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	<title>seca na amazõnia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>seca na amazõnia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mudanças climáticas afetam quase 500 mil estudantes na Amazônia, aponta Unicef</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios. Santarém, no oeste do Pará, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios.</p>
<p>Santarém, no oeste do Pará, concentrou parte das comunidades mais impactadas, chegando a receber a Declaração de Situação de Recursos Hídricos, no trecho baixo do rio Tapajós. Lá, as secas interferiram diretamente no transporte escolar e na alimentação de quem vive nas comunidades, gerando isolamento.</p>
<p>Professores, como Lucas Souza, precisaram ajustar as técnicas de trabalho diariamente entre outubro de 2024 e janeiro de 2025: atividades impressas, já que nem todos conseguiram acompanhar por celular, aulas remotas e até flexibilidade nos de calendários escolares.</p>
<blockquote><p>&#8220;Mesmo nos empenhando, não dá para negar que houve prejuízo. Imprimimos as atividades para as crianças menores e acompanhávamos as equipes que entregavam as cestas básicas para deixar as atividades da semana. Sempre que algum grupo de saúde ou assistência ia até essas comunidades, nós acompanhávamos. Digo que houve prejuízo porque, além do esforço diário no acesso à educação, algumas estavam passando fome também, porque o rio secou&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>O relato de Lucas também reforça outro ponto abordado no estudo: o agravamento de vulnerabilidades que vão da alta de água potável, prejuízos à agricultura e temperaturas cada vez mais altas, gerando doenças respiratórias, dores de cabeça e queda na concentração.</p>
<p>Para o Unicef, os efeitos mais severos foram observados em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais, que dependem diretamente dos rios para acessar a escola. A crise climática, reforçada por queimadas e mudanças nos padrões de chuva, criou um ciclo de prejuízos que ultrapassa a educação e afeta direitos básicos dessas populações.</p>
<p>Em todo o Brasil, os eventos climáticos fizeram 1,17 milhão de estudantes perderem dias letivos em 2024 &#8211; o dobro da média do ano anterior. No mundo, mais de 242 milhões de crianças tiveram aulas interrompidas por secas, enchentes e ondas de calor.</p>
<p>Na COP30, encerrada no último sábado (22), crianças e adolescentes de diferentes regiões apresentaram uma carta denunciando o cotidiano de calor extremo e deslocamentos cada vez mais difíceis. Embora os efeitos da crise climática na educação ainda tenham pouco destaque nas negociações globais, a COP de Belém trouxe fôlego e relatos de sobreviventes, que pedem a urgência da inclusão da pauta nas estratégias de adaptação climática.</p>
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		<title>Especialistas dizem que seca e devastação provocam efeito dominó sobre a floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2023 12:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/15371_5586fa75-bd8b-fa4e-c5f6-50ed2d408009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os efeitos da forte seca na região amazônica chamam a atenção do mundo, desde o final de setembro, quando os primeiros relatos e imagens da estiagem começaram a ser divulgados. Os registros de cursos d’água vazios, o isolamento de comunidades ou da morte de botos e outros animais são os impactos mais evidentes, mas a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/15371_5586fa75-bd8b-fa4e-c5f6-50ed2d408009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os efeitos da forte seca na região amazônica chamam a atenção do mundo, desde o final de setembro, quando os primeiros relatos e imagens da estiagem começaram a ser divulgados. Os registros de cursos d’água vazios, o isolamento de comunidades ou da morte de botos e outros animais são os impactos mais evidentes, mas a ciência já sabe que os eventos extremos tendem a provocar danos diversos para o meio ambiente.</p>
<p>Os pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso Beatriz Schwantes Marimon e Ben Hur Marimon Jr atuam em áreas ao sul da Amazônia, onde não houve redução da vazão dos rios. Ainda assim, as investigações realizadas por eles nos últimos 30 anos mostram que a combinação de ondas de calor, desmatamento, queimadas e mudanças climáticas é capaz de interferir no equilíbrio de todo o bioma.</p>
