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	<title>UFOPA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>UFOPA &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Encontro debate o avanço da bioeconomia do cumaru no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia produtiva]]></category>
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		<category><![CDATA[I Encontro da Cadeia do Cumaru da Região Oeste do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O I Encontro da Cadeia do Cumaru (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.  Os debates revelaram que o estado do Pará concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de Santarém, Oriximiná [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em><strong>Resumo</strong></em></p>
<ul>
<li><em>O<strong> I Encontro da Cadeia do Cumaru</strong> (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.</em></li>
<li><em> Os debates revelaram que o estado do <strong>Pará</strong> concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de <strong>Santarém</strong>, <strong>Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>.</em></li>
<li><em>Nos últimos cinco anos, o preço do quilo da semente registrou forte alta, saltando de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo atingir <strong>R$ 170</strong> em mercados específicos.</em></li>
<li><em>O evento promoveu visitas técnicas a <strong>assentamentos agroextrativistas</strong> e destacou o sucesso dos<strong> sistemas agroflorestais,</strong> onde o cumaru é cultivado ao lado de culturas como mandioca e milho, gerando renda e mantendo a<strong> floresta em pé</strong>.</em></li>
</ul>
<p>A valorização do <strong>cumaru</strong> e o fortalecimento da <strong>bioeconomia amazônica</strong> estiveram no centro dos debates do <strong>I Encontro da Cadeia do Cumaru da Região Oeste do Pará</strong> (I ECOCumaru), na última semana.</p>
<p>O evento, realizado na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, reuniu aproximadamente 500 participantes entre produtores, extrativistas, pesquisadores, representantes da indústria e do comércio para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da cadeia produtiva da espécie na região.</p>
<p>Durante o encontro, foram apresentados dados que mostram o avanço da cadeia produtiva: o Pará concentra cerca de 80% da produção brasileira, com destaque para os municípios de <strong>Santarém</strong>,<strong> Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>. Além disso, nos últimos cinco anos, o preço do quilo do <strong>cumaru</strong> passou de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo alcançar <strong>R$ 170</strong> em algumas localidades, refletindo a crescente valorização do produto.</p>
<p>A programação contou com uma visita ao <strong>Projeto de Assentamento Agroextrativista</strong> (PAE) Vila Nova, no município de Prainha, onde os participantes puderam conhecer experiências de cultivo e manejo do <strong>cumaru d</strong>esenvolvidas por agricultores locais.</p>
<p>Na avaliação da professora Daniela Pauletto, uma das coordenadoras do evento, o encontro fortaleceu a articulação entre os diferentes segmentos envolvidos na cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Muitas conexões foram estabelecidas. As distâncias entre indústria, comércio, academia e produtores extrativistas foram reduzidas durante o evento. Nosso público compareceu ao longo de todos os debates. Nós estamos muito felizes e já planejando os avanços que podemos ter na ciência e em outros setores para um próximo encontro no futuro”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Fortalecimento da cadeia produtiva</h3>
<p>O agricultor Raimundo José Rodrigues dos Santos, conhecido como Seu Zezinho, mantém uma plantação com 6 mil pés de <strong>cumaru</strong> no assentamento Vila Nova.</p>
<p>Atualmente, a produção é a principal fonte de renda da família e exemplo do potencial econômico do <strong>cumaru</strong> para agricultores da região. Enquanto compartilhava suas vivências sobre cultivo, manejo e comercialização do produto, Seu Zezinho destacou a importância da integração entre conhecimento científico e prática no campo.</p>
<blockquote><p>“Não podemos ignorar a técnica do estudo e a prática do campo. Precisamos estar alinhados”,  declarou.</p></blockquote>
<p>A produtora Raquel Sampaio, da comunidade Jamaracaru, em Óbidos, trabalha com a coleta de <strong>cumaru</strong> nativo na Floresta Estadual de Trombetas e já investiu no plantio de mil mudas para ampliar a produção. Para ela, reunir todos os agentes da cadeia produtiva fortalece a atividade extrativista de ponta a ponta, trazendo mais transparência e compreensão sobre os desafios e oportunidades do trabalho com a semente.</p>
<blockquote><p>“Juntar todos os envolvidos na cadeia do <strong>cumaru</strong> para discutir sobre esse produto, desde o produtor até quem faz e vende o perfume, quem compra o perfume do extrativista, foi muito importante. Isso tem que acontecer mais vezes”, avaliou.</p></blockquote>
<p>Segundo Daniela Pauletto, a proposta da visita é justamente aproximar os debates acadêmicos da realidade vivida pelos produtores, sinalizando que a universidade pretende ampliar o diálogo com comunidades produtoras e extrativistas para fortalecer pesquisas voltadas às demandas da cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Da parte da universidade, nós queremos formar um grupo mais robusto e que as pesquisas estejam alinhadas e convergindo para os mesmos objetivos a partir das demandas dos agricultores e dos extrativistas que a gente levantou ”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Desenvolvimento sustentável</h3>
<p>Para produtores e extrativistas, o fortalecimento da cadeia do <strong>cumaru</strong> representa não apenas aumento de renda, mas também oportunidades de desenvolvimento sustentável e permanência das famílias no território.</p>
