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	<title>Rio Negro &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Rio Negro &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Cobertura de água na Amazônia Central reduziu 8% durante a seca de 2023 e deve piorar este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 14:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/seca-amazonia-tefe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca histórica do ano passado deixou um alerta para a vulnerabilidade da região amazônica a novos eventos extremos. De acordo com um novo estudo,  a cobertura de água na porção central da Amazônia reduziu 8% nos meses de novembro e dezembro de 2023 em comparação com as demais médias mensais. Desenvolvida por Instituto Nacional [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/seca-amazonia-tefe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca histórica do ano passado deixou um alerta para a vulnerabilidade da região amazônica a novos eventos extremos. De acordo com um novo estudo,  a cobertura de água na porção central da Amazônia reduziu 8% nos meses de novembro e dezembro de 2023 em comparação com as demais médias mensais.</p>
<p>Desenvolvida por Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, e a Universidade Tecnológica do Uruguai, a  pesquisa foi conduzida nas bacias dos rios Amazonas, Solimões, Negro, Madeira e Tapajós com dados de sensoriamento remoto que coletam informações sob diferentes condições climáticas e até mesmo na presença de nuvens.</p>
<p>Com a análise de mais de 1.500 imagens da região no período entre 2017 a 2024, foi possível observar como as mudanças se manifestam e afetam diretamente as comunidades locais.</p>
<p>As evidências indicam que a atual estiagem pode levar a uma redução ainda mais drástica na cobertura de água. Em setembro de 2023, por exemplo, foram registrados 57.624 km² de águas abertas na Amazônia Central, enquanto que em setembro deste ano a área foi de 51.775 km², o que representa uma redução de 18%.</p>
<p>A estiagem é um fenômeno esperado nessa época em que a Amazônia passa pelo verão, no entanto, o que se observa nos últimos anos é a sua intensificação devido à influência de diferentes fatores.</p>
<blockquote><p>“Houve um aumento extremo de temperatura. Em alguns lagos, o calor superou os 40 graus Celsius. Isso, somado ao aumento do desmatamento e dos incêndios florestais, contribui para intensificar e prolongar a época de seca”, explicou à <a href="https://abori.com.br/ambiente/amazonia-central-perde-8-por-cento-de-cobertura-de-agua-nos-ultimos-dois-meses-de-2023/" target="_blank" rel="noopener">Agência Bori</a> o pesquisador do INPE Daniel Maciel, que é um dos autores do estudo.</p></blockquote>
<p>Os rios são recursos importantes para as florestas e também estão integrados aos modos de vida das populações tradicionais, como ribeirinhos e indígenas. Por isso, as secas consecutivas são ainda mais graves, já que interferem na segurança alimentar, reduzindo a oferta de peixes e prejudicando a produção de mandioca, que é a base para a produção de farinha. O caso da<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-extrema-deixa-toneladas-de-peixes-mortos-em-comunidade-ribeirinha-de-santarem/"> mortandade de peixes na comunidade Igarapé do Costa, em Santarém</a>, é apenas um exemplo desse impacto.</p>
<p>Para mitigar esses efeitos, Daniel Maciel diz que são necessárias ações que contemplem o monitoramento contínuo dessas áreas, a oferta de ajuda humanitária e a investigação de punição dos responsáveis por crimes ambientais.</p>
<blockquote><p>“A redução do desmatamento, com controle, monitoramento e punição do desmatamento ilegal, o combate a incêndios florestais e o monitoramento em tempo real dessas ocorrências, o uso racional da água e a implementação de estratégias de longo prazo para combater as mudanças climáticas são algumas das ações importantes”, ressalta o pesquisador.</p></blockquote>
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		<title>Imagens de satélite mostram antes e depois dos rios da Amazônia por causa da seca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 16:34:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca_rio_negro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A maior seca em décadas que atinge a Amazônia nos últimos meses foi evidenciada em imagens de satélite, capturadas pela SCCON por meio do programa Brasil MAIS. Elas mostram a retração alarmante dos Rios Negro e Solimões, com a formação de extensos bancos de areia e áreas antes submersas agora expostas. A situação, que se [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca_rio_negro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-enfrenta-a-pior-seca-de-sua-historia-recente-informa-o-cemaden/" target="_blank" rel="noopener">maior seca em décadas</a> que atinge a Amazônia nos últimos meses foi evidenciada em imagens de satélite, capturadas pela SCCON por meio do programa Brasil MAIS. Elas mostram a retração alarmante dos Rios Negro e Solimões, com a formação de extensos bancos de areia e áreas antes submersas agora expostas.</p>
