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	<title>Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pasto degradado vira floresta produtiva nas mãos de mulheres em São Félix do Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:56:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/1773168311-image-e1773334196442-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Em São Félix do Xingu (PA), município com o maior rebanho bovino do País e histórico de desmatamento, um grupo de 43 agricultoras da AMPPF está recuperando áreas degradadas de pastagem por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Criada há 14 anos, a associação expandiu sua capacidade de produção de polpas de frutas de 20 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/1773168311-image-e1773334196442-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="0,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="0,0,0"><em>Em São Félix do Xingu (PA), município com o maior rebanho bovino do País e histórico de desmatamento, um grupo de 43 agricultoras da AMPPF está recuperando áreas degradadas de pastagem por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs).</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="0,1,0"><em>Criada há 14 anos, a associação expandiu sua capacidade de produção de polpas de frutas de 20 para 50 toneladas anuais após receber apoio técnico do programa Florestas de Valor, do Imaflora, com suporte da Petrobras.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,2,0"><em>Sob a marca ‘Delícia do Quintal’, as produtoras conquistaram contratos via PNAE e PAA, movimentando R$ 375 mil em um único ano. A produção atende mais de 18 mil alunos da rede pública e garante autonomia financeira às mulheres.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="0,3,0"><em>O mercado estável gerado pelas compras públicas permite que as famílias planejem a produção de forma integrada, dispensando a necessidade de abrir novas áreas de plantio e substituindo o capim por floresta viva.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="3">São Félix do Xingu possui o maior rebanho bovino do Brasil, registrando uma média de 40 cabeças de gado por morador. Como consequência direta da pecuária extensiva, a região é historicamente associada a altos índices de desmatamento. Entretanto, um grupo de agricultoras locais está provando que manter a floresta em pé também pode gerar renda e grandes oportunidades de desenvolvimento sustentável. É o trabalho delas que destacamos nesta <strong>Semana do Meio Ambiente.</strong></p>
<p data-path-to-node="4">A iniciativa ganha força por meio da Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta (AMPPF), que conta com 43 produtoras. Elas apostam nos Sistemas Agroflorestais (SAFs) para recuperar áreas degradadas e fortalecer a agricultura familiar. Essa técnica agrícola combina árvores nativas, frutíferas e cultivos alimentares, como verduras e legumes, exatamente onde antes só havia capim.</p>
<p data-path-to-node="5">Maria Josefa Neves, presidente da associação, conta que, por muito tempo, o trabalho feito por ela e outras agricultoras não recebia tanta importância. A estruturação da associação, criada há 14 anos, inverteu esse cenário e trouxe novas opções para todas. Ela relembra as dificuldades do início:</p>
<blockquote data-path-to-node="6">
<p data-path-to-node="6,0">“Existe o costume de classificar todo o cuidado da propriedade como trabalho doméstico, principalmente quando é feito por uma mulher. Esse trabalho é muito digno e merece todo reconhecimento, mas a gente via que falavam de propósito pra tirar a credibilidade do nosso esforço diário”, relembra.</p>
</blockquote>
<h4 data-path-to-node="7">Parcerias que geram valor</h4>
<p data-path-to-node="8">O projeto começou como uma associação para facilitar a venda de polpas de frutas abundantes nos quintais das famílias, como acerola, goiaba, cajá, caju e abacaxi. Com o passar do tempo, a organização foi ganhando novos contornos. Quatro anos após o início de suas atividades, veio a oportunidade de uma parceria em suporte técnico através do programa Florestas de Valor, promovido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), com apoio da Petrobras.</p>
<p data-path-to-node="9">Ao longo desses anos, esse apoio técnico permitiu a construção de uma nova usina de produção de polpa de fruta, fazendo com que a capacidade de produção das agricultoras saltasse de 20 para 50 toneladas anuais. Essa expansão estrutural gerou contratos anuais com a Secretaria Municipal de Educação, integrando as produtoras ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), trazendo mudanças concretas na renda pessoal de cada agricultora.</p>
<p data-path-to-node="10">Celma de Oliveira, coordenadora do programa Florestas de Valor no município, conta que a iniciativa funciona como uma ponte técnica e institucional indispensável para a associação.</p>
<blockquote data-path-to-node="11">
<p data-path-to-node="11,0">“O programa garante que a associação tenha segurança jurídica e técnica para gerir recursos públicos com transparência. O PNAE e o PAA também funcionam como ferramentas de conservação ambiental, ao criarem mercado para a agricultura familiar sustentável”, afirma.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="12">Para Celma, os contratos ajudam a trazer estabilidade e perspectivas de futuro para as associadas. Ao ter sua demanda estabilizada, elas conseguem planejar a produção de forma mais integrada, dispensando a abertura de novas áreas de plantio e reduzindo sensivelmente a pressão sobre a floresta.</p>
<h4 data-path-to-node="13">Da subsistência à autonomia financeira</h4>
<p data-path-to-node="14">Josefa relembra que a organização das agricultoras veio justamente com a ideia de vender polpas de frutas e beneficiar a matéria-prima dos quintais. Com os anos e a ampliação técnica, o projeto expandiu e virou a marca ‘Delícia do Quintal’. Hoje, essas frutas são beneficiadas em uma agroindústria própria da associação, equipada com usina de processamento e câmaras frias. Atualmente, a Delícia do Quintal contribui na alimentação escolar de mais de 18 mil alunos da rede pública do município. Josefa celebra as conquistas:</p>
<blockquote data-path-to-node="15">
<p data-path-to-node="15,0">“É uma grande conquista pra gente e para o meio ambiente. Se antes muitas de nós precisavam pedir dinheiro para comprar algo em casa, agora temos condições de comprar uma moto, ajudar os filhos a participar de coisas da escola em outra cidade, passear um pouco mais e testar novos plantios”, celebra.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="16">Com o fornecimento ao PNAE, a iniciativa movimentou cerca de R$ 375 mil em um único ano, ampliando a renda das famílias e fortalecendo a economia local de São Félix do Xingu.</p>