<p>A produtora Ronívia Honda, conhecida como Dona Honda, da comunidade Ituqui, no Planalto Santareno, cultiva 10 mil pés de <strong>cumaru</strong> e utiliza o <strong>sistema agroflorestal</strong> para diversificar a produção da família.</p>
<blockquote><p>“No meio do <strong>cumaru</strong>, nós plantamos mandioca, jerimum e milho-verde, que vendemos na feira”, contou.</p></blockquote>
<p>Durante a visita ao assentamento, ela trocou sementes e experiências com outros produtores. Para Dona Honda, o <strong>cumaru</strong> possui um potencial transformador imensurável, tanto na vida de quem cultiva, como no fortalecimento do meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Eu quero ter essa experiência de colher no meio da floresta, quero conhecer um pé de <strong>cumaru</strong> com 30 metros de altura”, disse.</p></blockquote>
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		<title>Bebidas à base de frutas amazônicas fortalecem comunidades e a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 18:31:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Nativus]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[probióticos]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144204_Instagram-e1758737955209-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Probióticos são conhecidos por fortalecer o corpo, melhorar a saúde intestinal e até mesmo o sistema imunológico. Em Santarém, uma startup inovou ao unir essa tecnologia com o sabor de frutas amazônicas. Criada na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a startup dedicou mais de sete anos a pesquisas sobre ervas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144204_Instagram-e1758737955209-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Probióticos são conhecidos por fortalecer o corpo, melhorar a saúde intestinal e até mesmo o sistema imunológico. Em Santarém, uma startup inovou ao unir essa tecnologia com o sabor de frutas amazônicas.</p>
<p>Criada na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a startup dedicou mais de sete anos a pesquisas sobre ervas e frutas da Amazônia, como o cupuaçu e o taperebá. O resultado foi uma linha de bebidas que, comprovadamente, auxiliam a saúde intestinal.</p>
<p>O projeto vai além da inovação tecnológica. A startup se uniu a produtores locais de Alenquer, Santarém e Belterra, garantindo a eles uma fonte de renda sustentável. Dessa forma, a iniciativa beneficia não só estudantes e cientistas, mas também as famílias dos produtores.</p>
<p>Cleyson Miguel, criador da Nativus &#8211; Bebidas Probióticas da Amazônia, relembra que tudo começou na sala de aula, com as contribuições de professores e colegas de classe.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Nativus surgiu de um projeto de pesquisa na universidade. Pesquisamos probióticos há mais de sete anos e com a experiência mais consolidada, demos esse passo para a criação de um produto&#8221;, recorda.</p></blockquote>
<p>No entanto, entre a ideia e a execução, muitos empreendedores esbarram na falta de recursos, o que leva a reduzir ou interromper os planos. Porém, no caso da Nativus, a transição da sala de aula para o mercado foi possível graças à participação em programas de incubação, que deram o fôlego necessário para o projeto decolar.</p>
<h3>Por dentro do rótulo</h3>
<p>A Nativus escolheu o cupuaçu e o taperebá para seus primeiros produtos: bebidas geladas que ajudam no trânsito intestinal e oferecem benefícios importantes para a saúde. Veja:</p>
<ul>
<li>Cupuaçu – possui alto teor de antioxidantes, rico em vitaminas A, B e C, além de minerais como magnésio, potássio, ferro, zinco. Além disso, contém feniletilamina, que pode melhorar o humor e a sensação de bem-estar.</li>
<li>Taperebá – também conhecido como cajá em algumas regiões do Brasil, possui vitaminas C, B1 e B2. Além de minerais como ferro e cálcio. Um dos destaques sobre a fruta é o fortalecimento ao sistema imunológico e a ação hepatoprotetora, que ajuda a reduzir danos no fígado graças aos agentes antioxidantes.</li>
</ul>
<h3>Melhorias para a comunidade</h3>
<p>O projeto se estende para além da inovação, gerando um impacto social positivo. As polpas das frutas são compradas diretamente de comunidades familiares em Alenquer, Santarém e Belterra, garantindo a essas famílias uma fonte de renda sustentável.</p>
<p>Cleyson comenta que a qualidade da polpa é fundamental para o produto. Por isso, a empresa busca oferecer treinamentos em tecnologia de alimentos e práticas de cultivo modernizadas para os produtores.</p>
<blockquote><p>“Compramos grandes quantidades de polpas de frutas diretamente com as comunidades e estamos em busca de treinamentos em tecnologia de alimentos e práticas modernizadas de cultivo para eles. O retorno não precisa ser apenas financeiro, já que mais conhecimento vai resultar em insumos de qualidade ainda maior, assim como em outras oportunidades de atuação profissional para quem vive lá (nas comunidades que comercializam as polpas)”, diz.</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">A Nativus está na fase final para obter as certificações e entrar no mercado, mas o grupo já está presente em diversos eventos dentro e fora do Pará, mostrando o produto ao paladar de futuros consumidores e investidores.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos levando a iniciativa para o máximo de eventos, mostrando que a produção sustentável, com comprovação científica e feita na Amazônia, já é uma realidade&#8221;, celebra.</p></blockquote>
<figure id="attachment_37201" aria-describedby="caption-attachment-37201" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37201" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-300x263.jpg" alt="" width="300" height="263" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-300x263.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-1024x899.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-768x674.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-150x132.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram-450x395.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Screenshot_20250924_144403_Instagram.jpg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-37201" class="wp-caption-text">Produtos da Nativus em feira de negócios no Pará</figcaption></figure>
