parte das ações previstas pelo Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, lançado pelo Governo do Pará durante [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A população paraense já pode participar da consulta pública online sobre o projeto piloto de concessão para restauração florestal da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada em Altamira, no sudoeste do estado. A iniciativa faz parte das ações previstas pelo <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-recuperar-56-milhoes-de-hectares-da-amazonia/">Plano de Recuperação da Vegetação Nativa</a>, lançado pelo Governo do Pará durante a COP28. Os interessados podem se manifestar até 17 de agosto no site da <a href="http://semas.pa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Semas</a> ou do <a href="https://ideflorbio.pa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Ideflor-Bio</a>.</p>
<p>O <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-vai-conceder-area-mais-desmatada-da-amazonia-para-recuperacao-pela-iniciativa-privada/">modelo de concessão proposto é inédito no Brasil</a> e prevê que a empresa vencedora poderá executar um projeto de restauração, com aproveitamento de ativos ambientais como créditos de carbono pelo período de 40 anos. A expectativa é que o investimento seja de R$ 250 milhões na região, empregue mais de 2 mil pessoas e gere uma receita de cerca de R$ 1,2 bilhão ao longo do contrato.</p>
<blockquote><p>“A criação da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/produtores-da-apa-triunfo-do-xingu-conhecem-plano-de-restauracao-florestal-que-sera-implantado-na-regiao/">Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu</a> é um marco significativo na proteção e restauração de nossas florestas. Essa iniciativa combate o desmatamento ilegal e também aproveita os créditos de carbono para gerar valor econômico e ambiental. A consulta pública é uma oportunidade para envolver a comunidade e garantir que todos os interesses sejam considerados, fortalecendo nosso compromisso com um desenvolvimento sustentável e inclusivo”, afirmou à <a href="https://agenciapara.com.br/noticia/58139/para-abre-consulta-publica-de-concessao-para-restauro-florestal-com-aproveitamento-de-creditos-de-carbono" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro Ó de Almeida.</p></blockquote>
<p>A definição da categoria &#8220;Unidade de Recuperação” é a novidade introduzida pelo plano e abrange as áreas públicas estaduais em processo de regeneração da cobertura vegetal nativa após o desmatamento ilegal.</p>
<p>No caso da APA Triunfo do Xingu, a unidade de recuperação será de 10.240 hectares, onde espera-se que sejam sequestradas 4 milhões de toneladas de carbono, o equivalente para compensar as emissões de 13 milhões de viagens de carro entre São Paulo e Belém.</p>
<blockquote><p>“A restauração florestal no Pará é um exemplo de como é possível aliar preservação ambiental e geração de receitas, garantindo com que essa preservação tenha continuidade. Com a previsão de sequestro de milhões de toneladas de carbono e a geração de milhares de empregos, este projeto reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida da população. Estamos dando um passo decisivo para transformar o Pará em um modelo de economia verde e desenvolvimento sustentável para o Brasil e o mundo”, destacou o governador do estado, Helder Barbalho.</p></blockquote>
<p>Além da consulta pública online, o processo de concessão contará com duas audiências públicas presenciais em agosto, que serão realizadas em Altamira e São Félix do Xingu, os dois municípios abrangidos pela APA Triunfo do Xingu. A previsão é que o edital de licitação seja lançado em setembro deste ano.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-abre-consulta-publica-para-primeiro-projeto-de-unidade-de-recuperacao-florestal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará aposta na economia verde com projetos de mercado de carbono e restauração florestal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aposta-na-economia-verde-com-projetos-de-mercado-de-carbono-e-restauracao-florestal/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aposta-na-economia-verde-com-projetos-de-mercado-de-carbono-e-restauracao-florestal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 13:34:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[economia verde]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=28868</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/floresta22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará deve alavancar sua estratégia de desenvolvimento socioeconômico com base em atividades que mantêm a floresta em pé. Em sua participação durante o Summit Valor Econômico Brasil – USA, realizado em Nova York, nos Estados Unidos, o governador Helder Barbalho destacou projetos que devem garantir ao estado uma posição de destaque no contexto da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/floresta22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará deve alavancar sua estratégia de desenvolvimento socioeconômico com base em atividades que mantêm a floresta em pé. Em sua participação durante o Summit Valor Econômico Brasil – USA, realizado em Nova York, nos Estados Unidos, o governador Helder Barbalho destacou projetos que devem garantir ao estado uma posição de destaque no contexto da economia verde.</p>
