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	<title>AGRICULTURA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>AGRICULTURA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Açaí está entre as 100 melhores frutas do mundo, aponta guia internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/acai8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O açaí foi eleito uma das 100 melhores frutas do mundo no ranking global do Taste Atlas, alcançando a 40ª posição com nota 4,1. A conquista reforça o papel do Pará no cenário internacional, já que o estado é o maior produtor do fruto, sendo responsável por mais de 90% da produção nacional. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/acai8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O açaí foi eleito uma das 100 melhores frutas do mundo no ranking global do Taste Atlas, alcançando a 40ª posição com nota 4,1.</em></li>
<li><em>A conquista reforça o papel do Pará no cenário internacional, já que o estado é o maior produtor do fruto, sendo responsável por mais de 90% da produção nacional.</em></li>
<li><em>O guia destaca o valor nutricional do açaí, que é rico em proteínas, fibras e minerais, além de ressaltar o consumo tradicional paraense (in natura, com peixe e farinha de mandioca).</em></li>
<li><em>Além do açaí, o Brasil emplacou a jabuticaba (19º lugar) e o guaraná (79º lugar), fruto que também possui cultivo expressivo em solo paraense.</em></li>
<li><em>O resultado da premiação, liderada por um morango polonês, valoriza a bioeconomia e o manejo sustentável da fruta que é o maior símbolo cultural e econômico do Pará.</em></li>
</ul>
<p>O açaí, verdadeiro símbolo da identidade e da culinária do Pará, acaba de ganhar mais um reconhecimento internacional. O fruto paraense conquistou a 40ª posição no ranking das 100 melhores frutas do mundo do Taste Atlas, um prestigiado guia global considerado a enciclopédia da gastronomia.</p>
<p>O resultado consolida o Pará, responsável por mais de 90% da produção nacional, como o grande protagonista global desse mercado, que une tradição cultural, sustentabilidade e sabor.</p>
<p>Na atualização do guia, divulgada no início de julho, o açaí recebeu a nota 4,1. O levantamento é feito com base nas avaliações e notas dadas pelos próprios usuários da plataforma ao redor do planeta. Além do sabor único, o fruto nativo da Amazônia é classificado por nutricionistas como um &#8220;superalimento&#8221; devido ao seu alto valor nutricional, sendo rico em proteínas, fibras, minerais e gorduras saudáveis.</p>
<p>Enquanto no mercado internacional e no restante do Brasil o fruto ganha espaço na forma de sorvetes, sucos e geleias, o guia destaca a riqueza do consumo tradicional na nossa região. No Pará, o açaí é consumido in natura todos os dias, acompanhando perfeitamente a farinha de mandioca e o peixe frito nas mesas das populações ribeirinhas e urbanas.</p>
<h3>Outros destaques brasileiros</h3>
<p>O Brasil também emplacou outras duas riquezas da sua biodiversidade na lista dos 100 melhores alimentos. A jabuticaba, nativa da Mata Atlântica, alcançou a 19ª posição (nota 4,3), destacando-se pela curiosidade de crescer diretamente no tronco da árvore.</p>
<p>O guaraná, outro fruto de origem amazônica com forte presença de cultivo no Pará, garantiu o 79º lugar (nota 3,9). O Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo, abastecendo os mercados interno e externo com insumos para a indústria de bebidas e energéticos. A liderança geral do ranking ficou com o morango Truskawka Kaszubska, uma variedade cultivada na Polônia.</p>
<p>O reconhecimento do Taste Atlas reforça a importância da fruticultura e do manejo sustentável na Amazônia, mostrando que o sabor que nasce no solo paraense tem potência para conquistar os paladares mais exigentes do mundo.</p>
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		<item>
		<title>Como a agricultura regenerativa protege a rentabilidade do campo contra a seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[biofertilizantes]]></category>
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		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Secas prolongadas e estresse hídrico ameaçam a rentabilidade do agro, levando o setor a buscar no manejo da biologia do solo um &#8220;colchão de segurança&#8221; para garantir a estabilidade produtiva. Gigantes do agro como a Nestlé passaram a adotar práticas regenerativas, que ajudam a manter os rendimentos estáveis mesmo diante de choques climáticos, tornando-se [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Secas prolongadas e estresse hídrico ameaçam a rentabilidade do agro, levando o setor a buscar no manejo da biologia do solo um &#8220;colchão de segurança&#8221; para garantir a estabilidade produtiva.</em></li>
<li><em>Gigantes do agro como a Nestlé passaram a adotar práticas regenerativas, que ajudam a manter os rendimentos estáveis mesmo diante de choques climáticos, tornando-se sustentáveis financeiramente para o produtor a longo prazo.</em></li>
<li><em>Já o Grupo Jacto, do setor de máquinas e insumos agrícolas, foca em tecnologia para pequenos e médios produtores, destacando o uso de bioinsumos para aumentar a eficiência no uso da água e reduzir a dependência de fertilizantes químicos importados.</em></li>
<li><em>Mudar o modelo de cultivo exige de três a cinco anos. Para viabilizar a mudança, o setor debate o uso de créditos subsidiados (como fundos de impacto) e assistência técnica robusta para dar segurança financeira e operacional ao produtor.</em></li>
<li><em>Especialistas defendem assistência técnica para auxiliar produtor a transição.</em></li>
</ul>
<p>Secas prolongadas, janelas de plantio cada vez mais estreitas e o fantasma do estresse hídrico desafiam a produtividade e a rentabilidade a cada safra. Para evitar prejuízos, gigantes globais de alimentos e institutos de pesquisa aumentam as apostas em novo caminho para a agropecuária: o do manejo com foco na biologia do solo.</p>
<p>É justamente essa a proposta da regeneração, que funciona como um verdadeiro &#8220;colchão de segurança&#8221; contra os choques climáticos, garantindo a estabilidade produtiva que o mercado e o bolso do produtor exigem.</p>
<p>Um exemplo prático vem do programa de suprimentos da Nestlé para vegetais e especiarias, que hoje monitora a conformidade ética e a transparência em mais de 10 países, envolvendo 30 fornecedores estratégicos e 50 culturas diferentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;Muitas vezes ouvimos de agricultores e fornecedores que todas as intervenções que eles implementaram usando o nosso programa os ajudaram a manter rendimentos estáveis apesar desses choques climáticos&#8221;, destacou Alan Grien, líder global de originação responsável da companhia.</p></blockquote>
<p>Para ele, a verdadeira virada de chave acontece quando o agricultor percebe o valor agronômico e econômico da mudança na sua rotina.</p>
<blockquote><p>“Onde você realmente mede o sucesso é quando chega a uma posição em que os agricultores vão continuar implementando a agricultura regenerativa mesmo diante de subsídios reduzidos ou inexistentes.&#8221;</p></blockquote>
