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	<title>transição energética &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>transição energética &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Agropecuária é peça-chave na redução de emissões fósseis no Brasil, diz secretário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 18:04:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/15381_9eb7ea65-02cb-e26a-8aff-ba64037a3e3d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil precisará reduzir de forma consistente o uso de combustíveis fósseis nas próximas décadas para cumprir suas metas climáticas. A avaliação é do secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, que lidera a atualização do Plano Clima, principal instrumento de planejamento do país para cortar emissões de gases [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/15381_9eb7ea65-02cb-e26a-8aff-ba64037a3e3d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil precisará reduzir de forma consistente o uso de combustíveis fósseis nas próximas décadas para cumprir suas metas climáticas. A avaliação é do secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, que lidera a atualização do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-clima-brasil-define-estrategia-para-zerar-emissoes-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener">Plano Clima, </a>principal instrumento de planejamento do país para cortar emissões de gases de efeito estufa até 2035.</p>
<p>Em entrevista à newsletter Um Grau e Meio, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o secretário, que representou o governo brasileiro na 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta (Colômbia), detalhou como o governo pretende conduzir a transição para uma economia de baixo carbono, destacando desafios estruturais, oportunidades e o papel de políticas públicas no processo.</p>
<p>Segundo Melo, o Brasil já avançou em uma das principais frentes de redução de emissões: o combate ao desmatamento. A meta oficial prevê zerar a perda de florestas até 2030, o que deve alterar o perfil das emissões nacionais e permite o combate mais direcionado a outras fontes.</p>
<blockquote><p>“A redução das emissões associadas à produção e ao uso de combustíveis fósseis será determinante para o sucesso do Brasil em alcançar suas metas”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Após o controle do desmatamento, os setores de energia, agropecuária e uso da terra devem concentrar os maiores esforços para garantir o cumprimento da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris.</p>
<h3><strong>Ações organizadas por setor</strong></h3>
<p>O Plano Clima foi estruturado para distribuir responsabilidades entre diferentes setores da economia. A estratégia prevê que áreas como indústria, transporte, cidades e agricultura implementem medidas próprias para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.</p>
<p>Entre as principais ações estão a substituição de fontes de energia mais poluentes, o aumento da eficiência energética e a adoção de novas tecnologias, como a eletrificação. O secretário aponta que a geração de energia é tratada em um plano específico, mas que o aumento da demanda não deve impedir que as mudanças entrem em prática.</p>
<blockquote><p>“O Brasil vai continuar crescendo e demandando mais energia, mas essa demanda precisa ser atendida com menos emissões”, explicou Melo.</p></blockquote>
<p>No caso da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-e-o-pais-que-mais-desmata-para-expandir-agropecuaria/" target="_blank" rel="noopener">agropecuária</a>, essas contribuições devem ocorrer por meio de mudanças nas práticas produtivas e no uso de energia. Isso inclui a diminuição do uso de combustíveis fósseis, que ainda são empregados em atividades como o funcionamento de máquinas.</p>
<p>Ele destaca que o Brasil assumiu, durante a COP30, o dever de criar uma estratégia interna para estabelecer os passos a serem dados para a redução de emissões no setor. Este trabalho interno leva em consideração o comprometimento de cada setor em criar as melhores estratégias viáveis para reduzir as emissões agropecuárias com base no Plano Clima, que prevê metas para 2035 e 2050.</p>
<blockquote><p>&#8220;A ideia é que cada setor assuma a sua responsabilidade e implemente ações que estão ao seu alcance para que as emissões por produção e consumo sejam reduzidas. Sempre com o olhar de que, até 2035, o Brasil vai ter maior demanda por produtos e por energia, e essa demanda terá que ser atendida com um menor volume de emissões, seja em termos absolutos ou relativos&#8221;, aponta.</p></blockquote>
<h3><strong>Crises globais reforçam urgência da mudança</strong></h3>
<p>Melo também apontou que conflitos internacionais e instabilidades geopolíticas evidenciam os riscos da dependência de combustíveis fósseis. Segundo ele, a volatilidade dos preços impacta principalmente populações de baixa renda e pressiona as contas públicas, já que governos precisam intervir para conter aumentos.</p>
<blockquote><p>“(Os governos) gastam mais e usando dinheiro público para amenizar esses picos (de volatilidade de preços). Ou seja, recursos que, principalmente em países em desenvolvimento, poderiam estar sendo usados para promover desenvolvimento social e inclusão acabam sendo direcionados para esse fim, o que piora a situação fiscal e a capacidade de investimento dos países”, detalha.</p></blockquote>
<p>O secretário explica que esse cenário expõe todos a uma situação de vulnerabilidade e gera motivação para buscar alternativas em fontes renováveis, mesmo com a existência de desafios tecnológicos e industriais. Ele aponta que há consciência de que a substituição da matriz energética não ocorre de forma imediata, mesmo que a necessidade seja cada vez mais urgente.</p>
<blockquote><p>“O processo é gradual. Não dá para abandonar a infraestrutura existente da noite para o dia”, disse.</p></blockquote>
<p>Um caminho seguro para acelerar os planos, segundo ele, é a adoção de políticas. Um exemplo citado é o mercado de carbono europeu, que ajudou países a reduzir o uso de carvão ao tornar essa fonte mais cara.</p>
<p>No caso do Brasil, há crescente interesse do setor privado em investir em energia limpa, especialmente quando há condições adequadas de financiamento, o que deve ser melhorado nos próximos anos após a estruturação definitiva de estratégias como o Fundo Clima, o programa Ecoinvest e a taxonomia sustentável, que pavimentam a criação de futuro mercado de carbono que criará mais oportunidades para investimentos em descarbonização.</p>
<blockquote><p>&#8220;É possível induzir a transformação da matriz energética por meio de políticas públicas, e não simplesmente esperar que o tempo de vida das fontes fósseis chegue ao fim naturalmente. O clima não permite esse prazo. O ritmo de aumento das concentrações de gases de efeito estufa não dá margem para esperar 40 ou 50 anos para que essa transformação ocorra&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<p>Entretanto, o secretário reforça que o sucesso da estratégia dependerá do acompanhamento da sociedade e das instituições sobre o destino dos investimentos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Trata-se de olhar para a nossa matriz atual, superar os gargalos existentes o mais rápido possível e avançar de forma consistente na inovação. Algumas soluções já estão disponíveis e consolidadas, enquanto outras ainda exigem investimentos em desenvolvimento para que possam atingir a escala necessária no País&#8221;, diz</p></blockquote>
