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	<title>Yanomami &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Yanomami &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Garimpo ilegal devastou 584 campos de futebol em três terras indígenas em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 16:31:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Embora os índices de desmatamento nas Terras Indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami registraram quedas expressivas neste ano, o garimpo ilegal devastou 580 campos de futebol somente nestes territórios. Foram 417 hectares destruídos, segundo levantamento feito via satélite realizado entre janeiro e junho deste ano, pelo Greenpeace. De acordo com o estudo,  garimpeiros têm aberto novas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Embora os índices de desmatamento nas Terras Indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami registraram quedas expressivas neste ano, o garimpo ilegal devastou 580 campos de futebol somente nestes territórios. Foram 417 hectares destruídos, segundo levantamento feito via satélite realizado entre janeiro e junho deste ano, pelo Greenpeace. De acordo com o estudo,  garimpeiros têm aberto novas áreas no entorno de regiões já exploradas como forma de dificultar a detecção por imagens de satélite.</p>
<p>A TI Kayapó, localizada entre os Estados do Mato Grosso e Pará, foi a mais afetada, com 227 hectares perdidos para a atividade ilegal, o que representa 54.4% dos alertas no período. Em comparação ao mesmo período de 2023, porém, houve uma queda de 60,18% na abertura de novas áreas na região, segundo a organização ambiental.</p>
<p>A TI Yanomami vem em segundo, com 169 hectares devastads nos seis primeiros meses do ano, uma redução de 5,92%. A TII Munduruku registrou 4,87% do total acumulado no semestre.</p>
<p>Os resultados são oriundos do sistema de alertas de monitoramento Papa Alpha, utilizado pelo Greenpeace Brasil.</p>
<p>Até dezembro de 2023, a área devastada pelo garimpo nos territórios Kayapó, Munduruku e Yanomami totalizava mais de 26 mil hectares – isso é mais de 90% das ocorrências de garimpo  dentro de territórios indígenas no Brasil. De acordo com a Constituição Federal, é ilegal garimpar nos territórios dos povos originários.</p>
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		<title>Lideranças indígenas vão à Genebra denunciar garimpo ilegal na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 17:37:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/mundurukus-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De 8 a 12 de julho, integrantes da Aliança em Defesa dos Territórios, formada em 2021 pelos povos Kayapó, Munduruku e Yanomami– os três mais afetados pelo garimpo ilegal no Brasil –, estarão em Genebra, na Suíça, para denunciar as violações a seus territórios na 17ª sessão do Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/mundurukus-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>De 8 a 12 de julho, integrantes da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/crescimento-da-cadeia-ilegal-de-ouro-na-amazonia-so-e-possivel-com-omissao-das-instituicoes-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener">Aliança em Defesa dos Territórios,</a> formada em 2021 pelos povos <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener">Kayapó, Munduruku</a> e Yanomami– os três mais afetados pelo<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpos-podem-ter-usado-185-toneladas-de-mercurio-ilegal-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"> garimpo ilegal no Brasil</a> –, estarão em Genebra, na Suíça, para denunciar as violações a seus territórios na 17ª sessão do Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP), da Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>Doto Takak Ire, liderança Kayapó da Terra Indígena Menkragnoti e presidente do Instituto Kabu, e Júlio Ye’kwana, presidente da Associação Wanasseduume Ye&#8217;kwana (SEDUUME), da Terra Indígena Yanomami, irão discursar na plenária principal nas manhãs dos dias 8 e 9 de julho.</p>
<p>No dia 10 de julho, às 15h local, acontece o evento paralelo “Povos Indígenas contra o garimpo de ouro na Amazônia brasileira”, organizado pela Aliança em Defesa dos Territórios e a Rede de Cooperação Amazônica (RCA), com apoio do Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace, Instituto Iepé, Rainforest Foundation Norway e Instituto Raça e Igualdade.</p>
<p>A abertura será feita por Todd Howland, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e contará com a participação das lideranças Kayapó e Ye’kwana, de Manoela Pessoa De Miranda, do Secretariado da Convenção de Minamata e de Anexa Alfred Cunningham, do EMRIP.</p>
<h3>Problemas gerados pelos garimpo</h3>
<p>Segundo o dossiê<a href="https://acervo.socioambiental.org/acervo/documentos/terra-rasgada-como-avanca-o-garimpo-na-amazonia-brasileira" target="_blank" rel="noopener"> &#8220;Terra Rasgada: como avança o garimpo na Amazônia brasileira”</a>, elaborado pela Aliança em Defesa dos Territórios, o garimpo em territórios dos povos Kayapós, Yanomami e Munduruku disparou 495% entre 2010 e 2020.</p>
