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	<title>Terra Indígena Kayapó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Terra Indígena Kayapó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Operação combate garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 14:41:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/garimpo_TIKayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Operação conjunta do  Ibama e da Polícia Federal (PF)  combate o garimpo ilegal e desarticula a cadeia logística criminosa na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. Nos dois primeiros dias de ação, os agentes destruíram uma grande quantidade de estruturas e equipamentos para interromper os danos ambientais imediatos e elevar o custo do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/garimpo_TIKayapo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Operação conjunta do  Ibama e da Polícia Federal (PF)  combate o garimpo ilegal e desarticula a cadeia logística criminosa na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará.</em></li>
<li><em>Nos dois primeiros dias de ação, os agentes destruíram uma grande quantidade de estruturas e equipamentos para interromper os danos ambientais imediatos e elevar o custo do crime.</em></li>
<li><em> A Terra Indígena Kayapó faz parte de um dos maiores mosaicos de áreas protegidas da Amazônia e da bacia do rio Xingu. O nome da operação homenageia a autodenominação do povo Kayapó (Mebêngôkré).</em></li>
<li><em> A mineração ilegal atrai o crime organizado e causa graves danos ao ecossistema local, como desmatamento, assoreamento de rios e contaminação por mercúrio e óleo, ameaçando diretamente a saúde e o modo de vida das comunidades indígenas.</em></li>
</ul>
<p>O Ibama e a Polícia Federal (PF) realizaram nesta semana a primeira fase da Operação Xapiri Mebêngôkré com o objetivo de combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. A ação tem como foco a desarticulação das frentes de mineração ilegal e da cadeia logística de abastecimento da atividade, por meio da identificação, apreensão e inutilização de equipamentos, insumos e estruturas utilizadas para viabilizar a atividade ilícita no interior do território protegido.</p>
<p>Durante os dois primeiros dias de operação, as equipes de fiscalização inutilizaram 31 escavadeiras hidráulicas (PCs) empregadas diretamente na extração ilegal de minérios.</p>
<p>Também foram destruídos 2 caminhões, 2 carretas usadas para transporte de madeira, 2 tratores, 23 motores utilizados na atividade garimpeira, 8 motocicletas, 3 caminhonetes, 5 geradores, 4 motosserras, 9 acampamentos e estruturas de apoio e 2 oficinas, além de aproximadamente 10,2 mil litros de combustível (diesel) destinado ao abastecimento das frentes de exploração mineral.</p>
<p>Entre os itens apreendidos estão 1 antena satelital de acesso à internet, 23 g de ouro, 2 armas de fogo e munições. Duas aves que estavam em poder dos infratores foram resgatadas pelos agentes do Ibama.</p>
<h3>Região tem extensa área de terras protegidas</h3>
<p>A Terra Indígena Kayapó integra um dos maiores e mais importantes mosaicos contínuos de áreas protegidas da Amazônia brasileira. A região abriga extensas áreas de floresta preservada, importantes cabeceiras e cursos d&#8217;água associados à bacia do rio Xingu, além de elevada biodiversidade.</p>
<p>A proteção desse território possui relevância estratégica para a conservação ambiental e para a garantia dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas que o habitam.</p>
<p>A região sofre pressão crescente de atividades ilegais associadas à exploração de recursos naturais, especialmente do garimpo, que provoca perda de vegetação nativa, degradação de áreas de preservação permanente, assoreamento de rios e igarapés, e contaminação ambiental por mercúrio, combustíveis e resíduos oleosos.</p>
<p>Os impactos comprometem a qualidade da água, afetam a fauna e a flora, e geram riscos diretos às comunidades indígenas.</p>
<p>Além dos danos ambientais, o garimpo ilegal favorece a atuação de organizações criminosas responsáveis pelo financiamento e manutenção de complexas redes de logística e abastecimento. Por essa razão, a operação atua não apenas sobre os locais de extração mineral, mas também sobre estruturas de apoio identificadas ao longo da cadeia produtiva da atividade ilícita, buscando interromper sua capacidade operacional e reduzir sua viabilidade econômica.</p>