<p>A avaliação é que apenas com transparência e monitoramento será possível garantir que os recursos estejam, de fato, contribuindo para reduzir emissões e diminuir a dependência de combustíveis fósseis no País.</p>
<blockquote><p>&#8220;Será muito importante que a sociedade e as entidades acompanhem de perto para onde estão indo os investimentos no Brasil. Isso inclui o financiamento privado e os investimentos viabilizados por diferentes instituições financeiras, para verificar se, de fato, estão contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis&#8221;, conclui.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/estudo-mostra-como-o-brasil-pode-reverter-desmate-e-ampliar-area-florestas-ate-2035/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Estudo mostra como o Brasil pode reverter desmate e ampliar área de florestas até 2035</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/agropecuaria-acumula-perdas-de-mais-de-r-250-milhoes-com-secas-e-incendios/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agropecuária acumula perdas de mais de R$ 250 milhões com secas e incêndios</strong></a></p>
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		<title>Exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar prejuízos de mais de R$ 22 bilhões ao Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[margem equatorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética. De acordo com [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/margem-equatorial-e1744834008804-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Um estudo baseado na Análise de Custo-Benefício (ACB) concluiu que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar mais prejuízos do que benefícios ao Brasil. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 23, aponta perdas socioeconômicas bilionárias, aumento de riscos climáticos e desperdício de oportunidades ligadas à transição energética.</p>
<p>De acordo com o estudo, a exploração na região (que dura 40 anos em média) pode gerar um prejuízo líquido de cerca de R$ 22,2 bilhões para ao País. Isso ocorre porque os custos totais do projeto, somados aos impactos ambientais ao longo de sua operação, superam os benefícios econômicos diretos.</p>
<p>O prejuízo é explicado por um fator central: o petróleo da Foz do Amazonas só chegaria ao mercado em cerca de 12 anos, prazo que coincide com a previsão de declínio da demanda mundial, segundo a Agência Internacional de Energia. Esse descompasso eleva o risco de ‘ativos encalhados’, situação em que os investimentos deixam de gerar retorno antes de se tornarem obsoletos.</p>
<p>Se somarmos os R$ 22,2 bilhões aos R$ 24,8 bilhões que o País deixaria de lucrar pela ausência de investimentos na eletrificação da matriz energética, a perda chega a R$ 47 bilhões<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1687045&amp;o=node" />.</p>
<p>O diagnóstico indica que, quando os custos financeiros, climáticos e ambientais são considerados, o investimento na nova fronteira petrolífera pode se transformar em um risco nacional. A metodologia utilizada é a mesma adotada pelo governo federal para comparar a exploração de petróleo com alternativas como energias renováveis e biocombustíveis.</p>
<p>A Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB) considera três cenários: Real por Real, que compara a alocação de recursos; BTU por BTU, que avalia a equivalência energética; e Litro por Litro, que considera a equivalência dos combustíveis em volume.</p>
<figure id="attachment_42178" aria-describedby="caption-attachment-42178" style="width: 526px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42178" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg" alt="" width="526" height="495" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57.jpeg 526w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-300x282.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-150x141.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-22-at-14.09.57-450x423.jpeg 450w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-42178" class="wp-caption-text">Resumo do tempo de vida útil da exploração da Foz do Amazonas e seus impactos. Imagem: WWF-Brasil</figcaption></figure>
<h3>Custos indiretos</h3>
<p>Além do custo financeiro, a atividade pode emitir aproximadamente 446 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de quatro décadas. Esse volume contribui para o agravamento da crise climática e gera custos indiretos, como eventos extremos, perdas econômicas e impactos à saúde pública.</p>
<p>Nesse cenário, a continuidade do projeto expõe o Brasil ao risco de construir uma infraestrutura bilionária que pode se tornar ultrapassada antes de gerar retorno, forçando o Estado a absorver prejuízos e elevando os gastos em comparação com investimentos imediatos na transição energética.</p>
<p>O economista Daniel Thá, consultor da WWF-Brasil afirma que parte da precificação estimada do petróleo também está relacionada com os investimentos em transição climática.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse fator já é levado em consideração por eles porque o jogo vai mudar muito em breve. Para o Brasil é extremamente arriscado apostar tudo em uma infraestrutura que logo mais começará a entrar em desuso, especialmente entre nações mais ricas&#8221;, destaca.</p></blockquote>
<h3><strong>Alternativas mais vantajosas</strong></h3>
<p>O estudo explica por que  o custo de oportunidade da escolha por fontes de baixo impacto ambiental pode chegar a R$ 47 bilhões.  No comparativo energético, a produção de eletricidade renovável também se mostra mais barata do que a fóssil. Para entregar a mesma quantidade de energia, o petróleo pode custar até R$ 33 bilhões a mais ao longo do tempo.</p>
<p>O estudo ressalta que a decisão sobre explorar ou não petróleo na região vai além da economia e envolve o modelo de desenvolvimento que o País pretende adotar no longo prazo.</p>
<p>Ao priorizar fontes renováveis, o Brasil pode reduzir riscos, ampliar ganhos sociais e alinhar sua economia às exigências globais de combate às mudanças climáticas. Por outro lado, a expansão da exploração petrolífera tende a resultar em custos mais elevados e benefícios menores para a população.</p>
<h3>Desenvolvimento e riscos ambientais</h3>
<p>A Foz do Amazonas é considerada uma área ambientalmente sensível por abrigar ecossistemas importantes, como manguezais, áreas de pesca e o sistema de recifes amazônicos.</p>
<p>O estudo destaca que esses ambientes desempenham papel fundamental na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade. Segundo a análise, a exploração de petróleo na região amplia o risco de danos ambientais de grande escala e potencialmente irreversíveis para as comunidades amazônicas.</p>
<p>Embora parte da justificativa para a exploração da Foz do Amazonas esteja no argumento de que o petróleo poderia financiar o desenvolvimento sustentável, o estudo aponta que o Brasil já possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável e condições de ampliar esse modelo.</p>
<p>O especialista em conservação do WWF-Brasil e doutor em Planejamento Energético, Ricardo Fujii, um dos coordenadores do estudo, afirma que a rota fóssil apresenta pior desempenho econômico e social para o país. Ele também destaca que o Brasil já reúne pré-requisitos para avançar na transição energética.</p>
<blockquote><p>“O país já é autossuficiente em petróleo, e as reservas do Pré-Sal atendem à demanda interna durante o processo de transição energética”, comenta Ricardo Fujii.</p></blockquote>
