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	<title>Rio Xingu &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Rio Xingu &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Dez anos de Belo Monte sob a mira da Corte Interamericana de Direitos Humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 14:12:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/belo-monte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste dia 5 de maio de 2026, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte completa exatamente uma década de operação em Altamira, no Pará. Controlada pela Norte Energia, a planta nasceu como um símbolo do desenvolvimentismo, mas chega aos dez anos consolidada como o epicentro de uma crise humanitária e ambiental que agora bate às portas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/belo-monte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste dia 5 de maio de 2026, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte completa exatamente uma década de operação em Altamira, no Pará. Controlada pela Norte Energia, a planta nasceu como um símbolo do desenvolvimentismo, mas chega aos dez anos consolidada como o epicentro de uma crise humanitária e ambiental que agora bate às portas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).</p>
<p>Embora figure entre as maiores hidrelétricas do mundo, com capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW), a eficiência de Belo Monte é sazonal. Na prática, sua geração média anual é de apenas um terço desse potencial, respondendo por 6% da demanda nacional, como destaca o <a href="https://www.dw.com/pt-br/como-belo-monte-mudou-para-sempre-o-xingu/a-77033731" target="_blank" rel="noopener">DW.</a></p>
<p>Para gerar essa energia, o projeto desviou cerca de 80% do fluxo do Rio Xingu por um canal artificial de 75 quilômetros. O que ficou para trás foi a Volta Grande do Xingu, uma área de 5 mil km² que hoje abriga um ecossistema fragmentado e comunidades em isolamento fluvial.</p>
<p>Por isso, uma carta assinada pela Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida); o Conselho Indigenista Missionário (Cimi); a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab); a Diocese de Altamira; a Justiça Global; o Movimento Xingu Vivo Para Sempre; o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (OPI); e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) foi lançada nesta terça-feira, 5, cobrando justiça para as vítimas da usina.</p>
<p>As entidades dizem esperar que o caso seja admitido pela CIDH e submetido à Corte IDH, responsável por julgá-lo, explica <a href="https://oglobo.globo.com/blogs/miriam-leitao/post/2026/05/dez-anos-depois-impactos-de-belo-monte-seguem-sob-questionamento-internacional.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer nofollow">O Globo</a>.</p>
<h3>O impacto na vida das comunidades</h3>
<p>A chegada da usina deslocou milhares de famílias. Cerca de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="59">322 famílias ribeirinhas</b> ainda lutam na justiça e em negociações com a concessionária Norte Energia para retornar ao &#8220;beiradão&#8221;. Muitos não se adaptaram aos reassentamentos urbanos em Altamira, onde a distância do rio impede a pesca e a agricultura de subsistência.</p>
<p>Para os povos indígenas e ribeirinhos, a mudança não foi apenas técnica, mas vital. O monitoramento independente realizado pelos indígenas Juruna (MATI) revela que a oferta de peixes — principal fonte de proteína e renda — despencou 70%.</p>
<blockquote><p> &#8220;Na verdade, o nosso rio está paralítico. Ele está vivo na parte de cima, na parte de baixo, e aqui está neutro. Peixe tem muito pouco&#8221;, disse o ribeirinho Leonardo Batista.</p></blockquote>
<p>A alteração na vazão impede a reprodução das espécies; as ovas, que antes eclodiam com as cheias naturais, agora secam sob o sol devido ao controle artificial das águas.</p>
<p>A fragilidade do projeto é acentuada pela crise climática. As secas extremas que assolaram a Amazônia entre 2016 e 2024 aprofundaram as violações de direitos e evidenciaram que o hidrograma operacional da usina não assegura as condições mínimas para a vida aquática.</p>
<p>Enquanto a concessionária afirma cumprir as obrigações do leilão e nega ruptura ecológica, especialistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) alertam para um &#8220;ponto de não retorno&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não pode ser que haja uma produção de energia a qualquer custo. O MATI tem sido enfático em seus relatórios técnicos, em seus artigos científicos do monitoramento que continua demonstrando que o hidrograma precisa ser revisto para não atingirmos um ponto de não retorno em relação à vida na Volta Grande do Xingu&#8221;, afirma Janice Cunha, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e parceira do monitoramento independente das comunidades locais,</p></blockquote>
<p>Enquanto a usina gera energia para o país, a população local enfrenta um paradoxo: o Pará possui uma das tarifas de energia elétrica mais caras do Brasil. Para lideranças locais, como Antônia Melo, o &#8220;desenvolvimento alardeado&#8221; resultou em fome, perda de território e aumento da violência ligada ao crime organizado.</p>
<p>As instituições agora esperam que o caso, que tramita na CIDH desde 2011, seja submetido à Corte IDH para o julgamento definitivo das violações.</p>
