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	<title>#sistemas agroflorestais &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>#sistemas agroflorestais &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará define metas do Plano ABC+ para consolidar agropecuária de baixo carbono até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 18:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/ILPF_KC_1211_edit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará deu início à construção da estratégia estadual para o Plano ABC+ (Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária). Em evento sediado na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, nos dias 5 e 6 de maio, instituições definiram prioridades para a produção sustentável até 2030. O foco central é a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/ILPF_KC_1211_edit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará deu início à construção da estratégia estadual para o Plano ABC+ (Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária). Em evento sediado na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, nos dias 5 e 6 de maio, instituições definiram prioridades para a produção sustentável até 2030.</p>
<p>O foco central é a recuperação de pastagens degradadas e a expansão de tecnologias como os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que já devem atingir a meta de 100 mil hectares no estado.</p>
<p>O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, defendeu uma ruptura com métodos ultrapassados.</p>
<blockquote><p>“Não se pode produzir mais como antigamente”, enfatizou. “Hoje, a produção precisa estar baseada na ciência, capaz de integrar tecnologia, produtividade e resiliência climática”, afirmou o gestor, destacando que soluções como bioinsumos e ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) são as ferramentas para essa transformação.</p></blockquote>
<p>Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz,  o plano busca conciliar economia e preservação.</p>
<blockquote><p>“O Pará quer mostrar ao mundo que é possível gerar riqueza preservando o meio ambiente e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. Exemplos práticos disso são o cacau e o açaí produzidos em sistemas agroflorestais”, declarou o titular da pasta.</p></blockquote>
<h3>Desafios técnicos</h3>
<p>Um dos maiores desafios técnicos discutidos foi a &#8220;estratégia amazônica&#8221;: ajustar práticas nacionais às características específicas da região.</p>
<p>De acordo com Victor Thiago Catuxo, coordenador do Programa Estadual de Agricultura de Baixo Carbono, na Sedap, e responsável pelo GGE, práticas consolidadas em outras regiões precisam ser ajustadas às características do bioma e às vocações locais. Entre os avanços já registrados, destaca-se o provável alcance da meta de 100 mil hectares em Sistemas Agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Outro desafio relevante é a mensuração de dados, essencial para o acompanhamento das metas. A proposta de uma “estratégia amazônica” busca justamente criar indicadores que reconheçam o esforço de conservação e a complexidade ambiental da região, transformando metas globais em benefícios concretos para produtores e para a sociedade paraense.</p>
<p>Entre as metas prioritárias do estado estão a recuperação de pastagens degradadas e a intensificação de sistemas produtivos sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD). O foco se justifica pelo protagonismo do Pará na pecuária nacional e pelo crescimento da produção de grãos.</p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>O ciclo de diálogos contará com mais dois encontros até o final de junho. O cronograma inclui uma consulta pública no portal da Sedap para consolidar o plano de metas sob o lema: “Produzir conservando, conservar produzindo.”</p>
<p>Principais Metas e Tecnologias em Pauta:</p>
<ul>
<li>Recuperação de Pastagens: Prioridade absoluta devido ao tamanho do rebanho paraense.</li>
<li>Sistemas Agroflorestais (SAFs): Proximidade da meta de 100 mil hectares.</li>
<li>ILPF e Plantio Direto: Foco no crescimento da produção de grãos no estado.</li>
<li>Bioinsumos: Redução de dependência química e aumento da resiliência do solo.</li>
</ul>
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		<title>Cacau sustentável do Pará garante prata e reconhecimento mundial na França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 14:25:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_marina-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O compromisso com a preservação ambiental no sudeste paraense acaba de colocar o produtor João Evangelista, o &#8220;Rogério&#8221;, novamente no topo do ranking mundial. Cultivada em sistema agroflorestal com árvores de mogno, a amêndoa sustentável do assentamento Tuerê, em Novo Repartimento, foi a base para a conquista da medalha de prata no Concurso Internacional Chocolate [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_marina-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O compromisso com a preservação ambiental no sudeste paraense acaba de colocar o produtor João Evangelista, o &#8220;Rogério&#8221;, novamente no topo do ranking mundial. Cultivada em sistema agroflorestal com árvores de mogno, a amêndoa sustentável do assentamento Tuerê, em Novo Repartimento, foi a base para a conquista da medalha de prata no Concurso Internacional Chocolate Awards – Europe, realizado no último sábado, 2, em Bordeaux, na França.</p>
<p>Esta é a 43ª vez que o cacau do Tuerê é premiado, consolidando a estratégia de unir a floresta em pé à alta qualidade gastronômica.</p>
<p>Desta vez, a matéria-prima produzida por Rogério deu vida ao &#8220;Chocolate da Região Tuerê 100% Cacau com Cumaru&#8221;, da chocolatier Marina Shtoh-Ibri, CEO da La Brigaderie de Paris.</p>
<figure id="attachment_42500" aria-describedby="caption-attachment-42500" style="width: 727px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-42500" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio-300x200.webp" alt="" width="727" height="484" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/cacau_sustentavel_rogerio.webp 860w" sizes="(max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption id="caption-attachment-42500" class="wp-caption-text">Rogério planta cacau em sistema agroflorestal em oito hectares no Tuerê. Foto: Sedap</figcaption></figure>
<p>Veterano entre os produtores das 50 melhores amêndoas do mundo, Rogério,  já soma mais de 10 prêmios individuais, conquistas que estão expostas em quadros instalados na sala da sua residência no Tuerê.</p>