<p>A região estudada apresenta características de transição para o Cerrado e é muito ocupada pela agricultura. Lá, as principais preocupações são com as repercussões do El Niño, que levou à falta de chuvas e a consequente redução da atividade econômica.</p>
<blockquote><p>“As chuvas deveriam ter começado em setembro e, em outubro, seria a época do início do plantio. Mas o atraso das chuvas não permitiu isso e pode fazer com que se perca a safrinha, que é o segundo plantio que é feito tradicionalmente”, disse Ben Hur em entrevista à <a href="https://www.wwf.org.br//?87003/Crise-climatica-seca-severa-na-Amazonia-e-agravada-por-desmatamento-e-fogo" target="_blank" rel="noopener">WWF Brasil</a>.</p></blockquote>
<p>Além disso, os pesquisadores dizem que a população e organismos têm sofrido com as altas temperaturas, que atinge picos de até 40º. Nesse cenário, eles também chamam atenção para o risco de rebaixamento do lençol freático, que é reabastecido suficientemente durante a época das chuvas. Com isso, a projeção é que os efeitos da seca se prolonguem até o próximo verão amazônico, em 2024.</p>
<p>Beatriz Marimon esclarece que uma condição climática tão exigente pode afetar a saúde da floresta nos médio e longo prazos. Um dos efeitos é a morte de árvores maiores, que protegem o solo e outras espécies do contato intenso com os raios solares. Caso essas árvores tombem, abre-se espaço para invasão de gramíneas, que fornecem combustível mais rápido para a propagação das queimadas.</p>
<blockquote><p>“As árvores de grande porte levam em torno de dois anos para morrer, porque elas têm reservas, suas raízes são profundas e conseguem acessar a água. Por isso, não vemos tantas delas morrendo imediatamente. Mas, com o rebaixamento do lençol freático, depois de dois anos, o estresse é tão grande que a árvore não suporta”, comenta a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>De acordo com Bem Hur, a perda das árvores maiores provoca um efeito dominó marcado pela degradação total da floresta. Isso já seria facilmente constatado na região sul da Amazônia, onde a mortalidade de vegetais já é alta e se observa a redução da biodiversidade de maneira generalizada.</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8221;Normalmente, quando a floresta perde biomassa, recupera naturalmente mais tarde e o equilíbrio de todo o bioma se mantém. Mas quanto maior é o número de árvores perdidas, maior é a perda de sombreamento. Isso intensifica os efeitos da seca e reduz ainda mais o nível de chuvas, o que tende a agravar toda a situação. É um efeito dominó que pode atingir níveis inimagináveis&#8221;, acrescenta o professor.</p></blockquote>
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		<title>Seca leva governo federal a decretar situação de emergência em 13 municípios paraenses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 20:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[dragagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/banco-de-areia-tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca severa colocou em alerta a população e os governos de diversas localidades da região amazônica. Os eventos mais críticos foram notados no Amazonas, onde 62 municípios do estado estão em situação de emergência ou de calamidade pública. No Pará, os efeitos da estiagem também preocupam, principalmente na região oeste. Até o momento, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/banco-de-areia-tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca severa colocou em alerta a população e os governos de diversas localidades da região amazônica. Os eventos mais críticos foram notados no Amazonas, onde 62 municípios do estado estão em situação de emergência ou de calamidade pública. No Pará, os efeitos da estiagem também preocupam, principalmente na região oeste. Até o momento, a situação de 13 municípios paraenses foi reconhecida pelo Governo Federal.</p>
<p>As <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rio-tapajos-iguala-marca-historica-da-seca-de-2010-e-pescadores-da-regiao-receberao-auxilio-emergencial/">medidas de apoio para o estado já haviam sido anunciadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho</a>. A confirmação veio nas portarias do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional publicadas nas edições do Diário Oficial da União do dia 27 de outubro e desta segunda-feira, 30, que reconhecem a situação de emergência em Aveiro, Belterra, Juruti, Santarém, Curuá, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Oriximiná, Pacajá, Prainha, Jacareacanga, Óbidos e Terra Santa.</p>
