<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>silvicultura &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/silvicultura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Sep 2025 14:20:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>silvicultura &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Amazônia perde 52 milhões de hectares de vegetação nativa e se aproxima do ponto de não retorno</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-perde-52-milhoes-de-hectares-de-vegetacao-nativa-e-se-aproxima-de-ponto-de-nao-retorno/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-perde-52-milhoes-de-hectares-de-vegetacao-nativa-e-se-aproxima-de-ponto-de-nao-retorno/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agrcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[silvicultura]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=36774</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa.</p>
<p>Os dados são da Coleção 10 do MapBiomas, uma iniciativa que produz mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 15, revela que essa perda representa 13% da área total da Amazônia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento, feito a partir da análise de imagens de satélite, revela que a</span> supressão atingiu principalmente as formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares no mesmo período e indica que a Amazônia está se aproximando do &#8220;ponto de não retorno&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A Amazônia brasileira está se aproximando da faixa de 20% a 25% prevista pela ciência como o possível ponto de não retorno do bioma, a partir do qual a floresta não consegue mais se sustentar”, diz Bruno Ferreira, do MapBiomas. “Já podemos perceber alguns dos impactos dessa perda de cobertura florestal, como nas áreas úmidas do bioma. Os mapas de cobertura e uso da terra na Amazônia mostram que ela está mais seca”, completa.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Somando a superfície coberta com água, floresta alagável, campo alagável, apicum e mangues, houve uma retração de 2,6 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Esses dados mostram que 8 dos 10 anos mais secos, incluindo a classe de superfície de água, foram registrados na última década. No ano passado, as áreas úmidas ocupavam 59,6 milhões de hectares.</span></p>
<h3>Ocupação humana</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As imagens de satélite também mostram como a</span> ocupação humana na Amazônia é recente e acelerada, com 83% da área antropizada no bioma ocorrendo entre 1985 e 2024. Nesse período, os usos por seres humanos aumentaram 471%, com um avanço de 57 milhões de hectares.</p>
<ul>
<li>Pastagens: O uso que mais se expandiu, passando de 12,3 milhões de hectares para 56,1 milhões, um crescimento de 355%.</li>
<li>Agricultura: A área cresceu 4.321%, passando de 180 mil hectares para 7,9 milhões. Desse total, três em cada quatro hectares (74,4%) são ocupados por lavouras de soja.</li>
<li>Silvicultura e Mineração: A silvicultura teve a maior expansão percentual, multiplicando sua área em mais de 110 vezes. Já a mineração ganhou relevância, crescendo de 26 mil para 444 mil hectares.</li>
</ul>
<p>A pesquisa também aponta que 88% do desmatamento na Amazônia em 2024 aconteceu em áreas de vegetação primária, e apenas 12% em áreas secundárias, que correspondem a 2% da vegetação nativa do bioma.</p>
<h3>Moratória da Soja</h3>
<p>Os dados do MapBiomas mostram que, após a Moratória da Soja em 2008, a conversão direta de floresta para a cultura da oleaginosa reduziu em 68%. O crescimento da soja se deu, principalmente, sobre áreas já abertas de pastagem e agricultura.</p>
<p>Entre os estados da região, Rondônia se destaca por ser o que mais converteu vegetação nativa em pastagens. A área de pastagem passou de 7% de seu território em 1985 para 37% em 2024, tornando-o o estado com a menor proporção de vegetação nativa na Amazônia. A região da AMACRO (Acre, Mato Grosso e Rondônia) foi responsável por 14% da perda líquida de vegetação nativa do bioma nos últimos 40 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-perde-52-milhoes-de-hectares-de-vegetacao-nativa-e-se-aproxima-de-ponto-de-nao-retorno/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil tem 27 milhões de hectares de áreas degradadas com potencial para