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		<title>UFOPA e instituições internacionais vão monitorar queimadas na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/ufopa-e-instituicoes-internacionais-vao-monitorar-queimadas-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 18:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CarbonARA-Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/flona-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, recebeu mais de três toneladas de equipamentos, avaliados em R$ 30 milhões, para monitorar a emissão de queimadas na Amazônia. Os equipamentos fazem parte do projeto CarbonARA-Brazil, iniciativa científica internacional coordenada pelo King`s College London, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA). Ao longo de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/flona-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, recebeu mais de três toneladas de equipamentos, avaliados em R$ 30 milhões, para monitorar a emissão de queimadas na Amazônia. Os equipamentos fazem parte do projeto CarbonARA-Brazil, iniciativa científica internacional coordenada pelo King`s College London, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA).</p>
<p>Ao longo de dois anos, o projeto composto por um consórcio de instituições nacionais e estrangeiras, pretende aprofundar os conhecimentos sobre os fluxos de carbono, os impactos das queimadas e o papel da Amazônia no balanço climático global.</p>
<h3><strong>Como funciona o projeto?</strong></h3>
<p>A execução vai utilizar aplicação de tecnologias avançadas de sensoriamento terrestre, aéreo e orbital. A montagem dos equipamentos será realizada em início de setembro, por meio de uma força-tarefa internacional composta por pesquisadores de instituições do Brasil e da Europa que integram a iniciativa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que lidera a iniciativa no Brasil; a University of Milano-Bicocca (Inimib) da Itália; Royal Belgian Institute for Aeronomy (Bira) da Bélgica; Britis Antarctic Survey (BAS) do Reino Unido; entre outros parceiros.</p>
<p>Após essa etapa, será realizada a primeira campanha de campo para coletar dados, que ocorrerá nos meses de setembro e outubro deste ano. Um dos destaques será a utilização de uma aeronave pertencente à British Antarctic Survey (BAS), instituição britânica que realiza pesquisas na Antártica, para monitoramento, que será em tempo real, sobrevoando focos de incêndio, além do uso de drones.</p>
<p>O projeto prevê ainda a instalação de uma torre de monitoramento na Fazenda Experimental da Ufopa e a utilização de dados fornecidos por satélites da Agência Espacial Europeia (ESA). A iniciativa também contará com atividades de extensão e de divulgação científica, como seminários e visitas guiadas à aeronave de monitoramento.</p>
<h3><strong>Participação regional</strong></h3>
<p>A Ufopa é a única universidade da região amazônica a compor esta rede global de pesquisa, sendo responsável pela coordenação das atividades científicas no território local, em especial na região do Baixo Tapajós.</p>
<blockquote><p>“São equipamentos que vão monitorar as emissões de queimadas da região, ou seja, os aerossóis que estão na fumaça, como fuligem, poeira, além de todos os tipos de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Por isso, o projeto tem a ver com a temática de mudanças climáticas. Tudo vai ser monitorado, medido, por instrumentos que vão ficar no chão, em drones, avião e em satélites que vão estar a vários quilômetros de altura”, explica o professor da Ufopa Júlio Tota, coordenador local do projeto. “É um projeto de cunho científico, que traz uma oportunidade única de passar os resultados científicos para a população”.</p></blockquote>
<p>Júlio explica que o projeto se baseia em três componentes principais de observação e coletas de medidas: terrestre, aérea e orbital, que terá papel fundamental para uma investigação completa e detalhada sobre o tema:</p>
<blockquote><p>“Esse é o objetivo do projeto: entender como as queimadas evoluem, o que emitem para atmosfera e como interagem com a formação de nuvens e com a circulação do ar. Entender os efeitos da deposição da fumaça que as pessoas respiram sobre a vegetação de gramínea que o gado come, por exemplo”. “Vamos integrar tudo isso para verificar também como a alteração da circulação do ar realmente pode afetar o microclima e, possivelmente, a longo prazo, de que forma esses períodos de queimadas mais intensas e prolongadas possam, de fato, mudar o clima aqui na região”, conclui.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sistemas agroflorestais da Amazônia atuam no combate às mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 15:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/SAFs-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Conhecidos como SAFs, os sistemas agroflorestais são uma importante estratégia de combate às mudanças climáticas e um exemplo de resiliência ambiental. Mesmo na Amazônia, um bioma rico em biodiversidade, os SAFs desempenham um papel crucial, contribuindo para o sequestro de carbono e a sustentabilidade, ao mesmo tempo que geram renda para agricultores familiares. Esta é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/SAFs-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Conhecidos como SAFs, os sistemas agroflorestais são uma importante estratégia de combate às mudanças climáticas e um exemplo de resiliência ambiental. Mesmo na Amazônia, um bioma rico em biodiversidade, os SAFs desempenham um papel crucial, contribuindo para o sequestro de carbono e a sustentabilidade, ao mesmo tempo que geram renda para agricultores familiares.</p>
