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	<title>São Paulo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>São Paulo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Mega-mural em São Paulo pede proteção para os biomas brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 20:09:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Mural-pare-a-destruicao-Alessandra-Munduruku-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na maior metrópole da América Latina, um manifesto artístico de grandes dimensões traz à tona uma mensagem urgente. “Stop the destruction” (Pare a destruição) está no centro da obra do artivista Thiago Mundano que traz uma representação da liderança indígena amazônida Alessandra Korap, do povo Munduruku, em um cenário de seca e floresta queimada. Batizado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Mural-pare-a-destruicao-Alessandra-Munduruku-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na maior metrópole da América Latina, um manifesto artístico de grandes dimensões traz à tona uma mensagem urgente. “Stop the destruction” (Pare a destruição) está no centro da obra do artivista Thiago Mundano que traz uma representação da liderança indígena amazônida Alessandra Korap, do povo Munduruku, em um cenário de seca e floresta queimada. Batizado de “Keep Your Promises” (Cumpra suas promessas), o mural possui 1.581,60 m² e emerge como um clamor pela proteção dos biomas na paisagem da avenida Brigadeiro Luís Antônio, a duas quadras da avenida Paulista, em São Paulo.</p>
<p>Em um contexto de aceleração das mudanças climáticas, com eventos extremos atingindo o País de norte a sul, Mundano resolveu ampliar a percepção da crise trazendo vestígios dela como parte do processo criativo. A imagem foi pintada com cinzas das florestas da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, além de lama de cidades do Rio Grande do Sul devastadas pelas inundações, todos eventos potencializados pela ação destrutiva da humanidade sobre a natureza.</p>
<p>Apesar do impacto recair sobre toda a sociedade, a mensagem do mega-mural tem como destinatários os principais responsáveis por estimular esse modelo de exploração. Nesse caso, a denúncia é sobre a atuação da família Cargill-MacMillan, uma das mais ricas dos Estados Unidos e controladora de inúmeros empreendimentos, entre eles as operações da Cargill, que <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/franca-classifica-bunge-e-cargill-como-fornecedores-de-soja-de-areas-de-risco-de-desmatamento/">lucra com o avanço do agronegócio</a> sobre a Amazônia e o Cerrado brasileiros.</p>
<p>O artivista ressalta que embora o modelo de negócio da Cargill esteja intimamente ligado à devastação da floresta e à expansão agropecuária, o conglomerado assume compromissos públicos de eliminar o desmatamento de sua cadeia de suprimentos, como ocorreu em 2014 com uma promessa não cumprida, e em 2023 com um novo anúncio que não é corroborado por medidas práticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O artivismo é uma maneira de alertar sobre a emergência climática, o maior desafio da humanidade. No Brasil e no mundo sofremos com ondas de calor, secas severas, enchentes, causadas pelo desequilíbrio ambiental que grandes corporações como a Cargill estão promovendo. Meu país foi engolido pela fumaça da ganância. Cargill-MacMillan, querem ser lembrados por serem uma família que acelerou a extinção da humanidade ou por ter sido a família que entendeu a urgência e foi uma das propulsoras para iniciar uma grande mudança global?”, provoca Mundano.</p></blockquote>
<p>Já Alessandra Korap, que é retratada no mural, convive diretamente com os impactos de empresas como a Cargill. Em Santarém, a companhia instalou um terminal graneleiro sobre um cemitério indígena e apoia a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/conselho-nacional-dos-direitos-humanos-recomenda-suspensao-do-projeto-da-ferrograo/">construção da Ferrogrão</a>, que visa oferecer uma nova via para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste pela Amazônia, tentando se sobrepor a territórios indígenas e comunidades tradicionais da região.</p>
<blockquote><p>“Eu vejo essa pintura como um pedido de basta em toda destruição que empresas como a Cargill insistem em fazer pelo mundo todo. Se não pararmos com essas práticas o único cenário que as gerações futuras vão conhecer é esse que está atrás de mim na pintura: árvores queimadas e rios secos. Espero que quem passar por esse prédio se veja mais como parte da natureza e se enfureça com os que estão a destruindo!”, declara Alessandra.</p></blockquote>
<p>O mural foi executado em parceria com a Campanha Burning Legacy da Stand.earth, que prevê ainda levar uma série de cartazes criados por Mundano em parceria com lideranças indígenas e suas comunidades que serão expostos na porta da família Cargill-MacMillan. Cada cartaz terá o nome de um membro da família impresso com as mesmas cinzas de florestas usadas na produção do mural e a frase: “Cumpra Sua Promessa – Pare a Destruição”.</p>
