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	<title>urgência climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>urgência climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>COP30 começa em Belém com apelo por financiamento e a urgência das ações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 17:35:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/lula_discurso_abertura-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A 30ª Conferência sobre Clima das Nações Unidas (COP30) foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (10), no Parque da Cidade, em Belém, com um tom de ultimato e a missão de transformar promessas em ações. Marcada pela transferência da presidência de Baku (COP29) para o Brasil, a conferência na Amazônia foi chamada de &#8220;COP da Implementação&#8221; [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/lula_discurso_abertura-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A 30ª Conferência sobre Clima das Nações Unidas (COP30) foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (10), no Parque da Cidade, em Belém, com um tom de ultimato e a missão de transformar promessas em ações. Marcada pela transferência da presidência de Baku (COP29) para o Brasil, a conferência na Amazônia foi chamada de &#8220;COP da Implementação&#8221; e &#8220;COP da Verdade&#8221;.</p>
<p>O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago foi direto ao estabelecer o tom das negociações.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos reunidos aqui para tentar mudar as coisas. Essa é a COP em que temos que apresentar soluções, que vai ouvir e acreditar na ciência. Essa, portanto, é uma COP de implementação”, ressaltou, antes de fazer uma avaliação honesta: “Estamos quase lá, mas temos que fazer muito”, disse Corrêa do Lago.</p></blockquote>
<p>Em seu discurso de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou a população paraense, dizendo que os visitantes nunca serão tão bem tratados como em Belém pelos anfitriões, e estabeleceu o tom mais grave ao &#8220;impor uma nova derrota aos negacionistas&#8221;. Lula não poupou críticas à falta de recursos globais e confrontou a lógica financeira mundial.</p>
<blockquote><p>“Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, eles iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado&#8221;, afirmou o presidente.</p></blockquote>
<p>O presidente também defendeu a escolha da sede:</p>
<blockquote><p>“Seria mais fácil fazer a COP em uma cidade que não tivesse problema, mas a gente resolveu aceitar fazer a COP em um estado da Amazônia, para provar que o impossível é não ter coragem para enfrentar desafios&#8221;.</p></blockquote>
<p>Lula foi enfático ao declarar que a mudança do clima deixou de ser uma ameaça ao futuro e se tornou uma “tragédia do presente”, citando o furacão Melissa, no Caribe, e os desastres no Sul do Brasil. Ele destacou, ainda, a urgência em acelerar a transição energética para superar a dependência dos combustíveis fósseis e dar atenção à adaptação climática.</p>
<p>No encerramento, o presidente propôs a criação de um Conselho do Clima vinculado à Assembleia Geral da ONU e denunciou o racismo ambiental, afirmando que a “emergência climática expõe a crise de desigualdade”.</p>
<h3>Cobrança internacional</h3>
<p>O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, reforçou o tom de cobrança internacional, frisando que o &#8220;custo da inação é alto&#8221;. Stiell lembrou que os acordos já estão selados e o que falta é a ação:</p>
<blockquote><p>“Já concordamos com a transição para longe dos fósseis. Triplicar renováveis, duplicar eficiência. Agora é hora de colocar em prática o Mapa do Caminho. Concordamos sobre um objetivo global de adaptação, agora precisamos de indicadores. [&#8230;] Agora faltam passos concretos”.</p></blockquote>
<p>Antes disso, Mukhtar Babayev, presidente da COP29, já havia cobrado o “espírito do acordo”, dizendo: “Depois de negociações tão difíceis, não há mais desculpas”. Babayev afirmou que a união entre Baku e Belém é uma &#8220;força imparável&#8221; na luta pela sobrevivência e o direito ao futuro.</p>
<p>Ainda na abertura, a cantora Fafá de Belém se apresentou, cantando a música &#8220;Amazônia&#8221;, de Nilson Chaves, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, interpretou “Emoriô”, composição de Gilberto Gil e João Donato.</p>
