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	<title>Santarém &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Santarém &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Vazão do Rio Amazonas cresce e aumenta riscos de erosão e enchentes em comunidades do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 13:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Almeirim]]></category>
		<category><![CDATA[Arquipélago do Marajó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/17-06-2016-santarem-pa-jpg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O aumento da vazão do Rio Amazonas e das suas áreas de inundação provoca impactos cada vez mais visíveis em comunidades ribeirinhas, ecossistemas aquáticos e cidades da Amazônia, especialmente no Pará, onde estão algumas das maiores várzeas do planeta. Um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil, França e Reino Unido publicado no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/17-06-2016-santarem-pa-jpg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O aumento da vazão do Rio Amazonas e das suas áreas de inundação provoca impactos cada vez mais visíveis em comunidades ribeirinhas, ecossistemas aquáticos e cidades da Amazônia, especialmente no Pará, onde estão algumas das maiores várzeas do planeta.</p>
<p>Um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil, França e Reino Unido<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/ae45be/pdf" target="_blank" rel="noopener"> publicado no Environmental Research Letters</a> mostra que pequenas elevações no nível do rio geraram mudanças muito maiores dentro das planícies alagáveis, ampliando enchentes, erosão e alterações ambientais.</p>
<p>De acordo com o estudo, nas últimas décadas, o rio vem sofrendo com secas e inundações cada vez mais extremas. A causa? Mudanças climáticas, que levam em conta o aquecimento global provocado pelo aumento das emissões de gases estufa.</p>
<p>A pesquisa analisou o comportamento das águas entre 1970 e 2023 em áreas do baixo Amazonas, entre Manaus (no Amazonas) e Santarém (no Pará), utilizando imagens de satélite, medições hidrológicas e modelos computacionais.</p>
<p>Os resultados indicam que, desde 2005, a vazão do Amazonas aumentou 4,7% em relação às décadas anteriores. Em algumas várzeas, porém, o crescimento foi ainda mais expressivo. O Lago Grande do Curuai, em Santarém, é um desses exemplos. Por lá, o aumento chegou em 60%.</p>
<blockquote><p>“Já havia estudos mostrando o aumento da vazão no rio, mas não nas planícies”, afirmou a hidróloga Alice Fassoni de Andrade, líder da pesquisa.</p></blockquote>
<p>Segundo os pesquisadores, o fenômeno revela que o sistema amazônico está se tornando mais sensível. Hoje, pequenas mudanças no nível do rio conseguem produzir impactos hidrológicos muito maiores do que no passado.</p>
<h3>Pará entre as áreas mais vulneráveis</h3>
<p>O estudo aponta que o Pará está entre os estados mais expostos aos efeitos dessas mudanças porque concentra grandes áreas de várzea e recebe diretamente a dinâmica do baixo Amazonas.</p>
<p>Municípios como Santarém, Óbidos, Almeirim e regiões insulares do Marajó podem enfrentar enchentes mais frequentes, avanço das águas sobre áreas habitadas, dificuldades de transporte fluvial e danos em estruturas como portos e palafitas.</p>
<figure id="attachment_42735" aria-describedby="caption-attachment-42735" style="width: 862px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-42735" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349.png" alt="" width="862" height="675" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349.png 862w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349-300x235.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349-768x601.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349-150x117.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-15-142349-450x352.png 450w" sizes="(max-width: 862px) 100vw, 862px" /><figcaption id="caption-attachment-42735" class="wp-caption-text">Região habitada da planície inundável do Lago Grande de Curuai, em Santarém (PA), durante a cheia de junho de 2022. Foto: Alice Fassoni /UNB</figcaption></figure>
<p>Em Belém e áreas do estuário amazônico, especialistas também alertam para o aumento da vulnerabilidade urbana e da erosão das margens. O ecólogo Leandro Castello explica que o problema não está apenas na altura das cheias, mas também na velocidade da água.</p>
<blockquote><p>“O estudo mostra que enchentes muito intensas não causam impactos apenas por atingirem níveis elevados de água, mas também porque aumentam a velocidade com que a água se movimenta dentro das planícies de inundação”, comentou.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o aumento da velocidade da água acelera processos de erosão, transporte de sedimentos e deslocamento de matéria orgânica, alterando profundamente o funcionamento das várzeas.</p>
<h3>Impactos na pesca, agricultura e biodiversidade</h3>
<p>As mudanças no regime das águas preocupam porque as várzeas amazônicas dependem de um equilíbrio natural entre seca e cheia. Quando esse ciclo se altera, espécies de peixes perdem áreas de reprodução, árvores adaptadas ao pulso natural das águas podem morrer e toda a dinâmica da fauna e da flora sofre mudanças.</p>
<p>Os efeitos atingem diretamente atividades tradicionais da Amazônia, como a pesca artesanal e a agricultura de várzea. No Pará, a preocupação também envolve a cadeia do açaí,  que depende do comportamento natural das cheias. Além disso, espécies como pirarucu, tucunaré e acará-açu podem enfrentar dificuldades devido à maior intensidade das correntezas em lagos e áreas alagadas.</p>
<blockquote><p>“Ainda é difícil prever com precisão como o aumento da velocidade da água afetará os peixes”, afirmou Castello. “Mas muitas espécies dependem justamente de ambientes de correnteza mais lenta.”</p></blockquote>
<h3>Erosão e desbarrancamentos avançam</h3>
<p>Outro efeito apontado pelos pesquisadores é o avanço dos desbarrancamentos e da perda de terras nas margens dos rios. Fluxos mais intensos aumentam a erosão das várzeas, provocam assoreamento de canais e podem comprometer áreas agrícolas e comunidades inteiras. O fenômeno já é observado em trechos do baixo Amazonas e do estuário paraense.</p>
<p>O ecólogo Jochen Schöngart destaca que a vegetação das várzeas funciona como uma barreira natural contra a força das águas. Ele detalha também que <span style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px;">poucas áreas de várzea estão atualmente protegidas por unidades de conservação.</span></p>