<h3><strong>Engenharia e biologia contra o estresse hídrico</strong></h3>
<p>Além disso, empresas centenárias do setor de máquinas e insumos agrícolas, como o Grupo Jacto, estão desenhando pacotes tecnológicos focados especificamente na segurança do operador e na eficiência contra o estresse hídrico, com forte aplicação na cafeicultura de alta produtividade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos concentrado nossos esforços para desenvolver tecnologia para pequenos e médios produtores. Se 20% dos agricultores do mundo focam nas grandes commodities de grãos, os outros 80% são os responsáveis diretos pela produção de alimentos e pela segurança alimentar — e essa base é fundamental&#8221;</p></blockquote>
<p>Alita Belandi, presidente do conselho do grupo, destaca o papel estratégico dos bioinsumos, como biofertilizantes, bioestimulantes e condicionadores de solo, para acelerar essa recuperação.</p>
<p>O uso de portfólios biológicos específicos melhora o aproveitamento de nutrientes e a resposta da planta à seca, reduzindo a dependência e o peso financeiro de fertilizantes químicos importados na planilha de custos da safra.</p>
<blockquote><p>“Quando falamos em agricultura regenerativa, o estresse hídrico é uma questão chave e o foco básico é aumentar a eficiência para reduzir o consumo de água e de insumos”, disse Alita.</p></blockquote>
<h3><strong>Apoio na transição</strong></h3>
<p>Mudar o modelo de cultivo exige investimentos iniciais e um período de maturação que leva de três a cinco anos.</p>
<p>Para destravar esse nó, o setor debate o uso de mecanismos de fomento e créditos subsidiados (como as estruturas de blended finance), onde fundos de impacto assumem o risco inicial para viabilizar juros mais baratos no banco. Exemplo disso é o Fundo Vale, que já aportou R$ 300 milhões no ecossistema.</p>
<p>Além do dinheiro, o avanço depende de fechar o gap de conhecimento por meio de assessoria técnica independente e plataformas digitais como o CABI BioProtection Portal, dando segurança técnica para o produtor trocar o defensivo convencional pelo biológico. foi o que alertou Ulrich Kuhlmann, cientista-chefe da CABI.</p>
<blockquote><p>“Os agricultores precisam estar confiantes de que essas alternativas trarão resultados confiáveis sob as condições específicas em que trabalham. No final das contas, os produtores são seres humanos e pensam em renda. Só vamos conquistá-los quando tivermos casos de uso robustos e validados localmente”, concluiu.</p></blockquote>
<h3><strong>Saiba mais</strong></h3>
<p><strong>O que é agricultura regenerativa?</strong></p>
<p>Ao contrário do modelo convencional que foca apenas na nutrição química da planta, a agricultura regenerativa é um sistema de produção que prioriza a saúde e a restauração biológica do solo. O objetivo é recuperar a biodiversidade da terra através de práticas como o uso de bioinsumos, rotação de culturas e plantas de cobertura. Para o produtor, o resultado prático se traduz em um solo que retém mais água e nutrientes, reduzindo os custos com fertilizantes sintéticos e tornando a lavoura muito mais resistente a extremos climáticos, como secas e veranicos.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Descobertas novas variedades de cacau super-resistentes à vassoura-de-bruxa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura-de-bruxa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O fungo vassoura-de-bruxa (ou lagartão) ainda é uma grande ameaça para a produção de cacau na Amazônia, região onde o clima quente e úmido favorece a doença. Cientistas testaram 25 variedades de cacau em Rondônia e identificaram duas (EEOP 63 e EEOP 65) que são super-resistentes. Essas duas variedades conseguiram produzir até 32% mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O fungo vassoura-de-bruxa (ou lagartão) ainda é uma grande ameaça para a produção de cacau na Amazônia, região onde o clima quente e úmido favorece a doença.</em></li>
<li><em>Cientistas testaram 25 variedades de cacau em Rondônia e identificaram duas (EEOP 63 e EEOP 65) que são super-resistentes.</em></li>
<li><em>Essas duas variedades conseguiram produzir até 32% mais cacau do que as outras, mesmo crescendo em solos ruins e sob o ataque do fungo.</em></li>
<li><em>Normalmente, a planta precisa escolher entre gastar energia para crescer/dar frutos ou para se defender. Com a genética certa e boa nutrição, ela faz as duas coisas.</em></li>
<li><em>O estudo descobriu que o excesso de nitrogênio serve de &#8220;comida&#8221; para o fungo, enquanto a falta de boro enfraquece o cacau. Manter o solo equilibrado fortalece a defesa natural da planta.</em></li>
<li><em>Essa combinação de genética e boa nutrição permite colher mais, gastar menos com remédios químicos e produzir chocolate de forma mais sustentável.</em></li>
</ul>
<p>A vassoura-de-bruxa (também conhecida na Amazônia como lagartão) é um fungo que destruiu as plantações de cacau na Bahia nos anos 1990 e até hoje atrapalha a produção do fruto, Mas uma nova pesquisa traz uma ótima notícia: dá para produzir muito mais cacau usando menos adubo e remédios contra fungos. O segredo é escolher as plantas com a genética certa.</p>
<p>De acordo com a <a href="https://agencia.fapesp.br/pesquisa-aponta-estrategia-de-protecao-do-cacau-amazonico-contra-a-vassoura-de-bruxa/58498" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp,</a> cientistas de várias universidades e institutos testaram 25 tipos de cacau e encontraram dois tipos que são &#8220;super-resistentes&#8221; (chamados de EEOP 63 e EEOP 65). Mesmo crescendo em solos ruins e sofrendo o ataque do fungo, eles produziram até 32% mais cacau do que os outros.</p>
<p>Conduzida na Estação Experimental Frederico Afonso (Ceplac), em Rondônia, a pesquisa é apoiada pela FAPESP e liderada por pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), contou com a colaboração de grupos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Porto Velho, Universidade Federal de Rondônia (Unir, campus Rolim de Moura) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam, campus Humaitá).</p>
<h3>O segredo está na &#8220;alimentação&#8221; da planta</h3>
<p>A floresta amazônica é quente e úmida, o ambiente perfeito para o fungo crescer. Para piorar, a terra da região costuma ser fraca em nutrientes e muito castigada pelas chuvas fortes.</p>
<p>Normalmente, quando uma planta é atacada por uma doença, ela vive um dilema: ou gasta energia para tentar sobreviver ou gasta energia para dar frutos. Mas esses dois tipos de cacau selecionados conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.</p>
<p>Os pesquisadores descobriram o motivo:</p>
<ul>
<li>Elas se alimentam melhor: Essas plantas conseguem puxar do solo os minerais de que precisam (como cálcio e potássio), ficando mais fortes.</li>
<li>O perigo do excesso e da falta: O estudo mostrou que quando o cacau tem nitrogênio demais acumulado, isso vira &#8220;comida&#8221; para o fungo. Por outro lado, a falta de um mineral chamado boro deixa a planta fraca.</li>
</ul>