<blockquote data-path-to-node="17">
<p data-path-to-node="17,0">“Pra quem não tinha nada, hoje pode dizer que temos tudo. O contrato foi crescendo conforme a gente crescia. Um dos nossos primeiros acordos foi de R$ 230 mil e todos os anos aumenta mais um pouco, um incentivo e tanto”, resume Josefa.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="18">Além da conquista de renda própria e da autonomia financeira das mulheres, a transformação mudou profundamente o cenário visual e ecológico das propriedades, já que as áreas antes ocupadas por pastagens passaram a abrigar sistemas produtivos mais diversos.</p>
<blockquote data-path-to-node="19">
<p data-path-to-node="19,0">“Hoje a gente olha pela janela e não vê mais o amarelado do capim, moramos no meio da floresta”, destaca.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Encontro debate o avanço da bioeconomia do cumaru no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia produtiva]]></category>
		<category><![CDATA[cumaru]]></category>
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		<category><![CDATA[I Encontro da Cadeia do Cumaru da Região Oeste do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Oeste paraense]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O I Encontro da Cadeia do Cumaru (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.  Os debates revelaram que o estado do Pará concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de Santarém, Oriximiná [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em><strong>Resumo</strong></em></p>
<ul>
<li><em>O<strong> I Encontro da Cadeia do Cumaru</strong> (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.</em></li>
<li><em> Os debates revelaram que o estado do <strong>Pará</strong> concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de <strong>Santarém</strong>, <strong>Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>.</em></li>
<li><em>Nos últimos cinco anos, o preço do quilo da semente registrou forte alta, saltando de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo atingir <strong>R$ 170</strong> em mercados específicos.</em></li>
<li><em>O evento promoveu visitas técnicas a <strong>assentamentos agroextrativistas</strong> e destacou o sucesso dos<strong> sistemas agroflorestais,</strong> onde o cumaru é cultivado ao lado de culturas como mandioca e milho, gerando renda e mantendo a<strong> floresta em pé</strong>.</em></li>
</ul>
<p>A valorização do <strong>cumaru</strong> e o fortalecimento da <strong>bioeconomia amazônica</strong> estiveram no centro dos debates do <strong>I Encontro da Cadeia do Cumaru da Região Oeste do Pará</strong> (I ECOCumaru), na última semana.</p>
<p>O evento, realizado na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, reuniu aproximadamente 500 participantes entre produtores, extrativistas, pesquisadores, representantes da indústria e do comércio para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da cadeia produtiva da espécie na região.</p>
<p>Durante o encontro, foram apresentados dados que mostram o avanço da cadeia produtiva: o Pará concentra cerca de 80% da produção brasileira, com destaque para os municípios de <strong>Santarém</strong>,<strong> Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>. Além disso, nos últimos cinco anos, o preço do quilo do <strong>cumaru</strong> passou de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo alcançar <strong>R$ 170</strong> em algumas localidades, refletindo a crescente valorização do produto.</p>
<p>A programação contou com uma visita ao <strong>Projeto de Assentamento Agroextrativista</strong> (PAE) Vila Nova, no município de Prainha, onde os participantes puderam conhecer experiências de cultivo e manejo do <strong>cumaru d</strong>esenvolvidas por agricultores locais.</p>
<p>Na avaliação da professora Daniela Pauletto, uma das coordenadoras do evento, o encontro fortaleceu a articulação entre os diferentes segmentos envolvidos na cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Muitas conexões foram estabelecidas. As distâncias entre indústria, comércio, academia e produtores extrativistas foram reduzidas durante o evento. Nosso público compareceu ao longo de todos os debates. Nós estamos muito felizes e já planejando os avanços que podemos ter na ciência e em outros setores para um próximo encontro no futuro”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Fortalecimento da cadeia produtiva</h3>
<p>O agricultor Raimundo José Rodrigues dos Santos, conhecido como Seu Zezinho, mantém uma plantação com 6 mil pés de <strong>cumaru</strong> no assentamento Vila Nova.</p>
<p>Atualmente, a produção é a principal fonte de renda da família e exemplo do potencial econômico do <strong>cumaru</strong> para agricultores da região. Enquanto compartilhava suas vivências sobre cultivo, manejo e comercialização do produto, Seu Zezinho destacou a importância da integração entre conhecimento científico e prática no campo.</p>
<blockquote><p>“Não podemos ignorar a técnica do estudo e a prática do campo. Precisamos estar alinhados”,  declarou.</p></blockquote>
<p>A produtora Raquel Sampaio, da comunidade Jamaracaru, em Óbidos, trabalha com a coleta de <strong>cumaru</strong> nativo na Floresta Estadual de Trombetas e já investiu no plantio de mil mudas para ampliar a produção. Para ela, reunir todos os agentes da cadeia produtiva fortalece a atividade extrativista de ponta a ponta, trazendo mais transparência e compreensão sobre os desafios e oportunidades do trabalho com a semente.</p>
<blockquote><p>“Juntar todos os envolvidos na cadeia do <strong>cumaru</strong> para discutir sobre esse produto, desde o produtor até quem faz e vende o perfume, quem compra o perfume do extrativista, foi muito importante. Isso tem que acontecer mais vezes”, avaliou.</p></blockquote>
<p>Segundo Daniela Pauletto, a proposta da visita é justamente aproximar os debates acadêmicos da realidade vivida pelos produtores, sinalizando que a universidade pretende ampliar o diálogo com comunidades produtoras e extrativistas para fortalecer pesquisas voltadas às demandas da cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Da parte da universidade, nós queremos formar um grupo mais robusto e que as pesquisas estejam alinhadas e convergindo para os mesmos objetivos a partir das demandas dos agricultores e dos extrativistas que a gente levantou ”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Desenvolvimento sustentável</h3>