<p>A situação, que se agrava a cada dia, levanta preocupações sobre os impactos para a biodiversidade, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/escassez-hidrica-no-rio-xingu-deve-afetar-geracao-de-energia-pela-belo-monte/" target="_blank" rel="noopener">a economia,</a> <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-no-rio-tapajos-compromete-acesso-da-populacao-a-servicos-basicos/" target="_blank" rel="noopener">as comunidades locais</a> e o clima global.</p>
<p>De acordo com a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/10/imagens-de-satelite-mostram-antes-e-depois-de-rios-da-amazonia-na-seca.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo,</a> as fotos, coletadas em 8 de agosto e 2 de outubro, revelam uma retração de cerca de 118 km no Rio Negro em um trecho localizado a 118 km de Manaus. As fotos mostram claramente a formação de bancos de areia, poças rasas e extensas áreas de terra firme no leito do rio, evidenciando a gravidade da seca.</p>
<p>No Rio Solimões, em Tabatinga (AM), cerca 1.000 mil km dali, aconteceu o mesmo. O registro de 17 de julho mostra a água correndo, ainda que terrosa, por causa de sedimentos. Mas a foto de 21 de setembro, já mostra o leito mais baixo, com bancos de areia e áreas secas no entorno.</p>
<p>No domingo, 6, o Rio Negro atingiu seu nível mais baixo em 122 anos de medição em Manaus (AM): 12,39 metros de profundidade.</p>
<p>Os impactos da seca na Amazônia<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-seca-severa-rio-tapajos-esta-em-situacao-de-escassez-hidrica/" target="_blank" rel="noopener"> são diversos e abrangentes.</a> A retração dos rios <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/seca-no-tapajos-deve-aumentar-transporte-de-cargas-pela-br-163/" target="_blank" rel="noopener">dificulta o transporte de pessoas e mercadorias</a>, prejudica a pesca e a agricultura, e ameaça a biodiversidade da região. Além disso, a seca aumenta o risco de incêndios florestais, liberando ainda mais carbono na atmosfera e acelerando o processo de desertificação.</p>
<p>As comunidades ribeirinhas são as mais afetadas pela seca, enfrentando dificuldades para garantir o abastecimento de água para consumo humano e para atividades produtivas. A falta de água também impacta a fauna e a flora, com a morte de peixes e a redução da disponibilidade de alimentos para outros animais.</p>
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		<title>Rios amazônicos seguem sofrendo com os impactos das mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 13:24:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Seca-no-amazonas-Rafa-Neddermeyer-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na Amazônia, os rios desempenham um papel importante para a preservação da biodiversidade e das práticas socioculturais das populações. Nesse quesito, a região está bem servida, já que conta com alguns dos maiores rios brasileiros em vazão e extensão. Apesar da vantagem, a disponibilidade de recursos hídricos é hoje uma preocupação crescente, sobretudo depois dos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Seca-no-amazonas-Rafa-Neddermeyer-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na Amazônia, os rios desempenham um papel importante para a preservação da biodiversidade e das práticas socioculturais das populações. Nesse quesito, a região está bem servida, já que conta com alguns dos maiores rios brasileiros em vazão e extensão. Apesar da vantagem, a disponibilidade de recursos hídricos é hoje uma preocupação crescente, sobretudo depois dos impactos vividos após a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-e-nao-o-el-nino-foram-a-causa-principal-da-seca-severa-na-amazonia/">seca de 2023</a>.</p>
<p>Na semana em que se celebra o Dia da Água, em 22 de março, o <strong>Pará Terra Boa</strong> lembra que os rios são responsáveis pelo transporte de sedimentos e nutrientes, que ajudam a manter a vida aquática e contribuem para a fertilidade do solo, servem de fonte de água para a fauna e as populações humanas, além de servirem como vias para o transporte na região. Esse conjunto de funções dá uma dimensão dos danos que a estiagem recente causou.</p>
<p>Na Volta Grande do Xingu, no sudoeste paraense, os ribeirinhos notam que o nível do rio ainda está abaixo da média, apesar da chegada das chuvas típicas do inverno amazônico. Segundo os moradores, a menor oferta de água tem a ver tanto com a persistência da seca quanto pelo impacto da usina hidrelétrica de Belo Monte, que diminui em cerca de 10% o volume de água que flui até as comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando a hidrelétrica fecha as comportas e represa a água mais tempo, a parte de baixo do Xingu fica numa situação crítica. A gente vê matança de peixe. Não tem mais como sobreviver da pesca&#8221;, relatou a líder comunitária Maria Francineide Ferreira em entrevista à <a href="https://p.dw.com/p/4dFeM" target="_blank" rel="noopener">Deutsche Welle</a>.</p></blockquote>
