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	<title>SAF &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>SAF &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Três gerações de agricultores e o sonho de uma agrofloresta produtiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 20:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Aliando tradição, aprendizado e inovação, a produção diversa e sustentável da família Suzuki, no município de Tomé-Açu, dá o exemplo de como garantir o fortalecimento da agricultura sem abrir mão da importância da floresta. Na área de cerca de 400 hectares, três gerações convivem, aprendem e repassam conhecimentos uns aos outros para manter de pé [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-35-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Aliando tradição, aprendizado e inovação, a produção diversa e sustentável da família Suzuki, no município de Tomé-Açu, dá o exemplo de como garantir o fortalecimento da agricultura sem abrir mão da importância da floresta. Na área de cerca de 400 hectares, três gerações convivem, aprendem e repassam conhecimentos uns aos outros para manter de pé um modelo de desenvolvimento com benefícios econômicos, ambientais e sociais para a Amazônia.</p>
<p>Esse modelo é baseado nos sistemas agroflorestais (SAF) em que são cultivados dendê, pimenta, cacau, açaí, ipê, andiroba e outras espécies nativas, além da criação de abelhas sem ferrão que ajudam na polinização das plantas e na produção de mel. O resultado é uma produção variada, com diferentes opções de geração de renda a curto, médio e longo prazos e que ajuda a proteger a biodiversidade da região.</p>
<p>Outra vantagem é que o SAF-Dendê, sistema em que a extração do óleo da palma é a principal atividade, se mostra mais rentável. A produtividade pode chegar a 180 kg de cachos de fruto por planta contra 139 kg do monocultivo. Além disso, em média, o teor de óleo chega a 24,7%, enquanto que a literatura científica aponta que o rendimento de óleo dos cachos varia de 18% a 22%.</p>
<p>A missão de tocar o negócio familiar no futuro será da engenheira florestal Patrícia Mie Suzuki, de 27 anos, que trabalha ao lado do pai e do avô, Ernesto e Koji Suzuki. Ela viu de perto o processo de introdução e consolidação dos SAFs nas últimas duas décadas e comprova os impactos positivos que o sistema trouxe.</p>
<blockquote><p>“A gente consegue observar essa camada mais superficial (do solo), a camada que tem mais matéria orgânica. Essa superfície é extremamente importante para o desenvolvimento das plantas. Quando iniciou o sistema, foi feita a análise do solo e a camada superficial era de apenas 5 cm, só que agora já aumentou para 34 cm. É um sistema que está transformando esse solo de uma forma muito positiva”, comentou a engenheira.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34007" aria-describedby="caption-attachment-34007" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34007 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/CABRON-MDT-TOME-ACU-58-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34007" class="wp-caption-text">SAFs são alternativa para produzir alimentos com sustentabilidade. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A organização do SAF-Dendê também é uma forma de amenizar o calor extremo em períodos secos e proteger o solo para que mantenha a matéria orgânica e os nutrientes necessários para o crescimento das plantas. Outro ponto positivo é que as agroflorestas também favorecem a biodiversidade, atraindo pássaros, polinizadores e outros animais tornando o sistema um corredor ecológico.</p>
<p>Patricia Suzuki participa da <a href="https://www.instagram.com/maosdatransicao/" target="_blank" rel="noopener">campanha Mãos da Transição</a> que visa inspirar os jovens agricultores com menos de 30 anos a adotar práticas sustentáveis na produção de alimentos. Pensando em promover estratégias que melhorem o solo, aumentam a produtividade, agreguem valor e tornem o campo mais resiliente às mudanças do clima, o projeto divulga ações com SAF, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens, plantio direto, entre outras.</p>
<blockquote><p>“É algo apaixonante porque é algo em que a gente está aliando o alimentar, o trazer a comida à mesa das pessoas, com a natureza que é o essencial porque nos fornece todos os serviços ambientais”, ressalta</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DuoxSVRs8xM?si=mnPoHq1eq8tOA8Fx" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Para conhecer essa e outras soluções que mostram que é possível dar continuidade aos negócios familiares e inovar com tecnologias e práticas que respondem aos desafios do século 21, confira outras histórias e ideias no <a href="https://maosdatransicao.org/" target="_blank" rel="noopener">site do projeto Mãos da Transição</a>.</p>
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		<title>Conheça os diferenciais que fizeram o cacau paraense conquistar o mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 18:58:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Renato-Preuss-Kakao-Blumenn-e1744390929915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Chocolate não é tudo igual e quem já provou chocolate feito com amêndoas de cacau paraenses sabe bem disso. Maior produtor de cacau do País, o Pará se destaca no mercado não só pela quantidade de frutos que abastecem grandes indústrias, mas também pela qualidade da produção, que  cada vez mais chama [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Renato-Preuss-Kakao-Blumenn-e1744390929915-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Chocolate não é tudo igual e quem já provou chocolate feito com amêndoas de cacau paraenses sabe bem disso. Maior produtor de cacau do País, o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/maior-produtor-de-cacau-do-pais-para-estima-produzir-mais-de-152-mil-toneladas-do-fruto-em-2024/">Pará se destaca no mercado não só pela quantidade de frutos</a> que abastecem grandes indústrias, mas também pela qualidade da produção, que  cada vez mais chama atenção do mercado nacional e internacional.</p>