<p>Nesse contexto, a Amazônia surge como um ponto estratégico não para a expansão de combustíveis fósseis, mas para impulsionar uma economia baseada em energia limpa e de baixo impacto ambiental.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-que-justica-do-para-julgue-acao-contra-licenca-da-petrobras-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>MPF pede que Justiça do Pará julgue ação contra licença da Petrobras na Foz do Amazonas</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-gera-energia-limpa-para-todo-o-brasil-mas-ainda-vive-no-escuro-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Amazônia gera energia limpa para todo o Brasil, mas ainda vive no escuro, diz estudo</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-suspensao-de-licenciamento-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener">MPF recomenda suspensão de licenciamento de petróleo na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/vazamento-provoca-danos-na-fauna-da-foz-do-amazonas-atesta-laudo/" target="_blank" rel="noopener">Vazamento provoca danos na fauna da Foz do Amazonas, atesta laudo</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amazônia gera energia limpa para todo o Brasil, mas ainda vive no escuro, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[democratização da energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Energia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Uma Concertação pela Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/ribeirinhos2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia ocupa um papel estratégico no debate global sobre transição energética. Rica em recursos naturais, biodiversidade e com grande capacidade de geração por fontes renováveis, a região reúne condições fundamentais para liderar um novo modelo de desenvolvimento sustentável. No entanto, essa mesma região que abastece boa parte do País com energia limpa ainda convive [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/ribeirinhos2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia ocupa um papel estratégico no debate global sobre transição energética. Rica em recursos naturais, biodiversidade e com grande capacidade de geração por fontes renováveis, a região reúne condições fundamentais para liderar um novo modelo de desenvolvimento sustentável. No entanto, essa mesma região que abastece boa parte do País com energia limpa ainda convive com profundas desigualdades no acesso à eletricidade.</p>
<p>Um estudo lançado pela iniciativa Uma Concertação pela Amazônia em parceria com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) expõe o contraste citando um dilema estrutural: enquanto a Amazônia sustenta o sistema energético nacional, <a href="https://energiaeambiente.org.br/produto/energia-as-amazonias-na-agenda-de-transicao" target="_blank" rel="noopener">parte da sua população permanece à margem dos benefícios dessa produção</a>.</p>
<p>O estudo mostra que a Amazônia Legal responde por cerca de 25,7% de toda a energia elétrica gerada no Brasil, mas consome apenas 8,4%. Grande parte dessa produção vem de hidrelétricas no Pará como a Usina Hidrelétrica de Tucuruí e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que juntas podem gerar quase 20.000 MW.</p>
<p>Apesar disso, o acesso à energia não acompanha essa abundância. No Pará, aproximadamente 4,8% da população ainda vive sem eletricidade, mas este cenário é ainda mais crítico em outros estados amazônicos, como Rondônia e Acre.</p>
<p>A pesquisa aponta que essa desigualdade é pautada na própria história nacional, visto que a região é conhecida por produzir energia em larga escala, embora não consiga distribuí-la de forma efetiva entre seus moradores.</p>
<h3>Uso de combustíveis fósseis</h3>
<p>Nas áreas mais isoladas, como comunidades indígenas, unidades de conservação e assentamentos rurais, mais de um milhão de pessoas ainda dependem de sistemas de geração movidos a diesel.</p>
<p>O grande problema é que além de poluentes e caros, esses sistemas operam de forma limitada, muitas vezes fornecendo energia por apenas algumas horas ao dia. No cotidiano das pessoas, o impacto é certo: escolas funcionam sem iluminação adequada, unidades de saúde enfrentam restrições e as atividades econômicas ficam comprometidas em localidades que vivem do extrativismo.</p>
<p>O estudo chama atenção para outra contradição: enquanto o Brasil amplia o uso de energia limpa, a própria região que torna isso possível ainda depende, em parte, dos combustíveis fósseis.</p>
<h3>Adaptação como solução</h3>
<p>A análise das instituições aponta caminhos claros para enfrentar o problema. Uma das principais apostas está no investimento em sistemas descentralizados de energia renovável, adaptados à realidade amazônica, como uso de energia solar, biomassa e bioenergia.</p>
<p>Essas fontes são apontadas como alternativas viáveis para substituir o diesel nas comunidades isoladas. Além de reduzir custos e emissões, essas soluções podem garantir maior autonomia energética para as populações locais.</p>
<p>Outro ponto central destacado pelo estudo é a integração entre energia e sociobioeconomia. Ao conectar a geração de energia com o fortalecimento das cadeias produtivas do açaí, pescado e óleos vegetais, é possível fortalecer a economia local e promover desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A pesquisa cita que até o setor agropecuário seria beneficiado com a democratização do acesso à energia elétrica, visto que mais de 220 mil estabelecimentos rurais da Amazônia Legal não possuem acesso regular a eletricidade. Destes, 84 mil locais não possuem qualquer acesso a energia elétrica.</p>
<h3>Democratizar o acesso</h3>
<p>Ao mesmo tempo em que possui potencial para liderar a transição energética, a Amazônia enfrenta pressões crescentes por exploração de recursos naturais. A expansão da mineração e o interesse por petróleo impulsionada pela<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-e-o-impacto-desastroso-sobre-o-clima/" target="_blank" rel="noopener"> exploração na foz do Rio Amazonas </a>colocam a região no centro de disputas econômicas, geopolíticas, ambientais e sociais, afetando especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p>Sem o investimento efetivo na democratização do acesso a energia elétrica, essas comunidades enfrentariam dificuldades para sobreviver em meio ao avanço dessas iniciativas. No Pará, esse duelo já foi observado com a implementação de hidrelétricas, como a de Belo Monte.</p>
<p>Neste caso, existe um debate judicial que se arrasta por anos cobrando indenizações aos povos indígenas das proximidades, que tiveram acesso a água, comida e manutenção de suas tradições comprometidas.</p>
<p>Em 2024, por exemplo,<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-aumento-de-indenizacao-e-penas-a-norte-energia-por-morte-de-peixes-em-belo-monte/" target="_blank" rel="noopener"> o MPF pediu uma indenização </a>de pelo menos R$ 42,5 milhões à Norte Energia por morte de peixes em Belo Monte. Já em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/supremo-determina-repasse-imediato-de-r-19-milhoes-a-indigenas-afetados-por-belo-monte/" target="_blank" rel="noopener"> determinou que o Governo Federal fizesse um repasse imediato de R$ 19 milhões </a>às comunidades indígenas afetadas. O valor é referente à Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos (CFURH), dinheiro que a União recebeu pela exploração da usina.</p>
