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	<title>regularização &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>regularização &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>CAR simplificado promete acelerar regularização de pequenas propriedades no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 14:08:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/54601_142606-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará quer dar um passo para desburocratizar a regularização ambiental no campo, com a recém-publicada Instrução Normativa nº 2/2026, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). A medida oficializa o uso de ferramentas geoespaciais como instrumentos de análise acelerada para o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Voltada especificamente para pequenas propriedades [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/54601_142606-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará quer dar um passo para desburocratizar a regularização ambiental no campo, com a recém-publicada Instrução Normativa nº 2/2026, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). A medida oficializa o uso de ferramentas geoespaciais como instrumentos de análise acelerada para o Cadastro Ambiental Rural (CAR).</p>
<p>Voltada especificamente para pequenas propriedades e posses rurais de até quatro módulos fiscais. Na prática, a tecnologia de satélite passa a ser o &#8220;braço direito&#8221; da análise técnica, permitindo que o sistema estadual processe informações geográficas com muito mais agilidade.</p>
<p>O foco é resolver um gargalo histórico: a demora na validação dos cadastros, que impede o pequeno produtor de acessar créditos e políticas públicas.</p>
<p>De acordo com o secretário da Semas, Raul Protázio Romão, a mudança tem foco na eficiência sem abrir mão da segurança jurídica.</p>
<blockquote><p>“A ideia é garantir que o pequeno produtor receba uma resposta mais rápida. O CAR é a porta de entrada para várias políticas públicas, e a norma deixa o caminho mais claro, mantendo a proteção ambiental”, afirma.</p></blockquote>
<p>A reorganização do procedimento é feita a partir do seguinte esquema:</p>
<ul>
<li>Critérios mais objetivos: seguindo regras claras e bem definidas de análise, o número de interpretações divergentes cai, tornando o processo mais previsível.</li>
<li>Foco em verificações essenciais: a checagem possui foco na coerência das informações declaradas e na confirmação de que o imóvel não sobrepõe áreas legalmente protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e territórios quilombolas.</li>
<li>Uso integrado de bases oficiais: a análise incorpora a tecnologia e utiliza dados de órgãos como IBGE, Incra, Iterpa e Funai para evitar duplicidade de análises.</li>
<li>Apoio de tecnologia e geoprocessamento: imagens de satélite e sistemas de monitoramento ajudam a validar informações com mais rapidez e precisão.</li>
<li>Correção de inconsistências: quando um erro é identificado, o órgão deve ajustar o cadastro com base nas informações oficiais, evitando a necessidade de reiniciar todo o processo.</li>
</ul>
<p>O secretário-adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, explica que a mudança busca tirar o pequeno produtor da espera prolongada causada pela burocracia.</p>
<blockquote><p>“Os procedimentos ficaram mais ágeis, mas com critérios técnicos bem definidos. O uso de bases oficiais e a rastreabilidade do processo garantem segurança. Com o CAR analisado mais rápido, o produtor consegue avançar na regularização e acessar assistência técnica, programas de apoio e crédito”, destaca.</p></blockquote>
<h3>Mais oportunidades para os produtores</h3>
<p>Segundo o Termômetro do Código Florestal (TCF), divulgado na semana passada pelo Observatório do Código Florestal (OCF), <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/diagnostico-revela-avanco-no-cadastro-ambiental-rural-mas-paralisia-na-recuperacao-ambiental/" target="_blank" rel="noopener">o Brasil teve avanço de 1,87% nos hectares inscritos no CAR no último ano, totalizando 436,9 milhões de hectares</a>. No entanto, as sobreposições de imóveis rurais com Unidades de Conservação cresceram 9%, sinalizando mais cadastros com menos qualidade.</p>