<blockquote><p> “Foi muito interessante esse reconhecimento. Eu torço para que meus vizinhos um dia também consigam ser premiados, pois aqui temos as melhores amêndoas. Eu tenho oito hectares de cacau plantados e todo em sistema agroflorestal. Ainda temos aqui 60 árvores de mogno plantadas. Então, é importante esse trabalho para a preservação do nosso meio ambiente”, diz o produtor, que recebe assistência técnica da Fundação Solidaridad, que há 10 anos presta serviço aos cacauicultores do Tuerê.</p></blockquote>
<h3>Parceria de sucesso: do grão à barra</h3>
<p>Além da prata na categoria de chocolates amargos com infusão, Marina Shtoh-Ibri, CEO da La Brigaderie de Paris recebeu um prêmio especial pela inovação do produto apresentado. Ela disse que se sente orgulhosa em obter essas duas novas conquistas junto ao produtor João Evangelista.</p>
<figure id="attachment_42499" aria-describedby="caption-attachment-42499" style="width: 698px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-42499" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana-300x200.webp" alt="" width="698" height="466" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana-768x513.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/chocolate_sustentavel_rogerio_mariana.webp 860w" sizes="(max-width: 698px) 100vw, 698px" /><figcaption id="caption-attachment-42499" class="wp-caption-text">Parceria entre Rogério e Marina vem desde 2022. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Fiquei muito feliz e  orgulhosa de poder trazer mais duas medalhas ao produtor. É um trabalho conjunto, o do Sr. João com o cacau dele e o meu, com a minha dedicação ao chocolate e ao terroir de onde ele veio. Neste caso, foi uma prata e uma especial, pela originalidade de fazer algo diferente da maioria (incluir o cumaru num 100%)”, ressaltou.</p></blockquote>
<p>A parceria nasceu no Salão de Paris em 2022, quando Marina passou a adquirir as amêndoas diretamente do produtor. Foi neste mesmo ano também que a La Brigaderie de Paris ganhou seu primeiro prêmio com o grão Tuerê.</p>
<h3>Fortalecimento do setor</h3>
<p>O resultado é fruto de um ecossistema de apoio que inclui a Fundação Solidaridad e o Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), coordenado pela Sedap. Para Ivaldo Santana, coordenador do Procacau, a premiação é uma vitrine estratégica para rodadas de negócios internacionais.</p>
<blockquote><p>“Ficamos muito felizes com esse resultado, pois o que a gente objetiva é isso: colocar nossos produtores em contato com os interessados em nossas amêndoas. Mostramos que a amêndoa do Pará é a melhor do mundo&#8221;, conclui o engenheiro agrônomo.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os caminhos da agrofloresta: conheça as diferentes trajetórias que mantêm a floresta em pé no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/os-caminhos-da-agrofloresta-conheca-as-diferentes-trajetorias-que-mantem-a-floresta-em-pe-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta_ginelda-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na paisagem diversa da agrofloresta amazônica, não existe um único perfil de produtor nem um único caminho. Entre diferentes idades, histórias e formas de produzir, os SAFs (Sistemas Agroflorestais) vêm sendo construídos a partir de trajetórias que, embora distintas, compartilham um mesmo objetivo: produzir com sustentabilidade e garantir a permanência no campo. Durante a “Jornada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta_ginelda-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na paisagem diversa da agrofloresta amazônica, não existe um único perfil de produtor nem um único caminho. Entre diferentes idades, histórias e formas de produzir, os SAFs (Sistemas Agroflorestais) vêm sendo construídos a partir de trajetórias que, embora distintas, compartilham um mesmo objetivo: produzir com sustentabilidade e garantir a permanência no campo.</p>
<p>Durante a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/intercambio-agroflorestal-conecta-produtores-da-transamazonica-e-tome-acu/" target="_blank" rel="noopener">“Jornada Técnica Agroflorestal”</a>, realizada em Tomé-Açu pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), em parceria com a GIZ (Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável) , quatro propriedades apoiadas por projetos do Ipam evidenciaram essa diversidade na prática. Os sistemas visitados revelam diferentes estágios de desenvolvimento, níveis de organização e estratégias produtivas, que vão desde iniciativas familiares em consolidação até modelos estruturados em maior escala.</p>
<h3>A força da mulher no campo</h3>
<p>Ginelda Lima, proprietária de uma das áreas visitadas em Tomé-Açu, se destaca como uma mulher empreendedora que conduz, de forma independente, sua produção. Agricultora familiar, ela estruturou um sistema baseado na mandioca, articulado com açaí, cumaru e cacau, aliado ao funcionamento de uma casa de farinha e à agregação de valor ao produto.</p>
<p>A experiência da produtora integra ações do Projeto de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais e Regeneração Natural, desenvolvido em parceria com a Conservação Internacional Brasil, com apoio da Daikin. A iniciativa também faz parte do projeto “Restauração Florestal na Amazônia: recuperação de áreas alteradas no Estado do Pará, no âmbito do Projeto Regulariza Rural”, apoiado pelo Serviço Florestal Brasileiro, que busca fortalecer práticas produtivas sustentáveis e a recuperação de áreas degradadas no estado.</p>
<blockquote><p>“A farinha era só uma monocultura na minha vida e cheguei a ter toneladas paradas, sem mercado. Mas decidi investir na qualidade, na embalagem e no valor do meu produto. Hoje, ela chega a outros estados e até a outros países. Isso só aconteceu porque alguém acreditou em mim e porque eu também não desisti. A minha produção envolve outras famílias, gera renda e abre oportunidades para mais gente”, explica.</p></blockquote>
<h3>O acesso ao conhecimento e a nova geração</h3>
<p>Em outro contexto, Adeilton Mendes, de 32 anos, representa uma nova geração que permanece no campo a partir da sucessão familiar. Jovem agricultor e estudante de agronomia, ele deu continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, incorporando conhecimento técnico, planejamento e diversificação produtiva.</p>
<p>Sua trajetória também se conecta ao Projeto de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais e Regeneração Natural em Tomé-Açu, desenvolvido em parceria com a Conservação Internacional Brasil e com apoio da Daikin, que incentiva a adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes na região.</p>