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		<title>Combu da Amazônia leva gastronomia do Pará a São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 15:44:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Combu da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Marina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves O paulistano tem se deliciado com produtos paraenses por meio de várias iniciativas empreendedoras de paraenses nos últimos anos no Estado de São Paulo. O Pará Terra Boa conversou com a empresária Marina Cabral, do Pará, para entender essa demanda. Tudo começou, segundo ela conta, pela falta que Marina sentiu de consumir [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/Marina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>O paulistano tem se deliciado com produtos paraenses por meio de várias iniciativas empreendedoras de paraenses nos últimos anos no Estado de São Paulo. O <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com a empresária Marina Cabral, do Pará, para entender essa demanda. Tudo começou, segundo ela conta, pela falta que Marina sentiu de consumir seu habitual açaí sem guaraná. Colocou, assim, em prática, a ideia do projeto <a href="https://combu.com.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener">Combu da Amazônia</a>.</p>
<p>A empresa se desenvolveu como uma distribuidora de alimentos, transformando em realidade o sonho de apresentar para o Sul e Sudeste do Brasil a gastronomia do Pará. Leia abaixo a nossa conversa:</p>
<p><strong>Conte sobre o começo do Combu da Amazônia</strong></p>
<p>Há 16 anos, quando me mudei para São Paulo, eu sentia falta de tomar açaí (sem guaraná) comer um bom pato no tucupi, e principalmente de comprar uma farinha de qualidade. Nas minhas andanças pelos restaurantes, sempre era abordada pelos proprietários, que me questionavam o porquê de não ter em São Paulo um fornecimento eficaz dos produtos da Amazônia. Com o tempo fui amadurecendo a ideia e ao mesmo tempo cursei Administração (sou graduada em Comunicação). Paralelamente comecei a estudar a cultura gastronômica da Amazônia, a fazer incursões pelas cidades de lá e fui conhecendo possíveis fornecedores. Depois de muito estudo e trabalho, surgiu a Combu – Produtos da Amazônia, que é uma homenagem a ilha que fica em frente a Belém, que eu visitava com o meu avô quase todos os finais de semana na minha infância e que tenho grandes recordações e carinho.</p>
<p><strong>Como é a receptividade dos paulistanos em relação aos produtos amazônicos? </strong></p>
<p>Melhor impossível. O paulistano é naturalmente (por conta da miscelânea cultural que é esta cidade) muito aberto as novas experiências gastronômicas. No geral, supõe-se que meu público é exclusivamente de nortistas, mas a realidade não é esta. No varejo, eu digo com tranquilidade, sem medo de errar, que mais da metade é de paulistanos curiosos e apaixonados por novas experiências.</p>
<p><strong>Os paraenses que moram em São Paulo aproveitam bastante os produtos do Combu da Amazônia para matar as saudades?</strong></p>
<p>Sim, com certeza. Mas não só os paraenses, como também nossos colegas do Amazonas e do Acre. Nós não trabalhamos com produtos advindos exclusivamente do Pará. Por exemplo: a farinha de mandioca mais vendida na distribuidora se chama Uarini, que é de uma cidade homônima que fica no Estado do Amazonas.</p>
<p><strong>Quais são os produtos mais vendidos?</strong></p>
<p>No varejo, com toda certeza é o açaí. Cerca de uma tonelada por mês. Já no atacado, sem sombra de dúvidas, o campeão de vendas é o nosso amado tucupi.</p>
<p><strong>Com a pandemia houve um aumento nas vendas online? </strong></p>
<p>Com toda certeza houve aumento de vendas, mas na época não tínhamos nosso <em>e-commerce</em> funcionando. Então o canal que mais foi utilizado foi o WhatsApp. Após a reabertura dos estabelecimentos comerciais, nós observamos que o comportamento do comércio foi alterado, sem volta, e que o cliente se habituou a comprar à distância. Então investimos em um novo site com vendas <em>on-line</em> e melhoramos ainda mais o atendimento no WhatsApp. E está funcionado tudo muito bem.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM: </strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/para-manioca-norte-precisa-ser-visto-como-parte-do-pais-nao-como-regiao-isolada/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Para Manioca, Norte precisa ser visto como parte do País, não como região isolada</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/natural-de-faro-seu-guerreiro-e-senhor-das-ervas-mais-disputado-pelo-mundo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Natural de Faro, Seu Guerreiro é senhor das ervas mais disputado pelo mundo</strong></a></p>
