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	<title>UFRA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>UFRA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Aumento da temperatura e diminuição das chuvas provocados pelo El Niño ameaçam agropecuária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 14:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/BUFALOS-Foto-Alex-Ribeiro-Ag.-Para-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O verão amazônico provoca mudanças na dinâmica das atividades ligadas ao campo. Com a ocorrência do El Niño, a tendência é que as condições para o desenvolvimento sejam pioradas. Isso porque o fenômeno climático tem dois efeitos principais: aumento das temperaturas e diminuição das chuvas. Em razão disso, o professor da Universidade Federal Rural da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/BUFALOS-Foto-Alex-Ribeiro-Ag.-Para-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O verão amazônico provoca mudanças na dinâmica das atividades ligadas ao campo. Com a ocorrência do El Niño, a tendência é que as condições para o desenvolvimento sejam pioradas. Isso porque o fenômeno climático tem dois efeitos principais: aumento das temperaturas e diminuição das chuvas.</p>
<p>Em razão disso, o professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e doutor em Ciências Agrárias Cândido Ferreira Neto esclarece que todas as etapas de desenvolvimento das plantas são impactadas. Além disso, o clima quente favorece a proliferação de fungos e outros patógenos que podem causar a perda de qualidade dos produtos ou até a morte dos vegetais.</p>
<blockquote><p>“Com a diminuição da água no solo e aumento da temperatura, haverá uma diminuição da absorção de nutrientes essenciais para as plantas. A falta de água e a deficiência nutricional contribui para a redução no crescimento da planta, como altura, número de folhas, bem como uma diminuição na formação de flores ou aumento do abortamento das mesmas, e, consequentemente, na diminuição na formação de grãos, frutos, sementes e área foliar. Dentre as culturas estão o feijão, a soja, hortaliças e algumas frutíferas”, comenta o professor.</p></blockquote>
<h3>Prejuizos para a pecuária</h3>
<p>Já o Diretor de Operações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Ricardo Barata, ressalta que a estação seca gera prejuízos ainda para a pecuária tradicional da região.</p>
<p>No período da seca, a maior parte do Marajó tem baixa das áreas alagada, isso reflete negativamente na questão do pasto, e, por consequência ,na dieta do gado, dos búfalos e na produção de leite, &#8220;que é a matéria-prima para fabricação do queijo do Marajó”, exemplifica Barata, reforçando a necessidade de adoção de medidas paliativas.</p>
<blockquote><p>“A água é um fator essencial para o desenvolvimento de toda e qualquer cultura. Faltou água, toda a produtividade pode estar comprometida, se não houver algum fator que venha a contribuir, a exemplo da irrigação”, realça o diretor da Emater.</p></blockquote>
<p>Da mesma forma, o professor Cândido Neto destaca o investimento em ações de mitigação e adaptação climática, manejo sustentável, uso de sistemas de irrigação, práticas de cuidado, reparo e manejo do solo, utilização de cultivares mais resistentes e com ciclos produtivos diferentes podem ajudar no enfrentamento dos danos de um clima adverso.</p>
<blockquote><p>“O manejo é muito importante para que haja um prejuízo menor na produção. Não quer dizer que não haverá prejuízo, mas é possível mitigar isso da melhor forma possível”, orienta.</p></blockquote>
<p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
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		<title>Pesquisa faz utilização de esteroides vegetais em mudas de açaizeiro no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jun 2023 11:22:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[açaizeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Brassinosteroides]]></category>
		<category><![CDATA[UFRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/b2ap3_medium_WhatsApp_Image_2023-05-29_at_11.02.47-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Há dez anos o professor Allan Klynger da Silva Lobato, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), no Pará, pesquisa o uso de esteroides nas plantas. De acordo com o pesquisador, elas produzem naturalmente os chamados brassinosteroides, que atuam na regulação do desenvolvimento e crescimento. As informações são Portal Amazônia. &#8220;Essas moléculas são produzidas nos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/b2ap3_medium_WhatsApp_Image_2023-05-29_at_11.02.47-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Há dez anos o professor Allan Klynger da Silva Lobato, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), no Pará, pesquisa o uso de esteroides nas plantas. De acordo com o pesquisador, elas produzem naturalmente os chamados brassinosteroides, que atuam na regulação do desenvolvimento e crescimento. As informações são <a href="https://portalamazonia.com/noticias/inovacao-e-tecnologia/pesquisa-aplica-uso-de-esteroides-vegetais-em-mudas-de-acaizeiro-no-para" target="_blank" rel="noopener">Portal Amazônia.