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	<title>GENTE DA TERRA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>GENTE DA TERRA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Shoyu amazônico: a sacada que elevou as vendas de empresa paraense em 35%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 14:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4609-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Ícone da gastronomia do Norte, o tucupi está no centro de um movimento de expansão de mercado liderado por empreendedores paraenses. O insumo, que transita entre pratos ancestrais e releituras modernas, destaca-se por reunir os quatro sabores básicos ao umami, oferecendo uma versatilidade única. A aposta da Manioca, segundo a CEO e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/IMG_4609-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Ícone da gastronomia do Norte, o tucupi está no centro de um movimento de expansão de mercado liderado por empreendedores paraenses. O insumo, que transita entre pratos ancestrais e releituras modernas, destaca-se por reunir os quatro sabores básicos ao umami, oferecendo uma versatilidade única.</p>
<p>A aposta da Manioca, segundo a CEO e cofundadora Joanna Martins, é transformar esse patrimônio regional em um item de consumo diário em todo o País. O resultado dessa estratégia é o &#8220;shoyu amazônico&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sempre tivemos o sonho de popularizar os produtos da culinária amazônica para as mesas do Brasil, mas a sacada do ‘shoyu amazônico’ veio inteiramente dos clientes. O que nós fizemos foi abrir a cabeça e pensar em como aplicar essa sugestão no mercado de uma forma direta e eficiente&#8221;, explica ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<p>O shoyu amazônico é feito a partir do tucupi preto, um extrato derivado da mandioca, fruto de um longo processo de fermentação e redução. Para chegar nele, é necessário cozinhar o tucupi amarelo por até 72 horas.</p>
<p>A redução é tão extrema que 40 litros de tucupi amarelo rendem entre 2 e 4 litros de tucupi preto, uma pasta densa e de sabor intenso.</p>
<p>Apesar do sabor e da história, o tucupi preto enfrentava um desafio comercial: a barreira do uso. Para o público de fora da Amazônia, o produto concentrado gerava dúvidas que limitavam seu consumo a chefs e entusiastas da culinária.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vendíamos em uma embalagem bem parecida com a do shoyu, mas era só o tucupi concentrado. Quem já é daqui da região ou trabalha com sabores já sabe como usar, mas quando apresentávamos para o público de fora, sempre aparecia alguma dúvida de como aplicar nas receitas. Para facilitar, <a href="https://blog.maniocabrasil.com.br/" target="_blank" rel="noopener">chegamos a criar um blog para ensinar receitas com o tucupi preto</a>&#8220;, relembra.</p></blockquote>
<p>O ponto de virada veio da voz do próprio cliente. A reação ao paladar era unânime: &#8216;Nossa, parece shoyu&#8217;. Essa percepção recorrente virou o estalo estratégico da equipe de planejamento.</p>
<p>Se o mercado já estava familiarizado com o molho de soja, o caminho para popularizar o ativo amazônico era assumir essa identidade. Joanna ajustou a fórmula, manteve a embalagem e reposicionou a comunicação. O resultado foi imediato: o &#8216;shoyu amazônico&#8217; estreou com um salto de 35% nas vendas logo no primeiro ano.&#8221;</p>
<h3>Reconhecimento e aceitação do público</h3>
<p>Mesmo com a nova roupagem, a essência do produto permanece fiel à tradição, o que se reflete no rótulo. Enquanto os molhos de soja industriais carregam até 12 ingredientes, o &#8216;shoyu amazônico&#8217; utiliza apenas três — mandioca, água e sal. Esse conceito de clean label (rótulo limpo) atrai consumidores atentos e abre portas para quem busca saúde sem abrir mão da identidade regional.</p>
<p>Aflaviana Ribeiro, que vende comidas típicas há mais de 35 anos em Belém, conta ao <strong>Pará Terra Boa</strong> que mesmo que o tucupi já esteja presente nas suas receitas, o shoyu conquistou o paladar dela e dos seus clientes.</p>
<blockquote><p>“Embora a gente trabalhe com comida tradicional, volta e meia estamos em eventos onde conhecemos produtos novos. O tucupi preto já é um velho conhecido da gente, mas essa roupagem de shoyu deixou as coisas mais interessantes porque fica mais fácil de servir na mesa, vira uma opção de molho para aquele cliente que possui algum tipo de restrição alimentar, e a gente não leva tanto tempo explicando o que é”, conta.</p></blockquote>
<p>A empreendedora conta que, especialmente durante a COP30, precisou investir mais em produtos alternativos, mas que preservassem a identidade regional, pois o evento global trouxe consumidores ávidos por experimentar a culinária amazônica.</p>
<blockquote><p>“Precisei ser mais didática e trabalhar a acessibilidade. Algumas pessoas vêm comer um salgado ou provar um vatapá sem conhecer a fundo todos os ingredientes. Aí fizemos esse trabalho de explicar com detalhes a composição de cada receita, dos nossos temperos tradicionais e fazer adaptações caso a pessoa não queira algo de origem animal ou não possa consumir corantes, por exemplo”, explica.</p></blockquote>
<p>Já a técnica de enfermagem Larissa Santos conta que conheceu o &#8216;shoyu amazônico&#8217; após a mãe passar por uma cirurgia e precisar mudar os hábitos alimentares.</p>
<blockquote><p>“Ela não pode mais consumir molhos com muitos conservantes, corantes e excesso de sal. Aí fui em um supermercado com mais opções de produtos saudáveis e fui lendo rótulo por rótulo. Quando li que era a base de tucupi já amei, porque ela ama tucupi”, relembra.</p></blockquote>
<p>Larissa diz que a aceitação em casa foi tranquila e trouxe uma segurança devido à lista de ingredientes mais limpa, algo também apontado por Aflaviana.</p>
<blockquote><p>“Cozinhar em casa no geral é mais seguro para controlar uso de gordura e sal, mas usar temperos que também ajudam nisso é um alívio no dia a dia”, diz Larissa.</p></blockquote>
<h3>Valorizando origens</h3>
<p>A mandioca é responsável por cerca de 80% do portfólio da Manioca. No entanto, a empresa ainda encontra dificuldade, especialmente na oferta consistente de matéria-prima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem as safras e períodos de produtos de maior e menor qualidade. Observamos que os SAFs (Sistemas Agroflorestais) ajudam a manter a produtividade com qualidade elevada, então entramos como parceiros dos nossos fornecedores para valorizar o produto e gerar laços ainda mais profundos e transparentes com as práticas sustentáveis que sustentam nossa produção&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>Como resposta a esse gargalo, a Manioca lançou o Programa Raízes, braço estratégico de fortalecimento da agricultura familiar que oferece suporte técnico para elevar a produtividade e diversificar as culturas locais.</p>
<p>Hoje, a iniciativa abraça 23 famílias, responsáveis por fornecer anualmente cerca de 140 toneladas de insumos. O modelo consolida uma relação de valor compartilhado: a empresa assegura a compra e a evolução técnica no campo, enquanto os agricultores entregam matérias-primas de excelência, elevando o padrão do produto final.</p>
<blockquote><p>&#8220;São agricultores familiares, então essa famílias vivem inteiramente da produção agrícola o ano inteiro. Quando criamos essa parceria, garantimos não só um produto de qualidade, como também garantimos que eles saberão resistir ao assédio de práticas predatórias no campo, que lá na frente vão gerar degradação e benefícios muito menores do que uma agricultura sustentável a longo prazo&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>A principal aposta do projeto é reposicionar a Amazônia como fonte de soluções alimentares contemporâneas, capazes de dialogar com tendências globais de sustentabilidade e rastreabilidade. Tudo isso levando o sabor da Amazônia ao cotidiano dos brasileiros.</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje em dia, quando nós abordam nos eventos, quase sempre o &#8216;shoyu&#8217; é o principal gancho. Parte das pessoas acha que existe uma matemática muito complicada por trás, mas não: é a prova viva do melhor que a natureza pode oferecer, sem aditivos, corantes e aqueles ingredientes esquisitos. O &#8216;shoyu&#8217; é o carro chefe da integração entre o umami amazônico e a tecnologia com uma lista limpa de ingredientes&#8221;, diz.</p></blockquote>
