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	<title>Região Norte &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Região Norte &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Alerta na Amazônia: ameaça de super El Niño preocupa comunidades no oeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet. A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais. No território Kumaruara (10 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet.</em></li>
<li><em>A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais.</em></li>
<li><em>No território Kumaruara (10 aldeias e ~1,2 mil famílias), os efeitos das secas de 2023 e 2024 ainda persistem, afetando o abastecimento de água e secando igarapés.</em></li>
<li><em>O fenômeno ocorre pelo aquecimento atípico do Oceano Pacífico e enfraquecimento dos ventos alísios, alterando a circulação atmosférica e inibindo chuvas na Amazônia e no Nordeste.</em></li>
<li><em>: A frequência de super El Niños tem aumentado nas últimas décadas devido ao aquecimento global.</em></li>
<li><em>Lideranças locais destacam o monitoramento territorial, o combate ao desmatamento e a preservação dos rios e florestas como indispensáveis para garantir a água e a vida na região.</em></li>
</ul>
<p>A potencial chegada de um novo super El Niño na segunda metade deste ano vem gerando grande apreensão entre moradores ribeirinhos no oeste do Pará. Com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontando 90% de probabilidade para a ocorrência do fenômeno e chuvas abaixo da média para o Norte do país, o temor é de que a estiagem repita ou até supere os danos vivenciados recentemente, como a queda no nível dos rios, a falta de água potável, o isolamento das comunidades e a alta nas queimadas.</p>
<p>De acordo com reportagem do g1, a apreensão já é rotina no território indígena Kumaruara, situado às margens do rio Tapajós. Aderindo à gestão de dez aldeias que abrigam cerca de 1,2 mil famílias, a coordenadora Zenilda Kumaruara ressalta que os impactos das secas severas de 2023 e 2024 ainda persistem.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2023 e 2024, a situação complicou ainda mais. Até agora ainda não conseguimos resolver o problema da água. Recebemos água potável de outra comunidade e, quando chega o período de verão, esse abastecimento não acontece da mesma forma que no inverno&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>Além dos gargalos no abastecimento transportado, a diminuição no volume dos rios e igarapés regionais preocupa a liderança indígena. Para ela, a manutenção da floresta em pé é a principal ferramenta de sobrevivência das comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente procura plantar e fazer o monitoramento territorial para que a nossa floresta não seja destruída, porque sabemos que a água da Amazônia depende das árvores. Se houver desmatamento, essa água vai faltar. Os igarapés têm secado, e eles são fonte de água potável para as comunidades&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>O que dizem os técnicos</h3>
<p>Os alertas emitidos pelos moradores encontram amparo direto em análises científicas. O boletim climático do Inmet confirma a tendência de instalação do El Niño no Oceano Pacífico durante o segundo semestre, o que deve inibir o regime de chuvas em grande parte da Bacia Amazônica.</p>
<p>De acordo com o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Lucas Vaz Peres, o fenômeno decorre do aquecimento atípico da superfície do Pacífico, o que altera a circulação atmosférica global.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um fenômeno acoplado entre oceano e atmosfera. O oceano acaba se aquecendo mais do que o normal em função da diminuição dos ventos alísios. Isso modifica a circulação atmosférica, conhecida como circulação de Walker, fazendo com que o ramo descendente fique sobre a Amazônia e reduza significativamente as chuvas na nossa região&#8221;, explica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>O pesquisador destaca ainda que, embora eventos extremos não sejam novos, a frequência dos episódios de super El Niño cresceu nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que se espera é uma redução das chuvas tanto na Amazônia quanto no Nordeste brasileiro. Isso diminui as precipitações nas cabeceiras dos rios, reduz o nível dos cursos d&#8217;água, dificulta o acesso das populações ribeirinhas aos serviços básicos e ainda aumenta o risco de incêndios florestais&#8221;, alerta.</p></blockquote>
<p>Preservação como resposta</p>
<p>Diante das adversidades, os povos tradicionais veem na conservação ambiental seu principal escudo contra o clima extremo. Zenilda Kumaruara reforça que proteger rios e vegetação nativa é fundamental para assegurar a subsistência das próximas gerações.</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas precisam entender que preservar os rios e as florestas é preservar a própria vida. Muitos desses problemas são causados pelo próprio ser humano, que ainda não tem consciência da importância de cuidar do meio ambiente&#8221;, conclui.</p></blockquote>
<p>Caso a previsão do super El Niño se concretize, o oeste paraense poderá vivenciar um quadro tão ou mais crítico que os anteriores, afetando de forma direta o suprimento de água, o tráfego hidroviário, o cultivo agrícola e a segurança dos moradores da região.</p>
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		<title>Brasil pode ter até 127 dias de calor extremo por ano até 2075</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 18:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[i4sea]]></category>
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		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/calor25-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo As projeções da i4sea, plataforma de antecipação a riscos climáticos, indicam que o Brasil passará dos atuais 6 dias de calor extremo por ano para até 127 dias até 2075. A temperatura máxima média do país deve subir 1,7°C, com algumas regiões registrando picos de até 7°C de aquecimento. A Região Norte será a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/calor25-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>As projeções da i4sea, plataforma de antecipação a riscos climáticos, indicam que o Brasil passará dos atuais 6 dias de calor extremo por ano para até 127 dias até 2075.</em></li>