conversão</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/brasil-tem-27-milhoes-de-hectares-de-areas-degradadas-com-potencial-para-conversao/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/brasil-tem-27-milhoes-de-hectares-de-areas-degradadas-com-potencial-para-conversao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 16:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[conversão para atividades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária intensiva]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[silvicultura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=33893</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/reflorestar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um mapeamento inédito com dados de nove estados e a identificação de áreas degradadas que possuem potencial para recuperação ou conversão em sistemas produtivos sustentáveis. Segundo o estudo, são 27,7 milhões de hectares onde podem ser desenvolvidas estratégias como a pecuária intensiva, o sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/reflorestar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um mapeamento inédito com dados de nove estados e a identificação de áreas degradadas que possuem potencial para recuperação ou conversão em sistemas produtivos sustentáveis. Segundo o estudo, são 27,7 milhões de hectares onde podem ser desenvolvidas estratégias como a pecuária intensiva, o sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) e agroflorestas.</p>
<p>O documento é o “Plano de Priorização de Áreas e Estimativas de Investimentos” e destaca os estados que contam com 79% das pastagens degradadas ou em degradação do País: Pará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Goiás, Tocantins, Rondônia e São Paulo. Um ponto importante é que os dados ajudam a ilustrar as vantagens de apostar em atividades com menor impacto ambiental.</p>
<p>No Pará, por exemplo, transformar 1 hectare de pastagem degradada em plantação de soja custa aproximadamente R$ 7 mil reais, com custos operacionais de R$ 6,2 mil. Já a implantação de um sistema agroflorestal com cacau e açaí exige R$ 31,4 mil por hectare e cerca de R$ 1 mil para a manutenção anual. Por outro lado, o retorno do SAF é bem maior e chega a 23,8%, enquanto que a soja fica em 5,1%.</p>
<p>As possibilidades são diferentes em cada caso. Dos 27,7 milhões de hectares com potencial para conversão, 25,1 Mha apresentam podem ter a intensificação da pecuária de corte, 16,9 Mha podem desenvolver a pecuária de leite, 11,5 Mha tem potencial para a silvicultura, 8,8 Mha para a agricultura, 7,1 Mha para sistemas agroflorestais e 2,6 Mha para ILPF.</p>
<blockquote><p>“Uma propriedade pode ter múltiplas aptidões e a decisão vai ser do produtor rural, do que ele quer produzir. Então, uma mesma propriedade pode ter potencial de intensificação da pecuária de corte, mas também de soja”, explicou ao <a href="https://capitalreset.uol.com.br/agronegocio/governo-mapeia-areas-para-recuperacao-de-pastagens-so-falta-o-dinheiro/" target="_blank" rel="noopener">Reset</a> Leila Harfuch, responsável pela modelação financeira do estudo.</p></blockquote>
<p>As estimativas apontam que o investimento inicial necessário para recuperar essas áreas é da ordem de R$139 bilhões, além de custos operacionais anuais que podem atingir R$90,8 bilhões. Para garantir esses recursos, o governo atua em várias linha de frente com diferentes fontes.</p>
<p>Uma delas é o Eco Invest, que busca atrair capital estrangeiro para financiar a transição brasileira para uma economia verde. Além disso, o Japão já assinou um memorando de cooperação com o Brasil que permite repassar recursos, via Agência de Cooperação Internacional, para recuperação de áreas degradadas. A expectativa brasileira é que o valor chegue a US$ 300 milhões.</p>
<blockquote><p>“Os recursos virão das mais variadas fontes possíveis, vamos tentar ajustar os mecanismos conforme o interesse do investidor. Até o momento, o que nos parece o mais consistente e próximo é o recurso do Eco Invest”, disse Carlos Augustin, assessor especial do Mapa.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/brasil-tem-27-milhoes-de-hectares-de-areas-degradadas-com-potencial-para-conversao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cultivo de árvores nativas gera retorno ao investimento de até 28,4% ao ano</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cultivo-de-arvores-nativas-gera-retorno-ao-investimento-de-ate-284-ao-ano/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cultivo-de-arvores-nativas-gera-retorno-ao-investimento-de-ate-284-ao-ano/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 17:26:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[algodão]]></category>
