<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>restauração florestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/restauracao-florestal/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 16:57:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>restauração florestal &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Amazônia recebe aporte de R$ 69,5 milhões para restaurar áreas protegidas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-recebe-aporte-de-r-695-milhoes-para-restaurar-areas-protegidas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-recebe-aporte-de-r-695-milhoes-para-restaurar-areas-protegidas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:09:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva Extrativista do Rio Iriri]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41375</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Reserva-Extrativista-do-Rio-Iriri-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O antigo &#8220;Arco do Desmatamento&#8221; está ganhando uma nova identidade. Em um movimento estratégico para converter áreas degradadas em polos de biodiversidade e renda, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o BNDES anunciaram, nesta quarta-feira (11), em Brasília, a seleção de 11 novos projetos da iniciativa Restaura Amazônia. Com um aporte de R$ 69,5 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/Reserva-Extrativista-do-Rio-Iriri-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O antigo &#8220;Arco do Desmatamento&#8221; está ganhando uma nova identidade. Em um movimento estratégico para converter áreas degradadas em polos de biodiversidade e renda, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o BNDES anunciaram, nesta quarta-feira (11), em Brasília, a seleção de 11 novos projetos da iniciativa Restaura Amazônia. Com um aporte de R$ 69,5 milhões, o plano vai recuperar quase 3 mil hectares de floresta em Unidades de Conservação prioritárias, espalhadas por seis estados da Amazônia Legal: Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão.</p>
<p>O anúncio, realizado durante o workshop Restauração em Escala,  faz parte do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que mira a meta ambiciosa de 12 milhões de hectares restaurados até 2030.</p>
<p>A ministra do MMA, Marina Silva, destacou que a restauração não é apenas uma barreira contra o crime ambiental, mas o motor de uma nova prosperidade.</p>
<blockquote><p>“Meio ambiente e desenvolvimento fazem parte da mesma equação&#8221;, afirmou a ministra.</p></blockquote>
<p>Ela defendeu que municípios que abandonam o desmate precisam de suporte para manter a floresta em pé:=.</p>
<blockquote><p>“Tudo que queremos é que o desenvolvimento sustentável aconteça em todas as suas dimensões: econômica, social, ambiental, cultural, política, ética e estética. Um mundo mais preservado é também um mundo mais bonito&#8221;, declarou Marina Silva.</p></blockquote>
<p>Na mesma linha, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do Brasil como protagonista global.</p>
<blockquote><p>“O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o mercado global de restauração florestal&#8221;, afirmou, pontuando que o banco busca transformar áreas degradadas em &#8220;novas florestas produtivas&#8221;.</p></blockquote>
<h3>A ciência da regeneração</h3>
<p>O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, lembrou que o Brasil já possui 3,4 milhões de hectares em processo de regeneração natural, um potencial que precisa de proteção para se consolidar.</p>
<blockquote><p>“O Brasil assumiu, no âmbito do Acordo de Paris e da sua primeira Contribuição Nacionalmente Determinada, o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. Essa agenda deixou de ser apenas uma política ambiental e passou a perpassar diversos programas de governo, e estamos avançando muito rapidamente”, disse.</p></blockquote>
<p>A secretária de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destacou que as iniciativas de restauração florestal precisam estar conectadas a objetivos de longo prazo e à construção de cadeias produtivas sustentáveis.</p>
<p>Segundo ela, os projetos apoiados pelo governo, como os editais voltados à restauração em Unidades de Conservação e em terras indígenas, buscam não apenas recuperar áreas degradadas, mas também preparar as florestas que serão manejadas no futuro</p>
<blockquote><p>&#8220;A restauração não é um fim em si mesma; ela é uma etapa, um meio para impulsionar outras cadeias e fortalecer a conservação em territórios como Unidades de Conservação e terras indígenas&#8221;, reforçou.</p></blockquote>
<h3>Territórios beneficiados</h3>
<p dir="ltr">Os territórios beneficiados são considerados prioritários tanto para a restauração da vegetação nativa quanto para o fortalecimento de cadeias produtivas da bioeconomia associadas à recuperação florestal na Amazônia.</p>
<p>Os projetos selecionados atuarão em áreas críticas, incluindo:</p>
<ul>
<li>Acre: Reserva Extrativista Chico Mendes.</li>
<li>Maranhão: Reserva Biológica do Gurupi e Terra Indígena Awá.</li>
<li>Pará: Reserva Extrativista do Rio Iriri.</li>
<li>Rondônia, Tocantins e Mato Grosso: Parques Nacionais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs).</li>
</ul>
<p>O edital contou com recursos do Fundo Amazônia e apoio adicional da Petrobras, que foca em soluções baseadas na natureza como parte de sua estratégia de transição energética. Segundo Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, a iniciativa une &#8220;recuperação ambiental e inclusão produtiva&#8221;, garantindo que as comunidades locais sejam as principais beneficiárias da nova economia da floresta.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-recebe-aporte-de-r-695-milhoes-para-restaurar-areas-protegidas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a conservação florestal coloca o Brasil no centro da agenda climática global</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 2030]]></category>
		<category><![CDATA[florestas tropicais]]></category>
		<category><![CDATA[manejo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41090</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global, que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil reúne as condições mais favoráveis do planeta para liderar a agenda climática global por meio da conservação, restauração florestal e silvicultura. Essa é a principal conclusão do estudo<a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2026/02/O-protagonismo-das-florestas-brasileiras-na-agenda-climatica-global.pdf" target="_blank" rel="noopener"> O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global,</a> que apresenta dados consolidados sobre o papel estratégico das florestas brasileiras no enfrentamento da crise climática. As informações são do projeto Amazônia 2030.</p>