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		<title>Mundano vai utilizar cinzas de incêndios florestais em obra que alerta sobre urgência climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 14:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Casa COP do Povo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/painel-mundano-belem-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O rastro de destruição ambiental, medido em toneladas de emissões de gases de efeito estufa, será transformado em arte e denúncia na 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30). O artivista Mundano desembarca na capital paraense com um estoque simbólico: cinzas reais de incêndios que devastaram a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal e a Mata [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/painel-mundano-belem-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O rastro de destruição ambiental, medido em toneladas de emissões de gases de efeito estufa, será transformado em arte e denúncia na 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30). O artivista Mundano desembarca na capital paraense com um estoque simbólico: cinzas reais de incêndios que devastaram a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal e a Mata Atlântica.</p>
<p>Em 2024, o fogo duplicou as emissões líquidas do Brasil por desmatamento, liberando um volume colossal de 241 MtCO2e. Agora, este &#8220;testemunho&#8221; material da crise climática será a matéria-prima de um painel inédito que Mundano produzirá durante as semanas da conferência. A obra será inaugurada na próxima terça-feira (11), na Casa COP do Povo, um espaço de mobilização autônomo e paralelo ao evento oficial.</p>
<p>Mundano, que já tem <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/belem-ganha-mural-que-denuncia-impactos-da-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">um mural em Belém (Persistência da Devastação, na Universidade Federal do Pará), denunciando a exploração de petróleo na Foz do Amazonas </a>, utiliza as cinzas coletadas em uma jornada de mais de 10 mil quilômetros em 2021. Desde então, o artista tem transformado a destruição total da cinza em beleza e alerta, compartilhando o material com 152 artivistas que pintaram mais de 200 murais globalmente.</p>
<p>Em um de seus trabalhos mais recentes e impactantes, Mundano utilizou cinzas e lama das enchentes do Rio Grande do Sul para criar um megamural de 1.600m² com o retrato da líder indígena Alessandra Munduruku. A obra cobra publicamente a família Cargill-MacMillan, dona da multinacional Cargill, para que cumpra o compromisso de zerar o desmatamento em suas cadeias de fornecimento.</p>
<p>A obra na Casa COP do Povo em Belém e as ações de artivistas reunidos em oficinas pré-COP, como o Global Artivism, buscam garantir que a voz da floresta e de seus defensores seja inegável: &#8220;o nosso tempo está se esgotando&#8221;.</p>
<p>LEIA MAIS:</p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/belem-ganha-mural-que-denuncia-impactos-da-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_top">Belém ganha mural que denuncia impactos da exploração de petróleo na Amazônia</a></p>
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		<title>Brasil pede &#8220;mutirão global&#8221; para enfrentar crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 15:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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		<category><![CDATA[urgência climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Andre-Correa-do-Lago-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil propõe um mutirão global contra a mudança do clima para fazer da COP30 um momento da esperança e das possibilidades por meio da ação. A proposta contida em uma carta divulgada nesta segunda-feira, 10, pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima que acontece em Belém, em novembro, destaca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Andre-Correa-do-Lago-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil propõe um mutirão global contra a mudança do clima para fazer da COP30 um momento da esperança e das possibilidades por meio da ação. A proposta contida em uma<a href="https://cop30.br/pt-br/presidencia-da-cop30/carta-da-presidencia-brasileira" target="_blank" rel="noopener"> carta</a> divulgada nesta segunda-feira, 10, pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima que acontece em Belém, em novembro, destaca a importância de &#8220;um esforço&#8221; de todos os países para &#8220;reescrever um futuro diferente&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Devemos enfrentar a mudança do clima juntos e reativar nossas habilidades coletivas e individuais de resposta: nossas &#8216;responsa-habilidades&#8217;, diz o texto, que lembra 2024 como  o ano mais quente já registrado globalmente e o primeiro em que a temperatura média global ultrapassou 1,5ºC acima de níveis pré-industriais.</p></blockquote>
<p>Para Corrêa do Lago, é urgente aceitar &#8220;a realidade e combater a catástrofe, o cinismo e o negacionismo&#8221; porque se o aquecimento global não for controlado, a &#8220;mudança nos será imposta, ao desestruturar nossas sociedades, economias e famílias&#8221;.</p>
<blockquote><p>“A COP30 será a primeira a ocorrer indiscutivelmente no epicentro da crise climática e a primeira a ser sediada na Amazônia, um dos ecossistemas mais vitais do planeta e que, de acordo com os cientistas, agora corre o risco de ponto de inflexão irreversível”, escreve a carta,  que traz a visão e os objetivos do Brasil à frente a cúpula.]</p></blockquote>
<h3>Entrevista</h3>