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		<title>Projeto de restauração transforma vida de agricultores e combate passivo ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-13.47.58-e1774026201489-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A agricultora Carmem Lúcia Barbosa da Silva, moradora da comunidade de São Francisco do Poraquê, em Mojuí dos Campos (oeste do Pará), tornou-se símbolo de uma nova fase para o produtor rural na Amazônia. Desde o início de 2026, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), ela recupera 89 hectares de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-13.47.58-e1774026201489-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A agricultora Carmem Lúcia Barbosa da Silva, moradora da comunidade de São Francisco do Poraquê, em Mojuí dos Campos (oeste do Pará), tornou-se símbolo de uma nova fase para o produtor rural na Amazônia. Desde o início de 2026, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), ela recupera 89 hectares de sua propriedade com o plantio de açaí, cacau, cumaru, pequi e espécies nativas, por meio do projeto Regulariza Rural.</p>
<p>Pelo resultado de sua iniciativa, Carmem foi homenageada no último dia 11 de março em Brasília, durante a mostra que celebrou os 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro.</p>
<blockquote><p>&#8220;A recuperação da minha área é recente, mas já mudou tudo na minha vida. Já tenho consciência de que teremos uma renda maior e mais sustentável&#8221;, afirmou a produtora, que agora também gera empregos em sua terra.</p></blockquote>
<p>Financiado pelo banco alemão KfW e pelo IICA, com apoio do Serviço Florestal Brasileiro e da Semas-PA, o projeto foca na recuperação de áreas desmatadas ilegalmente em pequenas propriedades. Atualmente, a iniciativa beneficia 68 produtores em três regiões do Pará, somando 600 hectares em processo de restauro.</p>
<blockquote><p>“A nossa cabeça muda muito. A gente aprende a plantar de verdade. Eu já tinha algumas mudas, mas foi o projeto que deu o empurrão final&#8221;, destaca a produtora.</p></blockquote>
<p>O modelo propõe uma alternativa à pecuária de corte, predominante na região, mas que enfrenta barreiras de mercado devido a irregularidades ambientais.</p>
<blockquote><p>“Além de ser muito mais trabalhosa e cara, essa prática (gado de corte) acaba gerando mais consequências ambientais e, por conta da irregularidade dessas áreas, o produtor não consegue nem vender para frigoríficos certificados. Por isso, o restauro com plantas produtivas e nativas é muito mais prático, rentável e seguro para essas pessoas e, graças a novas leis do estado, permite um restauro produtivo que também regulariza essas terras”, explica Taiany Liborio, analista de pesquisa do IPAM.</p></blockquote>
<h3>Acesso ao crédito</h3>
<p>A existência de passivos ambientais em pequenas propriedades, desmatadas ilegalmente— como os 17 milhões de hectares de Reserva Legal em falta no Pará, segundo o Termômetro do Código Florestal — bloqueia o acesso dos pequenos produtores a crédito e assistência rural. O projeto Regulariza Rural rompe esse ciclo ao unir a recuperação da floresta com a produção sustentável de frutas e sementes.</p>
<p>Para Carmem Lúcia, a mudança foi também cultural.</p>
<blockquote><p>No começo, o pessoal que mora comigo achava que era só conversa, que não valeria a pena, mas agora todos temos uma visão diferente e percebemos que dá, sim, para produzir recuperando a área e sem desmatamento. Agora as pessoas vêm me perguntar como fazer para começar e como se organizar para realizar o restauro”, destaca a agricultora</p></blockquote>
<h3>O papel da Reserva Legal</h3>
<p>Embora a renda da Reserva Legal seja menor que a de uma área de produção consolidada, ela funciona como um incentivo para a transição produtiva. Taiany Liborio observa que uma mudança de visão de produtores da região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos acompanhado uma transição: o pessoal que antes trabalhava apenas com gado e nunca tinha plantado nada agora amplia sua visão e se capacita para novas formas de produção”, destaca Taiany.</p></blockquote>
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		<title>Protagonismo feminino impulsiona a ciência e a bioeconomia na Amazônia paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:56:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[cientistas]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/mulheres_cientistas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No Pará, o 8 de março não celebra apenas o Dia Internacional da Mulher, mas a ocupação de espaços que, até pouco tempo atrás, eram desconhecidos para elas. A ciência, antes vista como um campo de predominância masculina, ganha hoje a assinatura, a voz e a coragem de pesquisadoras que transformam a biodiversidade amazônica em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/mulheres_cientistas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No Pará, o 8 de março não celebra apenas o Dia Internacional da Mulher, mas a ocupação de espaços que, até pouco tempo atrás, eram desconhecidos para elas. A ciência, antes vista como um campo de predominância masculina, ganha hoje a assinatura, a voz e a coragem de pesquisadoras que transformam a biodiversidade amazônica em soluções globais.</p>
<p>A trajetória da doutoranda Thaiana Pampona ilustra essa mudança. Ao converter resíduos da floresta em insumos farmacêuticos, ela desafia o status quo.</p>
<blockquote><p>“Ser mulher na pesquisa é ocupar espaços que por muito tempo não foram pensados para nós. Cada mulher que escolhe pesquisar, ensinar e inovar abre caminho para outras que virão. A ciência precisa da nossa voz, da nossa liderança e da nossa coragem”.</p></blockquote>
<p>A presença feminina na ciência brasileira segue em ascensão e os dados locais confirmam essa tendência. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres já representam 52% dos grupos de pesquisa vinculados ao CNPq.</p>
<p>No cenário paraense, o levantamento da Fapespa aponta que, das 1.002 bolsas ativas, 622 são ocupadas por mulheres, mantendo a maioria em todos os níveis acadêmicos: são 407 bolsistas na iniciação científica, 139 no mestrado e 62 no doutorado.</p>
<p>Mas a jornada tem suas curvas. Para Renata Coelho, geneticista em Barcarena, conciliar a excelência técnica com a vida pessoal é um ato de resistência.</p>
<blockquote><p>“Ser mulher em áreas como genética aplicada e biotecnologia, historicamente dominadas por homens, exigiu que eu constantemente demonstrasse competência e resiliência”.</p></blockquote>
<p>Reconhecendo que a equidade precisa de apoio estrutural, o governo estadual tem dado passos práticos, como editais voltados a grupos liderados por mulheres e auxílios que permitem a permanência de mães nos laboratórios.</p>
<p>Carina Silva, da Fapespa, resume o impacto: essas medidas “são essenciais para corrigir desigualdades estruturais e ampliar o acesso de mulheres à liderança científica, gerando o aumento de coordenadoras de projetos tecnológicos e de inovação”.</p>
<p>Das profundezas da geologia, onde Gilmara Regina Feio mapeia a crosta terrestre para barrar crimes ambientais, ao trabalho de base que sustenta a bioeconomia, a mulher paraense não apenas pesquisa: ela dita o futuro.</p>
<blockquote><p>&#8220;Acredito que a presença feminina amplia as formas de pensar e produzir conhecimento”, avalia Gilmara.</p></blockquote>
<p>Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, mulheres cientistas e pesquisadoras apoiadas pelo governo estão fazendo a diferença e trazendo impactos positivos para a sociedade.</p>
<blockquote><p>“Cada desafio enfrentado fortalece minha convicção de que investir em educação e ciência é o caminho para construir uma sociedade melhor e sustentável na Amazônia”, diz Renata Coelho.</p></blockquote>
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		<title>Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 17:25:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate artesanal]]></category>
		<category><![CDATA[indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Sidjä Wahiü]]></category>