<blockquote><p>“Eu comecei a trabalhar na propriedade ainda jovem, depois que meu pai me deu um pedaço de terra. No início foi difícil, faltava informação técnica e organização, e eu cheguei a trabalhar muito ganhando pouco. Foi quando decidi investir em conhecimento, estudar e aplicar isso na prática. Hoje, consigo diversificar a produção e ampliar as atividades dentro da propriedade”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42454" aria-describedby="caption-attachment-42454" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-42454" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-300x168.webp" alt="" width="712" height="399" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-300x168.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-768x431.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-150x84.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-450x253.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1.webp 980w" sizes="(max-width: 712px) 100vw, 712px" /><figcaption id="caption-attachment-42454" class="wp-caption-text">Adeilton Mendes viu que no sistema agroflorestal garante renda em vários períodos do ano.</figcaption></figure>
<p>“Quando a gente trabalha só com uma cultura, acaba ficando limitado. No sistema agroflorestal, é possível ter produção ao longo do ano, com diferentes culturas garantindo renda em vários períodos. Isso traz mais estabilidade e melhora a qualidade de vida”, acrescenta.</p>
<p>A experiência acumulada ao longo do tempo aparece na trajetória de José Paixão, de 72 anos, conhecido como Zé Paixão. Agricultor familiar desde a juventude, ele construiu um sistema agroflorestal diverso ao longo de décadas, com diferentes cultivos integrados na mesma área.</p>
<p>Sua história se conecta ao Projeto Monitoramento e Consolidação de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais (SAFs) em Tomé-Açu, iniciativa que conta com apoio da Otsuka e acompanha a evolução de áreas em restauração produtiva na região.</p>
<blockquote><p>“Comecei em uma área difícil, onde quase não tinha nada. Fui trabalhando aos poucos, plantando diferentes culturas. Hoje, vejo minha propriedade formada, com produção diversificada, resultado de muitos anos de esforço”, relata. “Nunca fui empregado de ninguém, sempre vivi do meu próprio trabalho. Criei minha família assim, trabalhando na terra e acreditando no que eu fazia”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Sustentabilidade em larga escala</h3>
<p>Michinori Konagano, 68 anos, representa um sistema consolidado em ampla escala. De origem japonesa, ele é reconhecido como referência na produção agroflorestal em Tomé-Açu, sendo frequentemente citado como modelo para outros produtores da região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cheguei à Amazônia ainda jovem com a minha família, em busca de uma oportunidade de recomeço. Encontramos muitos desafios no início, mas foi com trabalho e persistência que conseguimos construir nossa trajetória na região. Ao longo dos anos, fomos aprendendo a manejar a terra de forma diversificada, integrando culturas e respeitando o tempo da natureza. Hoje, o sistema agroflorestal mostra que é possível produzir com equilíbrio, garantindo renda e mantendo a floresta em pé”, explica.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42456" aria-describedby="caption-attachment-42456" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42456" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-300x168.webp" alt="" width="729" height="408" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-300x168.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-768x430.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-150x84.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-450x252.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1.webp 980w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /><figcaption id="caption-attachment-42456" class="wp-caption-text">Michinori Konagano afirma que sucesso é resultado da dedicação e troca de conhecimentos ao longo de gerações.</figcaption></figure>
<p>O produtor destaca que o desenvolvimento da produção no município de Tomé-Açu é resultado de dedicação e troca de conhecimentos ao longo de gerações.</p>
<blockquote><p>“A agrofloresta exige cuidado e visão de longo prazo, mas traz segurança para quem produz. Por isso, faço questão de compartilhar essa experiência, para que mais produtores possam fortalecer seus sistemas e crescer de forma sustentável”, conclui.</p></blockquote>
<h3>Compartilhando princípios</h3>
<p>Apesar das diferenças entre os perfis, seja na escala, no nível de organização ou no acesso à tecnologia, os sistemas compartilham princípios como diversificação, manejo integrado e geração de renda associada à conservação ambiental. Ao mesmo tempo, evidenciam o papel das parcerias institucionais no apoio aos produtores.</p>
<p>Do sistema conduzido por uma mulher empreendedora, passando por um jovem em sucessão familiar e por um produtor com décadas de experiência, até um modelo consolidado em larga escala, os SAFs demonstram que não há um único formato produtivo, mas múltiplos caminhos possíveis dentro da agrofloresta.</p>
<p>A programação de visitas em Tomé-Açu integra o “Projeto Regulariza Rural”, coordenado pelo SFB (Serviço Florestal Brasileiro) e o IICA Brasil (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), com apoio financeiro do KfW (Banco de Desenvolvimento Alemão).</p>
<p>A iniciativa apoia os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia na implementação da regularização ambiental e no monitoramento da vegetação nativa. No Pará, as ações são promovidas pelo Ipam, em parceria com a Semas.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/intercambio-agroflorestal-conecta-produtores-da-transamazonica-e-tome-acu/" target="_top">Intercâmbio agroflorestal conecta produtores da Transamazônica e Tomé-Açu</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Intercâmbio agroflorestal conecta produtores da Transamazônica e Tomé-Açu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região. O evento foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>O evento foi promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ). A iniciativa faz parte do projeto “Restauração Florestal na Amazônia”, inserido no âmbito do Projeto Regulariza Rural, que atua na recuperação de áreas alteradas no Pará.</p>
<p>Com foco na articulação de diferentes territórios, a jornada reuniu participantes das regiões da Transamazônica e do Xingu. Para Edivan Carvalho, coordenador estadual do IPAM no Pará, o encontro superou a lógica tradicional de capacitação:</p>
<blockquote><p>“A proposta é reconhecer o conhecimento que cada agricultor e agricultora traz de sua realidade. Queremos criar um espaço de diálogo e construção coletiva, onde seja possível compartilhar experiências, tirar dúvidas e conhecer diferentes estratégias de sistemas agroflorestais, levando ideias que possam ser aplicadas nos territórios”, explica.</p></blockquote>
<p>Durante a programação, os participantes conheceram, na prática, diferentes modelos de sistemas agroflorestais implantados em campo, observando estratégias de manejo, diversificação de culturas e organização produtiva. As visitas evidenciaram a viabilidade de conciliar SAFs à produção agrícola, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e geração de renda.</p>