<p>Para produtores e extrativistas, o fortalecimento da cadeia do <strong>cumaru</strong> representa não apenas aumento de renda, mas também oportunidades de desenvolvimento sustentável e permanência das famílias no território.</p>
<p>A produtora Ronívia Honda, conhecida como Dona Honda, da comunidade Ituqui, no Planalto Santareno, cultiva 10 mil pés de <strong>cumaru</strong> e utiliza o <strong>sistema agroflorestal</strong> para diversificar a produção da família.</p>
<blockquote><p>“No meio do <strong>cumaru</strong>, nós plantamos mandioca, jerimum e milho-verde, que vendemos na feira”, contou.</p></blockquote>
<p>Durante a visita ao assentamento, ela trocou sementes e experiências com outros produtores. Para Dona Honda, o <strong>cumaru</strong> possui um potencial transformador imensurável, tanto na vida de quem cultiva, como no fortalecimento do meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Eu quero ter essa experiência de colher no meio da floresta, quero conhecer um pé de <strong>cumaru</strong> com 30 metros de altura”, disse.</p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Soberania alimentar vira resistência contra a destruição da floresta no Quilombo do Abacatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo do Abacatal]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Soberania Alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e permanência.</p>
<p>Nos 518 hectares oficialmente reconhecidos e titulados, a comunidade liderada por mulheres enfrenta diariamente a pressão do avanço urbano nos limites da floresta. Lá, 163 famílias enfrentam os desafios de viver em uma área periurbana, gerenciando vida cotidiana e tradições.</p>
<p>Para Vanusa Cardoso, uma das lideranças do local, a alimentação no contexto periurbano possui um significado especial: enquanto a alimentação sem aditivos parece cara e inacessível para parte da população, por não possuir espaço ou tempo para seus próprios plantios; os alimentos ultraprocessados são vendidos como ‘ganho de tempo’, mas que dentro de alguns anos geram graves prejuízos.</p>
<blockquote><p>“Somos sete gerações de adultos e se considerar os mais novos, são nove. Testemunhamos todo o processo dos ultraprocessados entrando na comunidade e, aos poucos, gerando obesidade, problemas hormonais e vários tipos de complicações de saúde. Hoje, parte dessas pessoas voltaram à alimentação tradicional (baseadas no próprio plantio) para se curar ou ter mais qualidade de vida”, aponta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42674" aria-describedby="caption-attachment-42674" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-42674" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42674" class="wp-caption-text">Vanusa Cardoso em área da comunidade, onde plantios de misturam à criação de pequenos animais. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Ela comenta que uma dificuldade em comum enfrentada por territórios tradicionais é a quebra de rotina gerada pelo modelo econômico baseado na produção em larga escala e no consumo industrializado. Vanusa aponta que isso altera a rotina familiar e a troca de conhecimentos entre gerações, fundamental para a sobrevivência das tradições.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cresci vendo minha mãe sair para a mata durante a madrugada para colher sementes, folhas de guarimã, frutos e açaí que seriam vendidos em Belém. As crianças tinham tarefas definidas: lavar folhas na beira do igarapé, ajudar na coleta, acompanhar os adultos nos mutirões de roça&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ao mesmo tempo que a educação formal ajuda a resgatar a história do território e a paixão pela atividade agroflorestal, existe uma pressão frequente na defesa do território. A líder declara que embora a perda de vegetação nativa nos territórios quilombolas seja mais de 80% menor do que em áreas privadas, sempre há muito trabalho a ser feito pela preservação do seu chão.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sobrevivemos à Alça Viária (rodovia inaugurada em 2002) e conseguimos afastar a Avenida Liberdade (via inaugurada em 2026 que conecta três municípios da Grande Belém), mas a luta é constante. Se não houvesse mobilização, nosso território já teria sido todo picotado pelos governos e empresas privadas&#8221;, declara.</p></blockquote>
<h3>Recuperação ambiental e gestão de danos</h3>
<p>O quilombo, que já teve mais de 3 mil hectares, hoje possui pouco mais de 518 hectares oficialmente reconhecidos. Ao longo das décadas, perdeu grande parte da área para grilagem, expansão urbana e grandes obras de infraestrutura. Titulado oficialmente há 27 anos, a comunidade que luta pela preservação do território também trabalha pela recuperação de áreas degradadas às margens da comunidade, reflexos desses empreendimentos.</p>
<figure id="attachment_42673" aria-describedby="caption-attachment-42673" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42673" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42673" class="wp-caption-text">Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Processos recentes como a construção da Alça Viária, as linhas de transmissão da Equatorial (concessionária de energia elétrica), o avanço imobiliário da Região Metropolitana e a instalação do aterro sanitário de Marituba geraram impactos ambientais como a alteração dos cursos d’água, afetando diretamente os igarapés da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Nosso igarapé já foi saudável. Hoje ele já sofre”, diz Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal.</p></blockquote>
<p>Ela comenta que uma das formas de ver o reflexo da luta comunitária é observar o mapa da região. Nele, o quilombo do Abacatal resiste como uma grande ‘mancha’ verde cercada por bairros, condomínios e rodovias.</p>
<blockquote><p>“Quem olha o mapa vê o Abacatal verde. No entorno, são vários buracos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Parte da mudança provocada pelos empreendimentos já é sentida na rotina da comunidade: nascentes secando mais rápido, áreas de terra firme sofrendo com estiagens intensas e aumento da temperatura provocado pelo desmatamento no entorno.</p>
<blockquote><p>“A gente sofre pela inconsequência dos outros. Não é o território quilombola que causa isso. Não há nenhum registro de desmatamento provocado por nós, mas estamos estudando e buscando apoio técnico necessário para restaurar principalmente as margens dos rios, porque a mudança externa está nos afetando”, declara Turi.</p></blockquote>
<p>É justamente dessa relação direta entre preservação e sobrevivência que nasce a defesa da soberania alimentar no quilombo, uma forma de fortalecer a saúde, o meio ambiente e a autonomia do território.</p>
