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	<title>Terra Indígena Apyterewa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Terra Indígena Apyterewa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Incêndio em área ameaça Terra Indígena Apyterewa no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:47:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/incendios_florestais33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Um incêndio de grandes proporções atinge há cerca de uma semana a Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará, em áreas de antigos pastos ilegais recém-desocupados por invasores. Brigadistas e lideranças indígenas temem que os ventos levem as chamas para a floresta fechada e alcancem uma aldeia do povo Parakanã. Nota técnica do ISA [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/incendios_florestais33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Um incêndio de grandes proporções atinge há cerca de uma semana a Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará, em áreas de antigos pastos ilegais recém-desocupados por invasores.</em></li>
<li><em> Brigadistas e lideranças indígenas temem que os ventos levem as chamas para a floresta fechada e alcancem uma aldeia do povo Parakanã.</em></li>
<li><em>Nota técnica do ISA registrou 377 focos de calor na área entre maio e agosto de 2026, sendo que mais de 90% ocorreram em agosto por conta da seca prolongada.</em></li>
<li><em>Ao contrário das suspeitas iniciais, a análise de satélite confirmou que 27% dos focos já queimam vegetação nativa e floresta densa.</em></li>
<li><em> No dia 20 de agosto, satélites detectaram três focos simultâneos de extrema intensidade que somaram 15% de toda a energia do fogo registrada em três meses.</em></li>
</ul>
<p>Um incêndio de grandes proporções consome há cerca de uma semana terrenos da Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará. O fogo teve início em locais de criação ilegal de gado que foram desocupados recentemente durante a operação de desintrusão do governo federal.</p>
<p>Embora as chamas tenham começado na vegetação dos antigos pastos, brigadistas e lideranças do povo Parakanã temem que a força do vento leve o fogo para a floresta densa e alcance uma aldeia próxima. As informações são do g1.</p>
<p>A situação reflete um aumento crítico nas queimadas da região. Um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) identificou 377 focos de calor na terra indígena entre 31 de maio e 23 de agosto de 2026. Apenas o mês de agosto concentrou mais de 90% desses registros (340 focos), impulsionados por até 12 dias consecutivos de seca na localidade.</p>
<p>Diferente dos relatórios iniciais que apontavam prejuízos apenas em pastagens degradadas, a análise técnica confirma que o fogo já atinge a mata nativa. Cerca de 27% dos focos monitorados apresentam alta ou extrema intensidade, indicando a destruição de floresta primária e acúmulo de madeira.</p>
<p>O estudo do ISA destacou ainda a formação de um &#8220;superincêndio&#8221; em rápida expansão na tarde do dia 20 de agosto, quando três grandes focos simultâneos concentraram mais de 15% de toda a energia radiativa medida no território nos últimos três meses.</p>
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		<title>Ministério da Justiça autoriza uso da Força Nacional em terras indígenas no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 13:54:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[Acará]]></category>
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		<category><![CDATA[Força Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Indígena Ituna-Itatá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/Terra-Indigena-Apyterewa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Força Nacional de Segurança Pública foi enviada a quatro regiões do Pará para apoiar a undação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), garantindo a segurança e a ordem pública por 90 dias. A ação, que abrange Tailândia, Tomé-Açu, Acará e a Terra Indígena Ituna-Itatá, será coordenada pela Polícia Federal e órgãos estaduais, inserida no Plano [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/Terra-Indigena-Apyterewa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Força Nacional de Segurança Pública foi enviada a quatro regiões do Pará para apoiar a undação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), garantindo a segurança e a ordem pública por 90 dias.</p>