<p>O estudo aponta que, mais que uma questão de infraestrutura, o acesso à energia deve ser tratado como um direito fundamental já que, na Amazônia, a ausência ou precariedade desse serviço amplia desigualdades históricas e limita oportunidades de desenvolvimento.</p>
<p>Por isso, a transição energética, segundo os pesquisadores, precisa ir além da troca de fontes. Ela deve ser conduzida como uma transformação social, baseada na participação das comunidades, transparência e justiça territorial.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-e-o-impacto-desastroso-sobre-o-clima/" target="_top"><strong>Exploração de petróleo na Foz do Amazonas e o impacto desastroso sobre o clima</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-nao-precisa-explorar-foz-do-amazonas-se-cumprir-meta-climatica/" target="_top">Brasil não precisa explorar Foz do Amazonas, se cumprir meta climática</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-negar-licenca-para-a-petrobras-explorar-na-foz-do-amazonas/" target="_top">MPF recomenda negar licença para a Petrobras explorar na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p class="wp-embed-heading"><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-propoem-criacao-do-instituto-nacional-da-foz-do-amazonas/" target="_top">Pesquisadores propõem criação do Instituto Nacional da Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-pede-aumento-de-indenizacao-e-penas-a-norte-energia-por-morte-de-peixes-em-belo-monte/" target="_top">MPF pede aumento de indenização e penas à Norte Energia por morte de peixes em Belo Monte</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/supremo-determina-repasse-imediato-de-r-19-milhoes-a-indigenas-afetados-por-belo-monte/" target="_top">Supremo determina repasse imediato de R$ 19 milhões a indígenas afetados por Belo Monte</a></strong></p>
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		<title>Elaboração do mapa do caminho por ministérios está na fase final, diz governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 15:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/contra_fossil-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo Federal afirma ter entrado na fase final de elaboração da resolução que definirá as diretrizes para o &#8220;mapa do caminho&#8221; da transição energética brasileira. Anunciado em dezembro, o documento deveria estar pronto no domingo, 8. O próprio governo admite que a proposta só será tornada pública “nas próximas semanas”. O texto, que busca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/contra_fossil-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo Federal afirma ter entrado na fase final de elaboração da resolução que definirá as diretrizes para o &#8220;mapa do caminho&#8221; da transição energética brasileira. Anunciado em dezembro, o documento deveria estar pronto no domingo, 8. O próprio governo admite que a proposta só será tornada pública “nas próximas semanas”.</p>
<p>O texto, que busca reduzir gradativamente a dependência de combustíveis fósseis e estabelecer mecanismos de financiamento, é uma resposta direta à COP 30, realizada em Belém.</p>
<p>Embora o tema tenha sido debatido na conferência, a falta de consenso global impediu a finalização de um roteiro no Pará, levando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a determinar que os ministérios brasileiros assumissem a liderança da proposta.</p>
<p>As tratativas envolvem as pastas de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e a Casa Civil. O objetivo é submeter ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma estratégia que garanta a segurança energética e cumpra o compromisso assumido na COP 28, como parte do Balanço Global do Acordo de Paris. O conteúdo da resolução deve ser tornado público nas próximas semanas.</p>
<h3>A Sociedade Civil cobra participação e urgência</h3>
<p>Enquanto o governo finaliza os termos técnicos, um grupo de 114 organizações da sociedade civil divulgou uma carta aberta à Presidência da COP 30. O documento alerta que, para não se tornar &#8220;apenas um documento que junta poeira&#8221;, o mapa do caminho precisa de um processo participativo, transparente e inclusivo, envolvendo Povos Indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p>As entidades argumentam que o cenário geopolítico de 2026, marcado por conflitos e volatilidade no mercado de petróleo, reforça a urgência de uma economia livre de combustíveis fósseis. &#8220;Os países precisam se libertar de mercados voláteis que os expõem a riscos geopolíticos e choques de preços&#8221;, salienta Andreas Sieber, da 350.org.</p>
<blockquote><p>“O Brasil precisará equilibrar com muito cuidado a necessidade de um documento que seja ao mesmo tempo ousado e inclusivo”, pontua Claudio Angelo, do Observatório do Clima.</p></blockquote>
<p>Além da eliminação de fósseis, a carta das organizações defende salvaguardas contra o lobby das indústrias de petróleo e gás, financiamento justo por parte de países desenvolvidos e a garantia de que os trabalhadores da cadeia tradicional não sejam prejudicados durante a migração para a energia limpa.</p>
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		<title>Organizações entregam ao governo propostas para transição energética justa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 14:27:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[mapa do Caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/transicao_energetica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o Mapa do Caminho para uma transição energética justa e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/transicao_energetica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o Mapa do Caminho para uma transição energética justa e planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025.</p>
<p>O documento conta com recomendações técnicas, regulatório e econômicas e foi elaborado para contribuir com os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho.</p>
<p>O prazo estabelecido para que a equipe ministerial do governo federal entregue ao Conselho Nacional de Política Energética o planejamento termina no dia 6 de fevereiro.</p>
<blockquote><p>“Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, explica o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii.</p></blockquote>
<p>De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esse primeiro documento já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho.</p>
<p>Com base em um estudo publicado em 2024, as recomendações das organizações sociais foram organizadas em três blocos: diretrizes de política energética e transição; governança e institucionalidade; orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.</p>
<p>A substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica, é uma das principais medidas apontadas por especialistas como necessárias para frear o aquecimento global causado por atividades humanas que emitem gases poluentes na atmosfera.</p>
<p>A mudança no clima provocada pela ação humana tem sido associada a eventos climáticos extremos mais frequentes, que podem se agravar no futuro caso as metas estabelecidas internacionalmente pelo Acordo de Paris não sejam atingidas.</p>
<h3>Políticas públicas</h3>
<p>Cada bloco do documento enviado ao governo traz medidas de ordem prática. Por exemplo, no que trata das políticas energéticas e de transição, é sugerido realizar o cálculo do mínimo necessário de combustível fóssil para o período de transição energética, promover o descomissionamento dos campos de petróleo prestes a esgotar e elaborar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil.</p>