<h3>Agrofloresta como escudo físico e espiritual</h3>
<p>Os 518 hectares da comunidade dividem espaços com mais de 60 variedades de plantios. O açaí é uma das principais culturas, ao lado da mandioca, do cupuaçu, da pupunha, do tucumã e de hortaliças cultivadas pelas famílias. A região também abriga criações de galinhas caipiras, porcos e projetos de apicultura com abelhas sem ferrão, fundamentais para a polinização das espécies da floresta.</p>
<figure id="attachment_42678" aria-describedby="caption-attachment-42678" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42678" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42678" class="wp-caption-text">O Abacatal possui um espaço permanente de cultura de mudas da folha de guarimã. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Turi comenta que cada família possui liberdade para plantar nos espaços do local, então a variedade de uso de área é bem extensa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem Sistemas Agroflorestais (SAFs), hortinhas, criação de abelhas, galinhas, porcos, muita coisa mesmo. Além disso, a gente também trabalha com os derivados dos plantios, então fazemos polpas, remédios, farinhas. Como volta e meia recebemos grupos, também fazemos pequenas feirinhas para vender parte dessa produção&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42679" aria-describedby="caption-attachment-42679" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42679" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42679" class="wp-caption-text">Parte das instalações para criação de abelhas presentes na comunidade. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Entretanto, nada disso é pensado como monocultura. Tanto Vanusa como Turi explicam que preservar a floresta não significa deixar de plantar, mas plantar de outra forma.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Makínì Cardoso (@sitioossayn)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<blockquote><p>“A gente entende que esse espaço é de convivência entre nós e a natureza”, diz Vanusa. “Nós não somos dissociados dela&#8221;, complementa Turi.</p></blockquote>
<p>A lógica da subsistência também aparece nas pequenas escolhas cotidianas. Nas festas e encontros comunitários, os refrigerantes industrializados são substituídos por sucos produzidos dentro do próprio território. Para elas, esse conhecimento é uma forma de autonomia diante de um sistema alimentar cada vez mais industrializado. Turi, inclusive, destaca que este compromisso com a terra é um dever espiritual.</p>
<blockquote><p>&#8220;O espiritual te cobra se não fizer uma gestão justa e correta (da terra e do meio ambiente). Nossa missão é cuidar desse território de corpo e alma, até o dia de ancestralizar&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Conexões fortalecidas</h3>
<p>Em um cenário de emergência climática e avanço acelerado da degradação ambiental na Amazônia, o quilombo se tornou também referência para outras comunidades tradicionais da região Norte.</p>
<p>As lideranças do Abacatal participam de redes de defesa territorial em vários estados, compartilham estratégias jurídicas e articulam formas de resistência contra projetos predatórios. Para elas, a proteção dos territórios quilombolas é também uma estratégia concreta de enfrentamento à crise climática.</p>
<blockquote><p>“Os territórios preservam porque sabem viver junto da floresta. Sem os territórios, não existe proteção ambiental de verdade&#8221;, declara Vanusa.</p></blockquote>
<p>Elas defendem que a união fortalece a luta entre as comunidade e auxiliam na construção coletiva a favor do meio ambiente e da própria história. Para a dupla, o incentivo a titulação, ao bloqueio de projetos predatórios e a implantação de práticas regenerativas dentro das comunidades são a melhor forma de garantir um futuro para seus moradores.</p>
<blockquote><p>&#8220;A titulação é um direito fundamental&#8221;, diz Vanusa. &#8220;É a partir dele que podemos defender nosso território e o meio ambiente de forma mais articulada e eficiente&#8221;, defende Turi.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/comunidade-recebe-mutirao-de-reflorestamento-para-driblar-avanco-de-queimadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 17:07:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-18-111734-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Em meio aos desafios provocados pelas queimadas que atingiram o arquipélago do Marajó nos últimos anos, a Comunidade Quilombola de São Bernardo, em Oeiras do Pará, se mobiliza para reconstruir áreas degradadas por meio do reflorestamento comunitário, fortalecendo a produção sustentável, a segurança alimentar e o protagonismo das mulheres quilombolas na gestão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-18-111734-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Em meio aos desafios provocados pelas queimadas que atingiram o arquipélago do Marajó nos últimos anos, a Comunidade Quilombola de São Bernardo, em Oeiras do Pará, se mobiliza para reconstruir áreas degradadas por meio do reflorestamento comunitário, fortalecendo a produção sustentável, a segurança alimentar e o protagonismo das mulheres quilombolas na gestão do território.</p>
<p>Na última semana, 15 famílias da comunidade participaram de um mutirão voltado à recuperação ambiental e ao fortalecimento das práticas agroecológicas. A iniciativa desenvolvida pelo Observatório do Marajó <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/breves-recebe-mutirao-de-reflorestamento-apos-avanco-de-queimadas-no-marajo/">já passou por outros municípios como Portel, Breves e Melgaço</a>. Em Oeiras, o mutirão foi feito em parceria com o Coletivo de Mulheres Meninas do Quilombo.</p>
<p>A ação reuniu as famílias da comunidade em torno do plantio de mil mudas de espécies como açaí, abacaxi, banana, café e cítricos, como limão, laranja e tangerina, promovendo o início da recomposição da vegetação afetada pelo fogo, gerando também alternativas de geração de renda e autonomia alimentar para as famílias.</p>
<p>Representante do Coletivo Meninas do Quilombo, Dona Jacirene destaca o papel financeiro dos plantios para a independência financeira e valorização das mulheres da comunidade:</p>
<blockquote><p>“Sabemos que o que vamos colher vai servir tanto para nos alimentar, quanto para melhorar a renda financeira de cada família. Cada mulher vai se sentir mais empoderada de saber que terá uma colheita de algo que ela vai estar ali produzindo, que é produção dela, que ela vai vender e ter uma autonomia de compra e venda de acordo com aquilo que colher&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Além do impacto econômico, o reflorestamento comunitário surge como uma resposta direta aos efeitos das mudanças climáticas na região. Dados do Inpe apontam que, entre 2023 e 2025, Oeiras do Pará registrou 859 focos de queimadas, sendo um dos municípios marajoaras mais afetados pelo fogo.</p>