<p>Segundo o documento, as florestas estão entre as soluções climáticas mais escaláveis e custo-efetivas disponíveis atualmente, sendo responsáveis por absorver cerca de um terço das emissões globais anuais de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana. Sem florestas conservadas, manejadas e restauradas, o cumprimento das metas do Acordo de Paris torna-se inviável.</p>
<p>O Brasil ocupa posição central nesse cenário. Isso porque toda a diversidade de cobertura florestal existente no Brasil define o conceito de contínuo florestal, que inclui as florestas nativas conservadas, as atividades de restauração florestal com espécies nativas e também a atividade da silvicultura de espécies nativas e exóticas, voltadas para diversos fins industriais.</p>
<p>Atualmente, são cerca de 500 milhões de hectares de florestas nativas, o equivalente a quase 60% do território nacional.  E isso inclui não apenas a Amazônia, mas também outras formações florestais nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal e até mesmo nos</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas florestas armazenam vastos estoques de carbono, regulam chuvas e ciclos hídricos, e abrigam uma das maiores biodiversidades do planeta. Além disso, as florestas, principalmente a Amazônica, prestam um serviço ambiental fundamental para a economia brasileira por meio da regularização dos regimes de chuva&#8221;, diz o relatório</p></blockquote>
<h3>Dois cenários para 2035</h3>
<p>O estudo projeta dois cenários para 2035. No cenário base, mantidos níveis médios de desmatamento, o país registraria perda aproximada de 1% no estoque de carbono das formações florestais.</p>
<p>No cenário potencial, com desmatamento ilegal próximo de zero até 2030, expansão da restauração e crescimento da silvicultura, o Brasil poderia gerar um ganho líquido de aproximadamente 1% no estoque de carbono, revertendo a curva histórica de perda florestal.</p>
<p>Esse avanço seria possível sem competir com a produção de alimentos. O levantamento indica que há extensas áreas desmatadas subutilizadas aptas a atender a expansão agropecuária e, simultaneamente, permitir a restauração florestal e o plantio comercial de árvores.</p>
<h3>Código Florestal e instrumentos de mercado</h3>
<p>O país já dispõe de arcabouço legal robusto para proteção das florestas, com destaque para o Código Florestal, que assegura Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais em propriedades rurais. Estima-se que 215 milhões de hectares estejam conservados ou reflorestados em imóveis rurais voltados à produção de alimentos.</p>
<p>O estudo também aponta mecanismos financeiros promissores para escalar a conservação, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, TFFF, e o REDD+ Jurisdicional. Ao lado desses instrumentos, políticas de comando e controle combinadas com ordenamento territorial já demonstraram eficácia histórica, como ocorreu entre 2004 e 2012, quando o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 80%.</p>
<h3>Restauração e silvicultura em expansão</h3>
<p>A restauração florestal com espécies nativas desponta como nova fronteira econômica, atraindo capital privado e podendo alcançar milhões de hectares até 2035.</p>
<p>Já a silvicultura de espécies exóticas, considerada a mais competitiva do mundo, deve expandir sua área plantada de 4 milhões para até 6,2 milhões de hectares na próxima década, sobretudo em áreas anteriormente degradadas.</p>
<p>Além da captura de carbono, as florestas brasileiras exercem papel crucial na regulação do regime de chuvas, na segurança hídrica, na produção agrícola e na conservação da biodiversidade.</p>
<p>Para os autores, consolidar o protagonismo brasileiro exige combinar proteção efetiva contra o desmatamento ilegal, ampliação da restauração, fortalecimento da bioeconomia e criação de mecanismos financeiros capazes de transformar o capital natural em ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/como-a-conservacao-florestal-coloca-o-brasil-no-centro-da-agenda-climatica-global/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amazônia registra salto de 173% em áreas de restauração nos últimos quatro anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-registra-salto-de-173-em-areas-de-restauracao-nos-ultimos-quatro-anos/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-registra-salto-de-173-em-areas-de-restauracao-nos-ultimos-quatro-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 14:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[oalizão Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório da Restauração]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[TNC]]></category>
		<category><![CDATA[WRI Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=40328</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia apresentou um avanço considerável no reporte de áreas em processo de restauração desde 2021, ano em que o Observatório da Restauração (OR) foi lançado. Em apenas quatro anos, o bioma passou de 14,5 mil para quase 40 mil hectares restaurados, o que representa um aumento de 173%. Esse crescimento reflete o cenário nacional, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/restauracao_florestal8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia apresentou um avanço considerável no reporte de áreas em processo de restauração desde 2021, ano em que o Observatório da Restauração (OR) foi lançado. Em apenas quatro anos, o bioma passou de 14,5 mil para quase 40 mil hectares restaurados, o que representa um aumento de 173%.</p>
<p>Esse crescimento reflete o cenário nacional, onde o conjunto dos seis biomas registra 204,2 mil hectares em recuperação, uma alta de 158% em relação ao início do monitoramento. A nova edição da plataforma, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, foi lançada em dezembro para oferecer dados transparentes sobre essa atividade essencial.</p>
<p>Tainah Godoy, secretária-executiva do OR, atribui esse aumento a diversos fatores, destacando o papel de políticas públicas e iniciativas privadas.</p>
