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	<title>Acordo de Paris &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Acordo de Paris &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Próxima década será de seca severa e calor acima da média na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:05:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo  Relatório da OMM e do Met Office aponta 91% de chance de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa. A Amazônia terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Seca_Santarem2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="3,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> Relatório da <strong>OMM e do Met Office</strong> aponta <b data-path-to-node="3,0,0" data-index-in-node="64">91% de chance</b> de o planeta ultrapassar o limite de aquecimento do Acordo de Paris entre 2026 e 2030, impulsionado por gases de efeito estufa.</em></li>
<li><em><b data-path-to-node="3,1,0" data-index-in-node="0">A Amazônia</b> terá aquecimento acima da média global e redução de chuvas até 2035. Meses de seca (maio a setembro) serão ainda mais severos, elevando o risco de incêndios e prejudicando a absorção de carbono.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em><b data-path-to-node="3,2,0" data-index-in-node="0">No Pará, </b>a estiagem pode afetar a navegação em rios (isolando comunidades tradicionais), gerar perdas na agropecuária por falta de água e piorar a qualidade do ar devido às queimadas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Especialistas cobram políticas imediatas de <strong>adaptação,</strong> focadas no <strong>combate ao desmatamento</strong>, <strong>prevenção ao fogo</strong> e <strong>gestão hídrica</strong> para proteger os 30 milhões de habitantes da região.</em></p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>A temperatura média global deve permanecer em níveis historicamente elevados pelos próximos cinco anos, aumentando os riscos de eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, como a Amazônia, por pelo menos, dez anos.</p>
<p>O alerta é da <strong>Organização Meteorológica Mundial</strong> (<strong>OMM</strong>) e do <strong>Met Office</strong>, serviço meteorológico do Reino Unido, que divulgaram uma nova projeção <a href="https://library.wmo.int/records/item/69882-wmo-global-annual-to-decadal-climate-update" target="_blank" rel="noopener">apontando que o <strong>aquecimento global</strong> seguirá avançando ao longo desta década</a>.</p>
<p>Segundo o relatório, há 91% de probabilidade do planeta ultrapassar a marca de <strong>1,5°C de aquecimento</strong> entre os anos de <strong>2026 e 2030.</strong> Os cientistas apontam ainda uma chance de 75% de que os próximos cinco anos também fiquem acima dessa marca, ultrapassando o limite de <strong>1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.</strong></p>
<p>As projeções indicam que cada ano entre 2026 e 2030 deverá registrar temperaturas entre 1,3°C e 1,9°C acima da média observada entre 1850 e 1900.</p>
<p>Outro alerta preocupante aponta 86% de probabilidade de que um novo recorde anual de temperatura global seja estabelecido antes do fim desta década.</p>
<p>Em entrevista a Reuters, a cientista Melissa Seabrook, do Met Office comenta que ultrapassar temporariamente o patamar definido no Acordo de Paris não significa que ele tenha fracassado, já que o limite de 1,5°C se refere a uma média de longo prazo. Entretanto, os resultados mostram que o mundo está cada vez mais próximo de ultrapassar esse patamar de forma permanente.</p>
<blockquote><p>“A ciência é muito clara ao mostrar que a janela para manter a temperatura média global em 1,5°C está se fechando rapidamente”, diz a pesquisadora.</p></blockquote>
<h3><strong>Amazônia sob pressão</strong></h3>
<p>Entre as regiões que mais preocupam os pesquisadores está a <strong>Amazônia</strong>, pois os modelos climáticos projetam temperaturas acima da média em praticamente toda a floresta tropical nos próximos anos, com aquecimento ainda mais intenso do que o previsto.</p>
<p>As previsões para o período entre <strong>2026 e 2035</strong> mostram que a <strong>Amazônia</strong> poderá registrar elevações de temperatura superiores às observadas em outras regiões tropicais do planeta. Além disso, os modelos indicam uma tendência de redução das chuvas em parte significativa da floresta.</p>
<p>Para o intervalo entre maio e setembro de 2026 a 2030, que coincidem com meses tradicionalmente mais secos em grande parte da <strong>Amazônia brasileira</strong>, os cientistas identificaram uma maior probabilidade de chuvas abaixo da média.</p>
<p>O cenário também aparece nas projeções para a próxima década, que indicam menos chuva sobre a região quando comparadas às projeções climáticas convencionais.</p>
<p>A combinação entre calor mais intenso e redução das precipitações aumenta o risco de<strong> secas prolongadas</strong>, <strong>incêndios florestais</strong> e <strong>perda de biodiversidade</strong>. Todos esse ingredientes podem comprometer a capacidade da floresta de armazenar carbono, um dos serviços ambientais mais importantes para a regulação do clima global.</p>
<h3><strong>Pará em alerta</strong></h3>
<p>No <strong>Pará</strong>, os impactos podem ser sentidos de forma severa em diferentes setores. Por um lado, a <strong>redução das chuvas</strong> tende a afetar os rios que sustentam a mobilidade de milhares de <strong>comunidades ribeirinhas</strong>, <strong>indígenas</strong> e <strong>quilombolas</strong>.</p>
<p>Episódios recentes de <strong>seca extrema</strong> já provocaram dificuldades no transporte fluvial, interrupções no abastecimento de água e prejuízos à pesca artesanal em diversas regiões do estado.</p>
<p>O <strong>setor agropecuário</strong> também pode enfrentar desafios maiores, já que essas temperaturas elevadas aumentam a evaporação da água do solo e elevam a <strong>demanda hídrica das culturas agrícola</strong>s, enquanto períodos mais longos de estiagem ampliam os riscos de <strong>perdas de produtividade</strong>.</p>
