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	<title>Rede de Cantinas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Rede de Cantinas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Seca deixa extrativistas sem safra de castanha na região da Terra do Meio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 12:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[castanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/castanha3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará passa atualmente pelo inverno amazônico, mas os impactos da última seca ainda são sentidos por muitas comunidades. Na região da Terra do Meio, em Altamira, esse período deveria ser de coleta e venda da castanha, mas devido à longa estação seca do ano passado as árvores não deram frutos ou a safra foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/castanha3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará passa atualmente pelo inverno amazônico, mas os impactos da última seca ainda são sentidos por muitas comunidades. Na região da Terra do Meio, em Altamira, esse período deveria ser de coleta e venda da castanha, mas devido à longa estação seca do ano passado as árvores não deram frutos ou a safra foi menor do que o normal. Com isso, a economia das populações tradicionais está abalada.</p>
<p>Normalmente, de dezembro a maio é o período em que os ouriços caem das castanheiras, mas dessa vez a safra foi a menor que já se viu, segundo os produtores da região. A queda de produção associada aos eventos extremos frequentes também está impactando nas atividades de colheita realizadas por povos indígenas e ribeirinhos.</p>
<blockquote><p>“A baixa da safra da castanha faz parte da sazonalidade da espécie. A questão é que esse ano deve ser a menor desde que estamos acompanhando. E é esse também o relato dos extrativistas”, explica Jeferson Straatmann, analista sênior em economia da sociobiodiversidade do Instituto Socioambiental (ISA).</p></blockquote>
<h3>Produção em queda</h3>
<p>Ribeirinhos, indígenas e extrativistas da Terra do Meio também afirmam que a produção da castanha vem caindo ano a ano, mas não é o único produto afetado. Na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio,a seca também provocou perdas nas roças e na produção de cacau. Além disso, o clima mais seco fez com que áreas que não pegavam fogo agora se tornassem inflamáveis.</p>
<p>Em 2024, o rio Xingu e o rio Iriri tiveram situação de escassez hídrica declarada pela Agência Nacional de Águas (ANA). O problema afetou o abastecimento e o transporte, principalmente das comunidades das Resex &#8211; Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Rio Xingu, que precisaram receber doações de cestas básicas.</p>
<p>A alternativa encontrada para enfrentar o desabastecimento e manter a economia local é fortalecer o projeto da Rede de Cantinas, em que as comunidades se organizam para comercializar os produtos da floresta a preços mais justos e valorizados junto às empresas.</p>
<p>Com a falta de castanha, o foco será direcionado para a aquisição de produtos não perecíveis, farinha e óleo de babaçu. Somente em 2024, a Rede de Cantinas movimentou cerca de R$ 2 milhões na região, sendo que R$ 500 mil eram provenientes do comércio de castanha.</p>
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		<title>Rede de Cantinas transforma vida de extrativistas de castanha-do-pará em Altamira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2022 19:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[Nei Xipaya]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Cantinas]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Cantinas Terra do Meio]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Xipaya]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/castanha_meio_ambiente_abr_ilo_clareto_ISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho “Desculpa não ter respondido logo, é que eu tava no mato justamente fazendo coleta de castanha”. Assim começa a conversa do Pará Terra Boa com o líder indígena Nei Xipaya sobre os desafios e avanços na comercialização da castanha-do-pará em Altamira, onde ele vive com sua comunidade. Ele fala da revolução comercial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/castanha_meio_ambiente_abr_ilo_clareto_ISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>“Desculpa não ter respondido logo, é que eu tava no mato justamente fazendo coleta de castanha”.</p>
<p>Assim começa a conversa do <strong>Pará Terra Boa</strong> com o líder indígena Nei Xipaya sobre os desafios e avanços na comercialização da castanha-do-pará em Altamira, onde ele vive com sua comunidade. Ele fala da revolução comercial local a partir da criação da Rede de Cantinas da Terra do Meio, entre os rios Xingu, Caruá e Iriri. As cantinas são espaços de comercialização da mercadoria que funcionam como entreposto comercial justo entre a comunidade e o mercado externo.</p>
<p>Segundo produtor nacional da castanha, atrás do Amazonas, o Pará respondeu em 2020, segundo o IBGE, por 8.643 toneladas e R$ 20,8 milhões em valor de produção, mas na mão de quem colhe, o dinheiro chega muitas vezes minguado.</p>