<blockquote><p>“Vemos, nos últimos anos, o aumento da oferta por editais voltados à restauração de ecossistemas, além de ações envolvendo organizações da sociedade civil e empresas. Houve ainda, no ano passado, o lançamento pelo governo federal da iniciativa Arco pela Restauração, que visa recuperar a região do Arco do Desmatamento, onde ocorrem 75% da devastação da floresta”, disse.</p></blockquote>
<p>A restauração da vegetação nativa é fundamental para a manutenção do fornecimento de sistemas ecossistêmicos essenciais para a saúde, a produção agrícola, a segurança hídrica, a igualdade social e o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Esse esforço é ainda fundamental para que o País cumpra sua meta no Acordo de Paris de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, objetivo reforçado em 2024 pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa), que pode gerar mais de 2,5 milhões de empregos diretos.</p>
<h3>Monitoramento pioneiro</h3>
<p>O monitoramento realizado pelo OR tornou-se pioneiro ao articular coletivos nos seis biomas sob uma metodologia única, servindo como ferramenta essencial não apenas pela contagem de hectares, mas pela visibilidade dada aos atores que fazem a restauração acontecer.</p>
<p>Essa base de dados traz a realidade do campo para tomadores de decisão e investidores, diferenciando-se de levantamentos como o do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima). Enquanto o governo anunciou na COP30 que o país possui 3,4 milhões de hectares em restauração considerando a regeneração natural espontânea, o OR foca em recortes específicos de intervenção planejada e manejo.</p>
<h3>Restauração</h3>
<p>Refletindo o amadurecimento técnico da agenda, a nova versão do Observatório retirou o termo “Reflorestamento” de seu nome para focar exclusivamente na restauração da biodiversidade nativa, diferenciando-a de plantios comerciais.</p>
<p>O comitê gestor, formado por organizações como Coalizão Brasil, WWF, WRI BRASIL, Imazon, Conservação Internacional e TNC, trabalhou intensamente na qualificação desses dados nos últimos anos.</p>
<p>Todo esse movimento é impulsionado pela Coalizão Brasil, que une mais de 400 organizações para conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico, fortalecendo a segurança hídrica e a produção paraense e nacional.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-registra-salto-de-173-em-areas-de-restauracao-nos-ultimos-quatro-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Restauração de vegetação nativa cresce 158% no Brasil em quatro anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-de-vegetacao-nativa-cresce-158-no-brasil-em-quatro-anos/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-de-vegetacao-nativa-cresce-158-no-brasil-em-quatro-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 19:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório da Restauração]]></category>
		<category><![CDATA[Planaveg]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=40146</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil registrou um crescimento expressivo na recuperação de vegetação nativa, atingindo 204,2 mil hectares em processo de restauração, uma área equivalente a 285 mil campos de futebol. Os números, divulgados pelo Observatório da Restauração (OR) – uma das principais plataformas de dados do País, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura –, representam [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil registrou um crescimento expressivo na recuperação de vegetação nativa, atingindo 204,2 mil hectares em processo de restauração, uma área equivalente a 285 mil campos de futebol. Os números, divulgados pelo Observatório da Restauração (OR) – uma das principais plataformas de dados do País, mantida pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura –, representam um aumento notável de 158% em relação a 2021 (quando foram mapeados 79 mil hectares) e 33% ante o ano passado. E isso atinge seus seis biomas — principalmente na Amazônia e Mata Atlântica .</p>
<p>A nova edição do Observatório também aponta uma mudança relevante: pela primeira vez, a Amazônia ultrapassou o Cerrado e passou a ocupar o segundo lugar em área restaurada, com aproximadamente 40 mil hectares.</p>
<p>A restauração da vegetação nativa é fundamental para a saúde, segurança hídrica e desenvolvimento sustentável do País. Em sua contribuição ao Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a restaurar 12 milhões de hectares até 2030, meta reforçada em 2024 pelo Planaveg (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa). Estima-se que esta atividade pode gerar mais de 2,5 milhões de empregos diretos.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Observatório é uma ferramenta essencial não somente pela contabilização de hectares em si, mas pela articulação e visibilidade aos atores que fazem a restauração acontecer”, explica Tainah Godoy,secretária-executiva do OR.</p></blockquote>
<p>O OR se destaca pela articulação com coletivos que atuam nos seis biomas brasileiros e pela metodologia específica que mapeia apenas projetos autodeclaratórios com intervenção planejada (restauração ativa).</p>
<p>Isso o diferencia de outros indicadores, como os do MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), que incluem extensas áreas de regeneração natural (vegetação que avança espontaneamente).</p>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">Segundo o OR, os biomas mais beneficiados com projetos de restauração são a Mata Atlântica (com 131,2 mil hectares mapeados, o equivalente a 64% da área total monitorada) e a Amazônia (39,7 mil hectares, ou 19%). No Cerrado, foram identificados 31,7 mil hectares em restauração (15% do território mapeado). Na Caatinga foram compilados mil hectares (0,06%), enquanto o Pantanal soma 280 hectares (0,01%) e o Pampa, 260 hectares (0,01%).</p>
<blockquote><p>“A Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado possuem redes multissetoriais pela restauração, consolidadas há anos, que impulsionam a recuperação de seus biomas. Isso contribui para o engajamento da sociedade, o desenvolvimento de pesquisas e a formação de mão de obra qualificada para a atividade”, ressalta Godoy.</p></blockquote>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;">A Amazônia, segundo o OR, teve um avanço considerável de reporte de áreas em processo de restauração em relação aos dados de 2021, passando de 14,5 mil para 40 mil hectares, um aumento de 173% em quatro anos.</span></p>
<blockquote>
