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	<title>TI Munduruku &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>TI Munduruku &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Desmate em Terras Indígenas da Amazônia cai 25%, mas pressão criminosa continua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Funai]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Cachoeira Seca]]></category>
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		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[TI Munduruku]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na região.</p>
<p>Ao todo, o desmatamento por corte raso — remoção total da vegetação para dar lugar à agropecuária — somou 30.128 hectares em 2025 em toda a Amazônia Legal. O número representa o menor patamar da série histórica iniciada em 2016 e uma queda de 25% em relação a 2024 (quando atingiu 40.178 hectares).</p>
<p>Os dados constam em um relatório inédito da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) obtido pelo jornal Folha de S.Paulo. O documento monitora 395 áreas e aponta que, embora apresente melhora, a pressão de atividades ilegais na região Norte permanece crítica.</p>
<p>Apesar do recuo global, o problema é disseminado: 82% das terras monitoradas pela Funai sofreram algum nível de exploração.</p>
<p>Dos mais de 30 mil hectares derrubados, 15,3 mil concentram-se em 13 territórios localizados no Maranhão, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Roraima. As áreas estão situadas no chamado &#8220;arco da devastação&#8221;, região pressionada pelo avanço da agropecuária, garimpo e extração ilegal de madeira. São elas:</p>
<ul>
<li>Porquinhos dos Canela-Apãnjekra</li>
<li>Sararé</li>
<li>Utaria Wyhyna/Iròdu Iràna</li>
<li>Kanela Memortumré</li>
<li>Aripuanã</li>
<li>Kayapó</li>
<li>Alto Rio Negro</li>
<li>Cachoeira Seca</li>
<li>Raposa Serra do Sol</li>
<li>Bacurizinho</li>
<li>Parque do Aripuanã</li>
<li>Munduruku</li>
<li>Batelão</li>
</ul>
<p>O comportamento do desmatamento variou entre essas áreas. Enquanto sete territórios registraram queda significativa — como Cachoeira Seca (-68%), Kayapó (-54%) e Sararé (-32%) —, outros seis apresentaram alta expressiva, liderados por Kanela Memortumré (+166%), Aripuanã (+129%) e Bacurizinho (+30%). Não há dados na reportagem se o desmate na TI Munduruku recuou ou aumentou.</p>
<p>Diante da assimetria dos dados, os técnicos da autarquia sugerem uma mudança de estratégia na fiscalização: <span style="font-size: 14px;">&#8220;considerando a tendência observada de alta concentração de grande parte do desmatamento em um grupo restrito de terras indígenas, a atuação focada nestas áreas com ações de proteção territorial tende a otimizar os resultados na redução dos índices de desmatamento nas terras indígenas como um todo&#8221;.</span></p>
<h3>Degradação e incêndios florestais</h3>
<p>O impacto ambiental nos territórios indígenas vai além do corte raso. Somando a degradação florestal (extração seletiva de madeira, que atingiu 43.076 hectares) e os danos a áreas em processo de regeneração (8.540 hectares), o total de floresta afetado por crimes ambientais chegou a 81,7 mil hectares em 2025 — recuo de 36% frente aos 128 mil hectares de 2024.</p>
<p>O fogo também se provou um desafio crônico: 195 terras indígenas da Amazônia Legal registraram queimadas em 2025. A exemplo do desmatamento, o impacto concentrou-se em apenas seis territórios, que responderam por metade da área queimada: Parque do Araguaia (MT), Raposa Serra do Sol (RR), São Marcos (RR), Parabubure (MT), Parque do Tumucumaque (AP/PA) e Kraolândia (TO/MA).</p>
<p>Houve recuo expressivo no Parque do Araguaia, onde a área afetada caiu 46% (de 798,6 mil para 432,5 mil hectares). Em contrapartida, os incêndios avançaram na Raposa Serra do Sol (+36%, chegando a 354 mil hectares) e quase dobraram em São Marcos, com alta de 78% (saltando de 86,8 mil para 154,3 mil hectares).</p>
<h3>Desafio nacional</h3>
<p>Os dados da Funai ressaltam a complexidade para o cumprimento das metas climáticas do Brasil, que precisa quadruplicar o ritmo atual de restauração florestal para recuperar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>A reportagem da Folha de S.Paulo procurou o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama para que comentassem o relatório e detalhassem os planos de contingência para as áreas críticas, mas não obteve retorno até a publicação dos dados.</p>
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		<title>Operação de desintrusão da TI Munduruku avança no combate ao garimpo ilegal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 16:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desintrusão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[TI Munduruku]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Ti-munduruku-Mario-Vilela-Funai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Alvo da cobiça de garimpeiros, a Terra Indígena (TI) Munduruku, localizada entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste paraense, passa por um processo de desintrusão (retirada de invasores) há três meses. Nesse período, já foram realizadas 419 ações de combate ao garimpo ilegal, com destruição de 91 motores, 27 retroescavadeiras, 53 acampamentos e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Ti-munduruku-Mario-Vilela-Funai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Alvo da cobiça de garimpeiros, a Terra Indígena (TI) Munduruku, localizada entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste paraense, passa por um processo de desintrusão (retirada de invasores) há três meses. Nesse período, já foram realizadas 419 ações de combate ao garimpo ilegal, com destruição de 91 motores, 27 retroescavadeiras, 53 acampamentos e veículos. O resultado causou um prejuízo financeiro aos criminosos estimado em R$ 97,5 milhões.</p>
<p>Durante o trabalho também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e ferramentas logísticas que dão suporte às atividades. Um dos pontos de atenção é com a fuga para unidades de conservação próximas, como Área de Proteção Ambiental Tapajós, assim como as tentativas de burlar fiscalizações utilizando rotas alternativas e pequenos transportes.</p>
<p>Para o coordenador geral da operação, Nilton Tubino, a retomada da TI Munduruku é um passo importante para a reparação da justiça e para a preservação da Amazônia. No local, vivem cerca de 9 mil pessoas distribuídas em 61 aldeias.</p>
<blockquote><p>“O reforço da presença de agentes federais cria um ambiente de segurança e fortalece o tecido social da região, reduzindo as tensões provocadas por invasores e incentivando a reconstrução das dinâmicas comunitárias”, acrescenta Tubino.</p></blockquote>
<p>A operação de desintrusão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ação judicial de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 movida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que pedia cumprimento de medidas de proteção às comunidades indígenas para diante do aumento dos conflitos nos territórios provocados pela exploração garimpeira. No total, 20 órgãos federais atuam de forma integrada na operação.</p>
<blockquote><p>“A preservação da Terra Munduruku é uma prioridade nacional e internacional. O Brasil reafirma o papel na proteção das florestas e dos povos que são os maiores guardiões da biodiversidade”, afirma a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.</p></blockquote>
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