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	<title>Universidade Federal do Oeste do Pará &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Universidade Federal do Oeste do Pará &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Peixes contaminados com metais pesados ameaçam saúde de ribeirinhos no Pará, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades ribeirinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Contaminação em pescado]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ybhyab15q5qsiid4kzfwqfmmgqyzpx3fva4rmlfr-edmLpy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O consumo de peixes como tucunaré, piranha e pirarucu, que fazem parte da cultura alimentar de comunidades do oeste paraense, pode estar colocando em risco a saúde de milhares de pessoas. É o que revela um estudo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que identificou níveis alarmantes de metais tóxicos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ybhyab15q5qsiid4kzfwqfmmgqyzpx3fva4rmlfr-edmLpy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O consumo de peixes como tucunaré, piranha e pirarucu, que fazem parte da cultura alimentar de comunidades do oeste paraense, pode estar colocando em risco a saúde de milhares de pessoas. É o que revela <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c10676" target="_blank" rel="noopener">um estudo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa),</a> que identificou níveis alarmantes de metais tóxicos como mercúrio, arsênio, cádmio e chumbo em espécies consumidas na região.</p>
<p>A pesquisa analisou 398 peixes coletados em municípios como Faro, Juruti, Santarém, Oriximiná (incluindo a região de Porto Trombetas) e Itaituba. Entre as espécies estudadas estão tucunaré, piranha e pirarucu, protagonistas da dieta da população e de parte dos lucros da economia local.</p>
<p>O grande causador de tudo isso? A interferência humana e ilegalidade em atividades como garimpo, mineração e desmatamento.</p>
<p>A investigação principal comparou dois cenários de consumo: o brasileiro, considerando a ingestão de 24 gramas de pescado por dia, e o amazônico, que pode ultrapassar a marca de 460 gramas de pescado ingeridas diariamente. Os dados indicam que a dieta na Amazônia potencializa drasticamente os riscos à saúde a longo prazo, em comparação ao restante do país.</p>
<h3>Arsênio e Mercúrio em altas concentrações</h3>
<p>O estudo aponta que o mercúrio, metal considerado altamente tóxico, foi encontrado acima dos limites considerados seguros principalmente em peixes carnívoros, que ocupam o topo da cadeia alimentar. Praticamente todas as amostras apresentaram níveis de risco à saúde acima do recomendado para efeitos não cancerígenos.</p>
<p>Em situações mais críticas, como no caso de tucunarés coletados em Porto Trombetas, o índice de risco chegou a ser quase 29 vezes maior do que o limite considerado seguro ao longo da vida.</p>
<p>Além disso, o estudo também aponta para consequências de longo prazo associadas ao consumo dessas espécies. A presença de arsênio, por exemplo, foi associada a um risco elevado de câncer em cerca de 25% das amostras.</p>
<p>O pesquisador conta ainda que, embora existam riscos no consumo elevado desses peixes, isso não significa que eles estejam impróprios para o consumo, pois é necessário levar em consideração a variação dos locais, assim como também existem espécies predadoras com baixa concentração de substâncias tóxicas.</p>
<p>A pesquisa, segundo ele, pretende chamar a atenção para as situações de degradação ambiental na região que podem aumentar a concentração das substâncias a níveis mais arriscados.</p>
<p>A pesquisa reforça ainda que as diretrizes nacionais não podem ser usadas para avaliar os riscos à saúde de elementos com alta toxicidade em populações amazônicas, pois o alto consumo de peixe impacta significativamente no risco humano.</p>
<h3>Atividades predatórias</h3>
<p>Segundo a pesquisa, contaminação está diretamente ligada às transformações ambientais na Amazônia. Atividades como o garimpo ilegal, mineração de bauxita e o avanço da agricultura mecanizada têm contribuído para a liberação de metais pesados nos rios. Esses elementos entram na cadeia alimentar e se acumulam nos peixes ao longo do tempo.</p>
<p>Diante desse cenário, os pesquisadores defendem a adoção urgente de políticas públicas integradas como o monitoramento contínuo da qualidade da água e dos peixes, ações de vigilância em saúde e orientações alimentares adaptadas à realidade local.</p>