<p>Outra preocupação está relacionada ao aumento da ocorrência de <strong>queimadas</strong>. Em anos de <strong>seca severa</strong>, a vegetação torna-se mais vulnerável ao fogo, favorecendo a propagação de <strong>incêndios florestais</strong> que liberam grandes quantidades de <strong>gases de efeito estufa</strong> e afetam diretamente a <strong>qualidade do ar</strong>.</p>
<h3><strong>Adaptação climática urgente</strong></h3>
<p>O relatório da <strong>OMM</strong> reforça que o aquecimento global continuará sendo impulsionado principalmente pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Mesmo com oscilações naturais do clima, como os fenômenos <strong>El Niño</strong> e<strong> La Niña,</strong> a tendência de longo prazo permanece de aumento das temperaturas.</p>
<p>Por isso, os especialistas defendem a ampliação das políticas de adaptação climática, especialmente em regiões vulneráveis como a <strong>Amazônia. </strong></p>
<p>Entre as medidas consideradas estratégicas estão o fortalecimento da <strong>gestão dos recursos hídricos</strong>, a <strong>prevenção de incêndios florestais,</strong> a <strong>proteção dos territórios tradicionais</strong> e o <strong>combate ao desmatamento.</strong></p>
<p>As projeções indicam que a floresta enfrentará um ambiente mais quente e potencialmente mais seco na próxima década, tornando ainda mais urgente a adoção de ações capazes de reduzir sua vulnerabilidade e preservar a vida de mais de 30 milhões de pessoas, além de incontáveis espécies da fauna e flora.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-funcao-do-el-nino-stf-cobra-plano-contra-incendios-na-amazonia-e-no-pantanal/" target="_blank" rel="noopener">Em função do El Niño, STF cobra plano contra incêndios na Amazônia e no Pantanal</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/comunidade-recebe-mutirao-de-reflorestamento-para-driblar-avanco-de-queimadas/" target="_blank" rel="noopener">Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-preventivo-tenta-blindar-rios-da-amazonia-contra-nova-seca-em-2026/" target="_blank" rel="noopener">Plano preventivo tenta blindar rios da Amazônia contra nova seca em 2026</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Como a conservação florestal coloca o Brasil no centro da agenda climática global</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[florestas tropicais]]></category>
		<category><![CDATA[manejo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global, que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo<a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2026/02/O-protagonismo-das-florestas-brasileiras-na-agenda-climatica-global.pdf" target="_blank" rel="noopener"> O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global,</a> que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. As informações são do projeto Amazônia 2030.</p>
<p>Segundo o documento, as florestas estão entre as soluções climáticas mais escaláveis e custo-efetivas disponíveis atualmente, sendo responsáveis por absorver cerca de um terço das emissões globais anuais de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana. Sem florestas conservadas, manejadas e restauradas, o cumprimento das metas do Acordo de Paris torna-se inviável.</p>
<p>O Brasil ocupa posição central nesse cenário. Isso porque toda a diversidade de cobertura florestal existente no Brasil define o conceito de contínuo florestal, que inclui as florestas nativas conservadas, as atividades de restauração florestal com espécies nativas e também a atividade da silvicultura de espécies nativas e exóticas, voltadas para diversos fins industriais.</p>
<p>Atualmente, são cerca de 500 milhões de hectares de florestas nativas, o equivalente a quase 60% do território nacional.  E isso inclui não apenas a Amazônia, mas também outras formações florestais nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal e até mesmo nos</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas florestas armazenam vastos estoques de carbono, regulam chuvas e ciclos hídricos, e abrigam uma das maiores biodiversidades do planeta. Além disso, as florestas, principalmente a Amazônica, prestam um serviço ambiental fundamental para a economia brasileira por meio da regularização dos regimes de chuva&#8221;, diz o relatório</p></blockquote>
<h3>Dois cenários para 2035</h3>
<p>O estudo projeta dois cenários para 2035. No cenário base, mantidos níveis médios de desmatamento, o país registraria perda aproximada de 1% no estoque de carbono das formações florestais.</p>
<p>No cenário potencial, com desmatamento ilegal próximo de zero até 2030, expansão da restauração e crescimento da silvicultura, o Brasil poderia gerar um ganho líquido de aproximadamente 1% no estoque de carbono, revertendo a curva histórica de perda florestal.</p>
<p>Esse avanço seria possível sem competir com a produção de alimentos. O levantamento indica que há extensas áreas desmatadas subutilizadas aptas a atender a expansão agropecuária e, simultaneamente, permitir a restauração florestal e o plantio comercial de árvores.</p>
<h3>Código Florestal e instrumentos de mercado</h3>
<p>O país já dispõe de arcabouço legal robusto para proteção das florestas, com destaque para o Código Florestal, que assegura Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais em propriedades rurais. Estima-se que 215 milhões de hectares estejam conservados ou reflorestados em imóveis rurais voltados à produção de alimentos.</p>
<p>O estudo também aponta mecanismos financeiros promissores para escalar a conservação, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, TFFF, e o REDD+ Jurisdicional. Ao lado desses instrumentos, políticas de comando e controle combinadas com ordenamento territorial já demonstraram eficácia histórica, como ocorreu entre 2004 e 2012, quando o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80%.</p>