</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Essas moléculas são produzidas nos vegetais em baixa concentração e as recentes pesquisas vem revelando que a aplicação externa, por pulverização, pode trazer vários benefícios para os vegetais. Apesar de haver limitada literatura disponível sobre os mecanismos de ação destas moléculas, nas plantas os brassinosteroides estimulam o metabolismo do vegetal, trazendo benefícios inclusive sobre a fotossíntese, melhorando o crescimento, floração e produção&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>Se a gente fosse fazer uma comparação em humanos, para aumentar a resistência física, a massa muscular e acelerar o metabolismo, os usos de hormônios e corticoides já são feitos na medicina e na veterinária. Nas plantas, o uso de esteroides teriam um efeito parecido.</p>
<h3>Açaizeiros</h3>
<p>Segundo o professor Allan Klynger, as mudas de açaizeiros estão suscetíveis a pragas e doenças, entre elas a doença chamada antracnose. Ele explica que a antracnose é causada por várias espécies de<em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor"> Colletotrichum</em> <em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">spp</em>., fungos que causam prejuízos em várias espécies de importância econômica, principalmente em regiões de clima tropical. Entre essas espécies estão as palmeiras do gênero <em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">Euterpe</em>, como a <em data-redactor-tag="em" data-verified="redactor">Euterpe oleracea</em>, nome científico do açaizeiro.</p>
<blockquote><p>&#8220;Perdas de 70% de mudas de açaizeiro em viveiro têm sido atribuídas à infecção por <em>Colletotrichum spp</em>. A medida que vão se expandindo os plantios comerciais de açaí, a antracnose pode vir a ser um grande problema fitossanitário limitante à produção, por isso são necessárias pesquisas sobre alternativas para o combate e manejo da doença&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>É aí que entra a pesquisa com os brassinosteroides.<strong data-redactor-tag="strong" data-verified="redactor"> </strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Condições ambientais como umidade e temperatura elevadas, características que são comuns na região Amazônica e em ambiente de viveiros, são altamente favoráveis para o crescimento do fungo e desenvolvimento da doença. A nossa pesquisa vai investigar a atuação dos brassinosteróides em plantas de açaizeiro expostas ao fungo, e revelar o comportamento do açaizeiro submetido ao fungo e identificar quais os possíveis benefícios provocados pelos brassinosteróides&#8221;,diz o professor.</p></blockquote>
<h3>Segurança alimentar</h3>
<p>O açaí é fonte de segurança alimentar de muitos povos amazônicos. De sua polpa são feitos outros produtos, como sorvetes, licores, doces, néctares e geleias, além da extração de corantes e antocianinas.</p>
<p>O Estado do Pará é o maior produtor nacional de açaí, com um volume anual de 1.389.000 toneladas de frutos, o que representa 94,03% da produção nacional, segundo dados do último Panorama agrícola divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP).</p>
<blockquote><p>&#8220;É uma cultura extremamente importante para o desenvolvimento regional e importante fonte de renda para agricultores familiares, especialmente para as populações ribeirinhas. Cerca de 60 a 70% da renda anual de famílias ribeirinhas é obtida pela comercialização do açaí&#8221;, elogia o pesquisador</p></blockquote>
<h3>Brassinosteroides</h3>
<p>Além da pesquisa para verificar o aumento na resistência a pragas e doenças, as pesquisas com brassinosteroides têm mostrado resultados positivos na defesa antioxidante, maquinário fotossintético e estruturas anatômicas essências para melhorar a resiliência contra estresses ambientais.</p>
<p>Um desses brassinosteroides com ações relevantes sobre o metabolismo vegetal é o 24-epibrassinolídeo, uma molécula que possui múltiplas vantagens, é ecologicamente amigável, natural, biodegradável e usada em nanoconcentrações. Ele já foi testado pelo grupo de pesquisa da Ufra ao longo dos anos e os resultados já foram publicados em revistas internacionais.</p>
