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	<title>turbidez &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>Imagens de satélite mostram que lama de garimpo muda cor do Tapajós em Alter do Chão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2022 18:38:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Alter do Chão]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Rio-Tapajos_MapBiomas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A explosão do garimpo no médio curso do rio Tapajós é muito provavelmente a causa da mudança da cor da água de Alter do Chão, uma das praias mais desejadas do Brasil. Imagens aéreas do rio turvo no balneário paraense viralizaram neste mês, enquanto turistas corriam para a região no primeiro verão pós-vacina. Uma sequência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Rio-Tapajos_MapBiomas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A explosão do garimpo no médio curso do rio Tapajós é muito provavelmente a causa da mudança da cor da água de Alter do Chão, uma das praias mais desejadas do Brasil. Imagens aéreas do rio turvo no balneário paraense viralizaram neste mês, enquanto turistas corriam para a região no primeiro verão pós-vacina.</p>
<p>Uma sequência de imagens de satélite de alta resolução <a href="https://mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com/Nota%20T%C3%A9cnica/Nota_T%C3%A9cnica_-_Sedimentos_Rio_Tapaj%C3%B3s-3.pdf" target="_blank" rel="noopener external noreferrer" data-wpel-link="external">analisadas pelo consórcio MapBiomas</a> publicada nesta segunda-feira, 24/01 pelo <a href="https://www.oc.eco.br/" target="_blank" rel="noopener">Observatório do Clima</a> indica que a lama dos garimpos de afluentes do Tapajós como o Jamanxim, o Crepori e o Cabitutu está por trás da pluma de sedimentos que tomou o rio neste ano e é visível em todo seu baixo curso até a foz.</p>
<p>No entanto, diz o consórcio, a cheia anual do rio Amazonas também contribui com a mudança de cor do Tapajós na altura de Alter do Chão. Os dois rios se comunicam na foz do Tapajós, e os sedimentos do Amazonas, um rio naturalmente barrento, também invadem a foz do cristalino Tapajós. Só que essa opacidade cíclica e natural nessa época de início das cheias não basta para explicar as alterações vistas em Alter e em outros pontos do rio neste ano.</p>
<p>Nas imagens de satélite de 3 metros de resolução, da constelação americana Planet, é possível ver a pluma de lama tomando o Tapajós mesmo em julho, mês de seca, quando não há influência do Amazonas. A comparação entre rios com garimpo (como o Cabitutu) e rios sem garimpo (como o Cadarini) não deixa dúvida.</p>
<div id="attachment_11835" class="wp-caption alignnone">
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-11835" src="https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2022/01/PHOTO-2022-01-23-15-56-04-1024x576.jpg" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2022/01/PHOTO-2022-01-23-15-56-04-1024x576.jpg 1024w, https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2022/01/PHOTO-2022-01-23-15-56-04-300x169.jpg 300w, https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2022/01/PHOTO-2022-01-23-15-56-04-768x432.jpg 768w, https://www.oc.eco.br/wp-content/uploads/2022/01/PHOTO-2022-01-23-15-56-04.jpg 1280w" alt="" width="1024" height="576" aria-describedby="caption-attachment-11835" /></p>
<p id="caption-attachment-11835" class="wp-caption-text">Pluma de sedimentos no Tapajós em julho de 2019, 2020 e 2021 (Imagem: MapBiomas)</p>
</div>
<p>Um sobrevoo do rio desde seu curso médio até a foz corrobora as imagens de satélite. É possível ver claramente a pluma de sedimentos descendo dos afluentes tomados pelo garimpo avançando Tapajós adentro. Na altura da cidade de Itaituba, capital brasileira do ouro ilegal, o outrora chamado “rio azul” fica opaco, e essa turbidez avança até a foz.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/VwjZNDQO23k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></p>
<p>“Mudanças na coloração das águas do Tapajós e de sua foz estão se tornando cada vez mais frequentes e mais intensas, e coincidem com expressivo avanço da atividade garimpeira na região”, afirma o MapBiomas, em nota técnica publicada nesta segunda-feira (23).</p>
<p>Segundo levantamento do MapBiomas, a área de garimpo na Amazônia cresceu dez vezes nas últimas três décadas, e 2020 (último ano para o qual há dados) registra o recorde da série histórica. A pandemia provocou uma explosão no preço do ouro, que em 2020 atingiu pela primeira vez US$ 2.000 a onça troy (unidade de venda de ouro, equivalente a 31,1 gramas). Isso provocou uma corrida do ouro na Amazônia.</p>
<p><a href="https://www.greenpeace.org/brasil/blog/a-morte-dos-rios/" target="_blank" rel="noopener external noreferrer" data-wpel-link="external">Segundo o Greenpeace</a>, 73% das áreas abertas para mineração entre janeiro e setembro de 2021 incidiram sobre áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas). Somente nas Terras Indígenas Saí Cinza e Munduruku o aumento da extensão de rios impactados pelo garimpo nos últimos cinco anos foi de quase 2.300%.</p>
<p>De acordo com o MapBiomas, na região do Tapajós o aumento do garimpo foi de 223% nesse período. A área adicional diretamente impactada pelo garimpo é equivalente à de Porto Alegre.</p>
