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	<title>AGRICULTURA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>AGRICULTURA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Animação alerta sobre prevenção e combate à vassoura-de-bruxa da mandioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 17:09:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[Apitikatxi]]></category>
		<category><![CDATA[Apiwa]]></category>
		<category><![CDATA[Iepé]]></category>
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		<category><![CDATA[Terras Indígenas Parque do Tumucumaque]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura-de-bruxa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/animacao-mandioca-1024x908-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Desde 2024, a praga da vassoura-de-bruxa ameaça os canaviais de mandioca em terras indígenas do Amapá e do Norte do Pará, colocando em risco a base da alimentação e de bebidas tradicionais como o caxiri. Para combater o fungo, o instituto Iepé e associações locais lançaram um vídeo educativo dublado nas línguas nativas tiriyó [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/animacao-mandioca-1024x908-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Desde 2024, a praga da vassoura-de-bruxa ameaça os canaviais de mandioca em terras indígenas do Amapá e do Norte do Pará, colocando em risco a base da alimentação e de bebidas tradicionais como o caxiri.</em></li>
<li><em>Para combater o fungo, o instituto Iepé e associações locais lançaram um vídeo educativo dublado nas línguas nativas tiriyó e aparai por integrantes das próprias comunidades.</em></li>
<li><em>O projeto busca misturar o conhecimento dos antigos com técnicas modernas de manejo do solo, promovendo roçados mais fortes e biodiversos.</em></li>
<li><em> O desenho ensina a identificar o fungo, queimar plantas doentes, limpar ferramentas e até produzir a &#8220;água de vidro&#8221;, uma receita que ajuda a mandioca a brotar saudável.</em></li>
<li><em>Além de estar no YouTube, o vídeo está circulando por grupos de WhatsApp e será exibido em assembleias e oficinas nas aldeias para alcançar o maior número de pessoas.</em></li>
</ul>
<p>A mandioca não é apenas comida na mesa dos povos indígenas do Amapá e do Norte do Pará; ela é história, cultura e a base de preciosidades diárias como o beiju, a farinha e o caxiri. Por isso, quando a doença da vassoura-de-bruxa começou a avançar sobre as roças da região, o sinal de alerta acendeu.</p>
<p>Para contra-atacar esse fungo e proteger a segurança alimentar das aldeias, o Instituto Iepé, em uma parceria com os povos das Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este, transformou a informação em arte e lançou uma animação educativa totalmente personalizada.</p>
<p>O grande diferencial do vídeo é que ele fala diretamente com quem cuida da terra. A animação ganhou versões nas línguas tiriyó e aparai, com a tradução e a narração feitas pelos próprios indígenas das associações Apitikatxi e Apiwa. A ideia é fazer com que o conhecimento científico e as orientações técnicas circulem de forma natural e sem barreiras pelas comunidades do Complexo Tumucumaque.</p>
<h3>O poder de um roçado biodiverso</h3>
<p>O projeto nasceu da união entre o braço de comunicação do Iepé e o Programa Tumucumaque-Wayamu. O foco não é apenas apontar o problema, mas mostrar como a própria natureza, quando bem cuidada, sabe se defender.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é promover um entendimento da dinâmica do problema, explicando sobre o ciclo de vida do fungo e outras interações ecológicas existentes no roçado e pensarmos, em conjunto, estratégias para enfrentá-lo, combinando técnicas novas e tradicionais”, explica João Covolan, assessor do Iepé e atuante no projeto Solo Vivo, que cuida das roças da região.</p></blockquote>
<p>Para ele, o segredo está no equilíbrio ecológico debaixo da terra:</p>
<blockquote><p>“Um roçado diverso, crescendo em um solo cheio de microrganismos, com uma ciclagem de nutrientes bastante dinâmica, fornece melhores condições para o desenvolvimento sadio daquilo que foi plantado, mesmo com o fungo potencialmente presente naquele ambiente”, completa o especialista.</p></blockquote>
<p>E essa receita já está mostrando resultados na prática. Testes com plantios experimentais de variedades de manivas no lado leste do território estão vingando muito bem, graças a cuidados especiais no solo e ao uso de biofertilizantes. A meta agora é fazer com que essas boas práticas se espalhem ainda mais com a ajuda do vídeo.</p>
<h3>Instruções na tela e no celular</h3>
<p>De forma bem didática, o desenho animado desvenda o ciclo do fungo e dá um passo a passo de como os agricultores podem proteger suas terras. O roteiro ensina a monitorar as plantas, fazer o corte e a queima correta das partes contaminadas e a esterilizar ferramentas, roupas e calçados para não carregar a praga de uma roça para outra.</p>
<p>O vídeo também ensina truques práticos para antes do plantio, como o tratamento das manivas e a receita da “água de vidro” — uma solução que fortalece a brotação da mandioca. No fim, a produção faz um convite sensível: olhar para o passado e resgatar o cuidado que os antigos já tinham com a terra.</p>
<p>A estratégia de distribuição também é pop e digital. Além de estar disponível no canal do YouTube do Iepé, a animação está voando de celular em celular via grupos de WhatsApp e será o centro das atenções em assembleias e oficinas comunitárias, viajando inclusive até a região do rio Trombetas para alcançar ainda mais parentes e falantes das línguas locais.</p>
<p>Para ver os vídeos clique <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nk8twahpdX4&amp;t=34s" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e  <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4bCOjvh7diA" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></p>
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		<item>
		<title>Mapa lança plataforma digital para unificar registro de agrotóxicos no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/mapa-lanca-plataforma-digital-para-unificar-registro-de-agrotoxicos-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