<blockquote><p>“A desigualdade gerada pela expansão fóssil não é só regional ou social. É intergeracional, com ganhos concentrados agora e custos climáticos, sanitários e fiscais para nossos filhos”, alerta Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara.</p></blockquote>
<h3>Governança</h3>
<p>Como recomendação de governança, é sugerido o fortalecimento de mecanismos de integração entre governo, sociedade e setor produtivo, como o Fórum Nacional de Transição Energética e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, além da criação de um órgão de coordenação central capaz de monitorar o cumprimento de cronogramas e que funcione como uma autoridade de implementação.</p>
<blockquote><p>“É uma mudança que exige compromisso e responsabilidade de todos os governos – atuais e vindouros – e de uma sociedade que faça e cobre tal escolha. Todo o setor privado – financeiro, agro, indústria – também precisa se engajar, voluntariamente ou não”, diz o pesquisador do ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr.</p></blockquote>
<h3>Finanças</h3>
<p>No aspecto financeiro, entre as sugestões está o embasar a suspensão de novos leilões de petróleo na gestão do risco de ativos obsoletos (stranded assets, no termo em inglês). Por essa lógica, de perda dos ativos com origem nos combustíveis fósseis em um cenário de transição global, o documento recomenda evitar a antecipação da renda de recursos ainda não explorados.</p>
<p>O fim de novos subsídios governamentais à produção de combustíveis fósseis e a revisão dos existentes também integram as recomendações orçamentárias, assim como a destinação de orçamento vinculado à transição energética tanto no Plano Plurianual (PPA) quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Plano Clima: energia solar impulsiona a transição energética no campo e ganha força no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 12:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Clima]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893382_w-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Paloma Lobato Com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) se aproximando, a transição energética ganha protagonismo no debate climático brasileiro, especialmente na Região Norte. No Pará, o avanço da energia solar fotovoltaica tem transformado não apenas a paisagem energética, mas também a vida de produtores rurais e comunidades tradicionais, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893382_w-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Paloma Lobato</em></p>
<p>Com a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) se aproximando, a transição energética ganha protagonismo no debate climático brasileiro, especialmente na Região Norte. No Pará, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-lidera-geracao-de-energia-solar-no-norte-e-projeta-novos-investimentos-no-setor/">avanço da energia solar fotovoltaica </a>tem transformado não apenas a paisagem energética, mas também a vida de produtores rurais e comunidades tradicionais, consolidando-se como um dos pilares para o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Clima do Brasil 2024–2035.</p>
<p>Lançado em julho pelo governo federal, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-abre-consulta-publica-sobre-plano-de-combate-as-mudancas-climaticas/">Plano Clima tem como objetivo orientar o País </a>rumo à neutralidade de emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050. A estratégia prevê ações coordenadas entre os setores público e privado, com foco na descarbonização da economia e na promoção de uma transição energética justa.</p>
<p>Ele tem dois pilares. O primeiro, Estratégia Nacional de Mitigação, é voltado à  edução das emissões de gases de efeito estufa, que conta com sete planos setoriais: conservação da natureza, agricultura e pecuária, cidades (incluindo mobilidade urbana), energia (incluindo combustíveis e mineração), indústria, resíduos e transportes. O outro pilar, Estratégia Nacional de Adaptação, que tem o objetivo de preparar o País para os impactos das mudanças climáticas que já são inevitáveis.</p>
<p>Entre as prioridades setoriais, a expansão das fontes renováveis, como a solar, aparece como uma das apostas mais promissoras, especialmente nas regiões historicamente menos atendidas pela infraestrutura energética convencional.</p>
<p>A partir desta segunda-feira, 28, até18 de agosto, a Estratégia Nacional de Mitigação, está em consulta pública na plataforma Brasil Participativo. Para consultar, acesse <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima/enm_consolidada-vsubex-final-10-07-25-limpa-1-1.pdf/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<h3>Pará no centro da revolução solar</h3>
<p>O estado do Pará, sede da COP30, tem se destacado nesse processo. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram crescimento expressivo da geração distribuída solar no estado nos últimos anos, impulsionado por incentivos federais, linhas de crédito rurais específicas e programas de transição energética voltados para a Amazônia Legal.</p>
<p>Além das instalações urbanas, a energia solar tem ganhado espaço nas áreas rurais. Pequenos e médios produtores estão adotando sistemas fotovoltaicos para eletrificar propriedades, bombear água para irrigação, refrigerar alimentos e processar produtos agrícolas. A autonomia energética no campo representa uma mudança radical, especialmente em áreas onde a rede elétrica tradicional é instável ou inexistente.</p>
<blockquote><p>&#8220;A implantação de sistemas solares fotovoltaicos em propriedades rurais resulta em eficiência energética, principalmente no bombeamento de água, e evitando o desmatamento de coberturas vegetais para a passagem de rede elétrica rural. Com o sistema de bombeamento solar, pode-se retirar água do solo sem o uso da rede ou de baterias, barateando ainda mais os custos da produção e aumentando a eficiência na irrigação de plantações ou na hidratação de animais&#8221;, destaca o engenheiro eletricista e CEO da empresa Ver-O-Solenergia Solar, Alexandre Ribeiro.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35749" aria-describedby="caption-attachment-35749" style="width: 683px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-35749" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-300x169.jpg" alt="" width="683" height="385" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y-1200x675.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4918231789147893379_y.jpg 1280w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption id="caption-attachment-35749" class="wp-caption-text">Usina de energia solar fotovoltaica construída na região de Abaetetuba para fazer a irrigação de plantação de açaí. Crédito: Ver-O-Sol Energia Solar</figcaption></figure>
<h3>Benefícios ambientais e econômicos</h3>
<p>A substituição de combustíveis fósseis por energia solar no campo contribui diretamente para a redução de emissões de GEE, em linha com as metas climáticas nacionais. Além disso, a diminuição da queima de combustíveis líquidos melhora a qualidade do ar e reduz os custos de produção no médio prazo.</p>
<p>Segundo o Plano Clima, o setor agropecuário é responsável por cerca de 20% das emissões nacionais, sendo um dos alvos prioritários para medidas de mitigação. A adoção de tecnologias limpas, como a energia solar, é apontada como essencial para alinhar a produção rural brasileira às exigências ambientais dos mercados internacionais e aos compromissos assumidos no Acordo de Paris.</p>