<blockquote><p>“Esse intercâmbio mostra como temos muitos manejos diferentes no mesmo Estado. Mesmo com todos nós já atuando na agricultura, essas experiências mostram que devemos estar sempre inovando no campo”, disse o agricultor familiar Antônio Lima, da Transamazônica.</p></blockquote>
<h3>Além da monocultura</h3>
<p>Um dos principais objetivos da missão foi oferecer alternativas à monocultura do cacau. Rogério Brito, assessor técnico da GIZ, ressaltou a importância de Tomé-Açu como referência histórica:</p>
<blockquote><p>“A proposta é aproximar técnicos e produtores da Transamazônica das experiências desenvolvidas em Tomé-Açu, reconhecido como berço dos sistemas agroflorestais no Pará. Ainda temos um cenário marcado pela monocultura do cacau, e esse intercâmbio abre espaço para diversificar a produção com base na biodiversidade, fortalecendo a renda e a sustentabilidade das propriedades.”</p></blockquote>
<p>O professor Elder Silva, representante da Casa Familiar Rural de Placas (PA), classificou o intercâmbio como uma oportunidade de transformação local, permitindo que novos modelos de recuperação de áreas degradadas sejam aplicados em sua realidade.</p>
<h3>O exemplo de 90 anos de idade</h3>
<p>A jornada contou com a participação de seis cooperativas amazônicas, que puderam conhecer de perto a estrutura da CAMTA (Cooperação Agrícola Mista de Tomé-Açu). Com quase 90 anos de história, a cooperativa é um modelo global de agregação de valor e acesso a mercados.</p>
<p>Segundo Edinaldo Santos, diretor de assistência agrícola da cooperativa, a CAMTA reúne atualmente 173 cooperados ativos e cerca de 1.800 produtores cadastrados, beneficiando diretamente 10 mil pessoas.</p>
<blockquote><p>“A CAMTA se destaca pela exportação de aproximadamente 5 mil toneladas de polpa de frutas por ano”, afirmou Santos.</p></blockquote>
<p>Para Elisângela Trzeciak, coordenadora do IPAM na Transamazônica, o evento celebrou a conexão entre produção, conservação e renda.</p>
<blockquote><p>“Encerramos essa jornada com a certeza de que o intercâmbio de saberes, aliado às experiências práticas e ao conhecimento técnico, fortalece os sistemas agroflorestais como estratégia de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Ao longo desses dias, foi possível conectar diferentes realidades e reforçar a integração entre produção, conservação e geração de renda.”</p></blockquote>
<p>A Jornada Agroflorestal é coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil), com apoio financeiro do banco alemão KfW.</p>
<p>No Pará, as ações de regularização ambiental e monitoramento são executadas pelo IPAM em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).</p>
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		<title>Implementação de SAFs ajuda quilombolas de Oriximiná a conquistar novos mercados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:12:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Boa Vista do Cuminã]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa Florestas de Valor]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/saf_quilombo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma comunidade quilombola de Oriximiná, no oeste paraense, está consolidando uma trajetória de fortalecimento produtivo baseada na organização coletiva e no uso sustentável da floresta por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs). A combinação entre conhecimento tradicional e apoio técnico tem permitido avanços importantes na qualidade e autonomia de suas produções, fundamentais para garantir acesso aos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/saf_quilombo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma comunidade quilombola de Oriximiná, no oeste paraense, está consolidando uma trajetória de fortalecimento produtivo baseada na organização coletiva e no uso sustentável da floresta por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs). A combinação entre conhecimento tradicional e apoio técnico tem permitido avanços importantes na qualidade e autonomia de suas produções, fundamentais para garantir acesso aos mercados consumidores.</p>
<p>Na comunidade Boa Vista do Cuminã, foi implementado um cronograma de organização produtiva e gestão comunitária que gerou benefícios diretos na qualidade da produção e na segurança das unidades, favorecendo seus sistemas de cultivo sustentáveis. A mudança é resultado do apoio técnico promovido pelo Programa Florestas de Valor, do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).</p>
<p>Uma das etapas iniciais foi a revisão do regimento interno da Unidade de Beneficiamento de Alimentos (UBA), que definiu regras para o uso coletivo da estrutura. A definição fortaleceu a transparência e a gestão compartilhada, criando um ambiente mais seguro para a produção.</p>
<p>Para a analista técnica do Imaflora, Andréia Araújo, as ações conjuntas são fundamentais para melhorar a estrutura organizacional da comunidade. Aplicada, essa melhoria gera reflexos diretos na produção e comercialização de insumos, o que abre caminho para expandir suas rotas comerciais.</p>
<blockquote><p>“O conjunto dessas ações fortalece a autonomia das comunidades e cria condições mais seguras e estruturadas para a produção e comercialização”, afirma.</p></blockquote>
<p>Andréia narra que outra etapa desenvolvida na comunidade foi a atualização do Termo de Cooperação entre a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos da Área Trombetas (ARQAT) e o Imaflora, que gera melhorias na segurança jurídica das atividades e garante que o planejamento do termo esteja de acordo com as prioridades locais.</p>
<p>Em outra fase, as unidades de beneficiamento de Boa Vista do Cuminã e Varjão passaram por mutirões de melhorias técnicas para otimizar as condições de processamento dos alimentos. Essas ações incluíram adequações sanitárias e manutenção preventiva da estrutura física, assim como a revisão dos sistemas de energia solar, visando garantir a continuidade da produção e aumentar a capacidade de acessar mercados mais exigentes.</p>
<h3>SAFs no centro do interesse</h3>
<p>Parte das mudanças também levou à otimização do monitoramento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) implantados na comunidade. O acompanhamento gerou dados técnicos que norteiam o aprimoramento das práticas produtivas e reforçam a importância do modelo para combinar diversidade, recuperação do solo e geração de renda.</p>
<p>No dia a dia, isso tem aumentado o interesse dos jovens da comunidade sobre o tema, levando à implantação de novas Unidades Demonstrativas de Produção (UDPs) de espécies como cacau, açaí e banana, consolidando o modelo produtivo como uma estratégia econômica viável para o território, por aliar a preservação da floresta ao fluxo produtivo durante todos os meses do ano.</p>