		<category><![CDATA[Sispa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sispa (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) para modernizar e digitalizar o registro de agrotóxicos no Brasil. A plataforma centraliza os pedidos em um único ambiente digital. Antes, as empresas precisavam protocolar requisições separadas no Mapa, na Anvisa e no Ibama. O sistema [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sispa (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) para modernizar e digitalizar o registro de agrotóxicos no Brasil.</em></li>
<li><em>A plataforma centraliza os pedidos em um único ambiente digital. Antes, as empresas precisavam protocolar requisições separadas no Mapa, na Anvisa e no Ibama.</em></li>
<li><em>O sistema recebeu o aporte de mais de US$ 6 milhões do setor privado (Abrapa e IBA), contando com o apoio técnico do PNUD e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).</em></li>
<li><em>A unificação pretende aumentar a governança regulatória, a previsibilidade de mercado e a transparência do país frente a parceiros comerciais exigentes, como a União Europeia.</em></li>
</ul>
<p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), uma nova plataforma digital desenvolvida para modernizar, conferir transparência e dar maior agilidade ao processo de registro de agrotóxicos e produtos afins no país.</p>
<p>A ferramenta cumpre as diretrizes da Lei nº 14.785/2023, que centralizou no Mapa a responsabilidade pelas regras de registro e determinou a criação de um protocolo eletrônico único.</p>
<p>O projeto foi viabilizado por meio de uma parceria com o setor privado — com investimentos superiores a US$ 6 milhões da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) —, além da cooperação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).</p>
<blockquote><p>“Nós temos razões de sobra para celebrar esse momento. O Sispa tem como objetivo modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil. Nosso desafio diário é construir as condições para uma agricultura cada vez mais sustentável e competitiva”, disse o ministro da Agricultura, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">André de Paula, durante o lançamento da plataforma.</span></span></p></blockquote>
<h3>Integração entre ministérios e agências</h3>
<p>O Sispa resolve um gargalo histórico do setor produtivo ao integrar os fluxos de análise de três órgãos federais.</p>
<p>Até então, as empresas do setor precisavam submeter processos físicos ou digitais de forma isolada ao Mapa, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — responsável pelas análises toxicológicas — e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) — encarregado das avaliações ambientais.</p>
<p>Com o novo sistema, o acompanhamento das etapas ocorre em tempo real dentro de um único ambiente, eliminando a lentidão gerada pela troca manual de documentos entre as instituições.</p>
<h3>Rigor técnico e competitividade externa</h3>
<p>O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, afirmou que a digitalização não altera os critérios técnicos das análises, mas deve reduzir custos administrativos e aumentar a eficiência operacional.</p>
<blockquote><p>“Essa modernização não diminui o rigor técnico nem os requisitos, mas traz eficiência administrativa. Reduz custos para a União e entrega soluções claras para todos os envolvidos”, destacou.</p></blockquote>
<p>A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa ressalta que a centralização dos processos traz um ganho de eficiência administrativa e redução de custos operacionais para a União.</p>
<p>Pelo lado do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Anvisa, o Sispa é visto como um marco estratégico de governança para um dos maiores sistemas regulatórios do mundo, que atende cerca de 300 empresas e avalia cerca de mil produtos por ano.</p>
<p>A padronização inicial dos pedidos deve diminuir erros de preenchimento e acelerar a chegada de novas moléculas ao mercado.</p>
<p>A melhoria nos mecanismos de controle e rastreabilidade também deve trazer reflexos positivos na diplomacia comercial.</p>
<p>De acordo com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o fortalecimento do arcabouço regulatório eleva o nível de segurança jurídica do país e ajuda a consolidar a posição do agronegócio brasileiro em mercados internacionais de alta exigência, como a União Europeia.</p>
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		<title>Soberania alimentar vira resistência contra a destruição da floresta no Quilombo do Abacatal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/soberania-alimentar-vira-resistencia-contra-a-destruicao-da-floresta-no-quilombo-do-abacatal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo do Abacatal]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Soberania Alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e permanência.</p>
<p>Nos 518 hectares oficialmente reconhecidos e titulados, a comunidade liderada por mulheres enfrenta diariamente a pressão do avanço urbano nos limites da floresta. Lá, 163 famílias enfrentam os desafios de viver em uma área periurbana, gerenciando vida cotidiana e tradições.</p>
<p>Para Vanusa Cardoso, uma das lideranças do local, a alimentação no contexto periurbano possui um significado especial: enquanto a alimentação sem aditivos parece cara e inacessível para parte da população, por não possuir espaço ou tempo para seus próprios plantios; os alimentos ultraprocessados são vendidos como ‘ganho de tempo’, mas que dentro de alguns anos geram graves prejuízos.</p>
<blockquote><p>“Somos sete gerações de adultos e se considerar os mais novos, são nove. Testemunhamos todo o processo dos ultraprocessados entrando na comunidade e, aos poucos, gerando obesidade, problemas hormonais e vários tipos de complicações de saúde. Hoje, parte dessas pessoas voltaram à alimentação tradicional (baseadas no próprio plantio) para se curar ou ter mais qualidade de vida”, aponta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42674" aria-describedby="caption-attachment-42674" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-42674" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42674" class="wp-caption-text">Vanusa Cardoso em área da comunidade, onde plantios de misturam à criação de pequenos animais. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Ela comenta que uma dificuldade em comum enfrentada por territórios tradicionais é a quebra de rotina gerada pelo modelo econômico baseado na produção em larga escala e no consumo industrializado. Vanusa aponta que isso altera a rotina familiar e a troca de conhecimentos entre gerações, fundamental para a sobrevivência das tradições.