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		<title>Estudo prova que laser e campo juntos barateiam o monitoramento de florestas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 16:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[monitoramento florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo lançado pelo Imaflora nesta semana, com apoio do Instituto Clima e Sociedade e parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e da ForLidar, aponta que combinar medições em campo com tecnologia pode tornar o monitoramento florestal mais rápido, barato e preciso, especialmente com o uso do LiDAR. Um exemplo prático foi realizado no corredor [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo lançado pelo Imaflora nesta semana, com apoio do Instituto Clima e Sociedade e parceria do Instituto Socioambiental (ISA) e da ForLidar, aponta que combinar medições em campo com tecnologia pode tornar o monitoramento florestal mais rápido, barato e preciso, especialmente com o uso do LiDAR.</p>
<p>Um exemplo prático foi realizado no corredor do rio Xingu (MT) e o resultado do estudo pode ajudar tanto no mapeamento, quanto na construção de políticas públicas no futuro.</p>
<p>Tradicionalmente, técnicos vão até a floresta, medem as árvores, anotam altura e diâmetro e, depois, usam fórmulas para estimar a biomassa e o carbono armazenado.</p>
<p>O grande problema é que esse método é caro e demorado, podendo levar anos para coletar dados em grandes áreas de floresta. Outro problema envolvido é a chance de cometer erros, já que medir a altura de árvores em áreas muito densas pode ter erros de precisão, alterando o resultado em cada mapeamento.</p>
<h3>Como o LiDAR ‘enxerga’ a floresta?</h3>
<p>O LiDAR é uma sigla em inglês para Light Detection and Ranging, um sistema que usa pulsos de laser para mapear o ambiente.</p>
<p>Instalado em drones ou aeronaves, o equipamento dispara milhares de feixes de luz sobre a vegetação. Esses feixes atravessam as copas das árvores e retornam com informações detalhadas sobre altura, densidade e estrutura da floresta, criando uma espécie de modelo 3D da vegetação.</p>
<p>Isso permite entender melhor a distribuição da floresta, de uma forma que vai além da medição tradicional. Baseado nisso, o estudo mostra que o melhor resultado não vem da substituição do trabalho de campo, mas da combinação entre as duas abordagens.</p>
<p>Enquanto o LiDAR identifica áreas semelhantes dentro da floresta, os técnicos conseguem escolher pontos importantes para medir em campo, tornando o processo mais eficiente e estratégico. Embora sejam menos medições ao todo, elas possuem mais qualidade graças a integração.</p>
<h3>Corredor do Rio Xingu como exemplo</h3>
<p>Como exemplo, a pesquisa analisou um projeto real de restauração no corredor do Rio Xingu (MT), conduzido pelo ISA. Na área estudada, com mais de 700 hectares, o uso combinado de LiDAR e inventário de campo trouxe ganhos expressivos como: redução de 81% no esforço de campo, queda de 76% no custo por hectare e diminuição de 67% no erro das estimativas.</p>
<p>Além disso, o tempo total do processo também caiu, enquanto a verificação dos dados se tornou até 3,8 vezes mais eficiente.</p>
<p>Outro ponto importante foi a melhoria na precisão espacial. Com os dados em 3D, ficou mais fácil delimitar exatamente onde estão as áreas monitoradas e acompanhar sua evolução ao longo do tempo.</p>
<p>Para Natali Vilas Boas Silveira, coordenadora de Floresta e Restauração do Imaflora, esse debate é necessário para conseguir dados mais precisos, úteis e economicamente viáveis de operar.</p>
<blockquote><p>&#8220;Discutir escala em restauração e carbono passa necessariamente por discutir viabilidade de monitoramento. Não basta querer ampliar área: é preciso conseguir medir com qualidade, consistência e custo compatível&#8221;, pontua.</p></blockquote>
<h3>Impacto no mercado de carbono</h3>
<p>Esses avanços têm implicações diretas no chamado MRV, sigla para &#8220;Monitoramento, Reporte e Verificação&#8221; de carbono. Hoje, esse processo ainda é caro e complexo, o que dificulta a expansão de projetos de carbono no Brasil, especialmente em áreas de restauração.</p>
<p>Entretanto, o estudo aponta que o uso de tecnologias como o LiDAR pode ajudar melhorar esse cenário ajudando a reduzir custos operacionais, aumentar a confiabilidade dos dados, facilitar auditorias e permitir um monitoramento em larga escala.</p>
<p>Na prática, a principal conclusão do estudo é que o futuro do monitoramento florestal não está apenas na tecnologia ou no trabalho de campo isoladamente, mas na integração entre os dois, que possibilita gerar estimativas mais confiáveis com menos esforço.</p>
<p>Além disso, a integração promete gerar mudanças importantes para projetos de restauração, financiamento climático e políticas públicas no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Saiba como o desmatamento na Amazônia está afetando a geração de energia no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 13:02:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Usina Hidrelétrica de Belo Monte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/belo-monte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O desmatamento na Amazônia está dexiando de gerar energia suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas no Brasil, causando um prejuízo de R$ 1,1 bilhão para as duas maiores usinas hidrelétricas do País. Localizada em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, a usina hidrelétrica de Belo Monte é a segunda maior do País e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/belo-monte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O desmatamento na Amazônia está dexiando de gerar energia suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas no Brasil, causando um prejuízo de R$ 1,1 bilhão para as duas maiores usinas hidrelétricas do País.</p>