<li><em>A temperatura máxima média do país deve subir 1,7°C, com algumas regiões registrando picos de até 7°C de aquecimento.</em></li>
<li><em> A Região Norte será a mais afetada, com alta média de 2,8°C e previsão de 193 dias de calor extremo anuais.</em></li>
<li><em>Rondônia lidera o aumento de temperatura (+3,95°C), enquanto Roraima poderá enfrentar até 250 dias de calor extremo por ano — o equivalente a cerca de dois terços do ano.</em></li>
<li><em>O País poderá registrar até 13 ondas de calor por ano, impactando diretamente a operação de setores como saúde, energia, logística e infraestrutura.</em></li>
<li><em>No Centro-Oeste, os dias de calor extremo saltam de 5 para 107 por ano (alta de 2°C). No Sul, o aumento é menor (1,1°C), mas os dias extremos sobem de 4 para 38 anuais.</em></li>
<li><em> A i4sea destaca que o calor extremo deixará de ser sazonal para se tornar uma variável permanente no planejamento das empresas, exigindo adaptação imediata de processos e infraestrutura.</em></li>
</ul>
<p>Projeções climáticas da i4sea indicam que o Brasil terá até 127 dias de calor extremo por ano até 2075, frente aos 6 dias atuais.</p>
<p>Para chegar ao resultado a i4sea aplicou ao território brasileiro mais de 26 modelos climáticos globais — entre eles o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia — e hiperlocalizou os resultados para um horizonte até 2075.A i4sea é uma plataforma de inteligência climática que apoia empresas com ativos e operações impactados pelo clima em decisões estratégicas e operacionais.</p>
<p>Segundo o estudo, a temperatura máxima média do país sobe 1,7 graus Celsius (°C), com aquecimento que chega a 7°C em algumas regiões.</p>
<p>O recorte regional do levantamento aponta a Região Norte como a mais exposta em 2075, com aumento médio de 2,8°C na temperatura máxima e projeção de 193 dias de calor extremo por ano.</p>
<p>Rondônia lidera o ranking estadual, com alta projetada de 3,95°C. “Em paralelo, o estudo indica uma tendência de até 13 ondas de calor anuais no país o que muda a forma como setores como energia, infraestrutura, saúde e logística precisam pensar continuidade operacional”, diz a i4sea.</p>
<p>O Centro-Oeste aparece em seguida, com aumento projetado de 2°C e salto de 5 para 107 dias de calor extremo por ano. Já no Sul, onde o aumento médio é mais contido (1,1°C), os dias de calor extremo passam de 4 para 38 por ano.</p>
<p>Acre e Roraima aparecem logo atrás de Rondônia no ranking estadual, com aumentos projetados de 3,36 °C e 3,16 °C, respectivamente. Em Roraima, a projeção indica até 250 dias de calor extremo por ano até 2075, ou seja, cerca de dois terços do ano sob essa condição.</p>
<p>O diretor presidente da empresa, Mateus Lima, afirma que o papel da plataforma é entregar para o tomador de decisão um cenário climático tão claro quanto qualquer outro indicador de planejamento estratégico como receita, câmbio, mão de obra.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que os dados mostram é que o calor deixará de ser um evento sazonal para virar uma variável permanente do plano de negócios. Quem incorpora isso agora ganha tempo para adaptar infraestrutura, processos e proteger as pessoas que fazem a operação acontecer&#8221;, afirmou Lima.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Maioria dos moradores da região Norte diz que eventos extremos ficaram piores em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 13:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-tapajos-Christian-Arapiun-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Sete em cada dez (72%) moradores da região Norte avaliam que os eventos climáticos extremos, como as secas que afetaram a Amazônia nos últimos dois anos, foram piores em 2024. As principais mudanças notadas foram o aumento de temperatura (91%), a redução na frequência das chuvas (76%) e a seca mais grave (78%). A percepção [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca-tapajos-Christian-Arapiun-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Sete em cada dez (72%) moradores da região Norte avaliam que os eventos climáticos extremos, como as secas que afetaram a Amazônia nos últimos dois anos, foram piores em 2024. As principais mudanças notadas foram o aumento de temperatura (91%), a redução na frequência das chuvas (76%) e a seca mais grave (78%). A percepção sobre a diminuição de chuvas chega a 81% entre os moradores de regiões metropolitanas e as secas mais severas foram lembradas por 84% dos moradores do interior.</p>
<p>Esse é um dos resultados da pesquisa “A visão do Norte sobre mudanças climáticas”, feita pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.</p>
<p>O estudo, que ouviu 1.195 pessoas entre 12 e 17 de dezembro do ano passado, revela que a maioria da população está preocupada com o agravamento desses casos. Para 50%, os eventos extremos foram piores do que o normal, 22% consideram que foram muito piores, 19% dizem que os eventos do ano passado foram iguais aos anteriores, 4% melhor que o normal, 2% muito melhor que o normal e 3% não souberam ou não responderam.</p>
<p>Esse entendimento está presente principalmente nas parcelas da população que vive em regiões metropolitanas (34%), tem renda familiar acima de 5 salários mínimos (35%) e ensino superior (31%).</p>
<blockquote><p>“A região Norte tem sofrido com secas severas e outros eventos climáticos extremos nos últimos anos e a pesquisa mostra como os moradores têm percebido essas mudanças com mais intensidade. Os dados também revelam que a população considera o problema grave e tem uma perspectiva pessimista em relação ao futuro”, afirma o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.</p></blockquote>
<h3>Mudanças climáticas: problema ou crise?</h3>
<p>Outro ponto abordado na pesquisa é a percepção sobre as mudanças climáticas. De acordo com o estudo, mais da metade (51%) acredita que as mudanças climáticas são um grande problema, mas não uma crise; outros 27% consideram uma crise; 10% dizem que é um problema menor; 6% acham que não é um problema e outros 5% não souberam ou não responderam.</p>