<figure id="attachment_42754" aria-describedby="caption-attachment-42754" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42754" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-1024x683.jpg" alt="" width="814" height="543" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/obsmarajo_oeirasdopara-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42754" class="wp-caption-text">Iniciativa está reconstruindo áreas da comunidade com SAFs. Foto: Vitória Leona/Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<h3>SAFs como estratégia</h3>
<p>Ediane Lima, uma das lideranças do projeto, aponta que os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são a estratégia ideal para a recomposição dessas áreas por aliar recuperação ambiental e produção de alimentos, uma dupla avaliada como altamente eficaz para lidar como avanço da crise climática:</p>
<blockquote><p>“Os SAFs são soluções eficazes baseadas na natureza, viáveis para mitigar e adaptar os efeitos das mudanças climáticas, seja pela sua comprovada eficiência na recuperação de áreas degradadas, como também pela restauração de florestas nativas. Sem contar que nesses sistemas, diferente dos monocultivos, é possível produzir alimentos diversos, contribuindo para a segurança alimentar das famílias e com o aumento de suas rendas&#8221;, argumenta.</p></blockquote>
<p>Segundo o Observatório do Marajó, o mutirão faz parte de um conjunto de ações voltadas à justiça climática, à valorização dos territórios tradicionais e à construção de alternativas sustentáveis na Amazônia marajoara. A organização, formada por lideranças comunitárias e ativistas socioambientais, defende que as próprias comunidades devem estar no centro das políticas de enfrentamento à crise climática, especialmente por já desenvolverem soluções baseadas em conhecimentos ancestrais e práticas tradicionais.</p>
<figure id="attachment_42760" aria-describedby="caption-attachment-42760" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42760" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-1024x576.jpeg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-18-at-11.57.36.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42760" class="wp-caption-text">Valma Teles (em destaque) e parte das integrantes do Coletivo de Meninas do Quilombo durante o mutirão. Foto: Vitória Leona/Observatório do Marajó</figcaption></figure>
<p>Diretora-executiva do Observatório do Marajó e liderança ribeirinha de Portel, Valma Teles aponta a necessidade de ampliar os investimentos públicos em iniciativas comunitárias:</p>
<blockquote><p>“Na ponta, as comunidades lidam com a emergência climática usando seus conhecimentos tradicionais e práticas ancestrais para chamar a atenção para soluções baseadas na natureza que precisam de financiamento público e escala. O dinheiro do Estado não pode priorizar o agronegócio do latifundiário, muitas vezes grileiro, e esvaziar as comunidades de recursos para fazerem a gestão territorial”, diz.</p></blockquote>
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		<title>Quilombos paraenses unem modernidade e saberes ancestrais para combater a crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 18:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs)]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260513_095310_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho E se as respostas para a crise climática global já estiverem sendo construídas? Mas em vez das grandes cidades, as respostas viessem de territórios historicamente invisibilizados, onde a relação com a terra é uma herança viva? O Pará possui a terceira maior população quilombola do Brasil, onde mais de 135 mil pessoas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Screenshot_20260513_095310_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Por Tereza Coelho</p>
<p>E se as respostas para a crise climática global já estiverem sendo construídas? Mas em vez das grandes cidades, as respostas viessem de territórios historicamente invisibilizados, onde a relação com a terra é uma herança viva?</p>
<p>O Pará possui a terceira maior população quilombola do Brasil, onde mais de 135 mil pessoas vivem em territórios que combinam biodiversidade e memória ancestral. Nesses locais, o passado, presente e futuro caminham juntos em meio aos cultivos.</p>
<p>Nessas comunidades, a produção agrícola não segue o ritmo da monocultura nem a lógica da exploração intensiva. Ela se sustenta nos Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs), práticas construídas ao longo de gerações que articulam conhecimento, observação da natureza e equilíbrio ambiental.</p>
<p>São formas de plantar, colher e viver que não tratam o solo como recurso infinito, mas como organismo vivo.</p>
<p>Esses sistemas carregam a herança da diáspora africana e seguem se reinventando no contexto amazônico. O resultado é um modo de produção que respeita os ciclos naturais, preserva a diversidade de espécies e fortalece a autonomia das comunidades, garantindo alimento e continuidade cultural ao mesmo tempo.</p>
<figure id="attachment_42621" aria-describedby="caption-attachment-42621" style="width: 678px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42621" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_conservacionista-300x199.jpg" alt="" width="678" height="450" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_conservacionista-300x199.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_conservacionista-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agricultura_conservacionista.jpg 307w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /><figcaption id="caption-attachment-42621" class="wp-caption-text">Os Sistemas Agrícolas Tradicionais tratam o solo como organismo vivo. Foto: Embrapa</figcaption></figure>
<p>O enfrentamento da crise climática passa necessariamente pela aproximação entre esses saberes tradicionais e conhecimento científico.</p>
<p>Maicon Oliveira, professor em educação do campo nascido no quilombo São Sebastião Cipoal, em Portel, sabe bem disso. Ele desenvolve um projeto para estruturar um banco de sementes capaz de preservar espécies centenárias da região. Para ele, a relação das comunidades com a terra sempre foi guiada por equilíbrio e continuidade:</p>