<blockquote><p>“Os municípios que ainda não tiveram reconhecido o estado de calamidade, nós estamos correndo, trabalhando para que a Defesa Civil nacional possa logo decretar isso para que os recursos também cheguem a esses municípios”, disse o ministro Jader Filho em vídeo onde afirma que a cidade de Rurópolis também será atendida.</p></blockquote>
<h3><strong>Dragagem no Tapajós</strong></h3>
<p>O prolongamento da seca também levou a adoção de medidas emergenciais na hidrovia do Tapajós. A queda do nível do rio na região entre o município de Itaituba e o porto de Miritituba fez aparecer um grande banco de areia que tem prejudicado<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/com-seca-historica-escoamento-de-graos-pelo-rio-tapajos-exige-estrategia/" target="_blank" rel="noopener"> a navegação e o escoamento de grãos vindos do Centro-Oeste</a>.</p>
<p>Diante disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) decidiu decretar estado de emergência no canal e contratar uma empresa para dragar o banco de areia. “O município está na iminência de ficar isolado”, afirmou o secretário municipal de Administração de Itaituba, Diego Mota a <a href="https://www.oliberal.com/para/estiagem-no-tapajos-dnit-vai-dragar-banco-de-areia-que-surgiu-no-leito-do-rio-1.742649" target="_blank" rel="noopener">O Liberal</a>.</p>
<p>Além das atividades econômicas, Mota informou a estiagem trouxe <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-intensa-prejudica-ribeirinhos-em-reservas-extrativistas-em-altamira/" target="_blank" rel="noopener">dificuldades para a vida dos moradores,</a> já que os deslocamentos são realizados somente em balsas com capacidade reduzida e com maior tempo de viagem devido aos desvios necessários para manter a segurança.</p>
<blockquote><p>“A prefeitura pediu ao DNIT essa obra de dragagem. Também estamos aguardando auxílio da Defesa Civil Nacional. Por conta da seca, a prefeitura acaba de comprar uma ambulancha para o transporte de passageiros, que entrou em operação há cerca de dez dias”, ressaltou o secretário.</p></blockquote>
<h3><strong>Focos de calor</strong></h3>
<p>Em paralelo, o impacto da crise acaba intensificado por outros problemas. Manaus, por exemplo, tem convivido com nuvens de fumaça que prejudicam a visibilidade e a qualidade do ar na capital. De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Estado, Eduardo Taveira, a origem seriam os focos de calor registrados no Pará.</p>
<blockquote><p>“Para vocês terem uma ideia, foram registrados mais de 1.800 focos de calor acontecendo naquela área [oeste do Pará], e o fluxo de ventos, infelizmente, traz essa massa de fumaça ou parte dela até aqui, em Manaus”, comentou Taveira em entrevista ao <a href="https://amazonas1.com.br/fumaca-que-encobre-manaus-vem-do-estado-do-para-diz-sema/" target="_blank" rel="noopener">AM 1</a>.</p></blockquote>
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		<title>Ação humana sobre a floresta agrava seca extrema na Amazônia, afirma pesquisador</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/acao-humana-sobre-a-floresta-agrava-seca-estrema-na-amazonia-afirma-pesquisador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 13:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/seca-Amazonas5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca severa vivenciada na Amazônia trouxe à tona evidências de que a região já está sentindo os impactos da guerra climática prevista há vários anos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês). Assim como a queda do nível dos rios, a ocorrência de cheias intensas também tem aumentado e os efeitos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/seca-Amazonas5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pescadores-do-oeste-para-pedem-ajuda-federal-para-enfrentar-a-seca-na-regiao/" target="_blank" rel="noopener">seca severa</a> vivenciada na Amazônia trouxe à tona evidências de que a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-faz-solimoes-virar-deserto-e-negro-atingir-o-menor-nivel-em-mais-de-120-anos/" target="_blank" rel="noopener">região já está sentindo os impactos </a>da guerra climática prevista há vários anos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês). Assim como <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-podem-reduzir-pela-metade-a-vazao-dos-rios-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">a queda do nível dos rios,</a> a ocorrência de cheias intensas também tem aumentado e os efeitos desses eventos estariam sendo exacerbados devido ao <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/alertas-de-desmate-caem-57-e-incendios-florestais-tem-queda-de-36-na-amazonia-em-setembro/" target="_blank" rel="noopener">desmatamento</a> e às <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-registrou-mais-de-24-mil-focos-de-calor-em-2023/" target="_blank" rel="noopener">queimadas,</a> mostra <a href="https://www.wwf.org.br//?87003/Crise-climatica-seca-severa-na-Amazonia-e-agravada-por-desmatamento-e-fogo" target="_blank" rel="noopener">reportagem da WWF Brasil</a>.</p>
