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	<title>Soure &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Soure &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Projeto capacita peconheiros em Soure e Salvaterra para a colheita sustentável de açaí</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 18:30:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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		<category><![CDATA[MANEJAÍ]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130257-GC00075003-F00291109-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com foco em práticas de baixo impacto ambiental, o projeto &#8220;Manejaí&#8221;, desenvolvido pela Emater-Pará, está transformando a realidade de peconheiros de Soure e Salvaterra, no arquipélago do Marajó. Em um encontro recente realizado em Soure, 12 extrativistas receberam qualificação técnica para aprimorar a colheita do açaí. Para Luciene Melo, secretária da Associação dos Peconheiros do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130257-GC00075003-F00291109-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2,1">Com foco em práticas de baixo impacto ambiental, o projeto &#8220;Manejaí&#8221;, desenvolvido pela Emater-Pará, está transformando a realidade de peconheiros de Soure e Salvaterra, no arquipélago do Marajó. Em um encontro recente realizado em Soure, 12 extrativistas receberam qualificação técnica para aprimorar a colheita do açaí.</p>
<p data-path-to-node="2,2">Para Luciene Melo, secretária da Associação dos Peconheiros do Rio Paracauari (APPRPSS), o treinamento é um passo fundamental para a autonomia da categoria.</p>
<blockquote><p>“A capacitação não vai apenas melhorar a qualidade de vida deles, mas de toda uma cadeia da sociedade. Com a capacitação, os próprios peconheiros vão poder produzir o açaí, sem precisar de atravessadores, o que gera uma redução de custos também ao consumidor”, diz.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41129" aria-describedby="caption-attachment-41129" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-41129" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-1024x768.webp" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-1024x768.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-300x225.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-768x576.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-150x113.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-450x338.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086-1200x900.webp 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260227130237-GC00075003-F00291086.webp 1400w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-41129" class="wp-caption-text">Um dos espaços dedicados do projeto em Salvaterra. Foto: Agência Pará</figcaption></figure>
<p>A iniciativa integra um trabalho contínuo desenvolvido junto à associação desde o ano passado. De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Soure, Sandro Pinheiro, a parceria envolve também o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Soure (Semma) e a Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Soure (Asuremas).</p>
<p>Na prática, os extrativistas utilizam a área coletiva da Reserva Extrativista Marinha de Soure, onde o desafio é equilibrar produção e conservação com boas práticas de manejo do açaí nativo e técnicas de mínimo impacto ambiental.</p>
<p>Em outra fase da capacitação, realizada em Salvaterra, o encontro mobilizou agricultores familiares e contou com a participação de cooperativas locais, como a Cooperativa Agropecuária e Pesca Artesanal de Monsarás (Coopapam) e a Cooperativa de Agricultura Familiar do Marajó (Coopafam).</p>
<h3>Expansão</h3>
<p>Para 2026, o principal objetivo é expandir o projeto. Entre as prioridade, além do fortalecimento do manejo sustentável do açaí, está a de incentivar a meliponicultura como alternativa econômica e estratégia de preservação da biodiversidade. Outras estratégias avaliadas também incluem a implantação de quintais produtivos com cultivos biofortificadas e a construção de fossas sépticas biodigestoras, promovendo saneamento rural e proteção dos recursos naturais.</p>
<p>Ao falar do futuro do projeto, Sandro Pinheiro, antecipa que as ações do Manejaí pretendem estruturar a criação de novas iniciativas de Turismo de Base Comunitária tanto em Soure quanto Salvaterra.</p>
<blockquote><p>“Será uma ação de integração de aspectos técnicos, científicos e culturais do território, com o objetivo de valorizar os saberes locais, a identidade cultural e as experiências produtivas das comunidades rurais”, concluiu</p></blockquote>
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		<title>Conheça a fazenda que está mudando a economia da Ilha do Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 12:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos da Bubalinocultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda Mironga]]></category>
		<category><![CDATA[Fazendinha Buba]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Queijo de Búfala]]></category>
		<category><![CDATA[Queijo do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Soure]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade do Búfalo]]></category>
		<category><![CDATA[Vivência Mironga]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Porteira aberta 24 horas por dia, sete dias da semana. É dessa forma que a Fazenda Mironga recebe os visitantes de Soure, na Ilha do Marajó, que querem conhecer mais sobre a Rota do Queijo do Marajó, o primeiro produto paraense a conquistar o Selo de Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Porteira aberta 24 horas por dia, sete dias da semana. É dessa forma que a Fazenda Mironga recebe os visitantes de Soure, na Ilha do Marajó, que querem conhecer mais sobre a Rota do Queijo do Marajó, o primeiro produto paraense a conquistar o Selo de Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).</p>
<p>Com a conquista do selo e o início da comercialização fora do Pará, os produtos feitos a partir do leite de búfala despertaram o paladar e a curiosidade dos visitantes, atraindo pesquisadores, pecuaristas e visitantes para o Marajó.</p>
<blockquote><p>“Nós contamos a história completa: da chegada dos búfalos ao Marajó, à relação deles com os moradores da ilha, o potencial econômico dos derivados do leite e da importância ambiental e cultural do que é vivido aqui” conta o fazendeiro Augusto Gouvêa, o Tonga, referência na produção artesanal e sustentável do queijo de búfala.</p></blockquote>