<p>Os testes já realizados incluem culturas como a soja, o arroz, o tomate, o feijão-caupi e o eucalipto. Na prática, o uso dos brassinosteroides acelera o ciclo, fazendo com que o agricultor possa plantar e colher em menor tempo, já que as plantas podem produzir mais flores, mais frutos ou grãos, além de melhorar as estruturas anatômicas da folha e raiz, resultando em maiores taxas de fotossíntese.</p>
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		<title>Expedição de pesquisadores percorre dez municípios para traçar mapeamento inédito do Rio Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2023 15:05:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[GEE]]></category>
		<category><![CDATA[microplástico]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Pará]]></category>
		<category><![CDATA[UFRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/pesquisa1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pela primeira vez, pesquisadores realizam expedição e mapeiam o Rio Pará, o quinto maior rio do mundo. O trabalho é liderado pela pesquisadora Vania Neu, professora da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e envolve cientistas de outras sete instituições de pesquisa, com financiamento do governo do estado. A expedição percorre dez municípios, em um [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/pesquisa1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pela primeira vez, pesquisadores realizam expedição e mapeiam o Rio Pará, o quinto maior rio do mundo. O trabalho é liderado pela pesquisadora Vania Neu, professora da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e envolve cientistas de outras sete instituições de pesquisa, com financiamento do governo do estado. A expedição percorre dez municípios, em um trajeto de quase 900km, de Belém ao município de Breves, no Marajó, e entrando no rio Tocantins até o município de Baião.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, 20% de toda a água doce que chega ao oceano vem da foz do rio Amazonas, o maior rio do mundo. Avaliar a contribuição do rio Pará nesse cenário é um dos objetivos do projeto, que inclui também a primeira realização de medições de gases que causam o efeito estufa e contribuem com as mudanças climáticas; avaliação da qualidade da água e monitoramento de sedimentos presentes no rio e a quantificação de microplástico nas águas do Pará, incluindo os efeitos sobre o pescado (peixes e camarões).</p>
<blockquote><p>“É um trabalho importante, porque além desse levantamento e monitoramento nunca ter sido realizado, com a pesquisa nós também podemos realizar a primeira estimativa do microplástico que está saindo do rio Pará e indo para o oceano, ou seja, são dados com impacto internacional e podem contribuir para a agenda ambiental do estado, especialmente nesse momento de interesse de sediar Conferência Mundial do Clima em 2025”, disse.</p></blockquote>
<p>A pesquisadora explica que os dados também contribuem para previsões futuras do nível de água e correntes, o que pode gerar um sistema de monitoramento para previsão de riscos e desastres para a população do Pará.</p>
<p>O grupo se desloca em um barco laboratório, o percurso da expedição é georreferenciado e a coleta de dados ocorre durante todo o dia, tanto por meio de equipamentos, tanto por coletas completas, realizadas pelos pesquisadores em sete pontos específicos, de acordo com o ciclo da maré, totalizando 13 horas diárias.</p>
<p>A primeira expedição já foi realizada, mas estão previstas mais quatro, que aguardam o repasse do recurso para continuar.</p>
<p>O projeto “Influências dos Processos Hidrodinâmicos sobre as trocas de carbono e nitrogênio no sistema estuarino no rio Pará” é financiado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e executado pela Fundação Guamá.</p>
<p>Além de pesquisadores de iniciação científica, mestrado e doutorado , o projeto também reúne cientistas da Universidade Federal do Pará (Ufpa); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade de São Paulo (Usp); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Museu Emilio Goeldi e Fundação Guamá.</p>
<p><em>Fonte:  Ufra</em></p>
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		<title>Projeto visa reduzir a emissão de gases nocivos ao meio ambiente na produção de carvão vegetal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2023 22:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[carvão vegetal]]></category>