<p>Esta visão crítica está mais presente entre os jovens de 16 a 24 anos (41%), pessoas com ensino superior (40%), renda acima de 5 salários mínimos (44%) e moradores de regiões metropolitanas (38%).</p>
<p>Além disso, o entendimento de que o estado onde mora está passando por mudanças climáticas chega a 96% das respostas. Somente 3% negam esse cenário e 1% não soube ou não respondeu.</p>
<p>Já a perspectiva para o futuro também não é boa na visão dos moradores. Nos próximos 5 anos, 65% acham que os eventos climáticos serão mais fortes. Para 18%, os eventos serão moderados, 6% acham que serão menos fortes, 2% muito menos fortes e 9% não souberam ou não responderam.</p>
<p>Para conferir o estudo completo, clique <a href="https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/72-dos-moradores-da-regiao-norte-acharam-eventos-climaticos-extremos-piores-em-2024/?utm_medium=email&amp;_hsenc=p2ANqtz-9JH1enL5zRCWJEe6spCOi-JBxeb4cIT5mPXwKt-E2fphJcw-zBe-IBcn1nX9SdvS-J5cvu0mpTr0nqaaqM05Ual9yODTxg2DmLcDLT1z8u5dnK7kw&amp;_hsmi=351749255&amp;utm_content=351749255&amp;utm_source=hs_email" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Região Norte pode ter queda na vazão dos rios, menos chuvas e secas frequentes, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2024 19:24:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[ANA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[recursos hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/secaam-benjamin-constant-alto-solimoes-seca1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo inédito elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostra que o cenário de seca extrema, como a vivenciada no ano passado, tende a se tornar frequente nos próximos anos. O modelo climático elaborado ressalta que a disponibilidade hídrica deve reduzir em mais de 40% na região Norte, onde está uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/secaam-benjamin-constant-alto-solimoes-seca1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo inédito elaborado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostra que o cenário de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mudancas-climaticas-e-nao-o-el-nino-foram-a-causa-principal-da-seca-severa-na-amazonia/">seca extrema</a>, como a vivenciada no ano passado, tende a se tornar frequente nos próximos anos. O modelo climático elaborado ressalta que a disponibilidade hídrica deve reduzir em mais de 40% na região Norte, onde está uma das bacias hidrográficas mais importantes do País</p>
<p>Para realizar o levantamento, a ANA aplicou diferentes modelos climáticos globais à realidade brasileira visando analisar os efeitos das mudanças climáticas na disponibilidade de água em cenários de curto, médio e longo prazos, que compreende os períodos de 2015 a 2040, de 2041 a 2070 e de 2071 a 2100, respectivamente. Aspectos como a evapotranspiração, chuvas e vazão dos rios também foram levados em conta nas previsões.</p>
<blockquote><p>“Esse primeiro período que nós examinamos nos traz informações, convergências e consensos que nos permite tomar decisões desde agora. Por exemplo, o modelo climático que aconteceu durante o ano 2023 na região Norte é o modelo mais convergente das nossas modelagens. É aquele onde há redução da disponibilidade hídrica e elevação dos eventos extremos”, disse o diretor da ANA, Nazareno Araújo, durante a apresentação do estudo em live.</p></blockquote>
<p>Os resultados destacam que as bacias hidrográficas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste tendem a sofrer com maior escassez hídrica. O estudo ainda alerta que o problema deve se intensificar ao longo dos anos à medida em que aumentam os níveis de emissão dos gases de efeito estufa, um grande propulsor do aquecimento global.</p>
<blockquote><p>“As projeções indicam que se pode ter diminuições de até 40% na disponibilidade hídrica já em 2040 nas principais regiões hidrográficas brasileiras, além de um aumento substancial no número de trechos de rios intermitentes no futuro nessas regiões”, diz um trecho do documento.</p></blockquote>
<h3>Políticas públicas</h3>
<p>No caso específico da região Norte, a previsão é que haja uma redução de vazão rios e queda nos volumes médios de chuva aliado à frequência e intensidade maior das secas. Nesse contexto, a recomendação é que as informações sirvam para o planejamento e implementação de medidas de adaptação para evitar, por exemplo, o isolamento de comunidades ribeirinhas ou a interrupção da navegação, como ocorreu em 2023.</p>
<blockquote><p>“Isso traz a possibilidade para que os gestores da região e o Governo Federal possam adotar políticas públicas mais perenes, por exemplo, de melhoria da condição de navegação dos rios que tinham água abundante”, acrescentou o diretor Nazareno Araújo.</p></blockquote>
<p>O lançamento da pesquisa <a href="https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/noticias-e-eventos/noticias/ana-lanca-estudo-sobre-impactos-da-mudanca-climatica-nos-recursos-hidricos-das-diferentes-regioes-do-brasil/resumo-executivo_26012024.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Impacto da mudança climática nos recursos hídricos do Brasil”</a> foi um dos destaques do anuncio da Jornada da Água 2024, promovida pela ANA em alusão ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março. Neste ano, as ações e projetos intersetoriais terão como tema central “A água nos une, o clima nos move”, que busca evidenciar a importância do debate integrado da agenda do clima com a preservação dos recursos hídricos.</p>
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		<title>Aos 82 anos com muito orgulho de ser paraense, Dona Onete prepara o lambumrimbó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 18:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Arari]]></category>
