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	<title>Terra Indígena Alto Rio Guamá &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Terra Indígena Alto Rio Guamá &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Indígenas pedem apoio urgente para ajudar a combater incêndios na TI Alto Rio Guamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2024 16:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-06-at-10.49.39-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, localizada entre os municípios de Paragominas, Nova Esperança do Piriá e Santa Luzia do Pará, no nordeste do estado, enfrenta uma situação dramática com o aumento das queimadas na região. Em denúncia enviada à imprensa, a população faz um apelo por equipamentos e material de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-06-at-10.49.39-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, localizada entre os municípios de Paragominas, Nova Esperança do Piriá e Santa Luzia do Pará, no nordeste do estado, enfrenta uma situação dramática com o aumento das queimadas na região. Em denúncia enviada à imprensa, a população faz um apelo por equipamentos e material de apoio para o combate às chamas, além da investigação dos responsáveis pela propagação do fogo.</p>
<p>O território de 280 mil hectares está localizado em uma região de grande concentração populacional e de expansão de atividades agropecuárias, sendo a última grande área de floresta primária dessa porção do estado e alvo constante da ação de invasores. Nos últimos meses, incêndios de grande escala avançam na TI e consomem áreas de roça e caça fundamentais para a segurança alimentar das famílias, afirma a denúncia assinada pela Associação das Mulheres Indígenas do Gurupi (AMIG).</p>
<blockquote><p>“A situação está difícil, totalmente descontrolada. Existem incêndios que são por causas naturais, mas para piorar tudo, os invasores ateiam fogo no território. A maioria são incêndios criminosos”, afirma Valdeci Tembé, uma das lideranças da TI.</p></blockquote>
<p>Para conter as chamas, a própria população se mobiliza em torno da Brigada de Guardiões Indígenas. Uma das estratégias é a tentativa de construção de aceiros, que são faixas de terra em área sem vegetação que servem para impedir que o fogo avance sobre a mata. Porém, sem o maquinário adequado e nem suporte técnico, os esforços ainda não foram suficientes para acabar com as queimadas.</p>
<figure id="attachment_31464" aria-describedby="caption-attachment-31464" style="width: 951px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31464 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama.png" alt="" width="951" height="506" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama.png 951w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama-300x160.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama-768x409.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama-150x80.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimada-alto-rio-guama-450x239.png 450w" sizes="(max-width: 951px) 100vw, 951px" /><figcaption id="caption-attachment-31464" class="wp-caption-text">Brigadistas indígenas tentam combater as chamas. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O nosso maior desafio é a falta de apoio. Nós temos um grupo de brigadistas, mas não tem os equipamentos adequados nem os insumos necessários, como veículos para transportar água ou uma bomba portátil. Precisamos que o governo através dos órgãos competentes possa nos ajudar e atuar nesse combate”, diz Valdeci Tembé,</p></blockquote>
<p>Além disso, os mais de 4.700 indígenas das etnias Awa Guajá, Ka’apor e Tembé que vivem na TI apelam para que o governo forneça cestas básicas para garantir a segurança alimentar da população, assim como investigue, identifique e responsabilize os invasores responsáveis pelos incêndios.</p>
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		<title>Agentes agroflorestais indígenas têm formação para plantio sem queima no Alto Rio Guamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 16:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ideflor-Bio]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agrofloresta_AltoRioGuama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Agentes agroflorestais indígenas do Alto Rio Guamá, no Pará, receberam, na segunda-feira, 2, certificados do curso &#8220;Agroecologia em Terras Indígenas: preparo de área de plantio”. Nele, eles aprenderam algo fundamental, principalmente, em temporadas de seca como a que o Brasil vive hoje: preparar o solo sem utilizar a queima, técnica sustentável que evita a emissão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agrofloresta_AltoRioGuama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Agentes agroflorestais indígenas do Alto Rio Guamá, no Pará, receberam, na segunda-feira, 2, certificados do curso &#8220;Agroecologia em Terras Indígenas: preparo de área de plantio”. Nele, eles aprenderam algo fundamental, principalmente, em temporadas de seca como a que o Brasil vive hoje: preparar o solo sem utilizar a queima, técnica sustentável que evita a emissão de gases de efeito estufa e promove a preservação da matéria orgânica do solo.</p>