<p>Uma das medidas é a emissão de 2 milhões de créditos de carbono por meio do mercado jurisdicional. A expectativa é que cada crédito, que corresponde a 1 tonelada de carbono será comercializada por cerca de U$ 15 em um processo previsto para ser finalizado em junho.</p>
<p>Essa será a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aproveita-reducao-consecutiva-de-desmatamento-para-negociar-creditos-de-carbono/">primeira emissão de créditos de carbono do Pará</a>, aproveitando o potencial de 156 milhões de toneladas acumuladas no período entre 2017 a 2021. Outras negociações do tipo devem ocorrer até 2026 e os recursos serão revertidos para o combate a crimes ambientais e o investimento em iniciativas de economia verde desenvolvidas por povos e comunidades tradicionais.</p>
<blockquote><p>“Se o Estado já é forte na commodity mineral e agrícola, a aposta agora é na commodity ambiental, a partir do mercado de carbono. E por esta razão nós criamos uma estrutura governamental, que é a nossa companhia de ativos ambientais do Estado. É uma estrutura técnica que precifica e quantifica o carbono regulado no Pará”, declarou Helder Barbalho.</p></blockquote>
<p>Iniciativa privada</p>
<p>Outra medida adotada é de concessão para a iniciativa privada de uma área para restauro florestal. A área concedida seriam 10 mil hectares da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-vai-conceder-area-mais-desmatada-da-amazonia-para-recuperacao-pela-iniciativa-privada/" target="_blank" rel="noopener">APA Triunfo do Xingu</a>, que é uma das unidades de conservação mais pressionadas pelo desmatamento. De acordo com reportagem do <a href="https://valor.globo.com/brasil/summit-brazil-usa/noticia/2024/05/15/para-encerra-em-junho-comercializacao-de-2-milhoes-de-toneladas-de-carbono-diz-helder-barbalho-no-summit-brazil-usa.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Valor Econômico</a>, o estado deve arrecadar R$ 1,7 bilhão com essa iniciativa que pode gerar mais de 3 mil empregos. A previsão é que a concessão ocorra no segundo semestre de 2024.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esta concessão, por exemplo, representa em 40 anos a redução e a captura de carbono que se assemelha a 2,5 milhões de viagens de uma aeronave entre Belém e São Paulo. Aquilo que aeronave fará representa o que estará sendo preservado e capturado de carbono nesta primeira experiência de concessão de 40 anos”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Durante a apresentação no evento, o governador falou ainda que a mineração, agricultura e a pecuária são importantes para a economia do estado, no entanto a proposta é levar o estado além, aproveitando todo o seu potencial para atividades em aliança com a natureza.</p>
<blockquote><p>“Um Estado que possuí 75% do seu território em floresta nativa apostou de que é viável a construção de uma nova economia verde. Decidimos avançar na preservação do bioma, avançar com políticas públicas para agregar valor à floresta amazônica de tal modo que possamos fazer com que a floresta viva possa valer mais do que floresta morta e com isto poder garantir o cuidado aos povos da Amazônia”, ressaltou Helder Barbalho.</p></blockquote>
<h3><strong>A necessidade de regulação do mercado</strong></h3>
<p>Além do Pará, outros estados como o Acre e o Tocantins estão na dianteira da criação de mercados jurisdicionais de carbono. Mas o Brasil, que tem o potencial de liderar o setor na compensação de carbono do mundo, alcançável por meio de soluções climáticas naturais, está atrasado em relação à sua regulamentação.</p>
<p>Atualmente, o Senado Federal discute o Projeto de Lei (PL) 2.148/2015, que cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Enquanto isso, sistemas regulados já foram instituídos em 36 países, movimentando aproximadamente US$ 303 bilhões de dólares desde 2007.</p>
<p>A questão foi debatida em seminário realizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na quinta-feira, 16.</p>
<blockquote><p>“A regulação combina descarbonização com crescimento econômico, orientando os investimentos no sentido correto e necessário. O sistema vai criar um preço para a emissão de gases do efeito estufa, o que gera um incentivo para reduzir essas emissões”, disse a secretária de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.</p></blockquote>
<p>De acordo com a ministra , o fato de ainda não termos um mecanismo para precificar o carbono já começa a afetar nossas exportações.</p>
<blockquote><p>&#8220;O novo mecanismo de ajuste de fronteira para o carbono implantado pela União Europeia vai começar a cobrar dos produtos importados um preço de carbono correspondente ao que já incide sobre a produção da Europa. Outros países cogitam mecanismos semelhantes”, alertou a ministra, defendendo que os recursos da cobrança pelo carbono sejam revertidos em projetos para descarbonização da economia.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aposta-na-economia-verde-com-projetos-de-mercado-de-carbono-e-restauracao-florestal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-09-05 11:59:07 by W3 Total Cache
-->