<blockquote><p>“Sem as plantas e árvores da várzea, o impacto das cheias extremas para as populações ribeirinhas seria ainda maior”, declara.</p></blockquote>
<h3>Mudanças climáticas intensificam extremos</h3>
<p>Os pesquisadores associam o aumento das secas severas e das cheias históricas às mudanças climáticas e às alterações no regime de chuvas da Bacia Amazônica.</p>
<p>Dados analisados pelo estudo mostram que eventos extremos vêm se tornando mais frequentes nas últimas décadas. Em 2023, por exemplo, a Amazônia enfrentou uma seca histórica, que elevou a temperatura de lagos a até 41°C e provocou a morte de centenas de botos na região de Tefé.</p>
<p>Já durante as grandes enchentes, como as registradas em 2009 e 2021, as áreas de inundação do Amazonas atingiram vazões recordes. O hidrólogo Rodrigo de Paiva afirma que os modelos climáticos já indicam tendência de intensificação desses extremos.</p>
<blockquote><p>“Existe muita incerteza sobre como essa combinação de mudanças no regime de chuvas vai afetar o Amazonas no futuro”, explicou.</p></blockquote>
<p>Os pesquisadores defendem a ampliação do monitoramento contínuo das várzeas amazônicas e a criação de políticas públicas voltadas à proteção das populações ribeirinhas e da biodiversidade da região. Pra eles, esta é a principal forma de evitar mudanças irreversíveis na composição da fauna e flora amazônicas.</p>
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		<title>Crescimento do turismo em Santarém une desenvolvimento econômico e iniciativas comunitárias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 13:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo de base comunitária]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260422183751-GC00076597-F00301335-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O turismo na cidade de Santarém, no oeste do Pará, está em plena expansão e reforça o papel do município como um dos principais destinos da Amazônia. No último ano, a cidade registrou crescimento de 15% no número de visitantes, que injetaram mais de R$ 200 milhões de reais na economia local. Os dados são [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/20260422183751-GC00076597-F00301335-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O turismo na cidade de Santarém, no oeste do Pará, está em plena expansão e reforça o papel do município como um dos principais destinos da Amazônia. No último ano, a cidade registrou crescimento de 15% no número de visitantes, que injetaram mais de R$ 200 milhões de reais na economia local. Os dados são da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), sistematizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA).</p>
<p>Ao todo, 312.675 turistas passaram pelo município em 2025, frente aos 271.845 registrados em 2024. O aumento foi impulsionado tanto pelo público nacional quanto internacional. Na prática, o número de visitantes brasileiros subiu de 269.166 para 309.541, enquanto o fluxo de estrangeiros passou de 2.679 para 3.134, um crescimento de 17%.</p>
<p>O desempenho também movimentou bastante a economia santarena. A receita gerada pelo setor saltou de R$ 173,7 milhões para R$ 202,4 milhões, um crescimento de 16,5%. Os visitantes nacionais responderam pela maior parte dessa entrada de recursos, com cerca de R$ 201 milhões, enquanto os turistas internacionais contribuíram com aproximadamente R$ 1,4 milhão.</p>
<p>Para o secretário de Estado de Turismo do Pará, Lucas Vieira, os números indicam que os investimentos no setor têm gerado resultados positivos.</p>
<blockquote><p>“Estamos no caminho certo ao investir na promoção dos nossos destinos, na qualificação da oferta turística e na melhoria da infraestrutura. O Pará é a principal porta de entrada da Amazônia, e Santarém é peça-chave nesse processo”, afirmou.</p></blockquote>
<p><strong>Segredos da ‘pérola do tapajós’</strong></p>
<p>O crescimento acompanha uma tendência nacional de recuperação do turismo, com aumento das viagens domésticas e retomada gradual do fluxo internacional. Destinos de natureza, como boa parte das opções da Amazônia, têm ganhado destaque, impulsionados pela busca por experiências mais sustentáveis.</p>
<p>Neste aspecto, a valorização do Turismo de Base Comunitária (TBC) é um dos grandes destaques de Santarém, conhecida como a Pérola do Tapajós e famosa pelos roteiros sustentáveis em localidades próximas como Alter do Chão e Belterra, famosas pelas praias paradisíacas de água doce.</p>
<p>A aposta mais recente inclui roteiros dentro da própria cidade, como o turismo de base comunitária no bairro Pérola do Maicá. A proposta que envolve a participação ativa dos moradores na organização das atividades turísticas pretende ampliar as possibilidades de vivência para os visitantes e gerar renda direta para as comunidades locais da própria cidade.</p>
<p>Lançado neste mês, <a href="https://repositorio.ufopa.edu.br/items/cc579014-31d7-4b91-b21a-7a96f914e417" target="_blank" rel="noopener">o catálogo “Encantos do Maicá”</a>, reúne experiências de moradores e atores sociais importantes no turismo social, registrando também processos de luta e resistência da comunidade, oferecendo um panorama que integra turismo, organização social e realidade territorial.</p>
<p>O material foi fruto de uma parceria entre a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e a Associação de Moradores do Bairro Pérola do Maicá (Ambapem).</p>
<p>De acordo com a Profa. Ana Beatriz Oliveira Reis, do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o catálogo foi criado para integrar o resgate histórico da região e ajuda na construção de um turismo com identidade local.</p>
<blockquote><p>&#8220;A grande interessância desse &#8216;novo turismo&#8217; é que essas pessoas vem com muita fome de conhecer a história loca, a identidade de fato para além do artesanato e das vistas bonitas. O que estamos mostrando no catálogo é um resumo de como nossa história e nossas belezas nos ajudam a ser quem somos e um convite para fazer a experiências e conhecer tudo de perto&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Com investimento de R$ 600 mil, Pará avança na certificação quilombola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:49:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Água Fria de Cima]]></category>