<p>Esta é a conclusão da pesquisa realizada pela pesquisadora e professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Daniela Pauletto.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os SAFs são sistemas de cultivo que combinam espécies florestais e agrícolas, podendo também incluir animais. Esse tipo de cultivo tem conhecimento na ancestralidade e atualmente se mostra como uma grande alternativa para diversificação da produção e manutenção dos serviços ambientais”, afirma a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>A pesquisa abrangeu sete municípios no oeste paraense (Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos, Rurópolis, Novo Progresso, Alenquer e Monte Alegre), totalizando 68 propriedades visitadas e 75 SAFs analisados. O estudo investigou a composição, a riqueza, a dinâmica e os fatores socioambientais que influenciam a implantação desses sistemas. Os resultados mostraram uma alta diversidade de espécies alimentares e florestais, com predominância de frutíferas e grande variabilidade na estrutura e manejo.</p>
<p>A cientista buscou entender as escolhas e as combinações de espécies feitas pelos agricultores. Segundo ela, o componente frutífero é o que mais atrai esse público.</p>
<blockquote><p>&#8220;O público que adere aos sistemas agroflorestais – agricultores familiares, extrativistas, quilombolas – tem realmente mais afinidade com a produção de frutos”, afirma.</p></blockquote>
<p>Na prática, os SAFs na região não são desenhados para a produção de madeira, como na teoria clássica da engenharia florestal, mas sim como SAFs frutíferos.</p>
<blockquote><p>&#8220;O nosso componente árvore ou arbusto ou palmeira é para fruta”, explica a professora.</p></blockquote>
<h3>O cumaru como propulsor econômico</h3>
<p>A pesquisa revelou que a maioria das propriedades está expandindo suas áreas de SAFs com espécies que dão maior lucro, como o cumaru (Dipteryx odorata). Essa expansão, no entanto, não compete com as áreas de cultivos tradicionais, como o plantio de mandioca ou feijão, que garantem a segurança alimentar da família. Os agricultores optam por ampliar as áreas de SAFs sem abandonar suas culturas tradicionais.</p>
<p>O crescente interesse pelo cumaru se dá pela expansão do mercado de sementes e pela rapidez com que a planta começa a produzir.</p>
<blockquote><p>“Com dois anos e meio, ela já começa a ter produção de frutos”, explica a pesquisadora. A renda gerada pelo cumaru permite aos agricultores investirem em espécies mais exigentes, como o cacau e o cupuaçu, que requerem mais manejo.</p></blockquote>
<h3>Quintais agroflorestais: laboratórios naturais</h3>
<p>A tese também destaca a importância dos quintais agroflorestais, que servem como locais de experimentação e ensaios antes da implantação de iniciativas florestais maiores. A pesquisa aponta que a estrutura dos quintais é mais estável e diversa, com espécies medicinais e alimentares.</p>
<blockquote><p> “A gente percebe uma estrutura muito mais estável nos quintais. Independente da pessoa ter ou não outros sistemas agroflorestais no seu contexto agrário, é muito difícil uma residência rural não ter um quintal agroflorestal”, afirma a pesquisadora.</p></blockquote>
<figure id="attachment_36163" aria-describedby="caption-attachment-36163" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-36163" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/quintal_agroflorestal-300x224.png" alt="" width="593" height="443" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/quintal_agroflorestal-300x224.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/quintal_agroflorestal-150x112.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/quintal_agroflorestal.png 400w" sizes="(max-width: 593px) 100vw, 593px" /><figcaption id="caption-attachment-36163" class="wp-caption-text">Explo de quintal agroflorestal encontrado durante a pesquisa. Foto:Acervo pesuqisa Ufopa</figcaption></figure>
<p>Daniela Pauletto observa que o quintal é a área onde o agricultor faz os primeiros testes com uma muda que ganhou ou com uma espécie nova que não conhece. Além de sua função produtiva, os quintais são utilizados como espaços sociais, como locais de encontro e descanso, onde as árvores fornecem suporte ambiental e ecossistêmico.</p>
<h3>COP30</h3>
<p>Discussões socioambientais e pesquisas que envolvem as mudanças climáticas estarão na programação do encontro Pré-COP 30 da Ufopa, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de agosto, em Santarém (PA). Saiba mais no site oficial do evento: <u><strong><a href="https://sigeventos.ufopa.edu.br/evento/ufopaprecop30/principal/view" target="_blank" rel="noopener">https://sigeventos.ufopa.edu.br/evento/ufopaprecop30/principal/view</a></strong></u></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia da Amazônia: restauração biocultural une saberes tradicionais e ciência para proteger a floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 14:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Emílio Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns]]></category>
		<category><![CDATA[restauração biocultural]]></category>
		<category><![CDATA[Tupinambás]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
		<category><![CDATA[UFPE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-150x150.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-300x300.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-450x450.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural.png 600w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Maior reserva natural do planeta, a Amazônia não é apenas vital para a subsistência das populações que vivem e dependem dela, mas também para o planeta, já que desempenha um papel essencial no enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade. Neste 5 de setembro, em que se celebra o Dia da Amazônia, é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-150x150.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-300x300.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural-450x450.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/restauracao_biocultural.png 600w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Maior reserva natural do planeta, a Amazônia não é apenas vital para a subsistência das populações que vivem e dependem dela, mas também para o planeta, já que desempenha um papel essencial no enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.</p>