<p class="query-text-line ng-star-inserted">“Esse aumento pode ser atribuído a diversos fatores, destacando o papel de  políticas públicas e iniciativas privadas”, explica Tainah . “Vemos, nos últimos anos, o aumento da oferta por editais voltados à restauração de ecossistemas, além de ações envolvendo organizações da sociedade civil e empresas. Houve ainda, no ano passado, o lançamento pelo governo federal da iniciativa Arco pela Restauração, que visa recuperar a região do Acordo do Desmatamento, onde ocorrem 75% da devastação da floresta.”</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-de-vegetacao-nativa-cresce-158-no-brasil-em-quatro-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará aposta na restauração florestal e na bioeconomia para acelerar o futuro sustentável</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-restauracao-florestal-e-na-bioeconomia-para-acelerar-o-futuro-sustentavel/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-restauracao-florestal-e-na-bioeconomia-para-acelerar-o-futuro-sustentavel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 17:01:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Aceleradora de Negócios da Restauração]]></category>
		<category><![CDATA[AcelerAmazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[SEMAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=39840</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Floresta-Credito-Enilson-Solano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará definiu a meta de restaurar 7,2 milhões de hectares de vegetação nativa, buscando integrar a recuperação florestal e a bioeconomia em seu modelo de desenvolvimento. Este objetivo estabelece uma base para a expansão de um mercado que visa gerar renda e empregos no estado. O governo do Pará apresentou na COP30, em um [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/Restauracao-Floresta-Credito-Enilson-Solano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará definiu a meta de restaurar 7,2 milhões de hectares de vegetação nativa, buscando integrar a recuperação florestal e a bioeconomia em seu modelo de desenvolvimento. Este objetivo estabelece uma base para a expansão de um mercado que visa gerar renda e empregos no estado.</p>
<p>O governo do Pará apresentou na COP30, em um encontro que reuniu especialistas, empreendedores e gestores públicos as ações que visam transformar a recuperação florestal em oportunidades econômicas, sociais e ambientais. A discussão, intitulada “Amazônia que Acelera: Negócios da Restauração e Bioeconomia para o Futuro do Pará”, destacou a integração entre políticas públicas, inovação e investimentos voltados à recuperação da floresta no estado.</p>
<p>Indara Aguila, diretora de Mudanças Climática, representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), disse que a meta de restaurar 7,2 milhões de hectares cria espaço para um mercado impulsionado pela demanda por produtos e serviços sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“Quando falamos de restauração no Pará, estamos falando de gerar renda, criar empregos e fortalecer comunidades inteiras”, afirmou Indara.</p></blockquote>
<p>O cenário envolve associações, cooperativas, viveiros comunitários, jovens, mulheres rurais e prestadores de serviços ambientais. O desenvolvimento desse mercado exige maior estrutura, capacitação, acesso a crédito, regularização e estratégias específicas.</p>
<h3>Ferramentas para operacionalizar as ações</h3>
<p>Para estruturar e dar escala ao mercado da bioeconomia e restauração, o Pará criou duas ferramentas:</p>
<ul>
<li><strong>Aceleradora de Negócios da Restauração</strong>: Este hub de conexões integra políticas públicas, empreendedores e investidores. A iniciativa oferece capacitações, mentorias e apoio à regularização, com o objetivo de impulsionar a restauração produtiva e criar uma vitrine para mercados nacionais e internacionais.</li>
<li><strong>AcelerAmazônia</strong>: É a plataforma digital pública criada pela SEMAS. Ela tem como função mapear negócios, conectar empreendedores, disponibilizar dados, indicadores e ferramentas de capacitação, além de facilitar o acesso a editais e investimentos. A plataforma integra o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Pará (PRVN-PA), parte da Política Estadual de Mudanças Climáticas, focando na transformação da restauração em oportunidade econômica e social.</li>
</ul>
<p>O estado tem atuado para estimular investimentos públicos e privados, apoiar comunidades locais e fortalecer a produção de insumos e mudas nativas, consolidando a restauração como um eixo de sua nova economia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-restauracao-florestal-e-na-bioeconomia-para-acelerar-o-futuro-sustentavel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proteger floresta em regeneração é a forma mais barata de cumprir meta climática</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop30/proteger-floresta-em-regeneracao-e-a-forma-mais-barata-de-cumprir-meta-climatica/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/cop30/proteger-floresta-em-regeneracao-e-a-forma-mais-barata-de-cumprir-meta-climatica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 17:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[regeneração assistida]]></category>
		<category><![CDATA[regneração natural]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação secundária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=39089</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/amazonia111-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na quarta-feira (12), um aporte financeiro de R$ 912 milhões durante a  COP30, com o objetivo de impulsionar a restauração florestal no Brasil. O anúncio reforça a urgência do investimento, especialmente considerando a meta nacional de regenerar 12 milhões de hectares de mata nativa até [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/amazonia111-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na quarta-feira (12), um aporte financeiro de R$ 912 milhões durante a  COP30, com o objetivo de impulsionar a restauração florestal no Brasil. O anúncio reforça a urgência do investimento, especialmente considerando a meta nacional de regenerar 12 milhões de hectares de mata nativa até 2030.</p>
<p>No entanto, um estudo divulgado pelo Imazon, nesta semana, revela a magnitude do desafio. A proteção das florestas em regeneração natural é fundamental para o cumprimento dessa meta, pois é a forma mais econômica de restaurar a Amazônia. Contudo, entre 2014 e 2024, 2,7 milhões de hectares de vegetação secundária &#8211; com seis anos ou mais &#8211; foram perdidos, área que equivale a mais que o dobro do município de Altamira, o maior do país.</p>