		<category><![CDATA[Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/Quilombo-Agua_Fria_de_cima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Já são 15 comunidades quilombolas reconhecidas pela  Fundação Cultural Palmares em Santarém. A comunidade Água Fria de Cima, situada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, recebeu oficialmente o certificado de remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares. A entrega da certificação ocorreu em Belém, durante o lançamento da etapa paraense do programa federal [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/Quilombo-Agua_Fria_de_cima-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Já são 15 comunidades quilombolas reconhecidas pela  Fundação Cultural Palmares em Santarém. A comunidade Água Fria de Cima, situada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, recebeu oficialmente o certificado de remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.</p>
<p>A entrega da certificação ocorreu em Belém, durante o lançamento da etapa paraense do programa federal Acelera Certificação, que visa desburocratizar e expandir o reconhecimento desses territórios, segundo o site Tapajós de Fato.</p>
<p>O reconhecimento de Água Fria de Cima é fruto de uma mobilização que se estendia por anos. Mirianne Coelho, presidenta da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), ressaltou a importância do marco para os moradores do PAE Lago Grande.</p>
<p>“Nós da FOQS fomos lá, conversamos com a comunidade, ouvimos as histórias e é uma comunidade que merecia o reconhecimento. Agora ela se torna a 15ª certificada em Santarém”, afirmou Mirianne.</p>
<p>Mais do que um título, a certificação é a chave para o acesso a políticas públicas específicas e para a defesa dos direitos territoriais.</p>
<h3>O programa Acelera Certificação</h3>
<p>A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional da Fundação Cultural Palmares para reduzir o abismo entre o número de comunidades existentes e as formalmente registradas. No Pará, o programa conta com um investimento de R$ 600 mil.</p>
<p>A execução técnica está a cargo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em parceria com movimentos sociais como a Malungu e o Instituto Filhos do Quilombo. Com o programa, mais de 30 bolsistas quilombolas foram capacitados para atuar diretamente nas comunidades, realizando levantamento documental e mobilização.</p>
<p>O repasse de recursos foi viabilizado via Termos de Execução Descentralizada entre a Fundação Palmares, o Ministério da Justiça e o Ministério da Cultura.</p>
<p>O estado possui atualmente cerca de 340 comunidades certificadas. No entanto, o potencial de crescimento é vasto: estimativas do IBGE e de movimentos sociais indicam que o número real pode ultrapassar 600 comunidades.</p>
<p>A meta do Acelera Certificação é impulsionar o reconhecimento formal de pelo menos mais 90 territórios em solo paraense nos próximos anos, fortalecendo a governança local e a regularização fundiária</p>
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		<title>Povos indígenas ampliam mobilização contra privatização dos rios amazônicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 16:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Decreto 12.600/2025]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento indigena]]></category>
		<category><![CDATA[Revogação do Decreto 12.600/2025]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_121702_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A ocupação iniciada por lideranças indígenas no porto da Cargill, em Santarém, completa nesta sexta-feira, 20, um mês e já reúne cerca de 1.200 pessoas. O movimento, que teve início com os povos indígenas do Baixo Tapajós, agora reúne também representantes do Médio e Alto Tapajós, além de delegações Kayapó e Panará, ambas vindas do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_121702_Instagram-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A ocupação iniciada por lideranças indígenas no porto da Cargill, em Santarém, completa nesta sexta-feira, 20, um mês e já reúne cerca de 1.200 pessoas. O movimento, que teve início com os povos indígenas do Baixo Tapajós, agora reúne também representantes do Médio e Alto Tapajós, além de delegações Kayapó e Panará, ambas vindas do Mato Grosso. Eles pedem a revogação do Decreto 12.600/2025, que privatiza rios da região, como o Tocantins, Madeira e o Tapajós.</p>
<p>Na última quinta-feira, 19, um ato simbolico da nova fase da mobilização aconteceu no Rio Tapajós, após um grupo de 400 indígenas, distribuídos em quatro embarcações, interceptarem uma balsa de grãos em frente ao porto da Cargill. Segundo a Amazon Watch, o principal objetivo do manifesto foi chamar a atenção da sociedade e do poder público para os impactos da transformação dos rios amazônicos nos corredores de exportação. A mobilização que já ganhou terra e redes sociais agora chega aos rios.</p>
<p>Para os manifestantes, o decreto que inclui os rios no Programa Nacional de Desestatização (PND) amplia a possibilidade de concessões e intervenções que podem afetar diretamente o ecossistema e o modo de vida das populações indígenas.</p>
<figure id="attachment_40939" aria-describedby="caption-attachment-40939" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40939" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-1024x675.jpg" alt="" width="814" height="537" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-1024x675.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-300x198.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-768x506.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-150x99.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram-450x297.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260219_122339_Instagram.jpg 1080w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40939" class="wp-caption-text">Agora, indígenas do Mato Grosso somam ao movimento que completa um mês. Foto: Tukuma Pataxo/APIB</figcaption></figure>
<p>As comunidades defendem a autonomia de seus territórios tradicionalmente ocupados e a preservação de práticas ligadas à dinâmica natural dos rios, como a pesca e a agricultura artesanal.</p>
<p>Em entrevista ao site Um Só Planeta, a liderança indígena do Médio Tapajós, Alessandra Munduruku, afirma que a mobilização conjunta ocorre porque os povos têm consciência de que o decreto pode ameaçar diferentes comunidades da região. Segundo ela, o movimento atua em defesa do futuro territorial da Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Ela (a mudança promovida no decreto) não afeta só o rio. Ela afeta também outros territórios que, muitas vezes, não têm rios grandes, mas têm igarapés. Quando esse decreto aumenta a soja nas regiões, que já está avançando na Amazônia, isso atinge tudo”, frisa.</p></blockquote>