<p>Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o leite de búfala, matéria-prima do Queijo do Marajó, é considerado mais nutritivo que o leite de vaca por possuir elevados níveis de ácidos graxos essenciais (cáprico, mirístico, palmítico, esteárico, palmitoleico), vitaminas (A, D, E, B2 e B6) e proteínas (caseína tipo A2), transformando o leite de búfala em um produto com menos lactose e menor potencial alergênico.</p>
<h3>Turismo pedagógico e sustentabilidade</h3>
<p>A Ilha do Marajó abriga o maior rebanho de búfalos do País, com cerca de 700 a 800 mil animais concentrados principalmente em Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. Foi nesse cenário que Tonga e sua filha, Gabriela, idealizaram a Vivência Mironga, um roteiro de turismo pedagógico com base socioambiental dedicado ao papel do búfalo na região.</p>
<figure id="attachment_39897" aria-describedby="caption-attachment-39897" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-39897" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22.webp" alt="" width="754" height="503" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22.webp 754w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-450x300.webp 450w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-39897" class="wp-caption-text">Tonga durante conversa com visitantes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Queremos mostrar a importância do búfalo para o povo do Marajó e para o meio ambiente. Sabíamos que, em algum momento, o búfalo seria descoberto pelo Brasil e pelo mundo, e iniciamos a Vivência em 2017 para promover um turismo sustentável, que não fosse predatório. A porteira está sempre aberta porque não trabalhamos apenas para turistas, mas para estudantes, pesquisadores e moradores que querem conhecer mais sobre o assunto”, explica Tonga.</p></blockquote>
<h3>Contato direto com os animais</h3>
<p>Com cerca de duas horas de duração, a experiência permite que os visitantes tenham contato direto com os animais, podendo tocá-los e ordenhá-los. O visitante pode ainda participar de rodas de conversa sob árvores frutíferas ouvindo detalhes da história dos bubalinos no cotidiano marajoara, presente até mesmo na rotina policial, que utiliza búfalos nas rondas.</p>
<p>O passeio inclui ainda a visita à sala de fabricação do queijo artesanal e a degustação de produtos locais, como doces de leite, pão de queijo de búfala e frutas colhidas no próprio terreno, tudo diante das paisagens de pastos alagados e igarapés.</p>
<p>Tonga reforça que a fazenda não quer ser reconhecida apenas pela produção de laticínios, mas como um espaço de educação para manejo sustentável, produção consciente e respeito ambiental.</p>
<blockquote><p>“É comum que a lógica do mercado faça o produtor esquecer o que realmente importa: o meio ambiente, o bem-estar animal e o impacto social do seu trabalho. Estamos aqui para lembrar que é possível produzir bem e deixar um legado, não da Mironga, mas dos búfalos para as pessoas”, afirma.</p></blockquote>
<p>Gabriela, presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó, explica que o turismo tornou possível implementar mudanças idealizadas pelo pai, como ampliar a educação ambiental e integrá-la ao papel turístico da propriedade de 90 hectares, além de transformar as demais atividades produtivas como ferramentas de fortalecimento dessa rede.</p>
<h3 data-start="3639" data-end="3692">Cadeia movimenta a região</h3>
<p data-start="3694" data-end="3951">Hoje, o turismo representa dois terços da receita da Mironga, mas o impacto prático vai muito além. Ao todo, mais de 100 parceiros entre guias, professores, trabalhadores da hotelaria, empreendedores e produtores, participam da cadeia que gera renda em Soure e no Marajó.</p>
<p data-start="3953" data-end="4287">A produção da Mironga, atualmente estimada em 40 quilos de queijo por dia, é vendida integralmente aos visitantes por meio de uma loja colaborativa. O excedente de leite é repassado a pequenos empreendedores para a produção de manteiga, doce de leite e pão de queijo. Esses produtos retornam à fazenda para serem vendidos ou integrados às degustações.</p>
<blockquote>
<p data-start="4289" data-end="4594">“Dividir oportunidades é essencial. Se não utilizamos todo o leite, é justo ajudar quem não tem espaço ou recursos para manter um rebanho. Oferecemos um leite de procedência segura e recebemos, em troca, produtos que os visitantes levam para casa. Cada embalagem leva um pouco da nossa missão”, diz Tonga.</p>
</blockquote>
<p data-start="4596" data-end="4878">Entre os parceiros está Francisco Moya, proprietário da Fazendinha Buba, cafeteria especializada em receitas marajoaras como o frito do vaqueiro e o pão de queijo de búfala. Nascido em Cachoeira do Arari, Moya deixou a carreira de advogado em Belém para empreender perto das raízes.</p>
<blockquote>
<p data-start="4880" data-end="4950">“Estar em casa é sempre bom. A vida funciona diferente aqui”, comenta.</p>
</blockquote>
<p data-start="4952" data-end="5342">Duas vezes por semana, ele chega à Mironga ao amanhecer para buscar o leite que utiliza no pão de queijo vendido tanto em sua cafeteria quanto em supermercados locais.</p>
<blockquote>
<p data-start="4952" data-end="5342">“Eu divulgo a Mironga, eles me divulgam. Com essa renda, consigo contratar pessoas e expandir a produção. É uma cadeia que permite que mais pessoas permaneçam no Marajó, sem precisar sair por falta de oportunidade”, afirma Moya.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_39898" aria-describedby="caption-attachment-39898" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-39898" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-1024x561.jpeg" alt="" width="814" height="446" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-1024x561.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-300x164.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-768x421.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-150x82.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-450x247.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02.jpeg 1184w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39898" class="wp-caption-text">Francisco Moya buscando leite de búfala na Fazenda Mironga. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<h3 data-start="5349" data-end="5383">Educação, pesquisa e futuro</h3>
<p data-start="5385" data-end="5635">Agrônomo por formação, Tonga sonha em criar em Soure o Centro de Estudos da Bubalinocultura, a &#8216;Universidade do Búfalo&#8217;. Ele acredita que esse seria o maior legado para os jovens marajoaras: a possibilidade de estudar e crescer sem deixar sua terra.</p>