<p>Em 2023, a exploração ilegal de ouro em Terras Indígenas na Amazônia brasileira resultou no desmatamento diário de uma área equivalente a quatro campos de futebol. Nas terras dos povos Kayapó, Munduruku e Yanomami se concentram 95% dos garimpos ilegais, totalizando 26,7 mil hectares destruídos até meados de 2024.</p>
<p>Suíça e Canadá são os principais importadores de ouro do Brasil. Em 2022, lideranças indígenas pediram que refinarias suíças se comprometessem a não comprar ouro de Terras Indígenas, porém, a falta de mecanismos de rastreamento eficientes prejudicam a fiscalização.</p>
<p>Apesar da mudança de governo no Brasil, a conjuntura política ainda é desfavorável devido ao avanço de pautas anti-indígenas no Congresso Nacional. Enquanto isso, a vida e a saúde dos indígenas seguem em risco, afetadas por invasões garimpeiras – muitas vezes ligadas ao narcotráfico e facções criminosas –, que resultam em violência, disseminação de doenças, contaminação dos rios e prejuízo às atividades de subsistência.</p>
<p>Pesquisas em comunidades Yanomami e Munduruku mostram altos <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seis-estados-da-amazonia-tem-peixes-contaminados-por-mercurio-aponta-estudo/" target="_blank" rel="noopener">índices de contaminação por mercúrio,</a> indicando risco de mal de <a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/documentario-traca-paralelo-entre-tragedias-brasileira-e-japonesa-marcadas-pelo-mercurio/" target="_blank" rel="noopener">Minamata</a> – doença neurológica causada pela <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/fiocruz-inicia-estudo-sobre-contaminacao-por-mercurio-de-bebes-indigenas-do-povo-munduruku/" target="_blank" rel="noopener">intoxicação por mercúrio severa.</a> Em 2023, foi decretada crise sanitária na TI Yanomami, mas os casos de malária e desnutrição infantil continuam alarmantes, exigindo ações estruturantes para a saúde indígena.</p>
<h3>Recomendações ao governo brasileiro</h3>
<p>Em Genebra, as lideranças Kayapó e Ye’kwana irão solicitar que os Relatores Especiais e outros Procedimentos Especiais da ONU se comprometam com a defesa dos direitos dos povos indígenas e façam recomendações ao governo brasileiro.</p>
<p><em>Fonte: Isa</em></p>
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		<title>Amazônia tem mais de 80 mil pontos de garimpo, revela Ipam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 13:30:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/garimpo24-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia tem mais de 80 mil pontos de garimpo. Uma área de aproximadamente 241 mil hectares, equivalente a duas vezes a cidade de Belém. Os números foram anunciados na sexta, 26, pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam. Desse total, 25 mil hectares estão em áreas de 17 terras indígenas. Segundo a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/garimpo24-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia tem mais de 80 mil pontos de garimpo. Uma área de aproximadamente 241 mil hectares, equivalente a duas vezes a cidade de Belém. Os números foram anunciados na sexta, 26, pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam.</p>
<p>Desse total, 25 mil hectares estão em áreas de 17 terras indígenas. Segundo a análise do IPAM, outras 122 estão em bacias hidrográficas garimpadas, totalizando ao menos 139 territórios e seus rios contaminados pela atividade.</p>
<p>As TIs dos povos <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener">Kayapó, Munduruku</a> e Yanomami são as mais invadidas. Juntas, as três concentram 90% da área ocupada por garimpos . O território Kayapó, habitado por povos Mebêngôkre e isolados às margens do rio Xingu, no Pará, tem 55% de toda a área garimpada em terras indígenas na região.</p>
<p>Dentro das terras Kayapó, a mineração ilegal cresceu 1.339% em 38 anos. No território Munduruku, também no Pará, o aumento foi de 129 vezes no período. E na terra Yanomami, em Roraima e no Amazonas, o garimpo ampliou em mais de 20 mil vezes a área invadida, no mesmo intervalo.</p>
<p>A velocidade com que o garimpo chega a terra indígenas é maior do que o avanço da atividade no restante da Amazônia: de 1985 a 2022, a área garimpada cresceu 16 vezes dentro dos territórios; e 12 vezes em todo o bioma.</p>
<p>Mesmo a mineração localizada fora dos limites de terras indígenas não está tão longe assim. Ocupando uma área de 84,3 mil hectares, 44% desses pontos de garimpo se fixaram em um raio de até 50 quilômetros das bordas dos territórios.</p>
<blockquote><p>“O impacto do garimpo tem um alcance muito maior do que a área diretamente afetada por essa atividade. Com isso, os poluentes contaminam rios, solos, fauna e flora que acabam afetando a saúde dos povos indígenas da região”, diz Martha Fellows, coordenadora do núcleo de estudos indígenas do IPAM e autora.</p></blockquote>
<h3><strong>Leis mais frouxas</strong></h3>
<p>De acordo com a nota técnica, o aumento “sem precedentes” na área de garimpo em terras indígenas e na Amazônia brasileira são explicados pela “flexibilização legal no último ciclo legislativo”, o que significa que no governo anterior havia mais afrouxamento nas leis que protegem terrítórios e indígenas.</p>