<h3>Restauração e silvicultura em expansão</h3>
<p>A restauração florestal com espécies nativas desponta como nova fronteira econômica, atraindo capital privado e podendo alcançar milhões de hectares até 2035.</p>
<p>Já a silvicultura de espécies exóticas, considerada a mais competitiva do mundo, deve expandir sua área plantada de 4 milhões para até 6,2 milhões de hectares na próxima década, sobretudo em áreas anteriormente degradadas.</p>
<p>Além da captura de carbono, as florestas brasileiras exercem papel crucial na regulação do regime de chuvas, na segurança hídrica, na produção agrícola e na conservação da biodiversidade.</p>
<p>Para os autores, consolidar o protagonismo brasileiro exige combinar proteção efetiva contra o desmatamento ilegal, ampliação da restauração, fortalecimento da bioeconomia e criação de mecanismos financeiros capazes de transformar o capital natural em ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável.</p>
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		<title>2025 deve empatar com 2023 como o segundo ano mais quente da história</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 16:18:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O planeta continua a quebrar recordes de calor. O observatório europeu Copernicus divulgou nesta terça-feira, 9, que 2025 está prestes a fechar o ano como o segundo mais quente de sua série histórica, em um inédito empate com 2023. O topo da lista, o ano mais quente de todos, permanece o de 2024. A notícia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/calor9-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O planeta continua a quebrar recordes de calor. O observatório europeu Copernicus divulgou nesta terça-feira, 9, que 2025 está prestes a fechar o ano como o segundo mais quente de sua série histórica, em um inédito empate com 2023. O topo da lista, o ano mais quente de todos, permanece o de 2024.</p>
<p>A notícia mais preocupante, contudo, está na média: as temperaturas globais estão perigosamente próximas de ultrapassar a meta limite do Acordo de Paris. A média deve ficar acima de 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. De janeiro a novembro, o aquecimento já atingiu a marca de 1,48ºC.</p>
<p>Samantha Burgess, estrategista climática do Copernicus, não mediu palavras:</p>
<blockquote><p>“A média de três anos para 2023-2025 está a caminho de superar 1,5ºC pela primeira vez”.</p></blockquote>
<p>Para ela, o cenário é um sinal vermelho que exige uma redução drástica e imediata nas emissões de gases de efeito estufa. A ONU, por meio de seu secretário-geral António Guterres, já havia manifestado pessimismo em outubro, alertando que o planeta não conseguiria conter o aquecimento abaixo de 1,5ºC nos próximos anos.</p>
<h3>Novembro e a fúria dos extremos</h3>
<p>Novembro de 2025 reforçou a tendência, cravando o posto de terceiro mês mais quente já registrado, com uma média de 1,54ºC acima do período pré-industrial.</p>
<p>Enquanto os termômetros globais subiam, a natureza respondia com força. O Copernicus destacou a sucessão de eventos extremos: no Sudeste Asiático, ciclones tropicais e tufões atingiram as Filipinas, deixando quase 260 vítimas só em novembro. As inundações severas e fatais se estenderam pela Indonésia, Sri Lanka, Tailândia e Malásia em dezembro.</p>
<p>As medições do Copernicus, realizadas desde 1940, utilizam bilhões de dados de satélite e leituras meteorológicas em terra e mar, confirmando que o aquecimento atual está em um ritmo inédito.</p>
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		<item>
		<title>COP30 inicia em Belém com foco em financiamento, adaptação e transição energética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 11:26:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço Global]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[transição justa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/Belem1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Começa nesta segunda-feira (10), em Belém do Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , transformando a capital paraense, no centro das discussões globais sobre o clima. Até o dia 21, o evento reúne chefes de Estado, líderes globais, negociadores e mais de 50 mil participantes em torno da pauta climática, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/Belem1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Começa nesta segunda-feira (10), em Belém do Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) , transformando a capital paraense, no centro das discussões globais sobre o clima. Até o dia 21, o evento reúne chefes de Estado, líderes globais, negociadores e mais de 50 mil participantes em torno da pauta climática, com o desafio de acelerar a ação global diante da urgência da crise.</p>
<p>A escolha de Belém, no coração da Amazônia, é altamente simbólica. O Brasil, como país anfitrião, cumpre a promessa de levar os líderes mundiais para vivenciarem o bioma, dando voz direta aos povos indígenas e comunidades tradicionais que são guardiões da floresta.</p>
<h3>O que está em jogo</h3>
<p>O evento tem grandes desafios na mesa de negociação, com o objetivo de restaurar a credibilidade do Acordo de Paris, que completa dez anos na COP30 e visa combater as mudanças climáticas e limitar o aquecimento global.</p>
<p>Depois de debaterem na Cúpula dos Líderes, na semana passada, em Belém, financiamento climático, fim dos combustíveis fósseis e proteção das florestas tropicais, agora, as atenções se voltam para as mesas de negociação, onde esses compromissos terão de sair do discurso e se transformar em planos concretos, com metas, prazos e recursos definidos.</p>
<p>Um desse copromissos é fortalecer as metas nacionais de redução de emissões de cada país e avançar na regulação do mercado global de carbono.</p>
<p>Para os negociadores, a COP30 será guiada por três temas cruciais: adaptação climática, transição justa e a implementação do Balanço Global (GST) do Acordo de Paris.</p>