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cresci vendo minha mãe sair para a mata durante a madrugada para colher sementes, folhas de guarimã, frutos e açaí que seriam vendidos em Belém. As crianças tinham tarefas definidas: lavar folhas na beira do igarapé, ajudar na coleta, acompanhar os adultos nos mutirões de roça&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ao mesmo tempo que a educação formal ajuda a resgatar a história do território e a paixão pela atividade agroflorestal, existe uma pressão frequente na defesa do território. A líder declara que embora a perda de vegetação nativa nos territórios quilombolas seja mais de 80% menor do que em áreas privadas, sempre há muito trabalho a ser feito pela preservação do seu chão.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sobrevivemos à Alça Viária (rodovia inaugurada em 2002) e conseguimos afastar a Avenida Liberdade (via inaugurada em 2026 que conecta três municípios da Grande Belém), mas a luta é constante. Se não houvesse mobilização, nosso território já teria sido todo picotado pelos governos e empresas privadas&#8221;, declara.</p></blockquote>
<h3>Recuperação ambiental e gestão de danos</h3>
<p>O quilombo, que já teve mais de 3 mil hectares, hoje possui pouco mais de 518 hectares oficialmente reconhecidos. Ao longo das décadas, perdeu grande parte da área para grilagem, expansão urbana e grandes obras de infraestrutura. Titulado oficialmente há 27 anos, a comunidade que luta pela preservação do território também trabalha pela recuperação de áreas degradadas às margens da comunidade, reflexos desses empreendimentos.</p>
<figure id="attachment_42673" aria-describedby="caption-attachment-42673" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42673" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42673" class="wp-caption-text">Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Processos recentes como a construção da Alça Viária, as linhas de transmissão da Equatorial (concessionária de energia elétrica), o avanço imobiliário da Região Metropolitana e a instalação do aterro sanitário de Marituba geraram impactos ambientais como a alteração dos cursos d’água, afetando diretamente os igarapés da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Nosso igarapé já foi saudável. Hoje ele já sofre”, diz Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal.</p></blockquote>
<p>Ela comenta que uma das formas de ver o reflexo da luta comunitária é observar o mapa da região. Nele, o quilombo do Abacatal resiste como uma grande ‘mancha’ verde cercada por bairros, condomínios e rodovias.</p>
<blockquote><p>“Quem olha o mapa vê o Abacatal verde. No entorno, são vários buracos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Parte da mudança provocada pelos empreendimentos já é sentida na rotina da comunidade: nascentes secando mais rápido, áreas de terra firme sofrendo com estiagens intensas e aumento da temperatura provocado pelo desmatamento no entorno.</p>
<blockquote><p>“A gente sofre pela inconsequência dos outros. Não é o território quilombola que causa isso. Não há nenhum registro de desmatamento provocado por nós, mas estamos estudando e buscando apoio técnico necessário para restaurar principalmente as margens dos rios, porque a mudança externa está nos afetando”, declara Turi.</p></blockquote>
<p>É justamente dessa relação direta entre preservação e sobrevivência que nasce a defesa da soberania alimentar no quilombo, uma forma de fortalecer a saúde, o meio ambiente e a autonomia do território.</p>
<h3>Agrofloresta como escudo físico e espiritual</h3>
<p>Os 518 hectares da comunidade dividem espaços com mais de 60 variedades de plantios. O açaí é uma das principais culturas, ao lado da mandioca, do cupuaçu, da pupunha, do tucumã e de hortaliças cultivadas pelas famílias. A região também abriga criações de galinhas caipiras, porcos e projetos de apicultura com abelhas sem ferrão, fundamentais para a polinização das espécies da floresta.</p>
<figure id="attachment_42678" aria-describedby="caption-attachment-42678" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42678" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42678" class="wp-caption-text">O Abacatal possui um espaço permanente de cultura de mudas da folha de guarimã. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Turi comenta que cada família possui liberdade para plantar nos espaços do local, então a variedade de uso de área é bem extensa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem Sistemas Agroflorestais (SAFs), hortinhas, criação de abelhas, galinhas, porcos, muita coisa mesmo. Além disso, a gente também trabalha com os derivados dos plantios, então fazemos polpas, remédios, farinhas. Como volta e meia recebemos grupos, também fazemos pequenas feirinhas para vender parte dessa produção&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42679" aria-describedby="caption-attachment-42679" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42679" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42679" class="wp-caption-text">Parte das instalações para criação de abelhas presentes na comunidade. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Entretanto, nada disso é pensado como monocultura. Tanto Vanusa como Turi explicam que preservar a floresta não significa deixar de plantar, mas plantar de outra forma.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Makínì Cardoso (@sitioossayn)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<blockquote><p>“A gente entende que esse espaço é de convivência entre nós e a natureza”, diz Vanusa. “Nós não somos dissociados dela&#8221;, complementa Turi.</p></blockquote>
<p>A lógica da subsistência também aparece nas pequenas escolhas cotidianas. Nas festas e encontros comunitários, os refrigerantes industrializados são substituídos por sucos produzidos dentro do próprio território. Para elas, esse conhecimento é uma forma de autonomia diante de um sistema alimentar cada vez mais industrializado. Turi, inclusive, destaca que este compromisso com a terra é um dever espiritual.</p>
<blockquote><p>&#8220;O espiritual te cobra se não fizer uma gestão justa e correta (da terra e do meio ambiente). Nossa missão é cuidar desse território de corpo e alma, até o dia de ancestralizar&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Conexões fortalecidas</h3>
<p>Em um cenário de emergência climática e avanço acelerado da degradação ambiental na Amazônia, o quilombo se tornou também referência para outras comunidades tradicionais da região Norte.</p>