		<category><![CDATA[World Business Council for Sustainable Development]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.38.05-e1770403282117-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No coração do Médio Xingu, no sudoeste do Pará, um chocolate artesanal está se destacando não apenas pelo sabor, mas por por sua contribuição para o meio ambiente. A líder indígena Katyana Xipaya é a responsável pela marca de chocolates Sidjä Wahiü, selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar sua vitrine [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.38.05-e1770403282117-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No coração do Médio Xingu, no sudoeste do Pará, um chocolate artesanal está se destacando não apenas pelo sabor, mas por por sua contribuição para o meio ambiente. A líder indígena Katyana Xipaya é a responsável pela marca de chocolates Sidjä Wahiü, selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar sua vitrine global de soluções sustentáveis.</p>
<p>O WBCSD &#8211; ou Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável — é uma organização global liderada pelos CEOs de mais de 200 das maiores empresas do mundo e funciona como uma ponte entre o que os cientistas dizem que o planeta precisa e o que as empresas fazem na prática.</p>
<blockquote><p>“Criar faz parte da nossa cultura, mas estar no mercado é importante para tornar nossa presença pública como agentes de inovação que não precisam derrubar a floresta”, diz Sidjä Wahiü sobre o primeiro chocolate indígena da região.</p></blockquote>
<p>A coalizão entende que, para salvar a Amazônia, não basta apenas &#8220;não desmatar&#8221;; é preciso criar um sistema alimentar que valorize o produto da floresta. É aqui que entra o chocolate Sidjä Wahiü. Ele serve como um modelo real de &#8220;Cadeia de Valor Sustentável&#8221; que o WBCSD apresenta para outras empresas aprenderem a replicar.</p>
<p>Moradora da comunidade ribeirinha Jericoá 2, em Vitória do Xingu,  Katyana resgatou o legado de seu avô para revolucionar o cacau nativo. O que antes era tradição familiar, hoje se apresenta como barras de 72% cacau que celebram a biodiversidade da floresta ao se fundirem com abacaxi, pitaya e banana. Mais do que um produto de alto valor, o chocolate é o fruto do trabalho integrado de três famílias locais, provando que a ancestralidade e a bioeconomia caminham juntas.</p>
<figure id="attachment_40757" aria-describedby="caption-attachment-40757" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-40757" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1024x845.jpeg" alt="" width="814" height="672" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1024x845.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-300x248.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-768x634.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-150x124.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-450x371.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1200x990.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00.jpeg 1253w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40757" class="wp-caption-text">Chocolate com frutas desidratadas como Abacaxi, Pitaya e Banana. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A produção de alimentos costuma envolver boa parte da família e isso já fala muito sobre quem somos. Nas comunidades indígenas, compartilhar conhecimento é regra”, comenta.</p></blockquote>
<p>De acordo com Katyana,  todos numa comunidade indígena têm seu papel na construção de conhecimento, mas as principais guardiãs são mulheres. Daí o o nome Sidjä Wahiü, que significa ‘Mulher Forte’ na língua Xipaya.</p>
<h3>Parceria com a Cacauway</h3>
<p>Katyana conta que, após a colheita e o processamento inicial feito ainda nas comunidades de Jericoá 2, a matéria-prima segue para Medicilândia, onde é processada pela Cacauway, parceira técnica responsável pela finalização e refino dos chocolates.</p>
<p>Segundo Ademir Venturin, diretor da empresa, a parceria é essencial para posicionar o chocolate do Xingu no mercado nacional e global da indústria sustentável.</p>
<blockquote><p>“Grandes marcas do mercado estão alterando suas fórmulas, adicionando mais açúcar e gordura para não perder lucro, mas isso está acontecendo porque as mudanças climáticas já estão afetando a produção do cacau e muitos empresários preferem mexer no produto todo para proteger o lucro, do que ter uma conversa franca sobre meio ambiente e a cadeia do cacau. Iniciativas de manejo responsável como a Sidjä Wahiü apostam na transparência e já trazem esse diálogo desde a origem”, destaca.</p></blockquote>
<p>A Cacauway contribui com o acabamento do produto e com as embalagens necessárias para o mercado de chocolates finos, sem descaracterizar a receita original e o saber tradicional.</p>
<blockquote><p>“Nós (Cacauway) produzimos aproximadamente 1,2 tonelada de chocolate por mês, em parceria com mais de 120 famílias beneficiadas que cultivam em SAFs. A Sidjä possui seu próprio alcance também em SAFs e vai expandir ainda mais. É uma alegria muito grande fazer parte desse processo porque vai além as premiações, é o reconhecimento do esforço de centenas de famílias que apostam todas as fichas no desenvolvimento sustentável”, diz.</p></blockquote>
<h3>Sementinha por sementinha</h3>
<p>Para Katyana, o reconhecimento internacional ao empreendimento representa uma conquista coletiva.</p>
<blockquote><p>“O Sidjä Wahiü não é algo só meu. É a oportunidade de mostrar a força do empreendedorismo indígena, da nossa cultura e do protagonismo das mulheres. Essa é uma história construída sementinha por sementinha”, afirma.</p></blockquote>
<p>A trajetória de Katyana reflete um movimento maior que vem ganhando força no Pará, estado responsável por mais de 50% da produção nacional de cacau. De acordo com a Embrapa, a cadeia do fruto movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões por ano no Brasil.</p>
<p>Para o futuro, a empreendedora e líder indígena acredita em uma cadeia produtiva com ainda mais parceiros, que possam olhar na mesma direção: a preservação da floresta em pé, fortalecimento da cultura indígena e a manutenção de cadeias de trocas de conhecimento.</p>
<blockquote><p>“A gente fica em movimento o ano todo, participamos de formações para produzir ainda melhor, compartilhamos mudas de café, cacau e outros frutos com outras comunidades e ensinamos a gerar renda com esses insumos. Um futuro mais justo é possível quando entendemos que precisamos desenvolver essa parceria também com a natureza. Se nós não gostamos dessas relações injustas, por que vamos impor isso para a floresta?”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Cultura ribeirinha é reconhecida por como patrimônio do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 17:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinha]]></category>
		<category><![CDATA[ribeirinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/ribeirinhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A cultura ribeirinha passou a ser oficialmente reconhecida como patrimônio do Pará. Sancionada pelo governador Helder Barbalho e idealizada pelo deputado Carlos Bordalo, a legislação reconhece as expressões das águas como essenciais à identidade paraense. O Pará abriga uma das maiores populações ribeirinhas da Amazônia, distribuídas em comunidades que mantêm modos de vida profundamente relacionados [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/ribeirinhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A cultura ribeirinha passou a ser oficialmente reconhecida como patrimônio do Pará. Sancionada pelo governador Helder Barbalho e idealizada pelo deputado Carlos Bordalo, a legislação reconhece as expressões das águas como essenciais à identidade paraense.</p>
<p dir="ltr">O Pará abriga uma das maiores populações ribeirinhas da Amazônia, distribuídas em comunidades que mantêm modos de vida profundamente relacionados aos rios, florestas e ilhas, elementos fundamentais na formação do território e da identidade paraense.</p>
<p dir="ltr">A Lei nº 11.325, de 13 de janeiro de 2025, tem como objetivo assegurar a proteção, promoção e valorização dos saberes, práticas e expressões culturais das comunidades ribeirinhas e das demais manifestações da cultura paraense. A política busca garantir que o conhecimento ancestral dos povos das águas e da floresta seja preservado, reconhecido e transmitido às futuras gerações.</p>
<p dir="ltr">A iniciativa também reconhece o papel estratégico dessas comunidades na preservação ambiental e na manutenção de modos de vida sustentáveis, integrando cultura, território e meio ambiente.</p>