<p>No Pará, as soluções solares também vêm sendo integradas a práticas agroecológicas, sistemas de produção familiar e cadeias de valor da sociobiodiversidade, ampliando os impactos positivos nos territórios. Projetos com povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas têm mostrado que a transição energética pode, e deve, caminhar junto com justiça climática e desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>&#8220;A atuação da empresa prioriza comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas no estado do Pará, especialmente aquelas localizadas em áreas de difícil acesso. Entre os principais desafios, destaca-se a logística complexa, que envolve transporte fluvial e terrestre em condições muitas vezes precárias. A cada projeto, reforçamos que levar energia limpa vai muito além da instalação de painéis solares: é também promover dignidade, autonomia e inclusão energética para populações historicamente marginalizadas&#8221;, ressalta Alexandre.</p></blockquote>
<h3>Desafios e oportunidades</h3>
<p>Apesar dos avanços, o acesso à energia solar ainda enfrenta desafios na região. Barreiras como custo inicial elevado, falta de assistência técnica especializada e infraestrutura logística dificultam a expansão em áreas remotas. Por isso, o Plano Clima defende uma atuação articulada entre União, estados e municípios, com apoio a financiamentos acessíveis, capacitação local e estímulo à inovação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem alguns desafios que ainda travam o avanço da energia solar, como a nova tarifação da Lei 14.300/2022, uma vez que projetos protocolados após 2023 pagam pedágio TUSD Fio B crescente (15% em 2023 chegando a 100 % em 2029), alongando o retorno financeiro. A burocracia de conexão (REN 1.000/2021 + 1.059/2023) exige projetos elétricos detalhados, vistoria e, em algumas distribuidoras, filas de análise que podem ultrapassar 90 dias. No caso do Pará, os produtores ainda dependem de bancos estaduais ou Finame/ABC+, onde a exigência de equipamento nacional reduz as opções. Além disso, a capacidade da rede rural, com linhas monofásicas saturadas, também obriga reforços antes da conexão, encarecendo pequenos sistemas&#8221;, explica o especialista.</p></blockquote>
<p>A previsão de novas rotas aéreas e investimentos em infraestrutura para a COP30 em Belém também deve favorecer a logística de distribuição de equipamentos solares na região. A expectativa é que o evento internacional sirva como vitrine para as soluções sustentáveis amazônicas, e como catalisador de novos investimentos.</p>
<h3>Rumo a um campo mais limpo e conectado</h3>
<p>A transição energética no campo paraense não é apenas uma questão de tecnologia, mas de estratégia climática e inclusão social. A energia solar, nesse contexto, emerge como uma ferramenta de transformação concreta, conectando agricultores à economia verde e colocando o Brasil em rota para cumprir seus compromissos climáticos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Após a instalação de sistemas solares em áreas rurais do Pará, observamos uma série de benefícios ambientais concretos que vão além da simples redução no uso de combustíveis fósseis. Esses benefícios são fundamentais para promover um desenvolvimento mais sustentável na região. A instalação de sistemas solares em áreas rurais paraenses não apenas transforma a matriz energética da região, mas também gera uma série de impactos ambientais positivos que promovem um futuro mais sustentável e resiliente para as comunidades locais&#8221;, finaliza.</p></blockquote>
<p>Com o sol como aliado, o campo no Pará se posiciona na linha de frente da luta contra as mudanças climáticas, e na construção de um futuro mais limpo, justo e resiliente.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-abre-consulta-publica-sobre-plano-de-combate-as-mudancas-climaticas/" target="_top">Brasil abre consulta pública sobre plano de combate às mudanças climáticas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/uncategorized/governo-federal-sanciona-lei-que-cria-programa-para-acelerar-transicao-energetica/">Governo Federal sanciona lei que cria programa para acelerar transição energética</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/cop30-tarifas-de-trump-eleicoes-e-guerras-desafiam-discussoes-e-avancos-climaticos/">COP30: tarifas de Trump, eleições e guerras desafiam discussões e avanços climáticos</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Brasil deve se afastar dos combustíveis fósseis, diz presidente da COP30</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-deve-se-afastar-dos-combustiveis-fosseis-diz-presidente-da-cop30/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 19:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/plataforma_de_petroleo_0-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Prestes a sediar a COP30, o mais importante evento climático do mundo, o Brasil enfrenta críticas por tentar avançar com projetos de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. A queima de combustíveis fósseis nas atividades industriais é apontada como uma das principais responsáveis pela aceleração das mudanças climáticas nos últimos anos . A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/plataforma_de_petroleo_0-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Prestes a sediar a <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/primeira-quadra-do-parque-linear-da-nova-doca-e-liberada-para-o-transito/" target="_blank" rel="noopener">COP30,</a> o mais importante evento climático do mundo, o Brasil enfrenta críticas por tentar avançar com projetos de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. A queima de combustíveis fósseis nas atividades industriais é apontada como uma das principais responsáveis pela aceleração das mudanças climáticas nos últimos anos . A polêmica foi um dos temas tratados pelo embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 em entrevista ao programa Roda Viva.</p>
<p>Para ele, o Brasil deve seguir o compromisso do Acordo de Paris de se afastar cada vez mais dos combustíveis fósseis. Na COP28, em Dubai, os países–membro, incluindo o Brasil, também concordaram em caminhar para o abandono do uso de gás e petróleo de forma justa e ordenada para mitigar os impactos da mudança do clima. Apesar disso, o embaixador considera que as decisões devem ser tomadas dentro de um contexto.</p>
<blockquote><p>“O Brasil tem que explorar as possibilidades que existem para o País. A decisão tem que ser tomada depois de um debate nacional”, afirmou André Corrêa do Lago.</p></blockquote>
<p>Em entrevista à <a href="https://apublica.org/2025/03/convocar-mutirao-pelo-clima-e-forma-de-reagir-as-mas-noticias-diz-presidente-da-cop30/" target="_blank" rel="noopener">Agência Pública</a>, o embaixador explicou que um grupo de especialistas brasileiros está elaborando um estudo sobre a questão e aponta que há diferentes desafios para os diversos países.</p>
<p>Há países que têm sua economia baseada nessa exploração, enquanto outros não têm reserva alguma, além de casos de países desenvolvidos com exploração de longa duração e outros emergentes que começaram há pouco tempo. Essa diferença de posições e argumentos é que deve ser levada em conta e está mobilizando o debate entre os países, segundo avalia o presidente da COP30.</p>