<p>As lideranças do Abacatal participam de redes de defesa territorial em vários estados, compartilham estratégias jurídicas e articulam formas de resistência contra projetos predatórios. Para elas, a proteção dos territórios quilombolas é também uma estratégia concreta de enfrentamento à crise climática.</p>
<blockquote><p>“Os territórios preservam porque sabem viver junto da floresta. Sem os territórios, não existe proteção ambiental de verdade&#8221;, declara Vanusa.</p></blockquote>
<p>Elas defendem que a união fortalece a luta entre as comunidade e auxiliam na construção coletiva a favor do meio ambiente e da própria história. Para a dupla, o incentivo a titulação, ao bloqueio de projetos predatórios e a implantação de práticas regenerativas dentro das comunidades são a melhor forma de garantir um futuro para seus moradores.</p>
<blockquote><p>&#8220;A titulação é um direito fundamental&#8221;, diz Vanusa. &#8220;É a partir dele que podemos defender nosso território e o meio ambiente de forma mais articulada e eficiente&#8221;, defende Turi.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Força-tarefa no Marajó tenta barrar avanço da vassoura-de-bruxa da mandioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Adepará]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura de bruxa da mandioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/acoes_contra_vassoura_de_mandioca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Alerta fitossanitário: A Adepará, em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da vassoura-de-bruxa da mandioca no estado. Ameaça vinda do Amapá: O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em 13 municípios, e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/acoes_contra_vassoura_de_mandioca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_b3cf35ca4cdba6ca" class="markdown markdown-main-panel enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="polite" aria-busy="false">
<p data-path-to-node="3"><em>Resumo</em></p>
<ul data-path-to-node="4">
<li>
<p data-path-to-node="4,0,0"><em><b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="0">Alerta fitossanitário:</b> A <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="25">Adepará</b>, em parceria com o <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="52">Ministério Público do Pará (MPPA)</b> e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="174">vassoura-de-bruxa da mandioca</b> no estado.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,1,0"><em><b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="0">Ameaça vinda do Amapá:</b> O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em <b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="99">13 municípios</b>, e Portel possui uma rota diária de embarcações com a região contaminada.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,2,0"><em><b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="0">Foco no maior produtor:</b> O município de Portel é o <b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="50">maior produtor de farinha do Marajó</b>. Uma eventual contaminação destruiria a principal fonte de renda e segurança alimentar de milhares de famílias agrícolas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,3,0"><em><b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="0">Restrições no transporte:</b> O MPPA reuniu-se com empresas de navegação para garantir o cumprimento de portarias que <b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="114">restringem temporariamente o trânsito de vegetais</b> vindos do Amapá.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="7">A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, no Marajó, realizou uma série de ações educativas e preventivas de combate à<strong> vassoura-de-bruxa da mandioca</strong> no município.</p>
<p data-path-to-node="8">As equipes percorreram escolas públicas, portos, a orla da cidade e comunidades polo, como o assentamento Acutipereira e a cooperativa CoopMarajó. O foco foi treinar <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="166">agricultores familiares, feirantes e transportadores</b> para identificar os sintomas da praga e agir rapidamente caso notem alguma alteração nas plantas.</p>
<h3 data-path-to-node="9">O que é a vassoura-de-bruxa da mandioca?</h3>
<p data-path-to-node="10">Diferente da famosa praga que ataca o cacau, a vassoura-de-bruxa da mandioca é uma enfermidade severa que afeta o desenvolvimento pleno da planta. Ela faz com que os ramos e folhas cresçam de maneira <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="200">desordenada, superbrotada e seca</b>, dando às ramificações a aparência de uma vassoura velha.</p>
<p data-path-to-node="11">Como a mandioca é a base da fabricação da farinha, a doença ataca diretamente o rendimento do cultivo, sendo capaz de <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="118">dizimar plantações inteiras</b> e inviabilizar a colheita comercial.</p>
<h3 data-path-to-node="12">O risco logístico e econômico na rota do Marajó</h3>
<p data-path-to-node="13">A preocupação das instituições faz total sentido quando analisamos a posição geográfica e econômica de Portel. O município detém o título de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="141">maior produtor de farinha da região do Marajó</b>, abastecendo grande parte do mercado paraense.</p>
<p data-path-to-node="14">Porém, a cidade mantém um fluxo diário de embarcações com o Amapá, onde a doença já está descontrolada em mais de uma dezena de municípios. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Nilson Silva, a <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="203">ligação por vias fluviais</b> cria um corredor de alto risco para a entrada do fungo no Pará, exigindo fiscalização rigorosa em cargas e bagagens.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Bloqueio sanitário e fiscalização em embarcações</h3>
<p data-path-to-node="16">Para fechar o cerco contra a praga, o Ministério Público do Pará, por meio da promotora de Justiça Ione Nakamura, convocou os empresários do setor de navegação que operam na rota Amapá-Pará.</p>
<p data-path-to-node="17">A reunião cobrou o cumprimento rigoroso das medidas que <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="56">proíbem temporariamente a circulação de determinados produtos vegetais</b> vindos do estado vizinho. O transporte ilegal de manivas (ramas de mandioca usadas para plantio) ou de materiais contaminados é o principal vetor de dispersão da doença a longas distâncias.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Próximos passos da vigilância agropecuária</h3>
