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	<title>Zarc &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>El Niño forte pode manter a seca na Amazônia até março de 2027, alerta Embrapa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/agricultor7-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um El Niño forte deve provocar atraso nas chuvas, seca prolongada, ar mais seco e ondas de calor na Amazônia Legal entre 2026 e 2027, com cenário comparável ao de 2010, diz nota técnica da Embrapa Níveis dos rios já estão muito abaixo do normal (com seca persistindo até março de 2027), gerando emergências, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/agricultor7-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um El Niño forte deve provocar atraso nas chuvas, seca prolongada, ar mais seco e ondas de calor na Amazônia Legal entre 2026 e 2027, com cenário comparável ao de 2010, diz nota técnica da Embrapa</em></li>
<li><em>Níveis dos rios já estão muito abaixo do normal (com seca persistindo até março de 2027), gerando emergências, estrangulamento de rotas fluviais e isolamento de comunidades.</em></li>
<li><em>A Amazônia Oriental terá  menos chuva, atraso no plantio da primeira safra e alto risco de queimadas. A Amazônia Ocidental sofrerá com déficits de água mais agudos e fortes vazantes que afetam o transporte e o acesso a água e insumos. Já Roraima, já sofreu quebra histórica na safra 2026 de 30% a 50% devido à falta de chuva na época de enchimento dos grãos.</em></li>
<li><em>A Embrapa afirma que as consequências principais serão falta de recarga nos solos e lençóis freáticos, secagem precoce de pastagens (&#8220;seca verde&#8221;), estresse hídrico em lavouras (mandioca, milho, feijão), interrupção da navegação, risco extremo de incêndios, mortalidade de peixes e desorganização dos calendários de plantio.</em></li>
<li><em>A Embrapa exige o cumprimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), priorizando janelas de risco máximo de 20% em solos texturizados (AD2 e AD3), o que também é requisito legal para crédito e seguro rural.</em></li>
<li><em>A nota propõe medidas como agilização de perícias do Proagro, garantia de renda emergencial para</em> <em>agricultores familiares, linhas de crédito facilitadas para irrigação, estoques de milho da Conab, dragagem de rios, apoio a planos de combate a incêndios e boletins semanais de alerta</em></li>
</ul>
<p>Um El Niño de forte intensidade deve provocar atraso das chuvas, seca prolongada e calor acima do normal na Amazônia Legal entre 2026 e 2027. O alerta consta em nota técnica da Embrapa, que reúne os riscos, as estratégias e tecnologias para mitigar os efeitos extremos causados pelo fenômenos, além de ações ao poder público,</p>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> transformou o conteúdo numa série de três matérias, que serão publicadas a partir desta terça-feira, 6.</p>
<p>O texto serve de apoio ao Grupo de Trabalho GT El Niño, criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 30 de junho de 2026 (Portaria nº 928).</p>
<p>Na Região Norte, o efeito esperado é o atraso expressivo do período chuvoso, déficit de água no solo, ar mais seco e ondas de calor que aumentam a evaporação. Em condições normais, a região recebe mais chuva de dezembro a maio e menos de junho a novembro. A economia, o transporte e a produção agropecuária dependem da cheia e da vazante dos rios.</p>
<p>Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), as chuvas abaixo do normal devem persistir até março de 2027, em uma seca comparável à de 2010. Em 1º de setembro, o rio Negro marcava 24,09 metros em Manaus, 2,59 metros abaixo do mesmo período de 2025.</p>
<p>O rio Amazonas, em Itacoatiara, estava em 9,95 metros, contra 12,13 metros no ano passado. No Amazonas, Humaitá, São Paulo de Olivença e Benjamin Constant decretaram emergência, e outros 16 municípios estavam em alerta hidrológico.</p>
<h3>Cada parte da região sofre de um jeito</h3>
<ul>
<li><strong>Amazônia Oriental e faixas de transição (Pará, Amapá, norte do Maranhão e norte de Mato Grosso):</strong> a nota prevê menos chuva no total, atraso na regularização das chuvas para as lavouras de primeira safra e período seco mais longo. Também aponta queda dos níveis dos rios no estuário, risco de entrada de água salgada em canais costeiros usados para captar água doce e alta vulnerabilidade a queimadas fora de controle em pastos e áreas de floresta.</li>
<li><strong>Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima):</strong> concentra os déficits de água mais agudos e as vazantes mais fortes. Isso estrangula as rotas fluviais, isola comunidades ribeirinhas e faz faltar água potável e insumos.</li>
<li><strong>Roraima:</strong> o estado tem período de chuvas invertido, e a fase de enchimento dos grãos coincidiu com a falta de chuva em julho, quando normalmente chove bem. Segundo um representante do setor produtivo no 1º Seminário de Mudanças Climáticas Globais, em Boa Vista, em 31 de agosto, a safra 2026 teve quebra histórica de 30% a 50%. Para a nota, o efeito já começou ali de forma sem precedentes, enquanto no resto da Amazônia ele ainda deve se intensificar.</li>
</ul>
<h3>Sete consequências previstas</h3>
<p>A nota lista as seguintes consequências:</p>
<ul>
<li>falta de recarga de solo e lençóis freáticos, que compromete nascentes e cacimbas;</li>
<li>queda na capacidade de sustentar gado nas pastagens, com secagem precoce do capim;</li>
<li>estresse de calor e falta d&#8217;água na floração e no pegamento de frutos de mandioca, milho e feijão-caupi de sequeiro;</li>
<li>rios sem condição de navegação, o que para o transporte de safras, combustíveis, insumos e alimentos;</li>
<li>risco extremo de incêndios florestais e de queima descontrolada de restos de cultura e capoeiras;</li>
<li>falta de oxigênio e água quente em viveiros de peixe e lagos de várzea, com mortalidade de peixes;</li>
<li>calendários tradicionais de plantio, na vazante e na terra firme, desorganizados.</li>