<p dir="ltr">Além de seu valor simbólico e identitário, a política reconhece a cultura como vetor de desenvolvimento econômico e inclusão social. A valorização de artistas, artesãos e iniciativas culturais ribeirinhas pode impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo de base comunitária e gerar renda, promovendo desenvolvimento sustentável em territórios historicamente vulnerabilizados.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, apenas cerca de um terço das famílias ribeirinhas dessas áreas está incluída em assentamentos agroextrativistas reconhecidos, o que reforça a necessidade de políticas públicas integradas, territorializadas e permanentes, conforme aponta o Instituto Peabiru.</p>
<p dir="ltr">Para o deputado Carlos Bordalo, a sanção da Lei nº 11.325 representa um avanço significativo na construção de políticas públicas culturais voltadas aos povos tradicionais do Pará. “</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">Preservar a cultura ribeirinha é garantir a continuidade da nossa história, fortalecer a identidade paraense e reconhecer os modos de vida que sustentam o estado”, destacou o parlamentar.</p>
</blockquote>
<h3 dir="ltr">Princípios</h3>
<p dir="ltr">A Política Estadual de Valorização da Cultura Ribeirinha e Paraense será orientada por princípios como:</p>
<ul>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Valorização da diversidade cultural e dos povos tradicionais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Respeito às práticas sociais, religiosas, econômicas e culturais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Participação efetiva das comunidades na construção e execução das políticas culturais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Descentralização das ações culturais, fortalecendo os territórios onde a cultura é produzida;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Integração dos saberes tradicionais aos processos educacionais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Articulação com políticas de preservação ambiental e sustentabilidade.</p>
</li>
</ul>
<h3 dir="ltr"><strong>Ações estruturantes</strong></h3>
<p dir="ltr">Para garantir a efetivação da política, o Poder Executivo poderá desenvolver ações como:</p>
<ul>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Registro, documentação e salvaguarda das tradições ribeirinhas, incluindo festas, rituais, culinária, artesanato e práticas religiosas;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Proteção de patrimônios materiais e imateriais, sítios históricos, arquitetônicos e culturais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Apoio à realização de festivais, feiras, exposições e eventos culturais;</p>
</li>
<li dir="ltr">
<p dir="ltr">Implementação de oficinas, cursos e atividades formativas voltadas aos saberes tradicionais e à economia cultural local.</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Entre o passado e o futuro: o que moradores de Belém desejam no aniversário de 410 anos da cidade?</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/entre-o-passado-e-o-futuro-o-que-moradores-de-belem-desejam-no-aniversario-de-410-anos-da-cidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/16933_92e5409a-49c1-9aa7-0faf-44c3e1176831-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Feliz Lusitânia, Paris n&#8217;América, Cidade das Mangueiras. Em 410 anos, a capital paraense recebeu diversos nomes e teve cada página de sua historia escrita por ribeirinhos, indígenas, caboclos, migrantes e imigrantes. No aniversário da cidade, moradores que fazem o dia a dia de Belém compartilharam com o Pará Terra Boa seus desejos para esta data [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/16933_92e5409a-49c1-9aa7-0faf-44c3e1176831-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Feliz Lusitânia, Paris n&#8217;América, Cidade das Mangueiras. Em 410 anos, a capital paraense recebeu diversos nomes e teve cada página de sua historia escrita por ribeirinhos, indígenas, caboclos, migrantes e imigrantes.</p>
<p>No aniversário da cidade, moradores que fazem o dia a dia de Belém compartilharam com o Pará Terra Boa seus desejos para esta data tão especial.</p>
<p>Tiago de Jesus é uma das centenas de trabalhadores que fazem parte da Feira do Açaí, por onde chegam toneladas de açaí in natura todos os dias. O transporte é feito em paneiros, cestos de palha com capacidade aproximada de 15kg.</p>
<figure id="attachment_40256" aria-describedby="caption-attachment-40256" style="width: 770px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-40256" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7.webp" alt="" width="770" height="513" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7.webp 770w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/ver-o-peso-mc_abr_29092025-7-450x300.webp 450w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /><figcaption id="caption-attachment-40256" class="wp-caption-text">Movimento na Feira do Açaí, em Belém. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Nasci na Ilha das Onças (região próxima a Belém) e desde sempre fiz esse caminho, meu pai e meus tios atravessavam açaí todos os dias. Pra gente, Belém é calor, correria, turista misturado com feirante, repórter”, narra.</p></blockquote>
<p>Atualmente ele vive em Belém com três filhos e a esposa, expandindo o negócio da família e distribuindo o fruto para pontos de açaí e restaurantes. Para Tiago, Belém vai além de uma segunda casa, mas também é berço da continuidade da sua jornada.</p>
<blockquote><p>“Belém parece a maré, quando tu te espertas, já te pegou. Sempre me senti bem recebido, mas agora com mulher e filhos fazendo a vida, estudando, fazendo faculdade vejo que também é um berço de oportunidades pra quem vem dos rios. A gente nem precisa contar muito a luta quando diz que veio das ilhas, as pessoas já compreendem de cara”, diz.</p></blockquote>
<p>Jacira Coelho vende comidas típicas no bairro do Guamá, considerado o mais populoso de Belém pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as mais de 100 mil pessoas que vivem e trabalham no local, ela cresceu, criou os filhos e agora celebra os netos com o lucro dos sabores tradicionais.</p>
<blockquote><p>“Toda minha vida é aqui em Belém. Nasci no Guamá e já morei em outros bairros, mas me sinto mais feliz aqui. Amo viajar e conhecer outras cidades no nordeste, sul, sudeste, mas o gostinho de estar em casa é diferente, é lembrar de toda a minha vida e do que a gente conseguiu crescer, meu neto diz que é nosso legado”, comenta.</p></blockquote>
<p>Vendendo comidas típicas, ela diz que um ponto de conforto é conhecer toda sua cadeia produtiva: da origem dos insumos os clientes. Dessa forma, a venda de refeições deixa de ser apenas apenas uma forma de sobrevivência, mas também de interação e alegria.</p>
<figure id="attachment_40257" aria-describedby="caption-attachment-40257" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40257" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-1024x683.jpg" alt="" width="814" height="543" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2-1200x800.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_56_comida-para-2.jpg 1300w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40257" class="wp-caption-text">Tacacá, Vatapá e Maniçoba são alguns dos principais pratos típicos da região. Foto: Arquivo/Agência Pará</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Sei de onde vem meu jambu, minha maniva, meu cupuaçu. Isso é bom porque além de apoiar o compadre, a comadre, gente vê tudo crescer junto. Quando a demanda aumenta, todo mundo ganha mais e quando diminui a gente sai se recomendando pra não sair no prejuízo. É um cordão onde todo mundo se ajuda dentro do que dá, diz.</p></blockquote>
<p><strong>Qual é o grande diferencial de Belém?</strong></p>
<p>Para Jacira, uma das grandes qualidades de Belém é o sentimento de igualdade. Ela explica que mesmo com diferenças sociais, alguns sentimentos e preferências são comuns em todos os moradores.</p>
<blockquote><p>“O que eu mais amo é que não existe lugar só de rico e só de pobre, sabe? Tu vais em Mosqueiro, Cotijuba (ilhas que possuem praias muito procuradas no veraneio) e acha gente de todo tipo brincando junto. Até mesmo na Estação das Docas que dá muito turista tu vês todos misturados, ninguém fica olhando dos pés a cabeça te medindo”, conta.</p></blockquote>
<p>Já Tiago destaca o acolhimento e a sensação de proximidade. Para ele, não há como se sentir só na capital paraense.</p>
