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	<title>valoriza ts &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Plano Clima desafia o agro no Pará a frear emissões até 2030 e modernizar a pecuária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 13:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa. O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/up_ag_45236_49ee6eed-29d9-92c8-c78e-b7d5e5f9f578-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A seção agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) estabelece 16 ações estratégicas para conter as emissões de dióxido de carbono até 2030, focando na produtividade sustentável e na transição justa.</em></li>
<li><em>O Pará é o epicentro do plano, pois abriga o segundo maior rebanho bovino do País e São Félix do Xingu, município líder nacional em emissões de gases de efeito estufa e que registra a média de 40 cabeças de gado por habitante, segundo o SEEG/Observatório do Clima.</em></li>
<li><em>Ferramentas vigentes (como ABC+ e Planapo) ganham força com as novas diretrizes. No Pará, a expectativa é que o incentivo ajude a expandir o programa de Pagamento por Serviços Ambientais Valoriza TS de 10 para todos os 144 municípios do estado.</em></li>
</ul>
<p>Com a meta clara de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener">frear as emissões de dióxido de carbono até 2030</a>, a ala agropecuária do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) colocou 16 ações estratégicas na mesa para desenhar o futuro sustentável do setor. A missão nacional encontra no Pará o seu maior teste de fogo: dono do segundo maior rebanho bovino do Brasil e da cidade que lidera o ranking nacional de emissões de gases de efeito estufa, o estado está no centro de um debate crucial.</p>
<p>O plano tenta reverter um cenário histórico delicado, onde a expansão das pastagens e das lavouras ainda lidera <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-e-o-pais-que-mais-desmata-para-expandir-agropecuaria/" target="_blank" rel="noopener">os índices de desmatamento</a>, transformando a preservação florestal e a eficiência produtiva em prioridades máximas para a sobrevivência do bioma. Nesta <strong>Semana do Meio Ambiente</strong>, essa discussão não poderia faltar.</p>
<p>Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma do Observatório do Clima, o município paraense de São Félix do Xingu abriga mais gado do que gente, registrando uma média impressionante de 40 cabeças de bovinos por morador. Esse cenário insere a região como um dos territórios mais urgentes e importantes para a aplicação prática das diretrizes que visam o cumprimento das metas ambientais brasileiras.</p>
<p>Para Paulo Camuri, gerente de Ciência do Clima e Inteligência de Dados e Territorial do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a criação de uma política que costure múltiplos setores representa um avanço institucional importante, embora a integração interna ainda possa ser aperfeiçoada:</p>
<blockquote><p>“Pela primeira vez, o Brasil possui um plano de ação focado em mitigação e adaptação climática para múltiplos setores. Essa integração é um avanço, embora, no que toque ao setor agropecuário, a ambição pudesse ser maior, combinando aumento de produção e redução de emissões”, avalia.</p></blockquote>
<h3>Caminhos para a implementação</h3>
<p>Para engajar os produtores e tirar as 16 propostas do papel, o plano aposta no fortalecimento de políticas setoriais e ferramentas que já estão consolidadas no mercado, como o Plano ABC+, o Planapo, o Programa Florestas Produtivas, a plataforma AgroBrasil+Sustentável e os novos critérios de taxonomia verde.</p>
<p>Contudo, Camuri pondera que o sucesso real da implementação dependerá do fortalecimento de políticas públicas complementares. Entre as principais necessidades, ele destaca a consolidação de sistemas robustos de monitoramento, relato e verificação (MRV), a ampliação de instrumentos financeiros capazes de dar escala às práticas agrícolas de baixa emissão e o desenho de estratégias específicas para cortar as emissões de metano, gargalo central da pecuária.</p>
<p>Pelo lado positivo, o especialista elogia o ineditismo de um caderno inteiramente dedicado à adaptação dos sistemas produtivos, além do cruzamento entre a agricultura familiar e os conceitos de transição justa, modelo que pode acelerar a articulação integrada de ministérios como o da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Agrário:</p>
<blockquote><p>“Ele ainda tem lacunas em aspectos como gestão de riscos, monitoramento de emissões e estratégias de adaptação, resiliência sistêmica e preparo para eventos extremos. Ainda assim, sua publicação tem o mérito de colocar essa importante discussão em pauta”, afirma Camuri.</p></blockquote>
<h3>Do plano federal ao impacto regional</h3>