<p>Vegetação secundária é a cobertura vegetal que surge e se regenera em áreas anteriormente degradadas por desmatamento, queimadas ou uso intensivo da terra.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não temos feito devidamente o nosso dever de casa (de proteger as florestas em regeneração). A floresta tropical é muito resiliente, mas cada vez que a vegetação é suprimida, menor é a sua capacidade de regeneração, principalmente em casos em que o desmatamento é associado ao uso do fogo”, afirma o autor do estudo e pesquisador do Imazon, Paulo Amaral.</p></blockquote>
<p>Esse desmatamento médio de 247 mil hectares por ano já compromete 23% da meta nacional de restauração.</p>
<h3>Desafio financeiro</h3>
<p>O estudo do Imazon dimensiona o custo de recuperar essa área devastada com diferentes técnicas. Para restaurar os  2,7 milhões de hectares, seria necessário cerca de US$ 151 milhões (R$ 814 milhões) em um cenário de regeneração natural (apenas com proteção contra eventuais distúrbios), e US$ 6,2 bilhões (R$ 33 bilhões) com o plantio total de mudas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-39092 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-300x211.jpeg" alt="" width="546" height="384" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-300x211.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-1024x721.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-768x541.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-150x106.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18-450x317.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-14-at-13.55.18.jpeg 1152w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p>Embora o valor total previsto para o Projeto Arco da Restauração do Governo (R$ 1 bilhão) cubra a estimativa mínima da regeneração natural, o custo real da recuperação, especialmente em métodos como a da regeneração natural assistida &#8211; que pode chegar a R$ 7,5 bilhões -, evidencia a insuficiência dos recursos atuais.</p>
<p>Os dados mostram que o desmatamento dessa vegetação secundária é majoritariamente responsabilidade do setor privado: 77% das perdas ocorreram em imóveis rurais privados (CAR e Sigef). Além disso, 87% da área desmatada, em 2024, foi convertida para agropecuária (pastagem e lavouras), reforçando que a proteção e a restauração precisam ser prioridades no campo.</p>
<p>A pesquisadora Andréia Pinto, do Imazon, reforça que a proteção de áreas é uma medida efetiva para o cumprimento das metas.</p>
<p>Entre as recomendações do estudo para proteger a vegetação secundária estão a criação de um sistema de monitoramento em tempo real, a integração do risco de fogo das restaurações na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo e a implementação de incentivos econômicos locais, vinculados à proteção de áreas restauradas.</p>
<p>Além disso, para dar escala à recuperação das áreas desmatadas, a pesquisa orienta a promover concessão para restauração florestal em terras públicas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/cop30/proteger-floresta-em-regeneracao-e-a-forma-mais-barata-de-cumprir-meta-climatica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Restauro florestal pode render US$ 100 bi por ano a países tropicais</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauro-florestal-pode-render-us-100-bi-por-ano-a-paises-tropicais/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauro-florestal-pode-render-us-100-bi-por-ano-a-paises-tropicais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[destaqueClimate Policy Initiative]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=37878</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Transformar as florestas tropicais em ativos econômicos e climáticos: essa é a proposta do estudo divulgado,  nesta segunda-feira (13), pelo Climate Policy Initiative, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio). O levantamento apresenta o Mecanismo de Reversão de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism &#8211; RDM), que pode gerar até US$ 100 bilhões em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/restauracao_ecologica-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Transformar as florestas tropicais em ativos econômicos e climáticos: essa é a proposta do estudo divulgado,  nesta segunda-feira (13), pelo Climate Policy Initiative, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio).</p>
<p>O levantamento apresenta o Mecanismo de Reversão de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism &#8211; RDM), que pode gerar até US$ 100 bilhões em receitas anuais para países com florestas tropicais.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido a partir de uma solicitação do presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.</p>
<p>A ideia é reunir dados sobre as dimensões econômicas da conferência dentro do “Roteiro de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa que procura reunir US$ 1,3 trilhão para financiar a transição energética.</p>
<blockquote><p>“As florestas não são apenas vulneráveis às mudanças do clima; elas são ativos indispensáveis para a luta climática”, explica Juliano Assunção, diretor executivo do CPI/PUC-Rio.</p></blockquote>
<p>“Ampliar a remoção de carbono da atmosfera é cada vez mais prioridade, e as florestas tropicais oferecem uma das ferramentas mais poderosas disponíveis&#8221;.</p>
<p>O mecanismo proposto é baseado em pagamentos por resultados de restauração florestal, criando incentivos financeiros para países tropicais ampliarem a recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>A estimativa é que o RDM possa gerar receitas superiores a US$ 5 mil por hectare restaurado, com potencial de remoção de até 2 GtCO₂ por ano (emissões globais de dióxido de carbono em toneladas).</p>
<h3>Amazônia</h3>
<p>No caso da Amazônia, o estudo mostra que o uso do RDM poderia reverter o cenário atual: em vez de emitir 16 GtCO₂ em 30 anos, a região poderia capturar 18 GtCO₂ por meio da regeneração natural em larga escala. Isso representaria cerca de US$ 30 bilhões anuais em receitas para a região.</p>
<blockquote><p>“A Amazônia tem contribuição relevante para as metas climáticas globais”, afirma Assunção. “A restauração florestal, quando associada à captura de carbono a um preço justo do carbono, é um uso da terra mais lucrativo do que a pecuária de baixa produtividade”.</p></blockquote>
