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	<title>vegetação nativa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>vegetação nativa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Amazônia perde 53,9 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/vegetacao_nativa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Amazônia  foi o bioma brasileiro que mais perdeu vegetação em números absolutos nos últimos 41 anos (1985–2025), totalizando 53,9 milhões de hectares destruídos. Apesar das perdas, a Amazônia segue como o bioma mais preservado do Brasil ao lado do Pantanal, mantendo mais de 80% do seu território original. A conversão de floresta para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/vegetacao_nativa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Amazônia  foi o bioma brasileiro que mais perdeu vegetação em números absolutos nos últimos 41 anos (1985–2025), totalizando 53,9 milhões de hectares destruídos.</em></li>
<li><em>Apesar das perdas, a Amazônia segue como o bioma mais preservado do Brasil ao lado do Pantanal, mantendo mais de 80% do seu território original.</em></li>
<li><em>A conversão de floresta para pasto ou lavoura representa 83,6% de toda a área alterada na Amazônia (55 milhões de hectares).</em></li>
<li><em>Na Amazônia Legal, Rondônia (de 92% para 59%), Mato Grosso, Tocantins e Maranhão (todos caindo de ~90% para 61%) registraram as maiores perdas proporcionais. O Pará reduziu sua cobertura de 91% para 77%.</em></li>
<li><em>A Amazônia foi o bioma com maior déficit de chuva nos episódios recentes de El Niño. Em 2023/24, a redução de precipitação chegou a 178 mm abaixo da média nas áreas agrícolas.</em></li>
<li><em>Em 2025, o Brasil registrou menos de 1 milhão de hectares desmatados (queda de 20,6% em relação a 2024), o menor índice da série histórica recente, embora a perda acumulada continue afetando a resiliência do bioma.</em></li>
<li><em> No Brasil, a vegetação nativa caiu de 79% para 65% do território desde 1985. As formações florestais perderam 65 milhões de hectares, mas continuam representando a maior parte das áreas que permaneceram intocadas (335 milhões de hectares).</em></li>
</ul>
<p>A Amazônia segue como o bioma que mais perdeu vegetação nativa em números absolutos no Brasil nos últimos 41 anos — e também como o mais castigado pela seca em anos de El Niño. Os dados são da Coleção 11 do MapBiomas, mapeamento anual de cobertura e uso da terra lançado nesta quarta-feira,12, que reconstrói a transformação da paisagem brasileira entre 1985 e 2025.</p>
<p>No período, a Amazônia perdeu 53,9 milhões de hectares de vegetação nativa — a maior redução entre todos os biomas brasileiros, à frente até do Cerrado (51,7 milhões de hectares).</p>
<p>Ainda assim, proporcionalmente, a Amazônia segue sendo, junto com o Pantanal, o bioma mais preservado do País: mais de 80% do seu território ainda é coberto por vegetação nativa.</p>
<p>A principal transformação da paisagem amazônica tem endereço certo: conversão direta de floresta em área de agropecuária. Do total de área que mudou de uso no bioma nas últimas quatro décadas, 55 milhões de hectares — equivalentes a 83,6% de tudo que foi alterado na Amazônia — passaram de vegetação nativa para pasto ou lavoura.</p>
<p>Entre os estados citados no levantamento com maior transformação proporcional, três pertencem à Amazônia Legal. Rondônia reduziu sua cobertura de vegetação nativa de 92% para 59% entre 1985 e 2025. Mato Grosso caiu de 90% para 61%, e Tocantins seguiu a mesma trajetória, de 90% para 61%. O Maranhão, também na Amazônia Legal, passou de 91% para 61% de cobertura nativa no período. O Pará, foi de 91% para 77%.</p>
<h3>Amazônia: castigada pela seca em anos de El Niño</h3>
<p>Além da perda de floresta ao longo do tempo, o levantamento cruza os mapas de uso da terra com dados de chuva do MapBiomas Atmosfera em três eventos recentes de forte El Niño (1997/98, 2015/16 e 2023/24) — e a Amazônia aparece como o bioma com o maior déficit de chuva entre os três episódios analisados.</p>
<p>No El Niño mais recente (2023/24), a maior redução de chuva registrada no bioma ocorreu justamente nas áreas de uso agropecuário da Amazônia, com precipitação 178 mm abaixo da média histórica para o trimestre entre setembro e novembro — período considerado o mais crítico do fenômeno no país.</p>
<p>Segundo o MapBiomas, essa combinação de menos floresta e mais seca tende a se agravar a cada novo evento de El Niño, o que preocupa especialmente num ano como 2026, quando um novo episódio do fenômeno é esperado.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2025, o Brasil registrou menos de um milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta desde 2019, resultado de uma redução de 20,6% em relação ao ano anterior. Essa desaceleração imprime um ritmo menor de transformação da cobertura da terra, porém muitas regiões do Brasil já passaram por mudanças profundas nas últimas quatro décadas, o que afeta a sua resiliência aos eventos climáticos extremos, como o El Niño iniciado em 2026&#8221;, afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas.</p></blockquote>
<h3>O retrato nacional</h3>
<p>Em todo o Brasil, a cobertura de vegetação nativa caiu de 79% para 65% do território entre 1985 e 2025. Ao todo, 241 milhões de hectares passaram por algum tipo de transição de uso no período, dos quais mais da metade (136 milhões de hectares, ou 56%) correspondem à conversão de vegetação nativa em área de agropecuária — movimento do qual a Amazônia é a principal protagonista entre os biomas.</p>