<blockquote>
<p data-start="5637" data-end="5906">“Durante muito tempo, estudar significava abandonar tudo e passar décadas em Belém. Já temos universidades mais próximas, mas queremos a educação ainda mais perto. As crianças crescem ao lado dos búfalos; é importante que saibam que podem construir o futuro aqui”, diz.</p>
</blockquote>
<p data-start="5908" data-end="6228">O projeto prevê pesquisas sobre genética, manejo, sanidade e aproveitamento integral do búfalo. Tonga já busca parcerias e conta com o apoio de profissionais locais.</p>
<blockquote>
<p data-start="5908" data-end="6228">“Precisamos de mais gente estudando o búfalo: leite, couro, carne, manejo. Uma rede de pesquisa que valorize a região e o seu povo”, explica.</p>
</blockquote>
<p data-start="6230" data-end="6595">Ele garante que a Mironga já coloca em prática os princípios que pretende levar à universidade, como o manejo sustentável, a agroecologia e a economia circular.</p>
<blockquote>
<p data-start="6230" data-end="6595">“Não usamos tração animal nem processos mecânicos na ordenha. Também priorizamos a contratação de moradores locais. O manejo sustentável é possível e o resultado não é só para nós, é um patrimônio do Marajó”, destaca Tonga</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_39899" aria-describedby="caption-attachment-39899" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-39899" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1.jpg" alt="" width="754" height="503" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1.jpg 754w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-39899" class="wp-caption-text">Tonga e Gabriela Gouvêa. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
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		<title>Guardiões da floresta: guia promove os encantos marajoaras em parceria com a comunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 13:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Arari]]></category>
		<category><![CDATA[ecoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-03-at-11.54.23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Áreas de campos alagáveis, savanas, manguezais, praias paradisíacas, florestas densas e comunidades cercadas pelos rios e a natureza são algumas das diversas paisagens que a Amazônia abriga dentro do arquipélago do Marajó. Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pará Terra Boa está destacando em uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-03-at-11.54.23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Áreas de campos alagáveis, savanas, manguezais, praias paradisíacas, florestas densas e comunidades cercadas pelos rios e a natureza são algumas das diversas paisagens que a Amazônia abriga dentro do arquipélago do Marajó. Na semana em que se comemora o <strong>Dia Mundial do Meio Ambiente</strong>, o <strong>Pará Terra Boa</strong> está destacando em uma série de reportagens pessoas que ajudam a cuidar da Amazônia, promovendo, por exemplo, um turismo responsável, que ajuda na conservação e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>As belezas naturais são atrativos onde quer que existam, porém o histórico de negócios de turismo de massa mostra que a chegada de muitos visitantes pode trazer muitos prejuízos. O aumento da poluição, a construção de empreendimentos que geram devastação e outros impactos ambientais, a contaminação de rios e a perda de biodiversidade são apenas alguns dos problemas que ocorrem em locais com grande movimentação turística.</p>
<figure id="attachment_34739" aria-describedby="caption-attachment-34739" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34739 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34739" class="wp-caption-text">As experiências dos visitantes são conduzidas por pequenos empreendedores locais. Foto: Arquivo Andrea Scafi</figcaption></figure>
<p>Para guardiões da floresta, como a guia de turismo e técnica hoteleira, Andrea Scafi, esse não pode ser o perfil da atividade em uma região como o Marajó. Com mais de 14 anos de experiência no ramo, ela defende que a visita ao arquipélago deve ser vivida como uma experiência de conexão com a natureza, com a cultura e com a população marajoara.</p>
<blockquote><p>“O Marajó sempre foi visitado, mas teve uma queda na procura. De 2016 para cá, a gente viu o avanço desse nome por iniciativa dos guias e agências locais, já que antes os roteiros eram feitos só por agentes de Belém que não tinham o conhecimento da nossa realidade. Hoje em dia, a demanda aumentou porque foi criada uma necessidade de visitar o Marajó, principalmente depois da pandemia, quando as pessoas passaram a buscar mais refúgios longe do estresse e das grandes cidades e mais perto da natureza”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34737" aria-describedby="caption-attachment-34737" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34737 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-1024x660.jpeg" alt="" width="1024" height="660" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-1024x660.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-300x193.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-768x495.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-150x97.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-450x290.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527.jpeg 1040w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34737" class="wp-caption-text">Rotas incluem as famosas fazendas de criação de búfalos. Foto: Arquivo Andrea Scafi</figcaption></figure>
<p>Uma das formas de oferecer uma experiência diferente envolve a parceria com outros pequenos negócios locais, como barqueiros, fazendas e guias comunitários. A ideia é não só oferecer roteiros fora do comum e experiências mais típicas, mas também contribuir para a geração de renda nas localidades.</p>
<blockquote><p>“Os moradores não se viam como protagonistas do setor. Eles achavam que só a grande fazenda ou a praia eram responsáveis pelo turismo e não imaginavam que um vendedor de camarão, por exemplo, está inserido nessa rede e é parte do Marajó que queremos mostrar”, diz Andrea.</p></blockquote>
<p>Com foco de atuação nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, Andrea oferece roteiros personalizados que abrangem o patrimônio histórico, o turismo religioso, as tradições culturais e, claro, a diversidade da Amazônia marajoara.</p>