<h3>O que isso muda na prática?</h3>
<p>Como não dá para mudar o clima da Amazônia, a solução é plantar essas variedades que já vêm com um &#8220;escudo de fábrica&#8221; e cuidar bem da nutrição da terra.</p>
<p>Comendo bem e tendo uma genética forte, o cacaueiro se defende sozinho e continua produzindo bem. Isso ajuda o agricultor a ter mais lucro e protege o meio ambiente, já que diminui a necessidade de usar produtos químicos pesados na plantação.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Animação alerta sobre prevenção e combate à vassoura-de-bruxa da mandioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 17:09:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[Apitikatxi]]></category>
		<category><![CDATA[Apiwa]]></category>
		<category><![CDATA[Iepé]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Paru d’Este]]></category>
		<category><![CDATA[Terras Indígenas Parque do Tumucumaque]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura-de-bruxa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/animacao-mandioca-1024x908-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Desde 2024, a praga da vassoura-de-bruxa ameaça os canaviais de mandioca em terras indígenas do Amapá e do Norte do Pará, colocando em risco a base da alimentação e de bebidas tradicionais como o caxiri. Para combater o fungo, o instituto Iepé e associações locais lançaram um vídeo educativo dublado nas línguas nativas tiriyó [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/animacao-mandioca-1024x908-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Desde 2024, a praga da vassoura-de-bruxa ameaça os canaviais de mandioca em terras indígenas do Amapá e do Norte do Pará, colocando em risco a base da alimentação e de bebidas tradicionais como o caxiri.</em></li>
<li><em>Para combater o fungo, o instituto Iepé e associações locais lançaram um vídeo educativo dublado nas línguas nativas tiriyó e aparai por integrantes das próprias comunidades.</em></li>
<li><em>O projeto busca misturar o conhecimento dos antigos com técnicas modernas de manejo do solo, promovendo roçados mais fortes e biodiversos.</em></li>
<li><em> O desenho ensina a identificar o fungo, queimar plantas doentes, limpar ferramentas e até produzir a &#8220;água de vidro&#8221;, uma receita que ajuda a mandioca a brotar saudável.</em></li>
<li><em>Além de estar no YouTube, o vídeo está circulando por grupos de WhatsApp e será exibido em assembleias e oficinas nas aldeias para alcançar o maior número de pessoas.</em></li>
</ul>
<p>A mandioca não é apenas comida na mesa dos povos indígenas do Amapá e do Norte do Pará; ela é história, cultura e a base de preciosidades diárias como o beiju, a farinha e o caxiri. Por isso, quando a doença da vassoura-de-bruxa começou a avançar sobre as roças da região, o sinal de alerta acendeu.</p>
<p>Para contra-atacar esse fungo e proteger a segurança alimentar das aldeias, o Instituto Iepé, em uma parceria com os povos das Terras Indígenas Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este, transformou a informação em arte e lançou uma animação educativa totalmente personalizada.</p>
<p>O grande diferencial do vídeo é que ele fala diretamente com quem cuida da terra. A animação ganhou versões nas línguas tiriyó e aparai, com a tradução e a narração feitas pelos próprios indígenas das associações Apitikatxi e Apiwa. A ideia é fazer com que o conhecimento científico e as orientações técnicas circulem de forma natural e sem barreiras pelas comunidades do Complexo Tumucumaque.</p>
<h3>O poder de um roçado biodiverso</h3>
<p>O projeto nasceu da união entre o braço de comunicação do Iepé e o Programa Tumucumaque-Wayamu. O foco não é apenas apontar o problema, mas mostrar como a própria natureza, quando bem cuidada, sabe se defender.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é promover um entendimento da dinâmica do problema, explicando sobre o ciclo de vida do fungo e outras interações ecológicas existentes no roçado e pensarmos, em conjunto, estratégias para enfrentá-lo, combinando técnicas novas e tradicionais”, explica João Covolan, assessor do Iepé e atuante no projeto Solo Vivo, que cuida das roças da região.</p></blockquote>
<p>Para ele, o segredo está no equilíbrio ecológico debaixo da terra:</p>
<blockquote><p>“Um roçado diverso, crescendo em um solo cheio de microrganismos, com uma ciclagem de nutrientes bastante dinâmica, fornece melhores condições para o desenvolvimento sadio daquilo que foi plantado, mesmo com o fungo potencialmente presente naquele ambiente”, completa o especialista.</p></blockquote>
<p>E essa receita já está mostrando resultados na prática. Testes com plantios experimentais de variedades de manivas no lado leste do território estão vingando muito bem, graças a cuidados especiais no solo e ao uso de biofertilizantes. A meta agora é fazer com que essas boas práticas se espalhem ainda mais com a ajuda do vídeo.</p>
<h3>Instruções na tela e no celular</h3>
<p>De forma bem didática, o desenho animado desvenda o ciclo do fungo e dá um passo a passo de como os agricultores podem proteger suas terras. O roteiro ensina a monitorar as plantas, fazer o corte e a queima correta das partes contaminadas e a esterilizar ferramentas, roupas e calçados para não carregar a praga de uma roça para outra.</p>
<p>O vídeo também ensina truques práticos para antes do plantio, como o tratamento das manivas e a receita da “água de vidro” — uma solução que fortalece a brotação da mandioca. No fim, a produção faz um convite sensível: olhar para o passado e resgatar o cuidado que os antigos já tinham com a terra.</p>
<p>A estratégia de distribuição também é pop e digital. Além de estar disponível no canal do YouTube do Iepé, a animação está voando de celular em celular via grupos de WhatsApp e será o centro das atenções em assembleias e oficinas comunitárias, viajando inclusive até a região do rio Trombetas para alcançar ainda mais parentes e falantes das línguas locais.</p>
<p>Para ver os vídeos clique <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nk8twahpdX4&amp;t=34s" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e  <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4bCOjvh7diA" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></p>
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		<item>
		<title>Mapa lança plataforma digital para unificar registro de agrotóxicos no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/mapa-lanca-plataforma-digital-para-unificar-registro-de-agrotoxicos-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sispa (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) para modernizar e digitalizar o registro de agrotóxicos no Brasil. A plataforma centraliza os pedidos em um único ambiente digital. Antes, as empresas precisavam protocolar requisições separadas no Mapa, na Anvisa e no Ibama. O sistema [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/agrotoxicos-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sispa (Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica) para modernizar e digitalizar o registro de agrotóxicos no Brasil.</em></li>
