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	<title>vegetação secundária &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Proteger floresta em regeneração é a forma mais barata de cumprir meta climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 17:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração assistida]]></category>
		<category><![CDATA[regneração natural]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação secundária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/amazonia111-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na quarta-feira (12), um aporte financeiro de R$ 912 milhões durante a  COP30, com o objetivo de impulsionar a restauração florestal no Brasil. O anúncio reforça a urgência do investimento, especialmente considerando a meta nacional de regenerar 12 milhões de hectares de mata nativa até [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/amazonia111-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na quarta-feira (12), um aporte financeiro de R$ 912 milhões durante a  COP30, com o objetivo de impulsionar a restauração florestal no Brasil. O anúncio reforça a urgência do investimento, especialmente considerando a meta nacional de regenerar 12 milhões de hectares de mata nativa até 2030.</p>
<p>No entanto, um estudo divulgado pelo Imazon, nesta semana, revela a magnitude do desafio. A proteção das florestas em regeneração natural é fundamental para o cumprimento dessa meta, pois é a forma mais econômica de restaurar a Amazônia. Contudo, entre 2014 e 2024, 2,7 milhões de hectares de vegetação secundária &#8211; com seis anos ou mais &#8211; foram perdidos, área que equivale a mais que o dobro do município de Altamira, o maior do país.</p>
<p>Vegetação secundária é a cobertura vegetal que surge e se regenera em áreas anteriormente degradadas por desmatamento, queimadas ou uso intensivo da terra.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não temos feito devidamente o nosso dever de casa (de proteger as florestas em regeneração). A floresta tropical é muito resiliente, mas cada vez que a vegetação é suprimida, menor é a sua capacidade de regeneração, principalmente em casos em que o desmatamento é associado ao uso do fogo”, afirma o autor do estudo e pesquisador do Imazon, Paulo Amaral.</p></blockquote>
<p>Esse desmatamento médio de 247 mil hectares por ano já compromete 23% da meta nacional de restauração.</p>
<h3>Desafio financeiro</h3>
<p>O estudo do Imazon dimensiona o custo de recuperar essa área devastada com diferentes técnicas. Para restaurar os  2,7 milhões de hectares, seria necessário cerca de US$ 151 milhões (R$ 814 milhões) em um cenário de regeneração natural (apenas com proteção contra eventuais distúrbios), e US$ 6,2 bilhões (R$ 33 bilhões) com o plantio total de mudas.</p>
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<p>Embora o valor total previsto para o Projeto Arco da Restauração do Governo (R$ 1 bilhão) cubra a estimativa mínima da regeneração natural, o custo real da recuperação, especialmente em métodos como a da regeneração natural assistida &#8211; que pode chegar a R$ 7,5 bilhões -, evidencia a insuficiência dos recursos atuais.</p>
<p>Os dados mostram que o desmatamento dessa vegetação secundária é majoritariamente responsabilidade do setor privado: 77% das perdas ocorreram em imóveis rurais privados (CAR e Sigef). Além disso, 87% da área desmatada, em 2024, foi convertida para agropecuária (pastagem e lavouras), reforçando que a proteção e a restauração precisam ser prioridades no campo.</p>
<p>A pesquisadora Andréia Pinto, do Imazon, reforça que a proteção de áreas é uma medida efetiva para o cumprimento das metas.</p>
<p>Entre as recomendações do estudo para proteger a vegetação secundária estão a criação de um sistema de monitoramento em tempo real, a integração do risco de fogo das restaurações na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e a implementação de incentivos econômicos locais, vinculados à proteção de áreas restauradas.</p>
<p>Além disso, para dar escala à recuperação das áreas desmatadas, a pesquisa orienta a promover concessão para restauração florestal em terras públicas.</p>
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