<p>O curso faz parte do Projeto Apoio à Gestão e Restauração Florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá, financiado pelo Fundo de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Fundeflor) com o objetivo de capacitar 120 agentes agroflorestais indígenas, distribuídos em dois polos de aldeias: Santa Luzia do Pará e Paragominas.</p>
<p>Promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a ONG Aldeia Cabana e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola (Cirad) do governo francês, a ação ocorreu nas aldeias Cajueiro, Tekohaw e Canindé, no município de Paragominas.</p>
<p>Nas seis aldeias beneficiadas pelo projeto, cada grupo de 20 agentes será responsável por implementar um hectare de agrofloresta, contribuindo para a restauração ecológica e para a cadeia produtiva de mudas e sementes florestais no Pará.</p>
<blockquote><p>“Estamos ensinando os indígenas a plantarem sem queimar. Neste momento de emergência ambiental, o aprendizado da instalação da agrofloresta sem queima é fundamental para o desenvolvimento sustentável”, afirmou a técnica do Ideflor-Bio e coordenadora da ação, Cláudia Kawhage.</p></blockquote>
<p>Entre os benefícios das agroflorestas destacam-se a redução da emissão de gases de efeito estufa e o sequestro de carbono. Ao evitar a queima, a emissão de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxidos de nitrogênio (NOₓ) é significativamente reduzida. Além disso, as árvores e plantas presentes nesses sistemas capturam CO₂ da atmosfera, armazenando carbono em sua biomassa e no solo, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.</p>
<p>Outro benefício é a melhora da qualidade do solo, que, sem a queima, preserva sua matéria orgânica. Isso resulta em maior fertilidade e capacidade de retenção de água, além de promover a biodiversidade do solo. A cobertura vegetal constante das agroflorestas também ajuda a reduzir a erosão, protegendo o solo contra a degradação e evitando a liberação de carbono estocado no solo para a atmosfera.</p>
<h3>Resistência a mudanças climáticas</h3>
<p>A biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas são fortalecidas pelas agroflorestas, que promovem a variedade de plantas, insetos e outros animais, criando ambientes mais equilibrados e resistentes às mudanças climáticas. Esses sistemas também ajudam a regular o microclima, controlando a temperatura local e a umidade, o que beneficia o crescimento das culturas e reduz a necessidade de irrigação.</p>
<p>Durante o curso, os indígenas também discutiram sobre a soberania e segurança alimentar em suas aldeias, com foco na conservação da agrobiodiversidade e na manutenção da cultura alimentar ancestral. O consumo crescente de alimentos industrializados, transgênicos e com agrotóxicos foi apontado como uma ameaça à saúde nas aldeias, reforçando a importância de preservar os modos tradicionais de cultivo e alimentação.</p>
<p>O Ideflor-Bio atua na Terra Indígena Alto Rio Guamá, uma das regiões biogeográficas mais ameaçadas de perda de biodiversidade na Amazônia. Embora 33% do território já tenha sido desmatado, a área ainda abriga o último grande e contínuo de floresta primária do nordeste paraense, servindo de refúgio para várias espécies ameaçadas de extinção.</p>
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		<title>Ministro da Justiça autoriza uso da Força Nacional na Terra Índígena de Alto Rio Guamá,</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 14:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Força Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[invasão]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/TI_alto_Rio_guama-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou o uso da Força Nacional para apoiar ações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na Terra Índígena (TI) de Alto Rio Guamá, no Pará. As informações são do Valor. A Força Nacional dará suporte, por 90 dias, nas &#8220;atividades e nos serviços imprescindíveis à [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/TI_alto_Rio_guama-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou o uso da Força Nacional para apoiar ações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na Terra Índígena (TI) de Alto Rio Guamá, no Pará. As informações são do<a href="https://valor.globo.com/brasil/noticia/2024/07/31/lewandowski-autoriza-uso-da-forca-nacional-em-terra-indigena-no-para.ghtml" target="_blank" rel="noopener"> Valor.</a></p>