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		<title>Bioeconomia paraense recebe aporte de R$ 18 milhões via Fundo Flora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 18:03:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[regeneração natural assistida]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/castanha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Inspirado no sucesso do TerraFund no continente africano, o Fundo Flora acaba de inaugurar um novo capítulo para a sustentabilidade no Brasil. O fundo anunciou o investimento de R$ 18 milhões em dez projetos pioneiros que prometem transformar a paisagem do Pará, conectando a regeneração da terra ao fortalecimento da economia local. Diferente de modelos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/castanha-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Inspirado no sucesso do TerraFund no continente africano, o Fundo Flora acaba de inaugurar um novo capítulo para a sustentabilidade no Brasil. O fundo anunciou o investimento de R$ 18 milhões em dez projetos pioneiros que prometem transformar a paisagem do Pará, conectando a regeneração da terra ao fortalecimento da economia local.</p>
<p>Diferente de modelos tradicionais, o Fundo Flora atua onde o desafio é maior: na lacuna de financiamento para quem já está &#8220;com o pé no barro&#8221;. Por meio de doações e empréstimos concessionais, a iniciativa, idealizada pelo WRI Brasil, com gestão financeira da Sitawi Finanças do Bem, alavanca a capacidade de 26 organizações, entre cooperativas, ONGs e pequenas empresas, transformando recomendações técnicas em floresta em pé.</p>
<p>Ao integrar técnicas como a Regeneração Natural Assistida (RNA) e Sistemas Agroflorestais (SAFs), os selecionados revitalizam o solo enquanto impulsionam cadeias produtivas de peso, como as do açaí, cacau, castanha-do-Pará e óleos vegetais.</p>
<p>Para garantir que cada centavo e cada muda prosperem, o monitoramento é rigoroso. Através de um sistema desenvolvido pelo WRI, que une dados de campo e sensoriamento remoto, o fundo assegura transparência e credibilidade.</p>
<p>Como destaca a proposta do programa, essa abordagem consolida a Amazônia como protagonista de uma &#8220;economia verde, inclusiva e resiliente&#8221;.</p>
<h3>Os Protagonistas da restauração</h3>
<p>Conheça as iniciativas selecionadas nesta primeira etapa:</p>
<ul>
<li><strong>Abrapo (7 municípios)</strong>: Focada em escala, prevê implementar 1.000 hectares via regeneração natural, estruturando núcleos de sementes para abastecer 18 viveiros e beneficiando mais de mil pessoas.</li>
<li><strong>Conduru (Marabá)</strong>: Fundada por jovens de assentamentos, a associação vai restaurar 40 hectares com foco no protagonismo de mulheres e da juventude rural através de viveiros comunitários.</li>
<li><strong>CCAMPO (Santarém e região</strong>): Implementará sistemas agroflorestais de açaí e cupuaçu como modelo piloto para gerar renda e garantir a permanência dos jovens no campo.</li>
<li><strong>COAFRA (Castanhal):</strong> Unindo educação e campo, estabelecerá um viveiro em parceria com uma escola local, capacitando mulheres em manejo agroflorestal e empreendedorismo.</li>
<li><strong>Florestas Engenharia (Parauapebas):</strong> Especialista em reflorestamento, projeta um viveiro modular com capacidade para até 4 milhões de mudas por ano até 2030.</li>
<li><strong>FortparaOil (Acará)</strong>: Restaurará 305 hectares e ampliará a estrutura industrial para o processamento de óleos vegetais, integrando regeneração e mercado.</li>
<li><strong>Instituto Floresta Tropical (Bragança e região)</strong>: Com 30 anos de história, o IFT vai recuperar 60 hectares, incluindo áreas atingidas por incêndios, em parceria com comunidades quilombolas.</li>
<li><strong>Tribo Superfoods (Igarapé-Miri):</strong> Atuará na diversificação de antigas monoculturas de açaí, plantando cacau, cupuaçu e castanha para recuperar a biodiversidade local.</li>
<li><strong>Verde Novo (Irituia):</strong> Focado na liderança feminina, o projeto estruturará uma rede comunitária de coletoras de sementes para restaurar 40 hectares de terra.</li>
<li><strong>Zeno Nativo (Acará):</strong> Implementará 37 hectares de agroflorestas, fortalecendo a rastreabilidade e a geração de renda justa nas cadeias do cacau fino e da castanha.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Breves recebe mutirão de reflorestamento após avanço de queimadas no Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 12:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-03-04-131214-e1772640964469-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta semana, uma comunidade da zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, recebe o mutirão de reflorestamento coordenado pelo Observatório do Marajó, que vai levar mais de 2,5 mil mudas para recuperação de áreas degradadas na região. Em 2024, Breves viveu mais de 20 dias consecutivos sob fumaça provocada por incêndios florestais. O cenário [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-03-04-131214-e1772640964469-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta semana, uma comunidade da zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, recebe o mutirão de reflorestamento coordenado pelo Observatório do Marajó, que vai levar mais de 2,5 mil mudas para recuperação de áreas degradadas na região.</p>
<figure id="attachment_41201" aria-describedby="caption-attachment-41201" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-41201" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1024x768.jpg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066-1200x900.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0066.jpg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-41201" class="wp-caption-text">Comunidade N.Sra do Carmo, atendida pelo mutirão em Breves. Foto: Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<p>Em 2024, Breves viveu mais de 20 dias consecutivos sob fumaça provocada por incêndios florestais. O cenário é reflexo de um ciclo de desmatamento e queimadas crescentes que têm pressionado a região.</p>
<p>A ação circular começou no último final de semana em Portel, onde a parceria com comunidades levou oficinas, plantio, mapeamento e desenho de mapas de SAFs ao longo de três dias. O que levou a iniciativa até lá foram os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostraram que Portel registrou 4.565 focos de queimadas entre 2023 e 2025, o maior número da área citada.</p>