<p>O anúncio desta semana do governo aponta uma estratégia de combate a queda da qualidade desses registros, já que eles são indispensáveis para garantir a participação das famílias em projetos de valorização como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e outros que incentivam a recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>A diretora de Geotecnologias da Semas, Maximira Costa, garante que a simplificação não significa flexibilização da análise, mas um uso mais eficiente da metodologia e da tecnologia disponíveis.</p>
<blockquote><p>“O processo ficou mais organizado, garantindo segurança jurídica e acelerando a regularização ambiental da agricultura familiar”, ressalta.</p></blockquote>
<p>Para o secretário Raul Protázio, acelerar a análise do CAR é uma forma eficiente de melhorar o acesso do pequeno produtor aos programas de apoio e linhas de financiamento, fundamentais para que esses trabalhadores consigam ampliar práticas sustentáveis na agricultura e pecuária com segurança jurídica.</p>
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		<title>Pará valida mais de 63 mil CAR e supera 8 milhões de hectares de terra regularizados</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-valida-mais-de-63-mil-car-e-supera-8-milhoes-de-hectares-de-terra-regularizados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2023 13:42:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[regularização]]></category>
		<category><![CDATA[SEMAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/CAR33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), garantiu a validação de mais de 63 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR) em todo o Estado desde 2019, o que representa mais de 8 milhões de hectares de área regularizados. Este é resultado direto das ações desenvolvidas pelo programa Regulariza Pará, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/CAR33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), garantiu a validação de mais de 63 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR) em todo o Estado desde 2019, o que representa mais de 8 milhões de hectares de área regularizados. Este é resultado direto das ações desenvolvidas pelo programa Regulariza Pará, que integra o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA).</p>
<p>A regularização ambiental rural permite com que produtores rurais tenham acesso a políticas públicas como linhas de crédito, valorização da produção sustentável e maior segurança no campo. Este ano, o estado também implementou a automatização do CAR, validando de uma só vez o cadastro de mais de 43 mil produtores de diversas regiões.</p>
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<article class="col-12 col-xxl-8 col-xl-9 col-lg-11 pt-4 pb-4">
<div class="txt_noticia">
<p>As ações de regularização ambiental rural são conduzidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), por meio do Regulariza Pará. Dos 150 mil CARs analisados pelo estado, 96% das análises foram feitas nos últimos três anos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estamos avançando no compromisso do governo do Pará de garantir a transição para um modelo econômico de desenvolvimento sustentável no estado, baseado em baixas emissões de gases de efeito estufa, e a regularização ambiental rural é peça chave neste processo. Este salto considerável na análise de CAR no estado se deve a vários fatores desenvolvidos pela Semas, como o aumento de servidores dedicados para a atividade, processos de capacitação dos municípios, aprimoramentos na área de tecnologia e melhoria da qualidade de dados apresentados pelos proprietários ou possuidores de imóveis rurais”, afirma o titular da Semas, Mauro O’ de Almeida.</p></blockquote>
<h3><strong>As vantagens da regularização</strong></h3>
<p>Além de ter os territórios regularizados, os beneficiados também podem acessar políticas públicas, como linhas de crédito para incrementar a produção. A regularização também garante a valorização da produção sustentável e maior segurança no campo.</p>