<p>As principais razões para isso são o fato de que o cacaueiro é uma espécie típica da Amazônia. Isso significa que por aqui é possível encontrar árvores seculares e com diversas variedades de frutos com características especiais e que podem gerar produtos únicos. Outro fator importante para a qualidade do fruto é o modelo de produção: os principais polos produtores do estado adotam o Sistema Agroflorestal (SAF).</p>
<p>Nas agroflorestas, o cacaueiro divide uma mesma área com árvores de maior porte que lhe dão sombra e ajudam o seu desenvolvimento. Além disso, ali também são cultivadas outras espécies frutíferas que atraem insetos e outros animais, tornando o ambiente e o solo mais biodiverso e rico em nutrientes. Isso faz com que os produtos tenham uma característica mais selvagem e incorporem no sabor as notas de todos esses processos.</p>
<blockquote><p>“A pessoa que tem uma degustação mais apurada para um cacau fino quer saber de onde vem o cacau, como é o pé, saber como faz aquele cacau, ela dá mais valor para o cacau que está comprando”, afirma Renato Preuss, proprietário da Kakao Blumenn.</p></blockquote>
<p>O agricultor familiar comanda, junto com a esposa, Verônica Preuss, o sítio Santa Catarina, no município de Brasil Novo, na região da Transamazônica.</p>
<p>Atualmente, 70% da produção total de cerca de 6 toneladas por ano da família Preuss é vendida para chocolatiers que adotam o processo bean-to-bar (do &#8220;grão para a barra&#8221;), em que os fabricantes compram amêndoas selecionadas por sua origem para fabricar chocolates artesanais.</p>
<p>Os outros 30% são usados na fabricação dos chocolates da marca própria, a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/no-brasil-novo-a-uniao-de-mulheres-fez-nascer-um-chocolate-com-qualidade-reconhecida-nacionalmente/">Kakao Blumenn</a>. São 18 produtos, entre barras, bombons, gotas e nibs que combinam o cacau nativo com castanha, cupuaçu, cumaru, jambu e pimenta. Tudo com certificação sustentável.</p>
<figure id="attachment_19036" aria-describedby="caption-attachment-19036" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-19036 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-1024x672.jpeg" alt="" width="1024" height="672" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-1024x672.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-300x197.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-768x504.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-150x98.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12-450x295.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-04-at-00.15.12.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-19036" class="wp-caption-text">O casal Verônica e Renato Preuss produz cacau em SAF. Foto: @kakaoblumennoficial</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A procura pela amêndoa da nossa região é muito grande porque o cacau da Transamazônica já é reconhecido como de muita qualidade. Temos clientes do bean-to-bar, para quem vendemos o excedente da nossa produção, no Brasil inteiro”, pontua Verônica Preuss.</p></blockquote>
<h3>Exportação para o Japão</h3>
<p>Já em Tomé-Açu, no nordeste paraense, quem ganha destaque são os produtores cooperados da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) que conseguiram espaço no mercado internacional justamente por oferecer um cacau com selo de indicação geográfica que reconhece as qualidades especiais da amêndoa da região.</p>
<p>No chamado <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-ajudam-cacau-de-tome-acu-a-resistir-ao-calor-extremo-da-seca/">Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (Safta)</a>, os agricultores têm cultivos de cacau combinados com pimenta-do-reino, açaí, dendê e diferentes frutas. A quantidade de cacau é menor do que se fosse uma monocultura, porém os produtores ganham pela venda dos outros cultivos e pelo valor agregado que uma cultura sustentável tem, o que vem sendo cada vez mais valorizado principalmente por consumidores mais exigentes com critérios socioambientais.</p>
<blockquote><p>“Nós exportamos há mais de 10 anos a amêndoa do nosso sistema agroflorestal. Eles (compradores) não querem um produto da monocultura, eles querem um produto mais harmônico com a natureza. O nosso produto tem isso por causa do selo do Safta”, comenta Alberto Oppata, presidente da CAMTA.</p></blockquote>
<figure id="attachment_33965" aria-describedby="caption-attachment-33965" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-33965 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/chocolate-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-33965" class="wp-caption-text">O cacau nativo é o preferido dos chocolatiers para produção de chocolate fino. Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará</figcaption></figure>
<p>O acordo comercial da cooperativa é com o Japão, que compra, em média, 500 toneladas de cacau da região a cada ano. Formada por descendentes japoneses, a CAMTA buscou aliar os conhecimentos acumulados sobre a integração da agricultura com a floresta com as necessidades e exigências do mercado nipônico.</p>
<blockquote><p>“A nossa cooperativa já atua dentro dos padrões internacionais. Por exemplo, já restringimos o uso de herbicidas proibidos por lei e a nossa amêndoa é feita pensando na produção de chocolates finos. Isso fez com que o produtor nacional voltasse os olhos para o nosso produto, assim como os japoneses. A nossa fermentação segue todas as diretrizes e regulações do mercado japonês para que ele possa ser usado na produção de chocolate fino lá”, ressalta Oppata.</p></blockquote>