<p>Salomeia é uma das agricultoras que participaram da ação. Liderança do grupo Sementes do PA, ela comenta que participar do projeto dá continuidade ao propósito do grupo, que é expandir os plantios nas comunidades e usá-los para recuperar áreas degradadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente sabe que é possível (usar o plantio para regeneração de áreas), mas não tínhamos condições de fazer em uma escala maior. Agora, com o mutirão, o que era desejo já é algo possível, real&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Ao todo, a mobilização que reúne 50 membros de comunidades ribeirinhas e quilombolas realiza o plantio de mudas de espécies nativas como açaí, cacau, pracaxi e acapu em sistemas agroflorestais. A ideia principal é garantir renda para as famílias que vivem ali, fortalecendo a economia comunitária, valorizando a floresta em pé e garantindo segurança alimentar.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DVRanaiCIHW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DVRanaiCIHW/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Observatório do Marajó (@obsdomarajo)</a></p>
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</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Na comunidade N.Sra do Carmo, principal beneficiada pelo mutirão em Breves, o agricultor Benedito Pantoja revela que sempre sonhou em plantar café, mas nunca conseguiu pelo preço e dificuldade no acesso às mudas. Agora, o sonho é realizado pelo mutirão, que plantou as tão sonhadas mudas de café para Benedito.</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu tô realizando um sonho porque sempre quis plantar café, mas nunca deu pelo preço ou pela dificuldade de trazer a muda pra cá. Agora a muda tá aqui sendo plantada e daqui a três ou quatro anos vamos ter esse alimento tão importante na mesa. É um presente finalmente ter minha mudinha, que vai trazer outras oportunidades&#8221;, celebra.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41202" aria-describedby="caption-attachment-41202" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-41202" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1024x768.jpg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1536x1152.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065-1200x900.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260305-WA0065.jpg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-41202" class="wp-caption-text">Plantio de mudas na comunidade N.Sra do Carmo, em Breves. Foto: Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<p>Ediane Lima, gestora de projetos do Observatório do Marajó, explica que as atividades, planejadas desde 2025, incluem formações em agroecologia, construção de planos de ação comunitária e mapeamento das áreas onde os sistemas agroflorestais serão implantados. Antes do plantio, as comunidades participam de oficinas, intercâmbio de saberes e desenho coletivo dos mapas das áreas produtivas.</p>
<p>Ela explica ainda que a proposta vai além de recompor a vegetação, já que o modelo agroflorestal permite que a produção de alimentos comece já no primeiro ano.</p>
<blockquote><p>“ (As SAFs) Fortalecem a coletividade, geram conhecimentos e contribuem para que as famílias colham alimentos seguros e construam novas fontes de renda”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Já a diretora executiva da organização, Valma Teles, reforça que o plantio representa uma estratégia de futuro para cada município atendido.</p>
<blockquote><p>“Plantamos hoje e promovemos práticas sustentáveis para um futuro melhor. As comunidades estão fazendo na prática o que foi prometido em grandes conferências climáticas. Estamos plantando o presente para garantir um futuro mais próspero.”</p></blockquote>
<p>Além dos mutirões de reflorestamento, o Observatório do Marajó já formou cinco brigadas comunitárias de combate a incêndios florestais desde 2020, fortalecendo a capacidade de resposta das comunidades.</p>
<p>Para eles, a grande expressão das queimadas no Marajó destaca a vulnerabilidade da região, assim como a necessidade de ações urgentes para evitar novos focos e recuperar áreas degradadas.</p>
<p>Após a passagem por Breves e Portel, os mutirões chegarão a Melgaço e Oeiras do Pará nas próximas semanas. Nesses municípios, a grande meta é continuar a corrente para transformar áreas queimadas em novas florestas produtivas, dando novas possibilidades de sustento em parceria com a natureza.</p>
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		<title>Sistemas agroflorestais atingem níveis de carbono semelhantes aos da floresta, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 17:28:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agricutura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0141-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Áreas manejadas com Sistemas Agroflorestais (SAFs) podem alcançar níveis de carbono próximos aos encontrados em florestas naturais. A constatação é de um estudo desenvolvido pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), que analisou os impactos desse modelo produtivo na qualidade do solo e sua capacidade de regeneração em áreas degradadas. A pesquisa apresentada no Programa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0141-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Áreas manejadas com Sistemas Agroflorestais (SAFs) podem alcançar níveis de carbono próximos aos encontrados em florestas naturais. A constatação é de um estudo desenvolvido pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), que analisou os impactos desse modelo produtivo na qualidade do solo e sua capacidade de regeneração em áreas degradadas.</p>
<p>A pesquisa apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UEPA destaca o papel dos SAFs na manutenção da fertilidade e da saúde do solo em regiões sujeitas à intervenção humana. O sistema combina espécies agrícolas e florestais, promovendo equilíbrio ambiental aliado à produção econômica.</p>
<p>Para avaliar esses efeitos, o estudo utilizou indicadores como temperatura do solo, níveis de carbono e nitrogênio, além de parâmetros físicos, químicos e biológicos. O objetivo foi compreender como diferentes práticas agrícolas influenciam a recuperação do solo ao longo do tempo.</p>
<p>A pesquisadora Bruna Neves de Sousa analisou cinco áreas no município de Tomé-Açu, no nordeste paraense. Quatro delas utilizam sistemas agroflorestais com diferentes tempos de implantação que variam entre 10, 15, 20 e 25 anos, além de uma área de floresta secundária, com cerca de 30 anos, adotada como referência natural. As amostras de solo foram coletadas em três profundidades entre 0 e 30 centímetros.</p>
<p>Entre as variáveis analisadas estavam o carbono e o nitrogênio microbianos, o carbono orgânico total, a relação carbono/nitrogênio e a temperatura do solo. Os resultados mostraram que a floresta secundária apresentou os maiores teores de carbono e nitrogênio microbiano, especialmente nas camadas mais profundas, indicando intensa atividade biológica e maior disponibilidade de nutrientes.</p>