<p>A ação, que abrange Tailândia, Tomé-Açu, Acará e a Terra Indígena Ituna-Itatá, será coordenada pela Polícia Federal e órgãos estaduais, inserida no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas).</p>
<h3>Ataque</h3>
<p>Na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, indígenas do povo Parakanã relataram um novo ataque armado . Segundo eles, no último sábado, 24,, pistoleiros fortemente armados dispararam contra os moradores, mas ninguém ficou ferido. Este é o sexto ataque em seis meses na região.</p>
<p>Imagens feitas pelos próprios indígenas mostram a presença de agentes da Força Nacional de Segurança Pública e da Funai no local. Os moradores afirmam que os atiradores usavam metralhadoras e armas de grosso calibre, e seriam contratados por invasores da terra indígena.</p>
<p>O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) confirmou que a Força Nacional está atuando na região em apoio à Funai e que equipes foram enviadas às proximidades das aldeias Caré (ou Cacaueira) e Tekatawa para apurar a denúncia. No entanto, o órgão informou que nenhum invasor foi encontrado durante a operação</p>
<p data-sourcepos="5:1-5:324">.</p>
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		<title>Madeira ilegal, garimpo, grilagem e queimadas ameaçam bacia do rio Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 16:23:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Bacia do Rio Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Garimpo-Ibama-Kayapo-800x533-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com mais de 2.700 km, o rio Xingu é um corredor de biodiversidade que conecta os biomas da Amazônia e do Cerrado nos estados do Pará e do Mato Grosso. Apesar de ser um ambiente único e valioso dos pontos de vista econômico, social e ambiental, a bacia do Xingu é uma das mais impactadas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Garimpo-Ibama-Kayapo-800x533-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com mais de 2.700 km, o rio Xingu é um corredor de biodiversidade que conecta os biomas da Amazônia e do Cerrado nos estados do Pará e do Mato Grosso. Apesar de ser um ambiente único e valioso dos pontos de vista econômico, social e ambiental, a bacia do Xingu é uma das mais impactadas pelo desmatamento e expansao da área do agronegócio.</p>
<p>A realidade dessa região é o foco de um <a href="https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/25d00117.pdf" target="_blank" rel="noopener">estudo elaborado pelo Observatório De Olho no Xingu, </a>que apresenta os desafios para proteção da bacia. As maiores ameaças são a exploração ilegal de madeira, o garimpo, a grilagem de terras públicas e as queimadas que afetam, sobretudo, territórios de povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>No Pará, a pesquisa identificou que, de agosto de 2022 e julho de 2023, foram 38.552 hectares explorados para retirada de madeira, no entanto em 46% deles não havia autorização para a atividade.</p>
<p>Uma das áreas afetadas é a Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio, que sofreu com uma forte expansão madeireira durante o governo anterior. No período de 2018 a 2022, foram mais de 465 km de ramais abertos na unidade para escoar a madeira ilegal. Nos últimos dois anos, a fiscalização aumentou, porém a atividade avançou sobre áreas ao oeste e conseguiu abrir 150 km de ramais para o roubo de madeira.</p>
<h3>Garimpo ilegal</h3>
<p>Na região da bacia do rio Xingu outra grande preocupação é com o garimpo ilegal, principalmente na Terra Indígena Kayapó, localizada entre os municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu. O garimpo se concentra principalmente nas margens dos rios Arraias, Fresco e Branco, gerando contaminação dos recursos hídricos utilizados pelos indígenas.</p>
<p>A exploração garimpeira na TI alcançou o maior patamar durante o governo passado, chegando a 13,7 mil hectares. Em 2023, o desmatamento para lavra de ouro diminuiu 36% e mais 10,7% no ano passado devido ao aumento da fiscalização e das ações de combate ao garimpo, mas ainda assim TI Kayapó continua sendo uma das Terras Indígenas mais desmatadas da bacia do Xingu e a TI mais ocupada pelo garimpo ilegal na Amazônia.</p>
<h3>Grilagem de terra e queimadas</h3>
<p>Conforme denuncia o estudo, a grilagem de terras públicas é o que está por trás do desmatamento nas áreas protegidas da bacia do rio Xingu. Títulos de terra fraudados são utilizados para que produtores rurais se apossem dessas áreas, derrubem a floresta e criem gado ilegal.</p>