<h3>Indígenas e quilombolas</h3>
<p>Durante o programa, André Corrêa do Lago também falou sobre a necessidade de aproximação da organização com populações indígenas e quilombolas. Os povos quilombolas, por exemplo, não foram citados na <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-pede-mutirao-global-para-enfrentar-crise-climatica/" target="_blank" rel="noopener">primeira carta da presidência,</a> mas o embaixador afirma que estão sendo construídas estratégias para garantir a participação dessas comunidades. Em relação a isso, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/quilombolas-pedem-maior-participacao-em-debates-sobre-a-cop30/" target="_blank" rel="noopener">divulgou uma carta no mês passado</a>, pedindo mais participação em debates sobre o evento..</p>
<p>Outro ponto destacado foi a expectativa pelo lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) durante a conferência do clima em Belém. A ideia lançada pelo Brasil é de garantir a captação inicial de US$ 25 bilhões para financiar projetos que beneficiem a conservação de florestas tropicais em todo o planeta.</p>
<blockquote><p>“O que temos ouvido do mercado financeiro que o que está faltando é na realidade são esses primeiros 25 bilhões [de dólares] que precisam entrar para que tenham a expectativa de mais 100 bi. Reconheço que neste momento o que está faltando é esse comprometimento de fundos soberanos para os primeiros 25 bilhões, mas ouço dos investidores que tendo esses 25 de início, aparecerão 100”, garantiu Corrêa do Lago.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/paises-apoiam-ideia-de-mutirao-global-pelo-clima-diz-presidente-da-cop30/" target="_top">Países apoiam ideia de mutirão global pelo clima, diz presidente da COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/quilombolas-pedem-maior-participacao-em-debates-sobre-a-cop30/" target="_top">Quilombolas pedem maior participação em debates sobre a COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-pede-mutirao-global-para-enfrentar-crise-climatica/" target="_top">Brasil pede “mutirão global” para enfrentar crise climática</a></strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/primeira-quadra-do-parque-linear-da-nova-doca-e-liberada-para-o-transito/" target="_top"><strong>Primeira quadra do Parque Linear da Nova Doca é liberada para o trânsito</strong></a></p>
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		<title>Brasil não precisa explorar Foz do Amazonas, se cumprir meta climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 19:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/foz_petrobras-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você já ouviu falar que, sem a exploração da Foz do Amazonas, as reservas de petróleo do Brasil acabarão em 10 anos? Pois saiba que uma análise de dados realizada pelo InfoAmazônia mostra que isso não é verdade. Com base nos relatórios de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/foz_petrobras-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Você já ouviu falar que, sem<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_blank" rel="noopener"> a exploração da Foz do Amazonas</a>, as reservas de petróleo do Brasil acabarão em 10 anos? Pois saiba que uma análise de dados realizada pelo <a href="https://infoamazonia.org/2025/03/25/se-cumprir-meta-climatica-brasil-nao-precisara-importar-petroleo-nem-explorar-foz-do-amazonas/" target="_blank" rel="noopener">InfoAmazônia </a>mostra que isso não é verdade.</p>
<p>Com base nos relatórios de produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e nas projeções de consumo no Brasil feitas pela Agência Internacional de Energia (IEA), os dados revelam que se o Brasil cumprir suas metas climáticas, ou seja, neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa. as reservas do País devem durar até pelo menos 2039,</p>
<p>A conclussão é uma resposta à alegação da Petrobras sobre a importância de explorar novas reservas na Foz do Amazonas para financiar a transição energética e evitar o risco de importar petróleo dentro de 10 anos.</p>
<p>Para entender como isso se dá, é preciso saber que as reservas são a estimativa da quantidade de petróleo que pode ser extraída em um campo de produção. Elas são divididas em três categorias: reservas provadas (1P), com 90% de chance de extração; reservas prováveis (2P), com 50% de chance; e reservas possíveis (3P), com apenas 10% de chance de que o petróleo seja extraído comercialmente. Uma mesma área pode conter simultaneamente reservas provadas — com maior chance de serem extraídas — além de prováveis e possíveis.</p>
<p>O levantamento leva em conta que, em 2023, o Brasil tinha um total de 15,9 bilhões de barris de óleo (boe) em reservas provadas. Se considerar as reservas prováveis e possíveis, o número chega a 18 bilhões de barris.</p>
<p>Com base nisso, foram projetados cinco cenários:</p>
<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Cenário conservador:</strong> Considera que o consumo e exportação de petróleo permanecerão nos níveis máximos dos últimos cinco anos. Nesse caso, as reservas provadas se esgotariam entre 2035 e 2036, e as reservas totais entre 2036 e 2037.</li>
<li><strong>Aumento do consumo e exportação:</strong> As projeções da IEA indicam um crescimento contínuo do consumo e exportação. Nesse ritmo, as reservas provadas acabariam em 2032 e as reservas totais em 2033.</li>
<li><strong>Cenário Net Zero:</strong> Trabalha com a meta do Net Zero, isto é, o cumprimento do Acordo de Paris, em que o Brasil decidiu contribuir com a redução de 75% das emissões do planeta até 2050. Nesse caso, as reservas provadas durariam entre 2038 e 2039 e as totais entre 2041 e 2042.</li>
<li><strong>Sem exportação: </strong>O Brasil acabaria com as exportações e manteria um consumo interno crescente, o que faria com que as reservas provadas se esgotassem em 2036 e as totais em 2038. Se o consumo fosse constante, os estoques durariam até 2045 (provados) e 2048 (total).</li>
<li><strong>Exportação constante e redução de consumo: </strong>Com as exportações mantidas e o consumo reduzido em 75% até 2050, as reservas  provadas se esgotariam em 2037 e as reservas totais em 2039.</li>
</ol>
<h3>Na contramão dos compromissos</h3>
<p>A pressão para obter o licenciamento para exploração da Foz do Amazonas vai na contramão do que a Petrobrás e o governo brasileiro assumem como compromisso com a transição energética. Segundo a estatal, até 2028 devem ser investidos US$ 11,5 bilhões em energias renováveis (eólica e solar), captura e armazenamento de carbono e biocombustíveis, como bioquerosene de aviação e diesel renovável, soluções de baixo carbono.</p>
<p>Em resposta à reportagem, a Petrobras encaminhou uma entrevista da presidente da empresa, Magda Chambriard, que reforça que a companhia busca alcançar a neutralidade de emissões (Net Zero) até 2050. No entanto, quando questionada sobre a suposta necessidade de  importação de petróleo em 10 anos, a empresa não respondeu.</p>
<p>Em relatório, a IEA indica que “não serão necessários novos campos de petróleo e gás natural além dos já aprovados” para que os países cumpram as metas do Acordo de Paris. Porém, a organização reforça que é preciso que diminua o consumo global, passando dos atuais 90 milhões de barris por dia para 24 milhões em 2050, uma redução de 75%​.</p>