<p>A Força Nacional dará suporte, por 90 dias, nas &#8220;atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio&#8221;, segundo portaria publicada na quarta-feira, 31, no Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p>A operação terá apoio logístico da Funai, que também estará responsável por dispor da infraestrutura necessária para a atuação da Força Nacional.</p>
<p>Em maio do ano passado, o governo federal, por meio de uma grande operação, iniciou a retirada invasores da <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/forum-quando-brigamos-por-territorio-e-pela-floresta-em-pe-protesta-ativista-indigena/" target="_blank" rel="noopener">Terra Indígena Alto Rio Guamá</a>, estimada em cerca de 1.600 não indígenas.</p>
<p>Em março de 2024, quase um ano após o ínicio da retirada dos invasores, 20 famílias retornaram à área, o que fez a Justiça Federal <a href="https://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/documentos/2024/decisao_jf_26-03-2024_imediata_protecao_possessoria_tiarg_0000355-62-2012-4-01-3900.pdf/" target="_blank" rel="noopener">determinar</a> a saída dos não-indígenas da Terra Indígena Alto Rio Guamá. A decisão atendia a um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) , que, na ocasião, recomendou ao governo do Pará que requisitasse ao Ministério da Justiça a prorrogação da permanência da Força Nacional na região por pelo menos 180 dias.</p>
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		<title>Manejo sustentável recupera produção de açaí na Terra Indígena Alto Rio Guamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 19:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[manejo de minimo impacto]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tembé]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas da etnia Tembé encontraram no manejo uma solução para aumentar a produtividade dos açaizais. A experiência vem sendo desenvolvida na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, que fica no nordeste paraense. No território, o extrativismo tem um papel importante tanto para a segurança alimentar quanto para a economia, porém a atividade estava prejudicada por [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas da etnia Tembé encontraram no manejo uma solução para aumentar a produtividade dos açaizais. A experiência vem sendo desenvolvida na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, que fica no nordeste paraense. No território, o extrativismo tem um papel importante tanto para a segurança alimentar quanto para a economia, porém a atividade estava prejudicada por uma queda brusca de produção.</p>
<p>A população das três aldeias da TI, que passa pelos municípios de Santa Luzia do Pará, Nova Esperança do Piriá e Paragominas, relatou a redução pela metade da produção de açaí, que chegou a 500 latas por dia na safra de 2021. Para recuperar a produtividade, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) implantou um projeto de manejo de mínimo impacto.</p>
<blockquote><p>“Quando você entra dentro de um açaizal, você encontra um ecossistema totalmente povoado. A primeira intervenção do manejo é a retirada do mato e do cipó, que estão usando aquele solo, os nutrientes, a água e a luminosidade disputando com os açaizeiros. Depois, nós vamos selecionar esses indivíduos para que haja um ganho de mata necessária para que o açaizeiro possa produzir e aumentar a sua produtividade de forma gradativa”, explicou o engenheiro agrônomo e responsável pelo projeto, Eliezo Pinheiro, em entrevista à <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2024-01/projeto-recupera-producao-de-acai-em-terra-indigena-no-para" target="_blank" rel="noopener">Radioagência Nacional</a>.</p></blockquote>
<p>Nesse processo, os Tembé tiveram um papel ativo selecionando as palmeiras com base em critérios como valor econômico, tradição cultural e importância medicinal. Os pés de açaí que continuaram são cuidados para que atinjam, no máximo, 10 metros de altura, o que diminui o risco de quedas e outros acidentes durante a coleta.</p>
<blockquote><p>“O primeiro passo é cessar esse processo de queda de produtividade com as intervenções de manejo e gradativamente, no decorrer dos anos, aumentarmos a produção. Nós podemos chegar inclusive, a partir do oitavo ano de manejo, a quintuplicar a produtividade” destaca Eliezo.</p></blockquote>