<li><em>A plataforma centraliza os pedidos em um único ambiente digital. Antes, as empresas precisavam protocolar requisições separadas no Mapa, na Anvisa e no Ibama.</em></li>
<li><em>O sistema recebeu o aporte de mais de US$ 6 milhões do setor privado (Abrapa e IBA), contando com o apoio técnico do PNUD e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).</em></li>
<li><em>A unificação pretende aumentar a governança regulatória, a previsibilidade de mercado e a transparência do país frente a parceiros comerciais exigentes, como a União Europeia.</em></li>
</ul>
<p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), uma nova plataforma digital desenvolvida para modernizar, conferir transparência e dar maior agilidade ao processo de registro de agrotóxicos e produtos afins no país.</p>
<p>A ferramenta cumpre as diretrizes da Lei nº 14.785/2023, que centralizou no Mapa a responsabilidade pelas regras de registro e determinou a criação de um protocolo eletrônico único.</p>
<p>O projeto foi viabilizado por meio de uma parceria com o setor privado — com investimentos superiores a US$ 6 milhões da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) —, além da cooperação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).</p>
<blockquote><p>“Nós temos razões de sobra para celebrar esse momento. O Sispa tem como objetivo modernizar o registro dos defensivos agrícolas no Brasil. Nosso desafio diário é construir as condições para uma agricultura cada vez mais sustentável e competitiva”, disse o ministro da Agricultura, <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">André de Paula, durante o lançamento da plataforma.</span></span></p></blockquote>
<h3>Integração entre ministérios e agências</h3>
<p>O Sispa resolve um gargalo histórico do setor produtivo ao integrar os fluxos de análise de três órgãos federais.</p>
<p>Até então, as empresas do setor precisavam submeter processos físicos ou digitais de forma isolada ao Mapa, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — responsável pelas análises toxicológicas — e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) — encarregado das avaliações ambientais.</p>
<p>Com o novo sistema, o acompanhamento das etapas ocorre em tempo real dentro de um único ambiente, eliminando a lentidão gerada pela troca manual de documentos entre as instituições.</p>
<h3>Rigor técnico e competitividade externa</h3>
<p>O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, afirmou que a digitalização não altera os critérios técnicos das análises, mas deve reduzir custos administrativos e aumentar a eficiência operacional.</p>
<blockquote><p>“Essa modernização não diminui o rigor técnico nem os requisitos, mas traz eficiência administrativa. Reduz custos para a União e entrega soluções claras para todos os envolvidos”, destacou.</p></blockquote>
<p>A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa ressalta que a centralização dos processos traz um ganho de eficiência administrativa e redução de custos operacionais para a União.</p>
<p>Pelo lado do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Anvisa, o Sispa é visto como um marco estratégico de governança para um dos maiores sistemas regulatórios do mundo, que atende cerca de 300 empresas e avalia cerca de mil produtos por ano.</p>
<p>A padronização inicial dos pedidos deve diminuir erros de preenchimento e acelerar a chegada de novas moléculas ao mercado.</p>
<p>A melhoria nos mecanismos de controle e rastreabilidade também deve trazer reflexos positivos na diplomacia comercial.</p>
<p>De acordo com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o fortalecimento do arcabouço regulatório eleva o nível de segurança jurídica do país e ajuda a consolidar a posição do agronegócio brasileiro em mercados internacionais de alta exigência, como a União Europeia.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Soberania alimentar vira resistência contra a destruição da floresta no Quilombo do Abacatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo do Abacatal]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Soberania Alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e permanência.</p>
<p>Nos 518 hectares oficialmente reconhecidos e titulados, a comunidade liderada por mulheres enfrenta diariamente a pressão do avanço urbano nos limites da floresta. Lá, 163 famílias enfrentam os desafios de viver em uma área periurbana, gerenciando vida cotidiana e tradições.</p>
<p>Para Vanusa Cardoso, uma das lideranças do local, a alimentação no contexto periurbano possui um significado especial: enquanto a alimentação sem aditivos parece cara e inacessível para parte da população, por não possuir espaço ou tempo para seus próprios plantios; os alimentos ultraprocessados são vendidos como ‘ganho de tempo’, mas que dentro de alguns anos geram graves prejuízos.</p>
<blockquote><p>“Somos sete gerações de adultos e se considerar os mais novos, são nove. Testemunhamos todo o processo dos ultraprocessados entrando na comunidade e, aos poucos, gerando obesidade, problemas hormonais e vários tipos de complicações de saúde. Hoje, parte dessas pessoas voltaram à alimentação tradicional (baseadas no próprio plantio) para se curar ou ter mais qualidade de vida”, aponta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42674" aria-describedby="caption-attachment-42674" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-42674" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42674" class="wp-caption-text">Vanusa Cardoso em área da comunidade, onde plantios de misturam à criação de pequenos animais. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Ela comenta que uma dificuldade em comum enfrentada por territórios tradicionais é a quebra de rotina gerada pelo modelo econômico baseado na produção em larga escala e no consumo industrializado. Vanusa aponta que isso altera a rotina familiar e a troca de conhecimentos entre gerações, fundamental para a sobrevivência das tradições.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cresci vendo minha mãe sair para a mata durante a madrugada para colher sementes, folhas de guarimã, frutos e açaí que seriam vendidos em Belém. As crianças tinham tarefas definidas: lavar folhas na beira do igarapé, ajudar na coleta, acompanhar os adultos nos mutirões de roça&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ao mesmo tempo que a educação formal ajuda a resgatar a história do território e a paixão pela atividade agroflorestal, existe uma pressão frequente na defesa do território. A líder declara que embora a perda de vegetação nativa nos territórios quilombolas seja mais de 80% menor do que em áreas privadas, sempre há muito trabalho a ser feito pela preservação do seu chão.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sobrevivemos à Alça Viária (rodovia inaugurada em 2002) e conseguimos afastar a Avenida Liberdade (via inaugurada em 2026 que conecta três municípios da Grande Belém), mas a luta é constante. Se não houvesse mobilização, nosso território já teria sido todo picotado pelos governos e empresas privadas&#8221;, declara.</p></blockquote>
