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	<title>vazante &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>vazante &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Estação seca pode prejudicar transporte fluvial de passageiros e produção rural no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 13:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/transporte_fluvial-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A ocorrência do fenômeno da vazante nos rios da Amazônia combinada aos efeitos do El Niño deve impactar no desenvolvimento de atividades importantes para a região. O transporte de passageiros e produtos oriundos do agronegócio no oeste paraense, por exemplo, encontrará alguns desafios a partir do final de setembro. A condição dos rios em 25 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/transporte_fluvial-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A ocorrência do fenômeno da vazante nos <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-podem-reduzir-pela-metade-a-vazao-dos-rios-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">rios da Amazônia</a> combinada aos efeitos do El Niño deve impactar no desenvolvimento de atividades importantes para a região. O transporte de passageiros e produtos oriundos do agronegócio no oeste paraense, por exemplo, encontrará alguns desafios a partir do final de setembro.</p>
<p>A condição dos rios em 25 estados brasileiros é monitorada mensalmente pela Agência Nacional de Águas (ANA). No levantamento mais recente, referente ao mês de julho, a autarquia diz que anomalias relacionadas ao baixo nível de chuvas nos meses anteriores fez com que áreas do Pará, Amazonas, Rondônia, Acre e Tocantins enfrentassem regimes de seca em níveis variáveis.</p>
<p>Dodó Carvalho, que é membro da diretoria do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação no Estado do Pará (Sindarpa) e presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani), explica que a vazante em si já é conhecida, pois ocorre naturalmente, afetando principalmente os rios do Amazonas e do oeste do Pará.</p>
<p>Apesar do fenômeno ser esperado durante o verão amazônico, Sobrinho avalia que há um temor de maiores impactos em 2023, sobretudo em decorrência do clima mais seco, das temperaturas mais elevadas, dos períodos mais longos sem chuva e a expectativa de que o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-el-nino-mais-intenso-neste-ano-amazonia-pode-arder-em-chamas/" target="_blank" rel="noopener">El Niño seja mais intenso</a>.</p>
<blockquote><p>“Há uma tendência de piora por causa do El Niño. Se a vazante for intensa, nós temos que reduzir a capacidade de carga e os barcos podem não chegar no porto de Terra Santa, por exemplo, assim como ocorre na região do Rio Madeira, desde Porto Velho até Manaus, ou no Rio Solimões por causa da limitação de calado”, alerta o empresário, reforçando que o impacto sobre a navegação afeta ainda outras atividades produtivas.</p></blockquote>
<p>De acordo com Dodó Carvalho, as secas nos rios do oeste do estado costumam ocorrer a partir da terceira semana de setembro e seguem até a primeira quinzena de dezembro. Já na porção leste, o principal foco de atenção é o Rio Tocantins, onde o tráfego fica impossibilitado durante todo o segundo semestre.</p>
<blockquote><p>“O principal corredor para o agro é o rio Tapajós. Quase 99% da carga que sai de Miritituba com destino a Santarém, a Barcarena ou ao porto de Santana, em Macapá, passa por esse rio. É a produção de soja, de milho, fertilizantes e outros produtos que pode ficar comprometida com a vazante do Tapajós. Não se deixa de navegar, mas há um impacto porque diminui a capacidade de transporte devido a questões de segurança”, esclarece Carvalho.</p></blockquote>
<p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-podem-reduzir-pela-metade-a-vazao-dos-rios-da-amazonia/" target="_top" rel="noopener">Mudanças climáticas podem reduzir pela metade a vazão dos rios da Amazônia</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-el-nino-mais-intenso-neste-ano-amazonia-pode-arder-em-chamas/" target="_top" rel="noopener">Com El Niño mais intenso neste ano, Amazônia pode arder em chamas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/el-nino-pode-causar-uma-hecatombe-ambiental-na-amazonia-alertam-especialistas/" target="_top" rel="noopener">El Niño pode causar uma ‘hecatombe ambiental’ na Amazônia, alertam especialistas</a></strong></p>
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		<title>Afetados por Belo Monte, acari-amarelo e acari-zebra agonizam na beira do rio Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[acari-amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[acari-zebra]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[vazante]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/acari-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Jansen Zuanon, para Sumaúma Já que estamos na semana da COP da Biodiversidade da ONU, o Pará Terra Boa vai trazer conteúdos produzidos por publicações respeitadas sobre o assunto. O evento ocorre até o dia 19 de dezembro, em Montreal, no Canadá. A seguir, o site Sumaúma apresenta a terceira parte da série ‘Natureza [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/acari-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Jansen Zuanon, para Sumaúma</em></p>
