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	<title>restauração de áreas degradadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>restauração de áreas degradadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Iniciativa para financiar restauração de terras recebe apoio de nove países na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 16:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/recuperacao_area_degradada-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Liderada pelo Brasil, a plataforma RAIZ (sigla em inglês para Resilient Agriculture Investment for net-Zero land degradation), lançada na COP30, recebeu o apoio de oito países para impulsionar a restauração de áreas degradadas em todo o mundo: Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Noruega, Peru e Reino Unido Com parceria da Organização das [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/recuperacao_area_degradada-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Liderada pelo Brasil, a plataforma RAIZ (sigla em inglês para Resilient Agriculture Investment for net-Zero land degradation), lançada na COP30, recebeu o apoio de oito países para impulsionar a restauração de áreas degradadas em todo o mundo: Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Noruega, Peru e Reino Unido</p>
<p>Com parceria da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a iniciativa tem o objetivo de mobilizar recursos financeiros para reverter a degradação de terras agrícolas em escala planetária, buscando fortalecer a segurança alimentar, proteger a biodiversidade e combater a crise climática.</p>
<p>A urgência é monumental: um déficit de US$ 105 bilhões impede a restauração, um valor que governos não conseguem suprir sozinhos. O setor privado, apesar de ter potencial para investir US$ 90 bilhões, enfrenta barreiras como altos custos iniciais e retornos de longo prazo. A RAIZ nasce para superar essa lacuna, atuando como um catalisador de investimentos ao cocriar soluções de financiamento adaptadas a cada país, destravando o capital privado para a restauração.</p>
<p>O potencial é igualmente gigantesco: a plataforma mira a recuperação de aproximadamente 1 bilhão de hectares de terras agrícolas degradadas (mais de 20% do total mundial). Reverter apenas 10% da degradação dessas terras cultiváveis poderia gerar alimentos suficientes para 154 milhões de pessoas.</p>
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<p data-path-to-node="1">De acordo com o diretor do Escritório de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente da FAO, Avreh Zahedi, a plataforma busca acelerar investimentos em restauração e agricultura resiliente, conectando prioridades nacionais com soluções financiáveis e fluxos de capital. Segundo ele, o lançamento marca um legado importante da COP30.</p>
<p data-path-to-node="2">O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), Carlos Fávaro, complementou, destacando que o RAIZ se inspira diretamente na experiência brasileira. Fávaro citou o programa Caminho Verde Brasil, lançado em 2023, que já restaurou 3 milhões de hectares e contribuiu diretamente para a safra recorde de 2025.</p>
</div>
<p>De acordo com o ministro Carlos Fávaro, a RAIZ representa a contribuição do Brasil à agenda global de sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>“O que estamos levando à COP é o resultado de políticas concretas. O Brasil tem mostrado que é possível produzir de forma sustentável e quer compartilhar esse conhecimento com o mundo”, afirmou o ministro.</p></blockquote>
<p>A iniciativa em cases de sucesso brasileiros, como o Green Way e o EcoInvest, que já mobilizaram cerca de US$ 6 bilhões.</p>
<p>De acordo com o Mapa, a proposta deve fortalecer programas conduzidos pela pasta que promovem a recuperação de solos e o uso sustentável da terra, como o Solo Vivo e o Caminho Verde Brasil, de alcance nacional. Ambos reúnem ciência, tecnologia e inclusão produtiva para transformar áreas degradadas em sistemas agrícolas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.</p>
<p>Roberto Rodrigues, enviado especial da COP30 para Agricultura, destacou que o solo é a base da vida humana e que financiar a restauração deve ser tratado com a mesma prioridade. Ele afirmou que a agricultura historicamente recebeu pouca atenção nas COPs, e que o Brasil está corrigindo esse desequilíbrio ao colocar a agricultura e o solo no centro por meio do RAIZ.</p>
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		<title>Leilão para restaurar áreas degradadas arrecada mais de R$ 30 bi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 16:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho Verde Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eco Invest Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[restauração de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/SFX2022-DJI_0933-©DenysCosta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e vai destinar cerca de R$30 bilhões para financiar a primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil. A meta é recuperar, nos próximos 10 anos, 40 milhões de hectares de áreas degradadas para que sejam utilizados em sistemas produtivos sustentáveis. Coordenado pelo Ministério da Agricultura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/SFX2022-DJI_0933-©DenysCosta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O segundo leilão do Eco Invest Brasil superou as expectativas e vai destinar cerca de R$30 bilhões para financiar a primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil. A meta é recuperar, nos próximos 10 anos, 40 milhões de hectares de áreas degradadas para que sejam utilizados em sistemas produtivos sustentáveis.</p>