<h3>Recuperação ambiental e gestão de danos</h3>
<p>O quilombo, que já teve mais de 3 mil hectares, hoje possui pouco mais de 518 hectares oficialmente reconhecidos. Ao longo das décadas, perdeu grande parte da área para grilagem, expansão urbana e grandes obras de infraestrutura. Titulado oficialmente há 27 anos, a comunidade que luta pela preservação do território também trabalha pela recuperação de áreas degradadas às margens da comunidade, reflexos desses empreendimentos.</p>
<figure id="attachment_42673" aria-describedby="caption-attachment-42673" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42673" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42673" class="wp-caption-text">Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Processos recentes como a construção da Alça Viária, as linhas de transmissão da Equatorial (concessionária de energia elétrica), o avanço imobiliário da Região Metropolitana e a instalação do aterro sanitário de Marituba geraram impactos ambientais como a alteração dos cursos d’água, afetando diretamente os igarapés da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Nosso igarapé já foi saudável. Hoje ele já sofre”, diz Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal.</p></blockquote>
<p>Ela comenta que uma das formas de ver o reflexo da luta comunitária é observar o mapa da região. Nele, o quilombo do Abacatal resiste como uma grande ‘mancha’ verde cercada por bairros, condomínios e rodovias.</p>
<blockquote><p>“Quem olha o mapa vê o Abacatal verde. No entorno, são vários buracos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Parte da mudança provocada pelos empreendimentos já é sentida na rotina da comunidade: nascentes secando mais rápido, áreas de terra firme sofrendo com estiagens intensas e aumento da temperatura provocado pelo desmatamento no entorno.</p>
<blockquote><p>“A gente sofre pela inconsequência dos outros. Não é o território quilombola que causa isso. Não há nenhum registro de desmatamento provocado por nós, mas estamos estudando e buscando apoio técnico necessário para restaurar principalmente as margens dos rios, porque a mudança externa está nos afetando”, declara Turi.</p></blockquote>
<p>É justamente dessa relação direta entre preservação e sobrevivência que nasce a defesa da soberania alimentar no quilombo, uma forma de fortalecer a saúde, o meio ambiente e a autonomia do território.</p>
<h3>Agrofloresta como escudo físico e espiritual</h3>
<p>Os 518 hectares da comunidade dividem espaços com mais de 60 variedades de plantios. O açaí é uma das principais culturas, ao lado da mandioca, do cupuaçu, da pupunha, do tucumã e de hortaliças cultivadas pelas famílias. A região também abriga criações de galinhas caipiras, porcos e projetos de apicultura com abelhas sem ferrão, fundamentais para a polinização das espécies da floresta.</p>
<figure id="attachment_42678" aria-describedby="caption-attachment-42678" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42678" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42678" class="wp-caption-text">O Abacatal possui um espaço permanente de cultura de mudas da folha de guarimã. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Turi comenta que cada família possui liberdade para plantar nos espaços do local, então a variedade de uso de área é bem extensa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem Sistemas Agroflorestais (SAFs), hortinhas, criação de abelhas, galinhas, porcos, muita coisa mesmo. Além disso, a gente também trabalha com os derivados dos plantios, então fazemos polpas, remédios, farinhas. Como volta e meia recebemos grupos, também fazemos pequenas feirinhas para vender parte dessa produção&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42679" aria-describedby="caption-attachment-42679" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42679" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42679" class="wp-caption-text">Parte das instalações para criação de abelhas presentes na comunidade. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Entretanto, nada disso é pensado como monocultura. Tanto Vanusa como Turi explicam que preservar a floresta não significa deixar de plantar, mas plantar de outra forma.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Makínì Cardoso (@sitioossayn)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<blockquote><p>“A gente entende que esse espaço é de convivência entre nós e a natureza”, diz Vanusa. “Nós não somos dissociados dela&#8221;, complementa Turi.</p></blockquote>
<p>A lógica da subsistência também aparece nas pequenas escolhas cotidianas. Nas festas e encontros comunitários, os refrigerantes industrializados são substituídos por sucos produzidos dentro do próprio território. Para elas, esse conhecimento é uma forma de autonomia diante de um sistema alimentar cada vez mais industrializado. Turi, inclusive, destaca que este compromisso com a terra é um dever espiritual.</p>
<blockquote><p>&#8220;O espiritual te cobra se não fizer uma gestão justa e correta (da terra e do meio ambiente). Nossa missão é cuidar desse território de corpo e alma, até o dia de ancestralizar&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Conexões fortalecidas</h3>
<p>Em um cenário de emergência climática e avanço acelerado da degradação ambiental na Amazônia, o quilombo se tornou também referência para outras comunidades tradicionais da região Norte.</p>
<p>As lideranças do Abacatal participam de redes de defesa territorial em vários estados, compartilham estratégias jurídicas e articulam formas de resistência contra projetos predatórios. Para elas, a proteção dos territórios quilombolas é também uma estratégia concreta de enfrentamento à crise climática.</p>
<blockquote><p>“Os territórios preservam porque sabem viver junto da floresta. Sem os territórios, não existe proteção ambiental de verdade&#8221;, declara Vanusa.</p></blockquote>
<p>Elas defendem que a união fortalece a luta entre as comunidade e auxiliam na construção coletiva a favor do meio ambiente e da própria história. Para a dupla, o incentivo a titulação, ao bloqueio de projetos predatórios e a implantação de práticas regenerativas dentro das comunidades são a melhor forma de garantir um futuro para seus moradores.</p>
<blockquote><p>&#8220;A titulação é um direito fundamental&#8221;, diz Vanusa. &#8220;É a partir dele que podemos defender nosso território e o meio ambiente de forma mais articulada e eficiente&#8221;, defende Turi.</p></blockquote>
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		<title>Força-tarefa no Marajó tenta barrar avanço da vassoura-de-bruxa da mandioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Adepará]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[vassoura de bruxa da mandioca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/acoes_contra_vassoura_de_mandioca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Alerta fitossanitário: A Adepará, em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da vassoura-de-bruxa da mandioca no estado. Ameaça vinda do Amapá: O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em 13 municípios, e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/acoes_contra_vassoura_de_mandioca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_b3cf35ca4cdba6ca" class="markdown markdown-main-panel enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="polite" aria-busy="false">
