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	<title>trigo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Bioinsumos presentes no Brasil são resposta a fluxo de fertilizantes impactado por guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2022 18:07:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Se o fertilizante da Rússia está com seu fluxo comprometido por causa da guerra hoje em curso contra a Ucrânia, tirando o sono de muitos produtores rurais no Brasil, em dúvida se vai faltar o produto no futuro, que tal olhar para o próprio quintal para remediar a situação? Alguns dos caminhos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Se o fertilizante da Rússia está com seu fluxo comprometido por causa da guerra hoje em curso contra a Ucrânia, tirando o sono de muitos produtores rurais no Brasil, em dúvida se vai faltar o produto no futuro, que tal olhar para o próprio quintal para remediar a situação?</p>
<p>Alguns dos caminhos são a adubação orgânica, a partir da aquisição de esterco bovino, esterco de frango ou cama de frango para atenuar um pouco do impacto. Outra via é a adubação biológica ou organomineral e até mesmo a adubação verde, utilizando na rotação de cultura o nabo forrageiro e a crotalária, entre outras culturas.</p>
<p>Para se ter uma ideia, enquanto a agricultura biológica cresce no mundo 12%, no Brasil, esse índice gira entre 35 a 40%, conforme já nos contou o biólogo Antônio Carlos Zem, doutor em agronomia pela Esalq/USP e CEO da Biotrop.</p>
<p>Agora, o pesquisador da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro, conversou nesta segunda-feira, 7/03, com a equipe do <strong>Pará Terra Boa</strong> sobre algumas alternativas hoje em mãos para ultrapassar esta crise de uma maneira segura. Segundo ele, os bioinsumos ou inoculantes microbianos têm várias qualidades.</p>
<blockquote><p>“Os bioinsumos potencializam os nutrientes que você aplica ou que já têm no solo. Eles aumentam a atividade da planta, estimulando-a para poder receber o nitrogênio vindo do ar, e que será fixado pelas bactérias. Elas (<em>bactérias</em>) solubilizam o fósforo, nitrogênio, potássio, disponibilizando-as para as plantas, que absorvem pelas raízes delas. Os bioinsumos também protegem as plantas de doenças e das pragas. É uma maneira de economizar e de produzir mais”, explica.</p></blockquote>
<p>Os bioinsumos abrangem sementes, fertilizantes, produtos para nutrição vegetal e animal, defensivos biológicos feitos a partir de microrganismos para controle de pragas, produtos fitoterápicos ou tecnologias que têm ativos biológicos na composição. Já os inoculantes são produtos, processos ou tecnologias que contêm micro-organismos aplicados para estimular o desenvolvimento das plantas.</p>
<p>Polidoro reforça que as bactérias, por exemplo, podem ser fortes aliadas agora do produtor de soja, pois algumas delas fixam nitrogênio no solo, dispensando o uso de ureia. Segundo ele, o Plano Nacional de Fertilizantes prevê estudos com tecnologias para que esses microrganismos possam funcionar bem também para outras culturas, e não somente para a soja.</p>
<blockquote><p>“Estas bactérias se associam com plantas, como no caso da soja, e fornecem todo o nitrogênio que ela precisa e você não precisa usar fertilizante nenhum, industrializado, como ureia por exemplo. O Brasil não usa nitrogênio na ureia. Se usasse, teria que consumir mais de oito milhões de toneladas de ureia, mais ou menos. O Brasil tem essa tecnologia. E estas bactérias são os bioinsumos que são os inoculantes para a soja. Infelizmente, o sucesso mesmo é só na soja, que tem esta fixação biológica de nitrogênio. Mas agora com o Plano Nacional de Fertilizantes, nós vamos desenvolver mais esta fixação biológica de nitrogênio para ela poder funcionar bem para o milho, para a cana-de-açúcar, para o café e outras culturas”, disse.</p></blockquote>
<p>Os principais microrganismos dos defensivos biológicos são as bactérias, fungos e mycorrhiza, que apresentam modos de ação mais diversificados que os insumos químicos. Eles atuam em competição com microorganismos que podem provocar danos e doenças às plantas, como os neumatóides. Ajudam na aeração do solo, reduzem a carga química dos plantios e aumentam gradativamente a produtividade das culturas. Além disso, têm custo mais acessível.</p>
<p>Os produtos biológicos apresentam resultados mais rápidos quando associados a outras práticas, como rotação de cultura, plantio direto ou adição de matéria orgânica ao solo. Não são incompatíveis com os químicos, mas se complementam.</p>
<p>Além dos microorganismos, os insumos biológicos são desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), macrorganismos (invertebrados), metabólitos secundários e feromônios, destinados ao controle biológico. Esses insumos são também os ativos voltados à nutrição, os promotores de crescimento de plantas, os mitigadores de estresses bióticos e abióticos e os substitutivos de antibióticos, conforme definição da Embrapa.</p>
<h3>Caravana</h3>
<p>O pesquisador citou também a Caravana Embrapa FertBrasil, que começará em abril, com o objetivo de capacitar e trocar conhecimentos entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo. Uma das tarefas da iniciativa é analisar a fertilidade de solos e de folhas de plantas. Em muitos lugares do Brasil, os produtores utilizam uma receita pronta, um pacote tecnológico genérico, independentemente da fertilidade do solo ali presente.</p>
<p>“Os pesquisadores e técnicos da Embrapa vão percorrer o Brasil inteiro, trocando experiências, construindo uma proximidade e uma relação técnica com o produtor rural em todo o País para que possamos aumentar a eficiência dos fertilizantes no campo e diminuindo o desperdício. A ideia é potencializar estes novos insumos brasileiros para que o agricultor possa ter o preço dos fertilizantes cada vez menor no custo de produção dele, para tentar produzir alimentos cada vez baratos para o consumidor brasileiro”, adiantou.</p>
<p>O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes em nível global, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Esses países, ainda, são grandes produtores mundiais de fertilizantes, à exceção do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola.</p>
<p>No País, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes. A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto à Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.<b> </b></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/com-guerra-na-ucrania-ministra-pede-calma-por-haver-fertilizantes-ate-outubro/" target="_blank" rel="noopener"><b>Com guerra na Ucrânia, ministra pede ‘calma’ por haver fertilizantes até outubro<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-lidera-revolucao-biologica-no-planeta-diz-agronomo/" target="_blank" rel="noopener"><b>‘Brasil lidera revolução biológica no planeta’, diz agrônomo</b></a></p>
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