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	<title>rios voadores &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>rios voadores &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Agropecuária acumula perdas de mais de R$ 250 milhões com secas e incêndios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 17:31:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[Climate Policy Initiative]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/incendio-parque-nacionall_mcamgo_abr_16092024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Floresta Amazônica, responsável por irrigar com seus &#8220;rios voadores&#8221; as maiores lavouras e pastagens do Brasil, está em colapso. O resultado é um prejuízo acumulado de mais de R$ 250 bilhões para a agropecuária do país nos últimos anos, provocado pela combinação letal de falta de chuvas, incêndios florestais e o impacto do desmatamento, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/incendio-parque-nacionall_mcamgo_abr_16092024-3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Floresta Amazônica, responsável por irrigar com seus &#8220;rios voadores&#8221; as maiores lavouras e pastagens do Brasil, está em colapso. O resultado é um prejuízo acumulado de mais de R$ 250 bilhões para a agropecuária do país nos últimos anos, provocado pela combinação letal de falta de chuvas, incêndios florestais e o impacto do desmatamento, que desregula o clima.</p>
<p>É o que revela um novo estudo do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do projeto Amazônia 2030, divulgado nesta sexta-feira (10).</p>
<p>O montante acumulado de perdas devido à seca entre 2013 e 2022 foi de cerca de R$ 186 bilhões na produção agrícola e de R$ 64 bilhões na pecuária, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) citados no estudo. Os pesquisadores alertam que novos episódios de seca, entre 2023 a 2024, indicam que os prejuízos podem ser muito maiores.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao regular os regimes de chuva em todo o país, a Floresta Amazônica constitui um ativo estratégico para a produtividade nacional. A escassez de água já afeta a geração de eletricidade, a agropecuária, o transporte hidroviário, o abastecimento urbano e até a resiliência a incêndios, com prejuízos que somam bilhões de reais&#8221;, diz o relatório.</p></blockquote>
<h3>Incêndios e o El Niño</h3>
<p>Os incêndios de 2024 representaram uma perda de R$ 14,7 bilhões, sendo R$ 8 bilhões na pecuária e pastagens, e R$ 2,7 bilhões em áreas de cana-de-açúcar.</p>
<p>No ano passado, o fogo queimou mais de 30,8 milhões de hectares no país, um crescimento de 79% no comparativo anual, afetando cerca de 18,9 milhões de pessoas. Esse aumento expressivo foi associado à ocorrência do fenômeno climático El Niño.</p>
<p>A Amazônia foi o bioma mais afetado pelos incêndios, impulsionado pelas chuvas abaixo do nível histórico.</p>
<h3>O impacto nos rios voadores</h3>
<p>O estudo ressalta a vulnerabilidade da agricultura brasileira. Com base em dados de 2022, apenas 13% da área agrícola do país contava com irrigação.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com isso, a agricultura brasileira se torna vulnerável a alterações nos regimes de chuva. De fato, perdas significativas têm sido observadas em razão da ocorrência de secas&#8221;, pontua o relatório.</p></blockquote>
<p>A falta de chuva está diretamente ligada ao desmatamento e aos rios voadores. Em seu ciclo natural, a floresta amazônica transporta umidade por correntes de vento que caem em forma de chuva em outras regiões do continente. A água da chuva que cai na floresta é, em parte, devolvida à atmosfera pela evapotranspiração, carregando umidade que é redistribuída.</p>
<p>No entanto, a perda de vegetação causada pelo desmatamento faz com que a floresta perca a capacidade de recarregar a atmosfera, reduzindo o volume de chuvas ao longo do caminho dos ventos.</p>
<p>Esses danos aos rios voadores comprometem a capacidade da vegetação de resistir ao fogo. A análise alerta para a interseção abrangente entre a trajetória dos rios voadores e as principais regiões da agropecuária brasileira.</p>
<p>Neste contexto, os pesquisadores enfatizam que a redução do volume de chuvas, associada à baixa cobertura de irrigação, contribui para as perdas registradas pelo agro durante os períodos de estiagem.</p>
<p>Políticas públicas</p>
<p>O relatório é enfático ao dizer que o Brasil já demonstrou ter capacidade de proteger a floresta ao desenvolver um arcabouço eficaz de combate ao desmatamento. Políticas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), a priorização de municípios para ações de prevenção, monitoramento e controle, e a concessão de créditos condicionados à regularização ambiental reduziram substancialmente a destruição do bioma.</p>