<p>É o que ocorre, por exemplo, na TI Apyterewa, que passou por uma operação de desintrusão para retirada dos invasores. Após esse processo, o desmatamento quase zerou, com registro de apenas 44 hectares derrubados no ano passado.</p>
<p>Outra ameaça crescente nas áreas protegidas do Xingu são as queimadas, cujos danos são potencializados pelo desmatamento e as mudanças climáticas. Segundo o relatório, cerca de 71% dos incêndios na região em 2024 ocorreu em Terras Indígenas em razão das atividades ilegais que destroem esses territórios. Nesse caso, novamente a TI Kayapó é uma das mais afetadas com registro de 988.878 hectares queimados somente em 2024.</p>
<p>Para enfrentar esses desafios, o Observatório De Olho no Xingu defende a continuidade e o fortalecimento das políticas públicas de monitoramento da região. Além disso, ressalta que o cumprimento das condicionantes ambientais para obras de infraestrutura são essenciais para garantir a sustentabilidade da região a longo prazo.</p>
<blockquote><p>“O futuro da bacia do Xingu depende de um esforço coletivo e contínuo para combater as causas estruturais do desmatamento ilegal e promover um modelo de desenvolvimento que respeite o equilíbrio socioambiental e os direitos dos povos tradicionais”, diz um trecho do estudo.</p></blockquote>
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		<title>Indígenas relatam novo ataque armado à TI Apyterewa, no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 14:49:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ataque]]></category>
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		<category><![CDATA[Mama Parakanã]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/Terra-Indigena-TI-Apyterewa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Lideranças da Terra Indígena (TI) Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, a cerca de 1 mil quilômetros de Belém, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) um novo ataque armado à aldeia Tekatawa, do povo parakanã. Segundo o cacique Mama Parakanã, homens armados invadiram a aldeia na madrugada da última quarta-feira [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/Terra-Indigena-TI-Apyterewa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Lideranças da Terra Indígena (TI) Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, a cerca de 1 mil quilômetros de Belém, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) um novo ataque armado à aldeia Tekatawa, do povo parakanã.</p>
<p>Segundo o cacique Mama Parakanã, homens armados invadiram a aldeia na madrugada da última quarta-feira 19. “Foi muito tiro de [espingarda calibre] 12, pistola, carabina, rifle 44, todo tipo de arma”, relatou o líder indígena em uma mensagem de áudio que enviou a servidores do MPF.</p>
<blockquote><p>“A gente revidemos e, graças a Deus, ninguém se feriu”, acrescentou Mama Parakanã ao pedir ajuda dos órgãos públicos para evitar uma tragédia. “A gente precisa de apoio da Força Nacional, da Polícia Federal, de juiz, de procurador”.</p></blockquote>
<p>De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), uma ponte que dá acesso à região foi destruída, deixando a aldeia Tekatawa isolada. “Felizmente, não houve feridos no ataque. No entanto, em razão do risco iminente, as mulheres, crianças e idosos foram imediatamente evacuados para uma aldeia vizinha”, acrescentou a entidade indígena, cobrando que o episódio seja investigado e os agressores, punidos.</p>
<p>Segundo órgãos federais, a Terra Indígena (TI) Apyterewa já foi o território mais desmatado da Amazônia Legal. Até que, em outubro de 2023, o governo federal deflagrou uma megaoperação de desintrusão para retirar todos os não indígenas da área de cerca de 773 mil hectares destinados ao usufruto exclusivo dos parakanã. Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial.</p>
<p>Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além de devolver o território aos indígenas, a desintrusão e a presença dos órgãos estatais quase zeraram o desmatamento na TI Apyterewa. Contudo, as riquezas naturais do território seguem despertando a cobiça de invasores e, de tempos em tempos, novos ataques às comunidades e confrontos entre indígenas e não indígenas são registrados.</p>
<p>De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o ataque da última quarta-feira foi o terceiro registrado em menos de três meses.</p>