<p>A Formação Florestal — principal tipo de cobertura nativa do país, presente com força na Amazônia — perdeu 65 milhões de hectares na série histórica, a maior redução absoluta entre todas as classes de vegetação mapeadas. Ainda assim, é também a classe que mais se manteve estável: dos 557 milhões de hectares que não mudaram de uso entre 1985 e 2025 em todo o país, 335 milhões de hectares continuam sendo Formação Florestal — a maior parte concentrada justamente na Amazônia.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fragmentação da vegetação nativa na Amazônia cresceu 332% em 38 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 11:48:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bbfdaf87-d5c9-40f2-bb21-8ebaff580583-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia sofreu uma grande transformação em sua estrutura nas últimas décadas. Segundo dados inéditos do módulo de Degradação do MapBiomas, divulgados nesta quarta-feira, 13, o bioma registrou uma explosão de 332% no número de fragmentos florestais, entre 1986 e 2023, evidenciando que a maior floresta tropical do mundo está cada vez mais &#8220;fatiada&#8221; e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/bbfdaf87-d5c9-40f2-bb21-8ebaff580583-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia sofreu uma grande transformação em sua estrutura nas últimas décadas. Segundo dados inéditos do módulo de Degradação do MapBiomas, divulgados nesta quarta-feira, 13, o bioma registrou uma explosão de 332% no número de fragmentos florestais, entre 1986 e 2023, evidenciando que a maior floresta tropical do mundo está cada vez mais &#8220;fatiada&#8221; e vulnerável a fatores como o corte seletivo de madeira.</p>
<p>A queda da vegetação aconteceu em todos os biomas do País, que viu o número de fragmentos de cobertura vegetal passar de 2,7 milhões em 1986 para 7,1 milhões em 2023 – um salto de 163%.</p>
<p>A fragmentação ocorre quando áreas antes contínuas são isoladas pelo desmatamento. No caso da Amazônia, o tamanho médio de seus fragmentos de vegetação nativa encolheu 82%.</p>
<blockquote><p>“Quanto menor for o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa, maior será a suscetibilidade à degradação. O tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente. Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais dessas espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda. Em suma, esses fragmentos vão perdendo a diversidade de espécies&#8221;, explica o pesquisador do Ipam e coordenador do módulo, Dhemerson Conciani</p></blockquote>
<h3>Corte de madeira</h3>
<p>Na Amazônia Legal, a degradação ganha contornos específicos com os &#8220;distúrbios de dossel&#8221; — rompimentos na camada superior das copas das árvores. O monitoramento indica que, entre 1988 e 2024, 7% da cobertura florestal da região (24,9 milhões de hectares) apresentaram sinais de distúrbio.</p>
<p>O corte seletivo de madeira é um dos principais problemas, afetando 9,7 milhões de hectares no período, com concentração crítica (83,5%) nos estados de Mato Grosso e Pará. Além da ação humana direta, as mudanças climáticas agravam o cenário nas florestas alagáveis.</p>
<blockquote><p>&#8220;A previsão de ocorrência de El Niño para este ano indica condições favoráveis para novas secas na região, o que tende a facilitar a ocorrência desses distúrbios nesse tipo de floresta&#8221;, alerta Bruno Ferreira, pesquisador do MapBiomas.</p></blockquote>
<h3>Monitoramento é vital</h3>
<p>Diferente do desmatamento total, a degradação mantém a vegetação em pé, porém fragilizada. O pesquisador Eduardo Vélez explica que o monitoramento é vital para a restauração:</p>
<blockquote><p>&#8220;O monitoramento da degradação complementa o monitoramento do desmatamento. A importância desse acompanhamento se justifica pelo fato de que a degradação de um remanescente de vegetação nativa muitas vezes pode ser minimizada ou revertida. Porém, se as causas da degradação não forem interrompidas, a capacidade de recuperação biológica natural das áreas afetadas pode ficar muito comprometida&#8221;.</p></blockquote>
<p>Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, reforça que a nova análise é fundamental para o cumprimento de metas internacionais de restauração:</p>
<blockquote><p>&#8220;O módulo de Degradação do MapBiomas é uma <span style="font-size: 15.68px;">ferramenta estratégica de apoio à recuperação de áreas degradadas e à conservação da vegetação nativa no país.&#8221;</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Restauração de vegetação nativa cresce 158% no Brasil em quatro anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 19:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório da Restauração]]></category>
		<category><![CDATA[Planaveg]]></category>
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		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil registrou um crescimento expressivo na recuperação de vegetação nativa, atingindo 204,2 mil hectares em processo de restauração, uma área equivalente a 285 mil campos de futebol. Os números, divulgados pelo Observatório da Restauração (OR) – uma das principais plataformas de dados do País, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura –, representam [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil registrou um crescimento expressivo na recuperação de vegetação nativa, atingindo 204,2 mil hectares em processo de restauração, uma área equivalente a 285 mil campos de futebol. Os números, divulgados pelo Observatório da Restauração (OR) – uma das principais plataformas de dados do País, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura –, representam um aumento notável de 158% em relação a 2021 (quando foram mapeados 79 mil hectares) e 33% ante o ano passado. E isso atinge seus seis biomas — principalmente na Amazônia e Mata Atlântica .</p>