<p>Localizada em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará, a usina hidrelétrica de Belo Monte é a segunda maior do País e também uma das mais prejudicadas pelo avanço desenfreado do desmatamento. De acordo com <a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2025/03/O-Desmatamento-Corta-a-Luz.pdf" target="_blank" rel="noopener">estudo do Climate Policy Initiative/PUC-Rio (CPI/PUC-Rio) e do Amazônia 2030</a>, a Belo Monte teve uma perda potencial média de geração 2.400 GWh e R$ 638 milhões em receita por ano devido à devastação e o seu impacto sobre o regime de chuvas na região.</p>
<p>Somente a energia perdida em Belo Monte equivale ao consumo de 956 mil brasileiros em 2023.</p>
<h3>Itaipu</h3>
<p>No sul do Brasil, a mais de 1000 km de distância, a usina hidrelétrica de Itaipu também sofre os efeitos da destruição da floresta. A pesquisa estima que a perda potencial de geração lá é de 1.380 GWh e de R$ 500 milhões em receita por ano. A perda de energia na usina, decorrente do desmatamento, é equivalente ao consumo de 552 mil brasileiros em 2023.</p>
<p>Juntas, as duas usinas representam 23% da geração hidráulica da matriz elétrica brasileira.</p>
<h3>Rios voadores</h3>
<p>Isso ocorre porque a floresta amazônica é responsável por formar os chamados rios voadores &#8211; correntes de ar carregadas de umidade que se movimentam no sentido sentido norte-sul e garantem o abastecimento de rios e a irrigação das plantações. Quando as correntes de ar atravessam áreas desmatadas, perdem umidade e isso reduz a incidência de chuva ao longo do caminho. Por causa disso, a vazão dos rios caí e a capacidade de geração hidrelétrica nas usinas também.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">“A energia hidrelétrica é uma fonte de geração renovável, barata e que traz maior flexibilidade para operar o sistema elétrico. Mas é também uma fonte bastante vulnerável às alterações nos regimes de chuva. O desmatamento na Amazônia afeta não somente a área desmatada, mas impacta negativamente usinas a quilômetros de distância do bioma.”, explica Gustavo Pinto, analista sênior do CPI/PUC-Rio.</span></p></blockquote>
<h3>Correntes de ar</h3>
<p>Para reverter esse quadro, o estudo identificou as áreas da Amazônia que são atravessadas pelas correntes de ar essenciais para a geração de energia nas duas usinas e que já foram desmatadas. Em relação a Itaipu, 17% da área mais relevante já foi devastada, enquanto que em Belo Monte a destruição atingiu 13% da área da floresta mais relevante para a operação da usina.</p>
<blockquote><p>“A identificação das áreas que mais influenciam a geração de energia das usinas é importante para orientar a implementação de políticas de conservação e restauração de modo mais eficiente e o direcionamento de recursos para mitigar os efeitos adversos da geração de energia do País.”, aponta João Arbache, analista do CPI/PUC-Rio.</p></blockquote>
<p>O estudo ressalta ainda que se as perdas continuarem a capacidade de o Sistema Interligado Nacional (SIN) atender à demanda nacional pode ser comprometida. Além disso, com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, o futuro da geração de energia por hidrelétricas é incerto e, por isso, os pesquisadores defendem que o setor atue para promover a conservação.</p>
<blockquote><p>“O setor elétrico precisa investir na conservação da Amazônia. A proteção da floresta é fundamental para a estabilidade do fornecimento de energia e para evitar prejuízos econômicos para as hidrelétricas.”, destaca Gustavo Pinto.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Projetos sustentáveis da região do Xingu vão receber investimento de R$ 60 milhões</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-vai-investir-r-60-milhoes-no-desenvolvimento-sustentavel-da-regiao-do-xingu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 19:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[PDRSX]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Projetos com foco na melhoria das condições de desenvolvimento e social e na proteção ambiental dos municípios da região do Xingu devem receber mais de R$ 60 milhões em investimento do governo federal. As iniciativas beneficiadas serão conhecidas a partir de abril, quando sai o resultado de uma seleção pública direcionada para as necessidades dessa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/xingu-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Projetos com foco na melhoria das condições de desenvolvimento e social e na proteção ambiental dos municípios da região do Xingu devem receber mais de R$ 60 milhões em investimento do governo federal. As iniciativas beneficiadas serão conhecidas a partir de abril, quando sai o resultado de uma seleção pública direcionada para as necessidades dessa região.</p>
<p>O Plano Sub-regional de Desenvolvimento Sustentável do Xingu (PDRSX) existe desde 2010 e tem o objetivo de apoiar propostas que conciliem a riqueza natural e cultural com oportunidades de crescimento responsável. A ideia é que as atividades econômicas reflitam o compromisso com o bem-estar das comunidades e a biodiversidade da Amazônia.</p>
<p>No total, devem ser 50 projetos selecionados em toda a extensão da bacia, que estende do Pará até o Mato Grosso. Aqui no estado, os beneficiados serão iniciativas desenvolvidas nos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.</p>
<p>Os trabalhos devem atuar para a melhoria do ordenamento territorial, da regularização fundiária e gestão ambiental; da infraestrutura para o desenvolvimento; do fomento às atividades produtivas sustentáveis; da inclusão social, saúde e educação; e o apoio a povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p>Dessa forma, o PDRSX pretende promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida das pessoas nessas cidades, como forma de mitigar os impactos socioeconômicos causados pela implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.</p>