<p>A extensão territorial da área fiscalizada e a dificuldade de acesso a diversos pontos da Terra Indígena Kayapó exigem o emprego de meios aéreos especializados. A operação tem apoio de aeronaves do Ibama e da Polícia Federal para reconhecimento, transporte de equipes e apoio logístico, ampliando a capacidade de atuação do Estado em áreas remotas da Amazônia.</p>
<p>Por que se destrói os maquinários</p>
<p>A inutilização de maquinários, equipamentos, insumos e estruturas associadas ao garimpo ilegal busca interromper imediatamente os danos ambientais em curso, elevar os custos da atividade criminosa e dificultar sua retomada.</p>
<p>Paralelamente, as informações produzidas durante a fiscalização contribuem para subsidiar ações de investigação e responsabilização dos envolvidos na exploração ilegal de recursos minerais.</p>
<h3>Ações permanentes</h3>
<p>A Operação Xapiri Mebêngôkré integra as ações permanentes de proteção ambiental conduzidas pelo Ibama na Amazônia Legal e reforça o compromisso do Estado brasileiro com a proteção dos territórios indígenas, dos recursos naturais e do patrimônio ambiental nacional.</p>
<p>&#8220;Mebêngôkré&#8221; é a autodenominação do povo conhecido como Kayapó, habitante tradicional da Terra Indígena Kayapó. O nome da operação faz referência à proteção do território indígena e ao enfrentamento das atividades ilícitas que ameaçam seus recursos naturais e modos de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desmate em Terras Indígenas da Amazônia cai 25%, mas pressão criminosa continua</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:28:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[TI Munduruku]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-23-at-14.10.20-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As terras indígenas Kayapó e Cachoeira Seca, localizadas no Pará, lideraram os índices de redução do desmatamento por corte raso na Amazônia Legal em 2025, com 68% e 54% de recuo respectivamente; mas continuam integrando, junto da TI Munduruku, também no estado, o grupo de 13 territórios que concentram 51% de toda a destruição na região.</p>
<p>Ao todo, o desmatamento por corte raso — remoção total da vegetação para dar lugar à agropecuária — somou 30.128 hectares em 2025 em toda a Amazônia Legal. O número representa o menor patamar da série histórica iniciada em 2016 e uma queda de 25% em relação a 2024 (quando atingiu 40.178 hectares).</p>
<p>Os dados constam em um relatório inédito da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) obtido pelo jornal Folha de S.Paulo. O documento monitora 395 áreas e aponta que, embora apresente melhora, a pressão de atividades ilegais na região Norte permanece crítica.</p>
<p>Apesar do recuo global, o problema é disseminado: 82% das terras monitoradas pela Funai sofreram algum nível de exploração.</p>
<p>Dos mais de 30 mil hectares derrubados, 15,3 mil concentram-se em 13 territórios localizados no Maranhão, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Roraima. As áreas estão situadas no chamado &#8220;arco da devastação&#8221;, região pressionada pelo avanço da agropecuária, garimpo e extração ilegal de madeira. São elas:</p>
<ul>
<li>Porquinhos dos Canela-Apãnjekra</li>
<li>Sararé</li>
<li>Utaria Wyhyna/Iròdu Iràna</li>
<li>Kanela Memortumré</li>
<li>Aripuanã</li>
<li>Kayapó</li>
<li>Alto Rio Negro</li>
<li>Cachoeira Seca</li>
<li>Raposa Serra do Sol</li>
<li>Bacurizinho</li>
<li>Parque do Aripuanã</li>
<li>Munduruku</li>
<li>Batelão</li>
</ul>
<p>O comportamento do desmatamento variou entre essas áreas. Enquanto sete territórios registraram queda significativa — como Cachoeira Seca (-68%), Kayapó (-54%) e Sararé (-32%) —, outros seis apresentaram alta expressiva, liderados por Kanela Memortumré (+166%), Aripuanã (+129%) e Bacurizinho (+30%). Não há dados na reportagem se o desmate na TI Munduruku recuou ou aumentou.</p>
<p>Diante da assimetria dos dados, os técnicos da autarquia sugerem uma mudança de estratégia na fiscalização: <span style="font-size: 14px;">&#8220;considerando a tendência observada de alta concentração de grande parte do desmatamento em um grupo restrito de terras indígenas, a atuação focada nestas áreas com ações de proteção territorial tende a otimizar os resultados na redução dos índices de desmatamento nas terras indígenas como um todo&#8221;.</span></p>
<h3>Degradação e incêndios florestais</h3>