<p>Antes de 2012, a produção de castanha em Altamira – e em diversas regiões que ainda vivem essa realidade &#8211; era dominada pelos chamados regatões, atravessadores que na pechincha pagavam bem menos que valia a caixa com 20 quilos da castanha.</p>
<p>“A gente vendia por R$ 10 a caixa. Então, em 2014 a gente iniciou a discussão da implementação da Rede de Cantinas”, relata Nei.</p>
<figure id="attachment_10606" aria-describedby="caption-attachment-10606" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-10606" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-300x198.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-1024x675.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-768x506.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-150x99.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2-450x297.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya2.jpg 1056w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-10606" class="wp-caption-text">Na foto, Nei Xipaya comemora a safra</figcaption></figure>
<p>Em 2020, somente a Rede de Cantinas da Terra do Meio foi responsável por mais de 200 toneladas de castanha <em>in natura</em> e duas toneladas de castanha desidratada, além de 330 litros de óleos vegetais de castanha, babaçu, andiroba e outros produtos.</p>
<p>“A gente conseguiu uma valorização muito grande de 2014 para cá e saltou de R$ 10 a caixa de castanha para R$ 60, depois R$ 80, R$ 90 e, agora, R$ 110 na mão do produtor, que destina R$ 10 para a limpeza e seleção das castanhas e fica com R$ 100 livres ”, comemora.</p>
<h3>Pioneira</h3>
<p>A Terra indígena Xipaya foi a primeira a participar da Rede de Cantinas, uma vez que o trabalho entre indígenas e não indígenas não era comum por lá. Hoje, a Rede de Cantinas da Terra do Meio conta com 3 mil trabalhadores na extração de castanha, borracha, babaçu, óleo de copaíba e de coco no Pará. Engloba 27 cantinas em três reservas extrativistas, cinco terras indígenas e uma associação da agricultura familiar, todas ligadas às associações de moradores locais, que são 13, algumas com mais de uma cantina.</p>
<p>A Rede de Cantinas pode tanto fornecer capital quanto trocas por equipamentos e mercadorias que não são produzidos pelas comunidades, como facões, escovas de dentes ou botas. Outra função de uma cantina é ser local de troca de informações e diálogo sobre estratégias de defesa do território e acesso a políticas públicas.</p>
<figure id="attachment_10607" aria-describedby="caption-attachment-10607" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10607 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1024x485.jpg" alt="" width="1024" height="485" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1024x485.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-300x142.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-768x364.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-150x71.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-450x213.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5-1200x568.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/xipaya5.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-10607" class="wp-caption-text">Trabalho duro no castanhal em Altamira. foto: Nei Xipaya/Divulgação</figcaption></figure>
<h3>Trajetória da castanha</h3>
<p>Do castanhal até ser comercializada, a trajetória da semente é longa: primeiro, vem a pré-coleta, com organização comunitária, mapeamento dos castanhais, seleção das árvores, corte dos cipós e limpeza.</p>
<p>Só então materiais e equipamentos, como a mão-de-onça, um pegador de madeira com quatro pontas feito para coletar o ouriço no chão, são separados para começar a coleta.</p>
<p>Ouriço é o fruto da castanheira que carrega as sementes. Depois de coletado e amontoado na floresta, começa a fase da pós-coleta, com a quebra, lavagem, seleção, transporte, secagem e só então o armazenamento para depois ser comercializada na rede de cantinas ou ainda serem beneficiadas em miniusinas, o que depende da realidade de cada região.</p>
<p>Em Altamira, município mais extenso do Brasil, Nei Xipaya conta que as mudanças climáticas e a longa idade dos castanhais têm impactado o trabalho.</p>
<blockquote><p>“Há uns anos a gente tinha uma coleta de castanha bem maior do que se tem hoje, por conta até mesmo da existência dos castanhais novos e também do próprio clima”.</p></blockquote>
<p>Por isso, o trabalho hoje em busca da melhor castanha é ainda mais árduo.</p>
<p>Quando a castanha está pré-seca, ela é enviada um galpão da Rede de Cantina na cidade. Esse processo final, no entanto, não ocorre num passe de mágica. Muito suor é deixado para trás.</p>
<blockquote><p>“Ainda não se tem uma valorização significante. Está bom perto do que era, mas ainda tem um trabalho muito pesado na coleta. Você fica 3, 4 dias acampado, carrega muito peso nas costas sem apoio de trator, animal, é tudo no paneiro, nas costas, e anda muito tempo por isso, em período chuvoso, de dezembro até abril. Tem muita praga, muriçoca, e por isso tudo a gente busca mais valorização ainda para amenizar esse sofrimento”.</p></blockquote>
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