<p>Neste 5 de setembro, em que se celebra o Dia da Amazônia, é importante lembrar que se os índices de desmatamento da floresta caíram nos últimos meses, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-enfrenta-a-pior-seca-de-sua-historia-recente-informa-o-cemaden/" target="_blank" rel="noopener">a pior seca</a> das últimas quatro décadas e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-perde-umidade-e-esta-mais-vulneravel-a-incendios-diz-marina-silva/" target="_blank" rel="noopener">as queimadas têm feito a floresta sofrer.</a> Foram 38.266 focos de queimadas, somente em agosto.</p>
<p>Mas há muitos caminhos para promover a proteção e a restauração do bioma e eles passam pelo  fortalecimento das comunidades e saberes locais.</p>
<p>Um deles está acontecendo na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, no oeste do Pará, onde quatro aldeias Tupinambá participam de uma proposta da metodologia de restauração florestal biocultural, elaborada e testada com sucesso em parceria com o  Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).</p>
<p>O projeto analisou o efeito de incêndios frequentes em florestas de terra firme e a percepção das comunidades indígenas sobre a degradação a fim de propor uma metodologia de restauração com articulação de conhecimentos científicos e tradicionais.</p>
<p>Os resultados reforçam a compreensão dos efeitos em larga escala do fogo. Nas áreas estudadas, a biomassa acima do solo diminuiu 44% nas florestas queimadas uma vez e 71% nas afetadas duas vezes, com perdas de biodiversidade que variam de 37% a 51%.</p>
<blockquote><p>“Florestas queimadas tornam-se mais vulneráveis a novos incêndios, criando uma espiral de degradação e vulnerabilidade social, com potenciais efeitos devastadores para territórios, comunidades e serviços ecossistêmicos oferecidos pela floresta”, explica Ima Célia Vieira, doutora em Ecologia</p></blockquote>
<p>A pesquisadora coordenou no  Museu Goeldio projeto “Recuperação de áreas degradadas por incêndios florestais em comunidades/aldeias indígenas no oeste do Pará”. O resultado alcançado virou capítulo no e-book “Avanços no conhecimento sobre monitoramento, ecologia e manejo integrado do fogo &#8211; o legado da chamada CNPq-PREVFOGO-Ibama 33/2018.</p>
<p>No projeto, os indígenas Tupinambá das aldeias Muratuba, Juarituba, Mirixituba e Jaca elaboraram um plano de restauração que busca transformar as áreas degradadas em florestas sociais. A abordagem é denominada biocultural, pois combina o manejo da regeneração natural com o enriquecimento da floresta com espécies úteis para as comunidades, fortalecendo a produção local e os múltiplos valores que a floresta oferece.</p>
<blockquote><p>“A restauração biocultural tem o potencial de transformar florestas degradadas pelo fogo em florestas sociais de uso múltiplo, em diálogo com a ciência, e empoderar as organizações comunitárias para ampliar o seu protagonismo em projetos socioambientais na Amazônia”, afirma Ima Vieira, que atualmente coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia NEXUS.</p></blockquote>
<p>O INCT organizará uma rede de restauradores, que irá ampliar e diversificar a iniciativa realizada no Tapajós.</p>
<h3>Onde pode ser adotada</h3>
<p>O estudo “Os motores e impactos da degradação da floresta amazônica”, publicado na revista Science, aponta que a degradação ameaça 38% das florestas remanescentes na Amazônia. É nessas florestas que a restauração biocultural pode ser adotada, sobretudo em territórios coletivos, como é o caso de Tis, territórios quilombolas e Resex.</p>
<p>Segundo os estudos, de 2018 a 2022, mais da metade da degradação florestal na região ocorreu em apenas 25 municípios, entre eles: São Félix do Xingu, Altamira, Paragominas, Novo Progresso, Santarém e Santana do Araguaia, no Pará. Além disso, essa atenção às localidades pode ajudar na construção de respostas que levem em conta os impactos em aspectos ambientais e socioeconômicos do problema, como avalia Ima Vieira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>.</p>
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		<title>Biofábrica vai ampliar produção de mandioca no oeste paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:04:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[biofábrica]]></category>
		<category><![CDATA[Juruti]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[maniwa tapajós]]></category>
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		<category><![CDATA[sementes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/biofabrica-mandioca-Divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Presente em 138 municípios do estado e alcançando uma produção anual de 4,16 milhões de toneladas em 2023, o cultivo de mandioca tem um papel importante para a economia e as comunidades rurais do Pará. Em Juruti, no oeste do estado, a instalação de uma biofábrica na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) deve [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/biofabrica-mandioca-Divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Presente em 138 municípios do estado e alcançando uma <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-fecha-2023-como-lider-na-producao-de-acai-dende-cacau-mandioca-e-abacaxi/">produção anual de 4,16 milhões de toneladas em 2023</a>, o cultivo de mandioca tem um papel importante para a economia e as comunidades rurais do Pará. Em Juruti, no oeste do estado, a instalação de uma biofábrica na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) deve alavancar ainda mais a produção, trazendo benefícios principalmente para os agricultores familiares da região.</p>