<p>Situação semelhante é vivenciada às margens do rio Negro, no Amazonas, onde o nível do curso d’água ainda está abaixo do normal para essa época em que costumava ocorrer boas pescarias.</p>
<blockquote><p>&#8220;O rio ainda está muito baixo aqui no nosso trecho. A gente, que vive desta cadeia, fica na expectativa e não sabe a quantidade de peixe que vai encontrar&#8221;, afirma Janderson Mendonça, da comunidade Santa Helena dos Ingleses, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro.</p></blockquote>
<h3>Desafio para a agricultura</h3>
<p>Já em Rondônia, a falta de chuvas e o ritmo fraco de recuperação do rio Madeira tem criado desafios para o abastecimento, a agricultura e o escoamento da produção dos indígenas Wari’.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não conseguimos sair da aldeia para escoar nossos produtos, que são farinha, banana, feijão. Tudo o que a gente planta, morre. A chuva não veio no tempo certo, está muito seco ainda&#8221;, lamenta Benjamim Oro Nao, da Terra Indígena Pacaás-Novas.</p></blockquote>
<p>A situação do Madeira é uma das mais críticas na região atualmente. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), no ano passado, o rio alcançou a sua marca mínima histórica em 1,1 metro e não se recuperou. No entanto, esse não é um caso isolado. O SGB alerta que o rio Branco, em Roraima, o rio Tapajós, no Pará, e o rio Solimões, no Amazonas, também estão com volume de água abaixo da média para o período.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os períodos de chuva são diferentes em alguns locais. Mas a situação não é normal, é muito atípica. Tem vários pontos de algumas bacias que estão bem abaixo da média, com é o caso do Branco e do Madeira&#8221;, pontua Artur Matos, coordenador do sistema do SGB.</p></blockquote>
<h3>Alagamento no Acre</h3>
<p>Em paralelo a isso, o oposto tem sido observado no rio Acre, que transbordou em mais de 17 metros acima do leito, deixando cidades alagadas e milhares de desalojados. A razão para isso seria o fenômeno Oscilação de Madden-Julian, conhecido pela sigla MJO, que é caracterizado pela grande propagação de chuvas, mas que teve seu efeito ampliado com a influência do El Niño sobre as águas do Pacifico.</p>
<p>Na avaliação de especialistas, a ocorrência desses extremos climáticos são mais uma evidência do quanto a Amazônia já está sofrendo os efeitos das mudanças climáticas. O climatologista Carlos Nobre lembra que fenômenos naturais sempre ocorreram, porém ele nota que as ocorrências recentes do El Niño e do MJO foram mais fortes, levando aos casos de secas e inundações severas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Amazônia é um dos locais com redução das chuvas com o aquecimento global. O aumento da estação seca já está acontecendo, são cerca de quatro a cinco semanas mais longas em relação aos últimos 40 anos, e está mais quente. O risco do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-pode-estar-se-aproximando-do-ponto-de-ruptura-diz-revista-nature/"><em>tipping point</em> (ponto de não retorno)</a> é enorme&#8221;, alerta Carlos Nobre.</p></blockquote>
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		<title>Seca faz Solimões virar deserto e Negro atingir o menor nível em mais de 120 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 16:32:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/seca_Amazonas2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A forte estiagem que atinge a maior parte da Amazônia reduziu o nível do rio Negro, que registrou sua pior marca em 120 anos de medição em Manaus (AM). De acordo com o Porto de Manaus, que monitora a subida e a descida da água do rio Negro, o nível na segunda-feira, 16, foi de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/seca_Amazonas2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A forte estiagem que atinge a maior parte da Amazônia reduziu o nível do rio Negro, que registrou sua pior marca em 120 anos de medição em Manaus (AM). De acordo com o Porto de Manaus, que monitora a subida e a descida da água do rio Negro, o nível na segunda-feira, 16, foi de 13,59 metros, o mais baixo dos registros históricos na cidade desde 1902.</p>
<p>Em média, as águas do rio Negro vêm baixando 13 centímetros por dia desde o começo da seca, em julho. A expectativa é de que o nível do rio Negro siga diminuindo nas próximas semanas, a depender da chegada da temporada chuvosa no final do ano.</p>