<h4>LEIA MAIS:</h4>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/potencia-economica-e-sustentavel-o-cacau-e-um-dos-pilares-da-politica-de-bioeconomia-paraense/" target="_top">Potência econômica e sustentável, o cacau é um dos pilares da política de bioeconomia paraense</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/preservacao-da-floresta-aumenta-produtividade-do-cacau-no-para/" target="_top">Preservação da floresta aumenta produtividade do cacau no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-de-tome-acu-sao-exemplos-de-producao-sustentavel-na-amazonia/" target="_top">Sistemas agroflorestais de Tome-Açu são exemplos de produção sustentável na Amazônia</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Brasil tem 27 milhões de hectares de áreas degradadas com potencial para conversão</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/brasil-tem-27-milhoes-de-hectares-de-areas-degradadas-com-potencial-para-conversao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 16:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/reflorestar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um mapeamento inédito com dados de nove estados e a identificação de áreas degradadas que possuem potencial para recuperação ou conversão em sistemas produtivos sustentáveis. Segundo o estudo, são 27,7 milhões de hectares onde podem ser desenvolvidas estratégias como a pecuária intensiva, o sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/reflorestar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um mapeamento inédito com dados de nove estados e a identificação de áreas degradadas que possuem potencial para recuperação ou conversão em sistemas produtivos sustentáveis. Segundo o estudo, são 27,7 milhões de hectares onde podem ser desenvolvidas estratégias como a pecuária intensiva, o sistema ILPF (integração lavoura-pecuária-floresta) e agroflorestas.</p>
<p>O documento é o “Plano de Priorização de Áreas e Estimativas de Investimentos” e destaca os estados que contam com 79% das pastagens degradadas ou em degradação do País: Pará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Goiás, Tocantins, Rondônia e São Paulo. Um ponto importante é que os dados ajudam a ilustrar as vantagens de apostar em atividades com menor impacto ambiental.</p>
<p>No Pará, por exemplo, transformar 1 hectare de pastagem degradada em plantação de soja custa aproximadamente R$ 7 mil reais, com custos operacionais de R$ 6,2 mil. Já a implantação de um sistema agroflorestal com cacau e açaí exige R$ 31,4 mil por hectare e cerca de R$ 1 mil para a manutenção anual. Por outro lado, o retorno do SAF é bem maior e chega a 23,8%, enquanto que a soja fica em 5,1%.</p>
<p>As possibilidades são diferentes em cada caso. Dos 27,7 milhões de hectares com potencial para conversão, 25,1 Mha apresentam podem ter a intensificação da pecuária de corte, 16,9 Mha podem desenvolver a pecuária de leite, 11,5 Mha tem potencial para a silvicultura, 8,8 Mha para a agricultura, 7,1 Mha para sistemas agroflorestais e 2,6 Mha para ILPF.</p>
<blockquote><p>“Uma propriedade pode ter múltiplas aptidões e a decisão vai ser do produtor rural, do que ele quer produzir. Então, uma mesma propriedade pode ter potencial de intensificação da pecuária de corte, mas também de soja”, explicou ao <a href="https://capitalreset.uol.com.br/agronegocio/governo-mapeia-areas-para-recuperacao-de-pastagens-so-falta-o-dinheiro/" target="_blank" rel="noopener">Reset</a> Leila Harfuch, responsável pela modelação financeira do estudo.</p></blockquote>
<p>As estimativas apontam que o investimento inicial necessário para recuperar essas áreas é da ordem de R$139 bilhões, além de custos operacionais anuais que podem atingir R$90,8 bilhões. Para garantir esses recursos, o governo atua em várias linha de frente com diferentes fontes.</p>
<p>Uma delas é o Eco Invest, que busca atrair capital estrangeiro para financiar a transição brasileira para uma economia verde. Além disso, o Japão já assinou um memorando de cooperação com o Brasil que permite repassar recursos, via Agência de Cooperação Internacional, para recuperação de áreas degradadas. A expectativa brasileira é que o valor chegue a US$ 300 milhões.</p>
<blockquote><p>“Os recursos virão das mais variadas fontes possíveis, vamos tentar ajustar os mecanismos conforme o interesse do investidor. Até o momento, o que nos parece o mais consistente e próximo é o recurso do Eco Invest”, disse Carlos Augustin, assessor especial do Mapa.</p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura regenerativa muda realidade de regiões desmatadas no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/agricultura-regenerativa-muda-realidade-de-regioes-desmatadas-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 14:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau Floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/TNC23010_230508_1314-Maira-Erlich-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Práticas da agricultura regenerativa em regiões impactadas pelo desmatamento estão trazendo ótimos resultados no Pará, É o caso do município de São Félix do Xingu, no sudeste paraense. Por lá, mais de 1 mil hectares passaram por restauração ecológica e cerca de 2 mil hectares de pastagens degradadas foram convertidos em sistemas agroflorestais (SAFs) utilizando [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/TNC23010_230508_1314-Maira-Erlich-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Práticas da agricultura regenerativa em regiões impactadas pelo desmatamento estão trazendo ótimos resultados no Pará, É o caso do município de São Félix do Xingu, no sudeste paraense. Por lá, mais de 1 mil hectares passaram por restauração ecológica e cerca de 2 mil hectares de pastagens degradadas foram convertidos em sistemas agroflorestais (SAFs) utilizando uma espécie nativa da Amazônia: o cacau.</p>
<p>As ações envolvem, além so incentivo à implantação de SAFs com o projeto Cacau Floresta, mas também de sistemas de <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/" target="_blank" rel="noopener">Integração Lavoura Pecuária e Florestas (ILPF)</a>.</p>
<p>Nas agroflorestas, há uma combinação entre a floresta e o cultivo de diversas espécies agrícolas de valor econômico, com colheitas realizadas em épocas diferentes. Já no ILPF, além dos elementos florestal e agrícola, também é incluída a criação de gado. Entre as vantagens desses sistemas estão o aumento da produção de alimentos sem a necessidade de expandir para áreas de floresta nativa, além de uma capacidade significativamente maior de sequestro de carbono quando comparada à pecuária extensiva, prática ainda muito comum na região.</p>
<p>De acordo com a Rodrigo Freire, líder de Áreas Privadas para a Amazônia da The Nature Conservancy (TNC) Brasil, é comum que pequenos produtores na Amazônia comprometam a saúde de suas terras investindo em um modelo de pecuária de baixa tecnologia, ou seja, na criação de gado sem cuidados de manejo que, com o tempo, acabam degradando suas terras e as deixando improdutivas.</p>