<blockquote><p>“São represálias dos invasores à reocupação dos indígenas nas áreas em que eles ocupavam antes da desintrusão. Os parakanã estão abrindo novas aldeias nessas áreas para fazer a vigilância e o trabalho de agricultura. Isso dificulta ou impede o retorno. A cada mês, então, os antigos invasores fazem ataques como se a terra fosse deles”, analisa, em nota, José Cleanton Ribeiro, da coordenação do Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Norte 2.</p></blockquote>
<p>“Ressalte-se que essa não é a primeira vez que a aldeia é alvo de agressões, o que agrava o clima de insegurança e apreensão entre os membros da comunidade [que reafirma] a necessidade de medidas urgentes por parte das autoridades competentes para garantir a proteção dos direitos fundamentais dos povos indígenas, incluindo a segurança física e territorial”, reforçou a Coiab, também em nota.</p>
<p>Consultado pela Agência Brasil, o MPF informou que só foi comunicado da ocorrência na quinta-feira (20) e que encaminhou a denúncia imediatamente à Polícia Federal (PF), solicitando que as informações fossem juntadas ao inquérito policial que já investiga os episódios anteriores.</p>
<blockquote><p>“O MPF acompanha e aguarda o trabalho da PF na apuração objetiva dos fatos, relacionando os elementos materiais coletados com os testemunhos, a fim de se traçar um panorama realista do ocorrido”, informou o MPF. A reportagem entrou em contato com a superintendência da PF no Pará e aguarda por uma resposta.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>PF faz operação contra criação ilegal de gado em terra indígena no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 17:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[criação de gado]]></category>
		<category><![CDATA[dados abertos do Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/gado_ti-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Operação da Polícia Federal contra fraudes na comercialização e criação de gado em terras indígenas no Pará, cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades paraenses de São Félix do Xingu, Tucumã, Redenção e Parauapebas na terça-feira, 19. Além das casas dos investigados, também foram objeto de buscas duas fazendas utilizadas na prática dos crimes. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/gado_ti-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Operação da Polícia Federal contra fraudes na comercialização e criação de gado em terras indígenas no Pará, cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades paraenses de São Félix do Xingu, Tucumã, Redenção e Parauapebas na terça-feira, 19. Além das casas dos investigados, também foram objeto de buscas duas fazendas utilizadas na prática dos crimes.</p>
<p>A investigação do MPF se baseia no Relatório Boi Pirata, que revelou uma grande quantidade de bovinos movimentados da Terra Indígena Apyterewa para fornecedores diretos dos frigoríficos. Isso indica a prática de triangulação, através de possível inserção de informações falsas em Guias de Trânsito de Animais (GTAs).</p>
<p>A suspeita é de que foram registradas GTAs de saída da Apyterewa para fornecedores e intermediários, com finalidade declarada de engorda, e destes para os frigoríficos com a finalidade de abate, apenas para ocultar a origem ilegal dos animais movimentados.</p>
<p>No entanto, a movimentação real dos bovinos não corresponde à registrada nas guias, isto é, eles não transitam de fato pelas fazendas intermediárias &#8211; ou, ainda que transitem, não são efetivamente engordados nas fazendas intermediárias.</p>
<p>A Apyterewa é a terra indígena mais desmatada no país. O local sofreu nos últimos anos com a ocupação irregular de não indígenas. Em outubro do ano passado, o governo federal realizou uma grande operação de desintrusão e, a partir de então, várias retiradas de gado irregular.</p>
<h3>Retirada de animais</h3>
<p>Na quarta-feira, a Polícia Federal anunciou a retirada de 191 bovinos, sete búfalos e 25 cavalos, da TI Apyterewa, no Pará.</p>
<p>Parte dos gados retirados permaneciam na área desde a primeira fase da retirada de invasores, iniciada em outubro de 2023. A outra parte foi apreendida apenas na segunda-feira, 18/11. O dono desses animais tocava-os para dentro da TI para que pastassem no local durante a noite e os retornava pela manhã para sua fazenda, que é vizinha à terra indígena.</p>