<p>A nova edição do Observatório também aponta uma mudança relevante: pela primeira vez, a Amazônia ultrapassou o Cerrado e passou a ocupar o segundo lugar em área restaurada, com aproximadamente 40 mil hectares.</p>
<p>A restauração da vegetação nativa é fundamental para a saúde, segurança hídrica e desenvolvimento sustentável do País. Em sua contribuição ao Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a restaurar 12 milhões de hectares até 2030, meta reforçada em 2024 pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa). Estima-se que esta atividade pode gerar mais de 2,5 milhões de empregos diretos.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Observatório é uma ferramenta essencial não somente pela contabilização de hectares em si, mas pela articulação e visibilidade aos atores que fazem a restauração acontecer”, explica Tainah Godoy,secretária-executiva do OR.</p></blockquote>
<p>O OR se destaca pela articulação com coletivos que atuam nos seis biomas brasileiros e pela metodologia específica que mapeia apenas projetos autodeclaratórios com intervenção planejada (restauração ativa).</p>
<p>Isso o diferencia de outros indicadores, como os do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), que incluem extensas áreas de regeneração natural (vegetação que avança espontaneamente).</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Segundo o OR, os biomas mais beneficiados com projetos de restauração são a Mata Atlântica (com 131,2 mil hectares mapeados, o equivalente a 64% da área total monitorada) e a Amazônia (39,7 mil hectares, ou 19%). No Cerrado, foram identificados 31,7 mil hectares em restauração (15% do território mapeado). Na Caatinga foram compilados mil hectares (0,06%), enquanto o Pantanal soma 280 hectares (0,01%) e o Pampa, 260 hectares (0,01%).</p>
<blockquote><p>“A Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado possuem redes multissetoriais pela restauração, consolidadas há anos, que impulsionam a recuperação de seus biomas. Isso contribui para o engajamento da sociedade, o desenvolvimento de pesquisas e a formação de mão de obra qualificada para a atividade”, ressalta Godoy.</p></blockquote>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;">A Amazônia, segundo o OR, teve um avanço considerável de reporte de áreas em processo de restauração em relação aos dados de 2021, passando de 14,5 mil para 40 mil hectares, um aumento de 173% em quatro anos.</span></p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“Esse aumento pode ser atribuído a diversos fatores, destacando o papel de  políticas públicas e iniciativas privadas”, explica Tainah . “Vemos, nos últimos anos, o aumento da oferta por editais voltados à restauração de ecossistemas, além de ações envolvendo organizações da sociedade civil e empresas. Houve ainda, no ano passado, o lançamento pelo governo federal da iniciativa Arco pela Restauração, que visa recuperar a região do Acordo do Desmatamento, onde ocorrem 75% da devastação da floresta.”</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Amazônia perde 52 milhões de hectares de vegetação nativa e se aproxima do ponto de não retorno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agrcultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa.</p>
<p>Os dados são da Coleção 10 do MapBiomas, uma iniciativa que produz mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 15, revela que essa perda representa 13% da área total da Amazônia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento, feito a partir da análise de imagens de satélite, revela que a</span> supressão atingiu principalmente as formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares no mesmo período e indica que a Amazônia está se aproximando do &#8220;ponto de não retorno&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A Amazônia brasileira está se aproximando da faixa de 20% a 25% prevista pela ciência como o possível ponto de não retorno do bioma, a partir do qual a floresta não consegue mais se sustentar”, diz Bruno Ferreira, do MapBiomas. “Já podemos perceber alguns dos impactos dessa perda de cobertura florestal, como nas áreas úmidas do bioma. Os mapas de cobertura e uso da terra na Amazônia mostram que ela está mais seca”, completa.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Somando a superfície coberta com água, floresta alagável, campo alagável, apicum e mangues, houve uma retração de 2,6 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Esses dados mostram que 8 dos 10 anos mais secos, incluindo a classe de superfície de água, foram registrados na última década. No ano passado, as áreas úmidas ocupavam 59,6 milhões de hectares.</span></p>
<h3>Ocupação humana</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As imagens de satélite também mostram como a</span> ocupação humana na Amazônia é recente e acelerada, com 83% da área antropizada no bioma ocorrendo entre 1985 e 2024. Nesse período, os usos por seres humanos aumentaram 471%, com um avanço de 57 milhões de hectares.</p>
<ul>
<li>Pastagens: O uso que mais se expandiu, passando de 12,3 milhões de hectares para 56,1 milhões, um crescimento de 355%.</li>