<p>O desafio, segundo o estudo, é encontrar um equilíbrio entre garantir a segurança alimentar dessas populações e reduzir os riscos à saúde para garantir uma sobrevivência digna para quem trabalha e vive dos rios.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/organizacao-elabora-plano-para-combater-contaminacao-por-mercurio-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Lançado plano para combater contaminação por mercúrio na Amazônia</a></strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-processa-vale-uniao-e-estado-do-para-por-contaminacao-com-metais-pesados/" target="_blank" rel="noopener"><strong>MPF processa Vale, União e estado do Pará por contaminação com metais pesados</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mulheres Munduruku apostam no uso de ervas medicinais para fortalecer a economia local</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 15:12:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cláudia Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Apiaká]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Planalto Santareno]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal do Oeste do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-14-150814-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A cerca de 42 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará, está localizada a Terra Indígena Planalto Santareno, que abriga quatro aldeias da etnia Munduruku e uma da etnia Apiaká. Nesse território, uma pesquisadora de origem Munduruku, que viveu na aldeia Açaizal, realizou um levantamento que evidencia o papel da sustentabilidade como estratégia para geração [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-14-150814-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A cerca de 42 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará, está localizada a Terra Indígena Planalto Santareno, que abriga quatro aldeias da etnia Munduruku e uma da etnia Apiaká. Nesse território, uma pesquisadora de origem Munduruku, que viveu na aldeia Açaizal, realizou um levantamento que evidencia o papel da sustentabilidade como estratégia para geração de renda e preservação dos saberes ancestrais, especialmente relacionados ao uso de ervas medicinais.</p>
<p>A historiadora Ana Cláudia Silva, do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), explica que a pesquisa surgiu da necessidade de registrar os conhecimentos tradicionais da aldeia Açaizal, onde vivem atualmente cerca de 70 famílias, além de reconhecer as iniciativas de apoio à conservação da floresta e ao uso sustentável de seus recursos.</p>
<blockquote><p>“Esse conhecimento sobre as plantas medicinais desempenha um papel fundamental não apenas na saúde física e espiritual das aldeias, mas também como um patrimônio cultural inestimável”, destaca a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>Nas últimas décadas, a expansão do agronegócio nos limites da terra indígena, especialmente com o avanço da monocultura da soja, trouxe impactos significativos às comunidades. O uso intensivo de defensivos agrícolas afetou o meio ambiente, a economia local e a saúde dos moradores.</p>
<blockquote><p>“O principal produto extraído pelos indígenas, que ajudava no sustento das famílias, era o açaí. Hoje, quase não há mais, por causa da quantidade de veneno que vem das plantações de soja”, relata uma moradora.</p></blockquote>
<p>Com a queda acentuada da produção de açaí, outros cultivos passaram a ganhar protagonismo, como mandioca, batata-doce, jerimum, cará, macaxeira, maxixe e feijão. Esses alimentos são destinados tanto ao consumo interno quanto à comercialização em áreas próximas às aldeias.</p>
<p>Com o tempo, os efeitos dos agrotóxicos também refletiram na saúde da população. Moradores relataram problemas de pele e dificuldades respiratórias causadas pela exposição prolongada aos defensivos, principalmente durante a pulverização aérea.</p>
<p>Como resposta, a comunidade realocou suas áreas de plantio e intensificou a produção de remédios tradicionais para atender suas necessidades.</p>
<h3><strong>Liderança feminina, identidade e memória ancestral</strong></h3>
<p>Com grupos de liderança formados majoritariamente por mulheres, mães e anciãs da aldeia Açaizal passaram a desenvolver estratégias para enfrentar os impactos da atividade agropecuária e da crise climática. A alternativa encontrada foi retomar os conhecimentos ancestrais e promover oficinas de plantio, beneficiamento e comercialização de remédios à base de ervas medicinais.</p>
<blockquote><p>“Integrar as comunidades é uma forma de manter viva nossa memória e fortalecer a ajuda entre as famílias, já que todas enfrentam problemas semelhantes”, relata uma das participantes das oficinas.</p></blockquote>
<p>A iniciativa, que começou em Açaizal, se expandiu para todas as aldeias da Terra Indígena Planalto Santareno, promovendo o intercâmbio de saberes, o fortalecimento da sustentabilidade e a geração de renda.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, cada povo possui sua própria dinâmica na construção do conhecimento. Embora o uso de ervas medicinais seja comum entre as aldeias, as combinações e os modos de preparo variam, despertando curiosidade e aprendizado durante os encontros.</p>