<p>O impacto ambiental nos territórios indígenas vai além do corte raso. Somando a degradação florestal (extração seletiva de madeira, que atingiu 43.076 hectares) e os danos a áreas em processo de regeneração (8.540 hectares), o total de floresta afetado por crimes ambientais chegou a 81,7 mil hectares em 2025 — recuo de 36% frente aos 128 mil hectares de 2024.</p>
<p>O fogo também se provou um desafio crônico: 195 terras indígenas da Amazônia Legal registraram queimadas em 2025. A exemplo do desmatamento, o impacto concentrou-se em apenas seis territórios, que responderam por metade da área queimada: Parque do Araguaia (MT), Raposa Serra do Sol (RR), São Marcos (RR), Parabubure (MT), Parque do Tumucumaque (AP/PA) e Kraolândia (TO/MA).</p>
<p>Houve recuo expressivo no Parque do Araguaia, onde a área afetada caiu 46% (de 798,6 mil para 432,5 mil hectares). Em contrapartida, os incêndios avançaram na Raposa Serra do Sol (+36%, chegando a 354 mil hectares) e quase dobraram em São Marcos, com alta de 78% (saltando de 86,8 mil para 154,3 mil hectares).</p>
<h3>Desafio nacional</h3>
<p>Os dados da Funai ressaltam a complexidade para o cumprimento das metas climáticas do Brasil, que precisa quadruplicar o ritmo atual de restauração florestal para recuperar 12 milhões de hectares até 2030.</p>
<p>A reportagem da Folha de S.Paulo procurou o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama para que comentassem o relatório e detalhassem os planos de contingência para as áreas críticas, mas não obteve retorno até a publicação dos dados.</p>
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		<title>PF e Funai combatem garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 16:51:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Funai]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/garimpo_ilegal3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Polícia Federal, em ação conjunta com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), deflagrou, na sexta-feira (6), a 4ª Fase da Operação Rio Fresco, com o objetivo de combater a exploração ilegal de recursos minerais às margens e no leito desse rio, no município de Ourilândia do Norte (PA), na Terra Indígena Kayapó. Durante [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/garimpo_ilegal3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Polícia Federal, em ação conjunta com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), deflagrou, na sexta-feira (6), a 4ª Fase da Operação Rio Fresco, com o objetivo de combater a exploração ilegal de recursos minerais às margens e no leito desse rio, no município de Ourilândia do Norte (PA), na Terra Indígena Kayapó.</p>
<p>Durante a ação, foram localizadas duas dragas em funcionamento no leito do Rio Fresco, utilizadas na atividade de garimpo ilegal. Os equipamentos foram destruídos no local e os responsáveis foram identificados.</p>
<p>Na sequência, foi identificado um garimpo ilegal às margens do rio, onde foram destruídos um acampamento, motores e uma escavadeira hidráulica. No local, também foram apreendidos aparelhos celulares e uma arma de fogo do tipo pistola, calibre 9 milímetros.</p>
<p>Em razão da impossibilidade de acesso terrestre com viaturas, as equipes realizaram o deslocamento por meio de embarcação.</p>
<p>As investigações agora continuam para identificar quem são os responsáveis pelo financiamento da atividade. Eles podem responder por crimes ambientais e usurpação de terras públicas.</p>
<p>A Operação Rio Fresco integra ações permanentes da Polícia Federal para repressão a crimes ambientais e à exploração ilegal de recursos naturais em terras indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>MMA e Fiocruz iniciam monitoramento de mercúrio na Terra Indígena Kayapó, no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 16:45:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Aldeia Gorotire]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/equipe_Fiocruz_MMA-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a primeira etapa de monitoramento ambiental e da exposição humana ao mercúrio na Aldeia Gorotire, na Terra Indígena Kayapó, em Redenção (PA). A área é próxima ao garimpo Maria Bonita, o maior em terras indígenas no sul do Pará. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/equipe_Fiocruz_MMA-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a primeira etapa de monitoramento ambiental e da exposição humana ao mercúrio na Aldeia Gorotire, na Terra Indígena Kayapó, em Redenção (PA). A área é próxima ao garimpo Maria Bonita, o maior em terras indígenas no sul do Pará. A ação incluiu a coleta de amostras de água e sedimentos e a análise da presença de mercúrio em peixes da comunidade.