<p>Já em áreas com os sistemas agroflorestais mais antigos (entre 20 e 25 anos) apresentaram níveis de carbono orgânico e outros indicadores muito próximos aos da floresta, evidenciando que os SAFs, quando bem estabelecidos, conseguem recuperar gradualmente a qualidade do solo.</p>
<figure id="attachment_40373" aria-describedby="caption-attachment-40373" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-40373" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/IMG-20260119-WA0137-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-40373" class="wp-caption-text">Exemplo de sistema agroflorestal extrativista aplicado em São Geraldo do Araguaia, sudeste paraense. Foto: Vinícius Leal/Ideflor-Bio</figcaption></figure>
<p>Outro dado relevante foi a menor temperatura registrada na superfície do solo sob sistemas agroflorestais. Segundo o estudo, esse fator está associado à maior cobertura vegetal e à presença de resíduos orgânicos, que ajudam a conservar a umidade e favorecem a saúde do solo.</p>
<p>Na prática, o levantamento reforça que os sistemas agroflorestais são uma alternativa eficaz para a recuperação ambiental, com melhorias perceptíveis a partir de cinco anos de implantação. Além dos ganhos ecológicos, os SAFs também se mostram economicamente viáveis ao integrar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais, enfatizando a longevidade da agricultura sustentável.</p>
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		<title>Sistemas agroflorestais fortalecem economia e preservam a floresta no Baixo Tocantins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 14:03:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Mauricio Pantoja]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Tribo Super Foods]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145224_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Como frear o desmatamento e o avanço das monoculturas na Amazônia? Para moradores de Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins, a solução passa pela valorização da floresta e pelo fortalecimento de seus produtos naturais. A forma mais eficiente encontrada pela comunidade para garantir renda e proteção ambiental foi a criação de negócios de impacto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145224_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Como frear o desmatamento e o avanço das monoculturas na Amazônia? Para moradores de Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins, a solução passa pela valorização da floresta e pelo fortalecimento de seus produtos naturais.</p>
<p>A forma mais eficiente encontrada pela comunidade para garantir renda e proteção ambiental foi a criação de negócios de impacto e cooperativas, que se consolidam como alternativas concretas para conciliar propósitos econômicos e ecológicos.</p>
<p>Um desses exemplos é a Tribo Super Foods, que aposta em sistemas agroflorestais para valorizar a biodiversidade local.</p>
<p>Maurício Pantoja, cofundador da iniciativa e natural de Igarapé-Miri, conta que o açaí sempre foi vital para as famílias, mas o avanço da monocultura do fruto trazia riscos.</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas estavam derrubando suas áreas para plantar unicamente o açaí, o que não é sustentável a longo prazo do ponto de vista econômico e muito menos do ponto de vista ambiental. Daí veio a consolidação da Tribo, para mostrar o valor da floresta em pé através de um trabalho organizado e sustentável da terra ao produto, de ponta a ponta&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>A estratégia da empresa foca em estruturar cadeias produtivas baseadas no extrativismo de açaí, cacau e cupuaçu. A proposta é simples, direta e estratégica: quanto maior a diversidade da floresta, maior a resiliência produtiva, especialmente em um cenário de crise climática.</p>
<p>Atualmente, 346 famílias de Igarapé-Miri e Abaetetuba, ambas no Baixo Tocantins, integram a rede de fornecimento. O modelo exige impactar mais pessoas para crescer: quanto maior a venda, mais comunidades são envolvidas e mais áreas são protegidas.</p>
<figure id="attachment_40342" aria-describedby="caption-attachment-40342" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40342" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-1024x787.jpg" alt="" width="814" height="626" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-1024x787.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-300x231.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-768x590.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-150x115.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet-450x346.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145537_Samsung-Internet.jpg 1080w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40342" class="wp-caption-text">Conversa com produtora do Baixo Tocantins. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>&#8220;Para atender à demanda prevista para este ano, devemos chegar a pelo menos 720 famílias. Parte delas está organizada em três cooperativas, mas pretendemos inaugurar uma nova, chegando a quatro cooperativas&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>Maurício conta que um grande indicativo do sucesso do empreendimento vem da adesão das comunidades. Para ele, mais pessoas envolvidas é igual a mais floresta em pé.</p>
<h3>Resiliência contra a crise climática</h3>
<p>Diferente da monocultura, os sistemas agroflorestais mantêm a umidade do solo e reduzem a exposição ao calor extremo. Em 2024, quando a Amazônia registrou uma das menores safras de açaí devido à seca e às queimadas, as áreas diversificadas resistiram melhor. Como o açaí é uma planta nativa que cresce sob a proteção de outras árvores, a falta dessa cobertura vegetal nas monoculturas prejudicou severamente a produtividade.</p>
<figure id="attachment_40343" aria-describedby="caption-attachment-40343" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-40343" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-1014x1024.jpg" alt="" width="814" height="822" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-1014x1024.jpg 1014w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-297x300.jpg 297w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-150x152.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-768x776.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram-450x455.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Screenshot_20260115_145148_Instagram.jpg 1080w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40343" class="wp-caption-text">Visita em propriedade durante colheita de cacau. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Além do impacto ambiental, o negócio foca na educação dos cooperados e na expansão de mercado.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos muito limitados sozinhos. A transformação acontece de verdade quando somamos forças e compartilhamos conhecimentos&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Embora o maior volume de vendas esteja no Nordeste e Sudeste do Brasil, a empresa avança nas exportações para o Oriente Médio e Ásia. Para Maurício, o impacto contínuo só é garantido com mercado e compradores reais.</p>