<p>Os bons resultados na TI Alto Rio Guamá inspiraram a Funai a visitar mais aldeias da regão com o objetivo de replicar o projeto em novos territórios. A ideia é que o trabalho tenha um impacto positivo no aumento da segurança alimentar e no escoamento da produção indígena.</p>
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		<title>Povos Indígenas celebram entrega da TI Alto Rio Guamá após processo de desintrusão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 13:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Kaapore]]></category>
		<category><![CDATA[Tembé]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
		<category><![CDATA[Timbira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/alto-rio-guama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após 30 anos de espera, os povos das etnias Tembé, Timbira e Kaapore receberam na quarta-feira, 28, a titulação da Terra Indígena Alto Rio Guamá, localizada nos municípios de Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia e Paragominas, no nordeste do Pará. &#8220;Pra nós é muita alegria, depois de tantos anos de luta e angústia, chegou [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/alto-rio-guama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após 30 anos de espera, os povos das etnias Tembé, Timbira e Kaapore receberam na quarta-feira, 28, a titulação da Terra Indígena Alto Rio Guamá, localizada nos municípios de Nova Esperança do Piriá, Santa Luzia e Paragominas, no nordeste do Pará.</p>
<blockquote><p>&#8220;Pra nós é muita alegria, depois de tantos anos de luta e angústia, chegou o fim&#8221;, disse, emocionadoo o cacique Naldo Tembé, na abertura da cerimônia de entrega do documento aos indígenas, após intenso processo de desintrusão.</p></blockquote>
<p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Homologada em 1993, a terra indígena de 282 mil hectares, estava com parte do território ocupado ilegalmente por cerca de 1.600 não indígenas.</span></p>
<p>No Alto Rio Guamá moram 2,5 mil indígenas das etnias Tembé, Timbira e Kaapor distribuídos em 42 aldeias próximas ao Rio Guamá, ao norte do Rio Gurupi, na fronteira com o Maranhão.</p>
<p>Embora a Justiça determinasse a retirada imediata dos ocupantes ilegais da terra, o governo negociou prazo de 30 dias para que as famílias de 1.600 não indígenas deixassem a terra de forma voluntária sem necessidade de uso de força policial.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um momento de muita alegria estar presente aqui hoje. A ação seguinte é garantir as condições de produção, de restaurar os territórios, reflorestar e fortalecer a cultura. Esse território na mão do povo indígena é garantia de sustentabilidade e de proteção&#8221;, destaca a ministra&#8221;, afirmou a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.</p></blockquote>
<p>A TI Alto Rio Guamá é terra da secretária de Estado dos Povos Originários do Pará, Puyr Tembé. Também presente na cerimônia, ela ressaltou a necessidade de uma força tarefa de todos os órgãos e instituições, para manter a defesa do território.</p>
<blockquote><p>&#8220;É importante que haja uma força tarefa de todos os entes para dar continuidade a pós-desintrusão, para reflorestar e fortalecer esse território. É preciso combater as ilegalidades, o garimpo e o desmatamento. É preciso proteger a Amazônia e quem nela vive. É preciso preservar essa sociobiodiversidade!&#8221;, disse Puyr.</p></blockquote>
<p>De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, foi firmada parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Justiça para garantir a fiscalização contínua e proteção da Terra Indígena Alto Rio Guamá. A Funai vai apoiar iniciativas de produção de alimentos para garantir segurança alimentar e o Ministério da Cultura dará apoio ao fortalecimento cultural.</p>
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		<title>Madeira ilegal é encontrada e apreendida nas proximidades da Terra Indígena Alto Rio Guamá</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/madeira-ilegal-e-encontrada-e-apreendida-nas-proximidades-da-terra-indigena-alto-rio-guama/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2023 19:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[carga ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Força Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Garrafão do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[madeira ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/c7482d8c-e692-47d3-bcf2-c23636d83ce4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente do Pará, apreendeu, no domingo, 7, um caminhão com carregamento de madeira ilegal nas imediações da Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG). A ação integra a operação de desintrusão da TI que noticiamos aqui no Pará Terra Boa nos últimos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/c7482d8c-e692-47d3-bcf2-c23636d83ce4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente do Pará, apreendeu, no domingo, 7, um caminhão com carregamento de madeira ilegal nas imediações da Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG). A ação integra a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-federal-inicia-desintrusao-de-1-600-invasores-da-terra-indigena-alto-rio-guama/" target="_blank" rel="noopener">operação de desintrusão da TI</a> que noticiamos aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong> nos últimos dias.</p>