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">A atividade integra o projeto Impacto do Mercúrio em Áreas Protegidas e Povos da Floresta na Amazônia, desenvolvido em parceria com a Fiocruz e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com financiamento do Governo da Alemanha e tem como objetivo avaliar os efeitos da exposição ao mercúrio na saúde de populações indígenas e nos ecossistemas aquáticos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">As ações incluíram entrevistas, avaliações clínicas e a coleta de amostras biológicas e ambientais para análise dos níveis de mercúrio. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">No total, 209 pessoas participaram do estudo. As análises biológicas serão realizadas pelo Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além da Aldeia Gorotire, o estudo envolveu indígenas de outras oito comunidades: Bananal, Kriny, Ladeira, Las Casas, Marabá, Ngokongotire, Ponte e Redenção.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Foram coletadas, ainda, 18 amostras de sedimentos, 21 de água em rios da bacia do Rio Fresco e oito de fontes de abastecimento para consumo humano, com avaliação em campo de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos, bem como obtidas 51 amostras de peixes consumidos pelas comunidades. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">As análises ambientais serão feitas no Laboratório de Biogeoquímica Ambiental W.C. Pfeiffer, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Porto Velho (RO).</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">De acordo com a secretária substituta nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Thaianne Resende, o monitoramento realizado na aldeia é um “desafio humano, técnico e institucional”. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<blockquote>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">“Essa ação reafirma a presença do Estado em territórios de alta vulnerabilidade socioambiental e só é possível graças à parceria estratégica com a Fiocruz, que integra ciência, saúde e meio ambiente para proteger as populações indígenas, os ecossistemas amazônicos e fortalecer a implementação da Convenção de Minamata no Brasil”, complementou a secretária substituta. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
</blockquote>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Thaianne esclarece, ainda, que os resultados obtidos por meio da ação de monitoramento “permitirão identificar os níveis de contaminação, os padrões de exposição e os potenciais riscos à saúde humana e ao meio ambiente”. “Irão subsidiar ações de proteção ambiental, de salvaguarda das populações indígenas e de enfrentamento dos impactos da mineração ilegal na Amazônia”, concluiu a secretária substituta. </span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Também foram realizadas reuniões de planejamento com representantes do MMA, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Redenção, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó do Pará, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Fiocruz, com o objetivo de apresentar o protocolo de pesquisa e definir as estratégias de atuação no território.</span><span data-ccp-props="{&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">Em 2025, o MMA assinou o Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Amazônico de Mercúrio para a implementação do <a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-apresenta-projeto-de-monitoramento-da-exposicao-ao-mercurio-para-terra-indigena-munduruku" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" target="_blank" rel="noopener">projeto de monitoramento da exposição ao mercúrio em território Munduruku</a>. Nesse mesmo período, o MMA realizou ações de monitoramento nas terras indígenas <a style="font-weight: 500;" href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-visita-terra-indigena-yanomami-para-verificar-niveis-de-mercurio-na-regiao" data-tippreview-enabled="false" data-tippreview-image="" data-tippreview-title="" target="_blank" rel="noopener">Yanomami</a>. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span data-contrast="auto">O monitoramento integra uma das frentes de atuação do Governo do Brasil no enfrentamento ao garimpo ilegal, envolvendo pesquisadores, órgãos ambientais e a participação de lideranças indígenas.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