<p>O homem foi detido em flagrante pelos crimes de desobediência e de impedir a regeneração de florestas, e liberado logo após assinar termo de compromisso de comparecimento perante à Justiça. Os animais ficarão em fazenda de quarentena aguardando sua destinação em obediência às determinações do STF.</p>
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		<title>Operação do Ibama retira 550 animais criados ilegalmente na Terra Indígena Apyterewa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 16:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desintrusão]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[gado]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/TI-Apyterewa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O processo de retirada dos rebanhos de gado na Terra Indígena (TI) Apyterewa, após a desintrusão, foi retomado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Até o momento, 550 animais criados ilegalmente no local foram transferidos durante duas ações de remoção dos rebanhos. As operações têm enfrentado retaliações por parte [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/TI-Apyterewa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O processo de retirada dos rebanhos de gado na Terra Indígena (TI) Apyterewa, após a desintrusão, foi retomado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Até o momento, 550 animais criados ilegalmente no local foram transferidos durante duas ações de remoção dos rebanhos.</p>
<p>As operações têm enfrentado retaliações por parte de não indígenas, que procuram impedir a atuação dos fiscais danificando pontes, na tentativa de impedir o acesso de caminhões e outros veículos.</p>
<p>Além da ação de retirada do gado, que conta com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Federal e da Força Nacional, estão sendo realizadas investigações para identificação e responsabilização dos detentores dos rebanhos.</p>
<p>A medida acata a sentença judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) no curso da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, que determinou a criação de um plano de ações para aperfeiçoamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).</p>
<p>A criação ilegal de gado na TI Apyterewa é alvo da Operação Boi Pirata, do Ministério Público Federal, no âmbito da qual foram movidas 48 ações contra os responsáveis pela comercialização de cerca de 50 mil cabeças de gado criadas ilegalmente na Terra Indígena.</p>
<p>As equipes Ibama, Funai, Polícia Federal e Força Nacional têm atuado ainda no combate a incêndios criminosos na área.</p>
<p>As ações de desintrusão e proteção territorial da Terra Indígena Apyterewa fizeram com que <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terra-indigena-apyterewa-tem-desmatamento-zero-apos-retirada-de-invasores/" target="_blank" rel="noopener">o desmatamento ilegal caísse 97% no primeiro semestre de 2024</a> na comparação com o mesmo período do ano passado.</p>
<p>A Apyterewa é a terra indígena mais desmatada no País. O local sofreu nos últimos anos com a ocupação irregular de não indígenas. Em outubro do ano passado, o governo federal realizou uma grande operação de desintrusão. A ordem foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal, atendendo a um pedido da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).</p>
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		<title>Desmatamento cai 10,6% na Amazônia Legal e 6,5% no Pará em agosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 19:09:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agosto]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/desmatamento8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Revertendo a alta registrada no mês de julho, os alertas de desmatamento na Amazônia voltaram a cair em agosto. Em toda a região, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou ameaças em 563,09 km² em agosto de 2023 contra 503,5 km² no mês passado, o que representa uma queda de 10,6%. A menor taxa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/desmatamento8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Revertendo a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-457-na-amazonia-e-42-no-para-em-um-ano-aponta-inpe/">alta registrada no mês de julho</a>, os alertas de desmatamento na Amazônia voltaram a cair em agosto. Em toda a região, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou ameaças em 563,09 km² em agosto de 2023 contra 503,5 km² no mês passado, o que representa uma queda de 10,6%. A menor taxa para o mês dos últimos seis anos. Uma ótima notícia em meio à tragédia dos incêndios florestais em níveis históricos que têm atingido a região.</p>
