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	<title>sistema agrolforestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará se consolida como referência na produção de cacau cultivado em agrofloresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 15:16:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/cacau00-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará segue na liderança de referência mundial na produção de cacau cultivado em sistema agroflorestal (SAF). O Estado não apenas se consolida como o maior produtor do Brasil, como também ostenta a maior média de produtividade por hectare do mundo, segundo dados do relatório anual de previsão de safra elaborado em parceria pela Comissão [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/cacau00-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará segue na liderança de referência mundial na produção de cacau cultivado em sistema agroflorestal (SAF). O Estado não apenas se consolida como o maior produtor do Brasil, como também ostenta a maior média de produtividade por hectare do mundo, segundo dados do relatório anual de previsão de safra elaborado em parceria pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). O documento completo pode ser acessado no site da secretaria.</p>
<p>Atualmente, a produtividade paraense alcança 847 kg por hectare, superando tanto a média nacional, de 483 kg/ha, quanto a do continente africano, maior produtor global, com média de 500 kg/ha. No município de Medicilândia, no sudoeste do Estado, esse número é ainda mais impressionante: 1.190 kg/ha, tornando o município o maior produtor de amêndoas de cacau do país.</p>
<p>Localizado na Região de Integração do Xingu, Medicilândia é reconhecido pelo solo fértil — a chamada &#8220;terra roxa&#8221; — e pelo cultivo que margeia a BR-230 (Transamazônica), eixo geográfico da maior produção de cacau em solo paraense. O sucesso da região se deve, na maioria, à adoção do SAF, que alia produção agrícola à recuperação ambiental.</p>
<p>Conforme o engenheiro agrônomo Ivaldo Santana, coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau (Procacau), o diferencial paraense vai além dos números.</p>
<blockquote><p>&#8220;A nossa média está lá em cima quando comparada a outros estados e países produtores. Isso é ótimo para o produtor, pois significa produzir mais em uma área menor&#8221;, explicou.</p></blockquote>
<p>Para efeito de comparação, a Bahia, que até 2016 liderava a produção nacional, utiliza 425 mil hectares para cultivar cacau. O Pará, com 169.655 hectares plantados, atinge resultados muito superiores em produtividade.</p>
<h3>Recuperação de áreas degradadas</h3>
<p>Um dos destaques da produção cacaueira no Pará é o seu papel na recuperação de áreas degradadas. Somente nos últimos 17 anos, o sistema agroflorestal com cacau permitiu a recuperação de 229 mil hectares. Por ser uma cultura que se desenvolve sob sombra, o cacau é ideal para reflorestar áreas antropizadas, como ressalta Santana.</p>
<p>Um exemplo dessa preservação com a utilização do cacau pode ser visto no município do Acará, onde um grupo de mulheres denominado de “Guardiãs da Floresta” se uniu para gerar renda e proteger a floresta.</p>
<p>Diana Gemaque, membro das “<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/com-as-guardias-dp-cacau-producao-de-chocolate-desponta-no-acara-com-protagonismo-feminino/" target="_blank" rel="noopener">Guardiãs do Cacau&#8221;, i</a>niciativa que reúne, há três anos um grupo de mulheres ribeirinhas da comunidade Acará-Açu, trabalha com cacau nativo e como o próprio nome do grupo já evidencia, o trabalho é focado em aliar a preservação da floresta com a geração de renda, por meio do incentivo a atividades como a fabricação de chocolate e também artesanato utilizando matéria prima da floresta.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos incentivando não só mulheres como outros jovens a trabalhar com cacau nativo, aquele da região de várzea. É um grupo que ajuda a desenvolver outros trabalhos na comunidade. A gente pega esse cacau lá da natureza, faz todo o processo de fermentação até chegar o chocolate”, detalha.</p></blockquote>
<p>Um exemplo de valorização do cacau que vem do sistema agroflorestal é do produtor Francisco Sakaguchi, que há 50 anos cultiva cacau em Tomé-Açu (nordeste do Pará). O fruto é oriundo do sistema próprio criado no município conhecido como “Safta” (Sistema Florestal de Tomé-Açu). O agricultor relembra que o trabalho é resultado da herança deixada pelo pai, Noboru Sakaguchi, que no início da imigração japonesa apostou no cacau.</p>
<p>Francisco lembra que o cacau fez parte do conjunto de projetos da imigração japonesa. Visto com resistência no início, por conta dos agricultores não terem conhecimento das tecnologias voltadas ao cacau, a cultura acabou proliferando mesmo a partir da década de 70, após a dizimação das plantações de pimenta do reino por conta da fusariose.</p>
<blockquote><p>“Meu pai acreditou e graças ao cacau pagou todas as dívidas dele e a gente conseguiu dar a volta por cima; a gente vive e sobrevive do cacau. Foi uma herança deixada por ele”, relembra Sakaguchi.</p></blockquote>
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