<blockquote><p>“A monocultura e a exploração em grande escala vieram especialmente com essa dinâmica do lucro em primeiro lugar. É algo que você não costuma ver nas comunidades tradicionais porque o pensamento sempre foi central em garantir a qualidade daquele solo para um uso equilibrado, mesmo que não houvesse os mesmos recursos que temos hoje para medir qualidade”, diz.</p></blockquote>
<p>Maicon explica que o chamado ciclo tradicional de uso da terra podia se estender por décadas, com deslocamentos motivados, não pelo esgotamento do solo, mas pela dinâmica de vida dos grupos.</p>
<blockquote><p>“Quando a gente leva em consideração o uso da terra para alimentação própria e negociações com comunidades ali das proximidades, a produção era bem menor que o volume industrial. Então havia variedade de culturas, para ter o que trocar o ano inteiro, em um plantio que não desgastava totalmente o solo, que não entrava em exaustão completa”, comenta.</p></blockquote>
<h3>O diálogo entre SAFs e SATs</h3>
<p>Na avaliação dele, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) dialogam diretamente com os princípios dos SATs, ao integrar espécies, respeitar microclimas e observar o estágio de regeneração do solo. Mais do que uma técnica agrícola, ele enxerga nesses sistemas uma ponte entre tradição e ciência contemporânea.</p>
<blockquote><p>“As culturas plantadas em SAFs variam conforme o estado da degradação do solo e o microclima de cada região. Ter a comprovação de que essas práticas ajudam a recuperar esse solo degradado é um presente. Muitos territórios, levados pela lógica do lucro, cederam às monoculturas e sofreram com o enfraquecimento do solo e os impactos disso na vida das suas populações: como especulação de território; e mais adoecimentos por plantar menos ervas curativas. Voltar ao tradicional é um recado para nós, mas principalmente para o mundo”, diz.</p></blockquote>
<p>Os efeitos dessas práticas aparecem também em escala mais ampla. Dados do MapBiomas mostram que, entre 1985 e 2022, a perda de vegetação nativa em territórios quilombolas foi 81% menor do que em áreas privadas, reforçando o papel estratégico dessas comunidades na conservação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas.</p>
<p>Ainda assim, esse equilíbrio não é estável. Territórios quilombolas seguem sob pressão constante de conflitos fundiários, disputas legais e diferentes formas de violência que ameaçam as continuidades. Nesse cenário, a titulação das terras e a valorização das práticas locais surgem como caminhos centrais de proteção.</p>
<h3>Memória: instrumento de resistência</h3>
<p>Em Espírito Santo do Itá, em Santa Izabel do Pará, a liderança quilombola Sigla Regina encontrou na memória um instrumento de resistência. Em 2022, a comunidade fundou o Museu da Mandioca da Amazônia, iniciativa que articula cultura, história e preservação ambiental.</p>
<blockquote><p>“Nós contamos a história da mandioca na Amazônia e todo seu significado cultural, histórico e ambiental, já que o plantio ajuda a reduzir a emissão de poluentes. Nos posicionarmos com as vantagens das nossas práticas ajuda a afastar quem pretende invadir o território”, explica.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42619" aria-describedby="caption-attachment-42619" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42619" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-300x211.jpeg" alt="" width="675" height="474" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-300x211.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-1024x721.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-768x541.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-150x106.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27-450x317.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.52.27.jpeg 1079w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /><figcaption id="caption-attachment-42619" class="wp-caption-text">O Museu da Mandioca, em Espírito Santo do Itá, em Santa Izabel do Pará, foi criado em 2022. Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<p>Sigla aponta que a disputa pelo território também passa por narrativas: o que é visto como produtivo ou improdutivo define, muitas vezes, o destino das terras.</p>
<blockquote><p>“Ainda existe uma mentalidade de que as comunidades ‘desperdiçam’ terras quando há muitas áreas verdes ou com alguma coisa que as pessoas não enxergam como produtiva de cara, o que leva a conflitos agrários, jurídicos. É cansativo demais, mas é uma luta que as comunidades enfrentam desde que o mundo é mundo”, diz.</p></blockquote>
<p>Para ela, fortalecer a identidade e a memória ancestral é uma estratégia de sobrevivência. Isso inclui transformar o território em espaço de referência, pesquisa e educação.</p>
<blockquote><p>“Se reconhecer como referência pode ser um pouco intimidador para povos que passaram séculos se vendo à margem da sociedade, mas isso é importante demais para preservar nossa terra e nosso futuro. Mergulhar na própria história, identificar os processos, mapear seus principais potenciais e ir atrás de parcerias é um recurso de sobrevivência e fé no futuro”, comenta.</p></blockquote>
<h3>Encontro entre mundos</h3>
<p>Para Maicon e Sigla, o enfrentamento da crise climática passa necessariamente pela aproximação entre saberes tradicionais e conhecimento científico. O que antes era tratado como universos separados começa a se encontrar em práticas, pesquisas e novas formas de pensar o futuro.</p>
<blockquote><p>“Por muito tempo, o conhecimento científico fechava os olhos para o conhecimento caboclo, da mesma forma que nós nos ressentíamos com eles achando que nossa produção era de valor inferior, mas as pesquisas geradas para compreender o estresse climático entenderam que existem pontos em comum, onde todos podem contribuir e crescer”, diz Maicon.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42618" aria-describedby="caption-attachment-42618" style="width: 672px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-42618" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-300x244.jpeg" alt="" width="672" height="547" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-300x244.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-1024x833.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-768x625.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-150x122.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25-450x366.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-13-at-09.53.25.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 672px) 100vw, 672px" /><figcaption id="caption-attachment-42618" class="wp-caption-text">Fortalecer a identidade e a memória ancestral é uma estratégia de sobrevivência. Foto: Reprodução Instagram</figcaption></figure>