<p>Entre as atrações estão a extração e a degustação do turu na Reserva Extrativista Marinha (Resex) de Soure, passeio pelo Rio Paracauari, a visita à rota das vilas pesqueiras, o passeio em fazendas de criação de búfalos e uma trilha suspensa pelo manguezal.</p>
<blockquote><p>“O nosso grande diferencial é falar desde a área geográfica, histórica e social dentro do contexto do turismo do Marajó. Nosso trabalho é para mostrar um Marajó acolhedor onde se envolve com a natureza, se contempla a praia, se faz montaria no búfalo, se dança carimbó e se vive em comunidade”, destaca a guia.</p></blockquote>
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		<title>Moda marajoara ajuda a promover a cultura e a estimular a economia criativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 13:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Arari]]></category>
		<category><![CDATA[camisas marajoaras]]></category>
		<category><![CDATA[cañybó]]></category>
		<category><![CDATA[grafismo]]></category>
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		<category><![CDATA[museu do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/moda-marajoara-Arianne-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Mundialmente reconhecidos, os grafismos das cerâmicas marajoaras são um símbolo da cultura paraense. O traçado original foi criado pelas sociedades que viveram na região no período entre os anos 400 e 1600, mas ainda hoje esses símbolos permanecem vivos. Um exemplo disso ocorre no campo da moda, onde os elementos da cultura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/moda-marajoara-Arianne-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mundialmente reconhecidos, os grafismos das cerâmicas marajoaras são um símbolo da cultura paraense. O traçado original foi criado pelas sociedades que viveram na região no período entre os anos 400 e 1600, mas ainda hoje esses símbolos permanecem vivos. Um exemplo disso ocorre no campo da moda, onde os elementos da cultura marajoara ganharam ainda mais popularidade com as tradicionais camisas de vaqueiro e com as estampas aplicadas em diferentes tipos de roupas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestimenta típica dos vaqueiros seja no trabalho no campo ou em ocasiões sociais, as camisas marajoaras ganharam fama além das fronteiras desde que o governador do Pará, Helder Barbalho, passou a utilizar esses trajes em eventos como a Cúpula da Amazônia e a visita do presidente Emmanuel Macron à Belém. A visibilidade fez aumentar a procura pelas camisas que foram produzidas por artesãs e bordadeiras que vendem as peças na <a href="https://www.instagram.com/lojamuseumarajo/?igshid=MzRlODBiNWFlZA%3D%3D" target="_blank" rel="noopener">loja do Museu do Marajó</a>, em Cachoeira do Arari.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a coordenadora da loja, Rosimere Feio, chegam a ser vendidas cerca de 100 camisas marajoaras por mês. A demanda é constante tanto de clientes do próprio estado como de fora, mas o desafio é atender a todos os pedidos, já que a peça é produzida artesanalmente com bordados alusivos à cultura marajoara feitos à mão.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa popularização foi de forma muito positiva porque criou um grande fortalecimento cultural. Eu posso destacar essa arte como um legado que retoma a nossa história, não que ela fosse esquecida por sua antiguidade, mas é como se ela estivesse adormecida e que agora despertou como inspiração para os nossos artistas e artesãos”, diz.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_29221" aria-describedby="caption-attachment-29221" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29221 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1200x800.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg 1620w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29221" class="wp-caption-text">O governador Helder Barbalho ajudou a divulgar a produção de camisas de Cachoeira do Arari. Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, um grupo de 10 bordadeiras e quatro costureiras está à frente do trabalho, porém novas profissionais que estão em formação devem se juntar ao time em breve visando o aumento da produção, mas sem perder de vista o cuidado com as raízes culturais e as particularidades de cada camisa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Cada peça produzida representa ganho econômico e melhoria da qualidade de vida das nossas artesãs. Outro grande diferencial é que é um trabalho nosso, que é da nossa história, que nos engrandece de forma humilde, mas positiva. São produtos feitos artesanalmente e que geram um fortalecimento dos laços sociais e culturais dentro do nosso município. Todos ganham, em especial a nossa população”, destaca Rosimere Feio.</span></p></blockquote>
<h3><strong>Novas criações com grafismo marajoara</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A valorização dos grafismos dos povos marajoaras na moda não é de hoje. Há 16 anos, a empreendedora Rosilda Angelim, natural de Salvaterra e moradora do município de Soure, começou a fazer pinturas manuais com o traçado para estampar camisas básicas e, assim, promover a cultura local através de roupas de uso cotidiano.</span></p>
<figure id="attachment_29223" aria-describedby="caption-attachment-29223" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29223 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1024x682.jpeg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1024x682.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-768x512.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1200x800.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29223" class="wp-caption-text">Modelos criados por Rosilda Angelim apostam na estamparia marajoara. Foto: Arianne Almeida</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras aplicações foram em camisas brancas, depois outras cores e modelos de roupas, como a camisa regata, o vestido, o cropped e até o quimono também ganharam a estamparia marajoara. Os cerca de 20 modelos criados fazem parte da coleção da marca <a href="https://www.instagram.com/canybo_/" target="_blank" rel="noopener">Cañybó</a>.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente sempre teve dificuldade de trabalhar com a camisa do vaqueiro marajoara porque é uma peça que demora a ser confeccionada. Tem que ser feita em um tecido 100% algodão e em modelo de alfaiataria. Então, eu vi a possibilidade de lançar outras peças com o grafismo marajoara. Comecei com pintura manual atendendo poucos clientes e depois passei para a serigrafia, sempre pensando em modelos comuns, do dia a dia. A diversidade da cultura é gigante e nos permite criar muitas coisas diferentes”, conta Rosilda Angelim.