<blockquote><p>“A Amazônia precisa ser vista como um lugar capaz de gerar riqueza de forma sustentável. Doações não sustentam negócios no longo prazo. O que garante impacto contínuo é mercado, é comprador”, avalia.</p></blockquote>
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		<title>De Mendes cria nova marca e expande fronteiras para o chocolate nativo da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/fabrica-paraense-tem-investimento-de-r-8-milhoes-e-expande-fronteiras-para-o-chocolate-nativo-da-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 13:52:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[cacau nativo]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[cupulate]]></category>
		<category><![CDATA[De Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Mágio]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/DeMendes_Biofabricas4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Quem acha que chocolate é tudo igual, provavelmente nunca provou os sabores únicos e marcantes dos produtos feitos com amêndoas de cacau da Amazônia. O fruto tem características próprias nas diferentes regiões e essa diversidade faz da degustação de cada chocolate uma nova experiência. A valorização dessa riqueza é a essência do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/DeMendes_Biofabricas4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Quem acha que chocolate é tudo igual, provavelmente nunca provou os sabores únicos e marcantes dos produtos feitos com amêndoas de cacau da Amazônia. O fruto tem características próprias nas diferentes regiões e essa diversidade faz da degustação de cada chocolate uma nova experiência. A valorização dessa riqueza é a essência do trabalho do<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/as-expedicoes-em-busca-do-melhor-cacau-do-mundo/"> chocolatier César De Mendes</a> que agora possui uma sociedade com uma desenvolvedora de startups para ampliar sua atuação no mercado nacional e internacional.</p>
<p>Reconhecido pelo trabalho com chocolates produzidos com <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/biofabricas-estimulam-protagonismo-das-comunidades-na-producao-de-chocolate-amazonico/" target="_blank" rel="noopener">cacau produzido em sistemas agroflorestais</a> e manejado por<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroecologia-ajuda-mulheres-do-campo-a-resistirem-a-degradacao-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> populações tradicionais da Amazônia</a>, o chocolatier vendeu parte da empresa De Mendes para a CBKK, uma organização que apoia a aceleração de negócios de impacto socioambiental. O aporte de R$ 8 milhões deve ajudar no aumento de produção e na consolidação de uma nova marca: a Mágio, que terá um perfil mais comercial do que a De Mendes que continuará existindo.</p>
<blockquote><p>“Não muda nada. Só fortalece o nosso propósito. Eu continuo fazendo esse contato com os fornecedores e com as comunidades, abrindo novas fronteiras. O que mudou foi a criação da nova marca, Mágio, que está dentro da estrutura da De Mendes. Enquanto a De Mendes trabalha com cacau mais puro, um chocolate original e com poucos ingredientes; a Mágio vai ter produtos em barra, biscoitos de castanha e <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/em-formato-de-barra-receita-tradicional-de-cupulate-ganha-grife-e-conquista-novos-paladares/">cupulate</a>, que tem um perfil mais comercial e podem ser trabalhados com uma abordagem mais mercadológica”, explicou César De Mendes.</p></blockquote>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-3776 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-1024x766.jpeg" alt="" width="1024" height="766" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-1024x766.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-768x575.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-150x112.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-450x337.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2-1200x898.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/demendes2.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>As metas são grandiosas. A estimativa é aumentar a produção de 12,5 toneladas por ano para 100 toneladas por ano. Além disso, os planos preveem a abertura de lojas e outros pontos de venda partindo de São Paulo. Aliado a isso tem uma fábrica instalada em Santa Bárbara do Pará e uma <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/biofabricas-estimulam-protagonismo-das-comunidades-na-producao-de-chocolate-amazonico/">rede de comunidades fornecendo cacau nativo</a> vindo de locais como a Terra Indígena Yanomami, em Roraima; o Vale do Jari, entre os estados do Amapá e Pará; os territórios agroextrativistas do Acará-Açu, no Pará; e a ilha de Tauaré, em Mocajuba, também no Pará.</p>
<blockquote><p>“Eu não tinha dinheiro para fazer tudo que é necessário: desenvolvimento de pesquisa e de produtos, prospecção de novos fornecedores e expansão de mercado. Esse investimento veio para melhorar o mercado, abrir novas fronteiras comerciais e bancar o custo da rastreabilidade do cacau”, acrescenta.</p></blockquote>
<p>Além disso, César De Mendes diz que a empresa tem ganhos na gestão administrativa, financeira e contábil, o que é essencial para um crescimento planejado e organizado do negócio. Com novas parcerias, mas sem perder a identidade construída, a De Mendes pretende apostar de vez na exportação de amêndoas da Amazônia para indústrias de chocolate fino da Europa.</p>
<blockquote><p>“Ano passado já fizemos uma pequena exportação para a França. Foi um ensaio para ver o que podemos incrementar. Temos um potencial de crescimento muito grande com a exportação de amêndoas e, por isso, queremos investir não só na internacionalização da marca, mas na rastreabilidade desse produto”, reforça De Mendes.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroecologia-ajuda-mulheres-do-campo-a-resistirem-a-degradacao-da-amazonia/" target="_top">Agroecologia ajuda mulheres do campo a resistirem à degradação da Amazônia</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/biofabricas-estimulam-protagonismo-das-comunidades-na-producao-de-chocolate-amazonico/" target="_top">Biofábricas estimulam protagonismo das comunidades na produção de chocolate amazônico</a></strong></p>
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					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/fabrica-paraense-tem-investimento-de-r-8-milhoes-e-expande-fronteiras-para-o-chocolate-nativo-da-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
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