<blockquote><p>“Sem o conhecimento adequado, as pastagens degradam o solo, demandam novas áreas de florestas e comprometem a produtividade e geração de renda dos agricultores. Esse cenário leva a um processo contínuo de desmatamento e de degradação.</p></blockquote>
<p>Freire afirma que, há 10 anos na região, o projeto Cacau Floresta tem provado que o cultivo de cacau em sistemas agroflorestais é uma estratégia eficaz para recuperar essas áreas, gerar renda aos produtores rurais e, assim, combater o desmatamento ao romper com esse ciclo,  Mas é importantíssimo o papel da assistência técnica e extensão rural (ATER), que atende tanto demandas individuais quanto coletivas.</p>
<h3>Cacau Floresta</h3>
<p>Desde que foi criado o projeto Cacau Floresta já atendeu 600 famílias de São Félix do Xingu, Tucumã, Altamira, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Medicilândia, Anapu e Pacajá, que produziram mais de 2 toneladas de cacau. Com a instituição do PNCPD, a expectativa é que mais produtores rurais possam ser beneficiados, o que deve contribuir para diminuir o passivo ambiental na região. Segundo a organização, são 579.745 hectares de pastagens degradadas em 13.203 propriedades de São Félix do Xingu e municípios do entorno que estão aptas ao PNCPD.</p>
<p>Para que essas áreas possam ser restauradas, no entanto, é necessário o fortalecimento de programas de regularização ambiental e fundiária, além de assegurar crédito e outros mecanismos financeiros. A injeção de recursos é apontada como essencial já que ajudaria a diminuir os custos com a regeneração, que atualmente gira em torno de R$ 5 mil por hectare em áreas de baixa aptidão produtiva e R$ 2.5 mil onde a degradação está em nível moderado.</p>
<blockquote><p>“O PNCDP, se implementado no estado do Pará, associado a iniciativas estaduais, como o Programa de Regularização Ambiental (PRA); Paisagens Sustentáveis; Plano Amazônia Agora; Política Estadual de Mudanças Climáticas com ênfase no Programa Estadual de Boas Práticas Produtivas e Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa, ganhará muita velocidade em um ambiente de programa integrados e contribuirá fortemente com as metas de todos estes programas”, analisa Francisco Fonseca, especialista em governança público-privada na pecuária amazônica da TNC.</p></blockquote>
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		<title>Sistemas agroflorestais crescem na Amazônia, unindo produção e conservação da floresta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 13:58:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Desmatar a floresta para abrir áreas para a agricultura era prática comum entre os produtores rurais que durante muito tempo viram a mata como um empecilho para sua atividade. Hoje, esse tipo de prática está em baixa com o aumento do conhecimento sobre os benefícios que os sistemas agroflorestais (SAFs) trazem para a produção no [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/agrofloresta-divulgacao-embrapa-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Desmatar a floresta para abrir áreas para a agricultura era prática comum entre os produtores rurais que durante muito tempo viram a mata como um empecilho para sua atividade. Hoje, esse tipo de prática está em baixa com o aumento do conhecimento sobre os benefícios que os sistemas agroflorestais (SAFs) trazem para a produção no campo e para o meio ambiente.</p>
<p>Esse é o caso do Francisco Gomes da Silva que recebeu apoio técnico da Embrapa para implantar uma agrofloresta em sua propriedade localizada em Castanhal, na região metropolitana de Belém. No local, as culturas agrícolas plantadas por Francisco convivem com espécies de plantas trepadeiras, forrageiras e arbustivas, que tornaram o solo mais rico e ajudaram a recuperar a biodiversidade da flora e da fauna da região.</p>
<blockquote><p>“Já contamos com açaí, cupuaçu, banana e taperebá. Agora, nossa ideia em parceria com a Embrapa é expandir a agrofloresta dentro da propriedade e cultivar outros frutos”, contou ao <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2025/01/17/agrofloresta-cresce-no-brasil-combinando-producao-e-conservacao.htm" target="_blank" rel="noopener">Ecoa</a> o produtor.</p></blockquote>
<figure id="attachment_32758" aria-describedby="caption-attachment-32758" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32758 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/francisco-gomes-agricultor-divulgacao-embrapa.png" alt="" width="750" height="421" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/francisco-gomes-agricultor-divulgacao-embrapa.png 750w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/francisco-gomes-agricultor-divulgacao-embrapa-300x168.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/francisco-gomes-agricultor-divulgacao-embrapa-150x84.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/francisco-gomes-agricultor-divulgacao-embrapa-450x253.png 450w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-32758" class="wp-caption-text">Francisco Gomes deixou de derrubar a mata para plantar no sistema agroflorestal. Foto: Divulgação Embrapa</figcaption></figure>
<p>Os ganhos não param por aí e, por isso, atraem cada vez mais agricultores Brasil afora. De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, existem cerca de 13,9 milhões de hectares ocupados com SAFs no País, porém estima-se que a área total seja bem maior.</p>
<p>Isso porque as agroflorestas são também uma alternativa para aumentar o sequestro de carbono e mitigar as mudanças do clima, recuperar áreas degradadas, reduzir a disseminação de pragas e doenças evitando o uso de agrotóxicos, além de ajudarem a aumentar a absorção e infiltração de água no solo.</p>
<p>Por essas razões, os SAFs podem ser adotados em diferentes territórios e biomas, combinando diferentes espécies e interesses econômicos, de acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Fabricio Nascimento Ferreira. Uma das vantagens, por exemplo, é o plantio de espécies que demoram tempos diferentes para se desenvolver. As de crescimento mais rápido melhoram a atividade orgânica do solo e podem ser comercializadas, enquanto as que demoram mais a crescer regulam a luminosidade do terreno e se tornam fonte de renda para o futuro.</p>