<p>Uma análise do histórico de regulamentação das atividades minerárias, desenvolvida no estudo, revela direções diferentes adotadas pela legislação.</p>
<blockquote><p>“Há uma disputa legal para regulamentar a atividade minerária. De um lado, mecanismos legais que buscam garantir a segurança socioambiental; do outro, tentativas de afrouxar e até desrespeitar os direitos indígenas fundamentais”, acrescenta Fellows.</p></blockquote>
<p>Garantindo a integridade socioambiental de áreas afetadas pelo garimpo está a própria Constituição Federal, por exemplo; enquanto as “facilidades para o exercício dessa atividade”, citam os pesquisadores, se mostram na Lei da Boa-fé (Lei n° 12.844/2013) e no Estatuto do Garimpeiro (Lei n° 11.685 de 2008).</p>
<p>Tornar mais robusta a legislação minerária e indigenista é uma das recomendações da nota, que endossa o seguimento do Projeto de Lei n° 3.025/2023, pela implementação de um sistema de rastreio da produção e comercialização do ouro.</p>
<p>Os autores frisam a necessidade da desintrusão imediata de garimpos em terras indígenas, com prioridade para as mais atingidas. A criação de um plano para evitar a reincidência nos territórios é destacada, com fortalecimento de órgãos de fiscalização em ações articuladas com órgãos indigenistas, visando o respeito aos povos e suas culturas.</p>
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		<title>STF homologa novos planos para retirada de invasores de terras indígenas do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2024 15:07:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Garimpo-Ibama-Kayapo-800x533-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, homologou novos planos de desintrusão que visam a retirada de invasores de terras indígenas do Pará. Após uma experiência apontada como importante pelo ministro nas terras Apyterewa e Trincheira Bacajá, ele considerou detalhado e bem estruturado o plano apresentado pela União para a desintrusão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Garimpo-Ibama-Kayapo-800x533-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, homologou novos planos de desintrusão que visam a retirada de invasores de <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/liderancas-indigenas-do-para-pedem-protecao-contra-retaliacoes-de-garimpeiros-apos-crise-yanomami/" target="_blank" rel="noopener">terras indígenas do Pará.</a> Após uma experiência apontada como importante pelo ministro nas terras <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terra-indigena-apyterewa-tem-desmatamento-zero-apos-retirada-de-invasores/" target="_blank" rel="noopener">Apyterewa</a> e Trincheira Bacajá, ele considerou detalhado e bem estruturado o plano apresentado pela União para a desintrusão em terras dos povos <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/esquema-de-ouro-ilegal-yanomami-envolve-empresas-milionarias-acusadas-de-lavagem-de-recursos-no-para/" target="_blank" rel="noopener">Yanomami,</a> Karipuna, Uru-Eu-Wau-Wau, Araribóia, <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener">Kayapó, , Munduruku</a>.</p>
<p>O ministro ressaltou que caberá à União enviar relatórios semestrais com informações sobre as ações que forem empreendidas em 2024. Os documentos devem registrar eventuais adaptações que tenham sido necessárias, as metas contempladas e as medidas corretivas e complementares aplicadas para sanar eventuais problemas ou atrasos nos planos originais.</p>
<p>A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, que tem por objeto ações e omissões por parte do Poder Público que colocam em risco a saúde e a subsistência da população indígena no país.</p>
<h3><b>Apyterewa e Trincheira Bacajá</b></h3>
<p>O ministro também determinou medidas complementares pela União para consolidar a efetividade da desintrusão em longo prazo nas Terras Indígenas (TI) Apyterewa e Trincheira Bacajá. Segundo Barroso, as operações realizadas na área “demonstram avanço significativo no processo de desintrusão”, no entanto, “medidas estruturais complementares devem ser adotadas”. Segundo ele, o trabalho feito nessas terras deverá orientar as próximas ações do governo federal nas demais áreas do Pará.</p>
<p>O ministro destacou que tão importante quanto a desintrusão das terras indígenas é a garantia da sustentabilidade das ações realizadas, com o monitoramento e a proteção da região.</p>
<p>Barroso estipulou que seja atualizada, em até 180 dias, a regulamentação do poder de polícia da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), assegurando as condições materiais e o treinamento necessário para o seu adequado exercício nas terras indígenas.</p>
<p>A União deverá também garantir que todo gado que ainda esteja dentro dessas terras indígenas seja apreendido e abatido (o chamado perdimento imediato) pela União, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (AdePará). O gado que não possa ser abatido deve ser destinado aos cuidados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), para doação à agricultura familiar.</p>
<p>Outro ponto é a apresentação, em até 90 dias, de um plano operacional sobre proteção e monitoramento das Terras Indígenas Apyterewa e Trincheira Bacajá no sentido de resguardar os resultados da desintrusão à medida que a Força Nacional seja retirada da região.</p>