<li>Agricultura: A área cresceu 4.321%, passando de 180 mil hectares para 7,9 milhões. Desse total, três em cada quatro hectares (74,4%) são ocupados por lavouras de soja.</li>
<li>Silvicultura e Mineração: A silvicultura teve a maior expansão percentual, multiplicando sua área em mais de 110 vezes. Já a mineração ganhou relevância, crescendo de 26 mil para 444 mil hectares.</li>
</ul>
<p>A pesquisa também aponta que 88% do desmatamento na Amazônia em 2024 aconteceu em áreas de vegetação primária, e apenas 12% em áreas secundárias, que correspondem a 2% da vegetação nativa do bioma.</p>
<h3>Moratória da Soja</h3>
<p>Os dados do MapBiomas mostram que, após a Moratória da Soja em 2008, a conversão direta de floresta para a cultura da oleaginosa reduziu em 68%. O crescimento da soja se deu, principalmente, sobre áreas já abertas de pastagem e agricultura.</p>
<p>Entre os estados da região, Rondônia se destaca por ser o que mais converteu vegetação nativa em pastagens. A área de pastagem passou de 7% de seu território em 1985 para 37% em 2024, tornando-o o estado com a menor proporção de vegetação nativa na Amazônia. A região da AMACRO (Acre, Mato Grosso e Rondônia) foi responsável por 14% da perda líquida de vegetação nativa do bioma nos últimos 40 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Desmatamento ameaça 122 sítios arqueologicos brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 12:52:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alertas de desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[sítios arqueológicos]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/sitio_arqueologico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um levantamento inédito do MapBiomas, em parceria com pesquisadores da BraziLab (Universidade de Princeton) e do Iphan, revela uma redução de quase 23% na área de vegetação nativa no entorno de sítios arqueológicos brasileiros, locais onde se encontram vestígios materiais da atividade humana, tanto do período pré-colonial quanto histórico, entre 1985 e 2023. Acre, Rondônia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/sitio_arqueologico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um levantamento inédito do MapBiomas, em parceria com pesquisadores da BraziLab (Universidade de Princeton) e do Iphan, revela uma redução de quase 23% na área de vegetação nativa no entorno de sítios arqueológicos brasileiros, locais onde se encontram vestígios materiais da atividade humana, tanto do período pré-colonial quanto histórico, entre 1985 e 2023. Acre, Rondônia e Pará foram os estados com maior perda de vegetação nativa ao redor dos sítios arqueológicos.</p>
<p>Dos 27.974 sítios arqueológicos cadastrados pelo Iphan, 122 (17 na Amazônia) estão localizados em áreas que sofreram desmatamento nos últimos cinco anos, diz o estudo.</p>
<p>Os cientistas avaliaram as mudanças no uso da terra em um raio de até 100 metros desses locais. Em 1985, a vegetação nativa (florestas, savanas e campos naturais) cobria 53,5% do solo nessa área. Em 2023, essa proporção caiu para 41,5%.</p>
<p>No mesmo período, a área ocupada por atividades humanas (áreas antrópicas) aumentou de 41,7% em 1985 para 49,6% em 2023, um crescimento de 18,9%. Essa inversão indica o avanço do desmatamento para atividades como agricultura e pecuária, representando uma ameaça à descoberta e preservação do patrimônio histórico e cultural do país.</p>
<p>Há 40 anos, as florestas predominavam no entorno desses locais históricos, representando 43,2% da área. Em 2023, a agropecuária passou a ocupar a maior parcela, com 43,1% do uso do solo ao redor dos sítios arqueológicos.</p>
<p>A localização dos sítios arqueológicos também foi cruzada com os alertas de desmatamento disponibilizados no MapBiomas Alerta. Entre o total de sítios arqueológicos, 122 tiveram alertas de desmatamento entre 2019 e 2024. A Caatinga foi o bioma com maior número de alertas (45), seguido do Cerrado (29), da Mata Atlântica (31) e da Amazônia (17). Os estados com maior número de alertas são Rio Grande do Norte (25), Paraná (19), Bahia (15), Tocantins (12) e Pará (9).</p>
<blockquote><p>“A identificação dos sítios arqueológicos dentro de alertas de desmatamento permite analisar os sítios que foram descobertos e cadastrados durante o processo recente de ocupação e os que já haviam sido identificados anteriormente — distinção importante, considerando que o desmatamento pode danificar ou até destruir esses sítios. Quase dois terços (79 sítios arqueológicos) estão em áreas desmatadas para expansão das áreas agrícolas. No Rio Grande do Norte, estão 13 dos 19 sítios arqueológicos em alertas de desmatamento relacionados à expansão de projetos de energias sustentáveis (solares ou eólicas)”afirma Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas.</p></blockquote>
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		<title>Estudo identifica fatores para impulsionar Regeneração Natural Assistida no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2024 13:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração natural assistida]]></category>
		<category><![CDATA[RNA]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/RNA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Diante da intensificação das mudanças climáticas, do desmatamento desenfreado e da consequente perda da biodiversidade, a necessidade de restauraráreas degradados torna-se cada vez mais urgente. Nesse contexto, a regeneração natural assistida (RNA) surge como uma estratégia promissora e de baixo custo para mitigar os impactos ambientais, fortalecer a resiliência dos ecossistemas e melhorar a qualidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/RNA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="col-xs-12 col-md-7">