<blockquote><p>“Tu podes estar resolvendo um problemão ou indo passear com a família, sempre vais esbarrar com alguém que conhece tu ou tua família e trocar aquele abraço ou saber alguma novidade. Pra mim não existe solidão aqui, é impossível se sentir sozinho seja na tristeza, na alegria ou pra levantar uma laje em casa no fim de semana”, diz.</p></blockquote>
<p><strong>Presente e futuro</strong></p>
<p>Nascida no bairro do Jurunas, Caroline Leão dá aulas de Estudos Amazônicos na rede estadual de ensino para crianças e pré adolescentes. Além da bagagem profissional que explora a história regional, ela também leva para a sala de aula a vivência de crescer em um bairro onde a população é composta por descendentes de etnias tradicionais, povos ribeirinhos de outras localidades e trabalhadores da periferia.</p>
<figure id="attachment_40258" aria-describedby="caption-attachment-40258" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-40258" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_57270_ee5c397e-10b6-3a99-35f1-7081493cc941-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-40258" class="wp-caption-text">Estudantes de escola estadual de Belém durante programação cultural. Foto: Ascom Sedeme/Agência Pará</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Eu sou muito feliz em trabalhar com algo que ajuda as novas gerações a não esquecerem nossa história. Belém e toda a Amazônia possuem um histórico de muita luta, mas também de união entre trabalhadores e povos tradicionais. Acho que um bom indício para quem quer avançar na vida passa por usar suas origens para impulsionar um futuro melhor, usando suas memórias de combustível”, comenta.</p></blockquote>
<p>Para a professora, a cidade enfrenta desafios como toda grande cidade, mas já avançou e pode continuar avançando em muitos sentidos rumo à justiça social e responsabilidade ambiental.</p>
<blockquote><p>“Temos problemas que o poder público pode atuar para resolver, como a remuneração justa de atravessadores e trabalhadores rurais que todo dia abastecem a cidade. Outra coisa que o poder público pode ajudar muito é em melhorar a responsabilidade ambiental com mais ações de fiscalização e punição para quem afeta o meio ambiente, mas as pessoas… as pessoas em sua maioria são acolhedoras em sua maioria. Se ver as pessoas mais velhas, muitas já praticam conceitos de sustentabilidade em suas casas mesmo sem saber. Os mais jovens a gente educa e conscientiza para ter uma nova geração mais engajada”, comenta.</p></blockquote>
<p><strong>Como presentear uma cidade?</strong></p>
<blockquote><p>“Nós somos a cidade, então presentear é contribuir com nossas ações, não acha?”</p></blockquote>
<p>Jacira acredita que cada pessoa pode presentear a cidade com seus talentos e aspirações. Para ela, os avanços e promessas de um amanhã melhor também passam pela iniciativa pessoal.</p>
<blockquote><p>“Eu dou meus parabéns vivendo e fortalecendo o que está aqui: meus filhos e netos vivem em a Belém, meus clientes e fornecedores estão aqui, separo o lixo direitinho, falo para os vizinhos não queimarem nada sem necessidade. Acho que viver de forma respeitosa e grata ao chão de onde a gente veio é uma forma de dar parabéns também, não concorda?”, questiona.</p></blockquote>
<p>Para Tiago, Belém pode fazer ainda melhor ao proteger mais o meio ambiente e reforçar suas origens.</p>
<blockquote><p>“O Belenense sabe receber muito bem e ser agradável? Eu desejo que protejam mais as ilhas, os bosques. A gente quer que a cidade cresça em turismo, mas sem esquecer que sustentabilidade e essas coisas que falaram tanto na COP também passa pela gente que atravessa açaí, peixe, fruta, verdura e legume todo dia. Eu desejo que Belém continue amorosa, mas que não deixe ninguém tirar proveito demais”, diz.</p></blockquote>
<p>Já o desejo de Caroline é um misto de pedido e promessa, reforçando seu compromisso pessoal em contribuir.</p>
<blockquote><p>“Vamos construir mais espaços arborizados, ações de fiscalização e punir de verdade quem prejudica o meio ambiente. Eu tô aqui completamente comprometida em fazer minha parte em formar cidadãos que amam sua terra e conhecem sua importância e seu potencial. Se cada um fizer sua parte, todos nós avançamos”, declara.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Chef cria massas artesanais com frutas, ervas e hortaliças amazônicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 13:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Emporium Caeteuara Pastifício]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Massas amazônicas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Valfir Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável? Foi assim, ainda no salão do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251009_113655_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Dentro da cozinha de um restaurante em Bragança, no nordeste paraense, a imaginação do chef Valfir Ribeiro misturou a criatividade das receitas com uma ideia de empreendimento: e se fosse possível fazer gastronomia sem aditivos, sem industrializados, usando apenas o que a terra oferece de forma orgânica e sustentável?</p>
<p>Foi assim, ainda no salão do restaurante onde era sócio e chef, que o embrião da Emporium Caeteuara Pastifício, que fabrica massas a partir de ingredientes como açaí, jambu, taioba e chicória, foi gerado. Valfir diz que, aos poucos, começou a fazer experimentos e se permitiu ser guiado pela própria intuição.</p>
<p>Desde então, ele começou a produzir seus próprios temperos a partir de insumos da agricultura familiar, assim como abriu espaço para a venda de farinhas artesanais, panelas de barro e outros itens feitos pelas comunidades próximas.</p>
<p>Algum tempo depois, enquanto ministrava aulas para alunos de gastronomia vindos de São Paulo, veio a afirmação definitiva: de que na sua cozinha nascia a semente de um novo tipo de negócio.</p>
<blockquote><p>“A Emporium nasceu definitivamente em 2014, quando fui convidado para o Ver-o-Peso da Cozinha Paraense (evento local de culinária de origem). Fui para Belém apresentar um prato com mandioca, daí, além dela, eu trouxe também a mandiocaba (raiz mais adocicada da mandioca) que ninguém conhecia até então, né? E isso foi um boom”, relembra.</p></blockquote>
<p>A mandiocaba (<em>Manihot esculenta Crantz</em>) é uma das variedades de mandioca existentes no Pará e em outros estados do Norte do Brasil, destacada pelo grande teor de açúcares livres, principalmente glicose e sacarose.</p>
<p>Valfir aprendeu a produzir massas no final da adolescência, quando aumentou seu interesse pelo setor da culinária.</p>
<blockquote><p>“Não teve a figura da Nonna, da avó com receitas de família. O que aprendi tinha uma linguagem mais técnica, um cuidado especial nas proporções para produzir uma massa esteticamente bonita no prato e ao mesmo tempo cheia de sabor”, diz.</p></blockquote>
<p>Após passar por uma verdadeira viagem no tempo, enquanto voltava de Belém, relembrando as frutas que consumia com a avó, ele voltou para Bragança com a decisão de transformar o Emporium num grande negócio.</p>
<h3>Renda justa e estratégica</h3>
<p>Os insumos usados por Valfir, que fabrica as massas sozinho, vêm de diversas fontes com dois pontos em comum: todas são fruto da agricultura familiar e dispensam a atividade dos atravessadores, que reduzem a renda que chega às famílias.</p>
<p>Em Ananindeua, na Grande Belém, o abastecimento é feito por hortas periurbanas e de ilhas do município como Santa Rosa e São João Pilatos. Já outros frutos chegam de cidades do Baixo Tocantins e do Arquipélago do Marajó.</p>
<p>O empreendedor explica que a produção é feita de acordo com os ciclos da floresta e as safras de cada matéria-prima, por isso existe uma rotatividade nos sabores oferecidos a cada época do ano.</p>
<p>Entre os sabores tradicionais e sazonais estão tucumã, buriti, açaí, jambu, cariru e outras frutas, folhas e flores regionais.</p>
<blockquote><p>“A gente aproveita desde o momento que o primeiro fruto maduro cai no solo. Aí inicia uma corrida para chegar aqui o mais fresco possível para iniciar a produção”, conta.</p></blockquote>
<p>A parceria com o chef com as comunidades é completa: além de comprar a produção local, Valfir investe na transferência de conhecimento. Por meio de oficinas, ele ensina os produtores a processar seus produtos, transformando-os em subprodutos de maior valor — como geleias e farinhas especiais — e, assim, elevando significativamente o potencial de lucro.</p>
