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	<title>São Féliz do Xingú &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>São Féliz do Xingú &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>São Félix do Xingu ganha sessões gratuitas do filme &#8216;Pureza&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 13:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[CURSOS & EVENTOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Pureza_DIV-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho O Pará Terra Boa conversou com o diretor do filme &#8220;Pureza&#8221;, Renato Barbieri, sobre a saga da maranhense Pureza Lopes Loyola durante três anos em busca do filho desaparecido, que foi encontrado em nosso Estado em situação análoga à escravidão. Ele contou sobre sua admiração pelo Pará e aproveitou para convidar a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Pureza_DIV-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com o diretor do filme &#8220;Pureza&#8221;, Renato Barbieri, sobre a saga da maranhense Pureza Lopes Loyola durante três anos em busca do filho desaparecido, que foi encontrado em nosso Estado em situação análoga à escravidão. Ele contou sobre sua admiração pelo Pará e aproveitou para convidar a todos que estão em São Félix do Xingu para duas sessões gratuitas do filme nesta sexta-feira, 03/06.</p>
<p>Vencedor de 28 prêmios nacionais e internacionais, “Pureza”, protagonizado por Dira Paes, que também faz parte da novela &#8220;Pantanal&#8221;, se tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo.</p>
<h3><strong>Escravidão moderna</strong></h3>
<p>De 1995 a 2020, foram encontrados 55.712 trabalhadores em condições análogas à de escravo em todo o Brasil. Somente no Pará, foram 13.225 resgates nesse período. As informações são do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas.</p>
<p>Para o diretor de Pureza, “esses números mostram a ponta do iceberg e o quanto ainda temos que fazer para afirmar os valores da liberdade e da dignidade humana e fazer valer como nação que esses sejam atributos reais e não uma letra morta”.</p>
<blockquote><p>“Sei que existe um desmatamento forte acontecendo e essas áreas parecem ser as mais violentas, por destruir a floresta, você destrói tudo que nela está envolvido, inclusive as populações originárias, que trabalham na coleta de frutos, no cultivo agroflorestal. Eu acho que essas regiões do desmate, de terra arrasada, são muito violentas”.</p></blockquote>
<p>No documentário, de 20 pessoas do elenco, 10 são paraenses ou foram criados no Pará. Como Taiguara Bezerra, que está no filme.</p>
<p>“Nasci no Maranhão, mas fui criado em Eldorado dos Carajás. Minha família migrou para o Pará quando eu tinha 10 dias de nascido, em 1987”, conta.</p>
<h3><strong>Pará no coração</strong></h3>
<p>O diretor também falou do carinho que tem pelo Pará e sua gente, lembrando de amigos e destacando o valor cultural do Estado.</p>
<blockquote><p>“Tenho uma ligação com o Pará muito forte, assim como tenho com o Maranhão. O tema da escravidão é muito forte nesses lugares, mas também em outros Estados. No Pará, eu me tornei amigo de grandes abolicionistas, como o juiz do trabalho Jônatas Andrade e a socióloga Geuza Morgado. Encontrei também no Pará uma mescla, um Estado com pessoas incríveis, grandes humanistas e grandes artistas também”, conta Renato Barbieri. “Minha admiração só cresce pelo Pará e por essa cultura fabulosa de raiz, impactante e vibrante”.</p></blockquote>
<h3>Serviço</h3>
<p>Serão duas sessões: às 15h e às 19h, no auditório do SINTEPP- Av. Piauí, 2506 – São Francisco, com participação da direção, elenco e convidados especiais. É preciso garantir o ingresso com antecedência por esse <strong><a href="https://forms.gle/gYfXXgkkU7sEeb7T6" target="_blank" rel="noopener">formulário online</a></strong> ou pelo WhatsApp (94) 98402-8075.</p>
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		<title>Você sabia que desmatar sai mais caro que recuperar pastagem na Amazônia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 20:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[áreas desmatadas]]></category>