		<category><![CDATA[árvores nativas]]></category>
		<category><![CDATA[Coalizão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
		<category><![CDATA[silvicultura]]></category>
		<category><![CDATA[sistema integração lavoura-pecuária-floresta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=6490</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/paricá-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Análise recente de 40 projetos de plantio de árvores nativas brasileiras, em quatro dos seis biomas brasileiros, apontou retorno de investimento médio de 15,8%, alcançando até 28,4%. Juntos, eles ocupam mais de 12 mil hectares em oito Estados. O Pará contribuiu com 5 dos 40 casos pesquisados. Além da melhora nas contas, o estudo constatou [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/paricá-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<p>Análise recente de 40 projetos de plantio de árvores nativas brasileiras, em quatro dos seis biomas brasileiros, apontou retorno de investimento médio de 15,8%, alcançando até 28,4%. Juntos, eles ocupam mais de 12 mil hectares em oito Estados. O Pará contribuiu com 5 dos 40 casos pesquisados.</p>
<p>Além da melhora nas contas, o estudo constatou também que modelos produtivos com espécies nativas podem retirar de 6,7 a 12,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente da atmosfera por hectare ao ano. Eles também reduzem a erosão do solo, melhorando a qualidade da água que chega aos rios e reservatórios.</p>
<p>Liderado pelo Força-Tarefa Silvicultura de Espécies Nativas da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, com apoio e coordenação do WRI Brasil, o estudo divulgado nesta quarta-feira, 1/12, avaliou os 40 casos implementados ou apoiados por 30 diferentes agentes econômicos &#8211; desde agricultores familiares a parcerias com finalidade experimental, bem como empresas rurais.</p>
<p>A análise se concentrou em três diferentes modelos que possibilitam o cultivo de árvores nativas brasileiras: a silvicultura de espécies nativas, os sistemas agroflorestais (SAF) e o sistema integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Ao todo, os 40 casos avaliados cultivam mais de 100 espécies florestais e agrícolas, entre nativas e exóticas.</p>
</div>
<h3>No Pará</h3>
<div>
<p>Uma dessas iniciativas é o cultivo de algodão em SAF, desenvolvida pela reNature em conjunto com a Farfarm e produtores locais do município de Santa Bárbara do Pará. O modelo permite que as famílias optem por adicionar coprodutos em seus sistemas, como mandioca, maracujá e moringa.</p>
<p>Em Novo Repartimento, está outro caso de SAF, desta vez com cacau. A bananeira serve de sombreamento provisório e cobertura do solo para favorecer o crescimento inicial das demais espécies. Junto à mandioca, ela é plantada de 4 a 6 meses antes do plantio das mudas de cacau e das árvores nativas. Além de melhorar significativamente o balanço de carbono das propriedades, a produção de amêndoas, vendidas às grandes processadoras e mercados de chocolate premium, aumenta a renda dos produtores familiares.</p>
<p>Outro caso avaliado pelo estudo é da <a href="https://amatabrasil.com.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener">Amata</a>, empresa brasileira que nasceu com o propósito de manter as florestas em pé. Ela é responsável pelo cultivo de 3.991 hectares de paricá, que está entre as espécies florestais nativas mais plantadas no Brasil. Ele tem grande potencial pelo seu rápido crescimento e utilização na indústria de base florestal. A madeira do paricá tem densidade de 0,311 g/cm3 e é usada na indústria de madeira compensada, vendida na forma de compensados de alto valor agregado e de laminados, no Sul do Brasil.</p>
<p>O Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (SAFTA) da CAMTA (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu) também foi avaliado. A sustentabilidade do SAFTA resulta na permanência de diversas culturas, que geram renda numa determinada área, formando uma cadeia sucessiva de produção em curto, médio e longo prazos. Tem como culturas prioritárias o cacau, o açaí e a andiroba, de onde é extraído um óleo valioso para a indústria de cosméticos.</p>