<blockquote><p>&#8220;As árvores plantadas nesse sistema também podem se converter em uma poupança ou &#8216;aposentadoria&#8217; para agricultores familiares. Elas podem levar mais tempo para crescer, mas, quando chega a hora da colheita, proporcionam um bom retorno do investimento inicial&#8221;, destaca o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Na Amazônia, as espécies mais utilizadas nas agroflorestas são cacau, café, pimenta-do-reino, açaí e árvores de interesse madeireiro, comenta a engenheira Danielle Celentano, do Instituto Socioambiental (ISA), organização que atua no apoio à difusão dos sistemas agroflorestais na região.</p>
<p>Para ela, além de ser uma resposta às demandas da crise climática,  os SAFs se destacam pela ampla aplicação, sendo úteis tanto para pequenos quanto grandes produtores.</p>
<blockquote><p>“Sistemas com espécies exóticas, como o eucalipto e o dendê, também são comuns, especialmente em contextos voltados à produção de madeira e óleo vegetal. Essa flexibilidade permite atender tanto pequenos agricultores quanto grandes produtores, conciliando sustentabilidade e viabilidade econômica”, ressalta Danielle Celentano.</p></blockquote>
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		<title>Agricultora orgânica conquista mercado com chocolate com sabor de floresta viva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 17:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura orgânica]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Novo]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[Transamazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Jiovana-Hoss-cacau-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A BR-230, mais conhecida como Transamazônica, foi vendida como o principal símbolo da política de integração nacional pelo governo militar, na década de 1970, período em que milhares de famílias foram incentivadas a migrar para a região. Na época, a mentalidade era de que o desenvolvimento viria ao se avançar floresta adentro, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Jiovana-Hoss-cacau-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A BR-230, mais conhecida como Transamazônica, foi vendida como o principal símbolo da política de integração nacional pelo governo militar, na década de 1970, período em que milhares de famílias foram incentivadas a migrar para a região. Na época, a mentalidade era de que o desenvolvimento viria ao se avançar floresta adentro, numa verdadeira batalha entre civilização e natureza. Hoje, a Transamazônica é reconhecida como o principal polo produtor de cacau e de chocolate do Pará, graças ao trabalho de inúmeras famílias estabelecidas por lá, que, ao contrário da crença de 50 anos atrás, sabem o valor da floresta.</p>
<p>Uma delas é chefiada pela agricultora Jiovana Lunelli Hoss, catarinense que migrou com a família para o estado quando tinha apenas 2 anos. Com pouco conhecimento da língua portuguesa e da realidade local, a família de descendência alemã viu no contato e nas trocas com a população nativa um aprendizado decisivo para lidar, conviver e produzir em harmonia com a natureza.</p>
<blockquote><p>“Foi em 75 que meu pai implantou a primeira roça. Daí surgiu o entendimento das árvores, da importância da floresta em pé. Foi aí que soubemos que ela (floresta) servia de alimento, servia de abrigo não só para a minha família, mas para tantas outras e toda a diversidade que há dentro da Amazônia”, conta Jiovana.</p></blockquote>
<figure id="attachment_31005" aria-describedby="caption-attachment-31005" style="width: 836px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31005 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu.jpg" alt="" width="836" height="835" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu.jpg 836w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-768x767.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/jiovana-hoss-cacau-xingu-450x449.jpg 450w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /><figcaption id="caption-attachment-31005" class="wp-caption-text">Agricultora defende produção de cacau em harmonia com a floresta.. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>No sítio Paraíso Orgânico, localizado no município de Brasil Novo, a agricultora mantém uma pequena lavoura de cacau cultivada em sistema agroflorestal (SAF) para prezar pelo “ambiente equilibrado e saudável” que ela destaca como o diferencial que garante a qualidade dos frutos e dos chocolates da marca Cacau Xingu.</p>
<p>Os produtos são fabricados no processo denominado tree-to-bar (da árvore à barra) com controle de todas as etapas: desde o plantio, colheita, fermentação até a venda ao consumidor final. As práticas adotadas no campo privilegiam os tratos orgânicos, sem adição de agrotóxicos ou outros químicos para controle biológico, valorizando a biodiversidade da fauna e da flora locais e as relações ecológicas que ocorrem na mata.</p>
<p>Um exemplo disso se verifica nas próprias embalagens dos chocolates que são ilustradas com imagens de animais que vivem e se beneficiam do ambiente conservado nas agroflorestas, como a anta, o beija-flor e o macaco-prego. Além disso, a marca faz o aproveitamento integral do fruto e já conta com uma série de subprodutos, como geleia, licor, creme de castanha, nibs caramelizado, entre outros.</p>
<figure id="attachment_31004" aria-describedby="caption-attachment-31004" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31004 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-1024x835.jpg" alt="" width="1024" height="835" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-1024x835.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-300x245.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-768x626.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-150x122.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu-450x367.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/cacau-xingu.jpg 1141w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-31004" class="wp-caption-text">Produtos da Cacau Xingu valorizam biodiversidade local. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O meu chocolate é diferente porque nele tem florestas, rios, o solo e o modo de produção. Esse consórcio com essas árvores e com essa diversidade da floresta amazônica contribui para um terroir único dos nossos chocolates tanto é que as amêndoas do Pará são premiadas como as melhores do mundo”, ressalta a produtora.</p></blockquote>