		<category><![CDATA[crime ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[São Féliz do Xingú]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pastagem-recuperada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Já reparou que quando se fala em desmatamento na Amazônia, nunca aparecem os culpados com nome, endereço e CPF? Pois eles estão aí, impunemente. O que sabemos é que não se trata de, como se diz, peixe pequeno, mas bem graúdo, já que derrubar floresta é uma atividade ilegal milionária. Enquanto o paraense dá suor [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pastagem-recuperada-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Já reparou que quando se fala em desmatamento na Amazônia, nunca aparecem os culpados com nome, endereço e CPF? Pois eles estão aí, impunemente. O que sabemos é que não se trata de, como se diz, peixe pequeno, mas bem graúdo, já que derrubar floresta é uma atividade ilegal milionária.</p>
<p>Enquanto o paraense dá suor e sangue na roça, o desmatador fatura milhões com a grilagem de terra roubada do poder público, pagando uma ninharia para que um desempregado qualquer, sem perspectiva de trabalho, receba uns trocados para fazer parte desse comércio ilegal.</p>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> reuniu algumas informações para dimensionar o impacto econômico dessa ilegalidade, muitas vezes relacionada com a expansão da pecuária em nosso Estado. Os pastos cobrem cerca de 90% das áreas desmatadas na Amazônia.</p>
<p>Atualmente, 4 de cada 10 cabeças de gado no Brasil estão na Amazônia Legal, sendo que a baixa produtividade predomina – em média, na área onde seria possível alimentar 33 animais, existem apenas 10 na Amazônia.</p>
<p>O desdobramento a fim de aumentar a produção parece um círculo vicioso em torno do desmatamento, e essa conta sai mais cara que reformar pastagens. Veja abaixo os dados:</p>
<h3>Valor por hectare</h3>
<p>Desmatamento ilegal, muitas vezes, inclui trabalho escravo, formação de quadrilha, grilagem, roubo de madeira entre outros desdobramentos. Isso tudo sem falar em tecnologia, equipamento e pessoal para derrubar madeira na floresta protegida.</p>
<p>Em entrevista ao jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; em 2019, o procurador Joel Bogo afirmou que o custo do desmatamento é de, no mínimo, R$ 800 por hectare, mas pode chegar a R$ 2 mil.</p>
<p>“Depende das condições. Se tem muitas motosserras, por exemplo, ou se usa correntão. Um trator esteira, para abrir os ramais (estradas), custa centenas de milhares de reais. Em um desmate no Acre de 180 hectares, o Ibama encontrou 35 pessoas trabalhando ao mesmo tempo. Em condições análogas à escravidão”, relatou ao jornal.</p>
<h3>Hectare desvalorizado</h3>
<p>O desmatamento produzido entre os anos de 2011 e 2014 deixou a terra brasileira mais barata e essa situação não favorece quase ninguém. Quase. O produtor que comprou novas terras após essa desvalorização contou com uma ajuda do desmatamento, mesmo que ele não tenha derrubado uma só árvore. O preço melhor da terra fez aumentar seu patrimônio e seu volume de produção, enquanto o desmatamento prejudicou produtores sem recursos, que tiveram suas poucas terras desvalorizadas.</p>
<p>Um exemplo é o preço das terras em São Félix do Xingu (PA), município com maior depreciação observada: foi de R$ 2.476/ha em 2017. Sem o desmatamento em anos anteriores, o hectare chegava a valer R$ 6.606.</p>
<p>A afirmação foi comprovada no estudo lançado em 17 de fevereiro de 2022 pelo Instituto Escolhas, feito por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).</p>
<h3>Reforma de pasto</h3>
<p>A reforma de um pasto não sai por menos que R$ 2.982,18 por hectare, mas desmatar custa mais: investimento em maquinário, retirada de tocos de madeira e limpeza saem por, no mínimo, R$ 3 mil por hectare, segundo a Scot Consultoria em estudo encomendado pela WWF, Tropical Forest Alliance (TFA) e fundação Solidariedad.</p>
<p>Para reformar cerca de 100 milhões de hectares de pastos no País, os pecuaristas brasileiros precisariam investir entre R$ 127 bilhões e R$ 246 bilhões, dependendo do grau de devastação e do tipo de tecnologia usada. Essa recuperação de pastagens poderia liberar entre 22,3 milhões e 67,7 milhões de hectare, de acordo com o estudo.</p>
<h3>Comparativo</h3>