<ol start="1">
<li><b>Adaptação:</b> Refere-se à preparação de cidades e territórios para enfrentarem eventos extremos, como inundações ou tornados. A meta na COP30 é ambiciosa: estabelecer indicadores claros para o Objetivo Geral de Adaptação Climática, criando uma métrica global para avaliar o progresso dos países em se protegerem da crise.</li>
<li><b>Transição Justa:</b> Este tema deve ser institucionalizado na estrutura da conferência, ganhando um programa de trabalho oficial. O foco é garantir que as pessoas mais impactadas pela mudança para economias de baixo carbono – como trabalhadores de setores poluidores – tenham diretrizes e condições para se requalificar e atuar em novas áreas econômicas, unindo ação climática e justiça social.</li>
<li><b>Balanço Global (GST):</b> Prioridade herdada da COP28, o GST é uma avaliação periódica de progresso em relação às metas do Acordo de Paris. Sua implementação na COP30 deve consolidar as recomendações feitas em Dubai para que os países possam superar os desafios da mudança do clima e do aquecimento global.</li>
</ol>
<h3>O caminho do dinheiro</h3>
<p>Por trás dos painéis de debate e dos compromissos técnicos, reside a verdadeira arma que pode determinar o sucesso ou o fracasso da COP30: o financiamento climático. Sem a injeção de capital necessária, a prometida guinada global para uma economia de baixo carbono se torna apenas uma miragem.</p>
<p>Para desfazer o nó e dar concretude à solução, as Presidências da COP29 e COP30 apresentaram o &#8220;Mapa do Caminho de Baku a Belém&#8221;. Este plano estratégico serve como um manual para tentar mobilizar a impressionante cifra de US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático, uma tentativa de materializar o recurso que falta e virar a página da desconfiança.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônia bate limite de 1,5º C acima da temperatura média pela primeira vez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 14:04:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas Atmosfera]]></category>
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		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/amazonia_legal-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A temperatura média na Amazônia brasileira em 2024 foi de um grau e meio (1,5° C) acima da média histórica, uma marca que, idealmente, não deveria ter sido atingida, conforme o Acordo de Paris. Não foi um caso isolado: o Pantanal também superou a marca, registrando um aumento de 1,8° C em relação à média [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/amazonia_legal-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A temperatura média na Amazônia brasileira em 2024 foi de um grau e meio (1,5° C) acima da média histórica, uma marca que, idealmente, não deveria ter sido atingida, conforme o Acordo de Paris. Não foi um caso isolado: o Pantanal também superou a marca, registrando um aumento de 1,8° C em relação à média no ano passado.</p>
<p>Estes são alguns dos dados inéditos que o MapBiomas lança nesta quarta-feira (5), às vésperas da COP30, por meio de sua nova plataforma, o MapBiomas Atmosfera. A ferramenta utiliza imagens de satélite e modelagem de dados para disponibilizar dados climáticos sobre variações de temperatura e precipitação entre 1985 e 2024, além de informações sobre poluentes atmosféricos entre 2003 e 2024, cobrindo todo o território brasileiro.</p>
<blockquote><p>“O MapBiomas Atmosfera é uma nova ferramenta que auxilia o Brasil a implementar políticas públicas baseadas em evidências experimentais e mostra quais seriam as regiões mais impactadas pelas mudanças do clima e mudança de uso da terra. É uma nova ferramenta importante para auxiliar na preservação de nossos ecossistemas&#8221;, destaca Paulo Artaxo, professor da USP e membro da iniciativa do MapBiomas Atmosfera.</p></blockquote>
<p>De acordo com o coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares (−13%) de vegetação nativa desde 1985. No mesmo período, o bioma teve um aumento médio de temperatura de 1,2° C.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os estudos mais recentes apontam que a perda de florestas modifica as trocas de calor e de vapor d’água com a atmosfera, resultando em temperaturas mais elevadas,” acrescenta.</p></blockquote>
<p>Um desses estudos, publicado na Nature Geoscience, mostrou que o desmatamento causa 74% da redução das chuvas e 16% do aumento da temperatura na Amazônia durante a seca.</p>
<p>Nas quatro décadas entre 1985 e 2024, a temperatura tem aumentado em todo o Brasil a uma taxa média de 0,29° C por década. É o caso do Pantanal  (+0,47° C / década) e do Cerrado (+0,31°C / década) – ambos na parte mais continental do país. A Amazônia, como um todo, permaneceu na média ( 0,29°C / década), enquanto outros biomas costeiros apresentaram um ritmo mais brando de aquecimento: Caatinga (+0,25°C / década), Mata Atlântica (+0,21°C / década) e Pampa (+0,14°C / década).</p>
<blockquote><p>“Os últimos três relatórios do IPCC já apontavam estas tendências de aquecimento e de alteração da precipitação que estamos observando na plataforma MapBiomas Atmosfera,” afirma Paulo Artaxo. “Estes aumentos de temperatura têm impactos significativos em todos os biomas brasileiros. A redução de precipitação também tem efeitos importantes, especialmente na Amazônia e no Pantanal&#8221;, complementa.</p></blockquote>
<h3>Anomalias de temperatura e seca</h3>
<p>Desde 2014, a temperatura no Brasil se mantém acima da média (1985-2024). O maior valor de anomalia foi em 2024, quando a temperatura ficou 1,2°C acima da média dos últimos 40 anos. O Pantanal registrou o recorde de anomalia em 2024, com temperaturas 1,8°C acima da média. A seca no Pantanal foi extrema: a Bacia do Alto Paraguai registrou precipitação 314 mm abaixo da média, com 205 dias sem chuva.</p>