<p>Na entrevista coletiva que deu após divulgar a carta, Correa do Lago destacou três pontos importantes da carta. O primeiro deles é aumentar a relevância do multilateralismo. De acordo com ele, no momento complexo que o mundo vive, não se pode deixar que as negociações de clima se enfraqueçam, principalmente, quando a mudança do clima se faz presente.</p>
<p>O segundo ponto é assegurar que haja uma conexão entre a sociedade civil e as discussões que acontecem nas COPs. Para Correa do Lago, há uma percepção de que o que se discute nas conferências do clima não tem nada a ver com a vida real das pessoas.</p>
<p>O terceiro ponto é acelerar a implementação do Acordo de Paris. E, para isso, é muito importante a articulação com as demais estruturas internacionais, inclusive na área financeira.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Convenção do Clima e o Acordo de Paris são uma base muito boa, formal de negociação, mas, para essa implementação, nós precisamos do FMI, do banco mundial, de todo um movimento institucional, tendo em vista que a mudança do clima está atingindo a economia e a política. De maneira indiscutível cada vez mais, portanto, as soluções têm que vir dessas outras áreas.</p></blockquote>
<p>Na entrevista, ele rebateu ainda críticas em relação à infraestrutura em Belém para acomodar a COP30, afirmando que tema está ganhando uma dimensão excessiva, já que a maioria das COPs tem problemas.]]</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém escolheu Belém porque era uma cidade brasileira que tinha muitos hotéis. O presidente da República escolheu Belém porque está na Amazônia, e isso é de um simbolismo imenso&#8221;, disse, salientando que os problemas serão solucionados e que a COP30 deixar um ótimo legado para a cidade.</p></blockquote>
<h3>Momento de virada</h3>
<p>A carta cita a cultura brasileira para falar da urgência climática. Primeiro, explica o conceito de &#8220;mutirão&#8221; (&#8220;Motirõ&#8221; em tupi-guarani), que se refere a uma comunidade que se reúne para trabalhar em uma tarefa compartilhada, seja colhendo, construindo ou apoiando uns aos outros. Depois menciona o futebol  para falar que a COP30 pode ser o pontapé inicial de uma nova década da luta contra a crise climática global e de como o Brasil acredita que podemos vencer essa briga &#8220;de virada&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso significa lutar para virar o jogo quando a derrota parece quase certa. Juntos, podemos fazer da COP30 o momento em que viramos o jogo, quando colocamos em prática nossas conquistas políticas e nosso conhecimento coletivo sobre o clima para mudar o curso da próxima década. A COP30 pode ser a COP em que alinharemos esforços em todo o mundo: dos governos nacionais aos municipais, dos mercados de capitais internacionais às pequenas lojas de bairro, dos principais agentes tecnológicos aos inovadores locais, dos conhecimentos acadêmicos aos tradicionais.</p></blockquote>
<p>Em termons práticos,  para fortalecer a governança global e acelerar a tomada de decisões e ações contra as mudanças do clima, a COP30 propõe a criação de dois grupos de colaboração.</p>
<h3>Reunião de presidências</h3>
<p>O primeiro, o &#8220;Círculo de Presidências&#8221;, reunirá os líderes das COPs anteriores (COP21 a COP29), além dos presidentes das convenções sobre biodiversidade (CBD) e desertificação (UNCCD), as outras COPs existentes. O objetivo é aproveitar a experiência e o conhecimento acumulado dessas lideranças para orientar o processo político e a implementação de ações climáticas, garantindo a continuidade dos legados das COPs anteriores e abordando os desafios atuais e futuros da governança climática global, visando também alinhar as agendas de clima, biodiversidade e combate à desertificação, otimizando recursos e ações.</p>
<p>O segundo grupo, o &#8220;Círculo de Liderança Indígena&#8221;, reunirá líderes de povos indígenas para garantir sua participação e representação na COP30, integrando os conhecimentos e a sabedoria tradicional dos povos indígenas à inteligência coletiva global na luta contra as mudanças climáticas. Essas iniciativas visam promover a colaboração, o aprendizado mútuo e a ação coordenada entre diferentes atores para enfrentar os desafios das mudanças climáticas de forma eficaz e inclusiva.</p>
<h3>Financiamento</h3>
<p>Em relação ao financiamento climático, a presidência da COP30 espera trabalhar com a presidência da COP29 na liderança do &#8220;Mapa do Caminho de Baku a Belém para 1,3T&#8221;,  um plano estratégico que visa mobilizar durante  evento em Belém US$ 1,3 trilhão para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar a crise do clima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os especialistas estão sendo claros: temos apenas alguns anos. Para que os objetivos climáticos sejam alcançados, o financiamento da adaptação e da mitigação precisará ser aumentado exponencialmente&#8221;, diz a carta.</p></blockquote>
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