<p>Para atender a demanda por ganho de produtividade, sem desmatar novas áreas, seria necessário reformar 170 mil e 290 mil hectares de pasto degradado por ano até 2030, considerando as taxas de crescimento projetadas pelo Ministério da Agricultura (1,4% e 2,4%). Isso equivaleria a reformar somente entre 0,37% e 0,64% da área de pasto existente no bioma, com custo entre R$ 270 milhões e R$ 873 milhões.</p>
<p>O valor da reforma da pastagem chega a ser 72% menor que o custo de abertura de novas áreas por meio do desmatamento (R$ 270 milhões/ano contra R$ 950 milhões/ano, no cenário de crescimento mais conservador), de acordo com informações do pesquisador associado do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Paulo Barreto.</p>
<p>Quando considerados somente o custo de derrubada da vegetação e o plantio de pasto, de fato, o desmatamento é mais atrativo: R$ 1,5 mil por hectare contra R$ 3 mil/ha para recuperação da pastagem. A conta, no entanto, não leva em consideração o custo global da atividade nem o custo ambiental associado.</p>
<p><em>Fontes: Climainfo, O Estado de S. Paulo, Amazônia 2030, G1 e ((o))eco</em></p>
<p class="p1"><b>LEIA TAMBÉM<br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/com-pratica-de-intensificacao-pecuaria-pode-aumentar-producao-sem-abrir-areas/" target="_blank" rel="noopener">Com prática de intensificação, pecuária pode aumentar produção sem abrir áreas</a></b></p>
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		<title>Agricultura sintrópica muda a vida de produtora familiar de São Félix do Xingu</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/agricultura-sintropica-muda-a-vida-de-produtora-familiar-de-sao-felix-do-xingu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 17:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[Cacau Floresta]]></category>
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		<category><![CDATA[São Féliz do Xingú]]></category>
		<category><![CDATA[The Nature Conservancy]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/Rosely_SFX-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho Tem cacau, mas também tem acerola, milho, mandioca, feijão trepa-pau, goiaba, banana e muito mais. A terra é fértil. Tem de tudo nos 3,5 alqueires onde moram Rosely Alves Dias, o marido, um casal de filhos, um neto e outros dois filhos na Colônia Linhares de Paiva, setor Xadazinho, município de São [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/Rosely_SFX-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>Tem cacau, mas também tem acerola, milho, mandioca, feijão trepa-pau, goiaba, banana e muito mais. A terra é fértil. Tem de tudo nos 3,5 alqueires onde moram Rosely Alves Dias, o marido, um casal de filhos, um neto e outros dois filhos na Colônia Linhares de Paiva, setor Xadazinho, município de São Félix do Xingu. Rosely nasceu em Cocalinho, Mato Grosso, e desde 1989 mora no Pará.</p>
<p>As terras de Rosely e sua família é a primeira com implementação na região da chamada agricultura sintrópica, que se resume em não utilizar nada além do que o meio ambiente pode oferecer, em harmonia com a natureza, seguindo sua lógica. O termo se popularizou com a novela &#8220;Velho Chico&#8221;, da TV Globo, em que o personagem Miguel sugere a adoção da agricultura sintrópica nas terras do pai de Olívia.</p>
<p>A implementação do modelo parte de ações da organização <a href="https://www.tnc.org.br/sobre-a-tnc/quem-somos/nossa-equipe/" target="_blank" rel="noopener">The Nature Conservancy</a> (TNC) em parceria com empresas privadas e o Ideflor-Bio, que instalou na área Unidades Demonstrativas de Sistemas Agroflorestais (SAFs).</p>
<blockquote><p>“Vim para o Pará com meus pais. Casei em 1998 e desde então seguimos nas atividades da agricultura familiar. Meu marido já era envolvido com as associações e passei a viver o cooperativismo para lutar por nossos direitos. As coisas não são fáceis, mas não podemos desistir dessa luta. Muita coisa já mudou aqui”, diz a produtora ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<p>Rosely preside a Associação dos Produtores Rurais Aliança do Xingu (Aprax) e, assim como outros associados, recebe apoio do projeto Cacau Floresta, iniciativa da TNC, que teve início em 2012, em São Félix do Xingu. Com a proposta de expandir para outros municípios paraenses e Estados brasileiros, a iniciativa é uma alternativa ao produtor para que ele possa aumentar sua renda de forma sustentável.</p>