<p>De acordo com o MapBiomas Atmosfera, a temperatura do ar está aumentando em todo o Brasil, mas com variações de estado a estado. Nas unidades federativas mais continentais, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Piauí, a temperatura está subindo mais rapidamente, com taxas entre 0,34° C e 0,40° C por década.</p>
<p>Já os estados ao longo da costa brasileira tendem a apresentar menores taxas de aumento de temperatura, como Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba (0,10° C a 0,12° C/década).</p>
<h3>Poluição do ar e impactos na saúde</h3>
<p>A nova plataforma MapBiomas Atmosfera inclui ainda dados sobre poluição do ar entre 2003 e 2024, estimados a partir de modelos atmosféricos globais.</p>
<p>Eles mostram que o ar mais limpo do Brasil se encontra em estados litorâneos do Nordeste, como Bahia, Sergipe e Pernambuco, onde a concentração de material particulado fino (MP2,5) foi inferior a 7 µg/m³ em 2024.</p>
<blockquote><p>&#8220;O material particulado fino (MP2,5) é composto por partículas microscópicas presentes no ar, que representam uma das formas mais nocivas de poluição atmosférica e oferecem riscos à saúde da população,” explica Luiz Augusto Toledo Machado, professor visitante da USP e membro da equipe MapBiomas Atmosfera.</p></blockquote>
<p>Em Rondônia e Mato Grosso, os estados que apresentaram as maiores concentrações de material particulado fino do Brasil em 2024, a média anual de MP2,5 foi estimada em 42 e 30 µg/m³, respectivamente.</p>
<blockquote><p>“De forma geral, a poluição do ar na região Norte foi mais intensa do que em áreas fortemente urbanizadas da região Sudeste em 2024.  A baixa qualidade do ar em estados amazônicos tem relação direta com a fumaça dos incêndios florestais, que ocorrem principalmente na estação seca do bioma, entre julho e setembro, quando as chuvas diminuem de 250 mm/mês para 100 mm/mês, aproximadamente”, esclarece Luciana Rizzo, professora da USP e integrante da iniciativa do MapBiomas Atmosfera.</p></blockquote>
<h3>Menos chuva, mais fogo</h3>
<p>No pico da estação do fogo, em setembro, a área queimada na Amazônia atinge dois milhões de hectares, em média.  A concentração média de MP2,5 pode chegar a 43 µg/m³ nessa época do ano. Por outro lado, na época das chuvas, as concentrações de MP2,5 ficam abaixo de 15 µg/m³ na Amazônia.</p>
<p>Enquanto a temperatura do ar tem aumentado sistematicamente em todo o país, a precipitação anual mostra um comportamento mais complexo, com alternância entre períodos secos e chuvosos nos últimos 40 anos em todo o Brasil. Em 2009 choveu 252 mm (+14%) acima da média no país. Já 2023 foi o ano mais seco, com chuvas 308 mm (-18%) abaixo da média, quando se registrou o volume de 1446 mm.</p>
<p>O padrão de seca no Norte e chuvas no Sul é tipicamente observado em anos de El Niño. Em 2024, a Amazônia registrou chuvas 448 mm (-20%) abaixo da média, enquanto a temperatura ficou 1,5° C acima da média. A diminuição das chuvas contribuiu para o aumento da área queimada, que atingiu 15,6 milhões de hectares no bioma em 2024.</p>
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		<title>Meta de frear aquecimento global em 1,5°C não será atingida, diz chefe da ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 15:33:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[metas climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/seca0-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em uma declaração chocante às vésperas da COP30 em Belém (PA), o secretário-geral da ONU, António Guterres, confirmou que o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais &#8220;não será cumprido&#8221; &#8211; que é o objetivo principal do Acordo de Paris, assinado em 2015. Em reunião da OMM [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/seca0-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em uma declaração chocante às vésperas da COP30 em Belém (PA), o secretário-geral da ONU, António Guterres, confirmou que o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais &#8220;não será cumprido&#8221; &#8211; que é o objetivo principal do Acordo de Paris, assinado em 2015.</p>
<p>Em reunião da OMM (Organização Meteorológica Mundial), em Genebra, nesta quarta-feira (22), Guterres afirmou que é &#8220;praticamente certo que o limite de 1,5°C será ultrapassado nos próximos anos&#8221; e que é &#8220;inevitável que a temperatura global exceda esse patamar&#8221;, o que demonstra a gravidade da crise climática.</p>
<blockquote><p>&#8220;O aquecimento global está levando nosso planeta ao limite&#8221;, afirmou. &#8220;Cada um dos últimos dez anos foi o mais quente da história. O calor do oceano bate recordes e destrói ecossistemas. Nenhum país está a salvo de incêndios, inundações, tempestades e ondas de calor.&#8221;</p></blockquote>
<p>Guterres fez um apelo para que os países apresentem suas metas nacionais de ação climática a tempo para a COP30, que acontece entre 10 e 21 de novembro, em Belém. Ele destacou que apenas 62 nações – menos de um terço das 195 signatárias do Acordo de Paris – protocolaram formalmente as novas versões dos documentos junto à UNFCCC, o escritório climático da ONU.</p>