<p data-path-to-node="3"><em>Resumo</em></p>
<ul data-path-to-node="4">
<li>
<p data-path-to-node="4,0,0"><em><b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="0">Alerta fitossanitário:</b> A <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="25">Adepará</b>, em parceria com o <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="52">Ministério Público do Pará (MPPA)</b> e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="174">vassoura-de-bruxa da mandioca</b> no estado.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,1,0"><em><b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="0">Ameaça vinda do Amapá:</b> O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em <b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="99">13 municípios</b>, e Portel possui uma rota diária de embarcações com a região contaminada.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,2,0"><em><b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="0">Foco no maior produtor:</b> O município de Portel é o <b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="50">maior produtor de farinha do Marajó</b>. Uma eventual contaminação destruiria a principal fonte de renda e segurança alimentar de milhares de famílias agrícolas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,3,0"><em><b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="0">Restrições no transporte:</b> O MPPA reuniu-se com empresas de navegação para garantir o cumprimento de portarias que <b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="114">restringem temporariamente o trânsito de vegetais</b> vindos do Amapá.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="7">A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, no Marajó, realizou uma série de ações educativas e preventivas de combate à<strong> vassoura-de-bruxa da mandioca</strong> no município.</p>
<p data-path-to-node="8">As equipes percorreram escolas públicas, portos, a orla da cidade e comunidades polo, como o assentamento Acutipereira e a cooperativa CoopMarajó. O foco foi treinar <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="166">agricultores familiares, feirantes e transportadores</b> para identificar os sintomas da praga e agir rapidamente caso notem alguma alteração nas plantas.</p>
<h3 data-path-to-node="9">O que é a vassoura-de-bruxa da mandioca?</h3>
<p data-path-to-node="10">Diferente da famosa praga que ataca o cacau, a vassoura-de-bruxa da mandioca é uma enfermidade severa que afeta o desenvolvimento pleno da planta. Ela faz com que os ramos e folhas cresçam de maneira <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="200">desordenada, superbrotada e seca</b>, dando às ramificações a aparência de uma vassoura velha.</p>
<p data-path-to-node="11">Como a mandioca é a base da fabricação da farinha, a doença ataca diretamente o rendimento do cultivo, sendo capaz de <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="118">dizimar plantações inteiras</b> e inviabilizar a colheita comercial.</p>
<h3 data-path-to-node="12">O risco logístico e econômico na rota do Marajó</h3>
<p data-path-to-node="13">A preocupação das instituições faz total sentido quando analisamos a posição geográfica e econômica de Portel. O município detém o título de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="141">maior produtor de farinha da região do Marajó</b>, abastecendo grande parte do mercado paraense.</p>
<p data-path-to-node="14">Porém, a cidade mantém um fluxo diário de embarcações com o Amapá, onde a doença já está descontrolada em mais de uma dezena de municípios. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Nilson Silva, a <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="203">ligação por vias fluviais</b> cria um corredor de alto risco para a entrada do fungo no Pará, exigindo fiscalização rigorosa em cargas e bagagens.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Bloqueio sanitário e fiscalização em embarcações</h3>
<p data-path-to-node="16">Para fechar o cerco contra a praga, o Ministério Público do Pará, por meio da promotora de Justiça Ione Nakamura, convocou os empresários do setor de navegação que operam na rota Amapá-Pará.</p>
<p data-path-to-node="17">A reunião cobrou o cumprimento rigoroso das medidas que <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="56">proíbem temporariamente a circulação de determinados produtos vegetais</b> vindos do estado vizinho. O transporte ilegal de manivas (ramas de mandioca usadas para plantio) ou de materiais contaminados é o principal vetor de dispersão da doença a longas distâncias.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Próximos passos da vigilância agropecuária</h3>
<p data-path-to-node="19">A mobilização em Portel foi apenas o início de um cinturão de proteção que a Adepará pretende consolidar na região ocidental do Marajó. O cronograma de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="152">vigilância e educação sanitária</b> continuará avançando nos municípios vizinhos de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="232">Bagre, Breves e Melgaço</b>.</p>
<p data-path-to-node="20">A orientação da Agência de Defesa é clara: qualquer suspeita de sintomas da vassoura-de-bruxa nas folhas ou ramos da mandioca deve ser <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="135">comunicada imediatamente</b> à unidade local da Adepará para o isolamento seguro da área.</p>
</div>
</div>
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		<title>Chocolate indígena Kunhã Arã fortalece cultura e autonomia financeira no Médio Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 16:57:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate artesanal paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate indígena]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Kunhã Arã]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras. Irasilda Juruna, líder [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260522-WA0117-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas da etnia Juruna, no Médio Xingu, lançaram em Belém o chocolate artesanal Kunhã Arã. Produzido pela Associação Indígena Tubyá, em Altamira, o produto é o primeiro da região a ter todas as etapas da produção realizadas dentro da própria comunidade, desde o cultivo do cacau até a embalagem final das barras.</p>
<p>Irasilda Juruna, líder do projeto, comenta que a autonomia financeira da comunidade já é um dos grandes sonhos realizados, mas também um legado para todas as 51 famílias da comunidade.</p>
<blockquote><p>“No geral, quanto mais agentes são necessários para beneficiar um produto, menor é o ganho de quem forneceu a matéria-prima. Então ter todas as etapas de produção aqui mesmo ajuda a gente a sonhar com mais oportunidades”, revela.</p></blockquote>