<p>“Temos ali um Centro de Referência de Capacitação para associados e produtores da região. Tem muitas pessoas cadastradas de São Félix e de Tucumã. Também apoiamos o viveiro com sementes, mudas e todo monitoramento dessas práticas e renda aos produtores”, afirma o técnico do TNC Samuel Tararan.</p>
<p>A agricultora familiar reforça a importância de parceiros no campo diante da dificuldade geral do produtor rural de escoar sua produção.</p>
<blockquote><p>“Nossas atividades na associação são para as famílias em busca de melhorias de vida, trabalhando com implantação de SAF’s, cacau, produção de mudas de essência florestal em geral, hortaliças e produção de polpas de frutas. E os grandes desafios que enfrentamos são na hora da venda e exportação, pois o município não oferece muitas opções. O único acesso que temos disponível é a feira, o PNAE e o PAA”, conta Rosely, em referência ao Programa Nacional de Alimentação Escolar e Programa de Aquisição de Alimentos.</p></blockquote>
<p>Nem tudo é colheita. A dificuldade para manter a produção é constante e, segundo ela, o maior gargalo é o investimento.</p>
<blockquote><p>“Esse apoio técnico faz muita diferença na nossa vida. Algumas pessoas conseguem linhas de crédito. Nós não conseguimos. A burocracia é muito grande. O discurso para acesso a crédito é muito bonito, mas para acessar, os juros são muito altos. E ainda tem essa insegurança com esse governo. Temos muito medo ainda, mas estamos trabalhando”, desabafa Rosely.</p></blockquote>
<p>Rosely aponta ainda a pulverização de agrotóxicos como um dos principais fatores de insegurança ao produtor por causa de contaminação das lavouras e danos à saúde das comunidades. Segundo a <a href="https://apublica.org/2019/04/coquetel-com-27-agrotoxicos-foi-achado-na-agua-de-1-em-cada-4-municipios-consulte-o-seu/" target="_blank" rel="noopener">agência Pública</a>, nos últimos 10 anos, soja e pecuária foram responsáveis pelo despejo de agrotóxicos sobre a floresta amazônica e outros biomas numa área correspondente a 30 mil campos de futebol.</p>
<blockquote><p>“Estamos plantando, reflorestando. É um orgulho contribuir para a Amazônia e para o mundo. O que nos deixa inseguro é a ameaça do agrotóxico”, conta.</p></blockquote>
<p>“Sabemos que estamos reflorestando, mas nada a gente vê dos órgãos competentes no combate ao agrotóxico. As leis existem só no papel. A gente vive ameaças na região enquanto fazemos esse trabalho que é para o mundo”, acrescenta.</p>
<h3>Agricultura sintrópica</h3>
<p><span class="Apple-style-span">Agricultura sintrópica</span> é o termo designado a um sistema de cultivo agroflorestal baseado no conceito de sintropia. Ele é caracterizado pela organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente.</p>
<p>Essa vertente agrícola busca inspiração na dinâmica natural dos ecossistemas que não sofreram interferência humana para um manejo sustentável.</p>
<p>A <span class="Apple-style-span">agricultura sintrópica</span> foi idealizada e difundida pelo agricultor e pesquisador Ernst Götsch em 1948.</p>
<p>Enquanto trabalhava com pesquisas em melhoramento genético, Ernst começou a se questionar se não seria mais sensato melhorar as condições de vida das plantas, em vez de alterá-las geneticamente para que sobrevivessem à escassez de nutrientes e condições climáticas não ideais.</p>
<p>Assim, ele começou a redirecionar o seu trabalho para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável.</p>
<p>Ernst Götsch chegou ao Brasil em 1982 e, dois anos depois, adquiriu a Fazenda “Fugidos da Terra Seca”, localizada na Bahia. A propriedade é conhecida como Fazenda “Olhos D’água”, pela quantidade de nascentes que foram recuperadas por meio do trabalho sintrópico desenvolvido.</p>
<p>Nesse sistema, as plantas são cultivadas em consórcio e dispostas em linhas paralelas, intercalando espécies de portes e características diferentes, visando ao aproveitamento máximo do terreno e levando em consideração a manutenção e reintrodução das espécies nativas.</p>
<p><em>Fonte: própria e <span class="d-flex align-items-center text-gray">Julia Azevedo para o site <a href="https://www.ecycle.com.br/agricultura-sintropica/" target="_blank" rel="noopener">ecycle</a></span></em></p>
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