<p>O secretário-geral também solicitou o reforço no combate à desinformação sobre o clima, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter classificado o tema como &#8220;a maior fraude da história&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Devemos lutar contra a desinformação e a informação errônea, o assédio online e a ecoimpostura&#8221;. E reforçou: &#8220;Os cientistas e pesquisadores nunca devem ter medo de dizer a verdade.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Mortes causadas pelo calor podem dobrar nos próximos 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 16:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/calor44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O cumprimento integral do Acordo de Paris, em que países se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global a bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, poderia evitar que o planeta enfrente 57 dias de calor intenso por ano.  A informação, que faz parte de um estudo organizado pelo Climate Center e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/calor44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O cumprimento integral do Acordo de Paris, em que países se comprometeram a limitar o aumento da temperatura média global a bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, poderia evitar que o planeta enfrente 57 dias de calor intenso por ano.  A informação, que faz parte de um estudo organizado pelo <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/10/acordo-de-paris-pode-evitar-57-dias-de-calor-intenso-por-ano-mostra-estudo.shtml" target="_blank" rel="noopener">Climate Center e pelo World Weather Attribution (WWA)</a> publicado nesta quinta-feira (16), reforça a urgência das políticas climáticas diante de um cenário preocupante na América Latina, onde o calor extremo já é responsável por cerca de 1 em cada 100 mortes atualmente.</p>
<p>Uma análise de cenários feita por outro estudo, realizado por uma rede de pesquisadores em 326 cidades de nove países latino-americanos &#8211; Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru -, aponta que esse índice de mortalidade por calor pode mais que dobrar nos próximos 20 anos.</p>
<p>Considerando um ritmo normal de envelhecimento populacional e um cenário de aquecimento global moderado (entre 1ºC e 3ºC de aumento para o período de 2045 a 2054), as mortes atribuídas ao calor, hoje estimadas em 0,87% do total, podem chegar a 2,06% no pior cenário.</p>
<blockquote><p>“As pessoas idosas e as mais pobres são as que mais sofrem. Quem vive em áreas periféricas, em moradias precárias e sem acesso a ar-condicionado ou a espaços verdes terá mais dificuldade para enfrentar ondas de calor cada vez mais intensas. As mortes são apenas a ponta do iceberg”, explica Nelson Gouveia, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), um dos autores do estudo à Agência Brasil.</p></blockquote>
<p>O especialista alerta que o calor extremo eleva o risco de infartos, insuficiência cardíaca e outras complicações, principalmente em pessoas com doenças crônicas.</p>
<p>No Brasil, o estudo utilizou dados do SIM (DataSUS) e do Censo Demográfico (IBGE). A conclusão é que, assim como nos demais países analisados, as mortes causadas por temperaturas extremas &#8211; tanto calor quanto frio &#8211; devem aumentar consideravelmente, em grande parte devido ao crescimento da população acima de 65 anos na década de 2045-2054, faixa etária mais afetada.</p>
<p>Pesquisadores apontam que é possível reduzir mortes por calor extremo com políticas de adaptação climática. As medidas-chave incluem: planos de ação para calor intenso, sistemas de alerta precoce acessíveis, expansão de áreas verdes urbanas (para reduzir ilhas de calor) e protocolos de saúde pública que priorizem o atendimento de idosos e pessoas com doenças crônicas.</p>
<p>O estudo faz parte do projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima) e está disponível na revista eletrônica Environment International. O Salurbal reúne pesquisadores de instituições de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos com o objetivo de buscar evidências sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde da região.</p>
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		<title>Brics: financiamento climático é responsabilidade de países ricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 14:22:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
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		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/brics3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A declaração de líderes do Brics, divulgada na tarde de domingo, 6, traz 21 tópicos relacionados às mudanças climáticas. Entre os pontos defendidos pelos 11 países, está a visão de que o financiamento climático é responsabilidade das nações mais desenvolvidas do planeta. &#8220;Enfatizamos que garantir a países em desenvolvimento financiamento climático acessível com a urgência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/brics3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A declaração de líderes do Brics, divulgada na tarde de domingo, 6, traz 21 tópicos relacionados às mudanças climáticas. Entre os pontos defendidos pelos 11 países, está a visão de que o financiamento climático é responsabilidade das nações mais desenvolvidas do planeta.</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que garantir a países em desenvolvimento financiamento climático acessível com a urgência adequada e sob custos viáveis é essencial para facilitar trajetórias de transições justas que combinam ação climática com desenvolvimento sustentável&#8221;, informa o documento.</p></blockquote>
<p>Segundo a mensagem dos líderes do grupo, chamada de Declaração do Rio, a provisão e mobilização de recursos sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Acordo de Paris &#8220;é uma responsabilidade dos países desenvolvidos para com os países em desenvolvimento&#8221;.</p>
<p>O texto também convoca todos os países a honrarem seus compromissos com o Acordo de Paris e ampliarem seus esforços para combater as mudanças climáticas. A declaração destaca que o grupo está determinado a liderar uma mobilização global por um sistema financeiro internacional mais justo e sustentável.</p>
<p>Um dos pontos destacados é a necessidade urgente de reformar a governança do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), com representação mais equilibrada e equitativa dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Em relação à defesa das florestas, o Brics encoraja países doadores a anunciarem contribuições ambiciosas para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30.</p>
<h3>Transição energética justa</h3>