		<category><![CDATA[efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[impacto ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[manejo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[UFRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/carvao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Carvão vegetal é um combustível rico em carbono e produzido a partir da carbonização da madeira. Isso o torna muito demandado pelas indústrias, devido a eficiência energética. Porém, tanto a origem legal dessa madeira quanto os consequências de sua carbonização para o efeito estufa estão entre as áreas mais preocupantes do ponto de vista ambiental. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/carvao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Carvão vegetal é um combustível rico em carbono e produzido a partir da carbonização da madeira. Isso o torna muito demandado pelas indústrias, devido a eficiência energética. Porém, tanto a origem legal dessa madeira quanto os consequências de sua carbonização para o efeito estufa estão entre as áreas mais preocupantes do ponto de vista ambiental.</p>
<p>Entre os esforços para buscar alternativas de reduzir impactos ambientais na produção de carvão vegetal, está o manejo florestal legalizado e o reaproveitamento de restos de madeira certificada para a carbonização. Mas ainda fica uma lacuna: E os gases poluentes, oriundos da transformação dessa madeira em carvão vegetal?</p>
<p>Esse é o objetivo do projeto “<a href="https://novo.ufra.edu.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3321:projeto-tem-objetivo-de-reduzir-emissao-de-gases-nocivos-ao-meio-ambiente-durante-producao-de-carvao-vegetal&amp;catid=17&amp;Itemid=121" target="_blank" rel="noopener">Geração de bioenergia a partir de resíduos do manejo florestal sustentável: descentralização da matriz energética e impactos socioambientais na Amazônia”,</a> coordenado pelo professor Thiago Protásio, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Parauapebas.</p>
<p>A ideia é adaptar para a realidade da Amazônia o sistema fornos-fornalha, modelo de carbonização desenvolvido pelo Laboratório de Painéis e Energia da Madeira (LAPEM) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que utiliza a tecnologia para baixa emissão de gases durante a carbonização. No entanto, em Minas Gerais, o sistema fornos-fornalha é abastecido principalmente com madeira de florestas de eucalipto.</p>
<blockquote><p>“A diferença é que agora vamos adaptar essa tecnologia para a carbonização de resíduos do manejo florestal da Amazônia, já que ainda não existem estudos sobre isso voltados à nossa realidade”, diz o Protásio.</p></blockquote>
<p>O professor explica que mesmo utilizando biomassa sustentável, a transformação da madeira em carvão vegetal ainda emite gases nocivos ao efeito estufa.</p>
<p>Para o estudo serão pesquisados resíduos de 25 espécies nativas.</p>
<p><em>Fonte:  Ufra</em></p>
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		<title>Saiba como bananeiras, taiobas e helicônias são usadas em saneamento na ilha do Combu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 12:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[bananeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Nena]]></category>
		<category><![CDATA[helicônias]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Combu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/Captura-de-Tela-2022-09-12-às-22.24.32-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Saindo de Belém, bastam só 15 minutos de travessia para chegar ao Combu, uma das principais ilhas da capital paraense. Nos últimos anos, com o crescente número de frequentadores no local e o aumento da construção de bares e restaurantes na região, uma das preocupações dos moradores da ilha e de quem trabalha com saúde [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/Captura-de-Tela-2022-09-12-às-22.24.32-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Saindo de Belém, bastam só 15 minutos de travessia para chegar ao Combu, uma das principais ilhas da capital paraense. Nos últimos anos, com o crescente número de frequentadores no local e o aumento da construção de bares e restaurantes na região, uma das preocupações dos moradores da ilha e de quem trabalha com saúde e ambiente é a contaminação do rio, gerada pelo esgotamento sanitário .</p>
<blockquote><p> “Muitos bares e restaurantes possuem a fossa tradicional, séptica ou despejam os dejetos diretamente no rio, o mesmo rio que os visitantes usam para o banho. É preciso dar o tratamento adequado para o esgotamento sanitário ou em breve teremos um surto  de doenças  de veiculação hídrica”, diz a pesquisadora Vania Neu, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).</p></blockquote>
<div dir="auto">
<p>A solução pode vir da natureza, a partir um tratamento baseado em plantas facilmente encontradas na região amazônica, como as bananeiras, taiobas e helicônias. Isso é possível a partir da instalação dos Tanques de Evapotranspiração (TEvap), tecnologia social já utilizada em outros locais do país e que agora está sendo implantada pela universidade em parceria com dois estabelecimentos na ilha do Combu.</p>