<p>Outra meta do governo, de acordo com o Decreto 10.729, de 2021, é criar uma agência de desenvolvimento local para mobilizar outros parceiros e mais recursos para os municípios banhados pelo Xingu.</p>
<blockquote><p>&#8220;O objetivo é essa agência ser responsável pelo legado do projeto do PDRX, que pode chegar a R$ 500 milhões em investimento. Então, o decreto determina a criação de uma agência de desenvolvimento local, que venha a ser a curadora desse patrimônio de projetos, na forma de uma fundação, por exemplo, e que também seja capaz de conseguir Vitarque Coêlho, coordenador-geral de Gestão do Território do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR).</p></blockquote>
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		<title>Cheias nos rios Itacaiúnas, Tocantins e Xingu deixam famílias desabrigadas no sudeste paraense</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cheias-nos-rios-itacaiunas-tocantins-e-xingu-deixam-familias-desabrigadas-no-sudeste-paraense/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 18:57:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cheias]]></category>
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		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Marabá]]></category>
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		<category><![CDATA[situação de emergência]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/enchente_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Ao menos 81 famílias de Marabá ficaram desabrigadas após as cheias nos rios Itacaiúnas e Tocantins. Segundo a Defesa Civil, outras 88 famílias estão desalojadas e precisaram ficar em casas de parentes e amigos, e 13 estão ilhadas. O problema é efeito direto da alta do volume de chuvas na região que fez com o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/enchente_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Ao menos 81 famílias de Marabá ficaram desabrigadas após as cheias nos rios Itacaiúnas e Tocantins. Segundo a Defesa Civil, outras 88 famílias estão desalojadas e precisaram ficar em casas de parentes e amigos, e 13 estão ilhadas. O problema é efeito direto da alta do volume de chuvas na região que fez com o nível dos rios passasse da cota de segurança.</p>
<p>Na última sexta-feira, 14, o rio Itacaiúnas estava com 11,21 metros (nível de emergência) e o Tocantins, com 9,34 (nível de alerta), segundo a Agência Nacional de Águas. Diante do risco, o Exército foi mobilizado para prestar socorro à comunidade. De acordo com o jornal <a href="https://www.oliberal.com/para/cheias-dos-rios-itacaiunas-e-tocantins-deixam-81-fam%C3%ADlias-desabrigadas-em-maraba-1.930255" target="_blank" rel="noopener">O Liberal</a>, além de resgatar as pessoas atingidas, os militares também estão oferecendo apoio logístico na distribuição de mantimentos, água potável e assistência básica.</p>
<h3>São Félix do Xingu</h3>
<p>As enchentes também preocupam em São Félix do Xingu, onde o rio Xingu atingiu 7.92 metros. A elevação do nível fez com que mais de 200 km de estradas ficaram intrafegáveis, afetando mais de 8,9 mil famílias e deixando 1.792 desalojadas.</p>
<p>A prefeitura de São Félix do Xingu decretou situação de emergência devido aos impactos causados pelas chuvas e ressaltou que comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas e pequenos produtores rurais foram diretamente afetados.</p>
<blockquote><p>“Tenho medo porque pode aparecer cobra, estou ficando no andar de cima e suspendi os móveis. Na redondeza os vizinhos se mudaram, todos tiveram que sair porque a água invadiu o imóvel”, disse o morador de São Félix do Xingu, Francisco Protázio, ao<a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/03/14/enchentes-no-pa-municipio-recebe-ajuda-do-exercito-e-outros-dois-decretam-situacao-de-emergencia.ghtml" target="_blank" rel="noopener"> G1 Pará</a>.</p></blockquote>
<h3>Situação de emergência</h3>
<p>Atualmente, a situação de emergência é reconhecida pelo governo federal em seis municípios paraenses: Jacareacanga, Ulianópolis, Novo Progresso, Rurópolis, Bannach e Aveiro. Com isso, os municípios podem solicitar recursos para ações emergenciais de defesa civil.</p>
<p>Em todo o estado também há 58 reconhecimentos vigentes por estiagem, 35 por incêndios florestais, dois por vendaval e um por doenças infecciosas virais.</p>
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		<title>Pará ganha primeira Trilha Aquática dentro do turismo sustentável no Rio Xingu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 12:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[RDS Vitória de Souzel]]></category>
		<category><![CDATA[Revis Tabuleiro do Embaubal]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará acaba de inaugurar sua primeira Trilha Aquática Xingu, um marco no turismo sustentável e na conservação ambiental do estado. Com 42 km de extensão, o percurso atravessa duas importantes Unidades de Conservação, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Vitória de Souzel e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Tabuleiro do Embaubal, ambas gerenciadas pelo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará acaba de inaugurar sua primeira Trilha Aquática Xingu, um marco no turismo sustentável e na conservação ambiental do estado. Com 42 km de extensão, o percurso atravessa duas importantes Unidades de Conservação, Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Vitória de Souzel e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Tabuleiro do Embaubal, ambas gerenciadas pelo Ideflor-Bio. Essas áreas protegidas são conhecidas por sua rica biodiversidade, especialmente pela importância na proteção de quelônios amazônicos.</p>