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		<title>Hyundai suspende vendas de escavadeiras para frear avanço do garimpo ilegal em Terras Indígenas no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 19:00:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/protesto_hyundai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Boa notícia para os povos indígenas que resistem ao garimpo ilegal em seus territórios. A Hyundai Construction Equipment – HCE, em comunicado recente, admitiu que a destruição da Amazônia e a violação do modo de vida dos povos indígenas é um problema sério e fará esforços para proteger a Amazônia. A empresa sul-coreana deixará de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/protesto_hyundai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Boa notícia para os povos indígenas que resistem ao garimpo ilegal em seus territórios. A Hyundai Construction Equipment – HCE, em comunicado recente, admitiu que a destruição da Amazônia e a violação do modo de vida dos povos indígenas é um problema sério e fará esforços para proteger a Amazônia. A empresa sul-coreana deixará de vender temporariamente suas máquinas pesadas nos estados do Amazonas, Roraima e Pará, onde estão as Terras Indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami.</p>
<p>O anúncio é resultado da repercussão do mapeamento feito nos territórios Kayapó e Mundurucu, no Pará, e Yanomami, em Roraima,  quando foi registrado a presença de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sobrevoos-flagram-176-escavadeiras-em-garimpos-em-terras-indigenas-no-para-e-roraima-em-dois-anos/" target="_blank" rel="noopener">176 escavadeiras hidráulicas operando ilegalmente na exploração do minério naquelas regiões.</a></p>
<p>Realizado pelo Greenpeace,  no período de 2021 a março de 2023, por meio de sobrevoos nas regiões, o levantamento mostra que 75 (42,6%) das 176 escavadeiras foram fabricadas pela Hyundai.</p>
<p>Todas as escavadeiras da Hyundai estavam sendo usadas nas duas TIs localizadas no Pará:  58 n TI Kayapó e 17 na Mundurucu.</p>
<p>O lançamento do relatório no mês passado ocorreu simultaneamente a um protesto pacífico próximo à entrada da fábrica da Hyundai Construction Equipment – HCE em Itatiaia (RJ). Ativistas do Greenpeace Brasil e lideranças indígenas se posicionaram junto a um balão inflável simulando uma máquina escavadeira e seguraram faixas com as mensagens: “Amazônia Livre de Garimpo”, “Parem as Máquinas” e “Fora Garimpo”.</p>
<p>Do outro lado do planeta, na Coreia do Sul, porta-vozes do Greenpeace Brasil e do Greenpeace do leste asiático, além de Doto Takak Ire, líder indígena do povo Kayapó, falaram em entrevista coletiva a jornalistas em Seul, para pressionar a Hyundai HCE a agir. A estratégia funcionou.</p>
<h3>Outros compromissos</h3>
<p>De acordo com o comunicado, a Hyundai também deixará de oferecer manutenção e fornecimento de peças na região até que seus esforços para fortalecer seu processo de vendas e sistema de conformidade sejam eficazes para impedir que suas escavadeiras sejam usadas para o garimpo ilegal.</p>
<p>Além disso, a Hyundai HCE rescindirá o contrato com a concessionária que faz acordos com garimpeiros ilegais e se comprometeu a fazer todo o possível para realizar atividades para proteger a Amazônia e seus povos, inclusive cooperando com o governo brasileiro quando necessário.</p>
<p>É urgente que outros fabricantes de escavadeiras &#8211; como a chinesa LiuGong e a norte-americana Caterpillar, que também tiveram máquinas flagradas em TIs no Brasil, segundo o levantamento do Greenpeace _ sigam o exemplo e também tomem as atitudes necessárias para evitar que suas máquinas sejam usadas na destruição da floresta e seus povos.</p>
<p>A luta contra o garimpo ilegal é longa e este é um primeiro passo. Além do setor privado, também precisamos que o governo brasileiro defina uma solução de longo prazo para evitar que o garimpo se expanda em Terras Indígenas.</p>
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		<title>Sobrevoos flagram 176 escavadeiras em garimpos em Terras Indígenas no Pará e Roraima, em dois anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sobrevoos-flagram-176-escavadeiras-em-garimpos-em-terras-indigenas-no-para-e-roraima-em-dois-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Apr 2023 13:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Caterpillar]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[Hyundai]]></category>
		<category><![CDATA[kayapó]]></category>
		<category><![CDATA[LiuGong]]></category>
		<category><![CDATA[mundurucu]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/escavadeiras-na-TI-Kayapo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Sobrevoos nos territórios Kayapó e Mundurucu, no Pará, e Yanomami, em Roraima, registrou a atuação de maquinário pesado nas três Terras Indígenas (TIs) mais atingidas pelo garimpo de ouro ilegal no País.  No período de 2021 a março de 2023, foram flagradas a presença de 176 escavadeiras hidráulicas operando ilegalmente na exploração do minério nas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/escavadeiras-na-TI-Kayapo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Sobrevoos nos territórios Kayapó e Mundurucu, no Pará, e Yanomami, em Roraima, registrou a atuação de maquinário pesado nas três Terras Indígenas (TIs) mais atingidas pelo garimpo de ouro ilegal no País.  No período de 2021 a março de 2023, foram flagradas a presença de 176 escavadeiras hidráulicas operando ilegalmente na exploração do minério nas regiões.</p>