<p>O estudo afirma que, entre 2004 e 2014, a taxa de desmatamento foi reduzida em aproximadamente cinco vezes. Contudo, essa trajetória foi interrompida: entre 2014 e 2021, o desmatamento mais do que duplicou. Após 2021, as taxas voltaram a cair pela metade (46%).</p>
<p>Para os pesquisadores, a adoção de políticas de combate ao desmatamento não pode ficar submetida a ciclos políticos; deve ser um esforço contínuo para a proteção da floresta.</p>
<blockquote><p>&#8220;O desmatamento da Amazônia, além de acarretar profundos impactos ambientais, climáticos e de perda de biodiversidade, é uma ameaça à economia brasileira. A proteção da Floresta Amazônica precisa ser estrategicamente encarada como prioridade nacional&#8221;, diz o texto.</p></blockquote>
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		<title>80% do agro brasileiro depende da chuva gerada pelas terras indígenas da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 15:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Serrapilheira]]></category>
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		<category><![CDATA[rios voadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Já era de conhecimento público que a Amazônia é responsável por fazer chover em várias regiões do Brasil, irrigando lavouras País afora, graças aos rios voadores, imensas massas de ar carregadas de vapor de água que se movem pela atmosfera, como se fossem rios no céu.  A novidade, trazida por um novo estudo, indica que são [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Já era de conhecimento público que a Amazônia é responsável por fazer chover em várias regiões do Brasil, irrigando lavouras País afora, graças aos rios voadores, imensas massas de ar carregadas de vapor de água que se movem pela atmosfera, como se fossem rios no céu.  A novidade, trazida por um novo estudo, indica que são as terras indígenas as responsáveis por abastecer 80% da área das atividades agropecuárias brasileiras.</p>
<p>Em termos econômicos, significa dizer que a renda do setor agrícola nas áreas mais beneficiadas por essa dinâmica chegou, em 2021, a R$ 338 bilhões — 57% do total nacional, indica o estudo do Instituto Serrapilheira.</p>
<blockquote><p>“O que fizemos foi usar dados que já estavam disponíveis desde 2020 para quantificar de fato essa influência – não só do ponto de vista da água, mas também da economia, em uma abordagem interdisciplinar”, explica a matemática e meteorologista Marina Hirota, professora na UFSC uma das autoras do estudo. “Ou seja, mais do que mapearmos as chuvas que atingem as áreas de agropecuária, convertemos esse dado em valores econômicos.”</p></blockquote>
<h3>Quem se beneficia</h3>
<p>Os dados indicam que 18 estados mais o Distrito Federal encontram-se parcial ou totalmente dentro da área de influência dessas Terras Indígenas (TIs) amazônicas, entre eles Mato Grosso, o maior produtos dor agrícola do País. Há regiões, afirmam os pesquisadores, onde a chuva proveniente da reciclagem de água feita pelas florestas das TIs amazônicas chega a um terço do total anual de chuva de cada local.</p>
<p>A chuva é condição fundamental para o exercício da agricultura e a pecuária, que estão entre as atividades que mais consomem água no Brasil. De acordo acordo com o hidrólogo Caio Mattos, pesquisador de pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e também autor do estudo,  o desmatamento e a degradação das florestas nas Terras Indígenas causam a redução dessas chuvas e, com isso, acarretam riscos graves à economia do País.</p>
<blockquote><p>“Isso significa que a conservação dessas florestas é crucial para garantir a cadeia produtiva do setor agropecuário e, portanto, a produção de uma significativa parcela da economia nacional.”</p></blockquote>
<p>Apesar disso, Rondônia e Mato Grosso, que figuram entre os nove estados mais influenciados por essa chuva, estão entre os estados que mais desmataram florestas desde 1985.</p>