<p>O trajeto interliga os municípios de Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, na região sudoeste paraense, e é resultado de uma parceria entre o Ideflor-Bio, a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e a empresa Xingu Adventure. A iniciativa contou, ainda, com o trabalho de voluntários, como de Diego Barros, Helder Campina e Rômulo Santos, e do técnico do Ideflor-Bio, Átilla Mello.</p>
<blockquote><p>“A criação da Trilha Aquática Xingu abre uma porta imensa para o desenvolvimento da atividade turística, através das remadas, e é uma oportunidade gigantesca de atrair visitantes de dentro e fora do estado”, celebra Wyllyan Farias, um dos idealizadores da trilha.</p></blockquote>
<p>Além de oferecer um roteiro diferenciado de ecoturismo, a trilha também promove a interação sustentável com comunidades locais, como a de Pirarucucuara, que servirá de ponto de apoio para os aventureiros.</p>
<figure id="attachment_32498" aria-describedby="caption-attachment-32498" style="width: 591px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-32498" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2-300x200.jpg" alt="" width="591" height="394" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/trilha_aquatica2.jpg 800w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /><figcaption id="caption-attachment-32498" class="wp-caption-text">Foto: Helder Lana</figcaption></figure>
<p>Serviços como café da manhã, almoço e hospedagem são oferecidos por moradores da região, entre eles Carina Xavier e Benedita Ilene, que já começam a ver o potencial do projeto para o desenvolvimento local.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo é integrar conservação ambiental e geração de renda para as comunidades, garantindo benefícios para todos os envolvidos”, destacou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.</p></blockquote>
<h3><strong>Conscientização ambiental</strong></h3>
<p>Além da beleza natural, a trilha busca conscientizar sobre a importância de preservação das áreas protegidas e da fauna aquática. O Tabuleiro do Embaubal, por exemplo, é uma das principais áreas de reprodução de quelônios na Amazônia. Já a RDS Vitória de Souzel reforça o manejo sustentável e a valorização cultural dos povos que vivem na região.</p>
<blockquote><p>“Iniciativas como essa são fundamentais para ampliar a conexão entre as pessoas e a natureza, além de integrar as trilhas aquáticas à Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso, promovendo o Pará como destino internacional”, afirmou Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém e diretor nacional da Rede Brasileira de Trilhas.</p></blockquote>
<p>Para operacionalizar o percurso, a Xingu Adventure oferece suporte técnico e logístico aos visitantes. Além disso, Nivaldo, morador da região, disponibiliza transporte de lancha para facilitar o deslocamento entre os trechos. O técnico Átilla Mello, do Ideflor-Bio, é o responsável por fornecer informações detalhadas e autorizações para acesso às Unidades de Conservação.</p>
<h3><strong>Envolvimento da comunidade</strong></h3>
<p>A comunidade local está diretamente envolvida no projeto, reforçando o modelo de turismo sustentável e participativo.</p>
<blockquote><p>“É uma iniciativa que traz não apenas turistas, mas também novas possibilidades de renda e valorização das tradições locais”, afirmou Nilson Pinto. Segundo ele, o planejamento do percurso priorizou a proteção ambiental e a inclusão social, dois pilares essenciais para o sucesso de iniciativas como essa.</p></blockquote>
<p>Os visitantes interessados em explorar a Trilha Aquática Xingu podem entrar em contato diretamente com os serviços locais. O apoio comunitário e a estrutura já preparada são diferenciais que prometem transformar o trajeto em uma experiência única. Para mais informações e reservas, o Ideflor-Bio disponibiliza o telefone de Átilla Mello, técnico responsável pela gestão da trilha.</p>
<p>Com o lançamento, a expectativa é que a trilha se torne um modelo de ecoturismo em toda a região amazônica, atraindo turistas nacionais e internacionais.</p>
<blockquote><p>“A criação da Trilha Aquática Xingu é mais um exemplo de como podemos aliar conservação e desenvolvimento, protegendo nossas riquezas naturais e, ao mesmo tempo, fortalecendo as comunidades locais”, finalizou Júlio Meyer.</p></blockquote>
<p>Serviços como o transporte fluvial e alimentação estão sendo fundamentais para integrar turistas e moradores. A Trilha Aquática Xingu já é um marco no turismo ambiental do Pará, abrindo caminhos não apenas pelo rio, mas também para o futuro do desenvolvimento sustentável.</p>
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		<title>Turismo no Pará explora experiências em contato com a natureza, a cultura e as comunidades tradicionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Dec 2024 13:14:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CURIOSIDADES]]></category>
		<category><![CDATA[ilha de maiandeua]]></category>
		<category><![CDATA[kaiara]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Amazonas]]></category>