<h3>Do quintal para o mundo</h3>
<p>Se parte do mercado local ainda resiste à iniciativa, o mercado nacional e internacional abraça o projeto cada vez mais.</p>
<p>Valfir conta que a Emporium possui parceiros em estados como Bahia, São Paulo, Brasília e Rio Grande do Sul, que comercializam seus produtos. Os demais estados brasileiros concentram o maior volume de vendas.</p>
<p>Já a internacionalização veio com a participação em um curso da Apex Brasil voltado para micro e pequenos empreendedores sustentáveis. Agora, os pedidos também alcançam países como Portugal, França, Itália e Austrália.</p>
<p>O fundador avalia que a estrutura da Emporium ainda é enxuta, mas garante que o caminho está sendo trilhado com responsabilidade e solidez.</p>
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		<title>Retrospectiva 2025: As histórias de paraenses que reescrevem o futuro do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Dec 2025 11:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-11.36.29-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Esqueça o que você sabe sobre o calendário. No coração da Amazônia, 2025 não foi um ano de transição, mas sim de convergência. O Pará se firmou como palco de uma revolução silenciosa, onde a sabedoria ancestral, a urgência climática e o compromisso com a sustentabilidade se encontraram. Produtores e empreendedores paraenses colocaram o estado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-11.36.29-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Esqueça o que você sabe sobre o calendário. No coração da Amazônia, 2025 não foi um ano de transição, mas sim de convergência. O Pará se firmou como palco de uma revolução silenciosa, onde a sabedoria ancestral, a urgência climática e o compromisso com a sustentabilidade se encontraram.</p>
<p>Produtores e empreendedores paraenses colocaram o estado no mapa mundial da inovação verde, com a COP30. Mas antes da conferência do clima e depois dela, o ano foi marcado por personagens que transformaram desafios em soluções de bioeconomia.</p>
<p>Relembre algumas dessas pessoas que foram destaque no <strong>Pará Terra Boa</strong> em 2025.</p>
<h3>Vinho com sabor de floresta</h3>
<p>Sâmia Lirne está no centro da revolução silenciosa que transforma frutos amazônicos em vinhos artesanais com compromisso de sustentabilidade. A Alter do Chão Wine, de Santarém, com menos de um ano, já se destaca: além de produzir vinho de açaí com 20% do caroço incluído na fermentação, a empresa tem na sustentabilidade o guia de todas as suas práticas, desde o modelo de coleta sustentável com comunidades locais até o cuidado com o solo e as gerações futuras.</p>
<figure id="attachment_40095" aria-describedby="caption-attachment-40095" style="width: 476px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-40095" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-300x296.jpeg" alt="" width="476" height="470" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-300x296.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-1024x1010.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-768x757.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-150x148.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42-450x444.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-12-at-10.44.42.jpeg 1069w" sizes="(max-width: 476px) 100vw, 476px" /><figcaption id="caption-attachment-40095" class="wp-caption-text">Sâmia Lirne fundou e é diretora da Alter do Chão Wine, que produz vinho com caroço de açaí Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<h3>Chocolate fino, amigo da natureza</h3>
<p>No município de Brasil Novo, na região do Xingu, agricultores familiares estão liderando a transformação do cacau em chocolate fino, consolidando a bioeconomia local. O movimento de verticalização da produção tem como uma de suas pioneiras Jiovana Lunelli,  da Cacau Xingu, cuja fábrica em sistemas agroflorestais foi a primeira do estado a obter o registro artesanal. Mas Iradi Frutuoso (Frutuoso Chocolate) e Verônica Preuss (&#8220;Kakao Blumenn&#8221;), entre outros, têm ajudado Brasil Novo a se consolidar como uma das principais referências da cacauicultura no Pará.</p>
<figure id="attachment_35428" aria-describedby="caption-attachment-35428" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-35428" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-300x200.webp" alt="" width="534" height="356" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/chocolate_JiovanaLunelli.webp 860w" sizes="(max-width: 534px) 100vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-35428" class="wp-caption-text">Jiovana Lunelli foi a primeira a receber o selo de chocolate artesanal no estado. Foto: Cacau Xingu</figcaption></figure>
<h3>Palafita sustentável</h3>
<p>O engenheiro civil José Coelho transformou as memórias de sua infância na ilha de Santa Rita, em Juruti, marcada pelas dificuldades das cheias do Rio Amazonas, em uma solução inovadora: a Casa de Várzea. Seu projeto patenteado de palafita sustentável resolve o problema dos alagamentos comuns nas várzeas amazônicas. Isso se deve a um sistema de elevação hidráulica natural que permite que a casa acompanhe o movimento das cheias, evitando inundações. Além disso, a casa utiliza uma madeira biosintética durável (feita com 70% de resíduos vegetais, como caroço de açaí, e 30% de plástico reciclado) tratada com o princípio ativo da andiroba, que atua como repelente natural de insetos transmissores de doenças. O projeto é totalmente sustentável.</p>
<figure id="attachment_34791" aria-describedby="caption-attachment-34791" style="width: 512px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34791" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-300x200.jpg" alt="" width="512" height="341" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/Jose-Coelho-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-34791" class="wp-caption-text">O engenheiro José Coelho diz que o conceito da casa de várzea pode ser aplicado a outras construções. Foto: Agência Pará</figcaption></figure>
<h3>Frutos da floresta em pé</h3>
<p>A produtora Hortência Osaqui é a responsável por transformar o bacuri no símbolo de um empreendimento familiar de sucesso e sustentabilidade na Fazenda Bacuri, em Augusto Corrêa. Após assumir o legado de mais de 50 anos deixado por seu pai, Henrique Osaqui – que na década de 1970 iniciou o manejo agroflorestal para recuperar uma área degradada de 64 hectares –, ela inovou ao verticalizar a cadeia produtiva em 2009. Sua visão resultou na criação de uma agroindústria com a marca Osaqui, que hoje produz geleias, compotas e licores artesanais de frutas amazônicas como bacuri (simples e com pimenta), açaí e cupuaçu, todos com certificação orgânica e autorização para exportação para a Europa e os Estados Unidos, com todos os insumos básicos (exceto o açúcar orgânico) produzidos na própria fazenda.</p>
<figure id="attachment_33871" aria-describedby="caption-attachment-33871" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-33871" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-300x222.png" alt="" width="610" height="452" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-300x222.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-150x111.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui-450x332.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/floresta-hortencia-osaqui.png 532w" sizes="(max-width: 610px) 100vw, 610px" /><figcaption id="caption-attachment-33871" class="wp-caption-text">Família Osaqui viu a oportunidade de empreender com a preservação da floresta. Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<h3>Borracha + açaí = tênis</h3>
<p>O empreendedor social Francisco Samonek está reativando seringais nativos e transformando o látex em uma cadeia de valor sustentável, com a Seringô.  A empresa fabrica tênis a partir de 70% de borracha amazônica e 30% de caroço de açaí, em um processo artesanal, limpo e sem geração de resíduos. A startup inova ao integrar a extração do látex à dinâmica da agricultura familiar no Marajó, com capacitação para que as mais de 1.500 famílias envolvidas no empreendimento tenham uma renda melhor e possam vender tanto a matéria-prima quanto artesanato e biojoias feitas com recursos da floresta. A Seringô desenvolve uma tecnologia social que valorize o seringueiro como um empreendedor, gerando renda e um pagamento pela proteção da floresta.</p>