<p>A retirada dos invasores teve início na quarta-feira, 3. Além da exploração da terra para atividades ilegais, que está sendo combatida pela força policial, há famílias que moram na área e exploram atividades agrícolas. Elas têm até 31 de maio para sair voluntariamente. As equipes fazem desde o início do mês um trabalho de esclarecimento da população sobre a necessidade de deixarem a terra.</p>
<p>Estacionado em um posto de combustível de Nova Esperança do Piriá, próximo de um dos acessos à área demarcada, o caminhão com 18 toras de madeira – peso estimado de 20 a 25 toneladas – foi identificado por uma equipe da Força Nacional e da Funai que se deslocava rumo à terra indígena. <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pf-prepara-retirada-de-garimpeiros-ilegais-das-terras-indigenas-mundurucu-kayapo-e-trincheira-bacaja/" target="_blank" rel="noopener">Além da carga clandestina</a>, o veículo apresentava outras irregularidades como não emplacamento e falhas mecânicas.</p>
<p>A Força Nacional acionou a Polícia Federal, que deslocou o veículo para uma delegacia de Polícia Civil de Nova Esperança do Piriá e, depois, para a delegacia de Garrafão do Norte, município vizinho onde fica a base da operação de desintrusão.</p>
<h3><strong>Extração ilegal</strong></h3>
<p>Vinícius Lima, delegado responsável pela apreensão, disse que os indícios são de que a madeira tenha sido retirada da TI. Segundo ele, essa foi a segunda ação da PF relacionada a extração ilegal de madeira proveniente da TIARG, em Nova Esperança do Piriá, neste ano. Em janeiro, a operação Amazônia Viva, parceria da PF com o Ibama, destruiu um trator usado dentro do local.</p>
<p>O delegado da PF afirmou que solicitará à Justiça Federal que a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/operacao-estreitos-apreende-10-embarcacoes-e-584m%c2%b3-de-madeira-ilegal-na-regiao-do-marajo/" target="_blank" rel="noopener">madeira apreendida</a> possa ser usada pela prefeitura de Garrafão do Norte como apoio na construção de pontes ou outras atividades relacionadas ao processo de desintrusão.</p>
<p>Próximo a uma das estradas de terra que corta a TIARG, a equipe também encontrou uma serraria irregular com madeira serrada e resquícios de serragem, indicando que o processo de beneficiamento tinha acontecido recentemente.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-19246" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/900c0172-24dd-40fe-a549-f9df4e7a0ffb.jpeg" alt="" width="663" height="496" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/900c0172-24dd-40fe-a549-f9df4e7a0ffb.jpeg 663w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/900c0172-24dd-40fe-a549-f9df4e7a0ffb-300x224.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/900c0172-24dd-40fe-a549-f9df4e7a0ffb-150x112.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/900c0172-24dd-40fe-a549-f9df4e7a0ffb-450x337.jpeg 450w" sizes="(max-width: 663px) 100vw, 663px" /></p>
<h3><strong>Ocupação irregular</strong></h3>
<p>Em área de 280 mil hectares, distante cerca de 250 quilômetros da capital Belém, a TI Alto Rio Guamá abriga 2,5 mil indígenas das etnias Tembé, Timbira e Kaapor, distribuídos em 42 aldeias. A população de não indígenas é estimada em 1,6 mil pessoas, com base em dados de 2010.</p>
<p>A legislação brasileira estabelece que áreas homologadas como terra indígena não podem ter a presença de não indígenas. O <a href="https://constituicao.stf.jus.br/dispositivo/cf-88-parte-1-titulo-8-capitulo-8-artigo-231" target="_blank" rel="noopener">artigo 231</a> da Constituição de 1988 reconhece o direito dos povos originários às suas terras e atribui à União a competência de demarcar, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.</p>
<p>O parágrafo 2º diz que cabe aos indígenas o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras, enquanto o sexto determina a nulidade de atos que visem a ocupação, o domínio e a posse dessas terras.</p>
<p><em>Fonte: Secretaria-Geral</em></p>
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