<p>Sigla reforça que esse diálogo também transforma a percepção das novas gerações sobre seu próprio lugar no mundo:</p>
<blockquote><p>“Quando a criança e o adolescente que estão ali entendem que dá para unir os dois mundos, é um universo colorido se abrindo. Por muitos anos, para um quilombola ter mais educação era necessário renunciar às próprias origens. Ver que é possível trabalhar com a terra e defender o meio ambiente com base na própria origem é motivo de orgulho e esperança”, declara Sigla.</p></blockquote>
<p>Maicon vê nesse encontro uma possibilidade concreta de futuro, que passa pela educação, pela bioeconomia e pela valorização dos territórios quilombolas como espaços de inovação.</p>
<blockquote><p>“É uma grande melhoria contínua: se a educação chega no nosso território, teremos quilombolas na educação formal e que levam esse conhecimento da titulação formal e das oportunidades que ela traz. Com base nisso podemos criar tecnologias próprias, empreendimentos sociais, de bioeconomia. Já imaginou o impacto de cadeias inteiras com bases sustentáveis?”, questiona.</p></blockquote>
<p>Já Sigla resume a força da diversidade como princípio de meio ambiente, sociedade, inovação e oportunidades para o futuro:</p>
<blockquote><p>“A monocultura é uma mentira que o mercado predatório inventou, nunca foi um único caminho. Nós nascemos plantando mandioca, açaí, banana, pimenta, cacau, feijão, café. A variedade de produção é que nos permitiu chegar aqui e é ela que pode nos ajudar a enfrentar esses problemas climáticos”, declara.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agroflorestas de cacau do Pará sequestram até 51 toneladas de carbono por hectare, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 15:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/c614473e-5211-408f-aa6e-99347cbcedfe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a prática pode gerar uma nova fonte de renda para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/c614473e-5211-408f-aa6e-99347cbcedfe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo inédito realizado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), confirmou o alto potencial dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau na captura de carbono. A pesquisa indica que, além dos benefícios ambientais, a prática pode gerar uma nova fonte de renda para produtores por meio da comercialização de créditos de carbono.</p>
<p>Os resultados foram apresentados na quarta-feira, 8, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em Belém. O estudo foi financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau).</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, as áreas de cacau com 32 anos ou mais registraram capacidade de sequestro entre 14 a 51 toneladas de carbono por hectare considerando áreas rurais e urbanas, com o melhor resultado observado em área rural.</p>
<p>Segundo o engenheiro agrônomo da Ceplac, Fernando Mendes, responsável pela apresentação do estudo, os dados abrem caminho para que produtores negociem créditos de carbono no mercado.</p>
<blockquote><p>“Agora existem elementos técnicos e científicos que possibilitam essa comercialização, o que pode gerar pagamento por serviços ambientais e ampliar a renda no campo”, destacou.</p></blockquote>
<h3>Medicilândia e Marituba</h3>
<p>O estudo foi conduzido em dois polos principais: o município de Medicilândia, maior produtor de cacau do Pará, e a Estação Experimental José Haroldo, da Ceplac, que possui cerca de 200 hectares de floresta e fica em Marituba, na Grande Belém. O trabalho também analisou a vegetação secundária, conhecida como capoeira, comum no Nordeste paraense.</p>
<p>Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, o estudo é um avanço para o setor cacaueiro, pois a comprovação científica da capacidade de sequestro de carbono nas lavouras fortalece o potencial econômico da atividade.</p>
<blockquote><p>“Isso habilita o produtor a negociar o carbono sequestrado e poder acessar uma nova fonte de receita”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Ao todo, a pesquisa teve duração de um ano e quatro meses, com início em 2025 após aprovação do Conselho Gestor do Funcacau.</p>
<p>Em nota ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, a Sedap informou que o estudo na íntegra será disponibilizado na próxima semana, com indicações inéditas para pesquisadores, estudiosos e trabalhadores do setor.</p>
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		<title>Pará lidera produção de açaí no Brasil e concentra mais de 90% dos ganhos com o fruto</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-lidera-producao-de-acai-no-brasil-e-concentra-mais-de-90-dos-ganhos-com-o-fruto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 16:35:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa)]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Abiente]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável de açaí]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável de açaí no pará]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/up_ag_48512_61466bea-8d01-b202-f943-d53cd35ce30d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O açaí, presente há séculos no dia a dia da população paraense, também é um dos principais motores de desenvolvimento sustentável no Estado. Dados de duas pesquisas da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apontam que a produção do fruto, e seus ganhos, cresceram de forma expressiva nas últimas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/up_ag_48512_61466bea-8d01-b202-f943-d53cd35ce30d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O açaí, presente há séculos no dia a dia da população paraense, também é um dos principais motores de desenvolvimento sustentável no Estado. Dados de duas pesquisas da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apontam que a <a href="https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/Boletim-Agropecuario-Paraense-2025.-Versao-Publicacao.pdf" target="_blank" rel="noopener">produção do fruto</a>, e <a href="https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Boletim-do-Comercio-Exterior-Paraense-2025-Publicacao.pdf" target="_blank" rel="noopener">seus ganhos</a>, cresceram de forma expressiva nas últimas décadas.</p>
<p>Entre 1987 e 2024, a produção estadual saltou de 145,8 mil toneladas para 1,9 milhão de toneladas, tornando o Pará responsável por 89,5% de todo o açaí produzido no País, assim como de 93,8% do valor total da riqueza gerada pelo fruto em território nacional.</p>