<p>A universidade já desenvolve há cerca de 10 anos o projeto Maniwa Tapajós que desenvolve variedades de mandioca mais adequadas às condições geográficas e climáticas do estado e mais resistentes à seca e às doenças que afetam a cultura. Atualmente, o viveiro utilizado tem capacidade para produzir 40 mil mudas in vitro, porém a expectativa é que esse número triplique em dois anos, chegando a 120 mil mudas por meio da biofábrica.</p>
<p>O objetivo é que todas as sementes geradas sejam distribuídas gratuitamente para agricultores de Juruti, Santarém, Óbidos, Mujuí dos Campos e Belterra, atendendo aproximadamente 500 produtores rurais.</p>
<blockquote><p>&#8220;A demanda agora é expandir o laboratório que sempre funcionou para pesquisa e passará a ter capacidade de biofábricas para ir alcançando mais produtores&#8221;, contou a professora Eliandra Sá, coordenadora do Maniwa Tapajós, ao <a href="https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2024/06/biofabrica-no-para-vai-ampliar-producao-de-mudas-de-mandioca.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a>.</p></blockquote>
<p>Na avaliação da pesquisadora, a iniciativa deve trazer ganhos em diversos aspectos, pois as sementes mais resistentes garantem uma produção maior de mandioca por hectare, o que beneficia tanto a comercialização quanto a segurança alimentar das comunidades. Além disso, a agricultura aquecida pode estimular os filhos dos produtores a permanecerem no campo, assim como fortalece a colaboração entre diferentes instituições interessadas no desenvolvimento social.</p>
<blockquote><p>“Estamos integrando instituições de ensino, gestão pública, empresas privadas e produtores para fortalecer a mandiocultura na região, que apresenta uma enorme variedade e grande potencial de uso&#8221;, diz a Eliandra Sá.</p></blockquote>
<p>Para a implantação da biofábrica, a Ufopa recebeu um aporte financeiro de R$ 240 mil da Alcoa Foundation para incremento e ampliação dos laboratórios que dão suporte ao trabalho. Após a doação das mudas, a equipe de pesquisadores realiza ainda ações de assistência técnica em temas como análise de solo, tratos culturais, espaçamento, material propagativo e nutrição dos terrenos.</p>
<blockquote><p>&#8220;O projeto também trabalha com a melhoria de qualidade de vida do produtor, pois a cadeia de mandioca para Juruti é de extrema importância, porém ali a produtividade é muito baixa. Com o escalonamento de mudas, esses agricultores poderão concorrer no mercado, aumentar a renda e garantir a própria subsistência, que é um dos papéis da mandioca na região”, destaca Bernardo Fróes, diretor de Sustentabilidade da Alcoa Brasil e presidente do Instituto Alcoa.</p></blockquote>
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		<title>Universidades amazônicas criam instituto para estudar contaminação por mercúrio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 18:36:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[IAMER]]></category>
		<category><![CDATA[mercúrio]]></category>
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		<category><![CDATA[UFPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mercurio2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade do Oeste do Pará (UFOPA) se uniram a outras quatro academias para criar o Instituto Amazônico do Mercúrio (IAMER). O objetivo é somar esforços para enfrentar um grave problema da região, preencher o &#8220;apagão&#8221; de dados e desenvolver estratégias de enfrentamento à contaminação por mercúrio na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mercurio2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade do Oeste do Pará (UFOPA) se uniram a outras quatro academias para criar o Instituto Amazônico do Mercúrio (IAMER). O objetivo é somar esforços para enfrentar um grave problema da região, preencher o &#8220;apagão&#8221; de dados e desenvolver estratégias de enfrentamento à contaminação por mercúrio na Amazônia, que afeta o meio ambiente e a saúde pública das comunidades</p>
<p>Além da UFPA e da Ufopa, o instituto envolve pesquisadores das universidades federais do Amapá (Unifap) e de Rondônia (Unir), e da Universidade de Gurupi (UnirG), no Tocantins, e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).</p>
<p>A ideia é produzir pesquisa científica, treinamento profissional e engajamento comunitário a partir da instalação de cinco polos de testagem da substância em pessoas em estados da Amazônia Legal, sendo dois deles no Pará e os demais em Rondônia, no Amapá e em Tocantins. .</p>
<blockquote><p>“As ações do Iamer vêm facilitar o trabalho que está sendo realizado por muitos grupos da Amazônia, porque traz visibilidade e capacidade de articulação na hora de conseguir recursos. Vai melhorar o desempenho do gasto público para essas ações. A ideia é nos apoiarmos, uns aos outros, aqui na Amazônia”, explica a coordenadora do Iamer, Maria Elena Crespo López, que também é professora da UFPA.</p></blockquote>
<p>O mercúrio é usado na mineração, para separar o ouro de minerais sem valor comercial. Nesse processo, o mercúrio acaba se espalhando pela água, pelo solo e pela atmosfera.</p>
<p>Dados recentes indicam que peixes contaminados com mercúrio estão disponíveis para consumo humano em mercados de várias cidades amazônicas, tanto nas regiões mais afetadas pela mineração, como a bacia do Rio Tapajós, quanto em áreas metropolitanas como Belém, onde não há atividade mineradora.</p>
<blockquote><p>“A contaminação por mercúrio representa um risco significativo para a saúde pública, pois o consumo de peixe contaminado pode levar a graves problemas de saúde, incluindo danos neurológicos e outras doenças crônicas. Portanto, é crucial implementar medidas eficazes para combater o uso irregular e monitorar continuamente os níveis de contaminação em peixes e outros alimentos, a fim de proteger a saúde da população e preservar o meio ambiente”, afirma a professora.</p></blockquote>
<p>De acordo com a pofessora, o problema extrapola as fronteiras amazônicas, já que uma vez na água e na atmosfera, o mercúrio pode percorrer grandes distâncias.</p>