<blockquote><p>“Nós fomos procurados pelos proprietários, devido ao trabalho que já desenvolvemos com tecnologias sociais na Ilha das Onças, uma ecotecnologia que pode ser aplicada em todas regiões brasileiras, urbanas e rurais”, diz.</p></blockquote>
<p>Segundo a pesquisadora, 99% do esgoto é formado por líquido.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os TEvaps têm fácil manutenção e ainda produzem alimento seguro e de qualidade, sem a adição de adubos químicos. Nosso objetivo é que os sistemas implantados, sejam um modelo a ser replicado nos outros restaurantes, ou uma alternativa para quem busca sustentabilidade, autonomia ou não e é  atendido por rede de tratamento de esgoto&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3><strong>Os TEvap</strong></h3>
<p>Na construção dos TEvap são utilizados entulhos e pneus usados, além de outros materiais. O sistema consiste em uma caixa impermeável feita com tijolos e no centro um tubo, feito com pneus usados e preenchido com entulho.</p>
<p>Em seguida, seixo e areia são sobrepostos em camadas. Para completar a construção do TEvap, são utilizadas terra preta e plantas com alto potencial de evapotranspiração.</p>
<p>&#8220;É um sistema que recebe o esgoto por uma  tubulação que sai do sanitário e chega à câmaras internas de pneus, que recebe os dejetos. Na câmara é iniciada a digestão anaeróbica, ou seja, os materiais cerâmicos, misturados na camada de pedras e entulhos, são colonizados por bactérias que não precisam de oxigênio e ajudam para a eficiência da digestão&#8221;, diz a pesquisadora.</p>
<p>É aí que entram as plantas.</p>
<blockquote><p>“Os dejetos são tratados à medida que percorrem os diferentes materiais, até atingir a camada do solo, onde as raízes das plantas absorvem os nutrientes, fazendo a ciclagem acontecer e fechando o ciclo. E a água, essencial para as folhosas frondosas, segue seu caminho para a atmosfera, por meio da evapotranspiração.  A água contaminada entra no sistema e as plantas devolvem água limpa para a atmosfera, tudo isso movido pela energia do solo&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>A pesquisadora explica que, com esse sistema de tratamento, os dejetos não chegam ao rio ou contaminam o lençol freático, mas alimentam um sistema vivo e produtivo.</p>
<p>“Os patógenos são tratados no sistema, sem alcançar os lençóis freáticos. Para cobrir a superfície do solo, dentro da TEvap são utilizadas palha e folhas secas”, diz.</p>
<h3>Dona Nena</h3>
<p>Um dos empreendimentos que buscou apoio da universidade para a instalação dos Tevap foi o &#8220;Filha do Combu, chocolates e doces artesanais&#8221;. O local também é conhecido como o chocolate da dona Nena e segundo Mário Carvalho, que administra o empreendimento, o Filha do Combu chega a receber até 4 mil pessoas durante a alta temporada, período que vai de julho a dezembro.</p>
<p>&#8220;É importante ter esse cuidado com o meio ambiente e controle sobre os danos causados pelo intenso fluxo de pessoas na ilha. Nós já estamos passando de 50 restaurantes na região do Combu, Murutucu, Maracujá e Ilha Grande, então é necessário nos preocuparmos com a saúde dos rios, dos peixes e camarões que são pescados e o cuidado com a própria água utilizada. Então, além de ser uma solução limpa e ambientalmente sustentável, vai dar tranquilidade para dona Nena, pois saberá que está fazendo a coisa certa&#8221;, diz.</p>
<p><em>Fonte: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra</em></p>
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		<title>Como cisterna transformou casa de ribeirinho em atrativo turístico na Ilha das Onças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 18:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[água de chuva]]></category>
		<category><![CDATA[banheiro seco]]></category>
		<category><![CDATA[Barcarena]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Celso]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/casadocelso-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em Barcarena, município paraense localizado na região metropolitana de Belém, 88,6% dos moradores não têm coleta de esgoto e 63,7% da população sobrevive sem acesso à água potável. Os números fazem parte do levantamento feito pelo Painel Saneamento Brasil, iniciativa do Instituto Trata Brasil e que reúne dados de todo o País. Nas ilhas e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/casadocelso-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em Barcarena, município paraense localizado na região metropolitana de Belém, 88,6% dos moradores não têm coleta de esgoto e 63,7% da população sobrevive sem acesso à água potável. Os números fazem parte do levantamento feito pelo Painel Saneamento Brasil, iniciativa do Instituto Trata Brasil e que reúne dados de todo o País. Nas ilhas e comunidades que pertencem a Barcarena, a abundância de água nos rios chega a contrastar com a falta de acesso à água de qualidade.</p>