<figure id="attachment_27930" aria-describedby="caption-attachment-27930" style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-27930" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-300x225.jpg" alt="" width="519" height="389" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Francisco-Samonek-Credito-Julia-Dias-Carneiro-BBC.jpg 800w" sizes="(max-width: 519px) 100vw, 519px" /><figcaption id="caption-attachment-27930" class="wp-caption-text">O empreendedor social Franciso Samonek cria calçados com a borracha nativa da Amazônia. Foto: Júlai Dias Carneiro / BBC Brasil</figcaption></figure>
<h3>Mudança de mentalidade</h3>
<p>O agricultor Antônio Maurício Batista, de Itupiranga, no sudeste paraense, representa uma importante mudança de mentalidade na Amazônia. Após anos desmatando a floresta para plantar capim para gado – prática predominante em sua região –,o produtor inverteu seu caminho ao aderir aos Sistemas Agroflorestais (SAFs). Ele descobriu que plantar espécies produtivas como cacau e açaí, que dão sustento à família, também contribui para o meio ambiente. Com isso, ele conseguiu não apenas diversificar sua produção e aumentar a renda, mas também recuperar uma área degradada em sua propriedade.</p>
<figure id="attachment_26163" aria-describedby="caption-attachment-26163" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-26163" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-300x155.jpg" alt="" width="602" height="311" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-300x155.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-150x77.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675-450x232.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Florestal-Antonio-Mauricio-Credito-Enilson-Solano-e1739388845675.jpg 600w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /><figcaption id="caption-attachment-26163" class="wp-caption-text">O agricultor Antônio Maurício é um dos benefíciados pelo projeto Inovaflora. Foto: Enilson Solano / Embrapa</figcaption></figure>
<h3>Um banco de sementes</h3>
<p>Na comunidade quilombola São Sebastião Cipoal, em Portel, na região do Marajó, o professor e especialista em educação no campo Maicon Oliveira está na linha de frente do combate à crise climática. Como participante do projeto Juventude Pelo Clima do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), ele criou um projeto que inclui a montagem de um banco de sementes, um &#8220;cofre&#8221; genético essencial para reflorestar áreas desmatadas ou com características desérticas no território quilombola. O banco não apenas garante acesso a sementes de qualidade, como também serve para preservar a ancestralidade e a saúde da comunidade, evitando a perda de espécies medicinais e garantindo alimentos para a escola local.</p>
<figure id="attachment_36711" aria-describedby="caption-attachment-36711" style="width: 551px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-36711" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-300x188.jpg" alt="" width="551" height="345" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-300x188.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1024x642.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-768x481.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1536x963.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-450x282.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604-1200x752.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/maicon3-scaled-e1757600311604.jpg 1600w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /><figcaption id="caption-attachment-36711" class="wp-caption-text">Maicon Oliveira é um dos filhos do quilombo São Sebastião Cipoal e um dos participantes da Juventude Pelo Clima. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Na ilha de Cotijuba, mulheres impulsionam uso sustentável da terra e turismo comunitário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:12:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quintais produtivos]]></category>
		<category><![CDATA[turismo comunitário]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-09.01.30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A 20 minutos de barco de Belém, a ilha de Cotijuba é lar de um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas pelo Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), que tem gerado de renda, empreendedorismo feminino e impulsionando soluções socioambientais integradas aos quintais das moradoras. O grupo formado por mais de 70 associadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-09.01.30-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A 20 minutos de barco de Belém, a ilha de Cotijuba é lar de um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas pelo Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB), que tem gerado de renda, empreendedorismo feminino e impulsionando soluções socioambientais integradas aos quintais das moradoras.</p>
<p>O grupo formado por mais de 70 associadas surgiu com foco inicial na autonomia financeira das mulheres, mas hoje o projeto se expandiu e atua também com ações sociais, atividades para idosos, incentivo à leitura infantil e iniciativas de turismo comunitário.</p>
<figure id="attachment_39906" aria-describedby="caption-attachment-39906" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-39906" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1024x846.jpeg" alt="" width="814" height="673" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1024x846.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-300x248.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-768x634.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-150x124.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-450x372.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1-1200x991.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1.jpeg 1252w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39906" class="wp-caption-text">Aulão de atividades físicas realizado na ilha. Foto; Divulgação</figcaption></figure>
<p>Adriana Lima, uma das lideranças do movimento, lembra que durante muitos anos a priprioca, raiz aromática usada na perfumaria, e o artesanato com a folha do Ajuru eram complementos na renda das famílias.</p>
<blockquote><p>“Processamos, comercializamos e vendemos diretamente, sem intermediários. Apesar de ser um trabalho certo, era considerado apenas um bico. Depois começamos a estudar estratégias de uso integrado da terra e os resultados nos surpreenderam”, conta.</p></blockquote>
<p>A virada começou há dois anos, com a criação de abelhas regionais sem ferrão. A expectativa era vender mel, mas a meliponicultura trouxe benefícios que foram muito além: mais frutificação, maior vitalidade das plantas e fortalecimento do ecossistema local.</p>
<blockquote><p>“Percebemos que a produção de verduras, legumes e frutas aumentou, e tudo com qualidade ainda melhor. As abelhas fortaleceram tanto nosso trabalho que a agricultura virou a renda principal da equipe, garantindo sustento o ano inteiro”, explica Adriana.</p></blockquote>
<p>A experiência motivou a criação de um quintal modelo na sede da associação. O espaço reúne tecnologias sociais replicáveis, como bacia de evapotranspiração, viveiro de mudas, meliponário e farmácia viva, voltadas tanto para a melhoria da qualidade de vida quanto para a geração de renda. Em uma ilha sem sistema de esgoto, o saneamento ecológico é visto como solução essencial.</p>
<h3>Fortalecendo a economia local</h3>
<p>Os quintais também passaram a integrar as rotas de turismo de base comunitária, fortalecendo pousadas e restaurantes familiares que hoje trabalham com produtos inteiramente produzidos na ilha. O movimento ganhou impulso após a pandemia.</p>
<blockquote><p>“Naquele período ficamos isolados, o que nos fez repensar práticas. Antes, nossas frutas, verduras e legumes eram vendidos em Icoaraci e Belém. Depois, passaram a abastecer os restaurantes daqui, fortalecendo toda a cadeia local”, relata Adriana.</p></blockquote>
<p>Das mais de 70 mulheres vinculadas ao MMIB, pelo menos 20 formalizaram seus negócios como Microempreendedoras Individuais (MEI) nos últimos cinco anos. Há iniciativas de artesanato, alimentos e cosméticos naturais.</p>
