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	<title>Saúde na Amazônia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Sistema de Saúde na Amazônia precisa se adaptar às mudanças do clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 13:57:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar. Em um artigo publicado na revista British Medical Journal, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil [...]]]></description>
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<p>Em um artigo publicado na revista<a href="https://www.bmj.com/content/391/bmj.r1925" target="_blank" rel="noopener"> British Medical Journal</a>, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil propõem que este &#8216;novo modelo&#8217; leve em consideração os saberes tradicionais e as necessidades específicas das comunidades locais.</p>
<p>O estudo aproveita a elaboração do plano nacional de saúde e clima pelo Ministério da Saúde durante a COP30 para sugerir que o Sistema Único de Saúde (SUS) crie indicadores sensíveis às particularidades locais e que valorizem as práticas de cuidado adaptadas ao território amazônico.</p>
<blockquote><p>“O setor de Saúde entrou tardiamente no debate sobre a emergência climática e, em particular, no tema da adaptação. No entanto, ele deveria ser protagonista, visto que os eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e tornados, têm se intensificado e afetado cada vez mais pessoas”, afirma Gabriela Di Giulio, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e uma das autoras do artigo em entrevista à Agência Fapesp.</p></blockquote>
<p>Leandro Giatti, também professor da FSP-USP e um dos autores do artigo, afirma que as condições de vida da população se agravaram com a seca, gerando aumento de doenças transmissíveis, fome, entre outros problemas que devem entrar no radar das políticas em saúde para buscar adaptações para enfrentamento.</p>
<blockquote><p>“O rio é o principal meio de transporte que permite o acesso à saúde, mas existe uma imprevisibilidade nisso que foge do convencional. Nas duas últimas secas, em 2023 e 2024, por exemplo, comunidades inteiras ficaram isoladas. O rio secou. Portanto não tinham acesso à saúde, não tinham posto de saúde, a equipe de saúde não conseguia chegar às áreas afetadas”, explica Leandro.</p></blockquote>
<p>Segundo os autores, para reimaginar a saúde na Amazônia é necessário fortalecer estratégias que integrem saberes tradicionais, científicos e políticos. Uma das sugestões envolve a integração dos saberes indígenas e científicos.</p>
<blockquote><p>“É fundamental valorizar os conhecimentos tradicionais sobre alimentação e as práticas dietéticas para conter a disseminação dos alimentos ultraprocessados. Em algumas regiões, o sistema público de saúde já adota essa abordagem híbrida. Um exemplo importante é o trabalho das parteiras, que combinam práticas biomédicas e ancestrais para oferecer cuidados em territórios vastos e de difícil acesso&#8221;, diz o artigo.</p></blockquote>
<p>A proposta do grupo lista um modelo de adaptação orgânica que considera os rios e a floresta como participantes ativos desses processos e os povos tradicionais como guardiões de conhecimentos necessários para a sobrevivência em meio a crise climática.</p>
<p>A equipe de autores aponta que os povos tradicionais possuem uma visão de saúde que integra aspectos espirituais, sociais e ambientais. Logo, doenças como malária e COVID-19 vão além de questões biológicas para essas lideranças, mas manifestações de desequilíbrios provocados por ações humanas, agressões à natureza e locais sagrados.</p>
<p>Logo, o grupo reforça que cumprir acordos ambientais e repensar a assistência em saúde garante a preservação da sociobiodiversidade amazônica, visto que a integração entre povo e natureza é fundamental para minimizar o sofrimento social provocado pela emergência climática.</p>
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