<p>A bacia da Foz do Amazonas tem cerca 350 mil km² entre o Pará e o Amapá e setores do governo especulam que a região poderia produzir em torno de 10 bilhões de barris. A Petrobrás tenta licenciamento para o empreendimento, mas o projeto já recebeu três negativas da área técnica do Ibama. Não há, portanto, nenhum licenciamento nem reservas provadas na área.</p>
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		<title>Governo Federal sanciona lei que cria programa para acelerar transição energética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 13:35:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[energia limpa]]></category>
		<category><![CDATA[fontes renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Paten]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/painel_solar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo Federal sancionou, na quarta-feira, 22, a lei que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento sustentável e a liderança global na descarbonização do País. O Programa, que terá a adequação dos projetos coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), pretender ser um marco na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/painel_solar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo Federal sancionou, na quarta-feira, 22, a lei que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), uma iniciativa estratégica para o desenvolvimento sustentável e a liderança global na descarbonização do País. O Programa, que terá a adequação dos projetos coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), pretender ser um marco na promoção de tecnologias limpas e na ampliação da matriz energética renovável.</p>
<blockquote><p> “O Brasil tornou-se o grande protagonista desse debate planetário sobre o combate às mudanças climáticas. No plano lançado hoje, existem medidas práticas iniciadas no primeiro governo do presidente Lula, como a implementação do biocombustível. Deu tão certo que começamos com 3% de biodiesel no diesel e chegamos a 13%. Agora, em primeiro de março, será elevado para 15%”, afirmou o vice-presidente, Geraldo Alckmin.</p></blockquote>
<p>O fundo será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão exclusivos para projetos vinculados ao programa – Estados, municípios e o Distrito Federal poderão acessá-los por meio de convênios com a União. Na prática, isso permitirá que empreendimentos acessem recursos a custos reduzidos, promovendo maior eficiência e consolidando o Brasil como o principal indutor de práticas sustentáveis.</p>
<p>O Paten viabiliza o acesso a crédito para empresas que possuem valores a receber da União, como precatórios e créditos tributários, para financiar projetos ligados à transição energética. O Fundo Verde, criado pela lei e administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será a base desse financiamento, garantindo recursos para iniciativas de baixo carbono, sem a necessidade de garantias reais, o que reduz custos para os empreendedores.</p>
<p>Entre as áreas contempladas pelo Programa, estão o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, a valorização energética de resíduos, a modernização da infraestrutura de geração e transmissão de energia e a substituição de fontes poluentes por alternativas renováveis. Além disso, o Paten deverá estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, hidrogênio verde, biogás e outras soluções de energia sustentável.</p>
<p>O Paten tem relevância estratégica para os setores portuário, hidroviário e aeroportuário, considerando que essas infraestruturas desempenham um papel central na logística nacional e internacional, estando diretamente associadas às emissões de gases de efeito estufa. Por meio de incentivos ao uso de fontes de energia renovável e tecnologias limpas, o programa possibilita a modernização de portos e aeroportos, promovendo a descarbonização das operações e a eletrificação de sistemas, como o uso do Onshore Power Supply (OPS) para navios atracados e combustíveis sustentáveis, como o SAF, na aviação.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos falando do potencial que o Brasil tem de se transformar no maior produtor de energia sustentável do mundo e de se tornar um dos principais agentes do combustível verde para a aviação, o nosso SAF. Temos uma lei aprovada pelo Governo Federal que determina que, até 2027, 1% do combustível da aviação seja composto por SAF. Esse número deve chegar a 10% até 2050. Essa é uma política pública na ordem do dia em todo o mundo”, acrescentou Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos.</p></blockquote>
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		<title>COP29: Pará anuncia redução de 276 mil toneladas de CO² com desativação de termelétricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 19:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP29]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústrias]]></category>
		<category><![CDATA[Calha Norte]]></category>
		<category><![CDATA[desaque]]></category>
		<category><![CDATA[descarbonização]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
		<category><![CDATA[usinas termelétricas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/semas-cop29-semas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um total de 14 usinas termelétricas que operam no Pará movidas a óleo diesel serão desativadas até 2026. O plano foi apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) durante a COP29 em Baku, no Azerbaijão, como parte da estratégia para a transição energética e fortalecimento da bioeconomia e, segundo a pasta, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/semas-cop29-semas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um total de 14 usinas termelétricas que operam no Pará movidas a óleo diesel serão desativadas até 2026. O plano foi apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) durante a COP29 em Baku, no Azerbaijão, como parte da estratégia para a transição energética e fortalecimento da bioeconomia e, segundo a pasta, irá evitar a emissão de 276 mil toneladas de carbono na atmosfera.</p>
<p>Atualmente, as usinas atendem partes das regiões do Marajó e da Calha Norte que ainda não são atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Nessas localidades dependentes de geradores serão construídas de 20 a 25 novas linhas de transmissão que serão integradas ao sistema, garantindo assim maior oferta de energia firme e com menos riscos de desabastecimento.</p>
<blockquote><p>“A proposta é levar energia sustentável a regiões remotas, como o Marajó e a Calha Norte, possibilitando o desenvolvimento de cadeias produtivas locais, como a agroindústria do açaí”, explicou o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos.</p></blockquote>
<p>Para o secretário, os benefícios para o desenvolvimento social e econômico serão os grandes impactos dessa iniciativa que tem o potencial de alavancar as atividades da bioeconomia que hoje tem a falta de energia como um dos seus principais gargalos.</p>
<blockquote><p>“Já conseguimos cumprir metade da meta de descarbonização. Até 2026, com a conclusão de aproximadamente 12 novas linhas, esperamos evitar a emissão de mais 106 mil toneladas de carbono”, detalhou Rodolpho Bastos sobre os avanços e o alcance da meta.</p></blockquote>
<p>Além disso, o plano de transição inclui projetos para descarbonização das empresas instaladas no complexo industrial de Barcarena com o uso de gás natural. Segundo o governo, a expectativa é que somente nesse setor a mudança da matriz energética leve à redução de 1 milhão de toneladas de carbono até 2026.</p>
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