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		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Xingu Adventure]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/Ecosturismo-Conduz-Maiandeua-Thiago-Maiandeua-e1734699059441-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O turismo está em alta no Pará e atrai cada vez mais visitantes interessados em conhecer não apenas as cidades e os pontos mais conhecidos de Belém e Santarém, por exemplo, mas também as belezas pouco exploradas de comunidades imersas na floresta. Ao longo de 2024, o Pará Terra Boa mostrou muitos desses encantos nas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/Ecosturismo-Conduz-Maiandeua-Thiago-Maiandeua-e1734699059441-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O turismo está em alta no Pará e atrai cada vez mais visitantes interessados em conhecer não apenas as cidades e os pontos mais conhecidos de Belém e Santarém, por exemplo, mas também as belezas pouco exploradas de comunidades imersas na floresta. Ao longo de 2024, o <strong>Pará Terra Boa</strong> mostrou muitos desses encantos nas diferentes regiões e relembra alguns deles. Nessa época de celebração e relaxamento, que tal arrumar as malas e conhecer um pouco do nosso estado?</p>
<h3>Desbravar a Amazônia pelas águas</h3>
<p>No oeste paraense, os rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns oferecem contato com três ecossistemas diferentes com águas negras, barrentas e azuis. Uma peculiaridade dessa região e que pode ser conhecida a partir dos roteiros oferecidos pela <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/roteiros-turisticos-buscam-explorar-encantos-pouco-conhecidos-do-oeste-do-para/">Kaiara</a>, que valoriza também a tradição e a importância do transporte fluvial, que conduz os turistas para locais mais famosos, como as praias de Alter do Chão, mas também para destinos menos populares, como a comunidade Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós ou uma visita a uma aldeia do povo Munduruku. Além de apreciar, o importante é se permitir conectar com as pessoas e com o modo de vida das populações tradicionais da Amazônia.</p>
<figure id="attachment_27454" aria-describedby="caption-attachment-27454" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-27454 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-1024x575.jpg" alt="" width="1024" height="575" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-1024x575.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-768x431.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-1536x863.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-2048x1150.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/Kaiara-Credito-Daniel-Gutierrez-1200x674.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27454" class="wp-caption-text">Empresa aposta nos encantos dos rios da região. Foto: Daniel Gutiérrez</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O que importa é fugir dos estereótipos e criar uma conexão real entre o turista e a comunidade. O que propomos é fazer um turismo que permita conhecer as pessoas de verdade. Não são genéricos, são pessoas que estão ali para compartilhar a experiência com você”, diz Martin Frankenberg, um dos sócios da Kaiara.</p></blockquote>
<h3>Turismo de aventura no Rio Xingu</h3>
<p>É também pelas águas, mas dessa vez do Rio Xingu, que os turistas podem conhecer uma das regiões mais visadas pela sua rica biodiversidade e importância sociocultural. Os passeios de caiaque da <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/estrategia-de-impacto-socioambiental-impulsiona-turismo-na-regiao-do-rio-xingu/">Xingu Adventure</a> levam os visitantes a descobrir atrativos inesperados, como cachoeiras, cavernas ou a reserva Tabuleiro do Embaubal, onde ocorre a desova e a proteção das tartarugas-da-amazônia. São experiências únicas e que reforçam o potencial do turismo como atividade aliada da sustentabilidade.</p>
<figure id="attachment_28595" aria-describedby="caption-attachment-28595" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28595 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-1024x863.jpg" alt="" width="1024" height="863" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-1024x863.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-300x253.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-768x647.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-150x126.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-450x379.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha-1200x1011.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/soltura-de-tartarugas-Mayara-Aranha.jpg 1265w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28595" class="wp-caption-text">Turistas tem a experiência de acompanhar a soltura das tartarugas da Amazônia no Tabuleiro do Embaubal. Foto: Mayara Aranha</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A gente tem percebido que as pessoas ficam encantadas, seja qual for o passeio. Muitas nem esperavam encontrar tanta beleza aqui no território do Xingu. E conseguimos oferecer isso com uma boa estrutura para que eles possam conhecer coisas novas, as belezas naturais e com respeito à sustentabilidade. Essa vivência na Amazônia é única e estar no Xingu é um diferencial”, afirma o turismólogo Wyllyan Farias.</p></blockquote>
<h3>Ecoturismo na ilha mágica de Maiandeua</h3>
<p>No nordeste paraense, as praias de Algodoal, localizadas na ilha de Maiandeua, no município de Maracanã, são um dos principais destinos de veraneio e de festas, porém mesmo em um local bastante conhecido é possível ter uma experiência diferente e é isso que propõe o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/jovens-buscam-valorizar-tradicoes-e-cultura-de-maiandeua-com-ecoturismo/">Conduz Maiandeua</a>. A proposta é baseada no ecoturismo e oferece roteiros e atividades que permitem a conexão dos visitantes com as tradições da comunidade, como a produção de instrumentos musicais, participar de rodas de carimbó ou comer peixe assado na técnica do avuado.</p>
<blockquote><p>“A gente tenta fazer a nossa parte, enquanto nativo, dar uma alternativa mostrando para o turista que é possível valorizar a natureza junto com a gente e fazer dela algo melhor para usufruir em comunhão com a comunidade”, diz Thiago Maiandeua.</p></blockquote>