<p>Para Jiovana Hoss, os SAFs são a saída para que a cacauicultura se desenvolva com produtividade, benefícios socioeconômicos e respeito ao meio ambiente. Isso porque, mesmo em momentos críticos como a atual seca, a produção das agroflorestas se mostra mais resistente que as monoculturas. Aliado a isso, ela acredita que o incentivo à verticalização irá potencializar a geração de renda e o fortalecimento das comunidades da agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“É dever nosso defender a agrofloresta, a floresta viva. A floresta em pé é um discurso, mas a floresta viva tem que ser a nossa realidade”, defende Jiovana Hoss.</p></blockquote>
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		<title>Conheça a cabruca, técnica sustentável para plantio de cacau que não utiliza fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 16:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[cabruca]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/cabruca_Instituto-Arapyau-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você sabe o que a cabruca? É um sistema de cultivo milenar, que combina a produção de cacau com a preservação da floresta. Nessa técnica, os cacaueiros são plantados à sombra de árvores nativas, criando um ecossistema rico em biodiversidade e garantindo a sustentabilidade da produção. A técnica é essencial em época de seca, como [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/cabruca_Instituto-Arapyau-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Você sabe o que a cabruca? É um sistema de cultivo milenar, que combina a produção de cacau com a preservação da floresta. Nessa técnica, os cacaueiros são plantados à sombra de árvores nativas, criando um ecossistema rico em biodiversidade e garantindo a sustentabilidade da produção.</p>
<p>A técnica é essencial em época de seca, como a que a Amazônia está enfrentando neste momento, uma vez que não há uso do fogo no manejo e ainda protege o solo.  Prática presente em diversas propriedades que utilizam do Sistema Agrofloresta (que permite a produção de alimentos, ao mesmo tempo, em que promove a preservação das florestas), funciona sob o dossel, ou seja, o teto denso das árvores de uma floresta nativa.</p>
<h3>Como funciona a cabruca</h3>
<ul>
<li><strong>Plantio sob a sombra:</strong> Ao invés de derrubar a floresta para plantar cacau, o agricultor aproveita a sombra proporcionada pelas árvores nativas. Essa prática protege o solo, regula a temperatura e a umidade, e cria um ambiente ideal para o desenvolvimento do cacaueiro.</li>
<li><strong>Biodiversidade:</strong> A cabruca abriga uma grande variedade de plantas, contribuindo para a conservação da biodiversidade</li>
<li><strong>Sustentabilidade:</strong> A técnica é considerada sustentável, pois não utiliza agrotóxicos e preserva os recursos naturais. Além disso, a cabruca contribui para a captura de carbono, ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.</li>
</ul>
<h3>Benefícios da cabruca</h3>
<ul>
<li><strong>Qualidade do cacau:</strong> O cacau cultivado na cabruca apresenta características únicas, com sabor mais intenso e aroma mais complexo.</li>
<li><strong>Conservação da floresta:</strong> A cabruca contribui para a conservação da floresta.</li>
<li><strong>Sustentabilidade econômica:</strong> A produção de cacau na cabruca é uma atividade rentável e sustentável a longo prazo.</li>
<li><strong>Melhoria da qualidade de vida:</strong> A cabruca proporciona benefícios sociais e ambientais para as comunidades locais, como a geração de emprego e renda e a melhoria da qualidade de vida.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Plantio de dendê em sistema agroflorestal garante renda para produtores de Moju</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantio-de-dende-em-sistema-agroflorestal-garante-renda-para-produtores-de-moju/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 15:14:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[dendê]]></category>
		<category><![CDATA[Moju]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de palma]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/dende3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Alimentos, cosméticos, biocombustíveis e uma série de outros produtos consumidos em todo o mundo têm em sua composição o óleo de palma, óleo vegetal oriundo do dendê, cujo maior produtor brasileiro é o Pará. Com uma demanda global em alta, o estado se destaca não só por abastecer os mercados globais, mas também por incentivar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/dende3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Alimentos, cosméticos, biocombustíveis e uma série de outros produtos consumidos em todo o mundo têm em sua composição o óleo de palma, óleo vegetal oriundo do dendê, cujo maior produtor brasileiro é o Pará. Com uma demanda global em alta, o estado se destaca não só por abastecer os mercados globais, mas também por incentivar a dendeicultura com respeito à biodiversidade por meio de sistemas agroflorestais (SAFs), como mostrou <a href="https://capitalreset.uol.com.br/conteudo-patrocinado/palmeiras-de-dende-geram-renda-e-protegem-a-floresta-em-iniciativa-no-para/" target="_blank" rel="noopener">reportagem do Reset</a>.</p>
<p>Em Moju, no nordeste paraense, um grupo de 17 famílias começou a plantar 227 hectares de dendê no ano passado adotando o modelo de agrofloresta, combinando o cultivo da palmeira com espécies como o cacau, a pimenta-do-reino, a mandioca e o açaí, que extraído de áreas próximas dos cursos d’água. Ou seja, não há monocultura, mas sim o respeito à diversidade típica das florestas.</p>
<p>Entre esses produtores está Raimundo Nonato Pompeu, morador da comunidade de Vila Jutai, que investiu na dendeicultura com o incentivo de um projeto de produção responsável organizado pela prefeitura do município e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Os frutos extraídos a partir de 2026 já tem a compra assegurada pela Agropalma, o que garante uma expectativa de renda estável para as famílias participantes.</p>