<div class="conteudo-dinamico">
<p>Diante da intensificação das mudanças climáticas, do desmatamento desenfreado e da consequente perda da biodiversidade, a necessidade de restauraráreas degradados torna-se cada vez mais urgente. Nesse contexto, a regeneração natural assistida (RNA) surge como uma estratégia promissora e de baixo custo para mitigar os impactos ambientais, fortalecer a resiliência dos ecossistemas e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais.</p>
<p>No Brasil, com um vasto território e rica biodiversidade, a RNA apresenta um potencial imenso, especialmente na Amazônia, onde milhões de hectares de vegetação secundária aguardam recuperação.</p>
<p>No entanto, a ampla adoção dessa técnica ainda enfrenta desafios, como a falta de conhecimento sobre suas características, benefícios, riscos e formas de aplicação em diferentes contextos. Considerando a importância dos estados do Pará e Mato Grosso para a conservação da Amazônia, é fundamental aprofundar as discussões sobre a RNA e identificar os fatores que podem impulsionar sua implementação em larga escala nessas regiões.</p>
<p><span data-contrast="auto">Nesse contexto, o projeto “Potencializando a Regeneração Natural Assistida: Soluções para Mato Grosso e Pará”, realizado em parceria entre o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), o World Resources Institute Brasil (WRI-Brasil) e a Aliança pela Restauração da Amazônia, propuseram a sistematização e proposição de arranjos institucionais e mecanismos financeiros para implementar a Regeneração Natural Assistida (RNA) nessas duas regiões-chave para a conservação da Amazônia.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O estudo analisa o impacto da RNA e identificar esses gargalos, propondo soluções e recomendações para ampliar sua implementação. Com duração de agosto a novembro de 2024, o </span><span data-contrast="auto">projeto foi dividido em duas etapas: a primeira focada na sistematização de informações e a segunda em análises críticas e proposição de soluções. Durante todo o processo, foram incorporadas contribuições de diferentes atores-chave da Amazônia Legal Brasileira (ALB).</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Como resultado, o projeto elabora um portfólio de arranjos institucionais, financeiros e estratégias para expandir as iniciativas de RNA nas escalas regional e nacional, validado em uma oficina virtual, onde serão incorporadas sugestões e contribuições relevantes, visando aumentar a escala da RNA em municípios e estados, e inspirar ações similares em outras regiões do Brasil.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Ao promover o estudo da regeneração natural da vegetação nativa, desenvolvemos soluções eficazes para novas iniciativas, aumentando a eficiência dos projetos de RNA e contribuindo para a conservação da biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas.</span><span data-ccp-props="{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559685&quot;:0,&quot;335559737&quot;:0,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:279}"> </span></p>
</div>
</div>
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		<title>COP29: Pará lança concessão florestal para restaurar 10 mil hectares de área degrada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 16:20:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP29]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu. Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Pará lançou nesta sexta-feira 15, durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, edital de concessão florestal para restaurar mais de 10 mil hectares de áreas degradadas e gerar créditos de carbono para financiamento da recuperação ambiental. Trata-se da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), localizada em uma área pertencente ao município [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Pará lançou nesta sexta-feira 15, durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, edital de concessão florestal para <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/produtores-da-apa-triunfo-do-xingu-conhecem-plano-de-restauracao-florestal-que-sera-implantado-na-regiao/" target="_blank" rel="noopener">restaurar mais de 10 mil hectares de áreas degradadas</a> e gerar créditos de carbono para financiamento da recuperação ambiental. Trata-se da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), localizada em uma área pertencente ao município de Altamira. A iniciativa inaugura uma nova categoria de proteção ambiental.</p>
<p>O modelo inovador de<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/concessao-florestal-e-estrategica-para-unidades-de-conservacao-do-para/" target="_blank" rel="noopener"> concessão,</a> com vigência de até 40 anos, permitirá um investimento de R$ 250 milhões na instalação e na operação da concessão, para uma receita total estimada de quase R$ 869 milhões. Com expectativa de sequestrar aproximadamente 3 7 milhões de toneladas de carbono, a URTX também representa uma solução socioeconômica ao gerar oportunidades de trabalho sustentável para comunidades locais.</p>