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		<title>Governo reconhece situação de emergência devido à seca em mais cinco municípios do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 18:24:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[defesa civil]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[estiagem]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[situação de emergência]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-rio-xingu-Prefeitura-de-Altamira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) publicou uma nova portaria que reconhece a situação de emergência provocada pela estiagem nos municípios de Almeirim, Altamira, Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Agora, já são 76 reconhecimentos federais de situação de emergência vigentes no Pará, dos quais 37 são devido aos incêndios florestais, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-rio-xingu-Prefeitura-de-Altamira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) publicou uma nova portaria que reconhece a situação de emergência provocada pela <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-no-tapajos-provoca-isolamento-de-mais-de-9-mil-familias-em-santarem/" target="_blank" rel="noopener">estiagem</a> nos municípios de Almeirim, Altamira, Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Agora, já são 76 reconhecimentos federais de situação de emergência vigentes no Pará, dos quais 37 são devido aos incêndios florestais, 31 por estiagem, sete por chuvas intensas e um por enxurradas.</p>
<p>Com essa medida, as prefeituras ficam aptas a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros. Na última terça-feira, 29, por exemplo, foram liberados mais de R$ 1 milhão para Ponta de Pedras que já tinha o reconhecimento federal.</p>
<p>Nos novos municípios atendidos, os principais impactados são vivenciados principalmente por populações ribeirinhas, que enfrentam dificuldades de deslocamento e de acesso à água potável e a alimentos em razão da seca severa nos rios Amazonas e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/imagens-de-satelite-mostram-impacto-da-seca-severa-no-rio-xingu/">Xingu</a>.</p>
<p>De acordo com o mais recente monitoramento de secas feito pela Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA), no Pará as chuvas seguem abaixo da normalidade e, por isso, houve um avanço do status de seca moderada em grande parte do estado e da situação grave nas regiões oeste e sudeste.</p>
<h3>Saiba como ajudar</h3>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> une-se à campanha do Projeto Saúde &amp; Alegria (PSA) em apoio aos povos ribeirinhos, indígenas, quilombolas e extrativistas, afetados pela seca severa que atinge a região do Baixo Amazonas. A campanha, que está sendo possível graças à parceria com organizações e movimentos sociais, inclui a distribuição de filtros de nanotecnologia para comunidades isoladas pela estiagem. Estes filtros, acoplados a baldes, promovem um verdadeiro milagre: transformam a água barrenta em potável.</p>
<p>E você pode ajudar, acessando o link:</p>
<p><a href="https://www.doebem.org.br/organizacao_recomendada?org=saude_alegria&amp;lang=pt" target="_blank" rel="noopener">https://www.doebem.org.br/organizacao_recomendada?org=saude_alegria&amp;lang=pt</a></p>
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		<title>Imagens de satélite mostram impacto da seca severa no Rio Xingu</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/imagens-de-satelite-mostram-impacto-da-seca-severa-no-rio-xingu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 17:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Seca-extrema-rio-Xingu-situacao-hidrica-critica-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas, enfrenta uma das secas mais severas da sua história. Em 15 de outubro de 2024, o nível do rio atingiu seu menor patamar histórico para a época, com apenas 237 centímetros, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Esse número representa uma queda drástica em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Seca-extrema-rio-Xingu-situacao-hidrica-critica-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas, enfrenta uma <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/agencia-do-governo-federal-confirma-seca-em-100-do-territorio-paraense/" target="_blank" rel="noopener">das secas mais severas</a> da sua história. Em 15 de outubro de 2024, o nível do rio atingiu seu menor patamar histórico para a época, com apenas 237 centímetros, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Esse número representa uma queda drástica em relação aos 475 centímetros considerados normais para o período, e supera a marca anterior de 254 cm, registrada em 30 de novembro de 2023. as informações são do <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/10/30/antes-e-depois-imagens-de-satelite-mostram-impacto-da-estiagem-extrema-no-rio-xingu.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1.</a></p>
<p>Imagens de satélite de um trecho do rio Xingu (<em>abaixo</em>), próximo à Usina de Belo Monte, mostram os reflexos da estiagem prolongada na região. A Prefeitura de Altamira, por onde passa o Rio Xingu, decretou situação de emergência em função da grave seca.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31360 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu-300x241.avif" alt="" width="491" height="394" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu-300x241.avif 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu-768x617.avif 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu-150x120.avif 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu-450x361.avif 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-xingu.avif 984w" sizes="(max-width: 491px) 100vw, 491px" /></p>