<p data-path-to-node="19">A mobilização em Portel foi apenas o início de um cinturão de proteção que a Adepará pretende consolidar na região ocidental do Marajó. O cronograma de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="152">vigilância e educação sanitária</b> continuará avançando nos municípios vizinhos de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="232">Bagre, Breves e Melgaço</b>.</p>
<p data-path-to-node="20">A orientação da Agência de Defesa é clara: qualquer suspeita de sintomas da vassoura-de-bruxa nas folhas ou ramos da mandioca deve ser <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="135">comunicada imediatamente</b> à unidade local da Adepará para o isolamento seguro da área.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Chocolate indígena Kunhã Arã fortalece cultura e autonomia financeira no Médio Xingu</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/chocolate-indigena-kunha-ara-fortalece-cultura-e-autonomia-financeira-no-medio-xingu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 16:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate artesanal paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate indígena]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Kunhã Arã]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras. Irasilda Juruna, líder [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras.</p>
<p>Irasilda Juruna, líder do projeto, comenta que a autonomia financeira da comunidade já é um dos grandes sonhos realizados, mas também um legado para todas as 51 famílias da comunidade.</p>
<blockquote><p>“No geral, quanto mais agentes são necessários para beneficiar um produto, menor é o ganho de quem forneceu a matéria-prima. Então ter todas as etapas de produção aqui mesmo ajuda a gente a sonhar com mais oportunidades”, revela.</p></blockquote>
<p>A produção envolve cerca de 19 mil pés de cacau cultivados em Sistemas Agroflorestais (SAFs). Todo o processo, incluindo colheita, fermentação, secagem, torra e fabricação, é conduzido pela própria comunidade, valorizando práticas tradicionais e ingredientes naturais, sem conservantes ou aromatizantes artificiais.</p>
<p>A empreendedora explica que, na fase inicial, oito famílias atuam diretamente na produção do cacau e do chocolate, mas que ela vê oportunidades de impacto muito maiores dentro da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Por enquanto, são oito famílias trabalhando no Kunhã Arã, mas conforme as vendas forem escalando, já temos várias outras pessoas interessadas em trabalhar juntas e ajudar na construção desse sonho”, comenta.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKiI5e8xwCl/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
<div style="padding: 16px;">
<p>&nbsp;</p>
<div style="display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
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</div>
</div>
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<div style="padding-top: 8px;">
<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Lançado em abril durante a última edição do Chocolat Amazônia, em Belém, os produtos chegam ao mercado em três versões: 50%, 70% e 100% cacau. A expectativa inicial é produzir cerca de 50 quilos de chocolate por mês.</p>
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<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por kunhã arã (@kunha_ara)</a></p>
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>“Guerreira da luz, guerreira da vida”</h3>
<p>Irasilda explica o significado do nome da marca enquanto relembra o que o empreendimento significa para os Juruna. Ela explica que seu povo perdeu parte de suas tradições após o contato com não indígenas no século XVIII. De lá para cá, algumas tradições foram preservadas, mas ainda existe muito trabalho a ser feito.</p>
<p>A logomarca traz a figura de uma mulher indígena coroada com um cocar em forma de sol, representando a guardiã da floresta, da partilha e da ancestralidade do cacau, sagrado para o povo Juruna.</p>
<figure id="attachment_42900" aria-describedby="caption-attachment-42900" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42900" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png" alt="" width="814" height="478" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-300x176.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-768x451.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-150x88.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-450x264.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102.png 1051w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42900" class="wp-caption-text">Identidade visual das embalagens do chocolate Kunhã Arã. Foto: Norte Energia</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Quando vieram com a proposta de valorizar nossa memória ancestral e usar nossa língua e nossos grafismos para criar a marca, a certeza de que estávamos fazendo a coisa certa cresceu ainda mais. O que nós queremos não é só resgatar nossa história, mas deixar marcado na memória de todos que conhecem a Kunhã Arã que estivemos, estamos e permaneceremos aqui, resistindo”, diz.</p></blockquote>
<p>O desenvolvimento do empreendimento contou com apoio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, executado pela Norte Energia.</p>
<p>Entre os investimentos realizados estão a entrega de mais de 11 mil mudas de cacau, assistência técnica, construção de secadores solares e a aquisição de equipamentos fundamentais para a fabricação do chocolate, como o melangê, utilizado no refino do cacau.</p>
<p>Irasilda reforça que acredita no sucesso pleno da marca, lançada em abril, principalmente após ser ‘repaginada’ para atingir públicos ainda maiores e levar a herança juruna em seu DNA.</p>
<blockquote><p>“O (sucesso) que temos hoje na comunidade é inexplicável. Começou com o Chocodjá, antigo nome do chocolate, e logo deu certo, com muita saída. É um projeto voltado para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias. Antes não tínhamos apoio, mas hoje temos parceria em tudo. O que queremos agora é levar nosso produto para outros estados, e até para fora do Brasil” diz.</p></blockquote>
<p>Entre os planos para o futuro está a inserção dos produtos em programas de alimentação escolar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Para a empreendedora, essa chance abre a oportunidade de consolidar a marca como herança do povo Juruna, cumprindo a missão de levar um produto de qualidade à merenda escolar.</p>