<p>Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Caminho Verde Brasil visa impulsionar a recuperação ambiental e a produtividade do setor agropecuário por meio da restauração de áreas degradadas e da promoção de práticas sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“Vamos fazer a economia crescer, produzir mais alimentos, gerar empregos e preservar o meio ambiente. O governo do presidente Lula tem compromisso com a sustentabilidade e o combate à fome. Por isso, estimula as boas práticas do agro, que aumentam a produção sem desmatamento e reduzindo a emissão de carbono”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.</p></blockquote>
<p>A recuperação de terras degradadas aumenta a disponibilidade para a agropecuária, sem desmatamento de novas áreas. O leilão é um dos mecanismos para financiar o programa e os 10 bancos vencedores se comprometeram com a restauração de, pelo menos, 1,4 milhão de hectares.</p>
<blockquote><p>“O Caminho Verde Brasil cria condições para um aumento expressivo da produção de alimentos com certificação de sustentabilidade, para expandir as exportações para novos mercados, além de preservar matas nativas”, destacou o coordenador do Caminho Verde Brasil, Carlos Augustin.</p></blockquote>
<p>Com o edital lançado em abril, o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-04/governo-lanca-2o-leilao-voltado-para-recuperacao-de-areas-degradadas" target="_blank" rel="noopener">segundo leilão do Eco Invest Brasil</a> tem como objetivo mobilizar recursos para recuperar cerca de 1,5 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, do Cerrado, da Caatinga, do Pampa, do Pantanal e da Amazônia. A Floresta Amazônica foi incluída no segundo leilão no fim de junho.</p>
<h3>Compromissos ambientais</h3>
<p>O Caminho Verde Brasil oferece crédito com taxa de juros abaixo do mercado para o produtor que aderir ao programa, desde que ele cumpra compromissos ambientais, como desmatamento zero (pelo período do financiamento) e balanço de carbono.</p>
<p>O programa promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e ajuda o país a cumprir suas metas climáticas. A recuperação de 1,4 milhão de hectares remove 19,5 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera por ano e evita o desmatamento de 140 mil hectares de matas, segundo estimativa do BID.</p>
<h3>Desmatamento zero, segurança alimentar e transição energética</h3>
<p>Os recursos do Eco Invest Brasil reforçam a posição estratégica do Brasil na agenda global de segurança alimentar, biodiversidade e transição energética. “A resposta do setor financeiro foi impressionante. Estamos estruturando instrumentos financeiros inteligentes que aumentam a produtividade e competitividade do Brasil, posicionando o país na vanguarda da economia verde global”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.</p>
<blockquote><p>“O Eco Invest vem se demonstrando uma iniciativa inovadora e bem-sucedida, a partir da aliança entre instrumentos econômico-financeiros inovadores e o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e transição ecológica. Este 2º leilão, com foco na recuperação de áreas degradadas, será fundamental para a promoção de ações de restauração florestal e desestímulo ao avanço da fronteira agropecuária”, ressaltou a Ministra de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.</p></blockquote>
<p>O leilão contou também com o apoio técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que atua como parceiro estratégico na estruturação das linhas de crédito climático do Programa. “O Eco Invest Brasil fomenta a criação de fundos especializados no mercado de capitais, ampliando significativamente a mobilização de investidores. Trata-se de um modelo de desenvolvimento que fortalece a resiliência econômica, ambiental e social,” afirmou o presidente do BID, Ilan Goldfajn.</p>
<h3>Próximas fases</h3>
<p>O leilão foi a primeira etapa e o Mapa está buscando outros mecanismos para financiar as próximas fases do Caminho Verde Brasil e, assim, cumprir a meta do programa: restaurar 40 milhões de hectares em 10 anos. Entre as opções, o Mapa estuda a possibilidade de contratos de equity e barter com parceiros nacionais e estrangeiros interessados em promover a sustentabilidade do agro.</p>
<h3>Caminho Verde Brasil</h3>
<p>No Brasil, 100 milhões de hectares de áreas utilizadas pela agropecuária apresentam diferentes níveis de degradação. São terras pouco produtivas ou abandonadas. Deste total, 40 milhões de hectares apresentam alto potencial para atividade agropecuária. Recuperar essas áreas, para que elas sejam utilizadas de forma sustentável, é a proposta do Caminho Verde Brasil.</p>