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		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/donaonete-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Sob os cuidados da professora Ionete da Silveira Gama, muitos jovens do Pará aprenderam História. Sob o feitiço de Dona Onete, o mundo inteiro canta e dança suas canções. Estamos falando da mesma pessoa, dessa entidade da cultura paraense, natural de Cachoeira do Arari, que lançou seu primeiro disco aos 73 anos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/donaonete-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Sob os cuidados da professora Ionete da Silveira Gama, muitos jovens do Pará aprenderam História. Sob o feitiço de Dona Onete, o mundo inteiro canta e dança suas canções. Estamos falando da mesma pessoa, dessa entidade da cultura paraense, natural de Cachoeira do Arari, que lançou seu primeiro disco aos 73 anos de idade após dedicação ao magistério durante 25 anos. Atualmente com 82 anos, Dona Onete conversou de uma maneira muito pai d’égua com o <strong>Pará Terra Boa</strong> na quarta-feira, 23/03, sobre futuro, presente e passado, passando por temas ambientais.</p>
<p>Seu horizonte é tão transformador que ela vai lançar um disco com um novo ritmo batizado de lambumrimbó, com a proposta de valorizar toda mulher dona de seu próprio nariz.</p>
<blockquote><p>“Eu quero até lançar um ritmo misturando a lambada, boi-bumbá e carimbó. Dei o nome de lambumrimbó. É um ritmo nosso, uma coisa da gente. Eu quero falar também do empoderamento da mulher. Da mulher atrevida, abusada, gostosa. A mulher brasileira, que defende a sua bandeira e não nega onde nasceu porque, para mim, você tem que dizer onde que nasceu e ter muito orgulho”, reforça.</p></blockquote>
<p>Sua Cachoeira de Arari natal fica na Ilha de Marajó, mas foi em Igarapé-Miri, terra de outro tesouro paraense, Pinduca, que Dona Onete trabalhou até se aposentar como professora de História, bem como foi secretária de Cultura do município. Ela afirma que onde quer que esteja, sempre vai defender sua terra.</p>
<blockquote><p>“Eu tenho orgulho de ser paraense. Eu gosto de ser brasileira. Eu gosto de ser cabocla. Eu gosto de ser índia e aonde eu for, eu defenderei a nossa região Norte tão bonita e que amo demais e de paixão. Então, é bom a galera ficar esperta porque vem coisa muito boa. Aguardem porque esse disco que estou compondo vai para as cabeças de novo”, adianta.</p></blockquote>
<p>Mas esse orgulho vem acompanhado de uma boa pitada de preocupação com a processo de degradação ambiental hoje em curso no Pará.</p>
<blockquote><p>“A gente já vem brigando há muito tempo. Já era uma tragédia anunciada, e eu cantei sobre esta situação. Então, é através de música que eu coloco o que sinto sobre esta lixarada toda, dessa água poluída, de tudo o que está acontecendo, das barragens, das hidrelétricas que estão fazendo, é tanta coisa. E para quem vai se queixar? Não tem para quem se queixar. Mas eu fiz uns versinhos que eu já cantei sobre o assunto: ‘Eu sei que a natureza reclama e esse povo não me ama // Me polui e me desmata // Enche os meus rios de sacos, caixas e latas e aterra os meus mananciais // Eu como natureza, eu já não aguento mais’. Então, a natureza está nos devolvendo tudo aquilo que a gente fez”, diz ela de forma bem contundente.</p></blockquote>
<p>Dona Onete guarda na memória uma Belém distinta da atual, de quando tudo era &#8220;piri&#8221;.</p>
<blockquote><p>“A nossa terra é diferente, não tem morro, mas tem muitos igarapés, a cidade é cortada por muitos igarapés e mananciais. Basta dizer que a frente de Belém foi toda aterrada. Tudo era piri. Piri é um lugar onde tem muitos igarapés. Começou desde a Igreja da Sé, onde tudo era piri. Então, a gente fica esperando que só Deus na causa”, lamenta.</p></blockquote>
<p>Enquanto espera, seu público só aumenta, seja no Brasil, como no Rock in Rio (2019), ou no exterior. Os sonhos artísticos da musa da música paraense são repletos de possibilidades.</p>
<blockquote><p>“Eu estou aqui caminhando, ainda não cheguei aonde eu quero chegar. Estou pela raia cinco, eu sempre falo, mas para quem já esteve no Rock in Rio, né? Já pode dizer alguma coisa. Mas ainda falta o Lollapalooza (<em>festival anual de música</em>), ainda falta muita coisa, mas aqui no Pará, eu já estou reconhecida como uma grande compositora e cantora, e como é bom quando a gente vence no próprio lugar da gente, porque dizem que santo de casa não faz milagre, mas eu estou fazendo. Que bom, e a luta continua”, avisa.</p></blockquote>
<h3><strong>Safra paraense</strong></h3>
<p>Mesmo sendo uma referência para nomes do Brasil todo, Dona Onete diz ter muito orgulho dos artistas da nossa terra.</p>
<blockquote><p>“Temos vários músicos e artistas talentosíssimos aqui no Pará. Entre eles o Paulo André Barata (<em>cantor e compositor</em>), o maestro Waldemar, além de muitos cantores de brega que já se foram, muitos cantores de samba-canção. Mas temos aqui também um cantor de carimbó que evoluiu o ritmo, fazia composições diferentes, chama-se Pinduca. Ele fez uma mudança no carimbó.”</p></blockquote>
<p>Ela se diz também admiradora de várias cantoras paraenses, dos mais variados ritmos.</p>
<blockquote><p>“Temos grandes cantoras como a Joelma, a Gaby Amarantos, a Lucinha Bastos, a Nazaré Pereira, que saiu para o mundo, a Fafá de Belém. Muita coisa está acontecendo e eu espero que a nossa música não fique só aqui. A nossa música já venceu, ela já está fora do Brasil, já toca muito no exterior, porque nós estamos viajando e cantando sobre as nossas coisas.”</p></blockquote>
<p>Atenta, ela acompanha de perto o trabalho da nova geração, que já se desponta pelo Brasil.</p>
<blockquote><p>“Da nova geração, eu posso citar a Keila, a Natália Matos, a Aíla, a Viviane Batidão, a Valéria, como também as cantoras que cantam o brega. Além disso, os nossos músicos são multi-instrumentistas, tocando os mais variados instrumentos. Não se preocupem, a nossa música já é vitoriosa no exterior”, reforça.</p></blockquote>
<h3><strong>Etarismo </strong></h3>
<p>A história de Dona Onete serve de exemplo hoje para muitas mulheres que sonham em mudar de vida após os 65 anos de idade, quando a pessoa passa a ser classificada como velha no Brasil. Para muitas, como ela, é um recomeço, não o fim da linha. Envelhecer é uma vitória, não uma derrota.</p>
<p>Dona Onete mostra o quanto é preciso combater o preconceito por idade, chamado de etarismo ou ageísmo, que isola mulheres do mercado de trabalho, da sociedade, dos círculos sociais e familiares, levando muitas delas à depressão e à invisibilidade. Ainda mais quando sabemos que o Brasil envelhece mais a cada década, deixando aos poucos de ser o país da juventude, para dar lugar aos idosos.</p>