<p>Só para se ter uma ideia o poder dessas escavadeiras,  uma única máquina tem capacidade de executar em 24 horas uma escavação que três homens levariam 40 dias para concluir.</p>
<p>De acordo com reportagem da <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/04/terras-indigenas-mais-impactadas-por-garimpo-tem-176-escavadeiras-em-dois-anos-aponta-greenpeace.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo</a>, o mapeamento inédito feito pele Greenpeace identificou quem são os fabricantes desse maquinário pesado:  75 (42,6%) das 176 escavadeiras foram fabricadas pela sul-coreana Hyundai, 25 pela chinesa LiuGong e 20 pela norte-americana Caterpillar.</p>
<p>O levantamento mostra  que todas as escavadeiras da Hyundai estão sendo usadas nas duas TIs localizadas no Pará:  58 n TI Kayapó e 17 na Mundurucu.  Os maquinários fabricados pela LiuGong também foram flagrados nestes territórios.</p>
<p>Só para se ter uma ideia o poder dessas escavadeiras,  uma única máquina tem capacidade de executar em 24 horas uma escavação que três homens levariam 40 dias para concluir.</p>
<p>A &#8220;descoberta&#8221; da calamidade sanitária vivida pelo Yanomami,  que matou 570 crianças, além de adultos, nos últimos quatro por desnutrição e outras doenças, causadas pelo avanço do garimpo ilegal, colocou luz sobre outras TIs que sofrem do mesmo mal.</p>
<p>Como o<strong> Pará Terra Boa</strong> tem noticiado, as <a href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3731" target="_blank" rel="noopener">TIs Kayapó,</a> <a href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3770" target="_blank" rel="noopener">Munduruku</a>, Yanomami, <a href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3689" target="_blank" rel="noopener">Tenharim do Igarapé Preto</a> e <a href="https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3585" target="_blank" rel="noopener">Apyterewa</a>, em ordem, <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener">são as que têm maior território devastado pelo garimpo.</a></p>
<p>Os efeitos da <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/mercurio-do-garimpo-assombra-gestantes-e-altera-dieta-de-mundurukus-no-para/" target="_blank" rel="noopener">mineração em sua terras já são sentidos</a>. Usado para separar o ouro de outras substâncias, o mercúrio deixa um rastro de destruição e morte nas populações afetadas pela atividade extrativista. Isso porque, após o uso, o metal pesado é jogado nos rios, onde se dissemina pelas águas e chega aos indígenas <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/lideranca-munduruku-se-manifesta-sobre-contaminacao-por-mercurio-a-gente-esta-morrendo-sem-perceber/" target="_blank" rel="noopener">por meio da ingestão de peixes contaminados.</a></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/lideranca-munduruku-se-manifesta-sobre-contaminacao-por-mercurio-a-gente-esta-morrendo-sem-perceber/" target="_top" rel="noopener">‘A gente está morrendo sem perceber’, alerta liderança munduruku sobre contaminação por mercúrio</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-urgencia-em-medidas-de-combate-a-mineracao-ilegal-em-territorio-munduruku/" target="_top" rel="noopener">MPF pede urgência em medidas de combate à mineração ilegal em território Munduruku</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/mercurio-do-garimpo-assombra-gestantes-e-altera-dieta-de-mundurukus-no-para/" target="_top" rel="noopener">Mercúrio do garimpo assombra gestantes e altera dieta de Mundurukus no Pará</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/justica-suspende-cooperativa-de-exploracao-ilegal-de-minerio-da-terra-indigena-kayapo/" target="_top" rel="noopener">Justiça suspende cooperativa de exploração ilegal de minério da Terra Indígena Kayapó</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/povo-kayapo-no-sul-do-para-vive-mesmo-drama-de-violencia-do-vale-do-javari/" target="_top" rel="noopener">Povo Kayapó no sul do Pará vive mesmo drama de violência do Vale do Javari</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/entenda-como-a-contaminacao-por-mercurio-afeta-o-meio-ambiente-a-saude-e-o-turismo-do-para/" target="_top" rel="noopener">Entenda como a contaminação por mercúrio afeta o meio ambiente, a saúde e o turismo do Pará</a></p>