<p>Integrado por alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, como Brasil, Rússia, China, Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes, o Brics destaca que os combustíveis fósseis ainda têm papel importante na matriz energética mundial.</p>
<p>No entanto, eles reafirmam seu compromisso de garantir transições energéticas justas e inclusivas, de acordo com as circunstâncias nacionais, além de acesso universal a energia confiável, sustentável e a preço acessível. Os combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) e com baixo carbono (LCAF) aparecem em destaque no texto.</p>
<p>Pontos de preocupação especial mencionados pelo Brics são a desertificação, degradação do solo, seca e poluição plástica.</p>
<p>O documento também destaca algumas ações do grupo, com os Princípios do Brics para Contabilidade de Carbono Justa, Inclusiva e Transparente; o Laboratório do Brics sobre Comércio, Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável; e os Termos de Referência da Plataforma do Brics de Pesquisa Climática.</p>
<p>Há também a rejeição a medidas protecionistas unilaterais, punitivas e discriminatórias sob pretexto de preocupações ambientais.</p>
<p>O fortalecimento da cooperação na área de exploração espacial para fins pacíficos e aproveitamento das agências espaciais para realizar exercício conjunto para apoiar a COP30 na UNFCCC.</p>
<p>Em documento com os destaques da da declaração dos líderes, a organização da cúpula do Brics no Rio de Janeiro destacou que &#8220;nossa Declaração-Marco na área de clima lança um mapa do caminho para, nos próximos cinco anos, transformar nossa capacidade de levantar recursos contra a mudança do clima. Com a escala coletiva do Brics, lutaremos contra a crise climática deixando nossas economias mais fortes e mais justas&#8221;</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Em Londres, Marina Silva diz que COP30 deve ser &#8216;um novo marco após 10 anos do Acordo de Paris&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 19:31:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço Ético Global]]></category>
		<category><![CDATA[BEG]]></category>
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		<category><![CDATA[implementação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/balanco-etico-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma das grandes novidades que a COP30 deve introduzir na agenda climática é a realização do Balanço Ético Global (BEG). A iniciativa recém-lançada compreende a realização de seis encontros regionais nos diferentes continentes para que líderes políticos, científicos, sociais, culturais e empresariais discutam a crise climática e os seus desafios. O primeiro encontro ocorreu nesta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/balanco-etico-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma das grandes novidades que a COP30 deve introduzir na agenda climática é a realização do Balanço Ético Global (BEG). A <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/cop30-vai-receber-relatorio-com-contribuicoes-de-liderancas-globais-sobre-mudancas-climaticas/">iniciativa recém-lançada compreende a realização de seis encontros regionais</a> nos diferentes continentes para que líderes políticos, científicos, sociais, culturais e empresariais discutam a crise climática e os seus desafios. O primeiro encontro ocorreu nesta terça-feira, 24, em Londres, e já sinalizou que a sociedade espera compromissos e ações mais ambiciosas para combater as mudanças climáticas.</p>
<p>Em coletiva à imprensa, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; o presidente da COP30, André Corrêa do Lago; e a co-organizadora do BEG para a Europa, Mary Robinson, analisaram os debates e as contribuições trazidas pelos participantes do diálogo no continente,</p>
<blockquote><p>“Nós sabemos que há uma redução do espaço da sociedade civil, existe uma frustração e uma real necessidade de escuta do povo. Nesta manhã, nós ouvimos o Balanço Ético Global Europeu, que foi o primeiro. Ele aqueceu meu coração. Eu ouvi muito sobre a necessidade de reconstruir a comunidade, que é a base das nossas relações”, disse Mary Robinson, que destacou a importância perspectiva do mutirão proposto pela Presidência da COP30 para engajar a sociedade no debate climático.</p></blockquote>
<p>A ex-Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos apontou que as principais pautas foram decisões das últimas COPs, como a meta de aquecimento do planeta em 1,5ºC, transição para o fim dos combustíveis fósseis e triplicação dos investimentos em energia renovável.</p>
<p>Já Marina Silva destacou que o encontro foi marcado por críticas construtivas aos processos de discussão e decisão das COPs, assim como por debates que confrontam os acordos definidos entre as nações e as suas práticas concretas. Para ela, esse tipo de diálogo é decisivo para permitir o surgimento de respostas contra a crise.</p>
<blockquote><p>“[O BEG] tem essa possibilidade de fazer perguntas e colocar questões inconvenientes para criar o constrangimento ético para empresas, governos, diferentes segmentos da sociedade e até cada um de nós como indivíduos, se o que nós estamos fazendo está coerente com as decisões que já tomamos e se está coerente com a mudança do clima de forma justa”, ressaltou a ministra.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35158" aria-describedby="caption-attachment-35158" style="width: 799px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-35158 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil.jpg" alt="" width="799" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil.jpg 799w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Marina-Silva-BEG-Londres-Isabela-Castilho-COP30-Brasil-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /><figcaption id="caption-attachment-35158" class="wp-caption-text">Marina Silva diz que todos os setores devem ser provocados na agenda climática. Foto: Isabela Castilho / COP30 Brasil</figcaption></figure>