<p>Os dados mostraram, ainda, que as chuvas provenientes dessas TIs contribuem diretamente para a segurança alimentar nacional. Isso porque a participação da agricultura familiar no valor da produção total supera os 50% em vários estados influenciados, e grande parte da produção desses pequenos produtores é destinada, justamente, ao mercado interno.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-32277 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-224x300.jpg" alt="" width="372" height="498" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-224x300.jpg 224w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-765x1024.jpg 765w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-768x1028.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-150x201.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO-450x603.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/rios_voadores-GRAFICO.jpg 1080w" sizes="(max-width: 372px) 100vw, 372px" /></p>
<h3>Barreira ao desmatamento</h3>
<p>As Terras Indígenas ocupam aproximadamente 23% da Amazônia Legal, incluem mais de 450 territórios e abrigam cerca de 403,6 mil pessoas. Elas atuam como barreira ao desmatamento ao longo da história: dos 4,4 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia entre 2019 e 2023, apenas 3% (130,2 mil hectares) ocorreram dentro de TIs.</p>
<p>Isso acontece porque grande parte das atividades desenvolvidas em TIs são realizadas de maneira integrada ao ecossistema, envolvendo formas de uso e manejo que não necessariamente implicam na remoção da vegetação nativa. Existe, assim, relação intrínseca entre a proteção territorial de povos indígenas e a conservação de ecossistemas.</p>
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		<title>Queimadas na Amazônia transformam &#8216;rios voadores&#8217; em &#8216;rios de fumaça&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 17:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[rios voadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/rios-voadores-amazonia-real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma densa cortina de fumaça, resultado das intensas queimadas na Amazônia, está se espalhando por todo o território brasileiro, atingindo até mesmo o centro-sul do País. O fenômeno, agravado pela seca prolongada e pela temporada de incêndios que se iniciou em agosto, transforma os &#8220;rios voadores&#8221; – correntes de umidade que transportam vapor d&#8217;água da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/rios-voadores-amazonia-real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-sourcepos="5:1-5:126">Uma densa cortina de fumaça, resultado das intensas queimadas na Amazônia, está se espalhando por todo o território brasileiro, atingindo até mesmo o centro-sul do País. O fenômeno, agravado pela seca prolongada e pela temporada de incêndios que se iniciou em agosto, transforma os &#8220;rios voadores&#8221; – correntes de umidade que transportam vapor d&#8217;água da floresta para outras regiões – em verdadeiros corredores de fumaça. A dimensão do problema é tamanha que a nuvem de poluentes pode ser vista do espaço.</p>
<p data-sourcepos="7:1-7:352">Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) são alarmantes: nos primeiros 20 dias de agosto, o número de queimadas na Amazônia já ultrapassou o total registrado em todo o mês de agosto de 2023. A seca intensa, que assola a região desde o ano passado, agrava ainda mais a situação, criando condições propícias para a propagação do fogo.</p>
<p data-sourcepos="9:1-9:60">A fumaça proveniente dos incêndios traz sérias consequências para a saúde da população, além de impactar o meio ambiente e a economia. A qualidade do ar se deteriora, aumentando o risco de doenças respiratórias, e a visibilidade é reduzida, afetando o transporte aéreo e terrestre.</p>
<h3 data-sourcepos="3:1-3:62"><strong>O que são rios voadores</strong></h3>
<p data-sourcepos="3:1-3:62">Os rios voadores são imensas quantidades de vapor d&#8217;água que viajam pela atmosfera, carregadas pelos ventos. É como se fossem rios invisíveis que cruzam os céus, transportando umidade de um lugar para outro.</p>
<p data-sourcepos="6:1-6:83">A Floresta Amazônica é a principal &#8220;fábrica&#8221; desses rios voadores. As árvores absorvem água do solo e a liberam para a atmosfera por meio da transpiração. Essa umidade se junta em grandes massas de ar, formando verdadeiros rios que &#8220;voam&#8221; sobre o continente.</p>
<p data-sourcepos="6:1-6:83">Eles são responsáveis por levar a umidade da Amazônia para outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Sudeste, garantindo chuvas e alimentando importantes bacias hidrográficas.</p>
<p>A presença dos rios voadores ajuda a regular o clima em diversas regiões, influenciando a temperatura e as precipitações.</p>
<p>Para se ter ideia do que se perde com a devastação do meio ambiente: a quantidade de água evaporada pelas árvores da Floresta Amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s).</p>
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