<blockquote><p>“Apesar de plantar e colher várias culturas, às vezes a gente não consegue vender porque não tem quem compre”, comenta o Raimundo Nonato animado com o futuro da agricultura na região: “É um investimento alto, mas dá segurança”.</p></blockquote>
<p>Desde 2001 a Agropalma, que é a segunda maior produtora de palma orgânica do mundo, mantém um projeto semelhante na comunidade São Vicente, também em Moju, oferecendo mudas, treinamento e compromisso de adquirir a produção dos agricultores familiares.</p>
<blockquote><p>“Na nossa região você não via uma bicicleta, um trabalhador de bota, era só sandália. As casas eram de madeira. Muita gente desistiu do projeto porque não acreditou. Os que acreditaram estão vivendo numa condição melhor, quebraram o ciclo. O produtor não vai mais cavar terra para extrair ouro, porque está plantando ouro em cima da terra”, afirma Leonel Oliveira de Souza, um dos primeiros envolvidos com a iniciativa.</p></blockquote>
<p>Além do impacto na geração de renda e nas condições de vida dos moradores, o trabalho com SAFs fortalece uma estratégia que ajuda a recuperar áreas degradadas, contribui com a conservação da floresta e estimula práticas orgânicas, sem uso de herbicidas e pesticidas que agridem o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Toda agricultura tem impacto ambiental, mas quando se faz de maneira sustentável em área degradada, o impacto é positivo”, ressalta Marco Flavio Picucci, coordenador agrícola da Agropalma.</p></blockquote>
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		<title>Sistemas agroflorestais alavancam restauração de pequenas propriedades em Paragominas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 13:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[Paragominas]]></category>
		<category><![CDATA[Refloramaz]]></category>
		<category><![CDATA[restauração de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[SAF]]></category>
		<category><![CDATA[Sebrae no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[sustenttabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Produzir em monocultivo pode parecer uma boa estratégia para os agricultores, afinal basta plantar e comercializar aquilo que tem grande demanda no mercado. Porém, a longo prazo essa prática provoca uma série de prejuízos afetando tanto a economia quanto a subsistência no campo. Em Paragominas, no nordeste paraense, agricultores familiares encontraram nos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Produzir em monocultivo pode parecer uma boa estratégia para os agricultores, afinal basta plantar e comercializar aquilo que tem grande demanda no mercado. Porém, a longo prazo essa prática provoca uma série de prejuízos afetando tanto a economia quanto a subsistência no campo. Em Paragominas, no nordeste paraense, agricultores familiares encontraram nos sistemas agroflorestais (SAFs) uma forma de recuperar a produtividade de áreas deterioradas.</p>
<p>Os desafios de uma cultura pouco diversificada e com alto custo de manutenção foram enfrentados por famílias de produtores rurais como a de Jaqueline Silva.</p>
<blockquote><p>“Os nossos principais problemas sempre foram a falta de apoio e também a maneira que a agricultura vinha se desenhando, que era através do monocultivo com uso de defensivos agrícolas. Acabava que a gente gastava muito, produzia pouco e o ganho não era garantido e ainda tinha uma perda muito grande”, lembra a agricultora, que hoje é uma das beneficiadas por um projeto que estimula a adoção de SAFs na região.</p></blockquote>
<p>A iniciativa denominada Restauração Florestal por Agricultores Familiares na Amazônia Oriental (|Refloramaz) é promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD) e o financiamento da União Europeia. O programa foi implementado em três polos no estado: Marajó, Altamira e Paragominas, estimulando soluções sustentáveis específicas para cada contexto, Em Paragominas, o foco é a avaliação de estratégias para recuperação florestal.</p>
<figure id="attachment_28736" aria-describedby="caption-attachment-28736" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28736 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28736" class="wp-caption-text">Projeto estimula adoção de tecnologias sustentáveis para produção agricola. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O nosso principal resultado é contribuindo com projetos de mitigação das mudanças climáticas e restauração de áreas degradadas. Já são 50 hectares restaurados em sistema de agricultura sem fogo, 19 hectares em sistemas de SAF Cacau e 350 hectares com pecuária”, comenta Renata Silva, gerente de sustentabilidade do Sebrae no Pará.</p></blockquote>
<p>Por meio do Refloramaz, os agricultores têm acesso a conhecimento técnico, troca de experiências e acompanhamento para implementação de sistemas agroflorestais que ajudam a recuperar as paisagens e a elevar a produção do campo.</p>
<p>No sítio de Jaqueline Silva, por exemplo, onde o cultivo de mandioca era dominante e convivia com plantios menores de hortaliças e criação de galinhas, hoje podem ser encontrados milho, cacau, açaí, jerimum e outras variedades de alimentos.  No total, sete famílias são beneficiadas pela experiência.</p>
<blockquote><p>“A gente estava iniciando um trabalho com agrofloresta e o Refloramaz surgiu multiplicando esse conhecimento. As vantagens são enormes porque a gente viu os primeiros plantios de 2021 poderem ser coletados em poucos meses. Primeiro veio o milho, depois tiramos o jerimum e assim sucessivamente. Não tivemos mais perdas, pelo contrário foram só ganhos”, afirma Jaqueline.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28737" aria-describedby="caption-attachment-28737" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28737 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28737" class="wp-caption-text">Agrofloresta contribuiu para fortalecimento da organização comunitária. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Além dos impactos positivos no meio ambiente e no aumento da produção do campo, o projeto contribuiu com a ampliação de oportunidades de trabalho e renda para os jovens, contornando o problema do êxodo rural, assim como fortaleceu a organização da comunidade já que as tarefas de plantio e colheita nos SAFs são feitas em coletivo.</p>