<p>Uma das estratégias adotadas pelo estado para impulsionar o processo de análise de CAR é o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas, como o sistema digital CAR 2.0, pioneiro no país, que acelera a emissão dos cadastros e facilita acesso a benefícios produtivos. Com o CAR 2.0, o estado validou mais de 43 mil cadastros de uma só vez, correspondendo a mais 1,7 milhão de hectares de áreas de imóveis rurais no Estado, além de endereçar mais de 55 mil imóveis para o Programa de Regularização Ambiental (PRA).</p>
<blockquote><p>&#8220;A automatização das análises permitirá que casos sem pontos de atenção tenham um fluxo mais rápido e que os nossos técnicos possam dedicar atenção individualizada às demandas mais complexas. Além disso, permitirá um maior acompanhamento das propriedades e maior segurança da base de dados”, explica o titular da Semas.</p></blockquote>
<h3><strong>Termos de Compromisso-</strong></h3>
<p>Como resultado da agenda de regularidade ambiental, mais de 1 mil Termos de Compromissos Ambientais (TCAs) já foram firmados com compromisso de restauração florestal de 110 mil hectares no Estado.</p>
<p>O Programa de Regularização Ambiental (PRA) oferece a proprietários e posseiros rurais ações ou iniciativas que devem ser desenvolvidas para promover a restauração ambiental de imóveis rurais com passivos ambientais, relativos às áreas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito, detectados na análise do CAR. Assim, o PRA promove o desenvolvimento sustentável, garantindo a recuperação ambiental.</p>
<p>Um dos instrumentos do PRA, o Projeto de Recomposição de Área Degradada e Alterada (Prada) exerce o planejamento de ações de recomposição, com uso de metodologias, cronograma e insumos.</p>
<p>Os demais instrumentos do PRA são o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) e as Cotas de Reserva Ambiental (CRA), que são exigidos para que o proprietário/possuidor de imóvel rural possa efetivar sua adesão ao PRA.</p>
<p>Com o PRA, o Programa Regulariza Pará estimula atividades econômicas que adotam boas práticas fomentadas pelo processo de regularização, dando credibilidade ao empreendimento diante do mercado, além de ampliar possibilidades de obtenção de créditos e financiamentos para o desenvolvimento com respeito à legislação ambiental.</p>
<p><em>Fonte: Agência Pará</em></p>
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		<title>Quase todos imóveis rurais na Amazônia e Matopiba não têm CAR validado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Dec 2021 13:23:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#Cadastro Ambiental Rural]]></category>
		<category><![CDATA[#CAR]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/126bba3d-gp0sttzzp_pressmedia-2048x1366-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Às vésperas de completar 10 anos, o Código Florestal Brasileiro anda devagar, após avanços e recuos. Nos 11 Estados que compõem a Amazônia Legal e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauíe Bahia), regiões que sofrem intensa pressão de desmatamento e também dos importadores de commodities agropecuárias, apenas 7% dos imóveis inscritos no Sistema de Cadastro Ambiental [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/126bba3d-gp0sttzzp_pressmedia-2048x1366-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Às vésperas de completar 10 anos, o Código Florestal Brasileiro anda devagar, após avanços e recuos. Nos 11 Estados que compõem a Amazônia Legal e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauíe Bahia), regiões que sofrem intensa pressão de desmatamento e também dos importadores de <em>commodities</em> agropecuárias, apenas 7% dos imóveis inscritos no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) passaram por alguma etapa de análise dos órgãos ambientais. Ou seja, quase a totalidade, 93%, não teve o cadastro validado.</p>
<p>Dos cerca de 6,1 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), apenas 3,4% foram analisados e tiveram seus dados validados, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, 13/12, pelo Observatório do Código Florestal. O relatório mostra também que metade do déficit de Áreas de Preservação Permanente (APP) e 65% do déficit de Reservas Legais (RL) no País estão concentrados em grandes propriedades rurais.</p>