<p>Uma dessas ilhas é a Ilha das Onças. Distante 40 minutos de Belém, a Ilha tem uma população que sobrevive basicamente de extrativismo do açaí, pesca e de recursos governamentais. Lá, mais especificamente na comunidade do Furo Grande, para algumas famílias o acesso à água potável veio a partir de um compromisso científico. Coordenado pela professora Vania Neu, desde 2012 a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) desenvolve o projeto “Segurança Hídrica e Saneamento na região insular de Belém” e garante água potável e saneamento para 15 famílias da ilha.</p>
<p>O acesso ocorre a partir de duas tecnologias sociais desenvolvidas pela universidade: o Sistema de Captação de água da chuva e o banheiro ecológico ribeirinho (BER). Tecnologias sociais são alternativas eficientes e de baixo custo, desenvolvidas na interação entre a comunidade, reaplicáveis e que promovem soluções efetivas aos problemas enfrentados pela população, aliando o saber popular ao conhecimento científico.</p>
<blockquote><p>&#8220;As cisternas captam água da chuva a partir de um sistema que funciona sem a necessidade do uso de bombas d’água e de energia, já que a ilha não dispõe de energia elétrica, então a água chega nas residências por meio da gravidade”, diz a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>Após o descarte dos primeiros milímetros de chuva e a partir da instalação do filtro, os moradores conseguem ter acesso à água potável, que chega nas torneiras das residências.</p>
<h3>Banheiro seco</h3>
<p>A equipe do projeto também verificou que parte da população da Ilha ainda utilizava fossas rudimentares, valas e o próprio rio como destino para o esgoto, o que gerava contaminação ao meio ambiente e uma série de doenças intestinais e dermatológicas aos moradores. Assim surgiu o Banheiro seco ribeirinho.</p>
<blockquote><p>“Ele foi criado especialmente para áreas sujeitas a inundações, seja por influência da maré ou pela variação sazonal do rio. O banheiro consiste na instalação de um reservatório simples, onde os dejetos são depositados. Após cada uso do banheiro, é necessário adicionar serragem e cal virgem. Dessa forma, os dejetos, que antes iam para o rio, ficam armazenados no reservatório e transformam-se em um composto orgânico, podendo ser usado como adubo”, explica a professora.</p></blockquote>
<h3>Casa do Celso</h3>
<p>O projeto foi mudando a realidade das famílias atendidas. Uma dessas famílias é a do ribeirinho Celso de Jesus. Entre as principais mudanças sentidas estão os cortes nos gastos, que antes iam para a compra dos sete galões de água, consumidos pela família do morador, todos os meses.</p>
<p>E se antes a falta de acesso a água era um impedimento, a partir da instalação das cisternas, a água potável virou fonte de renda para o morador. Ele transformou a casa em um espaço de turismo sustentável, que funciona por agendamento, com a possibilidade de hospedagem e a proposta de um dia de vivência ribeirinha para os visitantes que agora querem conhecer a “<a href="https://www.instagram.com/casa_docelso/" target="_blank" rel="noopener">Casa do Celso</a>”.</p>
<figure id="attachment_11301" aria-describedby="caption-attachment-11301" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11301" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-300x300.jpeg" alt="" width="400" height="400" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-300x300.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-150x150.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-768x769.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso-450x450.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/barcarena_celso.jpeg 1078w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-11301" class="wp-caption-text">Celso em seu empreendimento que chega a receber até 400 visitas por mês. Foto: @casa_docelso</figcaption></figure>
<p><em>Fonte: Vanessa Monteiro, jornalista, Ascom Ufra</em></p>