<p>Desde 2019 é nítido o avanço do garimpo na região do médio Tapajós. Apenas na TI Munduruku ele cresceu 363% nos últimos três anos, <a href="https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/garimpo-na-terra-indigena-munduruku-cresce-363-em-2-anos-aponta-levantamento-do-isa" target="_blank" rel="noopener external noreferrer" data-wpel-link="external">segundo estudo do Instituto Socioambiental</a>. Além de a fiscalização do Ibama ter sido fragilizada nesse período, tramita na Câmara um projeto de lei para abrir todas as terras indígenas do país ao garimpo e à mineração industrial.</p>
<p>Para chegar ao ouro, os garimpeiros reviram fundo dos rios com dragas ou desviam-no, cavando barrancos enormes com pás carregadeiras, ou PCs. A destruição pode se estender por quilômetros do curso do rio. Em todos os casos, a lama é descartada na própria água, a jusante da exploração.</p>
<p><em>Fonte: Observatório do Clima</em></p>
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		<title>Após turbidez em Alter do Chão, governo realiza sobrevoo e testes em área do Rio Tapajós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 21:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Tapajos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma equipe composta por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) chegou na quarta-feira, 19/01, ao município de Santarém, oeste paraense, para avaliar as condições da água do Rio Tapajós e áreas em torno dos locais onde a água apresenta coloração diferente da habitual. O grupo coordenado pelo secretário Mauro O’ [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Tapajos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma equipe composta por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) chegou na quarta-feira, 19/01, ao município de Santarém, oeste paraense, para avaliar as condições da água do Rio Tapajós e áreas em torno dos locais onde a água apresenta coloração diferente da habitual.</p>
<p>O grupo coordenado pelo secretário Mauro O’ de Almeida é composto por técnicos da  Diretoria de Recursos Hídricos, do Núcleo de Monitoramento Hidrometereológico, Diretoria de Fiscalização e da Assessoria Especial de Inteligência e Segurança Corporativa.</p>
<h3><strong>Teste</strong></h3>
<p>De imediato e de forma paralela, enquanto uma equipe coletava informações por via aérea, outros técnicos se dirigiram até a vila de Alter do Chão para realizar o teste de medição dos parâmetros físicos para checar a turbidez da água do rio Tapajós. Para a verificação foi utilizada uma sonda multiparâmetro que avalia, entre outros aspectos, o PH e a temperatura da água.</p>
<p><span class="w3cgWrapper w3cgAlignCenter"><span class="w3cgLegenda">Equipes de técnicos da Semas fizeram coleta da água do rio em diferentes pontos do Tapajós. </span></span>Ainda não é possível determinar se a causa da turbidez que o Rio Tapajós tem apresentado nos últimos dias é fruto de ação direta do homem ou se é do volume de chuvas que está caindo na região. De acordo com dados do setor de hidrometereologia da secretaria, foram identificadas chuvas acima da média na região do Tapajós desde o mês de novembro do ano passado e que este fenômeno é recorrente na região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos a dúvida porque há décadas não tínhamos chuvas desta magnitude no Tapajós. Estamos agindo em duas pontas: aumentando a fiscalização sobre os garimpos e buscando aprimorar a investigação científica com dados de qualidade para que a gente saiba com certeza o que está ocorrendo para responder de forma mais assertiva. Neste sentido, estamos firmando parceria com a Ufopa, a Universidade Federal do Oeste do Pará, para disponibilizar os dados do Projeto Águas do Tapajós e rapidamente montar um laboratório que atue em conjunto com nosso núcleo regional. Mas é importante fazer uma ressalva: o Estado, sozinho, não tem condições de fiscalizar os garimpos. É preciso a ação dos órgãos federais no combate aos crimes ambientais que porventura estejam ocorrendo&#8221;, afirmou o titular da Semas.</p></blockquote>
<h3><strong>Integração</strong></h3>
<p>Junto à equipe da Semas havia também representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Federais (IBAMA), além de integrantes do projeto “Águas do Tapajós” e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).</p>
<p>“Aqui na Ufopa nós propusemos uma parceria um pouco mais imediata de fazer uma absorção dos dados que eles já têm no projeto &#8216;Águas do Tapajós&#8217;, que há algum tempo vem monitorando a água do rio Tapajós a partir de uma série de dados e pesquisas e, futuramente, construir uma parceria para que a Universidade possa nos dar um apoio de dados e pesquisas para as nossas atribuições executivas, e até quem sabe, a parceria para que nós possamos ajudar a montar um laboratório de água aqui”, afirmou o titular da Semas.</p>
<p><em>Fonte: Aline Saavedra, da Semas</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/agua-barrenta-do-tapajos-em-alter-do-chao-levanta-debate-sobre-impacto-do-garimpo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Água barrenta do Tapajós em Alter do Chão levanta debate sobre impacto do garimpo</strong></a></p>
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