<p>Daí a necessidade de a população feminina, mais recriminada por ser velha, buscar seus direitos, batalhar por seu lugar ao sol, denunciar o preconceito por idade, ter direito de exibir suas rugas, as marcas do tempo, sem que o mercado de trabalho cobre da mulher um padrão de eterna juventude que não deve existir no mundo contemporâneo.</p>
<p>O homem é sempre &#8220;charmoso&#8221; quando mostra seu cabelo grisalho, mas a mulher é rotulada de &#8220;desleixada, velha e bruxa&#8221; quando faz o mesmo. Ora, a mulher idosa quer trabalhar, ter o cabelo da cor que quiser, quer fazer sexo, ter prazer, fazer amizades, se vestir como quiser, estudar, estar nos palcos ou ampliar horizontes ainda mais revolucionários como Dona Onete. E além: ter acesso a serviço público de saúde digno.</p>
<p>Miremos no exemplo dessa mulher, que lançou seu o primeiro CD, ‘Feitiço Caboclo’, quando tinha 73 anos, em 2012.</p>
<blockquote><p>“No começo desta fase da minha trajetória, eu cantava no Coletivo Rádio Cipó, eu fiz um show no Oi Futuro (2010), foram quatro dias de shows. Cantei também no filme da Camila Pitanga, que ela era protagonista (<em>‘Eu receberia as piores notícias dos teus lindos lábios’, lançado em 2010</em>)”, lembra.</p></blockquote>
<p>Para quem estiver no Rio de Janeiro, Dona Onete fará um show neste final de semana dentro do evento ‘Mulheres Plurais’, na Praça Mauá, nos dias 26 e 27 de março, ao lado de outra musa da música brasileira, a cantora Alcione.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/pinduca-celebra-o-boi-bumba-uma-cidade-sem-cultura-nao-tem-historia/"><strong>Pinduca celebra o boi-bumbá: ‘Uma cidade sem cultura não tem história’</strong></a></p>
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		<title>No Norte,  Pará foi o Estado que mais gerou empregos formais para as mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 19:09:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Dieese]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/trabalho-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma excelente notícia e um presente bem pai d’égua para as mulheres do Estado do Pará: de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) divulgados no dia 3/03, foram gerados quase 26 mil postos de trabalhos formais para as mulheres nos setores do comércio, serviços e indústria em 2021. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/trabalho-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma excelente notícia e um presente bem pai d’égua para as mulheres do Estado do Pará: de acordo com os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) divulgados no dia 3/03, foram gerados quase 26 mil postos de trabalhos formais para as mulheres nos setores do comércio, serviços e indústria em 2021. Trata-se do maior índice da Região Norte.</p>
<p>O Pará é seguido do Estado do Amazonas com saldo positivo de 14.511 postos de trabalhos formais femininos; Rondônia, com saldo positivo de 7.611 postos de trabalhos formais femininos; Tocantins, com saldo positivo de 6.635 postos de trabalhos formais femininos; Acre, com saldo positivo de 3.474 postos de trabalhos formais femininos; Roraima, com saldo positivo de 2.871 postos de trabalhos formais femininos e o Estado do Amapá, com saldo positivo de 1.933 postos de trabalhos formais femininos.</p>
<p>Foram registrados em todo o Pará 405.983 admissões, contra 334.731 desligamentos, resultando num saldo positivo de 71.252 empregos.</p>
<p>Conforme as análises feitas com as informações estudadas do ano passado, e fazendo as comparações entre admissões e desligamentos, todos os setores de atividades econômicas tiveram um representativo crescimento na geração de empregos formais femininos. O principal destaque ficou para o setor do comércio com saldo de 10.674 postos formais de trabalhos. Logo após, veio o setor de serviços, com saldo de 9.756. Já o setor da indústria, em geral, teve um saldo também positivo de 2.568 postos de trabalhos femininos.</p>
<p><em>Fonte: Dieese/PA</em></p>
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		<title>Pará lidera registros de queimadas nos últimos 5 anos no país, aponta CNM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 18:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Confederação Nacional de Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/incendio-para--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Confederação Nacional de Municípios fez uma análise do impacto dos incêndios florestais no Brasil nos últimos cinco anos. De acordo com a nota técnica divulgada em 19/11, o prejuízo em todo o país foi de mais de R$ 1,1 bilhão entre 2016 e 2021, com Mato Grosso do Sul (R$ 533,1 milhões), Mato Grosso (R$ 304,2 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/incendio-para--150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A <a href="https://www.cnm.org.br/cms/biblioteca/Os-perigos-das-queimadas-e-incendios-florestais_2016-a-2021_19.11.2021.pdf" target="_blank" rel="noopener">Confederação Nacional de Municípios</a> fez uma análise do impacto dos incêndios florestais no Brasil nos últimos cinco anos.</p>
<p>De acordo com a nota técnica divulgada em 19/11, o prejuízo em todo o país foi de mais de R$ 1,1 bilhão entre 2016 e 2021, com Mato Grosso do Sul (R$ 533,1 milhões), Mato Grosso (R$ 304,2 milhões) e Minas Gerais (R$ 107,8 milhões) liderando a relação de Estados com maiores perdas econômicas decorrentes dos episódios de fogo. No Pará, o prejuízo foi de R$ 7.214.012.</p>
<p>Oito não informaram se ocorreram danos e prejuízos causados por incêndios e queimadas nesse recorte de cinco anos: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Paraná, Rondônia, Tocantins, correspondendo a 29,6% do total de Estados.</p>
<h3>Por Região</h3>
<p>A Região Centro-Oeste foi disparada a mais afetada financeiramente pelas queimadas e pelos incêndios florestais:</p>
<p>1) Centro-oeste, com R$ 837,8 milhões em prejuízos, correspondendo a 75,4% do total de R$ 1,1 bilhão;</p>
<p>2) Sudeste, com R$ 200,7 milhões, correspondendo a 11,9% do total;</p>
<p>3) Norte, com R$ 70,7 milhões, correspondendo a 7% do total.</p>
<p>Já com relação aos registros, a região Norte foi a mais prejudicada pelas queimadas, mostrando um número alarmante de 457.917 registros, correspondendo a 41,4% do total de 1.104.422 focos.</p>