<h3>Reflexo em outras bacias</h3>
<p>As delegações Kayapó e Panará, do Mato Grosso, também demonstram preocupação com os possíveis impactos da inclusão dos rios no programa de desestatização. Para esses povos, a medida pode gerar reflexos em outras bacias hidrográficas e territórios conectados à expansão do agronegócio.</p>
<p>Entre os principais pontos de alerta está o aumento da pressão fundiária próximo a áreas como o território Capoto-Jarina, que, segundo eles, pode sofrer impactos indiretos relacionados à infraestrutura da BR-163 e ao projeto da Ferrogrão (EF-170).</p>
<p>Na avaliação das lideranças, o decreto faz parte de uma política que prioriza a exportação de commodities e pode alterar dinâmicas ambientais em regiões que dependem de igarapés, nascentes e sistemas hídricos interligados. Para eles, a mobilização representa uma ampla frente indígena em defesa dos rios e dos povos da Amazônia.</p>
<figure id="attachment_40734" aria-describedby="caption-attachment-40734" style="width: 814px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-40734" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-1024x735.jpg" alt="" width="814" height="584" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-1024x735.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-300x215.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-768x551.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-150x108.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-450x323.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064-1200x862.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/IMG-20260205-WA0064.jpg 1284w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40734" class="wp-caption-text">Manifestantes indigenas em protesto na cidade de Santarém. Foto: Mídia Indígena/Alessandra Korap</figcaption></figure>
<p>Até o momento, a principal resposta do governo federal foi a suspensão do pregão para a dragagem no Rio Tapajós, anunciada no dia 6 de fevereiro. Para as mais de 1.200 pessoas que permanecem acampadas, no entanto, a medida não é suficiente. Alessandra reforça que a única solução aceita pelas lideranças é a revogação do decreto.</p>
<blockquote><p>“Enquanto o Lula não revogar esse decreto, a luta vai aumentar”, alerta.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/o-tapajos-como-sujeito-por-que-os-povos-tradicionais-pararam-o-pregao-da-dragagem/"><strong>O Tapajós como sujeito: por que os povos tradicionais pararam o pregão da dragagem?</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-santarem-indigenas-protestam-contra-dragagem-do-rio-tapajos-ha-14-dias/"><strong>Em Santarém, indígenas protestam contra dragagem do Rio Tapajós há 14 dias</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/agrotoxicos-sufocam-comunidades-tradicionais-no-baixo-tapajos/" target="_blank" rel="noopener">Agrotóxicos sufocam comunidades tradicionais no Baixo Tapajós</a></strong></p>
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		<title>Mudanças climáticas afetam quase 500 mil estudantes na Amazônia, aponta Unicef</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[UNICEF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios. Santarém, no oeste do Pará, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/461986448-18287236504230406-7116251328484301723-n-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca extrema que atingiu a Amazônia em 2024 alterou profundamente a rotina escolar de milhares de crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Unicef, 436 mil estudantes enfrentaram interrupções nas aulas, falta de água e dificuldades de acesso a serviços básicos, consequência direta da queda recorde no nível dos rios.</p>
<p>Santarém, no oeste do Pará, concentrou parte das comunidades mais impactadas, chegando a receber a Declaração de Situação de Recursos Hídricos, no trecho baixo do rio Tapajós. Lá, as secas interferiram diretamente no transporte escolar e na alimentação de quem vive nas comunidades, gerando isolamento.</p>
<p>Professores, como Lucas Souza, precisaram ajustar as técnicas de trabalho diariamente entre outubro de 2024 e janeiro de 2025: atividades impressas, já que nem todos conseguiram acompanhar por celular, aulas remotas e até flexibilidade nos de calendários escolares.</p>
<blockquote><p>&#8220;Mesmo nos empenhando, não dá para negar que houve prejuízo. Imprimimos as atividades para as crianças menores e acompanhávamos as equipes que entregavam as cestas básicas para deixar as atividades da semana. Sempre que algum grupo de saúde ou assistência ia até essas comunidades, nós acompanhávamos. Digo que houve prejuízo porque, além do esforço diário no acesso à educação, algumas estavam passando fome também, porque o rio secou&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>O relato de Lucas também reforça outro ponto abordado no estudo: o agravamento de vulnerabilidades que vão da alta de água potável, prejuízos à agricultura e temperaturas cada vez mais altas, gerando doenças respiratórias, dores de cabeça e queda na concentração.</p>
<p>Para o Unicef, os efeitos mais severos foram observados em comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais, que dependem diretamente dos rios para acessar a escola. A crise climática, reforçada por queimadas e mudanças nos padrões de chuva, criou um ciclo de prejuízos que ultrapassa a educação e afeta direitos básicos dessas populações.</p>
<p>Em todo o Brasil, os eventos climáticos fizeram 1,17 milhão de estudantes perderem dias letivos em 2024 &#8211; o dobro da média do ano anterior. No mundo, mais de 242 milhões de crianças tiveram aulas interrompidas por secas, enchentes e ondas de calor.</p>
<p>Na COP30, encerrada no último sábado (22), crianças e adolescentes de diferentes regiões apresentaram uma carta denunciando o cotidiano de calor extremo e deslocamentos cada vez mais difíceis. Embora os efeitos da crise climática na educação ainda tenham pouco destaque nas negociações globais, a COP de Belém trouxe fôlego e relatos de sobreviventes, que pedem a urgência da inclusão da pauta nas estratégias de adaptação climática.</p>
