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	<title>sociobioeconomia amazônia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Plano pretende triplicar valor da bioeconomia amazônica até 2035</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 17:10:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/up_ag_46861_4e285793-23a2-841c-9063-e74bb5f687aa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Uma nova estratégia apresentada hoje em Brasília quer colocar a Amazônia e a sociobioeconomia no centro do crescimento econômico brasileiro pelos próximos dez anos. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) surge como uma resposta direta à crise climática, partindo do diagnóstico de que o modelo baseado na extração desenfreada de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/up_ag_46861_4e285793-23a2-841c-9063-e74bb5f687aa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Uma nova estratégia apresentada hoje em Brasília quer colocar a Amazônia e a sociobioeconomia no centro do crescimento econômico brasileiro pelos próximos dez anos. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) surge como uma resposta direta à crise climática, partindo do diagnóstico de que o modelo baseado na extração desenfreada de recursos naturais tornou-se obsoleto e incompatível com as exigências do mercado global.</p>
<p>Lançada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a proposta não foca apenas na conservação, mas na transformação da base produtiva nacional. Através de 8 missões estratégicas e 21 metas, o plano busca reorganizar setores como agricultura, indústria farmacêutica e energia, utilizando a biodiversidade como matéria-prima para inovação.</p>
<p>O objetivo é que, até 2035, o Brasil consolide o protagonismo amazônico não apenas como um ativo ambiental, mas como um diferencial competitivo nas exportações e no desenvolvimento social das comunidades locais. A meta é triplicar a produção de produtos da sociobiodiversidade.</p>
<h3>Amazônia no centro da estratégia</h3>
<p>A secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, explica que a Amazônia é o foco principal da implementação das primeiras ações, que incluem o apoio a 6 mil negócios da sociobioeconomia (atualmente, são 162 negócios apoiados). Esta decisão é baseada no papel estratégico da região tanto pela riqueza biológica, quanto pela riqueza cultural gerada pela presença de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.</p>
<p>Com o apoio a esses negócios, é possível cumprir outro objetivo: o aumento de 100% no valor bruto da produção anual proveniente dos produtos da sociobiodiversidade. Em 2025, este valor foi estimado em R$ 4,5 bilhões, mas a meta é chegar até R$ 12 bilhões em 2035.</p>
<p>O movimento inicial já foi feito com a implantação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em territórios da Amazônia Legal, com recursos iniciais estimados em R$ 120 milhões. As principais iniciativas comunitárias impactadas serão aquelas baseadas em produtos como açaí, castanha-do-pará, pescado e óleos vegetais.</p>
<blockquote><p>&#8220;São incontáveis os produtos, processos e serviços que utilizam a biodiversidade, então os recursos biológicos serão o ponto de partida para a agregação de valor. A bioeconomia passa pela floresta, pela agricultura, pela bioindústria, pela energia, pelos alimentos, pela saúde e por tantos outros campos que não conseguimos nem nomear. Começaremos desta forma porque não há e nem deve haver uma única forma de fazer bioeconomia, por isso as soluções serão executadas com base na construção (de metas) que fizemos junto às comunidades (quilombolas, indígenas, campesinas)&#8221;, afirma Carina.</p></blockquote>
<h3>Mais crédito rural e incentivos à bioindústria</h3>
<p>Outro eixo prioritário é ampliar o acesso ao crédito rural. O plano prevê a expansão anual de 20% em linhas como o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) para financiar atividades sustentáveis, além da simplificação do acesso para comunidades tradicionais.</p>
<p>Segundo o MMA, o PRONAF B (linha de microcrédito destinada a produtores de baixa renda) registrou 5.735 contratos de operação em 2025, mas a meta é chegar em 44.387.</p>
<p>Na ponta do consumo, a estratégia inclui o uso de compras públicas para garantir mercado. Iniciativas como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Alimentação Escolar (PNAE) devem ampliar a presença de produtos da sociobiodiversidade.</p>
<p>A expectativa é dobrar o valor da produção de açaí, castanha-do-pará, pescado e óleos vegetais até 2035, fortalecendo as economias locais e reduzindo desigualdades.</p>
<p>Além de produzir insumos, um outro objetivo do plano inclui estratégias para valorizar economicamente os produtos da floresta, estimulando o desenvolvimento de bioindústrias na própria região. Isso inclui investimentos em pesquisa e inovação, especialmente em áreas como fitoterápicos, cosméticos, bioinsumos e novos materiais.</p>
<p>Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, a integração entre conhecimento científico e saberes tradicionais é um dos principais diferenciais competitivos do País.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente quer floresta com gente em pé e vivendo com dignidade. É possível que pescadores, agricultores e outras centenas de milhares de negócios da floresta ganhem projeção internacional e reconhecimento público do valor da floresta em pé. A execução deste plano é um passo para provar que sim, é possível e sabemos os caminhos para chegar até lá (ao reconhecimento)&#8221;, destaca Julia.</p></blockquote>
<h3>Floresta como ativo econômico</h3>
<p>Outro avanço proposto pelo plano é a valorização econômica da conservação ambiental por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Mercado de Carbono, para remunerar comunidades e produtores pela manutenção da floresta em pé.</p>
<p>Além disso, mecanismos financeiros, como fundos climáticos e taxonomias sustentáveis, devem atuar como facilitadores para atrair investimentos do setor privado para projetos de bioeconomia na Amazônia.</p>
<p>Conforme anunciado hoje, os planos já praticados pelos estados brasileiros estão em integração com essas estratégias nacionais e a previsão é a ampliação de investimentos e beneficiários.</p>
<p>No Pará, uma das principais estratégias alinhadas é o PSA, que <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pagamento-por-servicos-ambientais-ja-beneficia-141-agricultores-familiares-paraenses/" target="_blank" rel="noopener">até a primeira metade de 2025 beneficiava 141 agricultores familiares e protegia 12 mil hectares de floresta</a>. Porém, <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/para-anuncia-ampliacao-da-politica-de-pagamento-por-servicos-ambientais-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener">o projeto estadual foi ampliado durante a COP30, </a>com reajustes de valores, municípios atendidos e novas categorias, como requalificação rural e boas práticas na pecuária.</p>
<p>Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o plano é a concretização de um compromisso público e com metas reais para a sociedade brasileira.</p>
<blockquote><p>&#8220;A maior parte do que estamos apresentando já está sendo executado de alguma forma nos estados. O que estamos fazendo como nação é unir esses esforços individuais e de milhares de pequenas comunidades em uma estratégia integrada, com o apoio dos estados e de outros agentes como o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e demais apoiadores para mostrar que estamos assumindo este compromisso como meta prioritária de desenvolvimento&#8221;, frisa Marina.</p></blockquote>
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