<p data-sourcepos="3:1-3:323">O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que o Brasil não cumprirá as suas metas apenas reduzindo o desmatamento. Para ele, é preciso restaurar as áreas e fazer as concessões de restauro.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós estamos falando de 10 mil hectares que vão gerar 2 mil empregos e de uma área que antes era floresta, que foi derrubada e que passará a ser recomposta para o uso no mercado de carbono, do manejo florestal, portanto oportunidades que se somam ao que nós temos defendido. Por um lado, combater a ilegalidade ambiental, diminuir o desmatamento. Mas é fundamental que nós possamos criar uma economia verde, que gere emprego, desenvolvimento sustentável para as populações locais”, disse.</p></blockquote>
<p>A APA Triunfo do Xingu é uma das maiores unidades de conservação do Brasil e um dos hotspots de biodiversidade do planeta. No entanto, essa área protegida enfrenta uma série de desafios que colocam em risco sua integridade e a conservação da rica biodiversidade que abriga.</p>
<p data-sourcepos="3:1-3:323">É uma das áreas mais desmatadas da Amazônia, com altas taxas de perda de cobertura florestal. A expansão da agricultura, principalmente a pecuária extensiva, é a principal causa do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-no-ranking-que-o-paraense-nao-quer-foi-principal-alvo-do-desmatamento-na-amazonia-nos-tres-primeiros-meses-do-ano/" target="_blank" rel="noopener">desmatamento</a> e das queimdas a região. A presença de grileiros e a invasão de terras públicas são também problemas crônicos na APA, gerando conflitos com comunidades tradicionais e intensificando a pressão sobre o meio ambiente.</p>
<p>O projeto é uma das iniciativas do Plano de Recuperação da Vegetação Nativa (PRVN-PA) do estado, cuja meta é recuperar 5,6 milhões de hectares no Pará até 2030. Resultado de um processo participativo e de construção conjunta, com a participação ativa de Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o PRVN integra a políticas de desenvolvimento sustentável no estado.</p>
<p>O edital de concessão da URTX e seus anexos ficarão abertos por 120 dias. O vencedor do certame será conhecido em março de 2025.</p>
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		<title>Amazônia perdeu mais de 55 milhões de hectares de floresta nativa em 38 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 12:13:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[devastação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/VaziosEstudoAmazonia_Marizilda_Cruppe_Rede_Amazonia_Sustentavel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As transformações no uso e ocupação da terra promovidas por ações humanas têm provocado drásticas reduções das áreas naturais do Brasil. De 1985 a 2023, o País perdeu 110 milhões de hectares de vegetação nativa nos diferentes biomas, sendo que metade disso (55,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, o que corresponde a 14% do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/VaziosEstudoAmazonia_Marizilda_Cruppe_Rede_Amazonia_Sustentavel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As transformações no uso e ocupação da terra promovidas por ações humanas têm provocado drásticas reduções das áreas naturais do Brasil. De 1985 a 2023, o País perdeu 110 milhões de hectares de vegetação nativa nos diferentes biomas, sendo que metade disso (55,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, o que corresponde a 14% do total da região. Os dados fazem parte da Coleção 9 de mapas de cobertura e uso da terra do MapBiomas, lançados nesta quarta-feira, 21, durante seminário, <span style="font-weight: 400;">em Brasília, com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.</span></p>
<p>De acordo com o levantamento, é a abertura de pastagens que mais contribui para a redução da cobertura vegetal. No período analisado, as áreas destinadas à produção de gado passaram de 3% para 16% do território do bioma. No Pará, o crescimento das pastagens também foi expressivo, saindo de 6% para 18%; enquanto que a área de vegetação nativa caiu de 93% para 77%.</p>
<p>O foco do estudo com a disponibilização dos dados em plataforma pública deve contribuir com novas pesquisas, assim como auxiliar gestores públicos e outras organizações a propor estratégias para enfrentamento do problema, já que a grande extensão e rapidez nas mudanças do uso da terra aceleram as mudanças climáticas no Brasil.</p>
<blockquote><p>“A perda da vegetação nativa nos biomas brasileiros tende a impactar negativamente a dinâmica do clima regional e diminui o efeito protetor durante eventos climáticos extremos. Em síntese, representa aumento dos riscos climáticos. Uma parte significativa dos municípios brasileiros ainda perde vegetação nativa; mas, por outro lado, os últimos quase ⅓ dos municípios brasileiros estão recuperando áreas de vegetação nativa”,  comenta Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas.</p></blockquote>
<p>Azevedo se refere a uma das novidades da Coleção 9, que é um balanço de ganho e perda de vegetação nativa nos municípios a partir de 2008, ano em que foi instituído o Fundo Amazônia e também o Decreto nº 6.514, que homologou o Código Florestal. Segundo a análise, 45% dos municípios brasileiros tiveram perdas de vegetação nativa nos últimos 16 anos e 37% tiveram ganhos de cobertura vegetal.</p>
<p>Na Amazônia, apenas 1% dos municípios teve ganhos de vegetação em níveis que variam de 2% a 15%, outros 46% tiveram perdas na mesma proporção e em 10% das cidades a devastação ultrapassa 30%.</p>
<p>Seguindo a tendência regional, o Pará tem o balanço de 51% dos municípios com perdas de vegetação entre 2% e 15%, reduções que variam de 15% a 30% em 20% das cidades e estabilidade em 22% dos municípios.</p>