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		<title>Amazônia enfrenta um rápido crescimento de temperaturas extremas, aponta relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 16:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Alenquer]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Amazonas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/dji-0036-wzKvzo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo e abrangente relatório, lançado poucas semanas antes da COP30, aponta que a Amazônia enfrenta um rápido crescimento de temperaturas extremas e de estresse hídrico. O estudo, que fornece uma avaliação atualizada das mudanças climáticas na região ao longo de mais de quatro décadas, revela que 10% da bacia amazônica registra aumentos de temperatura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/dji-0036-wzKvzo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo e abrangente relatório, lançado poucas semanas antes da COP30, aponta que a Amazônia enfrenta um rápido crescimento de temperaturas extremas e de estresse hídrico.</p>
<p>O estudo, que fornece uma avaliação atualizada das mudanças climáticas na região ao longo de mais de quatro décadas, revela que 10% da bacia amazônica registra aumentos de temperatura de pelo menos 0,77 °C por década, o que resulta em um aquecimento acumulado de mais de 3,31 °C desde 1981.</p>
<p>Liderada por cientistas da Universidade de Lancaster e que envolveu uma equipe internacional de mais de 50 pesquisadores com apoio da WWF-UK, detalha que a média dos extremos climáticos tem se agravado nos últimos 43 anos.</p>
<p>Os autores destacam que essas mudanças extremas não são evidentes ao analisar apenas as temperaturas médias da região, que estão aumentando 0,21 °C por década — uma taxa que está em linha com o aquecimento médio global.</p>
<h3>Baixo Amazonas</h3>
<p>No Pará, os piores indicadores são voltados para a região do Baixo Amazonas, que contempla municípios do oeste do estado como Almeirim, Alenquer, Belterra, Santarém, entre outros. Em 2024, a região viveu a pior seca da história, deixando comunidades inteiras sem acesso à água e a alimentos, em função dos baixos índices do rio Tapajós.</p>
<p>Embora o ápice da seca, até o momento, tenha ocorrido no ano de 2024, tudo começou ainda em 2023, quando o fenômeno El Niño provocou redução recorde nos níveis do rio Tapajós, configurando estresse hídrico e situação de calamidade.</p>
<p><span style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px;">O professor Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, principal autor do relatório, afirma que </span>“é durante os períodos mais quentes e secos que os danos são maiores”, explica. A <span style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px;">pesquisadora Dra. Nathália Carvalho, do Lancaster Environment Centre, informa ainda que </span>“as regiões mais afetadas por esses extremos não são as mesmas que aquelas mais impactadas pelas mudanças médias”, afirma.</p>
<p>Na prática, isso significa que as mudanças não estão ocorrendo de forma uniforme, exigindo ainda mais agilidade no desenvolvimento de políticas eficazes de adaptação climática.</p>
<p>De acordo com a especialista em conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, as secas consecutivas de 2023 e 2024 afetaram diretamente o modo de vida de comunidades tradicionais, mesmo em áreas onde a floresta está preservada.</p>
<blockquote><p>“Manter a floresta em pé não tem sido suficiente para protegê-las dos extremos. Faltou água de qualidade, alimentos e até medicamentos naturais”, relata Correa.</p></blockquote>
<p><strong>Alerta para a COP30 </strong></p>
<p>O relatório reforça também que muitos dos extremos registrados não podem ser explicados apenas por fatores locais, como o desmatamento, pois as mudanças climáticas globais estão impactando até mesmo regiões bem preservadas da floresta.</p>
<blockquote><p>“As emissões globais estão por trás desse cenário alarmante”, destaca o professor Barlow. “E isso exige ações urgentes em escala internacional.”</p></blockquote>
<p>Já Joice Ferreira, da Embrapa, chama a atenção para as consequências sociais, especialmente na segurança alimentar:</p>
<blockquote><p>“Produtos como o açaí, que garantem sustento a muitas famílias, estão ameaçados. Isso enfraquece a rede de proteção que a floresta oferece e pode prejudicar políticas públicas em andamento, como os planos de restauração florestal.”</p></blockquote>
<p>Em sua conclusão, o relatório termina com um apelo para a tomada de ações urgentes de adaptação e mitigação, que incluem desde a redução do desmatamento até medidas complementares para lidar com incêndios florestais, a proteção de rios e o apoio para comunidades locais.</p>
<blockquote><p>“A COP30 precisa ser um marco decisivo na luta global contra as mudanças climáticas. O crescimento explosivo dos extremos climáticos na Amazônia é um alerta que o mundo não pode ignorar&#8221;, diz o<span style="font-family: 'Public Sans', system-ui, sans-serif; font-size: 14px;"> cientista-chefe da WWF-UK, Dr. Mike Barrett</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Viveiro comunitário se transforma em laboratório de sustentabilidade e geração de renda no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 16:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Bionama]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade de Curucunã]]></category>
		<category><![CDATA[Curucunã]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Josiane Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-🌱💚amazonia-viveiro-biotechnologist-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A estrada para chegar ao distrito de Alter do Chão passa por diversas comunidades que sobrevivem do Turismo de Base Comunitária (TBC). A atividade proporciona imersão em práticas de sustentabilidade e costumes de povos centenários, atraindo a atenção de quem procura as praias do ‘Caribe brasileiro’ e de quem está em busca de novas perspectivas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-🌱💚amazonia-viveiro-biotechnologist-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A estrada para chegar ao distrito de Alter do Chão passa por diversas comunidades que sobrevivem do Turismo de Base Comunitária (TBC). A atividade proporciona imersão em práticas de sustentabilidade e costumes de povos centenários, atraindo a atenção de quem procura as praias do ‘Caribe brasileiro’ e de quem está em busca de novas perspectivas de produção sustentável.</p>