<figure id="attachment_39907" aria-describedby="caption-attachment-39907" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-39907" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1024x948.jpeg" alt="" width="814" height="754" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1024x948.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-300x278.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-768x711.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-150x139.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-450x417.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40-1200x1111.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.40.jpeg 1284w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39907" class="wp-caption-text">Grupos que chegam ao local conhecem os quintais produtivos, uma das formas de geração de emprego e renda da comunidade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Adriana cita o caso de uma moradora que antes vendia cosméticos industrializados e hoje produz óleo de coco e mel orgânicos, itens que se esgotam rapidamente na loja da associação.</p>
<blockquote><p>“Ela trabalha em casa, consegue cuidar da família e recebe apoio no negócio. A qualidade de vida melhorou muito, e tudo o que faz é vendido aqui mesmo”, destaca.</p></blockquote>
<h3>Vitrine de negócios e identidade territorial</h3>
<p>Cotijuba recebe entre 15 e 20 mil visitantes por dia, e a sede do MMIB funciona como vitrine dos produtos locais, aproximando produtoras e consumidores.</p>
<p>As camisas estampadas com ‘Cotijuba’ e ‘MMIB’ viraram outro destaque. Criadas por moradoras, são vendidas exclusivamente pela associação e usadas tanto por visitantes quanto por quem vive na ilha, reforçando o sentimento de pertencimento.</p>
<blockquote><p>“Sempre recebemos fotos de alguém usando nossas camisas por aí. É a certeza de que estamos indo mais longe sem dizer uma palavra”, comenta Adriana.</p></blockquote>
<p>A partir de 2026, o turismo comunitário da ilha passará a integrar o Coletivo Muda, rede nacional que reúne iniciativas de turismo responsável. A expectativa é ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas pelo movimento.</p>
<p>Para Adriana, o conjunto dessas iniciativas mostra que fortalecer os quintais e a economia local gera impactos sociais profundos e duradouros.</p>
<blockquote><p>“Estamos construindo orgulho do território e do trabalho desenvolvido por todas nós”, afirma.</p></blockquote>
<figure id="attachment_39908" aria-describedby="caption-attachment-39908" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-39908" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1024x780.jpeg" alt="" width="814" height="620" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1024x780.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-300x228.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-768x585.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-150x114.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-450x343.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39-1200x914.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-08-at-08.49.39.jpeg 1225w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39908" class="wp-caption-text">O grupo também realiza ações de educação ambiental voltadas para crianças e adultos na ilha. Foto: Divulgação.</figcaption></figure>
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		<title>OBx lança Censo Climático em Belém para construir resposta local da Amazônia à crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 13:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Atlas das Baixadas]]></category>
		<category><![CDATA[Censo Climático]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório das Baixadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/observatorio_das_baixadas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Observatório das Baixadas (OBx), criado em Belém para traduzir a crise climática a partir da realidade das periferias amazônicas, prepara-se para iniciar um projeto ambicioso: o Censo Climático. A primeira fase do censo começa em janeiro de 2026, no bairro da Terra Firme, com o objetivo de realizar um levantamento detalhado sobre os impactos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/observatorio_das_baixadas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Observatório das Baixadas (OBx), criado em Belém para traduzir a crise climática a partir da realidade das periferias amazônicas, prepara-se para iniciar um projeto ambicioso: o Censo Climático. A primeira fase do censo começa em janeiro de 2026, no bairro da Terra Firme, com o objetivo de realizar um levantamento detalhado sobre os impactos climáticos e a infraestrutura local.</p>
<p>Na prática, o trabalho do OBx reforça que as respostas urgentes para a crise precisam nascer dos próprios territórios, gerando dados que evidenciam como os efeitos do calor extremo e dos alagamentos são sentidos diariamente pelas comunidades.</p>
<p>O projeto tem o objetivo de fazer um levantamento detalhado de informações sobre os impactos climáticos, infraestrutura, áreas de risco, acesso à água, saúde e espaços verdes do bairro. A partir desses dados, serão elaborados indicadores que refletem a realidade climática das baixadas, configurando um projeto piloto construído junto à própria comunidade.</p>
<p>O OBx foi lançado oficialmente em setembro de 2024 a partir da iniciativa dos jovens moradores de Belém, Waleska Queiroz e Andrew Leal, e co-fundação de Thuane Nascimento (PerifaConnection) e Jean Ferreira (COP das Baixadas). Juntos, eles desenvolveram uma plataforma independente voltada para acompanhar, fortalecer e amplificar a voz das periferias amazônicas frente aos desafios climáticos.</p>
<blockquote><p>&#8220;A adaptação climática só pode avançar de fato quando parte das realidades mais expostas à crise, especialmente aquelas onde seus efeitos já são sentidos no presente,&#8221; explicou Waleska Queiroz, cofundadora e coordenadora de Relações Institucionais do observatório, ao IPAM.</p></blockquote>
<p>Ela destacou que, em periferias e baixadas, os impactos se manifestam em alagamentos constantes, calor extremo, falta de água e infraestrutura frágil.</p>
<h3>Ações práticas para a Amazônia</h3>
<p>O Observatório das Baixadas desenvolve ações voltadas à justiça climática nas periferias amazônicas, produzindo dados que evidenciam como a crise climática afeta esses territórios. A comunidade participa diretamente.</p>
<p>&#8220;Moradoras e moradores contribuem ao relatar situações como alagamentos, ondas de calor, falta d’água e falhas de infraestrutura, permitindo que essas vivências se convertam em informações úteis para instrumentos como o Atlas das Baixadas e para a formulação de políticas públicas,&#8221; disse Waleska.</p>
<p>O trabalho envolve:</p>
<ul>
<li>Pesquisa aplicada: Oficinas, rodas de conversa e cartografias sociais.</li>
<li>Incidência política: Inserir as demandas das baixadas nos debates públicos.</li>
<li>Monitoramento: Levantamento de riscos, considerando saberes ancestrais e modos de vida locais.</li>
<li>Formação: Fortalecimento de jovens pesquisadores periféricos em temas como clima, raça, gênero e tecnologia.</li>
</ul>
<h3>O futuro no Observatório</h3>
<p>Além da realização do Censo Climático,  o programa Atlas das Baixadas seguirá sendo atualizado, incorporando novas camadas, com a participação ativa da população, além de avançar na sua expansão para outras regiões do País.</p>
<p>&#8220;Quando a comunidade participa das atividades do Observatório, passa a integrar diretamente a construção coletiva do nosso trabalho, que nasce sempre do diálogo com os territórios. Moradoras e moradores contribuem ao relatar situações como alagamentos, ondas de calor, falta d’água e falhas de infraestrutura, permitindo que essas vivências se convertam em informações úteis para instrumentos como o Atlas das Baixadas e para a formulação de políticas públicas&#8221;, disse Waleska.</p>
<p>Além disso, ela disse que o apoio pode vir de diferentes formas: doações de equipamentos, disponibilidade de tempo, troca de conhecimentos ou participação nas campanhas digitais, &#8220;que ajudam a ampliar a visibilidade das pautas e a fortalecer a pressão por ações mais justas para as periferias&#8221;.</p>
<p>O OBx continuará promovendo o projeto de simulação de negociações climáticas em escolas e comunidades e desenvolverá novas ações com foco nas mulheres por meio do Grupo de Trabalho de Raça e Gênero. Essa abordagem reforça a perspectiva interseccional na agenda climática e fortalece a participação comunitária na busca por soluções mais justas.</p>
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