<p>No Pará, o balanço também foi positivo, com uma redução de 6,5% de áreas sob alerta, passando de 204 km² para 190 km² no comparativo do mesmo período. Em ambos os casos, os resultados são os melhores desde 2018, quando o desmatamento atingiu 526 km² e 157 km² no bioma e no estado do Pará, respectivamente.</p>
<p>Com isso, a Amazônia Legal acumula uma queda de 24% no desmatamento considerando o período de janeiro a agosto. Neste ano foram 2.813 km² desmatados contra 3.712 km² dos oito meses do ano passado.</p>
<p>O combate aos crimes ambientais também fez recuar a degradação em áreas protegidas do País. Um exemplo é a Terra Indígena (TI) Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no sudeste paraense, que já foi <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/terra-indigena-apyterewa-tem-desmatamento-zero-apos-retirada-de-invasores/">considerada a mais desmatada da região</a>. Por lá, o desmatamento caiu 97% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, com a área atingida saindo de 357 hectares para 11 hectares.</p>
<p>O resultado decorre da presença permanente do Estado na TI por meio de ações de desintrusão para retirada de invasores e eliminação de atividades ilegais. A Vila Renascer, por exemplo, era o principal núcleo de invasores e está 100% desocupada desde dezembro de 2023.</p>
<figure id="attachment_30672" aria-describedby="caption-attachment-30672" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-30672 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmatamento-apyterewa.jpeg" alt="" width="760" height="448" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmatamento-apyterewa.jpeg 760w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmatamento-apyterewa-300x177.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmatamento-apyterewa-150x88.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmatamento-apyterewa-450x265.jpeg 450w" sizes="(max-width: 760px) 100vw, 760px" /><figcaption id="caption-attachment-30672" class="wp-caption-text">Desmatamento na TI Apyterewa reduziu após ações de desintrusão. Gráfico: Funai</figcaption></figure>
<p>Dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) mostram que a TI Apyterewa sofreu com o avanço da degradação, principalmente no governo anterior. Em 2016, foi iniciado um processo de desintrusão que depois paralisado e só retomado no ano passado, que teve reflexo direto na redução do desmatamento em 69,7% em relação a 2022.</p>
<p>Além de ações de comando e controle, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informa que o combate ao desmatamento na Amazônia envolve ainda investimentos em desenvolvimento sustentável direcionados aos 70 municípios que corresponderam a 78% do desmatamento do bioma em 2022. Até o momento, 48 cidades aderiram ao <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-anuncia-r-730-milhoes-para-municipios-combaterem-desmate-e-incendios-na-amazonia/">programa União com Municípios</a>, que prevê repasses de R$ 785 milhões para o fomento a alternativas econômicas sustentáveis.</p>
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		<title>Aumento das queimadas torna Amazônia a maior emissora de gases do efeito estufa do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 19:51:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Itaituba]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Progresso]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Nacional do Jamanxim]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
		<category><![CDATA[Trairão]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De 1º de janeiro a 11 de setembro, a Amazônia registrou 86.195 focos de incêndio, um marco para a história recente do bioma que enfrenta ainda a pior estiagem dos últimos anos. As condições climáticas favorecem a propagação do fogo que leva à degradação florestal e também aumenta as emissões de CO2 e outros gases [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>De 1º de janeiro a 11 de setembro, a Amazônia registrou 86.195 focos de incêndio, um marco para a história recente do bioma que enfrenta ainda a pior estiagem dos últimos anos. As condições climáticas favorecem a propagação do fogo que leva à degradação florestal e também aumenta as emissões de CO2 e outros gases do efeito estufa. De acordo com dados do programa Copernicus, os eventos atuais colocaram o sudoeste da Amazônia no topo das emissões do planeta.</p>