<p>A 7 km de Santarém, pela PA-457, encontra-se a comunidade de Cucurunã. No coração da localidade, um viveiro comunitário de plantas medicinais e alimentícias é o alicerce da Bionama. A empresa transforma bioativos da floresta em biocosméticos e bioalimentos, com produção baseada em conhecimento científico e rastreabilidade total da cadeia produtiva.</p>
<p>Josiane Almeida, uma das fundadoras da empresa, conta que a ideia nasceu após conversas e desabafos com um amigo, Gabriel Ranieri. Ele possui experiência em setores do empreendedorismo e ela, atuando como pesquisadora, nutria uma frustração por não ver suas pesquisas saindo dos laboratórios e ganhando vida, gerando impacto real na vida das pessoas.</p>
<blockquote><p>“Dessa inquietação surgiu um propósito comum: transformar o conhecimento científico em produtos que valorizassem a região amazônica e, ao mesmo tempo, devolvessem à população um alimento de qualidade”, relembra.</p></blockquote>
<p>A união de forças fez surgir a primeira iniciativa da dupla: um viveiro comunitário de plantas medicinais e alimentícias em Cucurunã, conhecida pela sua produção de farinha de mandioca e derivados como o tucupi, beiju cica, beiju mole e a farinha de tapioca. Josiane conta que o viveiro virou um marcador especial na história da comunidade, um “verdadeiro laboratório vivo de práticas sustentáveis, inovação social e geração de renda”, diz.</p>
<h3>Renda justa e visibilidade</h3>
<p>Os principais insumos para óleos essenciais, cremes de massagem e até de um brownie proteico com crocante de castanha do Pará, entre outros produtos, vêm do viveiro comunitário de Cucurunã, considerado a base do projeto, funcionando como um espaço de aprendizado e de trabalho coletivo.</p>
<figure id="attachment_37240" aria-describedby="caption-attachment-37240" style="width: 538px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-37240" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-25-132957-300x260.png" alt="" width="538" height="466" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-25-132957-300x260.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-25-132957-150x130.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-25-132957-450x389.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-25-132957.png 675w" sizes="(max-width: 538px) 100vw, 538px" /><figcaption id="caption-attachment-37240" class="wp-caption-text">Brownie proteico com crocante de Castanha-do-Pará, o primeiro item alimentício da Bionama. Foto: Bionama</figcaption></figure>
<p>As famílias envolvidas recebem renda justa e capacitação em boas práticas de cultivo e beneficiamento. Dessa forma, elas se tornam parte ativa de uma cadeia produtiva que valoriza o território e o conhecimento local.</p>
<blockquote><p>“O benefício vai além do financeiro: há um sentimento de pertencimento e orgulho em ver que a biodiversidade da Amazônia pode se transformar em produtos de qualidade, gerados dentro da própria comunidade e pensados para chegar ao mercado”, destaca Josiane, revelando que um dos objetivos da iniciativa é replicar as ideias desenvolvidas em Cucurunã dentro de outras comunidades, para ampliar a rede de impacto e criar outras oportunidades de trabalho e renda.</p></blockquote>
<figure id="attachment_37241" aria-describedby="caption-attachment-37241" style="width: 626px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-37241" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-300x225.jpg" alt="" width="626" height="470" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-300x225.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-1024x768.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-768x576.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-150x113.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2-450x338.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/Inicio-de-um-sonho-os-primeiros-passos-do-nosso-viveiro-&#x1f331;&#x1f49a;amazonia-viveiro-biotechnologist-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 626px) 100vw, 626px" /><figcaption id="caption-attachment-37241" class="wp-caption-text">Mudas de plantas medicinais e alimentícias para plantio no viveiro</figcaption></figure>
<h3>Parcerias</h3>
<p>A cofundadora destaca duas parcerias principais para ‘dar forma’ ao sonho: a comunidade de Curucunã e a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), gerando colaboração científica e produtiva entre a comunidade e o ambiente acadêmico.</p>
<blockquote><p>“A iniciativa envolve diretamente três pessoas da comunidade do Cucurunã e suas famílias, que participam ativamente do manejo e do viveiro, fortalecendo vínculos comunitários, dando visibilidade ao conhecimento tradicional e trazendo novas perspectivas de futuro para quem vive no território. Além disso, contamos com uma parceria próxima à UFOPA. Essa relação é construída em trocas muito ricas: nós levamos os desafios reais do dia a dia — como padronização de insumos, cultivo e aproveitamento de espécies amazônicas — e a universidade contribui com suporte técnico, pesquisas, análises laboratoriais e formação de estudantes”, explica, frisando o fortalecimento comunitário e acadêmico como fruto da atuação conjunta.</p></blockquote>
<p>Uma experiência recente foi a participação no programa Floresta+, que apoia iniciativas sustentáveis no Pará. Segundo Josiane, a iniciativa recebeu apoio técnico para melhorar a rastreabilidade e a governança socioambiental, além de orientações para ampliar seu impacto na comunidade e na conservação da floresta.</p>
<p>No entanto, ela destaca que o principal resultado do projeto foi o fortalecimento da autoestima dos participantes da cadeia produtiva da Bionama.</p>
<blockquote><p>“O Floresta+ nos mostrou que iniciativas nascidas em comunidades amazônicas podem, sim, ganhar escala e reconhecimento. Para nós, foi um incentivo enorme para seguir firmes, com a certeza de que estamos no caminho certo ao unir ciência, comunidade e sustentabilidade em um mesmo propósito”, celebra.</p></blockquote>
<p>Os produtos desenvolvidos estão em fase de validação e certificação junto aos órgãos do setor, mas a expectativa é de iniciar as vendas já em 2026. Além de começar com todas as certificações necessárias, outra oportunidade se desenha com a possibilidade de participação na COP30, em Belém.</p>
<blockquote><p>“Acreditamos que levar essa experiência para um evento do porte da COP30 ajuda a mostrar que soluções de impacto não nascem apenas em grandes centros, mas também em comunidades da Amazônia que unem ciência, tradição e empreendedorismo”, diz.</p></blockquote>