<p>Em segundo, o Centro-Oeste, com 262.983, correspondendo a 23,8%; e, em terceiro, vem a região Nordeste, com 244.733, equivalendo a 22% do total.</p>
<p>A CNM chama atenção para a Região Norte, pois, em comparação às demais, foi a mais prejudicada pelas queimadas. Porém, apresentou-se em terceiro lugar com relação aos prejuízos econômicos e financeiros contabilizados. Os motivos seriam:</p>
<p>1) várias localidades, principalmente as florestais, do Médio Solimões e Alto do Rio Negro, no Amazonas, Alto do Rio Juruá e Alto Rio Purus, no Acre, e Oriximiná, no Pará, que são de difícil acesso como: áreas rurais, ribeirinhas e indígenas nos Estados do Acre, Amazonas e Pará;</p>
<p>2) por não dispor de equipes qualificadas e especializadas, os gestores locais apresentam muita dificuldade em fazer as devidas ações de avaliações dos danos e prejuízos causados pelas queimadas.</p>
<h3>Por Estado</h3>
<p>Todos os Estados sofreram grandes queimadas nos últimos 5 anos, mas o Pará foi o que apresentou o maior número de queimadas, com 191.981, correspondendo a 16,3% do total de 1.104.422 focos.</p>
<p>Em segundo vem o Mato Grosso do Sul, com 130.963, equivalendo a 11,1% . Em terceiro, o Maranhão, com 115.607, correspondendo a 9,8%; e, em quarto, o Mato Grosso, com 100.997, correspondendo a 8,6% do total.</p>
<h3>Incêndio florestal x queimada</h3>
<p>Incêndio florestal é a propagação do fogo, em áreas florestais e de savana (cerrados e caatingas). Normalmente ocorre com frequência e intensidade maior nos períodos de estiagem e está intrinsecamente relacionada com a redução da umidade ambiental. Já queimadas são fenômenos naturais que podem surgir em áreas secas, de clima árido e semiárido, que contenham vegetação.</p>
<p>No Brasil, existem regiões em que os riscos são mais propensos em decorrência das épocas sazonais caraterizadas como estiagem e que ficam meses sem ocorrência de precipitações pluviométricas, como acontece na região Centro-Oeste, em especial, nos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Na região Norte, são as atividades de queimadas sem controle em razão da agricultura de subsistência e de pasto que aumentam os riscos de incêndios florestais. Em geral, esse cenário não mudou nos últimos 6 anos, e as queimadas estão em maior número nessas regiões.</p>
<h3>Por bioma</h3>
<p>A Confederação destaca que uma questão importante a ser considerada é o bioma em que o município que sofre com queimadas está inserido. O fogo pode ter diferentes tipos e efeitos de acordo com as características da vegetação a queimar. De acordo com os Dados do Monitoramento dos Focos Ativos por Bioma do INPE, entre 2016 e 2021, a Amazônia foi o bioma que teve maior porcentagem de focos de queimada ativos, com 47,1%, seguido pelo Cerrado, com 31,8%, e a Mata Atlântica, com 8,9%.</p>
<p>Pela Amazônia se tratar de um ambiente úmido, o fogo é um fenômeno raro difícil de acontecer naturalmente. No entanto todos os anos entre julho e outubro a região queima, principalmente no mês de setembro. Por isso no bioma amazônico o principal motivo de ocorrência de queimadas é o ser humano.</p>
<h3>Por setor</h3>
<p>A CNM destaca os prejuízos causados por incêndios e queimadas nos principais setores da economia de serviços essenciais como habitação, comércio, agricultura, pecuária, indústria e abastecimento de água potável, entre outros. O setor pecuário foi o mais afetado dentre os demais com R$ 658 milhões em prejuízos, ocupando o primeiro lugar, equivalendo a 65% do total.</p>
<p>Em segundo vem o setor agrícola, com R$ 144 milhões, correspondendo a 14,2%. Em terceiro, instalações públicas danificadas/destruídas, com R$ 103,6 milhões, ou seja, 10,2% do total.</p>
<h3>Como solicitar recurso</h3>
<p>Para solicitar recursos federais para ações de defesa civil, os Estados e Municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública.</p>
<p>Em seguida, o reconhecimento federal deve ser solicitado ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).</p>
<p>O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa 36/2020. Após a publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no DOU, o Estado ou Município pode solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.</p>
<p>Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.</p>
<p><em>Fonte: Confederação Nacional de Municípios</em></p>
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		<title>Conheça as operadoras da tecnologia 5G para a Região Norte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 21:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[5G]]></category>
		<category><![CDATA[Claro]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Sercomtel]]></category>
		<category><![CDATA[Tim]]></category>
		<category><![CDATA[Winity II]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/5g-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O 5G está prestes a chegar. Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu no início do mês o leilão das frequências que serão usadas na quinta geração de internet móvel no País. As operadoras deram seus lances e as vencedores de cada faixa de radiofrequência ficarão responsáveis por uma contrapartida exigida pelo edital. O 5G é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/5g-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<div>O 5G está prestes a chegar. Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu no início do mês o leilão das frequências que serão usadas na quinta geração de internet móvel no País. As operadoras deram seus lances e as vencedores de cada faixa de radiofrequência ficarão responsáveis por uma contrapartida exigida pelo edital.</div>
</div>
<div>O 5G é a <span id="OBJ_PREFIX_DWT403_com_zimbra_date" role="link">quinta</span> geração da telefonia móvel. Considerado um grande marco tecnológico, o padrão viabiliza inovações dignas de ficção científica: carros autodirigíveis, procedimentos médicos a distância, automação completa de linhas de produção, vigilância e monitoramento de todo o tráfego urbano, além de entretenimento em altíssima qualidade e conectividade semelhante à encontrada em países desenvolvidos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1426282&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1426282&amp;o=node" /></div>
<div>