<blockquote><p>“A ciência já demonstrou que o mercúrio gerado na América do Sul &#8211; 80% dele é originado da Amazônia &#8211; chega a regiões tão distantes como o Ártico. Se o mercúrio gerado na Amazônia está chegando ao Ártico, ele está conseguindo chegar em todo o Brasil”.</p></blockquote>
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		<title>Navios cargueiros são flagrados descartando água salgada no rio Tapajós, em Santarém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 12:01:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água de lastro]]></category>
		<category><![CDATA[bioinvasão]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Tapajós]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agualastro2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na manhã de sexta-feira, 7, pescadores flagraram três navios &#8211; um que estava atracado no porto e dois que aguardavam para embarcar grãos &#8211; descartando água salgada no rio Tapajós, em Santarém, oeste do Pará. A prática de despejo de água de lastro no rio é proibida, mas acontece com frequência na área do porto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/agualastro2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na manhã de sexta-feira, 7, pescadores flagraram três navios &#8211; um que estava atracado no porto e dois que aguardavam para embarcar grãos &#8211; descartando água salgada no rio Tapajós, em Santarém, oeste do Pará.</p>
<p>A prática de despejo de água de lastro no rio é proibida, mas acontece com frequência na área do porto graneleiro da Cargil pela falta de fiscalização, controle e monitoramento no local.</p>
<p>Essa água é utilizada pelos navios para compensar a perda de peso resultante do desembarque de cargas. No entanto, sua captação e descarte são proibidos na região, pois podem causar a bioinvasão.</p>
<p>De acordo com biólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a bioinvasão ocorre quando espécies exóticas são introduzidas em ambientes fora de seu habitat natural, causando impactos ecológicos e econômicos significativos.</p>
<h3>Diretriz internacional</h3>
<p>A Marinha do Brasil segue a Diretriz Internacional da Convenção para o Controle e Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos dos Navios (Convenção BWM), que tem como objetivo prevenir a introdução de organismos aquáticos nocivos no meio ambiente aquático por meio do descarte de água de lastro.</p>
<p>Essa convenção estabelece regras para o gerenciamento eficiente da água de lastro, como a instalação de sistemas de tratamento a bordo dos navios.</p>
<p>O Brasil possui a Norma da Autoridade Marítima sobre poluição hídrica causada por embarcações, plataformas e suas instalações de apoio (NORMAM-20), que é obrigatória para todos os navios que navegam em águas brasileiras desde 2005. Essa norma visa prevenir, reduzir e controlar a poluição do meio ambiente marinho causada por embarcações.</p>
<p>É importante que as autoridades fiscalizem o cumprimento dessas normas para evitar danos ambientais e proteger os ecossistemas dos rios amazônicos.</p>
<p><em>Fonte: Portal Santarém/Folha do Progresso</em></p>
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		<title>Para melhorar plantações de mandioca, Prefeitura de Óbidos inicia parceria com o projeto Maniva Tapajós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 17:15:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>
		<category><![CDATA[maniva]]></category>
		<category><![CDATA[Maniva Tapajós]]></category>
		<category><![CDATA[Mojuí dos Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Óbidos]]></category>
		<category><![CDATA[plantações de mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
		<category><![CDATA[Vila de Boa Esperança]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-01-at-13.43.53-1078x516-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Prefeitura de Óbidos e professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) já começaram as discussões sobre as ações de parceria com o projeto Maniva Tapajós, que começou em 2014 na Vila de Boa Esperança, município de Santarém. Durante o encontro, foram apresentados os perfis dos produtores a serem atendidos e as estratégias [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-01-at-13.43.53-1078x516-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">A Prefeitura de Óbidos e professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) já começaram as discussões sobre as ações de parceria com o projeto Maniva Tapajós, que começou em 2014 na Vila de Boa Esperança, município de Santarém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o encontro, foram apresentados os perfis dos produtores a serem atendidos e as estratégias de ações para 2023, que devem ser iniciadas em fevereiro. Vale ressaltar que os resultados positivos fizeram com que a iniciativa estendesse o plano de ação para atender a produtores rurais de municípios como Belterra e Mojuí dos Campos, e agora para Óbidos. A partir do projeto, os agricultores têm a oportunidade de ter produções saudáveis e sustentáveis.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Não podíamos deixar passar essa parceria que trará inúmeros benefícios aos agricultores obidenses, que trabalham com a cultura da mandioca. O governo municipal, na pessoa do prefeito Jaime Silva, tem a preocupação de fechar esse tipo de parceria, que deve trazer melhorias e benefícios ao nosso município”</span><span style="font-weight: 400;">, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento, Roberto Pinedo.</span></p></blockquote>