<h3>O problema das áreas públicas não destinadas</h3>
<p>Com a destruição do bioma em ritmo acelerado, os pesquisadores alertam para a importância de medidas que garantam a proteção das florestas públicas não destinadas, que são áreas  sob domínio público, mas que ainda não têm designação como Unidades de Conservação, Terras Indígenas ou Concessões Florestais.</p>
<p>Cerca de 13% da Amazônia Legal é de florestas públicas não destinadas e 92% de suas áreas ainda são cobertas por vegetação nativa, o que equivale a 60 milhões de hectares.</p>
<p>A designação dessas áreas pode ajudar a frear a destruição do bioma, como ocorre nas Terras Indígenas (TIs), que cobrem 13% do território nacional. De 1985 a 2023, esses territórios perderam menos de 1% de sua vegetação nativa, enquanto que nas áreas não destinadas a redução foi de 28%.</p>
<blockquote><p>“Temos uma área florestal maior que o Estado de Minas Gerais ainda sem destinação na Amazônia Legal. Essas áreas estão mais suscetíveis ao desmatamento em relação às florestas que estão sob algum regime de proteção. É importante e urgente destinar essas áreas e transformá-las em territórios protegidos. A conversão dessas áreas para algum tipo de uso antrópico agravaria ainda mais a atual crise climática”, argumenta Luis Oliveira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.</p></blockquote>
<p>Para conferir os dados completos da pesquisa, clique <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Brasil pode proteger 32 milhões de hectares até 2050 com cumprimento do Código Florestal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 14:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[conservação da biodivesidade]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[serviços ecossistêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/SFX2022-DJI_0933-©DenysCosta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O cumprimento do Novo Código Florestal evitaria a perda de 32 milhões de hectares (Mha) de vegetação nativa no País até 2050  É o que revela recente estudo da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) sobre a  Lei de Proteção da Vegetação, instrumento capaz de compatibilizar a conservação ambiental com a produção rural [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/SFX2022-DJI_0933-©DenysCosta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O cumprimento do Novo Código Florestal evitaria a perda de 32 milhões de hectares (Mha) de vegetação nativa no País até 2050  É o que revela recente estudo da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) sobre a  Lei de Proteção da Vegetação, instrumento capaz de compatibilizar a conservação ambiental com a produção rural no Brasil, que esá em vigor desde 2012, mas não é plenamente cumpirda.</p>
<p>O Novo Código Florestal estabelece normas para exploração das florestas e proteção das áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL) e pode ajudar o Brasil a manter a posição de “celeiro do mundo” adotando estratégias produtivas mais sustentáveis e que gerem mais benefícios a longo prazo.</p>
<p>Isso porque o modelo do agronegócio baseado em monoculturas, irrigação intensiva e uso de agrotóxicos e fertilizantes compromete os serviços ecossistêmicos que contribuem para o desempenho da agricultura, da pecuária a silvicultura. Pesquisadora da Embrapa Solos e uma das autoras do Relatório Temático sobre Agricultura, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, Rachel Prado diz que as projeções indicam que a fronteira Amazônia-Cerrado terá 74% da viabilidade agrícola das suas terras comprometidas até 2060 com o aumento das variações do clima.</p>
<blockquote><p>“O <em>modus operandi</em> do setor tem se mostrado insustentável, aumentando a pressão sobre o capital natural e originando grandes impactos ambientais. Isso compromete a saúde humana e afeta inclusive os serviços ecossistêmicos dos quais a atividade depende”, acrescenta Gerhard Overbeck, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e também autor do estudo.</p></blockquote>
<p>Aliado ao Código Florestal, o documento enumera outras medidas importantes, como a necessidade de estimular a restauração de áreas de RL e APP; a criação de incentivos econômicos e mecanismos financeiros para atividades agrícolas sustentáveis, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e programas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD+); apoio à implantação de <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/">Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)</a>, entre outras que geram aumento de renda sem promover novos desmatamentos.</p>
<blockquote><p>“O aumento na produtividade das pastagens brasileiras permite atender a demanda futura por carne, culturas agrícolas, produtos madeireiros e biocombustíveis, sem a necessidade de converter mais hectare algum de vegetação nativa e ainda liberando terra para restauração em larga escala, por exemplo, na Mata Atlântica”, diz um trecho do relatório.</p></blockquote>
<p>Além disso, o documento destaca a importância da <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agricultura-familiar-e-extrativismo-preservam-28-milhoes-de-hectares-de-floresta-no-para/">agricultura familiar</a> praticada por povos tradicionais como peça-chave para o desenvolvimento sustentável da agricultura nacional. Responsável por 70% da produção de alimentos do país, por empregar cerca de 2/3 da mão de obra do campo e por uma receita de mais de R$ 106,5 bilhões, o setor se mostra decisivo para reduzir as emissões de carbono e conservar a biodiversidade. No entanto, as famílias envolvidas na atividade ainda precisam de mais apoio, ressalta a pesquisa.</p>