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		<title>Funai e PF desarticulam base de apoio ao garimpo na TI Kayapó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 16:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/garimpo_ilegal77-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma operação conjunta entre a Funai e a Polícia Federal desarticulou, na sexta-feira, 16, focos de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. A ação concentrou-se nos municípios de Tucumã e Ourilândia do Norte, com o objetivo de interromper a exploração ilícita no leito e nas margens do Rio Branco, território vital [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/garimpo_ilegal77-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma operação conjunta entre a Funai e a Polícia Federal desarticulou, na sexta-feira, 16, focos de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. A ação concentrou-se nos municípios de Tucumã e Ourilândia do Norte, com o objetivo de interromper a exploração ilícita no leito e nas margens do Rio Branco, território vital para a sobrevivência sociocultural do povo Mebêngôkre/Kayapó.</p>
<p>Durante a ofensiva, os agentes inutilizaram a infraestrutura logística dos garimpeiros, o que incluiu a destruição de duas escavadeiras hidráulicas, motores, uma balsa e motocicletas, além da desarticulação de acampamentos de apoio. Também foram apreendidos aparelhos celulares que passarão por perícia técnica para auxiliar na continuidade das investigações.</p>
<p>A equipe em campo identificou pistas sobre os proprietários das máquinas destruídas, informações que devem embasar processos por usurpação de bens da União, crimes ambientais e associação criminosa.</p>
<p>Para a Funai, a análise desse material é um passo estratégico para identificar a rede de envolvidos na atividade. O órgão ressaltou ainda que o trabalho integrado com as forças policiais é essencial para assegurar a proteção ambiental e o cumprimento dos direitos territoriais indígenas.</p>
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		<title>Com fiscalização, garimpo ilegal no Pará tem perda de R$ 12 milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 17:08:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/garimpo_ilegal_kayapo_1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, teve perda de R$ 12 milhões nas duas últimas semanas. O resultado é consequência do aumento da fiscalização, segundo o governo federal. No dia 2 de maio, o governo federal iniciou uma operação para a retirada de invasores da TI Kayapó. A área enfrenta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/garimpo_ilegal_kayapo_1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará, teve perda de R$ 12 milhões nas duas últimas semanas. O resultado é consequência do aumento da fiscalização, segundo o governo federal.</p>
<p>No dia 2 de maio, o governo federal iniciou <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-inicia-operacao-para-expulsar-garimpeiros-da-terra-indigena-kayapo/" target="_blank" rel="noopener">uma operação para a retirada de invasores da TI Kayapó.</a> A área enfrenta problemas relacionados ao garimpo ilegal, grilagem de terras, pecuária irregular e extração ilegal de madeira. O garimpo ilegal já destruiu cerca de 274 hectares de mata nativa na região.4</p>
<p>As forças integradas destruíram máquinas pesadas, como retroescavadeiras e balsas, além de bares, prostíbulos, depósitos e alojamentos usados pelos garimpeiros.</p>
<p>As ações se concentraram nos garimpos mais críticos, como Rio Branco, Maria Bonita, Pista Branca e Cumaruzinho.</p>
<p>A operação é coordenada pela Casa Civil e pelo Ministério dos Povos Indígenas e conta com apoio de 20 órgãos federais, como Polícia Federal, Ibama, Força Nacional e Exército.</p>
<p>De acordo com Nilton Tubino, assessor da Casa Civil e coordenador da operação, o garimpo aumentou no território Kayapó, superando o registrado no território Yanomami. Existem quatro grandes áreas de garimpo, totalizando cerca de 18 mil hectares, de acordo com o monitoramento feito pelo governo federal.</p>
<p>O monitoramento da região mostra que os invasores fogem com a presença do Estado. A ação é baseada em decisão do Supremo Tribunal Federal.</p>
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		<title>Operação desarticula esquema de venda de ouro extraído do território Kayapó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 18:06:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[operação]]></category>