<p>Como é sabido pelos leitores do <strong>Pará Terra Boa</strong>, o Pará é o maior produtor de <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/projeto-maniva-tapajos-seleciona-cultivares-de-mandioca-resistentes-a-fungo/" target="_blank" rel="noopener">mandioca</a> no Brasil, com uma representatividade de 21,95% da produção brasileira, segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Dentre os estados da Região Norte, a produção paraense representa aproximadamente 61,57%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Maniva Tapajós se preocupa em definir áreas para multiplicar o material genético desta nova qualidade de maniva. Após a definição da área, será realizada a coleta de solo para análise físico-química de fertilidade com acompanhamento dos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SEMAB) e coordenadores do projeto da Ufopa. Depois, outras ações serão realizadas para assegurar a propagação e expansão da planta que apresenta maior produtividade e resistência diante de doenças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os oito anos de atuação do projeto, já foram distribuídas mais de 15 mil mudas de mandioca micro propagadas a produtores da região oeste do Pará. Antes disso esses trabalhadores já enfrentaram elevados prejuízos com um fungo que afetou a raiz da maniva.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Fonte: Prefeitura de Óbidos</span></em></p>
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		<title>Eventos climáticos extremos podem impactar reprodução de peixes no rio Amazonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2023 17:26:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/rio_amazonas2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo mostra como eventos climáticos extremos, também conhecidos como El Niño Oscilação Sul (ENOS), afetam a reprodução de peixes na região do Baixo Amazonas. Realizado por integrantes do Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores (Leipai) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com a Universidade Federal [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/rio_amazonas2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo mostra como eventos climáticos extremos, também conhecidos como El Niño Oscilação Sul (ENOS), afetam a reprodução de peixes na região do Baixo Amazonas.</p>
<p>Realizado por integrantes do Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores (Leipai) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com a <u><strong><a href="https://portalpadrao.ufma.br/site" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal do Maranhão (UFMA)</a></strong></u>, o  <a href="http://www.ufopa.edu.br/ufopa/comunica/noticias/eventos-climaticos-extremos-podem-impactar-reproducao-de-peixes-no-rio-amazonas/" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> foi publicado na revista <strong><u><a href="https://www.frontiersin.org/journals/environmental-science" target="_blank" rel="noopener"><em>Frontiers in Environmental Science</em></a></u></strong>  e sugere que a incidência de eventos climáticos extremos, adicionados à exploração pesqueira regional, pode afetar negativamente a fenologia e os padrões demográficos das assembleias de larvas em uma escala temporal curta.</p>
<h3>Como foi feita a pesquisa?</h3>
<p>Os pesquisadores investigaram a estrutura taxonômica e funcional dos estoques de larvas de peixes parentais e como as espécies modulam suas atividades reprodutivas antes (2013 e 2014) e durante os eventos La Niña (2018) e El Niño (2019). Os dados evidenciam que as assembleias larvais sofreram alterações na composição taxonômica e funcional entre os três períodos analisados, apresentando um padrão de distribuição temporal com alta influência de variáveis ambientais.</p>
<p>De acordo com o artigo, a reprodução dos peixes neotropicais está ligada a estímulos ambientais que atuam como gatilhos neste processo.</p>
<blockquote><p>“Os fenômenos El Niño Oscilação Sul (ENOS) influenciam a precipitação e, consequentemente, a dinâmica hidrológica, afetando diversos aspectos da ictiofauna, principalmente aspectos reprodutivos”.</p></blockquote>
<p>O estudo faz parte da dissertação de mestrado de Ruineris Almado Cajado, discente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca da <u><strong><a href="https://portal.ufpa.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal do Pará (UFPA)</a></strong></u> e integrante do Laboratório de Ecologia do Ictioplâncton e Pesca em Águas Interiores (Leipai), que está vinculado ao <u><strong><a href="http://www.ufopa.edu.br/icta/" target="_blank" rel="noopener">Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA)</a></strong></u> da Ufopa. Também assinam o artigo Lucas Silva de Oliveira, Fabíola Katrine Souza da Silva e Diego Maia Zacardi, que integram o Leipai; e o professor da UFMA Marcelo Andrade, que é pesquisador do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP).</p>
<blockquote><p>“Na Amazônia, as evidências empíricas do efeito de eventos climáticos anômalos na reprodução dos peixes ainda são incipientes. No entanto, sabemos que mudanças ambientais específicas podem delimitar o período e o sucesso reprodutivo da maioria dos peixes”, afirma o coordenador do Leipai, Diego Maia Zacardi, que é professor da Ufopa.</p></blockquote>
<h3>Onde foi feita a pesquisa?</h3>
<p>A pesquisa foi realizada no Baixo Amazonas, próximo ao município de Santarém, no Oeste do Pará, mais especificamente no canal principal do rio Amazonas, ao longo de áreas marginais de um complexo de ilhas aluviais localmente conhecidas como “Ilha das Marrecas”. Segundo o artigo, “o arquipélago da Ilha das Marrecas é uma importante área de pesca fluvial e lacustre no Baixo Amazonas, com a cidade de Santarém sendo o principal mercado de pescado para desembarque e comercialização de peixe”.</p>
<p>Os autores acreditam que a interação entre diversos fatores, como as variações hidrológicas, mudanças nas variáveis ambientais locais, as relações ecológicas e a atividade pesqueira parecem atuar no sucesso ou não de determinados grupos funcionais em cada período. De acordo com o artigo, o fluxo da água, o pH e a condutividade elétrica foram as variáveis mais importantes para modular a intensidade reprodutiva dos peixes entre os períodos estudados.</p>
<p><em>Fonte: Ufopa</em></p>
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