<p>A diminuição do nível das águas inutilizou as instalações de transporte fluvial, interrompendo o serviço em alguns trechos e, consequentemente, isolando comunidades mais afastadas da região central da capital amazonens, destacu a  <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/10/rio-negro-atinge-menor-nivel-em-120-anos-de-medicao-em-manaus.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha</a>.</p>
<p>De acordo com o <a href="https://amazonasatual.com.br/rio-negro-tem-seca-recorde-e-nivel-em-manaus-e-de-apenas-1359-m/" target="_blank" rel="noopener">Amazonas Atual</a>, empresas de transporte de contêineres suspenderam as operações para Manaus por conta da dificuldade de navegar o rio e desembarcar sem correr o risco da embarcação encalhar. O problema afetou as operações da Zona Franca de Manaus, que não consegue mais receber insumos para fabricação industrial. <a href="https://www.estadao.com.br/economia/seca-amazonas-navios-deixam-cargas-manaus-fabricas-podem-parar/" target="_blank" rel="noopener">Estadão</a> e <a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/10/13/seca-obriga-empresas-a-suspender-envio-de-navios-com-cargas-para-comercio-e-zona-franca-de-manaus.ghtml" target="_blank" rel="noopener">g1</a> também abordaram essa situação.</p>
<h3>Solimões virou deserto</h3>
<p>A seca também atinge o trecho Solimões que banha a Terra Indígena Porto Praia de Baixo, na região de Tefé, no Amazonas. O rio virou um deserto. O curso d’água caudaloso que ditava o ritmo da comunidade deu lugar a enormes bancos de areia a perder de vista. Kokamas, Tikunas e Mayorunas cruzam esses bancos de areia de margem a margem, de ponta a ponta do território.</p>
<p>Por isso, são unânimes em apontar esta seca como a pior que já viveram, superando a estiagem de 2010.</p>
<p>A <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/10/rio-solimoes-vira-deserto-e-indigenas-adoecem-bebendo-agua-contaminada.shtml?utm_source=sharenativo&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=sharenativo" target="_blank" rel="noopener">Folha</a> esteve na TI em 23 de agosto de 2022. Era o início do período de estiagem, que foi severa no ano passado, mas havia um rio no lugar. Bancos de areia só se formaram em outubro. Agora o cenário é outro. O rio secou em setembro, e os níveis de água diminuem a cada dia, sem previsão de fim. Um poço artesiano garante o líquido para consumo das pessoas.</p>
<blockquote><p>“É tudo muito triste. Não tem como sair para pescar, ou levar nossos produtos para vender na cidade”, afirma o cacique Amilton Braz da Silva Kokama. As mais de 100 famílias da TI produzem principalmente farinha e banana. Os indígenas improvisam pequenas dragagens, tentando abrir caminho para a água e para os barcos. Funciona muito pouco. A cada dia, há menos água.</p></blockquote>
<p>Em alguns locais, ribeirinhos cavam o chão rachado em busca de água, relata <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2023/10/16/seca-historica-leva-moradores-a-cavar-pocos-na-amazonia.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a>. É o que acontece no Lago do Puraquequara, na zona rural de Manaus. Agora sem acesso à água encanada, a comunidade improvisou e começou a cavar o solo rachado em busca de nascentes. O aposentado Raimundo Silva do Carmo, de 67 anos, pagou R$ 250 para um conhecido abrir seu poço. Ali lava roupa, louça, toma banho e retira a água para beber.</p>
<p>Além de afetar o abastecimento de água das comunidades, a seca extrema também vem matando animais. Há alguns dias, <a href="https://climainfo.org.br/2023/10/02/na-amazonia-mais-de-100-botos-morrem-por-causa-da-seca-extrema/" target="_blank" rel="noopener">mais de 140 botos morreram</a> num lago próximo a Tefé. Para evitar nova mortandade, cientistas tiraram os botos do local, onde a água superaqueceu e bateu quase 40°C, informa a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/10/botos-sao-retirados-de-enseada-rica-em-peixes-para-evitar-mortes-por-superaquecimento.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha</a>.</p>
<p>Uma esperança surgiu no fim de semana, quando a nascente do Solimões em Iquitos, no Peru, voltou a registrar subida no nível das águas, segundo <a href="https://www.acritica.com/geral/nascente-do-rio-solim-es-volta-a-subir-em-iquitos-peru-1.320849" target="_blank" rel="noopener">A Crítica</a>. O rio alcançou a cota de 76,77 metros, 11 cm a mais que no dia anterior, mostram dados da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (PROA). Entretanto, em Tabatinga, o primeiro município amazonense banhado pelo Solimões, a água, que chegou a subir em 11 de outubro, já voltou a cair.</p>
<blockquote><p>“O fenômeno de subida e descida do nível do rio está relacionado a chuvas pontuais naquela região, mas não necessariamente indica o encerramento da estiagem”, explicou o geógrafo e doutor em Clima e Ambiente do INPA, Rogério Marinho.</p></blockquote>
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