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliando tradição e criatividade, as roupas da Cañybó começaram a chamar a atenção de artistas e influenciadores locais, como a ex-BBB Alane Dias, que usou um vestido da marca durante o reality show, além de consumidores de fora do estado que ajudam a ampliar os horizontes para expansão da moda marajoara.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando essa tendência explodiu, eu pude aproveitar mais a divulgação. Hoje tem muitas pessoas criando novos negócios nesse ramo e eu acho isso positivo porque são novas pessoas agregando, atraindo mais público e ajudando a elevar o Marajó. O objetivo de todos é fazer o Marajó voar o mais alto possível”, afirma.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o Pará diante dos holofotes mundiais, a expectativa é que a procura pelas camisas marajoaras e novos modelos continue em alta, por isso os grupos envolvidos comemoram a recente criação do Polo de Moda do Marajó, desenvolvido pelo Sebrae Pará para estimular a capacitação de mão de obra, a valorização da cultura e a economia criativa no arquipélago.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O polo de moda veio pra dar mais força pra gente que forma esse coletivo de 48 mulheres. Ficamos felizes porque vemos que agora não estamos mais só e que tem órgãos nos ajudando a manter a nossa história e a nossa ancestralidade fortes”, ressalta Rosilda Angelim.</span></p></blockquote>
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		<title>Pará se transforma na principal rota do turismo nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 20:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Alter do Chão]]></category>
		<category><![CDATA[Arquipélago do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/alter-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O interesse de brasileiros e estrangeiros pelos pontos turísticos deslumbrantes da Região Norte, sobretudo, do Estado do Pará, é cada vez maior. Principalmente por lugares considerados pouco explorados pelos paraenses, como Alter do Chão (Santarém), embora algumas partes deste chamado &#8220;Caribe Amazônico&#8221; tenha ganhado mais visibilidade nos últimos anos. Mas o nosso Pará é repleto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/alter-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O interesse de brasileiros e estrangeiros pelos pontos turísticos deslumbrantes da Região Norte, sobretudo, do Estado do Pará, é cada vez maior. Principalmente por lugares considerados pouco explorados pelos paraenses, como Alter do Chão (Santarém), embora algumas partes deste chamado &#8220;Caribe Amazônico&#8221; tenha ganhado mais visibilidade nos últimos anos. Mas o nosso Pará é repleto de praias, de rios ou de mar, ou regiões que são capazes de encantar qualquer pessoa.</p>
<p>Um recente comparativo anual feito pela agência de turismo ViajeNet, de janeiro de 2020 a janeiro de 2021, detectou um aumento na emissão de passagens para a Região Norte, sendo os Estados do Pará e Roraima detentores de uma alta de 2% cada um.</p>
<p>Logo após, aparecem no ranqueamento Mato Grosso (Centro-Oeste), com o aumento de 1%, seguido pelo Paraná, que manteve o mesmo nível de procura de um ano para o outro, e o Piauí, no Nordeste, que no comparativo anual apresentou uma queda de 2% por quem costuma viajar, conforme registrou na quarta-feira, 9/03, o site <a href="https://www.panrotas.com.br/mercado/pesquisas-e-estatisticas/2022/03/cresce-busca-de-passagens-para-destinos-pouco-explorados-no-brasil_187842.html" target="_blank" rel="noopener">Panrotas.</a></p>
<p>Esse interesse pelo Estado do Pará também está registrado na Revista de Tendências do Turismo, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur), em fevereiro deste ano, direcionando projeções do mercado para 2022, conforme você já leu <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/alter-do-chao-e-belem-integram-lista-de-destaques-turisticos-em-2022/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> no <strong>Pará Terra Boa</strong>. Entre os 25 destinos estão Belém e Alter do Chão.</p>
<p>Mesmo assim, com o turismo tentando retomar suas atividades, ainda não podemos nos descuidar em relação à pandemia da covid-19. Segundo Daniely de Oliveira, gerente de marketing da agência ViajaNet, não devemos parar com os nossos cuidados.</p>
<blockquote><p>&#8220;Aglomerações e lugares fechados ainda não representam total segurança para quem teme o contágio do vírus de covid-19, e é importante estar com as doses da vacina em dia para quem deseja viajar com mais tranquilidade e segurança. Uma tendência marcante é que uma parcela da população preocupada com a saúde está indo a destinos para descansar, mas focando em locais pouco notados que podem ser verdadeiros paraísos&#8221;, disse ela ao Panrotas.</p></blockquote>
<h3>Efeito pandemia</h3>
<p>Já a Secretaria de Turismo do Pará tem dados apenas de 2020. Eles mostram que o Estado recebeu ao todo 458.706 turistas, uma queda de 56% em comparação a 2019, ano em que o Estado recebeu 1.043.046 turistas. Dentro deste total de mais de 450 mil turistas no ano passado, 434 mil eram brasileiros e 24 mil estrangeiros.</p>
<p>Dentro desta perspectiva, em 2020 com esses visitantes, a receita gerada foi de R$ 318 milhões, representando uma queda de 55% no comparativo anual. No ano anterior, mais de 720 milhões foram injetados no Estado com a atividade turística.</p>
<p>Ainda segundo a Infraero, em 2020, a movimentação de passageiros domésticos nos cinco aeroportos do Pará (Belém, Carajás, Altamira, Marabá e Santarém) foi de 2.241.108 passageiros (queda de 50%). Já de voos internacionais, foi de 33.782 (queda de 80%), todos no aeroporto de Belém. O grande motivo destas quedas e reduções está relacionado com a pandemia da covid-19.</p>
<h3><strong>Vem para o Pará</strong></h3>
<p>Além da Região Metropolitana de Belém (RMB), com todas as suas nuances, prédios históricos presentes na Cidade Velha (na parte mais antiga da cidade), que encantam os olhos dos turistas, a cidade das mangueiras, como Belém é mais conhecida, apresenta monumentos históricos belíssimos encontrados na parte mais central da cidade. Já Alter do Chão, o nosso Caribe, reflete todo o gigantismo do Rio Tapajós.  Realmente é impossível não ficar deslumbrando com a beleza desta região.</p>