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		<category><![CDATA[PF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/ouro-PF-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Polícia Federal realizou na quarta-feira, 19, uma operação para desarticular um esquema de comércio ilegal de ouro no sudeste do Pará. O grupo-alvo é suspeito de praticar garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, que fica entre os municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, e depois vender [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/ouro-PF-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Polícia Federal realizou na quarta-feira, 19, uma operação para desarticular um esquema de comércio ilegal de ouro no sudeste do Pará. O grupo-alvo é suspeito de praticar garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, que fica entre os municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, e depois vender em joalheiras da região.</p>
<p>No total, foram sete mandados de busca e apreensão cumpridos em Redenção, Cumaru do Norte e Bannach. Celulares, automóveis, dinheiro e outros itens relevantes foram apreendidos para a investigação.</p>
<p>A operação foi motivada por denúncias sobre o garimpo feitas pelo Ministério Público Federal (MPF). Os indícios apontam que as transações com ouro extraído de forma ilegal movimentaram mais de R$ 30 milhões.</p>
<p>Além disso, um dos envolvidos também é investigado por manter um trabalhador em condição análoga à escravidão em um imóvel rural próximo à Terra Indígena Kayapó, que servia de base para atividades de garimpo ilegal.</p>
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		<title>Área degradada na Amazônia passa de 20 mil km² em setembro, a maior em 15 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 18:48:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A temporada seca deste ano impulsionou a degradação da floresta amazônica a níveis recordes. De acordo com o mais recente estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no mês de setembro, a área afetada pela exploração madeireira ou pelas queimadas alcançou 20.238 km², que é 15 vezes mais do que os [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A temporada seca deste ano impulsionou a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/degradacao-florestal-avanca-na-amazonia-e-para-tem-a-maior-area-afetada/">degradação da floresta amazônica</a> a níveis recordes. De acordo com o mais recente estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no mês de setembro, a área afetada pela exploração madeireira ou pelas queimadas alcançou 20.238 km², que é 15 vezes mais do que os 1.347 km² degradados no mesmo período de 2023 e superior a verificado em toda a série histórica.</p>
<p>O mês passado foi o quarto consecutivo com aumento nas áreas degradadas e contribuiu também para que o acumulado do ano atingisse índices históricos. De janeiro a setembro, a degradação foi de 26.246 km², quatro vezes mais do que o recorde anterior, 6.869 km². registrado no ano de 2022.</p>
<blockquote><p>“Setembro costuma ser um mês marcado pelo aumento dessas práticas na Amazônia, por estar dentro de um período mais seco. Porém, os números registrados em 2024 são muito mais elevados do que os vistos anteriormente. E a maioria dos alertas ocorreu devido à intensificação dos incêndios florestais ”, analisa a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p></blockquote>
<figure id="attachment_31298" aria-describedby="caption-attachment-31298" style="width: 564px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31298 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon.jpeg" alt="" width="564" height="334" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon.jpeg 564w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-300x178.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-150x89.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/SAD-degradacao-janeiro-setembro-2024-Imazon-450x266.jpeg 450w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-31298" class="wp-caption-text">Degradação atingiu níveis históricos com queimadas na Amazônia. Gráfico: SAD Degradação / Imazon</figcaption></figure>
<h3>Mais de 50% da degradação ocorreu no Pará</h3>
<p>Do total da floresta impactada, 57% ocorreu em território paraense, mais que o dobro do acumulado no Mato Grosso que aparece em segundo lugar com 25%. No estado, a degradação passou de 196 km² em setembro de 2023 para 11.558 km², o que representa um aumento de quase 6000%.</p>