<blockquote><p>“A região se tornou a maior emissora de gases de efeito estufa devido ao avanço do desmatamento e às queimadas”, explicou ao <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/noticia/2024/09/12/amazonia-se-torna-o-maior-emissor-de-gases-de-efeito-estufa-do-planeta.ghtml?utm_source=meio&amp;utm_medium=email" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a> Lucas Ferrante, doutor em biologia e pesquisador da USP e da Universidade Federal do Amazonas.</p></blockquote>
<p>O resultado é crítico, mas segundo o professor de Economia na PUC-RS Gustavo Inácio Moraes, ainda não indica uma tendência alarmante, já que o problema está relacionado ao aumento sazonal das queimadas nesse período do ano.</p>
<p>Ainda assim, o fogo vem criando cenários de crise em diferentes partes da região. A reportagem do Globo percorreu pontos críticos na BR-163 (Cuiabá-Santarém), na BR-230 (Transamazônica) e na Transgarimpeira, em Itaituba, no sudoeste do Pará. Em todas elas as queimadas criam desafios para a floresta e a população.</p>
<p>No município de Trairão, por exemplo, uma família precisou sair de casa às pressas para tentar conter as chamas de um terreno ao lado. A mulher retirava os objetos de casa, o homem usou um trator para jogar terra sobre o fogo e os vizinhos se aproximaram com baldes e uma mangueira.</p>
<p>Nas proximidades de Itaituba, os bois foram para o meio da rodovia Transgarimpeira para escapar das chamas no pasto. A fumaça espessa encobriu o céu onde se via o sol apenas como uma mancha avermelhada. Na mesma região foi registrado o avanço do fogo sobre o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-retirada-urgente-de-gado-ilegal-da-flona-do-jamanxim/">Parque Nacional do Jamanxim</a>, unidade de conservação já ameaçada pelo garimpo ilegal.</p>
<blockquote><p>“Sempre tem fumaça nessa época, mas não tanto quanto agora”, comentou Emília Silva, que mora às margens da BR-163.</p></blockquote>
<h3>Queimadas criminosas</h3>
<p>No outro lado do estado, agentes e brigadistas do Ibama combatem as chamas na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu. A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/grandes-frigorificos-adquiriram-gado-de-invasores-terra-indigena-apyterewa/">TI é alvo de uma operação de desintrusão, onde se tenta retirar o gado ilegal</a>. De acordo com a equipe local, alguns invasores iniciaram a queimada na área para impedir a ação do governo. A denúncia foi levada à Polícia Federal, que já abriu neste ano outros 19 inquéritos para apurar incêndios criminosos na Amazônia e no Pantanal.</p>
<blockquote><p>“Tem muito fogo acidental e alguns podem ser criminosos. O pessoal põe fogo em pequenas roças e no quintal. A seca neste ano foi a mais severa, como não víamos desde a década de 1980. A última vez que choveu foi em maio”, contou João Cleber de Souza Torres (MDB), prefeito de São Félix do Xingu, município campeão de queimadas em todo o país com 5.610 focos de calor.</p></blockquote>
<p>Já em Novo Progresso, que ficou conhecido nacionalmente pelo <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cinco-anos-do-dia-do-fogo-alem-de-seguirem-impunes-criminosos-receberam-dinheiro-do-credito-rural/">“Dia do Fogo”</a> em 2019, são 4.389 incêndios registrados desde o início de 2024. Segundo o prefeito Gelson Dill (MDB), a situação atual é pior do que nos anos anteriores.</p>
<blockquote><p>“Moro aqui há 25 anos e não me lembro de ter vivido uma seca tão grande. A brigada de bombeiros mais próxima fica a 400 quilômetros. Estamos tentando usar os nossos caminhões pipas, mas eles não conseguem acesso às áreas”, afirmou.</p></blockquote>
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		<title>Terra Indígena Apyterewa, no sudoeste do Estado, é alvo de incêndios criminosos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 20:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[incêndio criminoso]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/whatsapp-image-2024-09-08-at-11.11.47-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Equipes do Ibama estão atuando diretamente nas ações de combate ao fogo na Terra Indígena Apyterewa, que é alvo de incêndios criminosos. Além do órgão, há o apoio logístico e operacional da Funai e de segurança da Força Nacional de Segurança Pública. As informações são do G1.  O clima tenso aconteceu após a desintrusão da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/whatsapp-image-2024-09-08-at-11.11.47-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span class="highlight highlighted">Equipes do Ibama estão atuando diretamente nas ações de combate ao fog</span>o na Terra Indígena Apyterewa, que é alvo de incêndios criminosos. <span class="highlight highlighted">Além do órgão, há o</span> apoio logístico e operacional da Funai e de segurança da Força Nacional de Segurança Pública. As informações são do <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/09/08/terra-indigena-apyterewa-e-alvo-de-incendios-criminosos-no-para.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1. </a></p>