<p>O Comitê Gestor do Caminho Verde Brasil é um órgão consultivo e deliberativo composto por representantes do Mapa; dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; da Fazenda; e das Relações Exteriores. Também fazem parte o Banco Central do Brasil; a Comissão de Valores Mobiliários; o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; além do setor agropecuário, da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais; e a sociedade civil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sistemas agroflorestais alavancam restauração de pequenas propriedades em Paragominas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 13:28:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Produzir em monocultivo pode parecer uma boa estratégia para os agricultores, afinal basta plantar e comercializar aquilo que tem grande demanda no mercado. Porém, a longo prazo essa prática provoca uma série de prejuízos afetando tanto a economia quanto a subsistência no campo. Em Paragominas, no nordeste paraense, agricultores familiares encontraram nos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/Refloramaz-Paragominas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Produzir em monocultivo pode parecer uma boa estratégia para os agricultores, afinal basta plantar e comercializar aquilo que tem grande demanda no mercado. Porém, a longo prazo essa prática provoca uma série de prejuízos afetando tanto a economia quanto a subsistência no campo. Em Paragominas, no nordeste paraense, agricultores familiares encontraram nos sistemas agroflorestais (SAFs) uma forma de recuperar a produtividade de áreas deterioradas.</p>
<p>Os desafios de uma cultura pouco diversificada e com alto custo de manutenção foram enfrentados por famílias de produtores rurais como a de Jaqueline Silva.</p>
<blockquote><p>“Os nossos principais problemas sempre foram a falta de apoio e também a maneira que a agricultura vinha se desenhando, que era através do monocultivo com uso de defensivos agrícolas. Acabava que a gente gastava muito, produzia pouco e o ganho não era garantido e ainda tinha uma perda muito grande”, lembra a agricultora, que hoje é uma das beneficiadas por um projeto que estimula a adoção de SAFs na região.</p></blockquote>
<p>A iniciativa denominada Restauração Florestal por Agricultores Familiares na Amazônia Oriental (|Refloramaz) é promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD) e o financiamento da União Europeia. O programa foi implementado em três polos no estado: Marajó, Altamira e Paragominas, estimulando soluções sustentáveis específicas para cada contexto, Em Paragominas, o foco é a avaliação de estratégias para recuperação florestal.</p>
<figure id="attachment_28736" aria-describedby="caption-attachment-28736" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-28736 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/SAF-Refloramaz-Paragominas.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28736" class="wp-caption-text">Projeto estimula adoção de tecnologias sustentáveis para produção agricola. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O nosso principal resultado é contribuindo com projetos de mitigação das mudanças climáticas e restauração de áreas degradadas. Já são 50 hectares restaurados em sistema de agricultura sem fogo, 19 hectares em sistemas de SAF Cacau e 350 hectares com pecuária”, comenta Renata Silva, gerente de sustentabilidade do Sebrae no Pará.</p></blockquote>
<p>Por meio do Refloramaz, os agricultores têm acesso a conhecimento técnico, troca de experiências e acompanhamento para implementação de sistemas agroflorestais que ajudam a recuperar as paisagens e a elevar a produção do campo.</p>
<p>No sítio de Jaqueline Silva, por exemplo, onde o cultivo de mandioca era dominante e convivia com plantios menores de hortaliças e criação de galinhas, hoje podem ser encontrados milho, cacau, açaí, jerimum e outras variedades de alimentos.  No total, sete famílias são beneficiadas pela experiência.</p>
<blockquote><p>“A gente estava iniciando um trabalho com agrofloresta e o Refloramaz surgiu multiplicando esse conhecimento. As vantagens são enormes porque a gente viu os primeiros plantios de 2021 poderem ser coletados em poucos meses. Primeiro veio o milho, depois tiramos o jerimum e assim sucessivamente. Não tivemos mais perdas, pelo contrário foram só ganhos”, afirma Jaqueline.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28737" aria-describedby="caption-attachment-28737" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28737 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mutirao-Refloramaz.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28737" class="wp-caption-text">Agrofloresta contribuiu para fortalecimento da organização comunitária. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Além dos impactos positivos no meio ambiente e no aumento da produção do campo, o projeto contribuiu com a ampliação de oportunidades de trabalho e renda para os jovens, contornando o problema do êxodo rural, assim como fortaleceu a organização da comunidade já que as tarefas de plantio e colheita nos SAFs são feitas em coletivo.</p>
<blockquote><p>“A agrofloresta nos proporcionou, alegria, esperança, prosperidade, diversidade e muita união. Através dos mutirões vimos a alegria do agricultor sendo renovada”, ressalta a agricultora.</p></blockquote>
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		<title>Plantio de cupuaçu ajuda na recuperação florestal no nordeste paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 14:50:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cupuaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Para Sempre]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PNCPD]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[restauração de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_54-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz O inverno amazônico é o período de safra do cupuaçu, uma fruta típica da região e que conquista paladares pelo seu sabor único. A mistura de notas azedas e agridoces torna o fruto um ingrediente diferenciado na preparação de doces, geleias, sucos, cremes, sorvetes, e sua amêndoa é base até para