<p>Em São Félix do Xingu, a organização The Nature Conservancy (TNC) tem um projeto de cacau e açaí em SAF na agricultura familiar da região, criando um modelo de reflorestamento econômico e social para a Amazônia brasileira. A área plantada, de 312 hectares, permite a introdução de culturas agrícolas anuais para subsistência familiar e comercialização do excedente. O milho e a mandioca permanecem no sistema até o primeiro ano, e a banana até o sétimo. As espécies madeireiras são plantadas para a colheita de sementes e frutos.</p>
<p>&#8220;Há um enorme potencial para os produtos florestais brasileiros nas cadeias produtivas nacionais e globais. No caso do mercado de madeira tropical, por exemplo, menos de 10% da produção mundial tem origem no Brasil&#8221;, afirma Miguel Calmon, líder da Força-Tarefa Silvicultura de Espécies Nativas da Coalizão Brasil.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil tem mais de 90 milhões de hectares de pastagem com algum nível de degradação. Desse total, mais de 40 milhões encontram-se em estado severo. O que este estudo mostra é que essa imensa fronteira que exige restauração pode ser uma oportunidade rentável de investimento para o produtor&#8221;, destaca Daniel Soares, analista de investimento do WRI Brasil e um dos autores do estudo.</p></blockquote>
</div>
<h3>Os resultados</h3>
<p>A avaliação econômica dos 40 projetos mostrou que as taxas internas de retorno (TIR) dos investimentos variam de 2,5% a 28,4% ao ano, com mediana de 15,8%. Com exceção de dois casos, todos os resultados mostram TIR superior a 9% &#8211; percentual competitivo na comparação com outras atividades agropecuárias.</p>
<p>A rentabilidade para o produtor é também um indicativo de que o Brasil tem uma grande oportunidade de gerar emprego e renda se aumentar e der escala a atividades de silvicultura de espécies nativas na produção de madeira, óleos vegetais, alimentos como castanhas, frutas e diversos outros produtos florestais.</p>
<p>Além da taxa de retorno do investimento, o produtor ainda se beneficia dos serviços ambientais oferecidos pelas espécies nativas, tais como melhora dos recursos hídricos e aumento da resiliência e produtividade de outras atividades que podem ser consorciadas com as árvores. A remoção de carbono da atmosfera, por sua vez, é um benefício para todo o planeta, mas também pode contribuir com o fluxo de caixa do produtor, já que oportunidades no mercado de carbono vêm ganhando impulso mundialmente.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>A análise dos 40 casos de produção envolvendo árvores nativas brasileiras foi feita com a Ferramenta de Investimento Verena, do WRI Brasil, com base em um modelo financeiro de fluxo de caixa descontado. As informações para compor os modelos financeiros foram fornecidas pelos executores e parceiros dos casos.</p>
<p>As principais informações para fazer a análise econômica e financeira foram a produtividade esperada para cada espécie, os custos de implementação e manutenção e as despesas administrativas. O custo de oportunidade da terra foi baseado no valor da terra, em reais por hectare, referente ao uso e ao município mais próximos ao caso.</p>
<p>A avaliação um a um dos casos mostrou que o investimento necessário e o retorno variam entre os modelos. A silvicultura de nativas, em geral, requer maior exposição de caixa e um período maior para que o investimento cumpra o retorno esperado. Os SAFs e sistemas ILPF, os quais incluem culturas agrícolas ou pecuária, permitem antecipar a entrada de caixa.</p>
<p>Para a análise de carbono, utilizou-se o GHG Protocol Florestas e Sistemas Agroflorestais. A silvicultura de nativas mostrou potencial para retirar 12,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente da atmosfera por hectare ao ano (tCO2eq/ha/ano). Os sistemas agroflorestais, por sua vez, mostraram potencial de remover 6,7 tCO2eq/ha/ano. O estudo não quantificou a remoção de carbono dos sistemas ILPF.</p>
<p><em>Fonte: Coalizão Brasil e WRI Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cultivo-de-arvores-nativas-gera-retorno-ao-investimento-de-ate-284-ao-ano/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-06-14 21:11:29 by W3 Total Cache
-->