<blockquote><p>“Em algumas cidades a criança só faz a refeição completa com a merenda escolar, é importante demais para a gente ajudar a levar uma alimentação saudável de verdade para as crianças. Além disso, isso ajuda a consolidar na cabeça das pessoas nossa marca como uma herança ancestral, um presente dos Juruna de ontem para os Juruna de hoje e amanhã”, declara.</p></blockquote>
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		<title>Belém recebe exposição sobre identidade e sabores da culinária amazônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Comida Cabocla: Saberes Sabores e Identidade Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[culinária amazônica]]></category>
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		<category><![CDATA[povos tradicionais da amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[uepa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho. Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho.</p>
<p>Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de conversa “Comida Cabocla: Sustentabilidade e Letramento Ambiental”. O debate contará com a presença do professor Miguel Picanço, curador da mostra, e deve reunir acadêmicos, especialistas e entusiastas da gastronomia.</p>
<p>O objetivo do projeto é valorizar os saberes tradicionais e consolidar o Polo Amazônico de Gastronomia como um centro de difusão cultural e científica. Além disso, a mostra busca estreitar os laços entre a universidade e a comunidade externa.</p>
<h3><strong>Como faço para visitar</strong></h3>
<p>A exposição acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, dentro do Polo Amazônico de Gastronomia do Parque da Cidade, localizado na Avenida Júlio César, em Belém. O local possui três acessos de entrada: dois na própria Júlio César e um na Avenida Senador Lemos. A entrada é gratuita.</p>
<p>O local também receberá turmas de universidades e escolas mediante agendamento pelo e-mail gastronomiaamazonica@uepa.br. Lembrando que a programação estará disponível do dia 4 de maio até 30 de junho de 2026.</p>
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		<title>Da roça à mesa, Chocolat Amazônia 2026 reúne mais de 500 produtores de cacau em Belém</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/da-roca-a-mesa-chocolat-amazonia-2026-reune-mais-de-500-produtores-de-cacau-em-belem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia produtiva do cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Festival]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, conhecer novos produtos e participar de atividades interativas para toda a família.</p>
<p>Ao entrar no evento, uma das primeiras coisas que o visitante vê é a construção de uma escultura de chocolate com 120 quilos feita pelo chef Léo Vilela. Em entrevista ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, ele avalia o evento como uma oportunidade importante de unir o setor e aproximá-lo do público.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando um produtor vem por aqui, ele já sabe exatamente o que fazer, mas para o visitante que está curioso a escultura pode ser aquele primeiro alerta que chama a atenção. É uma honra ser a isca para chamar a atenção para uma cadeia produtiva tão importante&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42232" aria-describedby="caption-attachment-42232" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42232" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg" alt="" width="624" height="637" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg 294w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-1005x1024.jpeg 1005w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-150x153.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-450x458.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09.jpeg 1284w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption id="caption-attachment-42232" class="wp-caption-text">Léo Vilela e sua escultura de chocolate recepcionam o público que chega ao festival. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Léo conta que sua escultura representa o boto, figura do folclore amazônico com fama nacional. Ao longo dos quatro dias de evento, ele vai ganhando forma e se transformando em um ser com todos os elementos clássicos da sua representação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele vai ganhar braços, pernas, o emblemático chapéu, além de toda uma ornamentação com o tema das águas. Ao longo do evento vamos construir todos os detalhes possíveis. Além de bonito, ele simboliza o respeito e a reverência pela cultura da Amazônia&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Da roça ao palco principal</strong></h3>
<p>Quem for ao festival tem a oportunidade de ver o chocolate de formas inusitadas, por exemplo, numa receita salgada. Diana Gemaque, líder das Guardiãs do Cacau, marca artesanal de chocolates da Comunidade Ribeirinha de Acaráçu, está em parceria com o chef Léo Modesto, de Curuçá, para apresentar um prato inédito ao público: Pirarucu com chocolate branco e ervas amazônicas. Diana conta que já participa do festival há 5 anos e vê um avanço constante na trajetória da marca.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos 8 mulheres na linha de frente e se considerar as famílias no geral, é na faixa de 20 pessoas. É uma alegria ver que, dos nossos quintais, podemos alcançar voos maiores, valorizar a produção da roça e trocar ideias com quem acredita numa produção sustentável de fato&#8221;, declara.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42233" aria-describedby="caption-attachment-42233" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42233" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg" alt="" width="635" height="476" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /><figcaption id="caption-attachment-42233" class="wp-caption-text">Léo Modesto e as Guardiãs do Cacau se uniram para criar um prato salgado com chocolate. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Já Léo, que participou de realities culinários em canais de TV de alcance nacional promovendo a culinária amazônica, disse que a parceria com as comunidades está no centro da sua atuação, mas ganhou um novo capítulo com o chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;O chocolate entrou na minha vida por meio de um outro chef, daí fui conhecendo mais e pensando em como unir com meu trabalho. Eu sou muito grato e admiro demais as Guardiãs porque é uma troca muito genuína e inovadora. Crescer e ter reconhecimento lado a lado com pessoas que a gente admira e que fazem um trabalho com propósito é algo único&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Em relação o prato inédito que será apresentado neste sábado, 25, Léo conta que fez imersões dentro da comunidade de Acaráçu para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas mulheres da comunidade e aprender melhor sobre o manejo do chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;Precisamos nos dispor e mergulhar de cabeça. Tem algumas técnicas e formas de manejo que não conhecia e pude fazer isso lado a lado com elas lá na comunidade. Aprender a valorizar a produção da roça, dos extrativistas e ribeirinhos passa uma mensagem muito importante e o fruto dessa parceria vocês vão conhecer logo logo&#8221;, antecipa.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Léo Modesto (@leomodestoz5)</a></p>
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</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>Novos negócios e projeção de mercado</h3>
<p>Osny Ramos, da Caupé Chocolates, que já participou de outras edições como produtor de amêndoas, agora chega ao festival como proprietário de marca. Para ele, a mudança de posição atrai novas oportunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A integração da cadeia produtiva auxilia muito nesse processo porque torna tudo muito mais dinâmico e palpável. Verticalizar esse caminho entre produtor, investidor , exportador e quem faz as vendas no mercado é fundamental para um crescimento pleno do setor&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Para o  Secretario de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca Giovanni Queiroz, é exatamente essa integração entre vários agentes da cadeia a marca registrada do evento</p>
<blockquote><p>“A cada ano, o número de produtores rurais que também atuam na fabricação de chocolate só cresce. Se antes havia 10, 15 marcas locais, hoje são centenas de todas as regiões do estado. A valorização do setor é um instrumento importantíssimo para valorizar quem faz o sonho ser possível, quem planta e vive dessa produção&#8221;, declara.</p></blockquote>
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		<title>Política de rastreabilidade ambiental do açaí avança no Pará, mas ainda esbarra em desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:39:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade ambiental do açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal Rural da Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/264360040m-e1769544358738-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A política de rastreabilidade do açaí no Pará tem avançado desde sua implementação, mas ainda enfrenta desafios estruturais que limitam sua expansão. É o que aponta um estudo sobre a execução do projeto conduzido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), que coordena a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/264360040m-e1769544358738-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A política de rastreabilidade do açaí no Pará tem avançado desde sua implementação, mas ainda enfrenta desafios estruturais que limitam sua expansão. É o que aponta <a href="https://repositorio.ufra.edu.br/jspui/handle/riufra/2794" target="_blank" rel="noopener">um estudo sobre a execução do projeto</a> conduzido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), que coordena a ação.</p>
<p>Por meio da Guia de Trânsito Vegetal (GTV), o foco da política é monitorar o percurso do fruto desde a origem até o destino. A proposta busca garantir mais controle sanitário, transparência e qualidade ao açaí, especialmente com o aumento crescente da demanda do mercado nacional e internacional.</p>
<p>Os dados indicam que houve avanços na organização da cadeia produtiva, iniciada em 2021. De lá até aqui, mais de 8,5 mil unidades foram cadastradas, permitindo um mapeamento importante das áreas produtoras.</p>
<p>Segundo o estudo, a medida contribui no aumento da visibilidade para extrativistas e pequenos produtores, por formalizar sua participação na cadeia produtiva e facilitar o acesso a políticas públicas, assim como outras formas de investimentos.</p>
<p>Outra vantagem observada foi o impacto efetivo na segurança alimentar, por fortalecer o controle sobre o trânsito do fruto e reduzir riscos sanitários, como a contaminação associada à doença de Chagas.</p>
<h3>Desafios e entraves</h3>
<p>Apesar dos resultados positivos, o estudo ainda aponta desafios como a adesão, considerada baixa: das mais de 47 mil unidades produtoras, apenas 17,9% estão cadastrados no sistema. Na prática, esse gargalo dificulta o alcance das ações de controle sanitário, por exemplo, que atualmente alcançam pouco mais de um quinto dos municípios paraenses.</p>
<p>Outro ponto crítico é a limitação de recursos humanos para garantir suporte adequado, especialmente às comunidades mais distantes. A estrutura operacional da Adepará foi considerada insuficiente pelo estudo para atender à demanda de atendimento e acompanhamento de ações.</p>
<h3>Valorização dos produtores e extrativistas</h3>
<p>Mesmo diante desses desafios, a avaliação aponta que os resultados iniciais são promissores, já que a rastreabilidade abre caminho para a valorização da identidade regional do açaí e de seus produtores, associando o produto à sua origem e às práticas seculares de produção.</p>