<blockquote><p>“É necessário ampliar o acesso às linhas de crédito diferenciadas e voltadas à agricultura de baixo impacto ambiental. Também há que se reverter o cenário atual onde, por exemplo, 84% de todo o valor contratado via Pronaf (crédito rural dirigido à agricultura familiar) foram aplicados na produção pecuária, geralmente praticada de forma extensiva e com baixa rentabilidade”, pontua o relatório.</p></blockquote>
<p>Para isso, a BPBES ressalta que é preciso vontade política para fortalecer as estratégias que já conhecidas e se mostraram eficazes para alcançar os objetivos de aumentar a produtividade nas pastagens e cultivos e a mitigar as mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“O Relatório traz soluções já adotadas em algumas regiões do Brasil capazes de tornar a agricultura nacional mais diversificada, competitiva e resiliente. Essas práticas agregam maior renda aos produtores que conservam o capital natural”, frisa Rachel Prado.</p></blockquote>
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		<title>Cientistas defendem conservação da vegetação nativa para combater seca e enchentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 15:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/refloresta1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na corrida contra o tempo para conter os efeitos da crise do clima, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Conhecimento em Biodiversidade propõem que as estratégias de mitigação devem valorizar a conservação da vegetação nativa. O tema, que faz parte das [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/refloresta1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na corrida contra o tempo para conter os efeitos da crise do clima, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Conhecimento em Biodiversidade propõem que as estratégias de mitigação devem valorizar a conservação da vegetação nativa. O tema, que faz parte das agendas dos governos federal e estadual, é o principal ponto de um artigo publicado na quinta-feira, 23, na <a href="https://abori.com.br/wp-content/uploads/2024/05/biae035_LR.pdf" target="_blank" rel="noopener">revista “BioScience”</a>.</p>
<p>A perda de biodiversidade é grande na Amazônia. De acordo com o MapBiomas, <a href="https://www.paraterraboa.com/cupula-da-amazonia/principal-tema-do-encontro-desmatamento-ja-destruiu-17-de-vegetacao-nativa-da-floresta/">cerca de 125 milhões de hectares do bioma já foram destruídos nos nove países da região</a>. Na avaliação dos especialistas, a recuperação dessas áreas é necessária e deve ser promovida com uso de árvores nativas</p>
<p>Dentre as principais recomendações dos especialistas, estão evitar o plantio de florestas baseadas em espécies exóticas, como pinus ou eucalipto, e a promoção de um uso mais consciente da terra para atividades agrícolas, o que evitaria a expansão de áreas de cultivo.</p>
<p>Isso porque as florestas plantadas com espécies exóticas podem aumentar as emissões de gases do efeito estufa em virtude da diminuição da cobertura vegetal e da maior exposição do solo, que favorecem a liberação de carbono, contribuindo para ampliar o impacto de eventos extremos, como secas e enchentes.</p>
<blockquote><p>“Ao introduzirmos um número limitado de espécies não nativas em uma determinada região, podemos, inadvertidamente, destruir a funcionalidade ecológica do ambiente, o que pode refletir na capacidade de fornecer nascentes de água, manter polinizadores para agricultura, controlar a umidade e o clima e influenciar o regime de chuvas”, alertam os pesquisadores em um trecho do artigo.</p></blockquote>
<p>Outra recomendação dos cientistas ressalta a necessidade de promover um uso mais consciente da terra, evitando a expansão de áreas de cultivo.</p>
<p>Essas propostas fazem parte de um conjunto de seis pontos-chave que devem ser considerados pelas políticas de mitigação das mudanças climáticas, que inclui ainda: restauração adequada de áreas degradadas, conservação integrada de fauna e flora locais, incorporação de medidas práticas para sustentabilidade por empresas e instituições financeiras e a colaboração entre especialistas para alinhar políticas e ações necessárias aos desafios ambientais.</p>
<p>Em entrevista à Agência Bori, o pesquisador do INPA e um dos autores do artigo, Philip Fearnside, destacou ainda que zerar o desmatamento e a degradação da floresta remanescente na Amazônia deve ser prioridade absoluta.</p>
<blockquote><p>“Para o Brasil, a mensagem seria a necessidade de elevar muito a prioridade de áreas desmatadas. Apesar de discurso do governo, elas ainda não são tão prioritárias quanto áreas com grandes impactos ambientais de mineração ou energia, agricultura e infraestrutura de transportes”, avaliou o cientista.</p></blockquote>
<p>Durante a COP28, o Pará anunciou a criação do <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-recuperar-56-milhoes-de-hectares-da-amazonia/">Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PRVN-PA)</a>, que tem a meta de restaurar 5,6 milhões de hectares no estado até 2030. Já o Plano Nacional de Vegetação Nativa (Planaveg) está em fase revisão e deve ter um papel importante para o alcance das metas climáticas do Brasil.</p>
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