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		<title>Fuga de garimpeiros em terras Yanomami coloca em risco reservas indígenas no Pará, alertam especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2023 15:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[kayapó]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[terra indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo_ilegal-kayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A fuga em massa de garimpeiros da Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima, acende um alerta em relação à vulnerabilidade de outras TIs, que já sofrem com a invasão da mineração ilegal. Munduruku e Kayapó, ambas no Pará, são as que mais preocupam por serem, segundo monitoramento do Mapbiomas, as que têm maior território devastado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo_ilegal-kayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A fuga em massa de garimpeiros da Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima, acende um alerta em relação à vulnerabilidade de outras TIs, que já sofrem com a invasão da mineração ilegal.</p>
<p>Munduruku e Kayapó, ambas no Pará, são as que mais preocupam por serem, segundo monitoramento do Mapbiomas, as que têm maior território devastado pelo garimpo, como já noticiada pelo <strong>Pará Terra Boa</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener"> aqui</a>. Em 2021, a extensão territorial onde foi identificada atividade garimpeira somava 11.542 hectares na TI Kayapó e 4.743 hectares na TI Munduruku.</p>
<p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">De acordo com a antropóloga do Instituto Socioambiental (ISA), Luísa Molina, que atuou com TIs no Pará, a maior presença de garimpeiros em um local já marcado por disputas agravará os conflitos pelas terras.</span></p>
<div id="chunk-dng8r">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="46" data-block-id="22">
<blockquote>
<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;No alto Tapajós, a TI Munduruku fica ligada a um município chamado Jacareacanga e ela ficou no segundo lugar como munícipio com maior índice de mortes violentas intencionais em 2022. São locais muito conflagrados, e o garimpo movimenta tudo: relações políticas, comerciais, familiares&#8221;, afirma ao <a href="https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/02/09/fuga-de-garimpeiros-em-terras-yanomami-poe-em-risco-reservas-indigenas-no-para-alertam-especialistas.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1.</a></p>
</blockquote>
</div>
</div>
<p>A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam na Terra Indígena Yanomami, causando uma crise humanitária sem precedentes no território.  A região está em emergência de saúde desde 20 de janeiro e inicialmente por 90 dias, conforme decisão do governo Lula.</p>
<p>Para o ex-presidente da Funai Sidney Possuelo, a ação do governo devia começar por expulsar garimpeiros dessas duas TIs no Pará.</p>
<blockquote><p>“Infelizmente existe um problema de saúde na terra dos Kayapó, onde algumas aldeias já foram corrompidas por garimpeiros, o que levou à dissensão interna e até à morte. É necessário agir agora para evitar conflitos. O governo brasileiro deve agir da mesma forma que já está agindo na Terra dos Yanomami”, defendeu Possuelo ao <a href="https://www.brasildefato.com.br/2023/02/13/como-impedir-que-garimpeiros-em-fuga-invadam-outras-terras-indigenas" target="_blank" rel="noopener">Brasil de Fato</a>.</p></blockquote>
<p>O médico e diretor da ONG Saúde e Alegria, Eugenio Scannavino, que atua na região há 30 anos, chama a atenção para os prejuízos sanitários, sociais e a dispersão de atividades ilegais pela região da Amazônia Legal que essa debandada sem controle pode ocasionar.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas pessoas vão para as cidades vizinhas e, das cidades vizinhas, elas vão procurar outras áreas de garimpo, outras áreas onde exista menos fiscalização e vão continuar&#8221;, disse Scannavino a GlobNews.</p></blockquote>
<p><span style="font-family: var(--blockquote-font, inherit); font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Scannavino ressalta ainda que a cadeia de atividades ilegais não se restringe ao garimpeiro </span><em style="font-family: var(--blockquote-font, inherit); font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">da base.</em></p>
<div id="chunk-8cd1l">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="48" data-block-id="26">
<blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">&#8220;A gente tem que saber o que fazer com esse contingente de garimpeiros da base, da ponta. Agora, esses garimpeiros são apoiados por alguém. Eles vendem o ouro pra alguém, existe o gerente do garimpo, existem os outros apoiadores, essa cadeia da ilegalidade vai lá em cima, não termina neles.&#8221;</p>
</blockquote>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links=""><span style="color: var(--c-contrast-800); font-size: 14px;">Para Possuelo, não se pode esperar que a situação piore. &#8220;Temos que cobrar ações imediatas da Funai e das outras autoridades”, defende.  </span></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Pará lidera ranking de pistas de pouso dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-ranking-de-pistas-de-pouso-dentro-de-terras-indigenas-e-unidades-de-conservacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 15:15:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[kayapó]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[pista de pouso]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/pista_pouso-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O avanço desenfreado do garimpo na Amazônia Legal nos últimos anos pode ser evidenciado no levantamento inédito realizado pelo  MapBiomas, que identificou 2.869 pistas de pouso na região, mais do que o dobro das registradas na ANAC. De acordo com o estudo, 28% &#8211; ou 804 &#8211; delas estão localizadas dentro de alguma área protegida: [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/pista_pouso-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O avanço desenfreado do garimpo na Amazônia Legal nos últimos anos pode ser evidenciado no levantamento inédito realizado pelo  MapBiomas, que identificou 2.869 pistas de pouso na região, mais do que o dobro das registradas na ANAC.</p>