<p>Em outros Estados, o volume de avaliações vai de patamares entre 10 a 300 cadastros analisados em Alagoas, Maranhão, Goiás, Sergipe, Santa Catarina e Distrito Federal, até 72 mil cadastros avaliados e também validados no Espírito Santo, que é o Estado mais avançado nesse processo.</p>
<h3>Sobreposição</h3>
<p>Além do baixo número de inscrições analisadas e validadas, cerca de 30% dos cadastros têm problemas de sobreposição com outras propriedades ou terras públicas. <strong>No Pará</strong>, por exemplo, foram cancelados mais de 4 mil cadastros em 2020. O Estado possui 111.523 cadastros analisados e 1.449 cadastros validados, segundo o estudo. O governo estadual afirma que 260.694 cadastros foram realizados no Estado do Pará neste ano. Você pode acompanhar a situação dos cadastros no Estado por <a href="http://car.semas.pa.gov.br/#/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>As sobreposições de cadastros são comuns. De acordo com dados do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) divulgados pelo portal <a href="https://deolhonosruralistas.com.br/2020/10/27/terras-em-297-areas-indigenas-estao-cadastradas-em-nome-de-milhares-de-fazendeiros/" target="_blank" rel="noopener">De Olho nos Ruralistas</a> em 2020, mais de 15 milhões de hectares estavam cadastrados sobre Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) em todo o País. É uma área maior que a Inglaterra.</p>
<p>Os Estados com mais registros sobrepostos são o Amazonas, Mato Grosso e Pará. Existem também sobreposições entre imóveis rurais. Em <a href="https://apublica.org/2016/08/as-falhas-e-inconsistencias-do-cadastro-ambiental-rural/" target="_blank" rel="noopener">levantamento de 2017 sobre o Pará</a>, a Agência Pública encontrou 108 mil imóveis com algum tipo de sobreposição com outros imóveis rurais, em um universo de 150 mil cadastros, ou seja, 72% do total.</p>
<p>Rondônia é o Estado com o maior número de imóveis rurais sobrepostos a terras indígenas: 1.376 no total. Na sequência vêm o Pará (1.336), Mato Grosso (1.091) e Roraima (607).</p>
<p>O Amazonas é o Estado que possui a maior área total de imóveis rurais sobrepostos a terras indígenas, totalizando 4.585.466,38 hectares de territórios tradicionais e públicos cadastrados no sistema em nome de terceiros. Em segundo lugar vêm o Mato Grosso (3,5 milhões de hectares), o Pará (1,1 milhão de hectares) e o Acre (818 mil hectares), informou no &#8220;De Olho nos Ruralistas&#8221;.</p>
<p>Cinco TIs do País chegam a ter toda sua área sobrepostas ao Cadastro Ambiental Rural: Maró, no Pará, Herarekã Xetá, no Paraná, Taquara, no Mato Grosso do Sul, Fortaleza do Patauá, no Amazonas, e Jarara, também no Mato Grosso do Sul. Está última é inteiramente ocupada por um único imóvel rural, acrescenta o portal.</p>
<h3>Vazios do CAR</h3>
<p>Segundo o relatório do OCF, a área em que se aplica o CAR (área cadastrável) para imóveis rurais ocupa mais de 507 milhões de hectares no País. Com a exclusão das sobreposições, estima-se que cerca de 30% do total de 507 milhões de hectares da área rural do País ainda não foram cadastrados. Essas áreas, conhecidas como vazios do CAR, chegam a ocupar mais de 60% da área cadastrável no Estado de Roraima e mais de 50% na Bahia. Oito Estados têm mais de 40% de vazios do CAR em sua área cadastrável.</p>
<p>A análise e validação dos cadastros, que são autodeclaratórios, é de responsabilidade dos órgãos estaduais, que enfrentam limitações de pessoal e estrutura que comprometem a celeridade do processo, segundo o relatório do OCF.</p>
<p>Isso impede a implantação de Programas de Regularização Ambiental (PRA), o instrumento legal que inicia a efetiva adequação de uma propriedade rural ao Código. Apenas 18 Estados regulamentaram seus PRAs e, mesmo assim, várias de suas regras são de baixa qualidade técnica, o que inviabiliza sua operação ou leva a processos judiciais devido ao fato de reduzirem a proteção prevista no Código Florestal.</p>
<h3>Judicialização</h3>
<p>O relatório do OCF aponta também que é baixo o número de ações judiciais relacionadas ao Código Florestal e ao desmatamento. O atraso na validação do CAR impede que órgãos de comando e controle usem adequadamente essa ferramenta em operações de monitoramento e fiscalização.</p>