<p>As consequências da seca são trágicas. Os primeiros a serem afetados diretamente são as comunidades ribeirinhas e indígenas, que dependem do rio para sua subsistência. A navegação no rio dificultada impacta o transporte de pessoas e mercadorias e compromete a economia regional. A agricultura também sofre com a falta de água para irrigação, afetando a produção de alimentos e a renda dos agricultores.</p>
<p>A redução drástica no volume de água do Xingu<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/escassez-hidrica-no-rio-xingu-deve-afetar-geracao-de-energia-pela-belo-monte/" target="_blank" rel="noopener"> obrigou a usina hidrelétrica de Belo Monte</a> a operar com apenas 2 das 18 turbinas no início de setembro. A Norte Energia, concessionária da usina, ainda não se manifestou sobre a manutenção desse protocolo de funcionamento, deixando a população em alerta quanto aos impactos dessa decisão na vida das comunidades ribeirinhas e na geração de energia.</p>
<p>Para José Edmilson, pescador de Altamira, a seca atual é inédita. Ele afirma que nunca antes havia visto o rio Xingu em uma situação tão crítica. A falta de água compromete a pesca, atividade essencial para a subsistência de muitas famílias, e ameaça a biodiversidade local.</p>
<blockquote><p>&#8220;Se for viver só da pesca, passa fome aqui. Minha família passa fome, porque não tem jeito da gente viver nessa seca. E antes da barragem não tinha isso. Está tudo seco. Como é que a gente vai andar? O sofrimento da gente tá grande,&#8221; disse Edmilson</p></blockquote>
<h3>Causas conhecidas</h3>
<p>As causas da seca são multifatoriais. A construção da Usina de Belo Monte, que alterou o regime hidrológico do rio, é um dos fatores que contribuíram para a intensificação da crise. As mudanças climáticas globais, com o aumento da temperatura e a alteração dos padrões de chuva, também desempenham um papel crucial.</p>
<p>Segundo Carlos Bordalo, professor da Universidade Federal do Pará e líder do Grupo de Pesquisa Geografia das Águas da Amazônia, há ainda o<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/operacao-da-policia-federal-desativa-garimpos-ilegais-de-ouro-no-xingu/" target="_blank" rel="noopener"> fator humano</a>, que deixa a situação ainda maiso grave.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse cenário é agravado por problemas decorrentes da ação de assoreamento dos rios, da ocupação das planícies de inundação, do aumento do consumo das águas e do desmatamento provocado pela atividade madeireira, agropecuária e garimpeira&#8221;, diz o pesquisador</p></blockquote>
<p>A seca no Xingu é um alerta para a necessidade de uma mudança de paradigma na relação entre o homem e a natureza. É preciso repensar as nossas práticas e adotar medidas que promovam a conservação dos recursos naturais e a adaptação às mudanças climáticas. A crise hídrica no Xingu é um desafio, mas também uma oportunidade para construir um futuro mais sustentável para a Amazônia e para o planeta.</p>
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		<title>Seca severa no rio Xingu deve afetar geração de energia pela Belo Monte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 14:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Monte]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[escassez hídrica]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/belo_monte-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou, na segunda-feira, 30, Declaração de Situação Crítica de Escassez Hídrica no trecho do rio Xingu e no seu afluente federal, o rio Iriri, até 30 de novembro de 2024. Além da navegação prejudicada, a seca do Xingu pode impactar também a geração de energia porque [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/belo_monte-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou, na segunda-feira, 30, Declaração de Situação Crítica de Escassez Hídrica no trecho do rio Xingu e no seu afluente federal, o rio Iriri, até 30 de novembro de 2024.</p>
<p>Além da navegação prejudicada, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-enfrenta-a-pior-seca-de-sua-historia-recente-informa-o-cemaden/" target="_blank" rel="noopener">a seca</a> do Xingu pode impactar também a geração de energia porque é no rio que  está instalada a hidrelétrica de Belo Monte, uma das maiores usinas do País, que abastece ainda 23 cidades com mais de 560 mil habitantes.</p>
<p>A medida visa a aumentar a segurança hídrica da região e mitigar os impactos dos baixos níveis dos rios sobre os usos da água, além de comunicar à população a gravidade da situação de seca na região</p>
<p>De acordo com os institutos de climatologia, a precipitação acumulada na Bacia Hidrográfica do rio Xingu de outubro de 2023 a setembro de 2024 foi caracterizada por chuvas abaixo da média, tendência que continua.</p>
<blockquote><p>&#8220;As anomalias negativas de chuva afetaram os níveis na bacia do Xingu, especialmente no trecho de Altamira, que estão abaixo dos valores mínimos já observados para essa época do ano&#8221;, diz a Agência.</p></blockquote>
<p>Segundo a Agência, há possibilidade de a situação piorar em outubro e novembro com impacto sobre os usos.</p>
<p>No dia 23 de setembro, a Agência aprovou a proposta de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-seca-severa-rio-tapajos-esta-em-situacao-de-escassez-hidrica/" target="_blank" rel="noopener">Declaração de Situação de Escassez Hídrica no trecho baixo do rio Tapajós.</a></p>
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