<p>Uma das grandes incógnitas do projeto ainda reside em como os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o crédito rural atrelado a critérios climáticos alcançarão, na prática, as comunidades tradicionais e os pequenos produtores isolados. A cooperação entre agentes federais, estaduais e a iniciativa privada terá o papel de preencher esses vazios operacionais.</p>
<p>Em nível estadual, o Pará já conta com o projeto piloto Valoriza TS, um programa de PSA que atualmente beneficia 206 famílias distribuídas em 10 municípios. A expectativa é que, sob o impulso político e os novos incentivos financeiros trazidos pelo Plano Clima, o modelo paraense ganhe tração para atingir a universalização, estendendo o benefício de preservação para os 144 municípios do estado.</p>
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		<title>Estado vai pagar até R$ 1,4 mil por hectare a produtores pela preservação e recuperação ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 15:04:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[pagamento]]></category>
		<category><![CDATA[regularização fundiária]]></category>
		<category><![CDATA[serviços ambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Produtor-rural-Valoriza-TS-Credito-Alex-Ribeiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governador do Pará, Helder Barbalho, sancionou na terça-feira, 21, uma lei que incentiva, com o pagamento de até R$ 1,4 mil por hectare, produtores rurais a preservar a natureza. Pequenos agricultores e pessoas com propriedade legítima, posse regular ou direito de uso de imóvel rural com, no máximo, 4 módulos fiscais podem se cadastrar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Produtor-rural-Valoriza-TS-Credito-Alex-Ribeiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governador do Pará, Helder Barbalho, sancionou na terça-feira, 21, uma lei que incentiva, com o pagamento de até R$ 1,4 mil por hectare, produtores rurais a preservar a natureza.</p>
<p>Pequenos agricultores e pessoas com propriedade legítima, posse regular ou direito de uso de imóvel rural com, no máximo, 4 módulos fiscais podem se cadastrar para receber o pagamento por ações de regeneração, recuperação, manutenção e conservação ambiental desenvolvidas no estado.</p>
<p>A iniciativa faz parte do programa Valoriza Territórios Sustentáveis (Valoriza TS) e abrange nesta primeira fase os municípios de Novo Repartimento, São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Tucumã.</p>
<p>O Valoriza TS faz parte do Programa de Atuação Integrada para Territórios Sustentáveis (PTS), e antecipa a implementação do Programa Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais do Pará (PSA), criado por decreto do ano passado. O objetivo é a remuneração dos produtores comprometidos com a preservação ambiental, além de incentivar a regularização das propriedades rurais.</p>
<blockquote><p>“O ‘Valoriza TS’ não só propicia uma chance de regularização fundiária e ambiental para pequenos proprietários rurais, através de assistência financeira, mas também pretende criar uma rede de agentes ambientais comprometidos com a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável dessas áreas. Este será um dos nossos destaques apresentados na COP, no próximo mês”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O&#8217; de Almeida.</p></blockquote>
<p>Serão contemplados, preferencialmente, os imóveis em Áreas de Preservação Permanente (APP), e em processo de recuperação, desde que fora das reservas legais.</p>
<p>Para participar, os proprietários devem residir nos municípios, estar inscrito no Programa Territórios Sustentáveis, possuir CAR e propriedade rural sem sobreposição com terras protegidas. O prazo para habilitação é em fluxo contínuo durante a vigência do edital.</p>
<p>De acordo com o titular da Semas, além do repasse de recursos, os produtores rurais atendidos terão acesso à atividades educacionais e técnicas ligadas aos serviços ambientais e conservação do bioma.</p>
<blockquote><p>“O Programa é uma etapa preliminar para a criação do Programa Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais, e vai garantir aos participantes acesso a apoio técnico para a regularização ambiental e fundiária, principalmente de áreas em estado de degradação. E esses beneficiários deverão se tornar também provedores de serviços ambientais e ecossistêmicos, através de capacitação que será fornecida pelo Valoriza TS”, destaca o secretário.</p></blockquote>
<p>As inscrições para o Valoriza TS podem ser feitas nos escritórios da Emater nos municípios ou plataforma online do programa. Confira os detalhes do processo no edital disponível neste <a href="https://www.semas.pa.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/11.-NOVEMBRO-SAGRH-2023.11.14.DOE_.pdf" target="_blank" rel="noopener">link</a>.</p>
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