<blockquote><p>“Sempre cultivamos remédios caseiros, mas não conhecíamos alguns preparados, como a Pomada Milagrosa, o sabonete íntimo e certas pílulas para vermes”, conta uma das participantes.</p></blockquote>
<p>Atualmente, os produtos mais comercializados são a Garrafada (preparado com ação analgésica e anti-inflamatória), a Pomada Milagrosa, utilizada como analgésico tópico com efeito termogênico e refrescante, e o xarope, indicado para aliviar dores de garganta e irritações do trato respiratório.</p>
<blockquote><p>“Cada aldeia tem sua própria receita, mas alguns ingredientes estão presentes na maioria das preparações, como algodão-roxo, mastruz, caapeba, cipó, cumaru e noni, além de cascas de mangueira, taperebá, verônica, jucá, muruci e açaí, assim como sementes e gorduras de origem animal e vegetal”, explica Ana Cláudia.</p></blockquote>
<p>De forma integrada, as famílias organizam a comercialização dos produtos tanto entre as próprias comunidades quanto em feiras fora da Terra Indígena. A iniciativa permite que cerca de 70 famílias levem além de seus territórios a esperança de um futuro mais sustentável, baseado no respeito à floresta e aos saberes ancestrais.</p>
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		<title>Resíduo de andiroba pode virar protetor solar sustentável, aponta estudo da UFOPA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 13:29:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[andiroba]]></category>
		<category><![CDATA[Andiroba FPS]]></category>
		<category><![CDATA[Giulia Pompermaier]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Resíduo de Andiroba]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Federal do Oeste do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/16099_07f09b79-b14e-16d3-a579-d91587a32291-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Um estudo produzido no Pará aponta que o aproveitamento dos resíduos industriais da andiroba (Carapa guianensis) pode gerar um extrato com Fator de Proteção Solar (FPS) próximo a 50, revelando uma alternativa sustentável aos filtros solares sintéticos. A pesquisadora Giulia Pompermaier, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Oeste do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/16099_07f09b79-b14e-16d3-a579-d91587a32291-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Um estudo produzido no Pará aponta que o aproveitamento dos resíduos industriais da andiroba (<em>Carapa guianensis</em>) pode gerar um extrato com Fator de Proteção Solar (FPS) próximo a 50, revelando uma alternativa sustentável aos filtros solares sintéticos.</p>
<p>A pesquisadora Giulia Pompermaier, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), cita que mais de 60% da andiroba vira resíduo orgânico após a extração de óleo, seu principal destino. No entanto, mesmo que a coleta da andiroba seja feita por meio de técnicas sustentáveis, o descarte inadequado dos seus resíduos pode gerar problemas ambientais como o acúmulo de lixo.</p>
<p>A andiroba é amplamente utilizada pelas indústrias cosmética e farmacêutica devido às propriedades do seu óleo, flor e sementes do fruto. Até o momento as principais propriedades ligadas ao insumo são ligadas a ação analgésica, antibacteriana, antifúngica, antiparasitária, anti-inflamatória e antialérgica.</p>
<p>Unido ao conhecimento tradicional e ancestral, as novas tecnologias podem ajudar em estratégias de reaproveitamento de resíduos industriais para reduzir impactos ambientais e impulsionando benefícios econômicos e sociais, gerando um reaproveitamento de ponta a ponta.</p>
<p>No levantamento, a pesquisadora obteve extratos do resíduo industrial da casca e do ‘bolo residual’ da andiroba, formados por casca e fruto, que foram posteriormente analisados para levantar os valores de fenóis totais, flavonoides e fator de proteção solar (FPS).</p>
<h3><strong>Alternativa sustentável</strong></h3>
<p>Os resultados revelaram que os extratos apresentaram potenciais fotoprotetores significativos, com FPS de 38,27 para a casca e 49,96 para o resíduo misto de fruto e casca. Os valores são compatíveis ao poder de proteção de protetores solares amplamente utilizados no mercado, revelando a possibilidade de um novo mercado para esses resíduos.</p>
<p>A pesquisadora sugere que a presença de bioativos naturais como limonoides e ácidos graxos tenham papel fundamental na absorção da radiação UV, que podem ser ampliados em associação com outros insumos naturais com proteção UV, garantindo alternativas naturais e sustentáveis de proteção solar para indivíduos com hipersensibilidade aos protetores sintéticos.</p>
<p>O estudo reforça ainda que além do potencial de atender ao público que busca alternativas com base em insumos naturais para uso médico e cosmético, o aproveitamento de subprodutos agroindustriais para o desenvolvimento dessas formulações contribuem diretamente com a floresta em pé e geram soluções mais acessíveis à população.</p>
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