<p>O RDM se diferencia de iniciativas como o REDD+ jurisdicional (JREDD+) e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), pois foca na restauração em escala &#8211; e não apenas &#8211; na prevenção do desmatamento. O mecanismo é estruturado como um acordo bilateral entre um comprador (como um governo ou instituição privada) e uma jurisdição (nacional ou subnacional).</p>
<p>Os pagamentos são baseados na quantidade de carbono capturado e gerenciados por fundos jurisdicionais destinados à restauração florestal, à prevenção de queimadas e ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais.</p>
<p>Segundo o CPI/PUC-Rio, os países tropicais analisados — 91 ao todo — possuem 1,27 bilhão de hectares de florestas, armazenando o equivalente a um terço das emissões históricas globais de CO₂. Restaurar as áreas degradadas desde 2001 poderia recapturar até 49 GtCO₂.</p>
<blockquote><p>“A restauração em larga escala pode transformar milhões de hectares degradados em ativos climáticos, mas isso só será possível se mobilizarmos financiamento robusto e de longo prazo. A COP30 é a oportunidade de consolidar uma arquitetura financeira capaz de mobilizar recursos internacionais à altura do potencial das florestas tropicais na agenda climática”, diz Assunção.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauro-florestal-pode-render-us-100-bi-por-ano-a-paises-tropicais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coalizão BRB mobiliza US$ 2,6 bi para projetos de restauração florestal e bioeconomia no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/coalizao-brb-mobiliza-us-26-bilhoes-para-projetos-de-restauracao-florestal-e-bioeconomia-no-brasil/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/coalizao-brb-mobiliza-us-26-bilhoes-para-projetos-de-restauracao-florestal-e-bioeconomia-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 13:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[coalizão BRB]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=35699</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4902404310676123550_y-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia (BRB) já mobilizou US$ 2,6 bilhões para iniciativas voltadas à recuperação ambiental e ao desenvolvimento da bioeconomia no país. O montante representa cerca de 26% da meta de US$ 10 bilhões que a coalizão pretende atingir até 2030. Com o objetivo de usar os [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_4902404310676123550_y-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia (BRB) já mobilizou US$ 2,6 bilhões para iniciativas voltadas à recuperação ambiental e ao desenvolvimento da bioeconomia no país. O montante representa cerca de 26% da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/coalizao-verde-promete-r-45-bi-para-o-desenvolvimento-sustentavel-da-amazonia/">meta de US$ 10 bilhões que a coalizão pretende atingir até 2030</a>.</p>
<p>Com o objetivo de usar os recursosà restauração em larga escala de ecossistemas brasileiros e ao fomento de uma economia sustentável baseada na natureza, com foco especial na Amazônia, a iniciativa foi lançada oficialmente durante a Cúpula do G20 no Brasil, em novembro de 2024</p>
<p>A BRB reúne atualmente 23 instituições e empresas dos setores público e privado. Desde então, já foram restaurados ou protegidos dois milhões de hectares de florestas em diversos biomas, reforçando o compromisso do país com uma economia de baixo carbono e com resultados positivos para o meio ambiente.</p>
<p>Entre suas metas principais, a coalizão busca restaurar e conservar ao menos cinco milhões de hectares até o final da década, promover Soluções Baseadas na Natureza (SbN) para capturar ao menos uma gigatonelada de CO₂ até 2050 e destinar US$ 500 milhões a projetos liderados por povos indígenas e comunidades tradicionais, especialmente na região amazônica. As ações estão alinhadas com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) firmadas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.</p>
<p>Como parte de suas estratégias, a BRB lançou recentemente o estudo “Mapeamento de Povos Indígenas e Populações Tradicionais, Fundos Comunitários e Organizações Facilitadoras”. A publicação visa orientar investidores interessados em apoiar a bioeconomia comunitária no Brasil e impulsionar a meta de financiamento voltado às comunidades tradicionais.</p>
<p>O levantamento identificou 37 organizações com alto potencial de impacto climático e socioambiental, cujas necessidades de financiamento variam de R$ 100 mil a R$ 300 milhões por projeto. Muitas dessas organizações estão localizadas na Amazônia e têm potencial para capturar até duas toneladas de CO₂ por hectare ao ano.</p>
<h3>Dificuldade em acessar recursos</h3>
<p>Apesar do protagonismo das comunidades indígenas e tradicionais na conservação da biodiversidade e na captura de carbono, o estudo aponta que essas iniciativas ainda enfrentam sérios desafios para acessar recursos financeiros. Entre as recomendações, destacam-se o fortalecimento de fundos comunitários, a criação de linhas de financiamento de longo prazo e a integração dessas iniciativas nas estratégias de financiamento climático de governos e investidores privados.</p>
<p>Segundo Mauricio Bianco, vice-presidente da Conservation International no Brasil e um dos membros da coalizão, os resultados já obtidos demonstram o potencial do Brasil para liderar uma nova era de financiamento climático e restauração ambiental.</p>
<blockquote><p>“A coalizão é uma poderosa demonstração do potencial que o Brasil possui para liderar uma nova era de financiamento climático e restauração florestal”, afirma Bianco. “Apesar dessa confirmação tão animadora de que já estamos a mais de um quarto do caminho para nossa meta, isso é apenas o começo. Esperamos apoiar os membros da coalizão na ampliação dos investimentos e na entrega de resultados concretos antes da COP30, em Belém”, complementa.</p></blockquote>
<p>A Coalizão BRB surge como uma iniciativa estratégica em um momento em que o Brasil busca se posicionar como líder global em soluções ambientais e no financiamento da transição para uma economia mais verde e inclusiva.</p>
<p>O documento recomenda fortalecer fundos comunitários, criar linhas de financiamento de longo prazo e incluir empreendimentos comunitários nas estratégias de financiamento climático, visando ampliar a contribuição dessas comunidades para a preservação dos ecossistemas e a mitigação das mudanças climáticas.</p>