<p>A produção envolve cerca de 19 mil pés de cacau cultivados em Sistemas Agroflorestais (SAFs). Todo o processo, incluindo colheita, fermentação, secagem, torra e fabricação, é conduzido pela própria comunidade, valorizando práticas tradicionais e ingredientes naturais, sem conservantes ou aromatizantes artificiais.</p>
<p>A empreendedora explica que, na fase inicial, oito famílias atuam diretamente na produção do cacau e do chocolate, mas que ela vê oportunidades de impacto muito maiores dentro da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Por enquanto, são oito famílias trabalhando no Kunhã Arã, mas conforme as vendas forem escalando, já temos várias outras pessoas interessadas em trabalhar juntas e ajudar na construção desse sonho”, comenta.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DKiI5e8xwCl/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DKiI5e8xwCl/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por kunhã arã (@kunha_ara)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Lançado em abril durante a última edição do Chocolat Amazônia, em Belém, os produtos chegam ao mercado em três versões: 50%, 70% e 100% cacau. A expectativa inicial é produzir cerca de 50 quilos de chocolate por mês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<div>
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</div>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXmrd0ERG8k/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por kunhã arã (@kunha_ara)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>“Guerreira da luz, guerreira da vida”</h3>
<p>Irasilda explica o significado do nome da marca enquanto relembra o que o empreendimento significa para os Juruna. Ela explica que seu povo perdeu parte de suas tradições após o contato com não indígenas no século XVIII. De lá para cá, algumas tradições foram preservadas, mas ainda existe muito trabalho a ser feito.</p>
<p>A logomarca traz a figura de uma mulher indígena coroada com um cocar em forma de sol, representando a guardiã da floresta, da partilha e da ancestralidade do cacau, sagrado para o povo Juruna.</p>
<figure id="attachment_42900" aria-describedby="caption-attachment-42900" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42900" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png" alt="" width="814" height="478" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-1024x601.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-300x176.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-768x451.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-150x88.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102-450x264.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-22-134102.png 1051w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42900" class="wp-caption-text">Identidade visual das embalagens do chocolate Kunhã Arã. Foto: Norte Energia</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Quando vieram com a proposta de valorizar nossa memória ancestral e usar nossa língua e nossos grafismos para criar a marca, a certeza de que estávamos fazendo a coisa certa cresceu ainda mais. O que nós queremos não é só resgatar nossa história, mas deixar marcado na memória de todos que conhecem a Kunhã Arã que estivemos, estamos e permaneceremos aqui, resistindo”, diz.</p></blockquote>
<p>O desenvolvimento do empreendimento contou com apoio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena da Usina Hidrelétrica Belo Monte, executado pela Norte Energia.</p>
<p>Entre os investimentos realizados estão a entrega de mais de 11 mil mudas de cacau, assistência técnica, construção de secadores solares e a aquisição de equipamentos fundamentais para a fabricação do chocolate, como o melangê, utilizado no refino do cacau.</p>
<p>Irasilda reforça que acredita no sucesso pleno da marca, lançada em abril, principalmente após ser ‘repaginada’ para atingir públicos ainda maiores e levar a herança juruna em seu DNA.</p>
<blockquote><p>“O (sucesso) que temos hoje na comunidade é inexplicável. Começou com o Chocodjá, antigo nome do chocolate, e logo deu certo, com muita saída. É um projeto voltado para as mulheres, com o objetivo de complementar a renda das famílias. Antes não tínhamos apoio, mas hoje temos parceria em tudo. O que queremos agora é levar nosso produto para outros estados, e até para fora do Brasil” diz.</p></blockquote>
<p>Entre os planos para o futuro está a inserção dos produtos em programas de alimentação escolar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Para a empreendedora, essa chance abre a oportunidade de consolidar a marca como herança do povo Juruna, cumprindo a missão de levar um produto de qualidade à merenda escolar.</p>
<blockquote><p>“Em algumas cidades a criança só faz a refeição completa com a merenda escolar, é importante demais para a gente ajudar a levar uma alimentação saudável de verdade para as crianças. Além disso, isso ajuda a consolidar na cabeça das pessoas nossa marca como uma herança ancestral, um presente dos Juruna de ontem para os Juruna de hoje e amanhã”, declara.</p></blockquote>
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		<title>Belém recebe exposição sobre identidade e sabores da culinária amazônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Comida Cabocla: Saberes Sabores e Identidade Amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[culinária amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[povos tradicionais da amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[uepa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho. Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/20260502114454-GC00076858-F00303021-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Parque da Cidade, em Belém, inaugura nesta segunda-feira, 4, às 17h, a exposição &#8220;Comida Cabocla: Saberes, Sabores e Identidade Amazônica&#8221;. Sediada no Polo Amazônico de Gastronomia, a mostra gratuita segue aberta ao público até o dia 30 de junho.</p>
<p>Desenvolvida pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a iniciativa começa com a roda de conversa “Comida Cabocla: Sustentabilidade e Letramento Ambiental”. O debate contará com a presença do professor Miguel Picanço, curador da mostra, e deve reunir acadêmicos, especialistas e entusiastas da gastronomia.</p>
<p>O objetivo do projeto é valorizar os saberes tradicionais e consolidar o Polo Amazônico de Gastronomia como um centro de difusão cultural e científica. Além disso, a mostra busca estreitar os laços entre a universidade e a comunidade externa.</p>
<h3><strong>Como faço para visitar</strong></h3>
<p>A exposição acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, dentro do Polo Amazônico de Gastronomia do Parque da Cidade, localizado na Avenida Júlio César, em Belém. O local possui três acessos de entrada: dois na própria Júlio César e um na Avenida Senador Lemos. A entrada é gratuita.</p>
<p>O local também receberá turmas de universidades e escolas mediante agendamento pelo e-mail gastronomiaamazonica@uepa.br. Lembrando que a programação estará disponível do dia 4 de maio até 30 de junho de 2026.</p>