a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_54-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>O inverno amazônico é o período de safra do cupuaçu, uma fruta típica da região e que conquista paladares pelo seu sabor único. A mistura de notas azedas e agridoces torna o fruto um ingrediente diferenciado na preparação de doces, geleias, sucos, cremes, sorvetes, e sua amêndoa é base até para a produção do chamado <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/em-formato-de-barra-receita-tradicional-de-cupulate-ganha-grife-e-conquista-novos-paladares/" target="_blank" rel="noopener">cupulate</a>. Toda essa versatilidade ainda é aliada de processos de<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/recuperacao-florestal-pode-fazer-o-para-ganhar-r-13-bilhoes-e-criar-1-milhao-de-empregos/" target="_blank" rel="noopener"> recuperação florestal no estado do Pará.</a></p>
<p>O cultivo do cupuaçu em <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-podem-ser-uma-saida-para-a-recuperacao-de-areas-desmatadas-no-para/" target="_blank" rel="noopener">sistemas agroflorestais</a> (SAFs) é uma das ações recomendadas pelo projeto Floresta Para Sempre, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), para a restauração de áreas de mata ciliar e de reserva legal nos municípios de Ulianópolis, Dom Eliseu, Capitão Poço e Paragominas, no nordeste do estado.</p>
<p>A iniciativa tem o apoio do <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-r-13-bi-fundo-amazonia-tem-recorde-historico-de-aprovacoes-em-2023/" target="_blank" rel="noopener">Fundo Amazônia</a> e visa o desenvolvimento cientifico, da agricultura familiar e da assistência técnica em modelos de SAF direcionados para o tema da restauração. Isso porque a organização detectou que o histórico de ocupação da região deixou um rastro de devastação impulsionado pela falta de orientação para o uso adequado da terra em atividades como a agricultura e a pecuária de pequeno porte.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora do Imazon, Andreia Pinto, o público-alvo foram agricultores de áreas de assentamento, onde já havia um histórico de degradação decorrente da criação de gado para subsistência ou da abertura de roças em terrenos sem aptidão para a agricultura.</p>
<p>Em razão desse processo, as propriedades apresentavam características como solo compactado e com gramíneas que dificultam o crescimento de outras culturas. A estratégia para solucionar esse problema foi buscar espécies florestais nativas com crescimento rápido e que pudessem gerar sombreamento, facilitando o cultivo de outras variedades de plantas. Assim, o Floresta Para Sempre apostou no potencial e nas vantagens oferecidas pelo cupuaçu.</p>
<blockquote><p>“O cupuaçu é uma planta que, dependendo da genética e dos tratamentos adequados, começa a dar frutos do segundo ao quarto ano após o plantio, oferecendo uma produção perene. Também é uma espécie melhor adaptada às condições climáticas e do solo da região, além de que o Código Florestal permite que essa espécie possa ser usada de forma consorciada para a recuperação de área de reserva legal e até de mata ciliar. Esse conjunto de vantagens é muito bem-vindo”, comenta Andreia Pinto.</p></blockquote>
<figure id="attachment_27631" aria-describedby="caption-attachment-27631" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-27631 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/02/imazon_labmidia_vitorialeona_160322_102-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27631" class="wp-caption-text">102 hectares no nordeste do Pará foram restaurados com uso de cupuaçu e outras espécies nativas. Foto: Vitória Leona / Imazon Labmídia</figcaption></figure>
<h3>Os primeiros plantios</h3>
<p>Os primeiros plantios de SAFs foram feitos a partir de 2022 por 136 agricultores de Ulianópolis, Dom Eliseu e Capitão Poço, que receberam capacitação e 56.200 mil mudas de cupuaçu e outras espécies, como o açaí, o miriti, o cacau e o jenipapo. No total, 102 hectares já foram restaurados, mas a expectativa é que os números e o impacto do projeto aumentem, já que outros 64 produtores de Paragominas devem começar os cultivos neste ano.</p>
<p>Para a pesquisadora, os resultados alcançados até então são animadores visto que a estratégia de recuperação florestal com cupuaçu atende a demandas dos agricultores que podem contar com uma cultura valiosa para o mercado e para a segurança alimentar das populações locais, mas também para a agenda climática, oferecendo uma solução prática para o aumento da absorção de carbono, por exemplo.</p>
<p>Nesse sentido, Andreia Pinto ressalta que a experiência contribui para o planejamento e implementação de ações necessárias para que o Brasil alcance a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cop28-brasil-anuncia-programa-para-recuperar-40-milhoes-de-hectares-de-pastagens-degradadas/">meta de recuperação de 40 milhões de hectares em uma década</a>, conforme a previsão do Plano Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).</p>
<blockquote><p>“Experiências piloto como essa servem para inspirar contingentes maiores de produtores nesse tipo de prática. Já conseguimos mobilizar 64 produtores em Paragominas e temos uma perspectiva crescente de aumentar os imóveis rurais atendidos. O nosso trabalho é voltado para a necessidade dos pequenos agricultores, mas é um modelo que pode ser aproveitado também em médios e grandes imóveis rurais”, destaca a pesquisadora.</p></blockquote>
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