<p>O estudo destaca que o fortalecimento institucional, assim como a ampliação da assistência técnica, é fundamental para engajar mais produtores e consolidar a política de rastreamento ambiental como instrumento estratégico para a bioeconomia amazônica, valorizando a cadeia do açaí e ampliando sua competitividade no mercado global.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/acai-e-guarana-estao-na-lista-de-melhores-frutas-do-mundo-segundo-tasteatlas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Açaí e guaraná estão na lista de melhores frutas do mundo, segundo TasteAtlas</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/de-residuo-a-ativo-ambiental-para-discute-transformacao-do-caroco-de-acai-em-biocarvao/" target="_blank" rel="noopener">De resíduo a ativo ambiental: Pará discute transformação do caroço de açaí em biocarvão</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-lidera-producao-de-acai-no-brasil-e-concentra-mais-de-90-dos-ganhos-com-o-fruto/" target="_blank" rel="noopener">Pará lidera produção de açaí no Brasil e concentra mais de 90% dos ganhos com o fruto</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Programa abre chamada para aquisição de sementes e mudas da agricultura familiar</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/programa-abre-chamada-para-aquisicao-de-sementes-e-mudas-da-agricultura-familiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Conab]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Aquisição de Alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Agricultores familiares, cooperativas e associações já podem preparar seus projetos para vender sementes e mudas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Sementes, destinou R$ 35 milhões para o ciclo de 2026. Do total, R$ 30 milhões são para projetos gerais e R$ 5 milhões exclusivos para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agricultura_familiar3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Agricultores familiares, cooperativas e associações já podem preparar seus projetos para vender sementes e mudas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Sementes, destinou R$ 35 milhões para o ciclo de 2026. Do total, R$ 30 milhões são para projetos gerais e R$ 5 milhões exclusivos para o abastecimento de bancos de sementes.</p>
<p>A chamada foca na promoção da biodiversidade: o programa saltou de uma oferta baseada em milho e feijão para mais de 55 tipos de espécies.</p>
<blockquote><p>&#8220;É uma forma de garantir o combate à fome com produtos diversificados e sementes tradicionais&#8221;, destacou o presidente interino da Conab, Sílvio Porto, durante o anúncio em Brasília.</p></blockquote>
<p>Cada organização fornecedora pode acessar até R$ 1,5 milhão por ano, com um limite de R$ 15 mil por unidade familiar. Para participar, as propostas devem cumprir requisitos sociais rigorosos.</p>
<p>As propostas devem contar com o mínimo de 50% de participação de mulheres do campo, das águas e das florestas, além de serem exclusivas para aquisição e doação de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou convencionais varietais. Não serão adquiridas sementes híbridas ou geneticamente modificadas, assim como propostas para fornecimento de alimentos destinados diretamente ao consumo.</p>
<h3>Menos burocracia</h3>
<p>A grande novidade desta edição é a simplificação documental. Para facilitar o acesso, a Conab não exigirá mais o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) Jurídica para participar.</p>
<p>Já a DAP ou CAF para pessoas físicas, ou seja dos agricultores participantes do projeto, permanece sendo exigida pela estatal. No caso de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais também é aceito o Número de Identificação Social (NIS)</p>
<h3>Critérios de pontuação</h3>
<p>Os projetos serão classificados por oito critérios. Propostas que envolvam povos tradicionais, jovens, assentados e mulheres recebem pontuações maiores. Projetos localizados em territórios do &#8220;Programa Arroz da Gente&#8221; ou com 100% de produção orgânica também largam na frente na disputa pelos recursos.</p>
<h3>Como participar</h3>
<p>As entidades interessadas devem utilizar o sistema PAANet para elaborar o projeto, mas atenção ao envio: os arquivos devem ser salvos e encaminhados exclusivamente por e-mail para paasementes2026@conab.</p>
<ul>
<li>Prazo: Até 13 de maio.</li>
<li>Público-alvo: Assentados, extrativistas, indígenas, quilombolas e agricultores familiares.</li>
<li>Sistema: Acesse o PAANet <a href="https://www.gov.br/conab/pt-br" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</li>
</ul>
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		<title>Agroflorestas de cacau do Pará sequestram até 51 toneladas de carbono por hectare, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-de-cacau-do-para-sequestram-ate-51-toneladas-de-carbono-por-hectare-diz-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 15:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/c614473e-5211-408f-aa6e-99347cbcedfe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a prática pode gerar uma nova fonte de renda para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/c614473e-5211-408f-aa6e-99347cbcedfe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a prática pode gerar uma nova fonte de renda para produtores por meio da comercialização de créditos de carbono.</p>
<p>Os resultados foram apresentados na quarta-feira, 8, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em Belém. O estudo foi financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau).</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, as áreas de cacau com 32 anos ou mais registraram capacidade de sequestro entre 14 a 51 toneladas de carbono por hectare considerando áreas rurais e urbanas, com o melhor resultado observado em área rural.</p>
<p>Segundo o engenheiro agrônomo da Ceplac, Fernando Mendes, responsável pela apresentação do estudo, os dados abrem caminho para que produtores negociem créditos de carbono no mercado.</p>
<blockquote><p>“Agora existem elementos técnicos e científicos que possibilitam essa comercialização, o que pode gerar pagamento por serviços ambientais e ampliar a renda no campo”, destacou.</p></blockquote>
<h3>Medicilândia e Marituba</h3>
<p>O estudo foi conduzido em dois polos principais: o município de Medicilândia, maior produtor de cacau do Pará, e a Estação Experimental José Haroldo, da Ceplac, que possui cerca de 200 hectares de floresta e fica em Marituba, na Grande Belém. O trabalho também analisou a vegetação secundária, conhecida como capoeira, comum no Nordeste paraense.</p>
<p>Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, o estudo é um avanço para o setor cacaueiro, pois a comprovação científica da capacidade de sequestro de carbono nas lavouras fortalece o potencial econômico da atividade.</p>
<blockquote><p>“Isso habilita o produtor a negociar o carbono sequestrado e poder acessar uma nova fonte de receita”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Ao todo, a pesquisa teve duração de um ano e quatro meses, com início em 2025 após aprovação do Conselho Gestor do Funcacau.</p>
<p>Em nota ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, a Sedap informou que o estudo na íntegra será disponibilizado na próxima semana, com indicações inéditas para pesquisadores, estudiosos e trabalhadores do setor.</p>
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