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		<title>Égua, Mana! é um pedacinho do Pará na capital de São Paulo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/a-gastronomia-do-para-e-muito-pai-degua-egua-mana-ja-e-uma-grande-pedida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Feb 2022 21:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/niceise-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Os sabores do nosso Pará já estão sendo degustados em todos os cantos do Brasil. Uma das grandes representantes desta realidade, mas especificamente em São Paulo, é a chefe de cozinha paraense Niceise Ribeiro. Ela está com um projeto muito pai d’égua que é o  Égua, Mana! – Cozinha com Toque Amazônico [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/niceise-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Por Sidney Alves</p>
<p>Os sabores do nosso Pará já estão sendo degustados em todos os cantos do Brasil. Uma das grandes representantes desta realidade, mas especificamente em São Paulo, é a chefe de cozinha paraense Niceise Ribeiro. Ela está com um projeto muito pai d’égua que é o  <a href="https://www.instagram.com/eguamanasp/" target="_blank" rel="noopener">Égua, Mana!</a> – Cozinha com Toque Amazônico em SP.</p>
<p>O interesse da chefe pela cozinha inicou desde muito cedo, quando ainda criança via encantada a tia cozinhar. &#8220;<span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Eu ficava ‘pentelhando’ pra ela me ensinar&#8221;, afirma a chef.</span></p>
<p>Enquano outras crianças assistiam ao &#8220;Show da Xuxa&#8221;, ela gostava de ver o programa da Ofélia e Marta Balina na finada TV Manchete. Na adolescência, montava o cardápio e era a responsável por preparar as comidas das festas da família e dos amigos.</p>
<blockquote><p>Na década de 80, não se tinha referência de chefes de cozinha que nem hoje em dia”, lembra.</p></blockquote>
<p>Com uma trajetória como essa, estava claro que o destino de Niceise era em meio às panelas. Mas para realizar esse sonho, ela passou por um longo processo.</p>
<p>“Eu queria fazer Gastronomia. Mas, em Belém, não tinha o curso e eu não podia contar com o apoio da minha mãe pra fazer um curso fora, além de ser caro. Ela queria que eu me formasse em outra coisa que não fosse &#8220;curso de vagabundo&#8221; e fui fazer Turismo (UFPA)&#8221;, conta.</p>
<p>Em 2012, aos 32 anos, Niceise viu que Turismo não era pra ela e decidiu fazer curso de cozinha no Senac.</p>
<p>&#8220;Comecei a estagiar, passei por algumas cozinhas em Belém, dei consultoria e ganhei o primeiro lugar do concurso Chefe Paulo Martins, em 2013, que rolava dentro do Ver-o-peso da cozinha paraense&#8221;, lembra.</p>
<p>O prêmio era passar quatro dias em São Paulo, para participar do evento da revista &#8220;Prazeres da Mesa&#8221;, o  Mesa SP, mas ela estava decidida: não voltaria mais. Na bagagem, uma mala e quatro isopores grandes,  com as delícias paraenses que não se encontram por lá.</p>
<p>A passagem pelos melhores restaurantes de Belém deu a ela a confiança para alçar novos ares na capital paulista. Fez estágio no Maní, incensado restaurante de Helena Rizzo, deu consultorias e foi chefe do extinto Razzmatazz, bar indie de amigos paraenses, na Vila Madalena.</p>
<blockquote><p>Eu continuo sendo cozinheira, chefe de cozinha é só um cargo, tens que continuar estudando e pesquisando&#8221;, diz ela.</p></blockquote>
<p>Agora Niceise está desenvolvendo um projetol que já está dando o que falar: o “’Égua, mana!’ . Ela conta que ele surgiu na pandemia em abril de 2020, &#8220;sem nome, sem instagram e em junho foi batizado&#8221;.</p>
<blockquote><p>Eu estava entediada de ficar em casa sem fazer nada, não tinha como trabalhar e os restaurantes estavam fechados. Começou com uma coxinha de frango com jambu e requeijão, que já fazia sucesso no extinto Razzmatazz e as pessoas sentiam saudade. Com a pandemia, as pessoas não podiam viajar e foi uma forma de aquecer os estômagos saudosos&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Depois, ela foi inserindo novos pratos até formar o cardápio fixo dos petiscos do Égua, Mana, o jeito mais fácil de ter um gostinho do Pará na capital paulista, por delivery. Mas mesmo assim sempre tem alguma novidade nesta lista de delícias. O menu é divulgado pelo Instagram e os pedidos são feitos pelo whatsapp, &#8220;Eu sempre peço que façam os pedidos com antecedência&#8221;, avisa.</p>
<p>Segundo a chefe, existe uma vontade muito grande ampliar este projeto. “O meu maior desejo é que um dia a ‘Égua, Mana!’ se torne loja física, um boteco. Mas falta o principal que é dinheiro pra investir”, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>&nbsp;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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