<p>O clima tenso aconteceu após a desintrusão da região, quando houve a expulsão de invasores de reservas indígenas.  De acordo com Polícia Federal, a entidade está tentando identificar e responsabilizar quem tem provocado os incêndios.</p>
<p>Parte dos invasores se instalaram em vilas próximas da Terra Indígena. Houve registros de tentativas de manutenção da exploração ilegal de recursos naturais na área, especialmente lavouras de cacau e pastagens. Por isso, o Governo Federal mantém equipes permanentes de fiscalização no território para combate aos crimes.</p>
<p>A TI Apyterewa é uma das Terras Indígenas objeto da ADPF 709, por meio da qual o STF determinou a desintrusão de pessoas não indígenas. A retirada dos invasores foi concluída em 2023. Ao longo deste ano, a Funai e demais órgãos atuam na etapa de consolidação do processo.</p>
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		<title>Justiça manda Norte Energia fornecer água potável para indígenas afetados pela usina de Belo Monte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 15:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Norte Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apyterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/1073226-agpara_abr_19.04.2017-9830_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Justiça Federal determinou que a Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, forneça água potável para 18 aldeias da Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu (PA). A decisão, que revalida uma medida judicial de 2023, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que denunciava a falta de acesso [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/1073226-agpara_abr_19.04.2017-9830_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="markdown markdown-main-panel" dir="ltr">
<div class="markdown markdown-main-panel" dir="ltr">
<p data-sourcepos="3:1-3:197">A Justiça Federal determinou que a Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, forneça água potável para 18 aldeias da Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu (PA).</p>
<p style="text-align: left;" data-sourcepos="5:1-5:51">A decisão, que revalida uma medida judicial de 2023, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que denunciava a falta de acesso à água potável como uma grave violação aos direitos dos indígenas. As informações são do <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/08/22/justica-manda-norte-energia-fornecer-agua-potavel-para-indigenas-afetados-pela-usina-de-belo-monte-no-pa.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1.</a></p>
<p data-sourcepos="7:1-7:393">Inicialmente, a Norte Energia havia contestado a obrigação de fornecer água para todas as aldeias, alegando que seu compromisso se limitava a quatro comunidades especificadas no projeto ambiental da usina. No entanto, a Justiça entendeu que a empresa deve garantir o acesso à água para toda a população indígena impactada pelo empreendimento, conforme previsto no plano de redução de impactos.</p>
<p data-sourcepos="9:1-9:192">O MPF destacou que a multiplicação das aldeias na região é consequência direta da instalação da hidrelétrica e da má execução das medidas de compensação. A falta de água potável tem gerado um grave problema de saúde pública entre os indígenas, com alta incidência de doenças diarreicas.</p>
<p data-sourcepos="11:1-11:75">Em nota, a Norte Energia informou que já está atendendo à decisão judicial.</p>
<p data-sourcepos="13:1-13:266">A decisão da Justiça representa um importante avanço na luta pelos direitos dos povos indígenas e demonstra a necessidade de que as empresas responsáveis por grandes empreendimentos cumpram suas obrigações e garantam a qualidade de vida das comidades afetadas.</p>
<p class="content-head__subtitle">
</div>
</div>
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