<div>Velocidade cem vezes mais rápida que a do 4G e curta latência, ou seja, um tempo de resposta ágil que evita delay nas chamadas de vídeo. Essas são as promessas desta nova tecnologia, além de uma maior capacidade de  processamento de dados na nuvem, ampla densidade de aparelhos ligados, uso eficiente de bateria de dispositivos, alta capacidade de uso simultâneo, entre outras.</div>
<div></div>
<div>
<p>Cinco empresas irão fornecer a tecnologia 5G na Região Norte do País: <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Sercomtel, Claro e Vivo foram as operadoras vencedoras da disputa pelas frequências regionais, enquanto Winity II, TIM e, novamente, Claro e Vivo, levaram lotes nacionais, que também contemplam ações no território.</span></p>
<p>O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que a entrada de novas operadoras pode implicar na redução de preços dos serviços de telefonia móvel prestados atualmente, com tecnologia 4G. Segundo ele, isso é possível graças ao fato de que, a partir do leilão, 1.174 municípios com mais de 30 mil habitantes contarão com pelo menos três prestadoras de serviços.</p>
</div>
<h3>Promessa sustentável</h3>
<div><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">As operadoras vencedoras do certame irão destinar, como contrapartida ao direito de uso das faixas de radiofrequência, R$ 1,5 bilhão para implementar o programa Norte Conectado, que conectará uma rede de fibra óptica subfluvial com 12 mil quilômetros na região amazônica. </span></div>
<div></div>
<div><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">&#8220;Levaremos conexão para a região Norte sem derrubar uma única árvore&#8221;, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria.</span></div>
</div>
<div><a target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <img decoding="async" src="https://releasesinbound.com/2=YjZjBjMipTbvNmLh9mYhJnclRXYyFGcA9WYjFGZlJnO3YTO4czNzcDM0ozZlBnauc3bsVjMxQTN2UTN5gzY3gjZ2IWN2YTOyEGMzUzY5cDZiJzYGJTJiJzYGJTJyUDNwEjRyUCN0IDNx8VL0ETLfpTO" alt="" width="536" /></a></div>
<div>
<h3>Obrigações</h3>
<div>
<p>Entre as outras compensações para a região Norte estão a cobertura com 4G, na faixa de 700 MHz (megahertz), em 141 localidades e em mais de 7 mil quilômetros de rodovias federais. O compromisso, assumido pela Winity II, deve beneficiar 148.579 pessoas moradoras desses locais. Também constam a instalação de redes de transmissão de fibra óptica (backbone) em 94 municípios.</p>
<p>As obrigações possuem metas determinadas ano a ano, como no caso da cobertura de internet nas estradas, que prevê 50% atendido até 2025 e de 100% até 2029. A construção do backbone deve ser entregue até 2026 e, para a implantação do Norte Conectado, o prazo de conclusão não pode ser superior a quatro anos, a contar da data de constituição de uma entidade que ficará responsável por sua operacionalização.</p>
<h3>Valores</h3>
<p>O valor total angariado no processo foi R$ 47,2 bilhões e todas as obrigações foram contempladas com a venda das faixas de radiofrequências, de 700 MHz, 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz.</p>
<p>O ágio total &#8211; valor pago acima do preço mínimo estabelecido pela Anatel para os lotes &#8211; alcançou mais de R$ 5 bilhões, sendo que cerca de R$ 2,6 bi foram convertidos em compromissos extras. Serão mais investimentos do que o previsto inicialmente em compromissos de conectividade para rodovias, municípios e localidades.</p>
<p>A Winity II, que arrematou a faixa de 700 MHz em todo o território nacional, converteu o ágio de sua proposta em compromisso de cobrir mais 4,3 mil km de estradas no País, com internet móvel de alta velocidade.</p>
<p>Ao todo, serão 35,7 mil km de rodovias conectadas. A Claro, que venceu a disputa para os lotes nacionais de 3,5 GHz, comprometeu-se com o projeto de levar conexão para a rede pública de ensino, que também aguarda formação de grupo de trabalho para definir as políticas públicas que usarão os recursos.</p>
<p>Os valores referentes aos lotes específicos para a Região Norte estão discriminados a seguir:</p>
</div>
</div>
<div><a target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <img decoding="async" src="https://releasesinbound.com/8=UGZhJWO5oTbvNmLh9mYhJnclRXYyFGcA9WYjFGZlJnO3YTO4czNzcDM0ozZlBnauc3bsFmNwETYzEDOxMjN3M2NwQjY3YDMzE2MzQjY0UWM3Q2MGJTJ3Q2MGJTJyUDNwEjRyUCN0IDNx8VL0ETLfpDN" alt="" width="800" /></a></div>
<div>Porém, os benefícios da chegada da tecnologia 5G não se restringem aos brasileiros diretamente impactados pelos compromissos firmados com as empresas vencedoras do leilão. Estima-se que nos próximos 20 anos, os investimentos totais resultantes dos avanços proporcionados pela nova geração irão movimentar R$ 169 bilhões na economia brasileira. Diversos setores da economia &#8211; como saúde, educação, agronegócio, indústria, entre outros &#8211; passarão por uma revolução, gerando renda e inaugurando empregos inteiramente novos no mundo do trabalho.</div>
<h3>Novos aparelhos?</h3>
<div>
<p>Como é uma nova tecnologia, o 5G vai exigir a compra de aparelhos preparados para receber o novo sinal de internet e a contratação de pacotes de dados. Já é possível encontrar nas lojas celulares e tablets com 5G. O preço é alto, mas com o tempo, deve cair.</p>
<p>Os dispositivos móveis vão continuar funcionando normalmente. De acordo com o professor e engenheiro de telecomunicações Andersonn Kohl, o 4G ainda poderá ser usado nos próximos anos.</p>
<p>O cronograma de implantação do 5G no Brasil prevê que todos os municípios do País sejam cobertos pela nova tecnologia até o ano de 2029.</p>
</div>
<div><em>Fonte: Ministério das Comunicações</em></div>
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		<title>Mudanças climáticas e desmatamento vão gerar calor intolerável ao corpo humano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2021 21:23:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[savanização]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O desmatamento em grande escala da Floresta Amazônica associado às mudanças climáticas aumentará o risco de exposição ao calor extremo. Não estamos falando do calor que suportamos habitualmente em nossa terra. São níveis de calor fisiologicamente intoleráveis ao corpo humano, segundo estudo publicado nesta sexta-feira, 1/10, pelos pesquisadores Beatriz Alves de Oliveira, da Fiocruz; Marcus [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/para-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O desmatamento em grande escala da Floresta Amazônica associado às mudanças climáticas aumentará o risco de exposição ao calor extremo.</p>
