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	<title>Tekoá – Centro de Gastronomia Social &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>Tekoá: Belém inaugura centro de formação gastronômica no Parque de Bioeconomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 14:27:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Tekoa-cento-de-gastronomia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O cheiro do tucupi, o preparo da maniçoba e a tradição das boieiras do Ver-o-Peso ganharam, nesta terça-feira (3), um novo aliado estratégico. Com a inauguração do Tekoá – Centro de Gastronomia Social, o Pará dá um passo definitivo para transformar sua vocação culinária em uma política pública de peso. Instalado no Parque de Bioeconomia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Tekoa-cento-de-gastronomia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O cheiro do tucupi, o preparo da maniçoba e a tradição das boieiras do Ver-o-Peso ganharam, nesta terça-feira (3), um novo aliado estratégico. Com a inauguração do Tekoá – Centro de Gastronomia Social, o Pará dá um passo definitivo para transformar sua vocação culinária em uma política pública de peso.</p>
<p>Instalado no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, o centro une a ancestralidade dos ingredientes amazônicos à formação profissional de ponta, reafirmando o compromisso do estado com uma bioeconomia que gera renda sem abrir mão da floresta em pé.</p>
<p>A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Instituto Paulo Martins, e está alinhada às estratégias do Plano de Bioeconomia para o Vale Bioamazônico e ao Projeto Realiza Pará.</p>
<p>A criação do espaço reforça a relevância de Belém, que desde 2015 detém o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, integrando saberes tradicionais, inovação e inclusão produtiva.</p>
<h3>Estratégia de bioeconomia</h3>
<p>Para a secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, o Tekoá é uma ferramenta estratégica de desenvolvimento e representa um avanço estratégico na consolidação da bioeconomia no Estado.</p>
<blockquote><p>“Não existe agregação de valor sem formação. E não existe inovação sem gente preparada. O Tekoá integra formação técnica, valorização de saberes, inovação e conexão com o mercado”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A execução pedagógica será do Instituto Paulo Martins, dentro do Projeto Realiza Pará. A iniciativa também faz parte do Programa Floresta em Pé — executado pela Fundação Amazônia Sustentável e financiado pelo KfW Banco de Desenvolvimento —, compondo um conjunto de ações voltadas à bioeconomia e à geração de renda a partir dos recursos da floresta.</p>
<h3>Como o Tekoá vai funcionar</h3>
<p>O Centro atuará em duas frentes complementares:</p>
<ul>
<li><strong>Cursos livres de curta duração:</strong> Abertos ao público geral, focados na difusão de técnicas gastronômicas e no uso consciente de ingredientes amazônicos no dia a dia.</li>
<li><strong>Cursos profissionalizantes:</strong> Focados em jovens de 18 a 29 anos de baixa renda, com prioridade para aqueles em situação de vulnerabilidade social, visando a inserção no mercado de trabalho.</li>
</ul>
<h3>Valorização da identidade</h3>
<p>A união entre técnica e tradição foi destacada por cozinheiras e produtoras que participam da cadeia. Eliana Ferreira, cozinheira do Ver-o-Peso, vê o espaço como uma oportunidade de conhecer técnicas culinárias, um caminho para aprimorar, e não substituir, a identidade local.</p>
<blockquote><p>&#8220;A nossa culinária nasce das feiras, dos rios, do Ver-o-Peso. Na minha cozinha não pode faltar chicória. A gente precisa valorizar o que é nosso e usar o conhecimento técnico para potencializar isso”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Jane Costa, da comunidade quilombola de Espírito Santo do Uitá, em Santa Izabel do Pará, reforçou a importância da formação para valorizar ingredientes fundamentais da nossa cultura.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na minha comunidade, nossa sobrevivência é baseada na mandioca, que para mim é a raiz mais linda do mundo. A gente aproveita tudo: a folha, o caule e a raiz. Temos contato todos os dias com a goma, o tucupi, a maniçoba, a farinha quentinha saindo do forno. Ter acesso a um curso como esse não é apenas olhar para o que já sabemos fazer, mas potencializar esse conhecimento. É dar mais valor à mandioca, ao tucupi, aos nossos ingredientes”, ressaltou.</p></blockquote>
<p>O Parque de Bioeconomia faz parte do Vale Bioamazônico, estratégia governamental para liderar uma economia de baixo carbono que valorize o saber tradicional e gere renda sem degradar o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“O Tekoá nasce dentro desse contexto, estruturando a gastronomia como política pública. O mundo voltou os olhos para a Amazônia, mas nós não queremos apenas ser observados. Queremos liderar uma nova economia, de baixo carbono, que valorize o saber tradicional e gere renda sem destruir o que nos sustenta. E isso começa aqui, na formação e na inclusão produtiva”, concluiu Camille Bemerguy.</p></blockquote>
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