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		<title>Açaí rende duas vezes mais por hectare que pecuária de corte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 21:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Cordeiro]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[UFRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/acai_adepara-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O agrônomo Antônio Cordeiro de Santana, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia, realiza um estudo em que mostra que o açaí manejado em várzea gera R$ 1.029,30 por hectare/ano líquido, enquanto a pecuária de corte, gado Nelore em pasto de braquiaria, no sistema de cria, gera R$ 498 por hectare/ano líquido. &#8220;É um texto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/acai_adepara-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O agrônomo Antônio Cordeiro de Santana, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia, realiza um estudo em que mostra que o açaí manejado em várzea gera R$ 1.029,30 por hectare/ano líquido, enquanto a pecuária de corte, gado Nelore em pasto de braquiaria, no sistema de cria, gera R$ 498 por hectare/ano líquido.</p>
<p>&#8220;É um texto que estou trabalhando agora, fui a fundo, no campo, para mostrar a heterogeneidade. Estou fazendo em vários níveis: corte, leite, intensivo e extensivo&#8221;, anunciou ele ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p>
<p>Embora o número indique que o cultivo do fruto é mais rentável, é preciso olhar com perspectiva, alerta o pesquisador, porque a pecuária ganha seus rendimentos na escala de produção, muito superior à do açaí.</p>
<blockquote><p>&#8220;Venho estudando há muito tempo a agricultura e pecuária de escala e de pequeno alcance. A pecuária está disseminada, não pode ser endeusada nem satanizada, uma vez que ela serve de sustento para o pequeno produtor. Todo excedente de recurso, ele investe em gado, é o que supre a necessidade dele&#8221;, observa.</p></blockquote>
<p>O professor acrescenta que o pequeno produtor que está em assentamento, de agricultura familiar, com 50 hectares de pasto, por exemplo, tem boa parte da renda do pasto complementada com outras atividades, como a mandioca, o açaí, pimenta, cacau ou o dendê. Isso porque, Cordeiro lembra, o açaí de várzea fornece &#8220;seis meses de bonança e depois seis meses de fase crítica&#8221;.</p>
<p>Um ponto que preocupa o pesquisador é o fato de hoje a cadeia de açaí enxergar apenas dois caminhos, que na maioria das vezes não são complementares: o dos pequenos extrativistas e o da produção industrial, com uso de irrigação em terra firme.</p>
<p>&#8220;De 2015 para cá, o IBGE transformou o açaí de várzea e de terra firme em lavouras permanentes. Isso é muito diferente para o pequeno extrativista.<span class="Apple-converted-space"> </span>O que está acontecendo agora é outra situação, bem diferente. O que se quer é criar escala, produzir muito. Só que não se sabe para onde vai esse ribeirinho. Se você for lá no cultivo dele agora, tem alguém entrando lá, querendo, como se diz, crescer&#8221;, diz.</p>
<p>Segundo o professor, nessa euforia dos grandes contra os pequenos, o açaí orgânico, por exemplo, pode ter produção comprometida. &#8220;Quando cresce uma cultura, vem tudo que não queremos, como pragas e doenças. Isso que me preocupa muito. A ideia do fruto orgânico pode desaparecer&#8221;, afirma.</p>
<p>Para Cordeiro, o pequeno produtor de açaí deveria ser recompensado por manter a floresta em pé no seu quintal, enquanto o grande não tem cerimônias para derrubá-la.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa área florestal que o produtor preserva deveria dar aval para que ele tenha acesso a crédito capaz de adquirir as tecnologias que ele necessita. Ele sozinho não vai para frente, não tem capacidade de gestão, mas tem um grande ativo verde em seu quintal&#8221;, lembra.</p></blockquote>
<p class="p1">Outra ferramenta para impulsionar a cadeia de açaí é, segundo o professor, mais facilitação de crédito bancário porque &#8220;da forma como está, ele não consegue participar&#8221;. &#8220;É preciso expurgar as metodologias enviesadas que levam à inadimplência do pequeno produtor, além, como já destaquei, recompensá-lo por preservar a floresta&#8221;, acrescenta.</p>
<p class="p1">Ele lembra que há municípios paraenses onde 50% dos produtores são inadimplentes. &#8220;Você oferece crédito para o grande, mas não remunera o pequeno que protege o meio ambiente, não remunera a mão de obra das famílias, não remunera o solo, então ele vai se descapitalizando&#8221;.</p>
<p class="p1">No Pará, das lavouras permanentes de agricultura, o açaí, dendê e o cacau são as três principais culturas. Elas geram em torno de 90% do valor bruto de toda agricultura perene do Pará. &#8220;Quando vai para temporária, como a soja, mandioca e milho, a mandioca produz quase o equivalente à soja, numa área que é metade da de soja. A escala é que te permite esse ganho da soja, com máquina, assistência técnica e tecnologia&#8221;, afirma.</p>
<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/basa-negociou-r-1048-bi-em-contratacoes-de-fundo-verde/" target="_blank" rel="noopener">BASA negociou R$ 10,48 bi em contratações de fundo verde</a></p>
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