</ul>
<p>A Embrapa chama de &#8220;seca verde&#8221; o cenário em que a vegetação continua verde, mas sem valor nutritivo e sem umidade efetiva no solo.</p>
<h3>Zarc: seguir o zoneamento é medida obrigatória</h3>
<p>O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), da Rede Zarc (Embrapa e MAPA), é tratado como a principal ferramenta de decisão. Ele indica as janelas de plantio por faixas de risco de 20%, 30% e 40% e leva em conta a água disponível no solo: AD1, arenoso; AD2, textura média; AD3, argiloso ou rico em matéria orgânica.</p>
<p>Neste El Niño, a nota considera obrigatório seguir os calendários e priorizar janelas de risco máximo de 20% em solos AD2 e AD3.</p>
<p>Na região, o Zarc cobre mandioca, milho, feijão-caupi, soja, arroz de sequeiro e de várzea, abacaxi, banana, citros, cacau, café canephora, dendê e açaí.</p>
<p>Lembrando que cumprir a portaria do Zarc do município é requisito legal para o crédito de custeio, o Proagro e o Proagro Mais e a subvenção ao seguro rural (PSR).</p>
<h3>O que a Embrapa pede ao governo</h3>
<p>A nota propõe ações ao poder público. Entre elas:</p>
<ul>
<li><strong>Seguro e renda</strong>: agilizar perícias do Proagro, ampliar a subvenção ao seguro rural na região e criar garantia de renda emergencial para agricultores familiares em municípios sob decreto de emergência.</li>
<li><strong>Crédito:</strong> linhas de investimento com juros equalizados e prazos maiores (Pronaf Bioeconomia, Pronaf Semiárido/Amazônia e Pronamp) para irrigação por gotejamento, bombeamento solar, poços, cisternas e recuperação de pastagens, além de prorrogação simples das parcelas de quem comprovar o efeito da seca.</li>
<li><strong>Logística</strong>: estoques de milho em grão da Conab nos polos da Amazônia Legal, para ração, e dragagem preventiva de trechos críticos de rios.</li>
<li><strong>Assistência técnica e alertas</strong>: mobilizar a assistência técnica e criar boletins agrometeorológicos semanais, com Defesas Civis, INMET e Cemaden, para sindicatos e associações rurais.</li>
<li><strong>Apoio aos planos estaduais de Manejo Integrado do Fogo:</strong> conforme a Lei 14.944/2024, participar de comitês de prevenção a incêndios e de salas de crise.</li>
<li><strong>Comunicação:</strong> campanhas em rádio, mídias digitais e material impresso, em linguagem simples, sobre incêndios, conservação de água, manejo de pasto em emergência e uso do Zarc.</li>
</ul>
<p>Segundo a nota, as medidas visam sobretudo os mais vulneráveis: agricultura familiar, ribeirinhos, quilombolas, povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Açaí ganha seu primeiro Zoneamento Agrícola de Risco Climático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 17:01:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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		<category><![CDATA[Zoneamento Agrícola de Risco Climático]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/acai3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O cultivo do açaizeiro, originário da Amazônia, dispõe agora de zoneamento que orienta sua expansão para outras regiões do País. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do açaí em sistema de produção irrigado foi publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)&#62; Trata-se do primeiro zoneamento para o açaí e considera [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/acai3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O cultivo do açaizeiro, originário da Amazônia, dispõe agora de zoneamento que orienta sua expansão para outras regiões do País. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do açaí em sistema de produção irrigado foi publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)&gt;</p>
<p>Trata-se do primeiro zoneamento para o açaí e considera riscos climáticos de 20%, 30% e 40%. Na maior parte do Brasil, o Zarc aponta risco de 20% para o plantio irrigado de açaí e mostra que a totalidade das regiões Norte e Nordeste, maior parte do Centro-Oeste e uma pequena parte do Sudeste (norte de Minas Gerais e Espírito Santo  apresentam condições de temperatura, umidade, ocorrência de chuvas e tipos de solo que permitem o cultivo da palmeira amazônica em sistema irrigado.</p>
<blockquote><p>“O zoneamento tem o objetivo de quantificar os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar os melhores para produção e as épocas para planejamento das mudas, levando regiões em conta o clima, a cultura e os diferentes tipos de solos”, explica o meteorologista Alailson Santiago, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.</p></blockquote>
<p>O modelo agrometeorológico utilizado no estudo considera diversos elementos climáticos.</p>
<blockquote><p>“Analisamos elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola, como a temperatura, a ocorrência de chuvas, umidade relativa do ar, água disponível nos solos, necessidade hídrica da cultura e parâmetros geográficos, como altitude, latitude e longitude”, relata Santiago.</p></blockquote>
<p>As características de solo e clima de todas as regiões do País foram comprovadas para cada fase de desenvolvimento da planta, desde o plantio até a colheita.</p>
<blockquote><p>“Verificamos a necessidade de água e o tipo de solo para cada fase de desenvolvimento do açaí”, acrescenta o pesquisador. A metodologia considera dados meteorológicos de séries históricas de pelo menos 15 anos, além de todo o conhecimento científico sobre a cultura e validações em campo.</p></blockquote>
<h3><strong>Aplicativo móvel do Zarc</strong></h3>
<p>O Zoneamento de Risco Climático para o sistema de produção irrigado de açaí pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela  Embrapa Agricultura Digital  (SP), e disponível nas lojas de aplicativos: OS e Android . Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do zoneamento. Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.</p>
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