<h3>Coalizão BRB</h3>
<p>Formada por 23 instituições dos setores público e privado, a Coalizão Brasil para o Financiamento da Restauração e da Bioeconomia (BRB) tem como meta mobilizar US$ 10 bilhões até 2030. O objetivo é acelerar a conservação ambiental e a restauração de florestas em todo o país.</p>
<p>A iniciativa prevê o apoio a projetos que visam restaurar pelo menos cinco milhões de hectares de vegetação nativa, promover o sequestro de uma gigatonelada de CO₂ até 2050 e investir US$ 500 milhões em ações voltadas a povos indígenas e comunidades tradicionais, com ênfase na região amazônica.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-acordo-de-r-982-milhoes-com-coalizao-internacional-para-venda-de-credito-de-carbono/">Pará assina acordo de R$ 982 milhões com coalizão internacional para venda de crédito de carbono</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/nova-lei-de-compensacao-ambiental-fortalece-unidades-de-conservacao/">Nova Lei de Compensação Ambiental fortalece Unidades de Conservação</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-na-amazonia-cresce-15-nos-ultimos-dez-meses-diz-imazon/">Desmatamento na Amazônia cresce 15% nos últimos dez meses, diz Imazon</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/coalizao-brb-mobiliza-us-26-bilhoes-para-projetos-de-restauracao-florestal-e-bioeconomia-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pará assina primeira concessão de reflorestamento no País com crédito de carbono</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 19:16:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[concessão florestal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=35574</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo do Pará e a empresa Systemica assinaram, nesta segunda-feira, 14, o contrato para a primeira concessão para reflorestamento de terras públicas no Brasil com aproveitamento de Créditos de Carbono de Restauração (ARR). Com prazo de concessão de 40 anos, o projeto prevê a recuperação de 10,3 mil hectares de floresta e o sequestro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo do Pará e a empresa Systemica assinaram, nesta segunda-feira, 14, o contrato para a primeira concessão para reflorestamento de terras públicas no Brasil com aproveitamento de Créditos de Carbono de Restauração (ARR). Com prazo de concessão de 40 anos, o projeto prevê a recuperação de 10,3 mil hectares de floresta e o sequestro de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente. De acordo com um estudo do governo paraense, o investimento estimado é de R$ 258 milhões, com expectativa de gerar uma receita total de R$ 869 milhões, além de criar aproximadamente 2 mil empregos na região.</p>
<blockquote><p> &#8220;Tenho absoluta certeza de que o Estado do Pará hoje se provoca a ser um farol para o Brasil, de poder apresentar este modelo que certamente demonstra a sua viabilidade econômica e a sinalização de que este modelo deve ganhar escala”, disse o governando Helder Barbalho., sobre o novo modelo de desenvolvimento para a região da APA Triunfo do Xingu.</p></blockquote>
<p>Além dos ganhos ambientais e econômicos, o projeto inclui um Plano de Atuação Integrada para fortalecer a presença do Estado na APA Triunfo do Xingu. Um Centro de Desenvolvimento será instalado na região, oferecendo uma série de serviços públicos à população. O objetivo é ampliar a estratégia social, de segurança pública, de regularização fundiária, de proteção ambiental e, claro, o desenvolvimento econômico-social, gerando emprego e renda para as comunidades locais.</p>
<p>Desenvolvido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e participação do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), o modelo de concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX) não se limita ao reflorestamento. Ele também prevê a criação de uma brigada de incêndio, capacitação de mão de obra local e apoio às cadeias produtivas da bioeconomia.</p>
<p>O edital estabelece responsabilidades compartilhadas entre o estado e a concessionária para treinamento, conscientização e manejo do fogo, além de dificultar a grilagem e assegurar a manutenção da área pública.</p>
<p>Com a assinatura do contrato, os próximos passos envolvem a Systemica desenvolver o Plano de Restauração da área, que será então submetido à aprovação do Estado para o início das ações no território.</p>
<figure id="attachment_35576" aria-describedby="caption-attachment-35576" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-35576" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-300x200.webp" alt="" width="666" height="444" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura-450x300.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/assinatura.webp 860w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption id="caption-attachment-35576" class="wp-caption-text">Foto: Marco Santos</figcaption></figure>
<p>A Systemica, presente na região desde 2022 com o projeto &#8220;REDD agrupado da APA Triunfo do Xingu&#8221;, tem ampliado seus investimentos em Soluções Baseadas na Natureza com foco em créditos de carbono de alta integridade.</p>
<blockquote><p> &#8220;A Systemica apostou muito na ideia inovadora do Estado. A primeira concessão da América Latina no contexto de restauro. Agora, temos um marco importante que é a assinatura do contrato,&#8221;, disse o diretor-executivo e sócio-fundador da empresa, Munir Soares.</p></blockquote>
<p>Parte do financiamento para a execução do projeto de reflorestamento da URTX foi garantido pelo Fundo de Biodiversidade da Amazônia (ABF), na sigla em inglês para Amazon Biodiversity Fund, que recebe aconselhamento exclusivo da Impact Earth, consultoria internacional com forte presença no Brasil e formada por profissionais experientes.</p>
<p>O ABF, inclusive, esteve presente no estágio inicial do projeto da Systemica, colaborando para a participação do processo de concessão pública e cumprimento das obrigações iniciais.</p>
<p>O modelo inovador de restaurar áreas desmatadas com biodiversidade nativa e a inclusão das comunidades atraiu a atenção da consultoria internacional Impact Earth.</p>