<p>A situação é mais preocupante nos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte e Novo Progresso, que lideram o ranking nacional da degradação florestal. <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/quatro-municipios-paraenses-lideram-o-ranking-das-queimadas-no-brasil/">As mesmas cidades contam entre as que concentram o maior número de queimadas no país</a>.</p>
<p>Na mesma região, a Terra Indígena Kayapó, que está localizada entre os municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Bannach e Cumaru do Norte, é apontada como a TI mais degradada em todo o bioma. Foram 3.438 km² afetados, isto é, cerca de 17% de toda a degradação da região. Na categoria das unidades de conservação, o Pará tem sete das dez mais impactadas.</p>
<blockquote><p>“Historicamente no período de setembro, Mato Grosso costumava liderar como o estado que mais degradava a Amazônia. Porém, em 2024, o Pará surpreendeu com números muito altos. Ainda em setembro, foi decretada situação de emergência e proibido o uso de fogo, mas precisamos que essa decisão seja acompanhada de fiscalização e responsabilização dos culpados para que seja mais eficaz”, afirma Carlos Souza Jr., coordenador do programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p></blockquote>
<p>A pesquisa aponta ainda para uma alta nos índices de desmatamento. Em setembro, foi registrado desmate em 547 km², uma área 0,2% maior do que no mesmo período do ano passado. Em toda a região, de janeiro a setembro, o acumulado foi de 3.071 km², a oitava maior da série histórica.</p>
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		<title>Lideranças indígenas se reúnem com Sepi e Funai para discutir retirada de invasores de Território Kayapó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 15:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desintrusão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fuai]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Sepi]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/kayapo_reuniao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Lideranças indígenas kayapós se reuniram com a Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), na sede do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), em Brasília, para discutir a retirada dos invasores da Terra Indígena. responsáveis por fazer da região uma das mais devastadas pelo garimpo ilegal. O território [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/kayapo_reuniao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Lideranças indígenas kayapós se reuniram com a Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), na sede do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), em Brasília, para discutir a retirada dos invasores da Terra Indígena. responsáveis por fazer da região <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/kayapo-e-munduruku-ambos-no-para-sao-os-territorios-indigenas-onde-o-garimpo-mais-avancou-no-pais/" target="_blank" rel="noopener">uma das mais devastadas pelo garimpo ilegal.</a></p>
<p>O território dos Kayapós faz parte da lista de terras indígenas para<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pf-prepara-retirada-de-garimpeiros-ilegais-das-terras-indigenas-mundurucu-kayapo-e-trincheira-bacaja/" target="_blank" rel="noopener"> desintrusão</a>, em cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (ADPF709/2020), segundo a Sepi.</p>
<p>Durante a discussão, a secretária da Sepi, Puyr Tembé,, afirmou o Governo do Estado está disponível para construir, junto com as lideranças e as instituições parceiras, as formas de garantir, viabilizar <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pf-prepara-retirada-de-garimpeiros-ilegais-das-terras-indigenas-mundurucu-kayapo-e-trincheira-bacaja/" target="_blank" rel="noopener">a proteção do território e manter a floresta em pé.</a></p>
<p>Para ela, é necessária uma gestão indígena que facilite a presença dos próprios indígenas, na construção de um plano estratégico, para manter o foco no objetivo de destituir garimpeiros destes territórios.</p>
<blockquote><p>“Não estamos falando de uma única aldeia, estamos falando de um território. Ele é de quem esteve antes, de quem está agora e, principalmente, de quem está por vir. Por isso, é preciso fazer um esforço coletivo para garantir vigilância e proteção deles”, disse.</p></blockquote>