<p>Já que estamos na semana da COP da Biodiversidade da ONU, o <strong>Pará Terra Boa</strong> vai trazer conteúdos produzidos por publicações respeitadas sobre o assunto. O evento ocorre até o dia 19 de dezembro, em Montreal, no Canadá. A seguir, o site Sumaúma apresenta a terceira parte da série ‘<a href="https://sumauma.com/escute-os-nao-humanes-lula/" target="_blank" rel="noopener">Natureza no Planalto</a>’, em que pesquisadores escrevem textos, com função de alerta, ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva:</p>
<p>Eu sou Jansen Zuanon, biólogo especialista em ecologia de peixes amazônicos, e represento aqui o acari-amarelo. Quando jovem, esse peixe chama atenção pelas nadadeiras de borda amarela brilhante e as pintinhas distribuídas pelo corpo.</p>
<p>Ele tem sofrido um verdadeiro extermínio em parte de seu habitat, a região da Volta Grande, no rio Xingu (Pará), onde foi instalada a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Falo também em nome do acari-zebra, um peixe de listras pretas e brancas que só existe nessa mesma região e sofre risco de extinção. Em nome deles e de outros peixes afetados por Belo Monte, peço que o presidente Lula escute os cientistas, as populações <a href="https://sumauma.com/escute-os-indigenas-lula/" target="_blank" rel="noopener">indígenas</a> e os <a href="https://sumauma.com/escute-os-quilombolas-e-ribeirinhos-lula/" target="_blank" rel="noopener">ribeirinhos</a>, para que o habitat adequado para esses não humanes continue existindo e para que projetos destruidores como Belo Monte nunca mais sejam feitos na Amazônia.</p>
<p>A construção da hidrelétrica fez que boa parte das corredeiras do rio, onde esses peixes vivem, fosse inundada de forma permanente pelo reservatório da usina. Nessa área, a água passou a correr com mais lentidão, e com isso sedimentos mais finos, que antes seriam levados pela correnteza, agora se acumulam nas pedras, sufocando as algas e os pequenos animais que servem de alimento para os peixes e soterrando as tocas que lhes servem de casa e local de desova.</p>
<p>A menor velocidade da correnteza também fez a temperatura da água aumentar e o oxigênio diminuir, o que causou um mal terrível aos cascudinhos amarelos. Eles estão acostumados com essa água de corredeira, com bastante oxigênio. Sem ela, adoecem. Em vistoria recente na Volta Grande do Xingu, deparei com um cenário terrível: os acaris-amarelinhos estavam morrendo na beira do rio aos montes, com os olhos e a barriga funda, perdendo dentes, repletos de parasitas e com as nadadeiras apodrecendo. É uma morte por agonia e tortura.</p>
<p>Em outra parte do rio, de onde a água é desviada para as turbinas de Belo Monte, a variação imprevisível no nível da água causa danos extremos aos peixes. O quanto corre de água no rio passou a ser determinado pela torneira e pelas prioridades da usina – e não pelos interesses e necessidades das pessoas humanas e não humanas que habitam a Volta Grande do Xingu.</p>
<p>Quando diminui a demanda por eletricidade, a usina solta, de repente, um monte de água. Quando precisa de mais energia, ao contrário, engole uma enormidade de água do rio. Não há ritmo, não há temporalidade, e esses peixes dependem dessas dicas da natureza, já que evoluíram por milênios em um sistema previsível.</p>
<p>O começo da enchente sinaliza para os peixes que é o momento de se reproduzir, e a continuação da subida alaga os igapós onde eles se alimentam e crescem. Mas agora é um alaga e seca, alaga e seca, e os peixes ficam doidos. Seu Sebastião ​​Bezerra Lima, morador da Ilha do Amor e pesquisador participante do Monitoramento Ambiental Territorial Independente da Volta Grande do Xingu, disse que os peixes estão <strong>analfabetos de rio</strong>, já não sabem mais como reagir. Eles vivem em uma situação de estresse permanente.</p>
<p>A baixa repentina da água também faz que o acari-zebra, muito procurado pelo mercado ilegal de peixes ornamentais, se torne uma presa fácil. Ele não tem para onde correr e acaba sendo capturado. É levado do Xingu para a fronteira com a Colômbia e, depois, contrabandeado para outros países. As curimatãs e os pacus, espécies muito importantes na região, também estão sofrendo muito. A quantidade de peixes tem diminuído e colocado as populações tradicionais humanas da Volta Grande em risco de insegurança alimentar. Falta peixe no prato e nas feiras das cidades da região.</p>
<p>O rio precisa voltar a pulsar como pulsava antes. Reverter completamente os impactos do desvio das águas para a usina, no momento, não parece ser possível, porque isso significaria parar de desviar a água para as turbinas e deixar de gerar energia.</p>
<p>Mas é possível, sim, diminuir os impactos, fazendo que a divisão da água entre a Volta Grande do Xingu e a hidrelétrica permita que os ciclos naturais de enchente e vazante voltem a acontecer no momento certo, pelo tempo necessário, e que a quantidade de água seja suficiente para alagar as piracemas (locais de desova dos peixes) e os igapós onde eles se alimentam. Isso aumenta as chances de que os peixes continuem existindo, se reproduzindo, vivendo. Temos uma proposta clara de como fazer isso, só é preciso que o governo a escute. Lula, converse com os cientistas e com as populações tradicionais da Volta Grande!</p>
<p><em>Fonte: Sumaúma</em></p>
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