<figure id="attachment_37242" aria-describedby="caption-attachment-37242" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-37242" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12-300x209.jpeg" alt="" width="606" height="422" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12-300x209.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12-768x534.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12-150x104.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12-450x313.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-24-at-12.07.12.jpeg 828w" sizes="(max-width: 606px) 100vw, 606px" /><figcaption id="caption-attachment-37242" class="wp-caption-text">Fundadores da Bionama, estudantes e pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará que colaboram no projeto</figcaption></figure>
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		<title>Negócios de sociobioeconomia amazônica apresentam soluções inovadoras em Santarém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 15:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bioeconomia no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Floresta+ Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[Tapajós Bioeconomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-19-at-13.54.08-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta semana, a Universidade Federal do oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, sediou o encontro de encerramento do Programa de Aceleração do Projeto Floresta+ Amazônia. Durante o evento, nove empreendimentos locais apresentaram suas soluções inovadoras, reforçando o potencial da bioeconomia como motor do desenvolvimento sustentável. O programa, que faz parte da Secretaria Nacional de Bioeconomia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-19-at-13.54.08-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nesta semana, a Universidade Federal do oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, sediou o encontro de encerramento do Programa de Aceleração do Projeto Floresta+ Amazônia. Durante o evento, nove empreendimentos locais apresentaram suas soluções inovadoras, reforçando o potencial da bioeconomia como motor do desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O programa, que faz parte da Secretaria Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apoia negócios em estágio avançado, fornecendo mentorias e capacitações para que eles possam ganhar escala e acessar novos mercados.</p>
<p>Cada empreendimento teve a oportunidade de apresentar seu <em>pitch</em> para uma banca especializada e para investidores, mostrando os resultados alcançados, os aprendizados e os planos para o futuro.</p>
<p>Durante o encontro de encerramento, cada representante destacou resultados, aprendizados e planos de expansão. As apresentações foram avaliadas por uma banca especializada e acompanhadas por investidores e atores-chave da bioeconomia.</p>
<blockquote><p>“A bioeconomia é uma ferramenta essencial para promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Com esse programa, buscamos estimular práticas que aliam conservação ambiental e geração de renda, fortalecendo um modelo econômico que respeita as particularidades da floresta e de suas populações”, conta Bruna De Vita, diretora do Departamento de Políticas de Estímulo à Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).</p></blockquote>
<p>O assessor técnico da Modalidade Inovação do Projeto Floresta+ Amazônia, Giuliano Guimarães, reforça que o Programa de Aceleração tem um papel fundamental para a conservação da floresta.</p>
<blockquote><p>“O programa foi uma oportunidade de desenvolver as atividades dos negócios a partir da valorização da sociobioeconomia local, que contribuem para a conservação da floresta. O apoio que foi dado a esses empreendimentos permitirá que essas soluções se materializem, ganhando escala e gerando impactos positivos na região, melhorando ainda mais seus produtos e se consolidando no mercado como marca de produção exclusivamente amazônica”, destacou Giuliano Guimarães.</p></blockquote>
<p>Confira a lista de negócios participantes:</p>
<ol>
<li><strong>Amazonizar-se</strong>: democratiza o turismo de base comunitária em Santarém, conectando visitantes a experiências autênticas com comunidades tradicionais</li>
<li><strong>Bionama</strong>: dedica-se ao cultivo e processamento de produtos naturais da floresta, com foco em soluções sustentáveis para o mercado</li>
<li><strong>Cooperativa Turiarte</strong>: promove o turismo sustentável e valoriza o artesanato local em comunidades amazônicas</li>
<li><strong>Trançados do Arapiuns</strong>: atua com artesanato regional a partir da palha de tucumã, utilizando tingimento natural e valorizando saberes tradicionais</li>
<li><strong>Samaúma Óleos Vegetais da Amazônia</strong>: transforma plantas nativas em óleos e manteigas naturais, como andiroba, cupuaçu e cacau, fortalecendo cadeias comunitárias</li>
<li><strong>Muriki Experiências</strong>: agência especializada em turismo de experiências no Oeste do Pará, conectando visitantes à biodiversidade e cultura local</li>
<li><strong>Mahá Biocosméticos</strong>: desenvolve cosméticos capilares veganos e sustentáveis, formulados com insumos amazônicos em parceria com a UFOPA+</li>
<li><strong>Cuia Nanofilter</strong>: startup nanotecnológica de purificação de água, que remove metais pesados e pesticidas, oferecendo segurança hídrica a comunidades vulneráveis</li>
<li><strong>Artes Vitor Matos</strong>: trabalho do artista e artesão tapajônico que resgata saberes ancestrais e valoriza a cultura indígena por meio do artesanato.</li>
</ol>
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		<title>UFOPA e instituições internacionais vão monitorar queimadas na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 18:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[CarbonARA-Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[monitoramento]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[UFOPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/flona-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, recebeu mais de três toneladas de equipamentos, avaliados em R$ 30 milhões, para monitorar a emissão de queimadas na Amazônia. Os equipamentos fazem parte do projeto CarbonARA-Brazil, iniciativa científica internacional coordenada pelo King`s College London, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA). Ao longo de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/flona-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, recebeu mais de três toneladas de equipamentos, avaliados em R$ 30 milhões, para monitorar a emissão de queimadas na Amazônia. Os equipamentos fazem parte do projeto CarbonARA-Brazil, iniciativa científica internacional coordenada pelo King`s College London, com financiamento da Agência Espacial Europeia (ESA).</p>