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		<title>Da roça à mesa, Chocolat Amazônia 2026 reúne mais de 500 produtores de cacau em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia produtiva do cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolat Festival]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/chocolat_amazonia26-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Começou, em Belém, o Festival Internacional do Chocolate e do Cacau — Chocolat Amazônia e do Flor Pará, evento que reúne mais de 500 produtores paraenses e valoriza a produção agrícola e cacaueira do estado. Em uma programação diversa e gratuita que vai até o próximo domingo, 26, é possível fazer compras, conhecer novos produtos e participar de atividades interativas para toda a família.</p>
<p>Ao entrar no evento, uma das primeiras coisas que o visitante vê é a construção de uma escultura de chocolate com 120 quilos feita pelo chef Léo Vilela. Em entrevista ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, ele avalia o evento como uma oportunidade importante de unir o setor e aproximá-lo do público.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando um produtor vem por aqui, ele já sabe exatamente o que fazer, mas para o visitante que está curioso a escultura pode ser aquele primeiro alerta que chama a atenção. É uma honra ser a isca para chamar a atenção para uma cadeia produtiva tão importante&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42232" aria-describedby="caption-attachment-42232" style="width: 624px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42232" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg" alt="" width="624" height="637" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-294x300.jpeg 294w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-1005x1024.jpeg 1005w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-150x153.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09-450x458.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-13.22.09.jpeg 1284w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption id="caption-attachment-42232" class="wp-caption-text">Léo Vilela e sua escultura de chocolate recepcionam o público que chega ao festival. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Léo conta que sua escultura representa o boto, figura do folclore amazônico com fama nacional. Ao longo dos quatro dias de evento, ele vai ganhando forma e se transformando em um ser com todos os elementos clássicos da sua representação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele vai ganhar braços, pernas, o emblemático chapéu, além de toda uma ornamentação com o tema das águas. Ao longo do evento vamos construir todos os detalhes possíveis. Além de bonito, ele simboliza o respeito e a reverência pela cultura da Amazônia&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Da roça ao palco principal</strong></h3>
<p>Quem for ao festival tem a oportunidade de ver o chocolate de formas inusitadas, por exemplo, numa receita salgada. Diana Gemaque, líder das Guardiãs do Cacau, marca artesanal de chocolates da Comunidade Ribeirinha de Acaráçu, está em parceria com o chef Léo Modesto, de Curuçá, para apresentar um prato inédito ao público: Pirarucu com chocolate branco e ervas amazônicas. Diana conta que já participa do festival há 5 anos e vê um avanço constante na trajetória da marca.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos 8 mulheres na linha de frente e se considerar as famílias no geral, é na faixa de 20 pessoas. É uma alegria ver que, dos nossos quintais, podemos alcançar voos maiores, valorizar a produção da roça e trocar ideias com quem acredita numa produção sustentável de fato&#8221;, declara.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42233" aria-describedby="caption-attachment-42233" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42233" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg" alt="" width="635" height="476" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-24-at-12.37.00.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 635px) 100vw, 635px" /><figcaption id="caption-attachment-42233" class="wp-caption-text">Léo Modesto e as Guardiãs do Cacau se uniram para criar um prato salgado com chocolate. Foto: Tereza Coelho</figcaption></figure>
<p>Já Léo, que participou de realities culinários em canais de TV de alcance nacional promovendo a culinária amazônica, disse que a parceria com as comunidades está no centro da sua atuação, mas ganhou um novo capítulo com o chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;O chocolate entrou na minha vida por meio de um outro chef, daí fui conhecendo mais e pensando em como unir com meu trabalho. Eu sou muito grato e admiro demais as Guardiãs porque é uma troca muito genuína e inovadora. Crescer e ter reconhecimento lado a lado com pessoas que a gente admira e que fazem um trabalho com propósito é algo único&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Em relação o prato inédito que será apresentado neste sábado, 25, Léo conta que fez imersões dentro da comunidade de Acaráçu para conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas mulheres da comunidade e aprender melhor sobre o manejo do chocolate.</p>
<blockquote><p>&#8220;Precisamos nos dispor e mergulhar de cabeça. Tem algumas técnicas e formas de manejo que não conhecia e pude fazer isso lado a lado com elas lá na comunidade. Aprender a valorizar a produção da roça, dos extrativistas e ribeirinhos passa uma mensagem muito importante e o fruto dessa parceria vocês vão conhecer logo logo&#8221;, antecipa.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DXekK1FEYDD/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação partilhada por Léo Modesto (@leomodestoz5)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3>Novos negócios e projeção de mercado</h3>
<p>Osny Ramos, da Caupé Chocolates, que já participou de outras edições como produtor de amêndoas, agora chega ao festival como proprietário de marca. Para ele, a mudança de posição atrai novas oportunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A integração da cadeia produtiva auxilia muito nesse processo porque torna tudo muito mais dinâmico e palpável. Verticalizar esse caminho entre produtor, investidor , exportador e quem faz as vendas no mercado é fundamental para um crescimento pleno do setor&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Para o  Secretario de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca Giovanni Queiroz, é exatamente essa integração entre vários agentes da cadeia a marca registrada do evento</p>
<blockquote><p>“A cada ano, o número de produtores rurais que também atuam na fabricação de chocolate só cresce. Se antes havia 10, 15 marcas locais, hoje são centenas de todas as regiões do estado. A valorização do setor é um instrumento importantíssimo para valorizar quem faz o sonho ser possível, quem planta e vive dessa produção&#8221;, declara.</p></blockquote>
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