<p>De acordo com o estudo, 28% &#8211; ou 804 &#8211; delas estão localizadas dentro de alguma área protegida: 320 (11%) ficam no interior de Terras Indígenas e 498 (17%) no interior de Unidades de Conservação. E o Pará é o estado com o maior número em ambos os casos.</p>
<p>Dessas pistas, 456 (15,8% do total) ficam a até 5 km de distância de um garimpo, ou menos. No interior de Terras Indígenas, esse percentual é maior: no caso da TI Yanomami, 33,7% das pistas estão a 5 km ou menos de algum garimpo; na TI Kayapó, esse percentual é de 34,6%; na TI Munduruku, 80%.</p>
<p>E quais são as TIs mais exploradas pelo garimpo? Na ordem, Kayapó, com 11.542 hectares tomados pelo garimpo até 2021, seguida pela Munduruku, ambas localizadas no nosso Pará, com 4.743 hectares, e a Yanomami, com 1.556 hectares, em Roraima.</p>
<p>No ranking de pistas  em TIs, a  Yanomami (75 pistas) lidera, sendo seguida por Raposa Serra do Sol (58), Kayapó (26), Munduruku (21) e o Parque do Xingu (21).</p>
<p>Em relação às Unidades de Conservação com maior número de pistas de pouso, todas ficam no Pará: a APA do Tapajós (156 pistas), a Flona do Amaná (53), a APA Triunfo do Xingu (47) e a Floresta Estadual do Paru (30).</p>
<h3>MT lidera, mas Pará tem mais pista por município</h3>
<p>Os estados com maior quantidade de pistas de pouso na Amazônia são Mato Grosso (1062 pistas), Pará (883), Roraima (218) e Tocantins (205).</p>
<p>É no Pará, no entanto, que ficam os quatro municípios com mais pistas de pouso: Itaituba (de onde sai 81% do ouro ilegal do país, segundo <a href="http://www.lagesa.org/wp-content/uploads/documents/Manzolli_Rajao_21_Ilegalidade%20cadeia%20do%20Ouro.pdf" target="_blank" rel="noopener">estudo da </a><a href="http://www.lagesa.org/wp-content/uploads/documents/Manzolli_Rajao_21_Ilegalidade%20cadeia%20do%20Ouro.pdf" target="_blank" rel="noopener">UFMG</a> em cooperação com o MPF), São Félix Do Xingu, Altamira e Jacareacanga com 255, 86, 83 e 53 pistas, respectivamente.</p>
<p>Quando as pistas são classificadas por bacia hidrográfica, nosso Estado  também aparece nos primeiros lugares: Tapajós ( quem não se lembra <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/imagens-de-satelite-mostram-que-lama-de-garimpo-muda-cor-do-tapajos-em-alter-do-chao/" target="_blank" rel="noopener">das águas de Alter do Chão tingidas</a> pela lama contaminada do garimpo?), com 658 pistas; Xingu, com 430 pistas; Madeira, com 356 pistas; e Negro, com 254 pistas.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Garimpo ilegal em terras indígenas da Amazônia Legal subiu 1.217% em 35 anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-da-amazonia-legal-subiu-1-217-em-35-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 12:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[kayapó]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo_ilegal-kayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A mineração ilegal em terras indígenas da Amazônia Legal aumentou 1.217% nos últimos 35 anos. De 1985 para 2020, a área atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quilômetros quadrados (km²) para 102,16 km². De acordo com um estudo elaborado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo_ilegal-kayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A mineração ilegal em terras indígenas da Amazônia Legal aumentou 1.217% nos últimos 35 anos. De 1985 para 2020, a área atingida pela atividade garimpeira passou de 7,45 quilômetros quadrados (km²) para 102,16 km².<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1508011&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1508011&amp;o=node" /></p>
<p>De acordo com um estudo elaborado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade do Sul do Alabama, dos Estados Unidos, quase todo o garimpo ilegal (95%) fica em apenas três terras indígenas: a Kayapó, a Munduruku e a Yanomami.</p>
<p>Para identificar as regiões de mineração, os pesquisadores aproveitaram dados fornecidos pelo Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas). O MapBiomas reúne imagens obtidas por satélites, com resolução espacial de 30 metros.</p>
<p>Uma das limitações da ferramenta, porém, é que, embora haja precisão para distinguir áreas de floresta de perímetros de mineração, ela não serve para reconhecer, por exemplo, uma região menor, em que o garimpo acontece. Pelo sistema, também não é possível apontar balsas usadas pelos garimpeiros. Por essa razão, os pesquisadores ressaltam que o resultado pode estar subestimado e que talvez a área afetada seja ainda mais extensa.</p>