<p>Em meados de 2021, o nível de chuvas registrado foi acima do normal e levaram o Rio Negro a inundar cidades inteiras por meses. Dois anos depois, o mesmo Rio Negro enfrenta uma seca histórica e chegou a marcar 13,59 metros em Manaus, o menor nível desde 1902.</p>
<p>A alternância rápida entre extremos preocupa pesquisadores e ambientalistas que veem um risco de desequilíbrio, acelerando o alcance do chamado ponto de não-retorno, que é quando a floresta perderia a sua capacidade de recuperação natural e de prestar seus serviços ecossistêmicos com a mesma qualidade.</p>
<p>O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Jochen Schöngart afirma a estiagem atual tem caractérisirca diferentes das anteriores devido a combinação de fatores climáticos, o que faz com  os impactos sejam sentidos em praticamente todo o bioma.</p>
<p>Ele explica que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na costa da América do Sul provocado pelo El Niño do tipo EP (Pacífico Oriental, na sigla em inglês) é responsável pela seca no centro, no norte e no leste da Amazônia, expandindo-se um pouco para o sudeste.</p>
<p>Por outro lado, o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, decorrente das mudanças climáticas, afeta principalmente as regiões sul e sudoeste do bioma.</p>
<blockquote><p>“A sinergia entre os dois fenômenos intensifica a seca em praticamente toda a região amazônica, aumentando as temperaturas e reduzindo a cobertura de nuvens, resultando em um aquecimento da superfície”, afirma Schöngart.</p></blockquote>
<h3>Ação humana</h3>
<p>O cientista lembra que as oscilações são fenômenos naturais, no entanto há indícios de que a ação humana também contribuiu para a intensificação dos danos observados nessa estação, em que ocorre não apenas a seca meteorológica, relacionada à falta de chuvas, mas também a seca hidrológica, que reduziu o nível das águas dos rios.</p>
<blockquote><p>“Com as emissões de gases de efeito estufa, o cinturão de ventos do Hemisfério Sul migrou mais em direção à Antártica nas últimas décadas, o que provavelmente está relacionado ao buraco na camada de ozônio naquele continente e ao aumento das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera. Com essa mudança, as águas superficiais do Oceano Índico acabam passando ao redor da África do Sul e invadindo o Oceano Atlântico. Essas águas contribuem com o aquecimento das águas superficiais na região tropical do oceano”, esclarece.</p></blockquote>
<p>Aliado a isso, o clima também está mais propício à disseminação do fogo. Os aerossóis emitidos pelas queimadas impedem a formação de nuvens em diversas áreas, restringindo as chuvas às regiões de maior altitude ou em quantidade insuficiente para reabastecer os rios.</p>
<blockquote><p>“Ainda tenho na mente as imagens da região completamente inundada há apenas dois anos e agora vemos tudo seco e em chamas. Não há dúvida de que a situação é grave na Amazônia com esses extremos. Nos últimos 15 anos, tivemos as quatro maiores cheias e as duas maiores secas da história na região central da Amazônia”, lembra Jochen Schöngart.</p></blockquote>
<p>Para o diretor de Conservação e Restauração do <a href="https://www.wwf.org.br//?87003/Crise-climatica-seca-severa-na-Amazonia-e-agravada-por-desmatamento-e-fogo" target="_blank" rel="noopener">WWF-Brasil</a>, Edegar de Oliveira, as evidencias científicas revelam que a interferência humana sobre o clima é uma realidade e a Amazônia e sua população estão vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A combinação de mudanças climáticas, El Niño e desmatamento desenfreado contribui para o agravamento e prolongamento da seca, que, por sua vez, leva ao aumento das queimadas, o que tende a exacerbar ainda mais os efeitos da estiagem, afetando o regime de chuvas. Isso impacta não apenas na vida dos povos locais, mas afeta também a economia e a segurança hídrica de outras regiões do país, pois o que acontece na Amazônia interfere nos demais biomas”, frisa Oliveira.</p></blockquote>
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