<p>Porém, o Pará apresenta uma variedade imensa de pontos turísticos que ainda precisam ser descobertos pelos brasileiros, pois já são extremamente visitados por turistas estrangeiros.</p>
<p>Podemos destacar a Ilha de Algodoal, ou de Maiandeua, que só a travessia da praia de Marudá para a ilha já deixa qualquer pessoa enfeitiçada. Tem chalés, pousadas confortáveis e uma estrutura bastante sólida para qualquer tipo de turista. A ilha é repleta de lugares magníficos, particularmente, para quem está indo pela primeira vez. É importante incluir no roteiro o Lago da Princesa.</p>
<p>Outro ponto turístico do Pará é a cidade de Salinópolis, com praias de água salgada e com hotéis e resorts para todos os gostos e estilos.</p>
<p>Para quem prefere uma aventura mais intensa, nós, do <strong>Pará Terra Boa, </strong>recomendamos as cidades de Soure e Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, lugares nos quais os turistas andam em cima de búfalos pelos alagadiços, além de exibir a história arqueológica do nosso Estado.</p>
<p>Estas são apenas algumas dicas da nossa equipe, pois o Pará é gigante demais, é praticamente um continente, repleto de lugares inesquecíveis. Como diz nosso conterrâneo Pinduca: quem foi ao Pará, parou; tomou açaí, ficou.</p>
<p><em>Fonte: Site Panrotas</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/ecoturismo-paraense-guarda-tesouro-nacional-com-garantia-de-preservacao-ambiental/"><strong>Ecoturismo paraense guarda tesouro nacional com ‘garantia de preservação ambiental’</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/belezas-naturais-do-para-turbinam-o-turismo/"><strong>Belezas naturais do Pará turbinam o turismo</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/alter-do-chao-e-belem-integram-lista-de-destaques-turisticos-em-2022/"><strong>Alter do Chão e Belém integram lista de ‘destaques turísticos’ em 2022</strong></a></p>
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		<title>Família Schürmann desembarca no Pará em expedição contra poluição de plástico nos mares</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/familia-schurmann-desembarca-no-para-em-expedicao-contra-poluicao-de-plastico-nos-mares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2022 18:17:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[família Schürmann]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/voz-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />“Sempre foi um sonho nosso chegar e conhecer a Amazônia e o Pará. Ainda vamos para outras cidades, como Belém e Santarém. Estamos realizando um grande sonho de estar aqui, conscientizando sobre um Brasil melhor”, disse o capitão Vilfredo de Oliveira Schürmann, na segunda-feira, 14/02, conforme reportou o portal DOL. A declaração marcou a passagem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/voz-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>“Sempre foi um sonho nosso chegar e conhecer a Amazônia e o Pará. Ainda vamos para outras cidades, como Belém e Santarém. Estamos realizando um grande sonho de estar aqui, conscientizando sobre um Brasil melhor”, disse o capitão Vilfredo de Oliveira Schürmann, na segunda-feira, 14/02, conforme reportou o portal DOL.</p>
<p>A declaração marcou a passagem da família Schürmann pelo o município de Soure, no Arquipélago do Marajó. Este momento histórico foi organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), dentro da programação iniciativa global “Voz dos Oceanos”, que tem o apoio das Organizações das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>O objetivo é ampliar a conscientização sobre a poluição no mar, o uso sustentável e descarte do plástico.</p>
<p>Durante a programação da manhã, a equipe do projeto realizou o reconhecimento e a captação de imagens na área da Praia Barra Velha, e teve a oportunidade de registrar peças de cerâmica marajoara e conversar com artesãos locais para conhecer mais da produção regional, cultura e as vivências da população do Marajó.</p>
<p>O Pará é o primeiro Estado da região amazônica a receber a expedição, que vai percorrer outros municípios. A programação para cada ponto de parada do veleiro utilizado ainda está sendo elaborada, levando em consideração as características de cada local.</p>
<blockquote><p>“Nós temos visto muitas coisas boas aqui. O público e o privado se juntam para resolver essa situação. O plástico deve ir para o lugar certo, e o Brasil é o quarto maior produtor de plástico do mundo. Nós vimos que o mar está pedindo fôlego; o mar vem sendo invadido pelo microplástico. Estamos fazendo um trabalho no sentido de conscientizar sobre isso. O plástico precisa ser reciclado e ir para os lugares certos”, disse Vilfredo Schürmann.</p></blockquote>
<h3><strong>Voz dos Oceanos</strong></h3>
<p>O principal objetivo deste movimento mundial, que inclui uma expedição marítima liderada pela família Schürmann, é navegar em busca de soluções inovadoras e conscientizar pessoas ao redor do mundo para que todos embarquem em ações de transformação. O projeto tem o apoio global do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA).</p>
<p>A expedição da família Schürmann vai documentar toda a poluição plástica. Durante a coleta dos dados será possível identificar as possíveis soluções para a poluição nos mares. Entre as metas do projeto está prevista mobilização das autoridades, como também conscientizar o setor privado, e educar a sociedade para preservar os oceanos, inspirar inovações e tornar livres os mares do plástico.</p>
<p>Com a duração de dois anos, a realização deste projeto também será uma plataforma para cientistas, pesquisadores e Organizações Não-Governamentais (ONGs). Todos os representantes destas instituições e os estudiosos do tema poderão embarcar com a família Schürmann para realizar as pesquisas <em>in loco </em>pelos mares e ilhas do mundo.</p>
<h3><strong>Poluição dos mares e oceanos</strong></h3>
<p>De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas (PNUMA), 90% de todos os detritos dos oceanos são compostos por plásticos. E a cada ano, oito milhões de toneladas de plástico podem ser encontradas nessas águas, causando a morte de 100 mil animais marinhos, conforme dados da ONU.</p>
<p>Os plásticos podem levar em torno de 500 anos para se decomporem. Afetam diretamente a fauna marinha, pois são confundidos com alimentos e acabam sendo ingeridos pelos animais. Além de causar a morte deles, contaminam as cadeias alimentares, com sérios impactos na saúde dos seres humanos.</p>