<h2>Preferência pelo ouro</h2>
<p>A pesquisa destaca ainda que, em terras indígenas da Amazônia Legal, os garimpeiros buscam ouro (99,5%) e estanho (0,5%). A exploração se dá mais fortemente no território dos kayapó, que também convivem com o avanço de madeireiros e da siderurgia. Nesse caso, estima-se que, em 2020, a área ocupada pelos garimpeiros era de 77,1 km², quase 1.000% a mais que o registrado em 1985 – 7,2 km².</p>
<p>Na Terra Indígena Munduruku, a atividade mineradora intensificou-se a partir de 2016, saltando de 4,6 km² para 15,6 km², em apenas cinco anos. O mesmo se repetiu em solo yanomami, onde o garimpo ilegal ocupava 0,1 km² em 2016 e subiu para 4,2 km² em 2010.</p>
<p>Os autores do estudo destacam que, em 2018, os yanomami viram a mineração ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 2 km² e que, desde aquele ano, o aumento da ilegalidade gerou mais invasões e violações de direitos humanos.</p>
<p>Conforme alerta o pós-doutorando Guilherme Augusto Verola Mataveli, da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Inpe, o que geralmente ocorre na mineração praticada na Amazônia Legal, incluindo nas terras indígenas, é que o desmatamento precede o garimpo. Ou seja, sinais de desmatamento da floresta podem servir de indicativo para a ação de autoridades contra o garimpo ilegal.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Esquema de ouro ilegal Yanomami envolve empresas milionárias acusadas de lavagem de recursos no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2023 14:51:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/Garimpo-no-rio-Uraricouera-Foto-Bruno-KellyAmazônia-Real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Já sabemos que homens, mulheres e crianças indígenas são os maiores prejudicados com a invasão do garimpo no terrítório Yanomami. Mas quem lucra com esse crime? De acordo com reportagem da Repórter Brasil, empresas com faturamentos milionários e sede em bairros nobres da capital paulista. Dados de investigações recentes da Polícia Federal e do Ministério [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/Garimpo-no-rio-Uraricouera-Foto-Bruno-KellyAmazônia-Real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Já sabemos que homens, mulheres e crianças indígenas são os maiores prejudicados com a invasão do garimpo no terrítório Yanomami. Mas quem lucra com esse crime? De acordo com reportagem da <a href="https://reporterbrasil.org.br/2023/02/esquema-de-ouro-ilegal-yanomami-envolve-empresas-milionarias-acusadas-de-lavagem-de-recursos-no-para/" target="_blank" rel="noopener">Repórter Brasil,</a> empresas com faturamentos milionários e sede em bairros nobres da capital paulista.</p>
<p>Dados de investigações recentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), utilizados pela reportagem, revelaram que ouro ilegal Yanomami foi comercializado por atravessadores para instituições financeiras acusadas de danos ambientais na Amazônia e lavagem de ouro no Pará.</p>
<p>Pelo menos três das Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), Carol, Ourominas e FD’Gold, são investigadas nestes termos.</p>
<p>A Ourominas, por exemplo, é ré no Amapá por envolvimento com o garimpo em uma reserva ambiental, e no Pará é alvo de duas denúncias de lavagem de quase 1,1 tonelada de ouro ilegalmente retirado da Terra Indígena Zo’e.</p>
<p>Já a FD’Gold e a Carol DTVM respondem a um processo judicial no Pará, acusadas de dano ambiental e por lavar <a href="https://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/documentos/2021/dgold-dtvm.pdf" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="1,4 tonelada (abre numa nova aba)">1,4 tonelada</a> e <a href="https://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/documentos/2021/carol-dtvm.pdf" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="1,9 tonelada (abre numa nova aba)">1,9 tonelada</a> de ouro respectivamente.</p>
<blockquote><p>“Esse ouro pode, na verdade, ser oriundo de qualquer outro ponto do bioma em que existente garimpo ilegal, como as Terras Indígenas Munduruku, Kayapó, Yanomami, Raposa Serra do Sol, os Rios Madeira, Jutaí, Içá e Japurá”, diz trecho das denúncias, apresentadas em agosto de 2021 à Justiça Federal em Itaituba (PA).</p></blockquote>
<p>Apesar de ficar a 1 mil km de distância dos Yanomami, Itaituba é destino de boa parte do ouro produzido irregularmente na Amazônia, de acordo com a Repórter Brasil. Como não existe nenhuma lavra garimpeira oficial em operação em Roraima, a produção clandestina do estado, quando não é escoada pela <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=889767705085962" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="fronteira (abre numa nova aba)">fronteira</a>, precisa ser legalizada em outras regiões produtoras. É aí que entra não apenas Itaituba, como outras cidades do Pará.</p>
<h3>Outro lado</h3>
<p>Procurados, a FD’Gold e Dirceu Frederico Sobrinho negaram qualquer prática ilegal na compra de ouro e se disseram vítimas de “violações de direitos” por agentes públicos.</p>
<p>A Carol DTVM não respondeu às perguntas enviadas.</p>
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