<p>A expectativa da organização da COP30 é que o Balanço Ético Global possa constituir parte do processo das conferências. Os seis diálogos servirão de base para um relatório que deve reafirmar a meta de avançar na implementação dos acordos firmados. O documento será entregue aos negociadores e chefes de Estado no encontro de líderes que ocorre antes da cúpula de Belém.</p>
<blockquote><p>“O termo de referência já está sendo dado pela sociedade. Não tem ninguém que imagine que essa COP não possa ser um novo marco após 10 anos do Acordo de Paris. Para ser um novo marco histórico, é preciso criar uma espécie de mapa do caminho para implementar as decisões que já tomamos. Isso tem a ver com financiamento, com perdas e danos e, ao mesmo tempo, alinhar todas as nossas ações de adaptação e mitigação a não ultrapassar 1,5ºC de temperatura da Terra”, reforçou Marina Silva.</p></blockquote>
<p>Os próximos encontros regionais serão realizados em agosto na Ásia, na América Latina e na Oceania.</p>
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		<title>Como a ciência pode ajudar o mundo a enfrentar a crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 12:25:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Dez anos após o Acordo de Paris, assinado em 2015 para limitar o aumento da temperatura global, o mundo se vê diante de um cenário preocupante. Em vez de avançar, temos presenciado retrocessos significativos na luta contra o aquecimento global, um problema intimamente ligado à perda de florestas e da biodiversidade. Para reverter essa situação, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Dez anos após o Acordo de Paris, assinado em 2015 para limitar o aumento da temperatura global, o mundo se vê diante de um cenário preocupante. Em vez de avançar, temos presenciado retrocessos significativos na luta contra o aquecimento global, um problema intimamente ligado à perda de florestas e da biodiversidade. Para reverter essa situação, a mensagem é clara: a ciência precisa ser o centro das atenções novamente. As informações são <a href="https://agencia.fapesp.br/ciencia-e-vital-para-conter-aquecimento-global-e-a-perda-de-florestas-e-de-biodiversidade/55081" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp.</a></p>
<p>Essa análise foi feita por Bárbara Pompili, embaixadora do meio ambiente, durante a abertura do Fórum Brasil-França sobre Florestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas, em Paris. O evento, organizado pela FAPESP e USP, faz parte da FAPESP Week França, uma iniciativa para promover a colaboração científica.</p>
<p>Pompili destacou que, mesmo após uma década do Acordo de Paris, ainda há quem duvide da responsabilidade humana nas mudanças climáticas ou da própria existência do problema.</p>
<p>Para ela, a importância de fóruns como este é inegável: &#8220;reúnem os principais atores sociais nos quais podemos nos apoiar, que são os cientistas. Nesse sentido, devemos continuar a trabalhar juntos, além de nossas fronteiras, para podermos entender melhor a magnitude desses problemas e nos prepararmos melhor para o futuro&#8221;, explicou.</p>
<h3>Biodiversidade: A chave para soluções climáticas</h3>
<p>Já a secretária nacional de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Rita Mesquita, reforçou que as melhores soluções para enfrentar as mudanças climáticas são baseadas na natureza, especialmente na biodiversidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se quisermos ser capazes de enfrentar o aquecimento global, teremos de discutir biodiversidade no âmbito da mudança do clima e reconhecer que manter a natureza significa conservar a base de sustentação da vida na Terra&#8221;, pontuou.</p></blockquote>
<p>Giles Bloch, diretor do MNHN, ressaltou a complexidade e a importância das florestas globais – de florestas tropicais a boreais – para a regulação do clima e como habitat de inúmeras espécies. Ele enfatizou a urgência da conservação diante das pressões humanas.</p>
<p>Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, destacou o papel fundamental do Brasil, com mais da metade de seu território coberto por florestas. Ele mencionou os esforços da FAPESP em programas de pesquisa sobre biodiversidade, mudanças climáticas e energias renováveis, citando o BIOTA-FAPESP, um programa de 25 anos que já financiou mais de 350 projetos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos aqui para discutir, pensar juntos soluções para as questões das relações das florestas, da biodiversidade e de suas populações com a sociedade em geral&#8221;, disse Zago, reafirmando o apoio da FAPESP a pesquisas colaborativas com a França.</p></blockquote>
<h3>Amazônia: Um legado biocultural</h3>
<p>A colaboração entre a FAPESP e a Agência Nacional de Pesquisa (ANR) da França foi elogiada por Claire Giry, presidente da ANR, como um exemplo de parceria que promove a excelência científica.</p>
<p>Odiretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP), Eduardo Neves, apresentou um fascinante panorama sobre a Amazônia. Ele explicou que pesquisas arqueológicas, muitas em parceria com a França, desmistificaram a ideia de que a floresta era inóspita no passado. Hoje, sabemos que a Amazônia é ocupada por povos indígenas há pelo menos 13 mil anos e que eles tiveram um papel crucial na formação da biodiversidade que conhecemos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Plantas que são consumidas no mundo inteiro foram cultivadas primeiro na Amazônia pelas populações indígenas. As cerâmicas mais antigas do Novo Mundo foram produzidas primeiro lá, e os povos indígenas modificaram a floresta, de modo que a floresta que conhecemos hoje não é só patrimônio ecológico, mas também biocultural&#8221;, revelou Neves. Ele reforçou que &#8220;não existe futuro para a floresta sem contemplar esses conhecimentos sofisticadíssimos que foram exercidos na promoção dessas paisagens&#8221;.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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