<p>Ao longo de dois anos, o projeto composto por um consórcio de instituições nacionais e estrangeiras, pretende aprofundar os conhecimentos sobre os fluxos de carbono, os impactos das queimadas e o papel da Amazônia no balanço climático global.</p>
<h3><strong>Como funciona o projeto?</strong></h3>
<p>A execução vai utilizar aplicação de tecnologias avançadas de sensoriamento terrestre, aéreo e orbital. A montagem dos equipamentos será realizada em início de setembro, por meio de uma força-tarefa internacional composta por pesquisadores de instituições do Brasil e da Europa que integram a iniciativa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que lidera a iniciativa no Brasil; a University of Milano-Bicocca (Inimib) da Itália; Royal Belgian Institute for Aeronomy (Bira) da Bélgica; Britis Antarctic Survey (BAS) do Reino Unido; entre outros parceiros.</p>
<p>Após essa etapa, será realizada a primeira campanha de campo para coletar dados, que ocorrerá nos meses de setembro e outubro deste ano. Um dos destaques será a utilização de uma aeronave pertencente à British Antarctic Survey (BAS), instituição britânica que realiza pesquisas na Antártica, para monitoramento, que será em tempo real, sobrevoando focos de incêndio, além do uso de drones.</p>
<p>O projeto prevê ainda a instalação de uma torre de monitoramento na Fazenda Experimental da Ufopa e a utilização de dados fornecidos por satélites da Agência Espacial Europeia (ESA). A iniciativa também contará com atividades de extensão e de divulgação científica, como seminários e visitas guiadas à aeronave de monitoramento.</p>
<h3><strong>Participação regional</strong></h3>
<p>A Ufopa é a única universidade da região amazônica a compor esta rede global de pesquisa, sendo responsável pela coordenação das atividades científicas no território local, em especial na região do Baixo Tapajós.</p>
<blockquote><p>“São equipamentos que vão monitorar as emissões de queimadas da região, ou seja, os aerossóis que estão na fumaça, como fuligem, poeira, além de todos os tipos de gases do efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Por isso, o projeto tem a ver com a temática de mudanças climáticas. Tudo vai ser monitorado, medido, por instrumentos que vão ficar no chão, em drones, avião e em satélites que vão estar a vários quilômetros de altura”, explica o professor da Ufopa Júlio Tota, coordenador local do projeto. “É um projeto de cunho científico, que traz uma oportunidade única de passar os resultados científicos para a população”.</p></blockquote>
<p>Júlio explica que o projeto se baseia em três componentes principais de observação e coletas de medidas: terrestre, aérea e orbital, que terá papel fundamental para uma investigação completa e detalhada sobre o tema:</p>
<blockquote><p>“Esse é o objetivo do projeto: entender como as queimadas evoluem, o que emitem para atmosfera e como interagem com a formação de nuvens e com a circulação do ar. Entender os efeitos da deposição da fumaça que as pessoas respiram sobre a vegetação de gramínea que o gado come, por exemplo”. “Vamos integrar tudo isso para verificar também como a alteração da circulação do ar realmente pode afetar o microclima e, possivelmente, a longo prazo, de que forma esses períodos de queimadas mais intensas e prolongadas possam, de fato, mudar o clima aqui na região”, conclui.</p></blockquote>
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		<title>Sociobiodiversidade é tema central de evento Pré-COP 30 em Santarém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 17:33:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[pré-cop]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[sociobiodiversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/14615_9bea7966-470e-7270-b06a-40048e58005c-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) está com inscrições abertas para um evento Pré-COP 30, que será realizado nos dias 28 e 29 de agosto, em Santarém. A iniciativa busca garantir a participação ativa de atores locais nas discussões que antecedem a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/14615_9bea7966-470e-7270-b06a-40048e58005c-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="p1"><span class="s1">A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) está com inscrições abertas para um evento Pré-COP 30, que será realizado nos dias 28 e 29 de agosto, em Santarém. A iniciativa busca garantir a participação ativa de atores locais nas discussões que antecedem a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para novembro, em Belém (PA).</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Com o tema “Universidades pela Sociobiodiversidade: Movimentos da Amazônia para o Mundo”, o evento pretende mobilizar a comunidade acadêmica e a população em geral para refletir sobre os desafios climáticos e o papel estratégico da Amazônia. A programação contará com a presença de instituições de ensino e pesquisa da região, além do apoio de organizações da sociedade civil.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Entre as atividades previstas estão palestras técnicas, plenárias, audiências públicas e apresentações culturais. Pesquisadores, representantes políticos e artistas da Amazônia participarão dos debates, promovendo o intercâmbio científico e cultural e fortalecendo os laços entre universidade e sociedade.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A coordenação do evento destaca ainda o objetivo de despertar o interesse de estudantes pela pesquisa científica voltada às mudanças climáticas. Parte da programação será transmitida online, ampliando o alcance das discussões sobre o futuro da Amazônia e do planeta.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Os interessados em participar do evento têm até o dia 25 de agosto para realizar a inscrição, feita exclusivamente por meio do site da Ufopa. Para quem desejar atuar como voluntário no evento, as inscrições são feitas exclusivamente online, até 15 de julho.</span></p>
]]></content:encoded>
					
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