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		<title>Indicação Geográfica do queijo de Marajó amplia produção e renda de produtores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2022 16:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[APLQM]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/queijomarajo_ronaldorosa_embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Enquanto o Brasil ficou chocado com o caso dos maus-tratos de búfalos em Brotas (SP) na propriedade do pecuarista Luiz Augusto Pinheiro de Souza, dono da Fazenda São Luiz da Água Sumida, aqui no Pará esse animal leva uma vida mais digna. Ele mantém a subsistência de dezenas de famílias na Ilha de Marajó, especialmente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/queijomarajo_ronaldorosa_embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Enquanto o Brasil ficou chocado com o caso dos maus-tratos de búfalos em Brotas (SP) na propriedade do pecuarista Luiz Augusto Pinheiro de Souza, dono da Fazenda São Luiz da Água Sumida, aqui no Pará esse animal leva uma vida mais digna.</p>
<p>Ele mantém a subsistência de dezenas de famílias na Ilha de Marajó, especialmente depois que um dos seus derivados, o queijo de Marajó, obteve Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), em março de 2021, graças aos esforços dos produtores e entidades associativas, bem como de instituições como Sebrae e Emater – fundamentais ao longo de todo o processo.</p>
<p>A produção do queijo de Marajó teve início na região de Cachoeira de Arari (PA) e desde seus primórdios, há mais de 200 anos, quando ainda era utilizado o leite de vacas, é de caráter familiar e artesanal. A introdução dos búfalos só se deu ao final do século XIX, inicialmente com a criação de gado de corte, e se mantém como uma das principais atividades econômicas na ilha, hoje mais voltada para a criação de fêmeas leiteiras.</p>
<p>O queijo é feito com o leite cru, ordenhado de búfalas criadas em extensas pastagens e conforme as normas de boas práticas ambientais e bem-estar animal. Seu processo de produção envolve fermentação espontânea e é baseado no uso de alguns equipamentos típicos da região, como as peneiras de jacitara (planta nativa e abundante no local). Falar do queijo de Marajó é também falar de onde ele é feito e das mãos que o produzem, por isso mesmo ele é admirado em todo Pará e tem crescido em renome a nível nacional e internacional nos últimos tempos.</p>
<p>Segundo a produtora do queijo Mironga e presidente da Associação de Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM), Gabriela Gouvêa Moura, essa certificação representa uma nova página para o queijo de Marajó e seus produtores.</p>
<blockquote><p>“O queijo faz parte da nossa cultura alimentar e está sempre presente na vida das pessoas, na mesa das famílias, na história da Ilha e no seu desenvolvimento econômico ao longo dos séculos. A criação daqui, hoje, é praticamente toda voltada para o leite e para a produção do queijo, então a movimentação econômica é muito grande e ficou ainda maior depois da certificação, que nos fez ser conhecidos em todas as regiões brasileiras e até mesmo fora do País”, disse ela ao <strong>Pará Terra Boa </strong>nesta segunda-feira, 31/01.</p></blockquote>
<figure id="attachment_7604" aria-describedby="caption-attachment-7604" style="width: 394px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7604" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-300x177.jpg" alt="" width="394" height="232" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-300x177.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-1024x605.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-768x453.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-150x89.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-450x266.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-1200x709.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela.jpg 1277w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption id="caption-attachment-7604" class="wp-caption-text">Gabriela Gouvêa, Presidente da Associação de Produtores de Leite e Queijo do Marajó</figcaption></figure>
<p>Gabriela diz ainda ser notório o aumento da procura pelo produto tanto por empresas dos segmentos hoteleiro e gastronômico do Pará quanto por comerciantes do restante do País e até do exterior.</p>
<p>“Hoje é fácil encontrar queijo do Marajó em centros comerciais de grandes cidades no Brasil. Nosso produto já conquistou vários prêmios nacionais e até alguns internacionais&#8230; estamos agora em outro patamar”.</p>
<p>A produtora diz ainda que o resultado mais palpável após a Indicação Geográfica foi o aumento na procura pela rota turística do queijo, realizada pela APQLM em parceria com os produtores, que são responsáveis pela realização de “vivências”, onde os turistas podem aprender sobre a história do queijo de Marajó e particularidades sobre seu método de produção, bem como entrar em contato com a natureza e a cultura locais.</p>
<h3><strong>Pecuária bubalina no Marajó</strong></h3>
<figure id="attachment_7605" aria-describedby="caption-attachment-7605" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-7605" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-450x450.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala.jpg 648w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-7605" class="wp-caption-text">Pará lidera pecuária bubalina</figcaption></figure>
<p>Hoje motivo de orgulho não apenas para a população marajoara e paraense, o rebanho bubalino não foi de pronto visto com bons olhos quando da sua introdução no Pará, o primeiro do Brasil a apostar na criação desses animais.</p>
<p>O motivo dessa resistência se deu pelo fato de que não havia conhecimento acerca das particularidades na criação dos búfalos, que acabavam por danificar plantações e causar outras degradações no local, bem como da qualidade e do sabor de sua carne ou de seu leite e derivados. Ao longo do tempo, esse receio foi perdendo força a ponto de, nos dias de hoje, ser mais fácil encontrar tanto cortes quanto lácteos de búfalos em comparação com os produtos bovinos nos mercados e açougues dos municípios marajoaras ou do entorno.</p>
<blockquote><p>“Aqui, hoje, praticamente só se consomem os derivados de búfalos, seja lácteo ou cárneo. Ninguém liga para produtos bovinos há muito tempo”, diz ela.</p></blockquote>
<p>De acordo com dados do IBGE, a Região Norte do País concentra, hoje, 64% do rebanho bubalino nacional e o Estado do Pará figura como maior produtor, responsável por 36% do total nacional.</p>