<p>Segundo o relatório, em 2018, apenas 13% das ações judiciais impetradas no Brasil estavam relacionadas ao meio ambiente, e os dados disponíveis não permitem uma separação entre ações para o combate ao desmatamento e outras.</p>
<p>Nesse mesmo ano, em toda a região Norte, onde está localizada a Floresta Amazônica, apenas 6% das ações movidas pelo Ministério Público Estadual versavam sobre questões ambientais.</p>
<p><strong>No Pará</strong>, Estado com maior índice de desmatamento em 2019, apenas 214 processos se relacionavam ao meio ambiente.</p>
<blockquote><p>Segundo o relatório do OCF, “esse cenário permissivo do descumprimento do Código Florestal contamina negativamente a sociedade brasileira e desacredita o País internacionalmente, trazendo prejuízos ao desenvolvimento sustentável do Brasil. As perdas decorrentes da não implantação do Código Florestal são econômicas, ambientais e sociais. Elas são diretamente responsáveis pela redução da biodiversidade, pelo desequilíbrio de ecossistemas, pelo desabastecimento hídrico, pelo aumento dos problemas de saúde, pela baixa produtividade agrícola e pela insegurança alimentar.”</p></blockquote>
<p>De acordo com o mais recente levantamento do Mapbiomas, 78,3% da área de desmatamento no Cerrado – bioma responsável pela maior parte das exportações de commodities agrícolas do país &#8211; ocorreu dentro de propriedades privadas.</p>
<h3>Sobre o Código Florestal</h3>
<p>O Código Florestal brasileiro (Lei 12.651, de 25 de maio de 2012) é a principal norma para o uso da terra e a conservação de florestas e outras formas de vegetação em terras privadas. Ele exige, por exemplo, que todos os agricultores conservem a vegetação natural de sua posse ou propriedade rural (com percentual de proteção variando entre 80% e 20%), além de proteger matas ciliares e topos de morros.</p>
<p>A lei florestal pode ajudar a conservar mais de 162 milhões de hectares de vegetação nativa no Brasil, sequestrando cerca de 100 GtCO2, o que é crucial para que o País possa cumprir o compromisso assumido no âmbito do Acordo de Paris. Vale destacar que a maior parte das reduções nas emissões deveria resultar da contenção do desmatamento ilegal e da restauração de 12 milhões de hectares de florestas, ambas medidas necessárias para o cumprimento do Código Florestal, o que colocaria o setor agropecuário brasileiro na vanguarda da sustentabilidade mundial.</p>
<h3>O que é o CAR</h3>
<p>O CAR é um instrumento definido em âmbito nacional pelo Código Florestal (Lei 12.651/2012) com o objetivo de criar um registro de todos os imóveis rurais no país, integrando as informações ambientais em uma base de dados para viabilizar a regularização ambiental dos imóveis rurais e garantir o controle, monitoramento e combate ao desmatamento no Brasil.</p>
<p>No CAR, é feito o registro das áreas desmatadas, de Reserva Legal (RL), Preservação Permanente (APPs), áreas de Uso Consolidado, de Uso Restrito e as que devem ser reflorestadas. Apesar de ter se tornado obrigatório para todo o país com o Código Floretal, o CAR já era utilizado antes de 2012 em estados da Amazônia Legal como parte das políticas de redução do desmatamento no bioma.</p>
<p><em>Fonte: Observatório do Código Florestal. O Observatório do Código Florestal foi criado em maio de 2013 para promover o controle social da implantação da Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012 (Código Florestal brasileiro) e garantir integridade ambiental, social e econômica às florestas em áreas privadas. Atualmente a rede é composta de 36 organizações da sociedade civil, que se juntaram pelo objetivo comum de proteção, restauração e uso sustentável das florestas. Para mais informações, acesse: <a href="https://observatorioflorestal.org.br/" target="_blank" rel="noopener">https://observatorioflorestal.org.br</a></em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/relatorio-dos-pls-da-grilagem-mantem-possibilidade-de-anistiar-desmatamentos-futuros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Relatório dos ‘PLs da Grilagem’ mantém possibilidade de anistiar desmatamentos futuros</strong></a></p>
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