<p>Não estamos falando do calor que suportamos habitualmente em nossa terra. São níveis de calor fisiologicamente intoleráveis ao corpo humano, segundo estudo publicado nesta sexta-feira, 1/10, pelos pesquisadores Beatriz Alves de Oliveira, da Fiocruz; Marcus Bottino e Paulo Nobre, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); e Carlos Nobre, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP). Trata-se da primeira análise dos impactos combinados do desmatamento e das mudanças climáticas na saúde humana.</p>
<p>Segundo os resultados do estudo <a href="https://rdcu.be/cyIzj" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Desmatamento e mudanças climáticas projetam aumento do risco de estresse térmico na Amazônia Brasileira</em></strong></a>, existe um limite de desmatamento da Amazônia que impactará a sobrevivência da espécie humana.</p>
<p>Esse limite é acompanhado por um “efeito extremo na saúde” que deixará, até 2100, mais de 11 milhões de pessoas da região Norte do Brasil, que inclui o Pará, expostas ao risco extremo de estresse térmico, quando teremos atingido os limites de adaptação fisiológica do corpo humano devido ao desmatamento. Em outras palavras, não seremos capazes de manter nossa temperatura corporal sem adaptação.</p>
<p>Os pesquisadores enfatizam a necessidade urgente de medidas coordenadas para evitar efeitos negativos sobre as populações vulneráveis.</p>
<blockquote><p>“Os efeitos locais das mudanças no uso da terra estão diretamente ligados às políticas e estratégias de sustentabilidade das florestas, e as mudanças nessas áreas estão ao alcance da sociedade. Nessas áreas, o setor de saúde poderia ser um importante motivador na formulação de políticas integrativas para mitigar o risco de estresse térmico e a redução da vulnerabilidade social”, afirma Beatriz Oliveira, pesquisadora da Fiocruz Piauí.</p></blockquote>
<h3><strong>Desmatamento e aumento da temperatura corporal</strong></h3>
<p>Sob condições ambientais desfavoráveis que incluem alta exposição à temperatura e umidade, as capacidades de resfriamento do corpo são enfraquecidas, resultando em aumento da temperatura corporal. A exposição a tais condições pode ocasionar desidratação e exaustão e, em casos mais graves, tensão e colapso das funções vitais, levando à morte. Além disso, o estresse causado pelo calor pode afetar o humor, os distúrbios mentais e reduzir o desempenho físico e psicológico das pessoas.</p>
<blockquote><p>“As condições extremas de calor induzidas pelo desmatamento podem ter efeitos negativos e significativamente duradouros na saúde humana. Precisamos entender globalmente que se o desmatamento continuar nas proporções atuais, os efeitos serão dramáticos para a civilização. Essas descobertas têm sérias implicações econômicas que vão além dos danos às lavouras de soja”, afirma Paulo Nobre, do Inpe.</p></blockquote>
<h3>Realidade hoje</h3>
<p>No Brasil, os efeitos combinados do desmatamento e das mudanças climáticas já estão sendo relatados com base em dados observacionais, com os valores de aquecimento mais extremos relatados em grandes áreas desmatadas de 2003 a 2018.</p>
<p>Nas modelagens climáticas realizadas pelos pesquisadores, a combinação de mudança no uso da terra e aquecimento global pode ampliar ainda mais os riscos. Além disso, fatores induzidos pelo homem responsáveis pela &#8220;savanização&#8221; da Amazônia, como aumento do número de incêndios florestais, bem como expansão de áreas agrícolas e atividades de mineração, tendem a impulsionar o crescimento desordenado e um processo de urbanização não planejado, com falta de infraestrutura sanitária básica e trabalho informal mais frequente.</p>
<h3><strong>Impacto na economia</strong></h3>
<p>Os resultados do estudo mostram que os efeitos serão em escala regional, com os maiores impactos diretos na região Norte do país. Vejamos:</p>
<ul>
<li>Do total de 5.565 municípios brasileiros, 16% deles (30 milhões de pessoas) sofrerão impactos por estresse térmico com a savanização da Floresta Amazônica.</li>
<li>Da população impactada (30 milhões de pessoas), 42% residem em municípios da Região Norte, que apresenta baixa capacidade de resiliência e alta vulnerabilidade social.</li>
<li>No Norte, aproximadamente, 12 milhões de pessoas poderão ser expostas ao risco extremo de estresse por calor até 2100.</li>
</ul>
<h3>Trabalho ao ar livre</h3>
<p>O aumento da exposição ao estresse térmico poderá impactar várias áreas da economia, com redução da produtividade do trabalho. No Brasil, os trabalhadores ao ar livre já estão expostos ao estresse térmico, e as projeções apontam para um aumento da exposição a alto risco nas próximas décadas.</p>
<p>O aumento de 1,5°C na temperatura média global, com base nas projeções dos modelos climáticos dos pesquisadores, poderá representar 0,84% das perdas de jornada de trabalho até 2030, o equivalente a 850 mil empregos de tempo integral, principalmente nos setores agrícola e de construção civil &#8211; na agricultura, o alto risco associado ao trabalho intenso e à sobrecarga térmica já foi observado entre os cortadores de cana-de-açúcar.</p>
<p>Nas estimativas dos pesquisadores não foi considerado o crescimento populacional ou mudanças na estrutura demográfica ou expectativa de vida. Assim, os resultados expostos no estudo refletem os efeitos isolados da mudança climática e da savanização e podem ser interpretados para representar os efeitos que seriam observados se a população atual fosse exposta às distribuições projetadas de estresse térmico. Já a vulnerabilidade da população exposta foi avaliada por meio do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) dos municípios brasileiros. Este índice é baseado em 16 indicadores que refletem fragilidades no sistema de saúde e educação (capital humano), infraestrutura urbana e renda e trabalho.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fiocruz</em></p>
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