<p>A Ilha de Marajó tem grande destaque nesse montante e possui um rebanho de aproximadamente 321 mil cabeças – praticamente o triplo do número de habitantes dos municípios marajoaras. Flávio Alves Damasceno diz, em seu artigo “Adaptação de bubalinos ao ambiente tropical”, que a produtividade dos búfalos é superior, em se tratando de carne e de leite, se comparada com a de bois e vacas.</p>
<p>Falando no leite, especificamente, ele tem maior percentual de proteínas, cálcio e fósforo, além das vitaminas A e D, em comparação com o obtido das vacas. Além disso, tanto sua carne quanto o leite têm menos colesterol e por isso pode-se dizer que são alimentos mais saudáveis e apropriados para o consumo humano. Quanto ao número de queijarias, segundo o Ministério da Agricultura em dados de 2020, há entre 65 a 70 queijarias na região e as mais estruturadas chegam a produzir uma média de 60 a 100 kg por dia no auge da safra.</p>
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		<title>Pesquisa de bióloga da UFPA detecta lazer e perigo em 7 praias do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 20:52:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/praias-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A bióloga Ana Beatriz Brito Dias fez uma pesquisa de mestrado na Universidade Federal do Pará (UFPA) sobre riscos e perigos em praias estuarinas e marinhas do litoral amazônico. O trabalho, orientado pela professora Luci Cajueiro Carneiro Pereira, foi movido pela necessidade de avaliar as principais adversidades relacionadas à segurança dos frequentadores das praias paraenses. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/praias-para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A bióloga Ana Beatriz Brito Dias fez uma pesquisa de mestrado na Universidade Federal do Pará (UFPA) sobre riscos e perigos em praias estuarinas e marinhas do litoral amazônico. O trabalho, orientado pela professora Luci Cajueiro Carneiro Pereira, foi movido pela necessidade de avaliar as principais adversidades relacionadas à segurança dos frequentadores das praias paraenses. Essa pesquisa foi publicada na edição 161 (Dez/Jan/Fev) do jornal científico Beira do Rio, da UFPA.</p>
<p>Durante a pesquisa, foram analisadas as praias do Atalaia (Salinópolis), da Princesa (Maracanã), de Ajuruteua (Bragança), do Murubira (Mosqueiro/Belém), de Marudá (Marapanim), do Pesqueiro (Soure) e de Colares (Colares).</p>
<p>A coleta de dados ocorreu por 25 horas, em cada uma das praias. Foram observadas noções hidrodinâmicas (altura de marés, altura de ondas, direção e velocidade das correntes de marés) e morfodinâmicas, por meio das quais foram identificados canais de marés e afloramentos rochosos, além da observação direta com registros fotográficos dos principais fatores que geram riscos aos veranistas.</p>
<p>Nas praias <strong>Atalaia, Ajuruteua e Princesa</strong>, os principais perigos naturais identificados foram: elevação das marés, ondas, correntes marítimas, afloramentos rochosos, formação de canais e assimetria das marés. Entre os perigos antrópicos (causados por pessoas), destaca-se a presença de veículos na faixa intermarés, a falta de saneamento básico e o acúmulo de resíduos sólidos como os maiores perigos para os usuários do espaço.</p>
<blockquote><p>“Em Ajuruteua, há construções irregulares à beira-mar que aceleram os processos erosivos, o despejamento de materiais da construção civil na praia (madeira, ferro e concreto), e propriedades com obras de contenção sem manutenção”, pontua Ana Beatriz Brito Dias.</p></blockquote>
<p><strong>Murubira, Marudá e Colares</strong> apresentam como riscos naturais os afloramentos rochosos e a formação de canais, com destaque para a alta declividade na faixa de areia da praia Murubira, em Mosqueiro. Nesses locais, os principais perigos antrópicos são o despejo de esgoto e resíduos sólidos sem tratamento, diretamente nas praias.</p>
<h3>Animais marinhos</h3>
<p>Marés e ondas não representam risco de afogamento em <strong>Pesqueiro</strong>, no Marajó. De acordo com a bióloga, Pesqueiro é um caso especial, porque está dentro da reserva extrativista de Soure e é muito bem controlada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As construções de casas e bares são regulamentadas e precisam de autorização, tornando o ambiente altamente preservado.</p>
<blockquote><p>“O maior risco natural está relacionado aos acidentes com animais marinhos, principalmente arraias. Anualmente, tanto em Pesqueiro quanto em Colares, o número de acidentes com esses animais é alto, mostraram os dados cedidos pelos salva-vidas”, revela a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>De acordo com Ana Beatriz, a falta de um sistema mais eficiente de segurança praial e a falta de percepção dos visitantes sobre os riscos que as praias oferecem aumentam as chances de acidentes e afogamentos.</p>
<blockquote><p>“Não existem sinalizações sobre as condições de banho ou sinalizações de áreas de riscos. O monitoramento efetivo por salva-vidas ocorre mais intensamente durante as férias escolares e em feriados prolongados. Na maioria dos casos, o número de salva-vidas nas praias é pequeno, comparado à extensão desses ambientes e ao número de visitantes na alta temporada”, alerta.</p></blockquote>
<p>De acordo com a pesquisadora, os problemas naturais (condições oceanográficas, altura de marés e ondas, mudanças no perfil praial, afloramentos rochosos e aparecimento de animais aquáticos) devem ser monitorados pelas autoridades competentes, pelo Corpo de Bombeiros/Salva-vidas e pelo grupo de Gerenciamento Costeiro Paraense.</p>
<p>Em <strong>Mosqueiro</strong>, o lixo é responsável por 16% dos acidentes nas praias. Assim, a limpeza efetiva é a principal recomendação.</p>
<blockquote><p>“Melhorias na infraestrutura física e a construção de redes de esgoto, assim como o monitoramento mensal da qualidade da água, são soluções sugeridas para os problemas de contaminação direta da água balnear”, sugere.</p></blockquote>
<p>Por fim, o estudo propõe a criação de um plano estadual de segurança praial, com informações sobre as condições climáticas, de banho e, principalmente, sobre potenciais riscos de acidentes.</p>
<p>A ferramenta seria útil e de fácil acesso aos gestores praiais e aos veranistas. “O Pará tem mais de 550 quilômetros de linha de costa. São praias ricas em paisagens e culturas, que devem ser gerenciadas de forma consciente, destacando a preservação dos ambientes e servindo aos interesses turísticos e econômicos”, conclui a autora do estudo.</p>
<p><em>Fonte: Revista Beira do Rio edição 161, da UFPA</em></p>
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