<p>Dentro do Estado, a produção é concentrada em alguns municípios: Igarapé-Miri lidera, com 13,2% do total, seguido por Cametá (7,9%) e Anajás (6,2%). Juntos, dez municípios paraenses respondem por 60% da produção nacional.</p>
<h3><strong>Ampla produção e geração de renda</strong></h3>
<p>O crescimento do açaí também trouxe ganhos importantes para a economia paraense. De acordo com a pesquisa, o valor da produção passou de R$ 509,7 milhões, em 1994, para R$ 8,8 bilhões em 2024, gerando emprego e renda para milhares de famílias.</p>
<p>No empreendedorismo, o número de estabelecimentos produtores cresceu de 5,2 mil, em 1986, para mais de 81 mil em 2017. A atividade envolve desde pequenos produtores da agricultura familiar até grandes empresas, gerando postos de trabalho diretos e indiretos do plantio, beneficiamento, transporte e comercialização.</p>
<p>No mercado internacional, o açaí paraense também ganha destaque. As exportações cresceram de US$ 334,2 mil, em 2002, para US$ 127,8 milhões em 2024. O preço médio da tonelada exportada também aumentou, passando de US$ 1,1 mil para US$ 3,6 mil.</p>
<h3><strong>Açaí é aliado na captura de carbono</strong></h3>
<p>Além da importância econômica, o estudo destaca que o açaí também contribui para o meio ambiente, pois<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/breves-recebe-mutirao-de-reflorestamento-apos-avanco-de-queimadas-no-marajo/" target="_blank" rel="noopener"> seu cultivo tem ajudado na captura de carbono e no reflorestamento de áreas degradadas</a>, especialmente na implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Entre 2015 e 2024, a área plantada com açaí no Pará cresceu de 135 mil para 252 mil hectares, dizem os pesquisadores Com isso, a capacidade de captura de dióxido de carbono quase dobrou, chegando a cerca de 907 mil toneladas em 2024.</p>
<p>Márcio Ponte, diretor da Fapespa responsável pelo estudo, explica que o fruto tem papel importante no combate às mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“O estudo demonstra a liderança nacional e internacional do açaí paraense e desvenda seu papel importante no equilíbrio climático como sumidouro de CO2. Com a expansão das lavouras de açaí plantado, o fruto gera riquezas, constitui uma grande cadeia produtiva que preserva a natureza e agora também gera créditos de carbono, além de ser um dos principais símbolos da cultura paraense”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>O que ainda pode melhorar</h3>
<p>Entretanto, além da liderança em produção, comercialização e o grande papel cultural do açaí, especialistas apontam que é preciso investir em tecnologia e inovação para que o estado preserve o pioneirismo estratégico em relação ao fruto. Pesquisadores detalham que o crescimento da produção exige melhorias no cultivo e no processamento.</p>
<p>O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, destaca que o avanço econômico deve ser acompanhado de aumento na responsabilidade de fortalecimento da cadeia.</p>
<blockquote><p>“Esses números mostram a grande potencialidade da cadeia produtiva do açaí para o Pará. Essa liderança traz a responsabilidade de manter e ampliar o nível tecnológico no cultivo, garantindo uma produção sustentável, economicamente viável e ecologicamente correta. Precisamos estar na liderança tecnológica para enfrentar a concorrência futura”, reforça.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/mesas-executivas-do-acai-articulam-setor-produtivo-para-fortalecer-cadeia-do-fruto/" target="_blank" rel="noopener">Mesas Executivas do Açaí articulam setor produtivo para fortalecer a cadeia do fruto</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/acai-do-para-lidera-extrativismo-amazonico-mas-produtores-enfrentam-faltfalta-de-acesso-a-energia-eletrica/" target="_blank" rel="noopener">Energia para a floresta: a chave para transformar a economia do açaí no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/de-coisa-de-caboclo-ao-superalimento-como-o-acai-esta-transformando-geracoes-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">De ‘coisa de caboclo’ ao superalimento: como o açaí está transformando gerações na Amazônia</a></strong></p>
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		<title>Fazenda em Belém sediará laboratório de sistemas agroflorestais na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:38:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[AgForest Lab]]></category>
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		<category><![CDATA[Embrapa Amazônia Oriental]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Sistemas Agroflorestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital. A sede [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/saf-foto-jose-rey-souza-arquivo-embrapa-03-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30,  é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital.</p>
<p>A sede do projeto será na Fazenda Felisberto Camargo, área que antes era destinada à produção animal na capital paraense. Após a fase de adaptação, o espaço deve integrar empresas, universidades, instituições de pesquisa e produtores interessados em tecnologias sustentáveis na Amazônia. A fazenda fica dentro do espaço da Embrapa Amazônia Oriental e possui aproximadamente 213 hectares.</p>
<p>Bruno Giovany, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, explicou ao Globo Rural que a proposta é que o AgForest Lab funcione como um laboratório vivo, permitindo que parceiros utilizem o conhecimento acumulado pela empresa em décadas de pesquisa. As culturas previstas para estudo são açaí, cacau, andiroba, café e cumaru.</p>
<p>Na prática, haverá sensores instalados nas áreas de cultivo para registrar informações como incidência de praga, doenças nas plantas e dados meteorológicos. As informações serão enviadas em tempo real para os laboratórios de pesquisa, ajudando no acompanhamento dos experimentos e na gestão da área.</p>
<p>Esses dados podem ajudar a validar tecnologias agrícolas em condições reais de produção, assim como aproximar o setor produtivo da pesquisa científica.</p>
<p>Essa é a segunda parceria entre Embrapa e TIM para conectar ambientes de inovação no agro. Em 2025, durante a Agrishow 2025, as duas instituições anunciaram um acordo para levar conectividade 4G à AgNest, fazenda-laboratório instalada na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.</p>
<p>No caso do AgForest Lab participação da TIM no projeto envolve a oferta de conectividade 4G e 5G no campo experimental, além de soluções baseadas em internet das coisas (IoT). A infraestrutura digital deve permitir o monitoramento das lavouras, coleta de dados ambientais e rastreabilidade da produção.</p>
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