<blockquote><p>“A agrofloresta nos proporcionou, alegria, esperança, prosperidade, diversidade e muita união. Através dos mutirões vimos a alegria do agricultor sendo renovada”, ressalta a agricultora.</p></blockquote>
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		<title>Sistemas agroflorestais de Tome-Açu são exemplos de produção sustentável na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2024 15:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#frutas]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/SAF-com-dende-em-Tome-Acu-Credito-Ronaldo-Rosa-Embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Aliando a produção de alimentos, a proteção da biodiversidade e a geração de renda, os sistemas agroflorestais (SAFs) são uma das principais tecnologias agrícolas empregadas no meio rural paraense e uma arma poderosa contra as mudanças climáticas. No nordeste do estado, o município de Tomé-Açu tem um histórico de sucesso com esse modelo muito replicado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/SAF-com-dende-em-Tome-Acu-Credito-Ronaldo-Rosa-Embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Aliando a produção de alimentos, a proteção da biodiversidade e a geração de renda, os sistemas agroflorestais (SAFs) são uma das principais tecnologias agrícolas empregadas no meio rural paraense e uma <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/governo-lanca-projeto-gcf-cacau-brasil-agrofloresta-para-enfrentar-crise-climatica/" target="_blank" rel="noopener">arma poderosa contra as mudanças climáticas</a>. No nordeste do estado, o município de Tomé-Açu tem um histórico de sucesso com esse modelo muito replicado entre os produtores de origem nipônica.</p>
<p>Entre os dias 11 a 14 de março,  uma missão técnica visistou a cidade para os  Sistemas Agroflorestais, que são referência em produção sustentável na Amazônia. Gestores e pesquisadores da Embrapa Cocais (MA) , técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão e a produtora rural Teresa Vendramini, membro do Conselho de Administração da Embrapa (Consad) conheceram SAFs de diferentes escalas em áreas de produtores.</p>
<p>A história desses agricultores com a agrofloresta vem de longe. Em meados da década de 1960, os imigrantes japoneses e seus descendentes enfrentaram grandes perdas na <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/se-nao-fosse-a-pimenta-do-reino-nao-existiriamos-aqui-diz-produtor-japones/">produção de pimenta-do-reino</a> devido à disseminação de um fungo que causa a fusariose. Diante da crise, os agricultores passaram a implementar plantios inspirados nas práticas já usadas pelas populações locais e na própria composição da floresta, privilegiando o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-com-maior-diversificacao-de-culturas-rendem-mais-ao-produtor-diz-pesquisa/">consórcio de espécies frutíferas e florestais</a> ao invés do monocultivo.</p>
<p>Assim, os SAF ou <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-tem-enorme-potencial-no-combate-as-mudancas-climaticas-diz-estudo/">agrofloresta</a>, como também é conhecido, se tornou um modelo de referência para a economia local, possibilitando o desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas e uma cadeia agroindustrial na região, onde hoje é difundida a tecnologia social do Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (SAFTA).</p>
<blockquote><p>“Um dos maiores benefícios desse sistema é a diversificação e a geração de produtos em épocas diferentes. Isso possibilita ao agricultor ter produção o ano inteiro na propriedade. E a diversidade traz também o ganho ambiental, com a presença de outros seres vivos no sistema”, ressalta o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Osvaldo Kato.</p></blockquote>
<h3>Variedade é a chave</h3>
<p>Um dos pioneiros na implantação dos SAFs foi Michinori Konagano. Atualmente, o agricultor mantém 230 hectares com agroflorestas que combinam plantios de cacau, açaí, pimenta-do-reino, cupuaçu e citros, além de melancia, abóbora, feijão e maracujá.</p>
<p>A diversidade também é uma marca da propriedade de José Maria Pantoja Filho, que trabalha com o modelo há mais de 30 anos. O agricultor conta que o principal produto é o cupuaçu, mas é a variedade de frutas colhidas ao longo do ano que garante a subsistência e a geração de renda para a família.</p>
<blockquote><p> “Eu tenho cacau, açaí, pimenta-do-reino, maracujá, taperebá e cupuaçu em diferentes combinações. No SAF a gente colhe o ano todo e todas culturas complementam a renda”, comenta José Maria.</p></blockquote>
<p>A agroflorestas têm sido utilizadas com sucesso também com a dendeicultura. Na região, um projeto da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta) e da Natura em parceria com a Embrapa estimula o cultivo da palmeira com árvores de andiroba, cacaueiros, açaizeiros e outros.</p>
<p>Cerca de 420 hectares do município já adotam esse sistema, entre eles estão 40 hectares do agricultor Ernesto Suzuki. Na propriedade dele também há outros 60 hectares de SAF onde é possível encontrar taperebá, mogno, cupuaçu e outras espécies frutíferas e florestais.</p>
<blockquote><p>“Existe uma harmonia entre as várias espécies existentes aqui, não só em termos de solo, microrganismos, mas também entre os animais, diferente de um monocultivo”, afirma.</p></blockquote>
<p>Para a Embrapa, os sistemas agroflorestais são um exemplo bem-sucedido do impacto que a pesquisa científica traz para a redefinição de desenhos de produção de alimentos que considerem indicadores ambientais, sociais e econômicos.</p>
<blockquote><p>“Os sistemas agroflorestais representam um modelo de produção que temos defendido para a Amazônia. É inclusivo, é ecologicamente desejável por ofertar serviços ambientais e mitigar emissões de gases de efeito estuda e resulta em recursos diversos para a nossa população”, pontua o chefe-geral da instituição, Walkymário Lemos.</p></blockquote>
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