<p>Uma das lideranças presentes, Niti Kayapó, ressaltou a importância da preservação não só das florestas, mas também dos rios da região, que estão contaminados por <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpos-podem-ter-usado-185-toneladas-de-mercurio-ilegal-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">mercúrio, produto químico altamente tóxico, </a>responsável também por prejudicar a saúde das pessoas</p>
<blockquote><p>“Nós precisamos ter um rio limpo, para tomar banho. As crianças tomam banho, bebem dessa água. A gente precisa cuidar do rio. Como que vai ficar? Tem que ter uma coisa certa pra gente passar a informação para a comunidade”, disse.</p></blockquote>
<p>Em abril deste ano, a Funai assinou, como forma de esforço nos processos de regularização das terras indígenas no Pará, um protocolo de Intenções com órgãos do Governo do Estado e a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa). O documento celebra um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com objetivo de coordenar, elaborar, revisar e implementar os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) e outros meios de gestão com os povos afetados por crimes ambientais.</p>
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		<title>Oficina pretende capacitar mulheres indígenas da aldeia Mojkarakô em corte e costura</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cursos-eventos/oficina-pretende-capacitar-mulheres-indigenas-da-aldeia-mojkarako-em-corte-e-costura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 17:38:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CURSOS & EVENTOS]]></category>
		<category><![CDATA[corte e costura]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[L'oreàl]]></category>
		<category><![CDATA[Las Casas]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Mojkarakô]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/dayana-molina_foto-de-igor-tripolli2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Atelier Nalimo vai promover uma oficina de costura na aldeia Mojkarakô, na Terra Indígena Kayapó, entre os dias 12 e 22 de março. Ministrada por Dayana Molina, criadora da Nalimo, e Gabrieli Lecoña, da equipe criativa do atelier, a oficina se propõe capacitar e aperfeiçoar técnicas de corte e costura a partir de uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/dayana-molina_foto-de-igor-tripolli2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="wix-blog-print-in-full-width">
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<p id="viewer-221j1" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O Atelier Nalimo vai promover uma oficina de costura na aldeia Mojkarakô, na Terra Indígena Kayapó, entre os dias 12 e 22 de março. </span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Ministrada por Dayana Molina, criadora da Nalimo, e Gabrieli Lecoña, da equipe criativa do atelier, a oficina </span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">se propõe capacitar e aperfeiçoar técnicas de corte e costura a partir de uma perspectiva decolonial, com o intuito de valorizar a identidade indígena e diversidade estética. </span></p>
<p id="viewer-75bkk" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O projeto será o primeiro a ser totalmente executado pela associação Floresta Protegida, sendo voltado especialmente para as mulheres. </span></p>
<p id="viewer-3imd3" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Nele, a comunidade é apoiada na construção de suas próprias casas de costura. Totalizando 33 aldeias kaiapós contempladas com a capacitação. Nas casas de costuras, terão estruturas com equipamentos de máquinas, mobiliário e insumos de costura.</span></p>
<p class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Cada capacitação será dividida em 5 dias. Todo esse projeto com as oficinas de costura está sendo organizada pela AFP, em colaboração com as mulheres, caciques e lideranças da aldeia Mojkarakô. </span></p>
<p id="viewer-2348d" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">No encerramento das atividades, haverá desfiles de moda originária nas aldeias, com as produções feitas pelas alunas. </span></p>
<p><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Realizado por meio do financiamento e apoio da Conservação Internacional, com recursos doados pela L&#8217;orèal, a iniciativa</span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"> é uma conquista coletiva das mulheres Kayapó do território indígenas Las Casas e a liderança feminina Tuíre Kayapó.</span></p>
<p><em>Fonte: Nalimo</em></p>
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