<blockquote><p>&#8220;Este projeto se destaca como uma oportunidade para o ABF participar de um projeto pioneiro, com potencial para transformar positivamente o modo de restaurar terras já degradadas no Brasil, com impacto ambiental pela biodiversidade, social pela geração de empregos sustentáveis e escalabilidade para atender às metas nacionais de reflorestamento”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O governador Helder Barbalho já anunciou que o estado já está preparando novos editais de concessão para reflorestamento na APA Triunfo do Xingu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-assina-primeira-concessao-de-reflorestamento-no-pais-com-credito-de-carbono/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Restauração florestal avança como alternativa eficaz para captura de CO²</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-avanca-como-alternativa-eficaz-para-captura-de-co%e2%82%82/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-avanca-como-alternativa-eficaz-para-captura-de-co%e2%82%82/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 16:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=35347</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-03-at-10.33.41-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mercado de carbono no Brasil ainda está em fase inicial de regulamentação, mas muitas empresas nacionais já se movimentam para ocupar espaço nesse setor em expansão. É o caso da re.green, companhia que atua na geração de créditos de carbono por meio de projetos de restauração florestal. A empresa estabeleceu como meta recuperar 1 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-03-at-10.33.41-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mercado de carbono no Brasil ainda está em fase inicial de regulamentação, mas muitas empresas nacionais já se movimentam para ocupar espaço nesse setor em expansão. É o caso da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/bndes-aprova-r-187-milhoes-para-restaurar-15-mil-hectares-de-florestas-na-amazonia-e-na-mata-atlantica/" target="_blank" rel="noopener">re.green</a>, companhia que atua na geração de créditos de carbono por meio de projetos de restauração florestal.</p>
<p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/startup-busca-parceria-com-produtores-rurais-paraenses-para-alavancar-restauracao-florestal/" target="_blank" rel="noopener">empresa</a> estabeleceu como meta recuperar 1 milhão de hectares de áreas degradadas até 2032. A expectativa é que, com essa iniciativa, seja possível remover cerca de 15 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera por ano.</p>
<p>A preservação de áreas nativas e a recuperação de terras degradadas têm se tornado uma estratégia econômica para empresas que atuam no mercado de carbono e é fundamental para <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-eleva-niveis-de-chuva-e-reduz-de-impactos-de-secas-e-inundacoes/" target="_blank" rel="noopener">frear a emergência climática e impedir a extinção de diversas espécies.</a> Além disso, ao manter árvores em pé, mesmo em locais onde o desmatamento seria legalmente permitido, ou ao promover o reflorestamento, essas empresas podem emitir créditos de carbono.</p>
<p>Esses créditos são comprados por companhias que emitem gases de efeito estufa e buscam compensar suas emissões, a fim de cumprir metas de neutralidade de carbono. Com isso, as empresas reflorestadoras passam a lucrar ao vender títulos de compensação para setores mais poluentes da economia. Com o potencial natural do Brasil para a captura de carbono, a atuação de empresas como a re.green sinaliza o protagonismo que o país pode assumir na transição para uma economia de baixo carbono.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando a árvore cresce, ela não apenas remove carbono, também contribui para a conservação da biodiversidade e a geração de empregos&#8221;, destaca a diretora Jurídica e Relações Institucionais da Re.green, Mariana Barbosa, ao <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/cop-30-amazonia/noticia/2025/06/30/restauracao-florestal-ganha-forca-como-solucao-para-captura-de-co2.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo.</a></p></blockquote>
<p>Dois perfis de empresas têm se destacado na compra de créditos de carbono para compensar suas emissões: as do setor de tecnologia e aquelas comprometidas com políticas de ESG (ambiental, social e governança). Um exemplo é a Microsoft, que já firmou contratos com a Re.green, que possui 26 mil hectares sob sua gestão, sendo 12 mil de área restaurada.</p>
<p>Quem também tem investido no mercado de restauração de florestas é a Biomas. Fundada recentemente, a companhia estabeleceu a meta de recuperar 2 milhões de hectares de áreas degradadas em um prazo de 20 anos, a partir de 2022. Para Fabio Sakamoto, CEO da companhia, o crédito de carbono é um investimento a longo prazo e que precisa de um investimento maior nos primeiros anos.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um projeto em que o dinheiro é investido nos primeiros cinco anos, e o crédito de carbono é gerado a partir do crescimento da floresta. E uma floresta demora cerca de 40 anos para crescer e vou emitir crédito ao longo desse tempo&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>No Pará, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aposta-na-economia-verde-com-projetos-de-mercado-de-carbono-e-restauracao-florestal/" target="_blank" rel="noopener">a restauração da floresta</a> também se tornou uma prioridade desde 2019, por meio de iniciativas como o Plano Estadual Amazônia Agora, a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas e o programa Territórios Sustentáveis, voltados para a mudança do uso do solo no território paraense, focando nos benefícios socioeconômicos, ambientais e culturais. A meta do estado é recuperar 5,7 milhões de hectares de florestas até 2030.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/fundo-clima-libera-r-80-milhoes-para-reflorestar-areas-na-amazonia-e-mata-atlantica/" target="_top">Fundo Clima libera R$ 80 milhões para reflorestar áreas na Amazônia e Mata Atlântica</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-eleva-niveis-de-chuva-e-reduz-de-impactos-de-secas-e-inundacoes/" target="_top">Restauração florestal eleva níveis de chuva e reduz impactos de secas e inundações</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-aposta-na-economia-verde-com-projetos-de-mercado-de-carbono-e-restauracao-florestal/" target="_top">Pará aposta na economia verde com projetos de mercado de carbono e restauração florestal</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-avanca-como-alternativa-eficaz-para-captura-de-co%e2%82%82/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-04-29 14:11:35 by W3 Total Cache
-->